Blog do Menon

Arquivo : helinho

As incertezas do São Paulo
Comentários Comente

Menon

O São Paulo estreia no Paulistão, enfrentando o Mirassol no Pacaembu. André Jardine sonha com uma deslanchada no campeonato antes da estreia na Libertadores, contra o Talleres, dia 6 de fevereiro.

Até lá, além do Mirassol, enfrentará, pela ordem, Novorizontino (f), Santos (f), Guarani (c) e São Bento (c).

Dá para deslanchar? Em condiccon normais de temperatura e pressão, é para conseguir no mínimo 11 pontos.

Mas há incógnitas:

1) Bruno Peres vai continuar?

2) Se continuar, vai melhorar seu rendimento, defensivo principalmente?

3) Hudson vai melhorar como volante de saída de bola? Pelo menos vai acertar os chutes de fora da área?

4) Liziero vai conseguir manter uma regularidade e evitar quedas de rendimento? Se conseguir, será titular?

5) Jucilei conseguirá diminuir a lentidão e superar a ausência de Luan, inexplicavelmente cedido à seleção?

6) Nenê vai amadurecer e entender que pode ser muito útil ao time não sendo titular?

7) Helinho vai superar o déficit físico e jogar o que pode?

8) Gonzalo Carneiro vai ficar?

As respostas certas começam a ser dadas contra o Mirassol.


Helinho, Liziero e Nenê, os melhores
Comentários Comente

Menon

Não se pode analisar o São Paulo, com cinco treinos, enfrentando um time já em ritmo de competição no campeonato alemão e na Liga da Europa.

Mas, uns pitacos vão bem.

Helinho foi encarador e “alargou o campo”. Foi melhor que no ano passado.

Liziero deu outra dinâmica ao time, com ótima participação no gol.

Nenê esteve bem. Participativo e com bons passes.

O Eintracht Franckfur foi melhor, mas os gols poderiam ter sido evitados.

Anderson Martins foi o jogador mais fora de ritmo. Lento e errando passes.

Quando Pablo estava em campo, o São Paulo tentava construir jogadas desde a defesa, desde Volpi. Com Diego Souza, o time buscava a ligação direta, a casquinha, desde Jean.

O São Paulo sofreu muito pelo lado direito da defesa. Bruno Peres e Igor erraram nos gols sofridos.

Sábado tem mais.

 

 


Briga boa no São Paulo: três por uma vaga
Comentários Comente

Menon

O trabalho de Raí em 2018 deixou a desejar, apesar do quinto lugar no Brasileiro. Faltava um elenco consistente. O que mudou agora com as contratações do atacante Pablo e também do ídolo Hernanes. Pode-se dizer que André Jardine terá boas opções para escalar o time. Ou os times, algo muito importante, como Felipão mostrou no PalmeirasTime forte mentalmente.

O São Paulo terá duas brigas por posição, envolvendo pelo menos três jogadores em cada uma delas.

Vamos começar por aquela que não interfere no esquema tático.

Quem será o volante de contenção?

O São Paulo procurou Willian Arão, um volante que tem boa saída de bola e que chega ao gol adversário. Não conseguiu e, estranhamente, mudou o alvo. Contratou o Willian Farias, cidadão exemplar. Como Arão não veio, caberá a Liziero cumprir a tarefa de ser o volante que cria jogo, o volante com jogadas verticais e bom passe. Quem será o seu companheiro?

Hudson?

Jucilei?

Luan?

Jucilei é o melhor marcador. Hudson é o que mais chuta a gol, e Luan o mais rápido e com mais verticalidade.

Willian Farias é o quarto na fila e começa atrás na corrida.

E agora, quem será o quarto elemento do ataque?

Hernanes está garantido como o armador centralizado. Pode até voltar um pouco na marcação, mas será muito mais um meia que volta um pouco do que um volante que apoia bastante.

Éverton foi a melhor contratação do ano passado. Tomou conta do lado esquerdo, com bons passes e muita aplicação.

Pablo foi a contratação mais cara. Será o centroavante do time. Com mobilidade, abrindo espaços, mas o centroavante.

A escolha do companheiro deles depende do esquema que será utilizado.

4-4-2 ofensivo

Acredito que será o escolhido no início dos trabalhos. Como Pablo se desloca bastante e abre espaços, eles poderão ser preenchidos por Diego Souza, que fez 16 gols na temporada passada. Ele pode atuar um pouco mais à frente de Hernanes e um pouco atrás de Pablo. Chuta bem de fora da área, pode chegar de cabeça e também dar passes a Pablo. Seria um 4-3,5-2,5. Uma outra possibilidade, menos provável, é com Gonzalo Carneiro em vez de Diego Souza. No caso, ele ficaria um pouco mais à direita, com menos chegada na área.

4-4-2 clássico.

É a opção com menor possibilidade ser implantada.  Teria Nenê ao lado de Hernanes. Mais toque de bola e menos ataque. E Nenê terminou em baixa o campeonato. Não há motivo para começar o ano como titular.

4-2-3-1

Quem ocuparia o lado direito do ataque? O nome favorito é Biro Biro, mais “cascudo” que Helinho. Seja qual for o escolhido, a ideia é ter triangulações pela direita, com o apoio de Bruno Peres.

Enfim, é isso. Diego Souza? Nenê? Biro Biro? A escolha de um deles define também o modo de jogar. Carneiro e Helinho correm por fora. E Everton Felipe é uma possibilidade com mínima chance de se concretizar.

A briga está aberta.

 

 


A batalha de Helinho
Comentários Comente

Menon

Joao Rojas foi uma boa contratação no período da Copa. Chegou, estreou bem, sem nenhum problema de adaptação e tomou conta do lado direito do ataque. Ajudou na defesa também. Quando se contundiu o São Paulo não tinha reserva e não conseguiu alguém que rendesse bem na posição. Bruno Peres e Araruna não deram certo. O esquema foi mudado para a entrada de Gonzalo Carneiro, que teve alguns bons lampejos mas também se contundiu.

O jeito foi dar chance a Helinho, uma joia reluzente da base tricolor. Fez um lindo gol contra o Flamengo, mas, já no mesmo jogo, mostrou uma fragilidade física muito grande. Comparado com Renê, que o marcava naquele dia, e com outros que vieram nas partidas seguintes, Helinho era uma criança entre adultos. Normal, ele tem apenas 18 anos.

A ideia da torcida era que Helinho se fortalecesse um pouco nas férias e voltasse com mais força e moral para assumir a posição. Pelo menos enquanto Rojas não volta, o que está previsto para abril. Previsto por ele. O clube apoata em julho. Haveria uns 300 jogos para que ele mostrasse seu valor.

Não será assim. O São Paulo contratou Biro Biro. E configurou-se um cenário ruim para Helinho. Seria reserva agora e, a partir de abril, a terceira opção. Injustiça? Não sei dizer. Não sou daqueles que acredita na base como salvação de todos os males. “Igual a esse, tem dez na base” é um exagero muito grande, seja de que time se esteja falando. Todos são assim. É estatística. Grandes times da base, grandes campeões, revelam no máximo quatro jogadores para o time principal. O São Paulo, de 2010, por exemplo, teve Casemiro, Lucas e Bruno Uvini.

Também sei que muitos jovens que brilham na base não recebem o apoio necessário dos treinadores. Basta um erro para que as chances terminem. Um bom exemplo é Lucas Perri, que já é sondado pela Fiorentina e que nunca jogou no time principal do São Paulo. A contratação de Jean serviu apenas para brecar sua evolução.

Biro Biro vai brecar a evolução de Helinho?

Biro Biro é um novo Jonathan Cafu?

Jardine, que foi treinador de Helinho na base vai lhe dar oportunidades? Se der, ele vai aproveitar?

Um bom aluno de medicina provavelmente será um bom médico. Um bom aluno de engenharia provavelmente será um bom engenheiro. No futebol, não é assim. Nada garante que o astro da base seja ao menos um jogador útil.

Helinho foi brilhante em Cotia. Agora, precisa ganhar força para poder luzir entre os novos companheiros e rivais. E precisa mostrar tudo o que sabe já nos treinos. Seu vestibular começa agora. É preciso vencer o gargalo que impede muita gente de ser no profissional pelo menos metade do que foi na base.

Talento, ele tem. Inegável. É hora de lutar. E mostrar.

 


Família Garcia comanda o grande circo francano
Comentários Comente

Menon

Ah, o circo!!! Sempre adorei. Sinto saudades de quantas vezes fui, de quantas horas alegres tive, de quantas vezes palhaços, trapezistas, malabaristas e domadores me fizeram o grande favor de ajudar na  fuga da realidade, do abandono do cotidiano. Então, amigos francanos, quando falo em circo estou elogiando, estou falando de alegria, de festa e felicidade.

Franca ganhou a Liga Sulamericana de Basquete, com uma vitória sobre o Instituto, lá em Córdoba, na Argentina. O segundo título no ano. O segundo sob o comando de Helinho Garcia. O segundo da vida do jovem treinador, que já havia vencido o Paulista. E que lidera o NBB. Um jogo espetacular, emocionante do início ao fim e que sagrou André Goes como homem de mão quente e coração gelado. No final do jogo, os argentinos faziam faltas seguidas para forçar Franca a arremessar e perder a posse de bola. A tática falhou porque André Goes acertou nove dos dez arremessos.

Cipolini, David Jackson, eleito o jogador mais valioso da partida, e outros também foram muito importantes para o título, mas o que marcou mesmo a vitória foram os abraços emocionados de Helinho em Hélio Rubens, seu pai, e Fransérgio, seu tio. Não gosto de personificar uma conquista coletiva em uma ou duas pessoas, mas seria um erro jornalístico e histórico não dizer que a Família Garcia é sim a responsável pelo ressurgimento (pode-se dizer assim) do basquete francano.

Foram anos de jejum, foram anos de seca. Basta dizer que o último título sulamericano havia sido conquistado há 27 anos, com Paulão, Fernando Minucci, Fausto, Raul e…Helio Rubens como treinador.

A Família Garcia sempre foi o esteio do basquete francano. E continua sendo, agora, quando se prenuncia novos tempos de glória.


Jardine não pode ser refém da base
Comentários Comente

Menon

O São Paulo acertou na efetivação de André Jardine. Tem currículo vitorioso na base, tem boas ideias, o clube tem investido nele e está na hora de assumir. Além disso, conhece Cotia como ninguém e pode facilitar muito a ascensão dos garotos para o time profissional.

Aí é que a porca torce o rabo. O que é um fator a favor de Jardine pode ser também uma fraqueza.

A torcida do São Paulo, em geral, adora a base. A vê como uma panaceia, como o remédio para todos os males. A solução para os contínuos erros de diretorias fracassadas e incompetentes.

Há, creiam, são-paulino “viúva” de Sérgio Motta, o meia genial que acabou na Luverdense. De Banguelê, um volante incapaz de um bom passe. De Foguete, que não decolou no Vila Nova e no Santo André. Tem gente que sente alegria em ver Pedro Bortoluzzo, que foi mal no Paraná e no Guarani, com a camisa tricolor.

Ora, um bom time sub-20, revela no máximo três ou quatro jogadores para o time profissional. Em 93, Rogério Ceni, André Luiz, Caio e Denílson. Em 2000, Kaká e Júlio Batista. Em 2010, Casemiro e Lucas. Com outros clubes, também é assim. Uma exceção é o Flamengo de 92, de Djalminha, Marcelinho, Júnior Baiano, Nélio, Paulo Nunes.

A missão de Jardine não é revelar jogador, não é mudar o estilo do São Paulo. É ser campeão. Ou, pelo menos, disputar títulos.

A base pode ajudar? Evidentemente que sim. Pode e deve. Mas não é a solução. Seria uma cobrança pesada e injusta com os jovens.

Os melhores já estão no profissional: Helinho, Luan, Liziero e Anthony. Outros podem subir: Caíque merece mais chances que Edimar. Igor, Tuta, Gabriel Sara? Talvez.

Daí a acreditar em um novo Expressinho, é um salto muito grande.

Jardine não é mais treinador da base. É do time principal. E tem uma Libertadores pela frente.A torcida precisa entender. A diretoria também. O primeiro passo é não forçar a base com #abasevemforte e iludir a todos com jogadores fracos como Rony, Pedro Augusto, Paulo Henrique e outros, como em 2018.

O segundo é dar um time competitivo a Jardine.


Fra x Fla. O clássico do dia
Comentários Comente

Menon

Marquinhos, privaprovavel o melhor jogador brasileiro da atualidade.

Didi, seguramente, a maior revelação dos últimos tempos.

Gustavo de Conti, jovem treinador, atual campeão brasileiro.

Helinho Garcia, jovem treinador, atual campeão brasileiro.

Anderson Varejão, revelado em Franca, veio da NBA para a Gávea.

David Jackson, um canhão na linha de três. Vinte pontos por jogo.

Uma nação de olho na televisão.

Uma cidade envolvendo o Pedrocão.

Seis vitórias em sete jogos.

Seis vitórias em sete jogos.

Franca x Flamengo.

O grande clássico de hoje.

 


Cotia salva São Paulo no jogo maluco
Comentários Comente

Menon

Em um jogo eletrizante, com muita ligação direta, muita velocidade, jogadas pelos lados e pouco “pensamento”, o Flamengo, apesar de estar atrás duas vezes, empatou o jogo.

E poderia ter vencido não fossem erros incríveis de finalização diante de um São Paulo extenuado no final do jogo.

O São Paulo pode comemorar muito a atuação de três jovens de Cotia. Luan foi o melhor. Jogador de rendimento constante, volante vertical, de área a área. Uma realidade. Quase fez um gol.

Liziero é do mesmo estilo. Começou jogando na frente e depois, no sufoco final, recuou.

Helinho estreou com um golaço. Teve aquilo com que todo jovem sonhar. Não manteve o ritmo, o que seria impossível. Não é Pelé. Foi um lindo cartão de visitas de quem tem grande futuro.

São três jovens que devem ser titulares em 2019. Há um time a ser construído a partir deles. O São Paulo não pode terminar um jogo sem pernas.


São Paulo tem segundo turno horrível
Comentários Comente

Menon

O São Paulo está em um beco sem saída. Faz um segundo turno abaixo da crítica – duas vitórias, cinco empates e duas derrotas – e não tem como reagir.

Continua, por enquanto, a ser um time difícil de ser batido, mas é insuficiente. A queda parece difícil de ser estancada.

Os problemas afloraram justamente no período de ascensão do Palmeiras, que é mais forte. Difícil segurar.

O que fazer para Nenê reagir?

Um jogo de folga, como forma de descanso? Um novo posicionamento, mais parado?

O mais complicado é que não há reserva. Shaylon faz boas jogadas, arrisca um chute ou outro, mas é muito tímido em campo. Não tem alma de protagonista.

Liziero, embora não seja da posição, pode ser a melhor opção. Mas não é uma solução.

E a ausência de Everton?

Ele está de volta, mas sua ausência foi terrível. Novamente, não havia reservas. Lucas Fernandes, uma decepção, já havia ido para um timinho de Portugal. Reinaldo é uma improvisação. Régis deixou o clube. Brenner e Caíque não entram. E quando entram, principalmente Brenner, não agradam.

E o ataque?

Rojas não tem reserva.

Diego Souza?

Vem fazendo um campeonato digno. Mas é veterano e pouco participativo. Pensem em Calleri. Ou Kardec.

E os reservas? Trellez teve bons momentos, apesar de tratar a bola como Vossa Alteza Imperial, mas não é certeza.

Gonzalo Carneiro me parece um engano terrível. Um grande erro de avaliação.

Com tantos problemas, como melhorar? Não vejo como, principalmente porque o time tem mostrado desconcentração em muitos momentos. Basta lembrar o jogo contra o América. E time aguerrido não pode perder foco.

A luta é por uma vaga na Libertadores. Me parece bem acessível. Mesmo que Aguirre não consiga melhorar o repertório do time, dá para ficar entre os seis, graças ao primeiro turno.

E eu, o que faria?

Não tem a mínima importância, não sou treinador, mas, vá lá… Fixaria a dupla Arboleda e Bruno Alves. E, quando Rojas e Everton estivessem fora, daria chance a Helinho e Brenner.

É o que tem para hoje.

 


Ricardo Rocha: “Vibrei com Jandrei, mas confio muito em Sidão”
Comentários Comente

Menon

“Grande defesa”.

“Que milagre”.

Ricardo Rocha, não nega, vibrou muito com Jandrei, da Chapecoense contra o Inter. No pênalti e, no último lance do jogos, sempre diante de Leandro Damião. “Lógico que eu vibrei. Você acha que não comemoraram o nosso empate contra o Paraná”, pergunta. “Não foi um pênalti mal batido, não. Foi uma grande defesa, com muita elasticidade”.

Os elogios de Ricardo Rocha ao goleiro da Chapecoense não se transformam em brincadeiras como se viu nas redes sociais, apontando Jandrei como o melhor goleiro do São Paulo no ano, por conta das duas defesas que levaram o time novamente à liderança do Brasileiro.

”De jeito nenhum, o Sidão é um goleiro muito bom e eu tenho toda a confiança nele. Eu, Aguirre e todo mundo”, diz o coordenador de futebol do São Paulo. “Não levou um frango no Brasileiro, não levou um frango no ano. E a defesa que fez contra o Ceará, salvando o time? E contra o Santos, a maneira como ele saiu no Rodrygo, tampando todo o ângulo do garoto. É bom ou não”?

Rocha acredita que o campeonato seguirá muito parelho, até as últimas rodadas, talvez até a última. “Nada vai ser fácil. Vamos suar sangue para conquistar o Brasileiro, estamos com muito foco, mas vai ser jogo a jogo. Sem moleza”.

O elenco do São Paulo será reforçado para 2019. Haverá pelo menos três grandes contratações. Ricardo não entra em detalhes, mas dá uma dica. “Precisamos de reservas que façam o que o Trellez faz. Entra em capo e dá novas opções ao treinador, muda o jogo. Contra o Santos, quase que sai nosso gol no último lance por causa da jogada dele. Aliás, quem deu o passe foi o Everton Felipe, que entrou muito bem. O garoto está melhorando”.

Com a possibilidade de se classificar de forma direta para a fase de grupos da Libertadores, Ricardo Rocha sonha com o Paulista sendo um campo de oportunidade para jovens jogadores. “Santos, Flamengo e outros estão com jogadores de 18, 19 anos. Vamos lançar os nossos no Paulistão. Estou com muita vontade de ver Helinho, Igor, Anthony, Walce, Rodrigo, Tuta e outros”, terminou Ricardo Rocha.