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Fra x Fla. O clássico do dia
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Marquinhos, privaprovavel o melhor jogador brasileiro da atualidade.

Didi, seguramente, a maior revelação dos últimos tempos.

Gustavo de Conti, jovem treinador, atual campeão brasileiro.

Helinho Garcia, jovem treinador, atual campeão brasileiro.

Anderson Varejão, revelado em Franca, veio da NBA para a Gávea.

David Jackson, um canhão na linha de três. Vinte pontos por jogo.

Uma nação de olho na televisão.

Uma cidade envolvendo o Pedrocão.

Seis vitórias em sete jogos.

Seis vitórias em sete jogos.

Franca x Flamengo.

O grande clássico de hoje.

 


Cotia salva São Paulo no jogo maluco
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Em um jogo eletrizante, com muita ligação direta, muita velocidade, jogadas pelos lados e pouco “pensamento”, o Flamengo, apesar de estar atrás duas vezes, empatou o jogo.

E poderia ter vencido não fossem erros incríveis de finalização diante de um São Paulo extenuado no final do jogo.

O São Paulo pode comemorar muito a atuação de três jovens de Cotia. Luan foi o melhor. Jogador de rendimento constante, volante vertical, de área a área. Uma realidade. Quase fez um gol.

Liziero é do mesmo estilo. Começou jogando na frente e depois, no sufoco final, recuou.

Helinho estreou com um golaço. Teve aquilo com que todo jovem sonhar. Não manteve o ritmo, o que seria impossível. Não é Pelé. Foi um lindo cartão de visitas de quem tem grande futuro.

São três jovens que devem ser titulares em 2019. Há um time a ser construído a partir deles. O São Paulo não pode terminar um jogo sem pernas.


São Paulo tem segundo turno horrível
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O São Paulo está em um beco sem saída. Faz um segundo turno abaixo da crítica – duas vitórias, cinco empates e duas derrotas – e não tem como reagir.

Continua, por enquanto, a ser um time difícil de ser batido, mas é insuficiente. A queda parece difícil de ser estancada.

Os problemas afloraram justamente no período de ascensão do Palmeiras, que é mais forte. Difícil segurar.

O que fazer para Nenê reagir?

Um jogo de folga, como forma de descanso? Um novo posicionamento, mais parado?

O mais complicado é que não há reserva. Shaylon faz boas jogadas, arrisca um chute ou outro, mas é muito tímido em campo. Não tem alma de protagonista.

Liziero, embora não seja da posição, pode ser a melhor opção. Mas não é uma solução.

E a ausência de Everton?

Ele está de volta, mas sua ausência foi terrível. Novamente, não havia reservas. Lucas Fernandes, uma decepção, já havia ido para um timinho de Portugal. Reinaldo é uma improvisação. Régis deixou o clube. Brenner e Caíque não entram. E quando entram, principalmente Brenner, não agradam.

E o ataque?

Rojas não tem reserva.

Diego Souza?

Vem fazendo um campeonato digno. Mas é veterano e pouco participativo. Pensem em Calleri. Ou Kardec.

E os reservas? Trellez teve bons momentos, apesar de tratar a bola como Vossa Alteza Imperial, mas não é certeza.

Gonzalo Carneiro me parece um engano terrível. Um grande erro de avaliação.

Com tantos problemas, como melhorar? Não vejo como, principalmente porque o time tem mostrado desconcentração em muitos momentos. Basta lembrar o jogo contra o América. E time aguerrido não pode perder foco.

A luta é por uma vaga na Libertadores. Me parece bem acessível. Mesmo que Aguirre não consiga melhorar o repertório do time, dá para ficar entre os seis, graças ao primeiro turno.

E eu, o que faria?

Não tem a mínima importância, não sou treinador, mas, vá lá… Fixaria a dupla Arboleda e Bruno Alves. E, quando Rojas e Everton estivessem fora, daria chance a Helinho e Brenner.

É o que tem para hoje.

 


Ricardo Rocha: “Vibrei com Jandrei, mas confio muito em Sidão”
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“Grande defesa”.

“Que milagre”.

Ricardo Rocha, não nega, vibrou muito com Jandrei, da Chapecoense contra o Inter. No pênalti e, no último lance do jogos, sempre diante de Leandro Damião. “Lógico que eu vibrei. Você acha que não comemoraram o nosso empate contra o Paraná”, pergunta. “Não foi um pênalti mal batido, não. Foi uma grande defesa, com muita elasticidade”.

Os elogios de Ricardo Rocha ao goleiro da Chapecoense não se transformam em brincadeiras como se viu nas redes sociais, apontando Jandrei como o melhor goleiro do São Paulo no ano, por conta das duas defesas que levaram o time novamente à liderança do Brasileiro.

”De jeito nenhum, o Sidão é um goleiro muito bom e eu tenho toda a confiança nele. Eu, Aguirre e todo mundo”, diz o coordenador de futebol do São Paulo. “Não levou um frango no Brasileiro, não levou um frango no ano. E a defesa que fez contra o Ceará, salvando o time? E contra o Santos, a maneira como ele saiu no Rodrygo, tampando todo o ângulo do garoto. É bom ou não”?

Rocha acredita que o campeonato seguirá muito parelho, até as últimas rodadas, talvez até a última. “Nada vai ser fácil. Vamos suar sangue para conquistar o Brasileiro, estamos com muito foco, mas vai ser jogo a jogo. Sem moleza”.

O elenco do São Paulo será reforçado para 2019. Haverá pelo menos três grandes contratações. Ricardo não entra em detalhes, mas dá uma dica. “Precisamos de reservas que façam o que o Trellez faz. Entra em capo e dá novas opções ao treinador, muda o jogo. Contra o Santos, quase que sai nosso gol no último lance por causa da jogada dele. Aliás, quem deu o passe foi o Everton Felipe, que entrou muito bem. O garoto está melhorando”.

Com a possibilidade de se classificar de forma direta para a fase de grupos da Libertadores, Ricardo Rocha sonha com o Paulista sendo um campo de oportunidade para jovens jogadores. “Santos, Flamengo e outros estão com jogadores de 18, 19 anos. Vamos lançar os nossos no Paulistão. Estou com muita vontade de ver Helinho, Igor, Anthony, Walce, Rodrigo, Tuta e outros”, terminou Ricardo Rocha.


Ricardo Rocha, defensor da base, fala sobre o futuro do São Paulo
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Estreou na TV UOL o “A Rússia é logo ali”, apresentado por Fernando Vannucci. Estarei com ele, sempre na véspera e um dia após os jogos do Brasil. Ricardo Rocha estava ao meu lado no PROGRAMA DE ESTREIA.

Ricardo falou sobre suas participações em programas de televisão durante a Copa. “Você me criticou, agora é preciso dizer que está tudo muito bem estruturado e não vai atrapalhar de modo algum meu trabalho no São Paulo, que é o que importa. Todo mundo terá dez dias de Copa e vou usar esse tempo para participara da Copa, à minha maneira, em alguns programas. No dia da reapresentação, estarei lá para receber os jogadores e tocar em frente nosso projeto”.

Já há algumas possibilidades de contratação para os lugares de Marcos Guilherme e Valdívia, mas, nas reuniões, Ricardo Rocha defende que a base deve ser privilegiada. “Antes de buscar alguém, vamos ver os nossos meninos”, afirma, antes de citar nomes e nomes de gente da base que ele admira. Cita Toró e Helinho, mas também fala de Anthony, dos zagueiros Rodrigo e Walce e até do lateral Tuta, que está na reserva de Caio.

Ricardo Rocha é puro entusiasmo. Descreve as qualidades dos garotos, fala em dar uma aulas de “zagueiro para zagueiro” com Rodrigo e Walce, cita seu entusiasmo co Araruna (“O Jardine falou das suas qualidades e ele confirmou em campo”) e mostrou seu contentamento com o momento atual do time. “Estamos criando uma gordura boa. O segundo turno é mais difícil porque quem está mal, contrata para não cair e quem está bem, contrata para ser campeão. E nós estamos nessa briga aí”.

Por fim, falou que sente Nenê como um garoto, com muita personalidade e correndo muito, por todo o campo. Everton recebe muitos elogios, resumidos em uma pergunta: “você viu como o Nenê e o Diego Souza melhoraram com a chegada dele? Ele faz o time melhorar”. E disse qual o conselho que dá a Nenê e Diego Souza antes dos jogos: “vocês são os mais experientes. Precisam entrar em campo e serem fdp. No bom sentido, é lógico”.

Vejam o programa. Foi muito legal.


Yago comanda Flamengo invicto e 100%
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O Flamengo conquistou  Copa São Paulo, com oito vitórias e um empate. Invicto. Rendimento de 92,6%. É a quarta conquista em quatro disputas. Rendimento de 100%. O clichê “deixaram o Flamengo chegar” prevalece, pelo menos na base. Com números tão consistentes, fica ridículo falar em injustiça, mesmo que o grande jogador em campo, na vitória por 1 x 0, tenha sigo o goleiro Yago.

Ele pegou muito. Principalmente pelo alto. Apareceu depois que o São Paulo começou a dominar o jogo. E o domínio veio desde o início, após o gol do Flamengo, a três minutos. E foi muito ajudado por Hugo Dantas e Patrick. O trabalho foi facilitado, um pouco, pela configuração tática do São Paulo, que não tinha um homem de referência. O que complica muito para quem fica atrás logo no início da partida.

O jogo ficou com uma característica já esperada. O São Paulo é um time muito bom e com muito toque de bola. Envolveu o Flamengo, que respondia sempre com os pontas Bill e Lucas Silva. O domínio aumentou no segundo tempo, com a entrada de Gabriel Novaes, mas o Flamengo se defendeu muito bem.

O legal é que a final confirmou que há jogadores de muito futuro nos dois times. Os cinco do Flamengo que já citei e o capitão Hugo Moura. Do lado tricolor, Liziero é uma realidade. Não me parece um jogador para grandes vôos europeus, mas com muito a dar, de forma constante, ao clube. O lateral Tuta, também. Helinho, sim, é jogador de muito futuro. É a grande joia.

 


Torcida do São Paulo merece um time à sua altura
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Time grande não cai, grita nas redes sociais, nos bares, nos batizados, casamentos, intifadas e onde mais seja, a torcida do São Paulo.

Grita com orgulho, grita alto (pleonasmo, eu sei), grita com razão. Afinal, o time não caiu muito por causa da atuação da torcida. Mostrou uma solidariedade imensa a uma equipe que não se acertou com Ceni, a outra equipe que foi destroçada pela diretoria, ao time cambaleante montado por Dorival e agora, com muito mais razão, ao time que tem a atual maior série invicta do Brasileiro.

A torcida do São Paulo mostrou uma cara bonita, amiga, muito diferente do que fez uma pequena facção de criminosos, que, no ano passado, invadiu o CT, agrediu jogadores e roubou material esportivo do clube. Ladrões.

Enfim, a torcida do São Paulo tem todo o direito de comemorar…o que tem para comemorar. Sua própria atuação na luta para manter o time na elite do futebol brasileiro.

O triste é que o que restou a comemorar é isto. Apenas. Já há algum tempo, o São Paulo passa por um período horrível. Os últimos títulos foram em 2012 e 2008. Em 2018, a primeira luta é para que não seja igualada a marca de 13 anos sem título no Paulista, até agora o maior jejum da história. A seca foi de 1957 a 1970, quando o São Paulo dedicava suas forças à construção do Morumbi.

O canto mais famoso da torcida tricolor está datado e desatualizado. Nunca fui rebaixado. Tenho Libertadores. Não alugo estádio. Todos os paulistas têm Libertadores e todos têm estádio.

A torcida merece muito mais do que essa mediocridade. O clube merece muito mais do que essa alegria por vexame evitado.

A boa notícia é que há uma base para o ano que vem. O time que termina o campeonato é bom. Hernanes, Petros, Jucilei, Cueva e Pratto teriam lugar garantido em todos os grandes brasileiros. Militão é um presente de Cotia que se transformou em realidade. Rodrigo Caio é um bom jogador e, mais do que isto, uma boa fonte de renda.

O time precisa de ajustes como um grande goleiro, um bom lateral-esquerdo, mais dois ou três jogadores experientes e abrir as portas para Cotia, com Brenner, Artur, Liziero, Helinho…

A má notícia é que o gerenciamento desta transição do bom time de agora para um time campeão daqui a alguns meses está nas mesmas mãos de sempre. E nem vou citar nomes aqui. Não é o caso. Os que desejam tirar os que aí estão são tão ultrapassados quanto. É impressionante como o São Paulo não consegue, entre seus dirigentes, criar alguém com ideias arrojadas, modernas, que consiga tratar os jogadores com amor, que faça com que tenham prazer em jogar no clube, que consigam bons patrocínios e que resolvam a triste equação de Cotia. Qual equação? Quem é ótimo, faz dez jogos e vai embora. Quem é bom, não consegue se firmar porque o lugar fica com jogadores vindos de outros clubes. Jogadores médios ou fracos como Marcinho, Denílson e outros.

O São Paulo precisa mudar por dois  motivos, ao menos: 1) sua torcida merece e 2) até quando ela vai conseguir consertar as besteiras feitas pelos dirigentes?


Confesso meu time. E Jô será um desfalque terrível
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Vou confessar para qual time eu torço. É o Franca Basquete. Muito antes da chegada oportunista – e boa para o clube, não se pode negar – do presidente da Fiesp, defensor do fim dos direitos do trabalhador, eu já torcia para Franca.

O time se chamava Clube dos Bagres e foi mudando de nome, sempre de acordo com o novo patrocinador. É a sina do esporte olímpico no Brasil. Mas o que interessa é a ideia de um esporte representar uma cidade, como o basquete francano faz há 50 anos.

Hoje, sob o comando de Helinho, enfrenta o Paulistano, time muito bom, na final do campeonato paulista. Um título que não vence há dez anos. Uma digressão: nos anos 80, havia torneios importantes no Ibirapuera. Torneios internacionais, sempre com a presença de Porto Rico, de Mincy, Santiago, Morales e outros cobras. O Brasil era melhor, tinha muita gente boa. Entre eles, Hélio Rubens. E no intervalo, Helinho, ainda menino, ficava arremessando da linha de lance livre. Talvez por isso tenha sido tão bom no quesito, com aproveitamento de 90%.

E, segundo os amigos do Franca Basquete da Depressão, o time perdeu o primeiro jogo por falta de bom aproveitamento no lance livre. Uma questão que decide jogos.

E…aí entra o Jô. O campeonato brasileiro, que vinha em um marasmo grande com a disparada corintiana, ganhou ares de suspense com a queda do time e a melhora de Palmeiras e Santos. Se o Corinthians perder domingo, teremos mais seis rodadas de enfartar. E tudo poderá fazer diferença. Tudo. Todo detalhe poderá decidir quem será o campeão.

E (caramba, o terceiro parágrafo começando com E), o Corinthians, com certeza não terá Jô em algum desses jogos. Ele foi citado por haver dado um coice no zagueiro Rodrigo, já nos acréscimos do jogo contra a Ponte Preta.

Uma agressão totalmente desnecessária. Jô teve um comportamento que nada lembra o novo Jô, um dos grandes nomes do atual campeonato. Ora, quem sou eu, que nunca disputei nenhum campeonato para dizer que Jô deveria haver se comportado melhor e não cair em alguma esparrela de Rodrigo ou de seu próprio passado. Não vivi a situação que ele está vivendo, de muito estresse e muita cobrança. Quem sou eu? Sou a própria consciência de Jô. Ele, com certeza, está pensando o mesmo que eu escrevo aqui.

E deveria pensar que seu reserva é o Kazim. E ter feito como Petros, que está pendurado há 12 rodadas e não leva o amarelo.

Por fim, repito o meu ponto de vista para o caso atual e todos os outros que aconteceram e que irão acontecer. Para mim, o futebol tem 90 minutos. O árbitro deve ser cobrado pelo que marcou certo, pelo que marcou errado, pelo que marcou a mais e por aquilo que não marcou. Se o juiz não viu o coice de Jô, punição para o juiz. E segue o jogo. Não se pode, a meu ver, ficar punindo tudo o que se passou e não foi visto. E há a possibilidade que, com certeza não se concretizará, de uma punição de 12 jogos. Um absurdo. Nenhum árbitro, por maior lambança que faça, pega uma punição assim.

 


Helinho: “eu me preparo para dirigir a seleção brasileira”
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Hélio Rubens Garcia Filho, aos 42 anos, mantém a tradição que vem do avô (Chico Cachoeira) e passou pelo pai (Hélio Rubens) e tios (Fransérgio e Totó) e se dedica ao basquete de Franca. Depois de uma carreira vitoriosa como jogador, é o treinado do time, desde o NBB do ano passado. E o trabalho mostra resultados espetaculares. No primeiro turno do NBB foram sete vitórias e sete derrotas. No segundo turno, 12 vitórias e duas derrotas. Ficou em terceiro lugar e foi eliminado nas quartas-de-final. Houve decepção, mas o trabalho continuou. E agora, no campeonato paulista, o time, reforçado por Léo Meindl, Rafael Mineiro, Jefferson William e Gruber, está invicto, com nove vitórias. “Eu me preparo para dirigir a seleção brasileira. É um sonho e seria um orgulho”, disse Helinho em entrevista ao blog.

Você esperava essa série invicta logo no início do Paulista?

Sinceramente, não. O campeonato é difícil e tem cinco candidatos ao título: Franca, Bauru, Mogi, Paulistano e Pinheiros. Então, é muito difícil terminar sem derrotas. Mas nosso trabalho está sendo muito bem feito e queremos ganhar o campeonato.

Como está sendo o trabalho?

Bem, a gente tinha um legado do ano passado e trouxemos mais alguns jogadores. O time está mais competitivo e com muita garra. Os jogadores estão entendendo muito bem o que significa jogar por Franca. Nossa cidade é uma referência e a cobrança é muito grande, assim como o incentivo. Por isso é importante ter muito companheirismo e cumplicidade entre jogadores e comissão técnica.

Na montagem do time para o Paulista, saíram alguns jogadores e vieram outros. Um dos que saíram foi o Dedé, seu cunhado. Foi difícil a separação?

Já no ano passado, conversamos sobre isso, com sinceridade. Como era meu primeiro ano, talvez fosse uma carga muito grande dirigir uma pessoa do meu círculo familiar. Mas o time dele acabou e o Isaac se contundiu. Então, ele veio e trabalhamos muito bem. Agora, ele teve oferta do Vasco, que é um grande time, e resolveu sair.

Se o Lucas Mariano viesse para Franca, ele impediria a ascensão do João Pedro?

Não acho, não. O Lucas é ótimo e o João Pedro está melhorando muito, principalmente no setor defensivo, que era uma dificuldade dele. Ele está ganhando confiança, tem correspondido e a ascensão dele não seria brecada, não.

O Sesi não permite a contratação de estrangeiros?

Não há nenhuma cláusula nesse sentido, mas a gente prefere buscar jogadores brasileiros no mercado. E dar preferência também ao nosso trabalho de base, que tem muitos jogadores bons.

Quais são eles?

Nosso elenco está com 16 jogadores e estamos fazendo revezamento no banco. Mas tem muita gente boa aí. O Marcos Louzada, que é conhecido como Didi, é um lateral muito bom. Um jogador de muita força ofensiva e defensiva também. Marca muito forte. Também temos o Guilherme Abreu, o Júnior, dois do sub-19, e o Cassiano. Geração boa. Nem pensamos em mudar o time para o NBB.

Como você viu o Brasil na Copa América? O time não conseguiu uma das sete vagas para o Pan de Lima em 2019.

Fiquei muito triste, mas temos de ter claro que a transição está começando. Temos jogadores do meio para o final da carreira e temos gente nova começando. É preciso ter empenho e dedicação para essa nova fase.

Mas ficar fora do Pan é um castigo para uma geração, não é?

Sim, porque atrapalha o intercâmbio. O fundamental para o momento atual do basquete brasileiro é ter intercâmbio. A seleção principal e as seleções de base, sub-18 e sub-20, precisam fazer pelo menos 12 jogos por ano contra seleções europeias, de preferência na Europa. Isso é fundamental.

E ainda há a possibilidade de a seleção não se classificar para o Mundial. Nesse caso, o Brasil deveria ser sparring de seleções fortes, como Sérvia, Espanha..?

Mas eu não vejo o Brasil fora, não. Temos chances e vamos buscar a vaga. Eu acho que a seleção deveria ter uma mescla, como meu pai fez no Mundial de 2002. Levou seis veteranos e seis novos que estão brilhando até hoje: Splitter, Varejão, Leandrinho, Giovanonni, Alex  e Nenê. Esse é o caminho. Mas, se não der, volto a dizer, que é importantíssimo o intercâmbio. Pelo menos 12, quem sabe 16 jogos por ano contra seleções europeias.

O que você achou da atitude do Bruno Caboclo, que se recusou a entrar em quadra quando o treinador pediu?

Achei inaceitável. Uma atitude que merece punição exemplar. E a punição deve ser seguida de aconselhamento. É um menino humilde, que nunca jogou no Brasil, apenas em categorias de base e que já foi para a NBA. Precisa entender que a seleção e importante.

O que tem impressionado você no Eurobasket?

Individualmente falando, o Luka Doncic, da Eslovênia. Ele tem 18 anos, joga no Real Madrid e vai para a NBA. É um fenômeno. E, taticamente, vemos a tendencia do basquete moderno, com muita velocidade e jogadores exercendo mais de uma função em quadra. E o sistema coletivo permitindo as individualidades.

Falam muito na extinção do pivô 5, mais forte e mais parado, a partir do sucesso do Golden State Warriors, que arremessa muito. O Oscar chega a dizer que o GSW joga como a seleção de 87. Você concorda?

Não acho que o pivô 5 será extinto, mas é evidente que a tendência do basquete é, como eu disse, ter jogadores fazendo mais de uma função. Não tem mais o cara que carrega a bola, o cara que arremessa e o cara que pega rebote. Todo mundo vai ter de saber driblar, arremessar, passar, defender muito bem. E com velocidade. Todo mundo vai no rebote, todo mundo arremessa.

Você tinha um aproveitamento de lance livres que chegava a 90%. Na Copa América, o aproveitamento do Brasil foi de 50%. Os treinadores precisam colocar os jogadores para arremessar nos treinamentos?

Não. O jogador precisa saber que tem de melhorar o arremesso e treinar sozinho. Ninguém ensinou o Oscar. Aqui em Franca, o Demétrius, o Rogério e eu arremessávamos 600 bolas por dia. São 18 mil arremessos por mês. Melhora ou não? Nosso treinamento é de duas horas de manhã e duas horas à tarde. Eu oriento para chegarem antes ou ficarem depois e treinarem os lances livres. O aperfeiçoamento virá automaticamente.

Você pretende dirigir a seleção brasileira?

Sim. Todo grande profissional sonha com isso e eu também. Foi um orgulho como jogador e será também como treinador. Eu sou bacharel em Educação Física, joguei muitos anos, faço clínicas, estudo muito, vejo jogos, procuro soluções na internet, converso com outros treinadores. Estou me preparando sim.

 

 


Jadson, em forma, e Clayton deixam Timão mais forte e versátil
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Há possibilidade de haver um novo Corinthians mais forte na fase do mata-mata do Paulistão. Na verdade, houve apenas a inscrição de Clayton, que é um bom jogador, mas não é um selecionável, digamos. Mesmo assim, é capaz de elevar o patamar do time. Carille tem apenas Jô e Romero. Guilherme foi uma decepção, como Marlone e Marquinhos Gabriel. Valter também foi inscrito, mas Cássio está dando conta do recado.

Com Clayton, o time passa a ter um atacante mais vertical, capaz de fazer uma dupla forte com Fagner, pela direita. Carille pode repetir a opção pela esquerda, com Romero e Arana. Duas duplas capazes de servir muito bem o atacante Jô. Com eles, o treinador pode montar o 4-2-3-1, com Jadson centralizado.

Acredito que é o melhor posicionamento para ele. Não precisa mais ser o parceiro de Fagner, o que ficaria a cargo de Clayton. No centro, pode conduzir o time para ao ataque, pode tornar o time mais criativo. Atrás, poderiam ficar Rodriguinho e Maycon, uma dupla de volantes com ótima saída de bola, deixando Gabriel na reserva. É uma solução um pouco ousada, mas há outras.

A dupla de volantes pode ser Gabriel e Maycon. Rodriguinho pode se juntar a Jadson, sacrificando Romero, boa opção para o banco. Ou então, mais cuidadoso ainda, com Gabriel e Camacho, Rodriguinho e Jadson, com Clayton e Jô.

O importante também é que Jadson está recuperando o seu melhor futebol. Houve alguns jogos de adaptação e a tendência é crescimento. Como o time é muito forte defensivamente, as chances de classificação em um mata-mata aumentam.

A fase de montar um sistema defensivo forte foi vencida. Após o final do Paulista, Carille precisa aumentar o poder de fogo do ataque. Clayton é o início, mas não é suficiente. Ao contrário do estadual, não é possível vencer o Brasileiro sem ataque.

LUCAS PERRI, 20 anos, foi inscrito pelo São Paulo para a fase final do Paulistão. Sidão, com lombalgia, foi cortado. É muito provável – e saudável – que Rogério mantenha Renan Ribeiro como titular e Denis no banco. A  inscrição de Perri aponta para uma mudança forte em 2018. Não acredito que Denis continue. E vejo Sidão na corda bamba. No mínimo, Perri será o terceiro goleiro. E Thiago Couto, dois anos mais novo, continua sendo muito elogiado no clube.

UM SAMBA – Não se deve amar sem ser amado/É melhor morrer crucificado/Deus nos livre das mulheres que hoje em

Sinhô, o Rei do Samba, caricaturado por Alvarus

dia/Desprezam o homem só por causa da orgia/Gosto que me enrosco de ouvir dizer/Que a parte mais fraca é a mulher/Mas o homem, com toda a fortaleza/Desce da nobreza e faz o que ela quer/Dizem que a mulher é a parte fraca/Nisto é que eu não posso acreditar/Entre beijos e abraços e carinhos/O homem não tendo é bem capaz de roubar (Gosto que me enrosco/Sinhô)

VITÃO ESTÁ NA ÁREA. E VITINHO? – Eduardo Baptista inscreveu o zagueiro Vitão, da base, em lugar de Lucas Barrios para a fase final do Paulista. Não conheço, mas sempre é uma boa opção apostar na base. Mesmo no Palmeiras, que não tem um passado de sucesso em revelações. Gabriel Jesus é uma esplêndida exceção. Vitinho, que apareceu muito bem no início do ano, teve sua chance, mas precisa de mais oportunidades para se firmar. A amostra deixada por ele é muito boa.

OUTRO SAMBA – Dizem que Cristo nasceu e Belém/A história se enganou/Cristo nasceu na Bahia, meu bem/E o baiano criou/Na Bahia tem vatapá/Na Bahia tem caruru/Moqueca e arroz-de-auçá/Manga/laranja e caju (Cristo nasceu na Bahia/Duque e Cirino)

PORTUGUESA E FRANCA – Estou torcendo muito pela Lusa. Seria catastrófico que o time caísse mais uma vez, agora para a A-3. Com duas vitórias nos dois últimos jogos, o pesadelo ficou mais longe. O time tem 19 pontos e esta a cinco da zona de rebaixamento. E está a seis da zona de classificação. Faltam cinco rodadas. Acho que não cai e não sobe. E quem está subindo muito é Franca, meu time de basquete. Está fazendo um segundo turno quase perfeito, com 11 vitórias e duas derrotas. O time, que foi de Hélio Rubens, agora é comandado por Helinho.

MAIS UM SAMBA – Se você jurar/Que me tem amor/Eu posso me regenerar/Mas se é/Para fingir,mulher/A orgia eu não vou deixar/ (Se você jurar/Ismael Silva/Francisco Alves e Nílton Bastos)

 


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