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Ano começa complicado para Vasco e Fluminense
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Menon

Tirando Palmeiras e Flamengo, a situação dos grandes clubes não está boa, não. Há pouco dinheiro para ir às compras e ninguém está esbanjando. É um tal de me da 50% do seu jogador que eu te dou 35% do meu e mais um troco que eu tenho de receber o time tal, além de uma caixa de paçoca e um chickabon. Tem mais escambo do que compra.

As piores situações são de Vasco e Fluminense. O Vasco sofre com a instabilidade política, algo que pode melhorar após a definição sobre a tal urna 7. É preciso definir quem manda. Assim, fica mais fácil negociar. O time já perdeu Anderson Martins (São Paulo), Madson (Grêmio) e Matheus Vital (Corinthians).

O Fluminense sofre com a falta de dinheiro. Acabou já há um ano a parceria com a Unimed e não houve reposição. Com os salários atrasados, jogadores vão buscar seus direitos na Justiça. Scarpa conseguiu a rescisão e vai para o São Paulo. Cavalieri está tentando. Henrique conseguiu também a rescisão e vai para o Corinthians. Henrique Ceifador também está na mira do Corinthians e Wendel foi para o Sporting.

Com as rescisões, o Fluminense perde força no mercado. Como vai receber por um jogador que está livre? O Vasco, ao menos, conseguiu Erazo e Henrique Almeida está próximo.

Se nada mudar, o Vasco fará numeração na Libertadores. E o Flu correrá muitos riscos de rebaixamento no Brasileiro.


Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Menon

Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


Flu acerta em demitir Cavalieri
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Menon

A forma como se deu é errada e não coaduna com o estilo aristocrático como o Fluminense gosta de ser conhecido. Uma mensagem por whatsapp, um telefonema e Diego Cavalieri está no mercado, após mais de 300 partidas pelo clube. Nem galã de novela barata mexicana termina relacionamento por telefone. Há sempre uma última conversa do tipo foi ótimo, fui feliz, tivemos nossos momentos, o problema é comigo e não com você…. Há uma etiqueta, mesmo que mentirosa.

Deixando de lado a maneira do rompimento, ele era necessário. O trepidante repórter Leo Burlá, do UOL, informa que a manutenção de Cavalieri até o final do contrato, previsto para dezembro de 2019, acarretaria ao clube gastos totais de R$ 10 milhões. Muito? Pouco? Cavalieri merece? As questões não são estas. A questão é única: o Flu tem dinheiro para pagar?

Se não tem, é necessário uma mudança de rumo. Não dá para pagar Cavalieri e Henrique quando se tem uma redução de R$ 45 milhões no orçamento do futebol para o próximo ano.

Mas time de futebol não é banco, diz Andrés Sanchez, candidato à presidência do Corinthians. Ele fala embasado no acerto que foi a contratação de Ronaldo Fenômeno em 2009. O time não estava bem de dinheiro e trouxe o grande jogador, que deu grande retorno ao clube, técnica e financeiramente falando.

Não é o caso de Cavalieri ou de Henrique. O Flu precisa olhar para Xerém com carinho e para o mercado com cautela. Buscar acertos como foi Richarlison, que veio do América de Minas. Olhar para o Botafogo, que acertou muito na vinda de jogadores baratos e que deram muito resultado. Bem, o Fluminense foi campeão com Assis e Washington, o Casal 20, que não custou milhões. É necessário voltar às raízes e é possível, sim, montar um time digno com jogadores famintos de glória.

 

 


Marcelo Oliveira é obrigado a superar Gílson Kleina
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Menon

kleinaO Palmeiras volta à Libertadores após três anos. E, em ambas participações, o bilhete foi conquistado a partir do título na Copa do Brasil. A estreia contra o River Plate, no Uruguai, é o início de um período de muita pressão sobre Marcelo Oliveira.

Apesar do título da Copa do Brasil, o time não mostrou um grande futebol em 2015. E o mesmo vem se repetindo agora, mesmo com a incorporação de vários jogadores. Marcelo teve seu elenco praticamente mantido e recebeu reforços antes dos rivais. Teve mais material humano e mais tempo para trabalhar.

Nem se pode comparar com o Corinthians, vítima de um desmanche, e com o São Paulo, que luta para contratar jogadores sem gastar nada, casos de Calleri, Mena, Maicon, Kelvin – que o Palmeiras não quis – e Lugano, que veio em troca de um amistoso em Assunção.

Se uma comparação contra os grandes rivais paulistas e mais Grêmio e Atlético é dura, muito mais fácil se torna quando miramos Gílson Kleina, o comandante na última participação do Palmeiras na Libertadores.

Marcelo é obrigado a ir mais longe. Os motivos?

1) Tem um currículo muito melhor

2) Ganha muito mais

3) Tem um elenco exponencialmente mais bem qualificado. Para ilustrar, colocarei aqui as escalações do Palmeiras no primeiro e no último jogos da Libertadores-13. Em itálico, os que não deixaram saudade alguma, por futebol ou comportamento.

a) Vitória por 2 x 1 sobre o Sporting Cristal, no Pacaembu:

Prass, Weldinho, Maurício Ramos, Henrique e Marcelo Oliveira, Vílson e Márcio Araújo (Caio Mancha); Souza, Wesley e Patrick Vieira (João Denoni); Vinícius (Ronni).

b) Derrota por 2 x 1 para o Tijuana, no Pacaembu:

Bruno, Airton, Maurício Ramos, Henrique, Marcelo Oliveira (Juninho); Marcio Araújo e Charles (Maykon Leite); Wesley (Souza), Tiago Real, Vinícius e Kleber

4) O time de Kleina foi o líder do grupo, que tinha Sporting Cristal, Libertad e Tigres. Venceu todas em casa (5 gols a favor e um contra) e perdeu todas fora (4 gols contra e nenhum a favor).

5) Como o pior primeiro colocado, enfrentou o melhor segundo colocado. Foi o Tijuana. O Palmeiras empatou por 0 x 0 no México e perdeu em casa, em grande falha de Bruno.

6) Passar das oitavas da Libertadores é obrigação de todo elenco do Palmeiras, dirigido por quem quer que seja. Kleina não conseguiu. Marcelo precisa conseguir.

A semana é dura para ele. Estreia na Libertadores e recebe o Santos no sábado. Os resultados podem influenciar no futuro de Marcelo

 


Pequenez de Michel Bastos e grandeza de Henrique em duas grandes vitórias
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Menon

CBF. Gramados ruins. Horário de jogos impostos pela televisão etc etc etc. Sempre há argumentos para justificar o atual atraso do futebol brasileiro. Há outros: árbitros ruins, técnicos ultrapassados. Pense um pouquinho e encontre outros.

Mas, e os jogadores? São apenas vítimas de tantos erros?

Nem sempre.

Vejamos a entrevista de Michel Bastos no intervalo do jogo São Paulo x Furacão. “O 1 a 0 está ótimo para nós. Precisamos voltar atentos para que continue assim. Não podemos sofrer gols”.

Que coisa mesquinha! Que sentimento ultrapassado! O que um torcedor do São Paulo poderia esperar do segundo tempo após uma declaração tão retranqueira?

Poderia esperar o que se viu. O Furacão voltou com personalidade, avançou a marcação e o São Paulo, em busca da vice liderança, folha salarial maior que a renda de algum município brasileiro, sufocado. Sem saída. Só melhorou um pouco com a entrada de Boschilia, principalmente, e Luís Fabiano. Mas nada que entusiasmasse.

No final da partida, o goleiro Weverton foi tentar um gol de escanteio. Errou e a bola sobrou para Ganso na lateral. Poderia tentar o gol, mas parou, driblou e sofreu falta. Foi o correto, mas muito frustrante.

Time grande precisa mandar no jogo. Precisa procurar sempre a vitória. Não pode conviver com a análise medrosa de Michel Bastos.

Algumas observações.

Lindo gol de Maicon, com uma finalização de chapa, cirúrgica

Inesquecível (mais uma) defesa de Ceni, no chute de Bady. Pena que está no fim.

Lamentável o gol perdido por Pato. Com 2 a 0 no primeiro tempo, tudo seria muito mais fácil.

Impressionante como o São Paulo se cansou no segundo tempo.

E o Palmeiras – não vi o jogo – conseguiu vitória importantíssima. Se afastou mais do Z-4 e mandou o Botafogo para a lanterna. Pode até sair, mas não escapa do facão.

E Henrique precisa ser louvado. Fez seu 13º gol n Brasileiro. E daí que não é craque, que não domina bem, que não arranca suspiros.

É matador. Está lá para fazer gols. E os seus gols estão dando ar e alívio ao gigante verde.

Os artilheiros precisam ser reconhecidos. Fazem gols. Transformam o pós jogo em uma reconciliação com a vida. Ou, quando erram, fazem uma segunda-feira se transformar em um velório de 24 horas.


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