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Anderson Martins é uma bela contratação
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A chegada de Ânderson Martins deixa o São Paulo mais forte. Agora, com ele, Rodrigo Caio e Arboleda, o time passa a ter três zagueiros de bom nível

Ânderson é forte, bom mas divididas é com bom senso de cobertura. Com a sua chegada, o Vasco fechou a casinha, deu uma banana para o rebaixamento e levou o Vasco à Libertadores.

E Militão?

O garoto que resolveu o problema da lateral direita, corre riscos de perder espaço. O São Paulo busca um jogador da posição, o que faria Militão voltar ao início da carreira, quando jogava como zagueiro ou volante.

E terá a concorrência de Ânderson, Rodrigo Caio, Arboleda, Bruno Alves, Jucilei, Hudson e Petros. Se fosse ele, ficaria na direita.

São boas opções para Dorival Jr.  Tudo indica que terá um time pra chamar de seu, sem necessidade de reconstrução no meio da temporada.

 


Fred é loucura, loucura, loucura no país do escambo
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O garoto estava conformado com o presente de Natal em época de crise. Apesar de novo, sabe que a situação do país é de crise econômica, lembra que o papai foi protestar nas ruas, com a certeza de tempos melhores e que agora já vendeu até aquela camisa amarela da seleção brasileira, que vestia para ofender aquela mulher. Como nada melhorou, o garoto olhava para a árvore e via…nada. Mas tinha a promessa de um carrinho de madeira.

E, na véspera, a árvore ganha um novo habitante. Um pacote enorme, todo estrelado. Nada de carrinho de madeira. O que chega para o garoto é um avião ultra moderno, com luzes brilhantes. Controle remoto, capaz de fazer inveja ao drone do Grêmio. O garoto vibra com a novidade, que, na verdade não é tão novidade assim. Já esteve por ali em outros Natais, quando era um avião mais jovem e mais cumpridor. Mas, para quem esperava Fernandão, Fred é Cristiano Ronaldo.

A torcida está feliz. Até acredita quando Fred diz que está feliz por “voltar para casa”. Bem, nem todos acreditam. Alguns dão um sorriso condescendente e pensam “me engana que eu gosto”. Se até a Mulher Moranguinho volta para o Naldo, por que o Fred não pode voltar para o Cruzeiro?

Mas, vale a pena? Fred, aos 34 anos, ganhou um contrato de mais três. Pouca gente consegue tal regalia. Vai ganhar 500 pilas mensais (valor razoável dentro do mercado) e aí começa o delírio. Luvas de 3 milhões. Bônus por produtividade. E o Cruzeiro ainda pagará 10 milhões ao Galo, por conta de uma cláusula restritiva.

Totalmente fora da curva do que estamos vendo no mercado. Os clubes estão praticando escambo, ninguém quer gastar muito. O que mais se vê é um tal de três por um. A possível saída de Scarpa envolve nomes como Hyorun, Roger Guedes, Bruno, Buffarini, Fabiano, o Corinthians oferece Moisés, Douglas e Marlone por Juninho Capixaba, outros nomes por Trellez, o Santos pode aceitar Hudson por Victor Ferraz.

São imensas probabilidades. Tem muito nome voando e pouco dinheiro saindo da carteira.

O Cruzeiro foi na contra-mão. Estará certo?


Cruzeiro está enrolando o São Paulo
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Transações entre clubes grandes envolvem negociações espinhosas, principalmente quando envolvem jogadores e não apenas dinheiro. Cada clube pensa em seu lado, cada uma quer puxar a sardinha para sua brasa. Não é o caso da saída de Hudson do São Paulo para o Cruzeiro. Neste caso, o Cruzeiro pensa no seu lado. E o São Paulo pensa no lado…do Cruzeiro.

Terminou o empréstimo do jogador. O Cruzeiro deveria pagar 1,5 milhão de euros para ficar com ele. Ou melhor, com metade dele, como é comum nas negociações tipo pizza de hoje em dia. O Cruzeiro pediu desconto e o São Paulo se negou. O Cruzeiro então se comprometeu a pagar o valor acordado em contrato. Mas, ao saber que o jogador tem 29 anos, perdeu o apoio de um investidor.

Então, tudo resolvido. Não tem dinheiro, o jogador volta.

Nada.

A partir daí, começou a fase da troca. O São Paulo pediu Ariel Cabral ou Alisson. O Cruzeiro negou. Ofereceu Rafael Marques, que fracassou lá, como havia fracassado cá, no Palmeiras. Depois, Fabrício Bruno e agora Lucca, em uma negociação triangular com o Corinthians, que detém 60% dos direitos do jogador.

E se não der? Algum outro nome?

Entendem? A negociação é feita a partir de um fato consumado: Hudson vai para o Cruzeiro. E então, vamos dar um jeito de isso dar certo. O São Paulo faz de tudo para arrumar o quebra cabeças e ajudar o Cruzeiro a ficar com o jogador.

A postura correta é oferecer Hudson como moeda de troca para ter Scarpa, do Fluminense, que está quase certo com o Palmeiras. Lógico, pois o Palmeiras tem mais e melhores jogadores para oferecer em uma troca. Mas se você oferecer Hudson, mais Bruno e Reinaldo, por exemplo, a negociação poderia mudar. A proposta do São Paulo seria boa, o clube conseguiria ser ouvido. Mas, não. Primeiro é necessário acertar a questão do…Cruzeiro.

O mercado é predatório. E o São Paulo é uma mocinha virgem.


Dorival: “Falta um ponto e em 2018, vamos lutar por títulos”
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O blog entrevistou Dorival Jr. Foi muito agradável, é uma pessoa de bem e que falou sobre tudo o que foi perguntado. Só não deu o nome dos novos contratados, mas se fosse ele, eu também não daria.

Como vai ser o São Paulo de 2018?

Ah,  não vamos falar do ano que vem, não. Estamos trabalhando duro ainda em 2017 para salvar o São Paulo.

Mas, já salvou, né?

Nada disso, ainda precisamos de um ponto.

Ah, que exagero. O São Paulo tem 45. Ponte e Vitória têm 39 e se enfrentam…

Então, quem ganhar esse jogo ainda vai estar na briga

Tudo bem, mas o que se pode esperar do São Paulo no ano que vem?

Vamos brigar por títulos. Pode ter certeza disso.

Você vai ter o privilégio de montar o elenco, já a partir da base que se formou esse ano. Vai pedir muitas contratações? Dez?

Imagina, de jeito nenhum. Queremos contratações pontuais para que o time melhore. Queremos contratações do tipo Hernanes, de alto nível, para resolver. E vamos aproveitar a base. É um privilégio montar o elenco, mas vamos ter só 14 dias de treinamento antes de o campeonato começar. Não vai ser fácil.

Tem algum jogador da base que te deixa entusiasmado?

Tem o Anthony, do sub-17. É muito bom. E tem o companheiro dele, o Helinho. É sacanagem o que estes meninos jogam.

Tem outros da base?

Sim, mas não vou falar agora. Vou começar a temporada com alguns e depois da Copa São Paulo vou puxar mais dois.

E o Brenner?

Esse é questão de tempo, joga muito. É bom centralizado e também pelos lados.

Quando eu vejo o Brenner, eu penso no Ademílson, que fazia muitos gols na base, mas, que, quando chegou no profissional, sofreu muito porque a força física já não adiantava muito.

É verdade. O jogador da base precisa ser apoiado quando chega no time de cima. Pode estar pronto como o Zeca e o Lucas Veríssimo, que lancei no Santos. Por isso, é importante o sub-23. O Veríssimo eu tirei de lá. Veja o caso do Lucas Fernandes. Ele entrou, saiu, entrou e saiu. Quando entrar de novo, acho que vai render de forma contínua.

Já que você não quer falar de nomes de reforços, vamos falar dos emprestados. O que acha do Breno?

Gostaria de contar com ele. O São Paulo tem preferência para a volta.

Hudson?

Aí, é o contrário. A preferência é do Cruzeiro, então nem vou analisar.

O Artur, que está na MSL?

Não conheço bem, preciso analisar.

Iago Maidana?

Gosto dele, é bom jogador.

E o Kaká, se viesse para o São Paulo seria como o Lugano, que todos dizem ser um bom exemplo fora do campo, mas que não joga?

O Kaká tem muita condição de jogar ainda. Muito bom. Quanto ao Lugano, eu quero dar um testemunho. É um jogador de muito caráter. Ele é um exemplo. Não é escalado, mas treina com uma intensidade imensa. Outro, no lugar dele, poderia relaxar. Ele, não. Faz de tudo pelo grupo. Ele estava machucado e mesmo assim, viajava com a gente. Ninguém pode se queixar dele. É exemplar.

Crédito: RONALDO SCHEMIDT / AFP

E o Jean, goleiro do Bahia?

A diretoria trouxe o nome dele até mim e eu aprovei. Tem muitas qualidades.

E o Lucas Perri?

Tem grande futuro, é dois anos mais jovem que o Jean e vai subir um degrau no ano que vem.

Você falou em contratações pontuais que chegam para resolver. Eu vejo alguns problemas no time e gostaria de perguntar sobre eles. Contra o Vasco, o São Paulo fez um gol e recuou. Tudo normal, mas não tinha contra-ataque algum.

Nosso time não tem contra-ataque. Nosso time, até pelas características dos jogadores, aposta em muitos passes no meio, estamos trocando uns 700 por jogo. A saída de bola é qualificada, desde a zaga, com o Rodrigo Caio. Então, não tem contra-ataque, não tem a bola esticada, ela é conduzida. Poderia ter com o Wellington Nen, mas ele se contundiu. Para o ano que vem, teremos essa opção.

Será alternativo, como você diz. Mas como contratar um jogador bom para ser alternativo?

O jogador pode puxar o contra-ataque e também fazer outras funções. No Santos, era assim, como Geuvânio e o Marquinhos Gabriel. Aqui, até poderia ter com o Marcos Guilherme, mas ele tem muita condição defensiva, não dá para fazer os dois. Você perguntou de nomes, eu quero dizer que o Morato vai ficar. Ele renovou o contrato e terá pelo menos seis meses para mostrar futebol. Foi o tempo que ele ficou parado.

O fato de o time chegar no ataque através de muitos passes atrapalha o Lucas Pratto?

Não. A função dele é jogar de bico a bico da área adversária. Está sempre perto do gol. Quero explicar também que, além de trocarmos muitos passes, não temos muitas jogadas de fundo, com os laterais. O Militão e o Edimar não são para avançar, principalmente o Militão, que é um grande marcador. O Júnior Tavares apoia bem, tem grande potencial, mas o Edimar me dá mais segurança atrás.

Na ausência do Cueva, você usou o Shaylon, Lucas Fernandes, Maicosuel e Júnior Tavares. Isso mostra a importância dele, não?

O Cueva é muito bom. Eu o aproximei do Hernanes e o time rendeu bastante. Tem gente que chama o Hernanes de volante, ele é meia. O Cueva fez umas partidas na ponta, aberto, mas foi por conta dele, eu não pedi. Eu deveria ter fixado um jogador só na sua ausência, mas achei que um jogo era diferente do outro e resolvi variar.

Por que você demorou para fixar o Jucilei?

Porque ele não estava conseguindo jogar como nos tempos do Corinthians, quando roubava a bola e se aproximava da área adversária. Eu chamei para conversar e disse que, se não tivesse intensidade, não jogaria. Foi o mesmo que falei para o Vecchio, no Santos.

Quando você assumiu o São Paulo, você fez uma previsão melhor ou pior do que aconteceu com o time?

Não fiz previsão. Como você vai fazer previsão em um campeonato em que o último colocado ganhou duas seguidas e voltou a sonhar? Aqui não é o campeonato espanhol, é difícil prever alguma coisa. O que eu previ para o Vinícius Pinotti é que o time começaria a melhorar no segundo turno porque haveria mais tempo para trabalhar. Antes, haveria oscilações. A gente surpreendeu o Botafogo fora de casa e foi surpreendido pelo Coritiba no Morumbi.

Como foi o trabalho para reerguer o time?

Foi muito duro. A situação na tabela era ruim, não tinha tempo para treinar e a pressão era grande. Mudamos algumas coisas. Utilizamos bastante a psicóloga, Drª Anahy, aumentamos um dia de concentração, trouxemos os familiares para cá, mudamos a alimentação. Fizemos de tudo. Todo mundo ajudou. O Lugano foi muito importante.

O que mudou na alimentação?

(Juca Pacheco, assessor de imprensa, é quem explica). Nós passamos a jantar no estádio, após os jogos. No Pacaembu, no último jogo, tinha um buffet enorme para os jogadores. No Dia dos Pais, os jogadores receberam pais e filhos. Foi bacana. Ajudou.

Dorival, o que você acha da religiosidade dos jogadores, recebendo pastores na concentração?

Falaram que eu abri o Santos para os pastores. Não foi nada disso. Deixei entrar um amigo deles para tocar um violão. O treinador tem muito trabalho, rapaz, não dá tempo para ficar vendo se o jogador usa brinco, se reza ou não reza. Um dos problemas do futebol é que tem muita fofoca. Se a gente ganhar um jogo e for tomar pinga no bar, a torcida vê e diz que é água. Se a gente perder e for beber água, vão dizer que é pinga.


Mais um vexame do São Paulo. O time é muito ruim
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Quando houve o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, havia três bolinhas desejadas: Fortaleza, Juventude e Botafogo-PB, bravos representantes da terceira divisão. O São Paulo ficou com o Juventude. E está eliminado em dois jogos. Vexame. Vexame que tem explicação.

O primeiro grande erro foi na primeira partida. Ricardo Gomes escalou Bruno em uma lateral e Carlinhos em outro. O Juventude aproveitou as dificuldades de marcação de ambos e venceu por 2 a 1. Estava tão errado que, no segundo jogo, quando precisava da vitória, ele não colocou os dois laterais. Preferiu Mena, mais forte na marcação.

A segunda explicação é simples: o time do São Paulo é ruim. Muito ruim. Principalmente em dois aspectos.

1) Os volantes não tem saída de bola. Thiago Mendes e Hudson não colaboram com o ataque, não fazem a bola chegar. Na segunda partida, foram omissos nesse aspecto. Omisso não é a palavra correta. Eles não sabem fazer isso. João Schmidt sabe e não joga.

2) Falta qualidade no meio. Cueva é o único aceitável. Wesley não dá. Daniel? Não sei, nunca é escalado.

3) O principal problema é o ataque. O nível dos jogadores é fraquíssimo. Vamos ver?

Chavez é um lutador, um brigador. É o homem de última bola. O último toque. Um grosso que resolve. Desde que a bola chegue. E ela não chega.

Kelvin é um atacante de lado, que faz poucos gols. No São Paulo, são três, se não me engano. No mais, é incompleto. Dribla mais ou menos, cruza mais ou menos, sofre algumas faltas. Jogador para entrar no segundo tempo, tentar virar o jogo. No São Paulo, é titular.

E as opções?

Luiz Araújo é um atacante de lado que mostrou qualidades na base. No time principal já teve muitas chances e não mostrou futebol para se firmar como uma opção confiável.

David Neres é atacante de lado com muito sucesso na base. Luiz Araújo era seu reserva. Ainda não estreou. Não se sabe o que poderá fazer, o que poderá contribuir. No momento, é difícil dizer que possa ser a solução de alguma coisa.

Gilberto é centroavante de carreira irregular, com sucesso no Santa Cruz e Portuguesa e fracasso no Sport e Inter.

Robson estava na terceira divisão. Tem 25 anos e um currículo sem brilho. Com o tempo, talvez pudesse ter sucesso, mas não é o jogador para o momento atual. Não vai chegar e resolver o problema.

Quem mais? Pedro? Poupemos o garoto.

Um elenco fraco. Um time ruim. Perdeu muito com as ausências de Calleri e Ganso.

Está onde merece estar.

Tem grandes chances de escapar do rebaixamento.

Tem grandes chances de continuar dando vexame em 2017. Falta dinheiro para contratar.


Ficha não caiu e São Paulo ainda vive da ilusão da Libertadores
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hudsonO melhor jeito de enfrentar um problema é reconhecer que ele existe. Diagnosticar as dificuldades e acabar com elas. O São Paulo não está fazendo isso. A expressão “a ficha não caiu” é perfeita para definia a situação.

Tive esta percepção na sexta-feira, quando fui ao treino e participei da coletiva dada por Ricardo Gomes, o diretor Jacobson e o volante Hudson. Antes da minha vez, respondendo a um colega, Jacobson afirmou que o São Paulo tinha um grande elenco. Hudson concordou, balançando a cabeça afirmativamente.

Perguntei a ambos, então, por que o clube que tem um grande elenco faz um 2016 tão ruim, com mais derrotas (20) do que vitórias (18);

Jacobson foi o primeiro a responder. Disse que:

1) o elenco é um dos melhores o país

2) perdeu muitos jogos que deveria ter ganho. Citou o Atlético-PR e o Juventude como exemplos

3) o São Paulo estava a quatro pontos do rebaixamento e a nove do G-4. E que bastava ganhar três partidas seguidas para chegar lá.

Não é assim. Evidentemente não é assim. O São Paulo pode ganhar três partidas seguidas que não chegará ao G-4. Pelo simples fato de que outros também vencerão. Os que estão entre o quinto e o 11º lugar conseguirão pontos. É lógico que ganhando três seguidas o São Paulo se afastará muito do Z-4, mas sonhar com o G-4 em três rodadas é ilusório.

Quando fiz a pergunta, cometi um erro. Em vez de fortalecer a questão da análise no ano todo, afirmei também que o São Paulo, no momento, é o quinto paulista no Brasileiro. Atrás da Ponte.

Foi a deixa para a resposta de Hudson. “Somos os últimos agora, mas fomos os primeiros na Libertadores”.

Ora, todo o tempo em que tenho apontado fragilidades do São Paulo durante o ano, inclusive na Libertadores, esta é a resposta. Ficamos na frente do Corinthians, do Palmeiras, do Galo e do Grêmio. Ok, o que adiantou? Nacional foi campeão e onde estão os rivais brasileiros. Na frente, ou lutando pelo título ou em situação agradável. Mesmo o Corinthians que tem jogado mal.

O São Paulo precisa entender que foi bem na Libertadores muito mais pela vontade do que pelo futebol. Passou de fase se arrastando, com Maicon no gol, com Maicon fazendo gol de cabeça… Não serei desonesto de esquecer o grande baile dado no time mexicano.

E, acabada a Libertadores, Ganso e Calleri se foram.

Hudson se apegou ao passado. Jacobson vendeu fumaça. Ilusão.

A verdade é que, desde aquela entrevista, o São Paulo caiu mais uma posição na tabela. O Botafogo, montado por Ricardo Gomes, venceu o Gremio. Agora, há apenas quatro times entre o São Paulo e o rebaixamento.

Time grande vence jogo em que atua mal. O São Paulo, segundo Jacobson, perde jogo que atua bem. Mesmo assim, mesmo com tudo de ruim que o time mostra a cada rodada, não acredito que o São Paulo caia. Não acho o elenco um dos melhores do Brasil, mas não é para cair. Por enquanto, é sinal amarelo. E ficará vermelho se a ficha não cair. Se diretores e jogadores ficarem sonhando. E se o time não conseguir seis pontos contra Cruzeiro e Figueirense. O que vier contra o Palmeiras será um bônus.


Cueva, Chávez, Buffarini…São Paulo agora é cascudo
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Nos dois últimos anos, o São Paulo foi segundo e quarto colocado no Brasileiro. O time tinha astros como Rogério Ceni, buffariniAlexandre Pato, Luís Fabiano, Ganso, Alan Kardec e Kaká, por pouco tempo, apenas na primeira campanha. Jogadores de alto nível e de muito nome. Nomes que dão esperança à torcida ou que criam polêmica, como Pato.

Foram contratações que dominaram o debate futebolístico: o São Paulo deu o chapéu no Palmeiras, quem se deu melhor, Corinthians o São Paulo, Ganso ainda vai ser um craque, vale a penas trazer Kaká…. Antes, houve Lúcio… Nomes de peso, nomes midiáticos.

Agora, é diferente. Os jogadores que chegam não causam comoção. É mais comum ouvir será que é bom do que esse eu conheço, é ótimo. “Quando eu cheguei, ninguém me conhecia e deu tudo certo”, disse Maicon, que, de incógnita virou paixão. Douglas chega como interrogação. No youtube há um vídeo ironizando Chávez, comparando-o com Messi e Maradona. O vídeo mostra algumas jogadas confusas e muitas divididas, sempre pela esquerda. Mas é possível perceber também muita entrega.

Parece ser um jogador de personalidade, como Maicon e como Cueva, o pequenino peruano que tem toda pinta de não sentir jogo importante. Mostrou um poder de adaptação muito grande.

E personalidade não falta a Buffarini. O lateral do San Lorenzo é rápido, forte e tem uma entrega muito grande. Tem muito mais presença anímica do que efetividade nos cruzamentos.

Aos citados, há que se acrescentar Lugano, Hudson e Mena, também jogadores que fazem do suor uma poupança financeira. Dependem do esforço e não tem medo de assumir isso.

É um novo estilo: mais cascudo e mais barato. Não significa que dará certo. Mas é evidente que o São Paulo deixou de ser um time, digamos, banana. Um time que perdia jogos como quem perde o ônibus: calmo porque outro vem aí…


“Morumbi, jogai por nós”, diz a torcida tricolor
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Menon

Estádio lotado tem sido grande arma do São Paulo na Libertadores, através dos tempos

Estádio lotado tem sido grande arma do São Paulo na Libertadores, através dos tempos

Em 1966, após vencer Bulgária e perder para a Hungria, o Brasil, bicampeão mundial, estava próximo de ser eliminado na Copa do Mundo da Inglaterra. A esperança era negra e tinha quatro letras. A salvação dependia dele, apenas dele. E o Diário da Noite trouxe a manchete eterna, fruto da genialidade de Edgar de Barros. “Pelé, jogai por nós”. Cabia a ele, o Deus da Bola, nos salvar. Como futebol não é religião, perdemos por 3 a 1.

A dependência não é tão grande, mas a relação é válida. “Morumbi, jogai por nós”, podem dizer os são-paulinos. O velho e belíssimo estádio pulsará, tremerá, vibrará e jogará. Serão mais de seis dezenas de milhares de pessoas gritando e empurrando o time à vitória. Virá? Não se sabe. O que se sabe é que, se o Morumbi não jogar, ela será quase impossível.

O Morumbi precisa jogar para:

superar as lesões de Ganso e Kelvin

superar as lesões de Mena e Hudson (já curadas?)

superar a inércia da diretoria que teve 45 dias para repor perdas e que completou a lista dos 30 com alguns garotos e Ytalo.

superar a falta de poder ofensivo

Mas não adianta 70 mil jogarem e 11 não renderem.

Não acredito nisso. Vejo o São Paulo com capacidade de fazer sua parte em campo, do mesmo modo que a torcida fará a sua, fora dele.

A ausência de Ganso deve ser suprida com um jogo mais forte de transição pelas laterais do campo. Criou-se o mito de um Ganso lento, quase estático, fazendo lançamentos como Gérson. Não existe. Ou, existe raramente. O melhor Ganso é o que dá ritmo ao jogo, que faz a bola girar e que também sabe acelerar o jogo.

Sem ele, o jogo é diferente.  O São Paulo precisa muito das duplas Bruno/Thiago Mendes e Michel Bastos/Mena. Pelos lados é que deve pressionar o Nacional. Precisa também da aproximação alternada de Hudson e João Schmidt. Hudson é mais força e Schmidt, mais técnico, com bom passe e capaz de lançar.

Se Maicon jogar bem, como tem jogado, se Denis colaborar, como não tem colaborado, se Calleri mantiver a sina de artilheiro, ainda há o que fazer. O Nacional joga muito bem. Fora de casa, venceu Huracán, Sporting Cristal e Peñarol. Guerra, o venezuelano, tem muita qualidade técnica. Bocanegra é ótimo, Armani é bom goleiro, Marlos Moreno tem muita força e habilidade pelos lados do campo.

Mas o Morumbi estará contra eles. E o Morumbi anda batendo um bolão.

 

 

 


Tricolor caminha para uma situação grave
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Menon

Os dirigentes do São Paulo tem verdadeiro pavor de uma situação que pode se concretizar, caso o time não reaja no Brasileiro. Ninguém gosta nem de pensar na possibilidade de o time estar muito mal no Brasileiro às vésperas dos jogos contra o Atlético Nacional, pela Libertadores, o primeiro deles em 6 de julho.

Se o time estiver mal, dois desdobramentos aparecem:

1) Uma pressão muito grande para eliminar o Nacional.

2) Em caso de eliminação na Libertadores, o time ficaria sem opções no ano, a não ser lutar por um G-4 e pela Copa do Brasil.

E é preciso mudar para que a situação limite não ocorra.

Em sete rodadas, o São Paulo está a seis pontos do líder. É muito, considerando-se que esta é apenas a sétima rodada.

E como poderia ser diferente, se o time fez apenas seis gols em sete jogos?

Perdeu três das últimas sete partidas. No Brasileiro.

Perdeu cinco das últimas dez, unindo-se Libertadores e Brasileiro?

Na Libertadores, o São Paulo avançou com méritos indiscutíveis. Méritos baseados na teoria dos jogos de 180 minutos. Você vence em casa sem sofrer gols. E perde fora, fazendo gols.

No Brasileiro, os jogos tem 90 minutos. E o São Paulo não está lidando com isso. Está errando muito.

Contra o Furacão, terminou o primeiro tempo com domínio total. 69% de posse de bola. E vitória por 1 a 0. O Furacão avançou Otávio, passou a dominar e o São Paulo não soube sair. Mesmo assim, teve duas boas chances. Kardec perdeu um gol feito, sem goleiro, ao escorregar. E veio a virada.

Há pontos a se ponderar. O time está muito desfalcado: Rodrigo Caio, Ganso, Michel Bastos, Mena e Calleri. Sem contar Hudson.

Cueva, o reforço, ainda não pode jogar. É bom torcer por uma vitória do time de Dunga hoje.

Mesmo com tantas ponderações, há que reagir. Os gols precisam sair. Mais reforços precisam chegar. A lateral esquerda está desguarnecida. Kardec está muito mal.

E Bauza, a meu ver, errou contra o Furacão. Kelvin saiu por contusão, tudo bem. Mas eu teria apostado em um time mais leve, com a manutenção de Ytalo e  a saída de Kardec. Ou então, a saída de Thiago Mendes.

Se não achar soluções rapidamente, Bauza e o São Paulo ficarão com apenas uma carta na mão: a Libertadores.

Se ela não der certo, será como o sujeito que se vê pendurado apenas no pincel, quando alguém tira a escada.


Saiba porque Buffarini e Ortigoza não vieram. Picadinho do Menon
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caricaturagarecaRicardo Gareca, atual treinador da seleção peruana, foi quem deu boas indicações de Cueva a Patón Bauza. Avalizou a contratação do atacante. Mas também foi, de maneira muito indireta, pela interrupção das negociações com Buffarini e Ortigoza.

O São Paulo, na busca de um rumo para o seu futebol – há muito tempo mal dirigido, passando pela rapinagem explícita comandado pelo poodle da Cinira – elegeu o “case” Gareca/Palmeiras como algo a ser evitado. Ricardo Alberto Gareca Nardi chegou ao Palmeiras em 21/5 de 2014. Começou a trabalhar em 16 de junho – por causa da Copa – e deixou o cargo em 11 de setembro, com aproveitamento de 33%. E o Palmeiras ficou com Allione, Cristaldo, Mouche e Tobio, compatriotas indicados por ele. Nenhum deles – por diferentes motivos – se firmou. E os sucessores de Gareca tiveram de lidar com a herança argentina.

Quando Bauza chegou ao São Paulo, ele pediu Buffarini e Ortigoza. caricaturapaton

Foi travado, então, um diálogo entre ele e os diretores de futebol.

Por que você deseja tanto o Buffarini?

Ele é forte e tem uma força intensa para o ataque

É técnico?

Nem tanto, mas como faz muitos cruzamentos, alguns sempre saem bem.

Patón, você está descrevendo o Bruno. Vamos ficar com ele e economizar 1,5 milhão de dólares.

Por que você elogia tanto o Ortigoza?

É um jogador de bom poder de marcação e com qualidade técnica para se aproximar do enganche e armar o time, vindo de trás. E tem muita liderança.

Patón, à exceção da liderança, você está descrevendo o Hudson. Vamos tentar com ele.

Hoje, a diretoria comemora o fato de Bruno ser o líder de assistências e de Hudson, titular, haver desenvolvido até a liderança.

NOTA – VOU DAR MINHA OPINIÃO – Considero essa estratégia complicada. Buffarini é melhor que Bruno na defesa. E Ortigoza tem mais toque do que Hudson. E é excelente cobrador de pênaltis.

A diretoria disse a Bauza que é natural o fato de um treinador chegar a outro país e buscar compatriotas para se sentir respaldado. Se sentir “protegido”. E garantiu ao argentino que ele seria protegido pela diretoria, independentemente dos jogadores. O respaldo seria total.

E confirmou com atos. Em fevereiro, o time havia estreado com derrota na Libertadores. Em casa, contra o fraco Strongest. E ia mal também no Paulista. Os resultados não vinham. Em 5/3, antes de viajar para enfrentar o River, em Buenos Aires, perdeu para o São Bernardo, em casa, por 3 a 1.

Foi identificado ali que a teoria do fato consumado estava se concretizando. Funciona assim: o time vai mal, a imprensa começa a falar em demissão, os jogadores acreditam que o treinador vá cais e começam a jogar ainda pior, já que a troca está por vir. É um moto continuo. Pode-se até acusar os jornalistas, mas pode-se também dizer que nós perguntamos sobre queda porque isso é o normal no futebol brasileiro.

Então, Gustavo deu uma entrevista coletiva respaldando Bauza e pedindo mais empenho dos jogadores. Que o São Paulo era muito grande e que todos sabiam que não seria fácil jogar ali. E que Bauza não seria demitido, mesmo com derrota contra o River, o que deixaria o clube à borda da eliminação.

Leia AQUI a entrevista.

A partir daí, o time melhorou.

Para que continue bem, é preciso reforçar para a semi da Libertadores. E para o Brasileiro. Bauza continua pedindo. E não há como negar que ele está certo. Como jogar a Libertadores sem Maicon? E como jogar o Brasileiro sem Calleri?

Não há proteção que seja suficiente.

picadinho

 

 

 

 

 

1) TUDO POR DINHEIRO

pelemaradonaDiego Maradona e Pelé fizeram as pazes. Entraram juntos em campo, um levantando a mão do outro. Um levantando o moral do outro. Um se derramando em elogio pelo outro. Tudo por dinheiro. Faltou dignidade aos gênios da bola. Muito melhor que continuem diferentes, cada um em seu canto. Pelé, com as estatísticas que não deixam contestação sobre quem é melhor. Maradona, com o justo argumento de que Pelé só jogou no Brasil e que na seleção foi o melhor de uma geração de craques, enquanto ele teve de jogar ao lado de Troglio, por exemplo. Que Maradona continue sendo o falador de sempre, inclusive dando sua opinião sobra a política no país….de Pelé. Que cada um fique na sua, inclusive na publicidade. Juntar os dois gênios é tão falso como juntar água e óleo. Que o futebol os uma e os separe, não apenas um jabá de relógio.

2) PAIXÃO VALE A PENA?

Se Fred não houvesse construído uma carreira tão bonita no Cruzeiro, o Galo teria feito tudo o que fez para ficar com o centroavante. Não temos aqui uma vontade passional de criar constrangimento ao rival superando o planejamento?

3) TOMA QUE A BOLA É SUA

Impressionante como o Uruguai tem dificuldades em dominar o jogo, em ter a posse de bola, em fazer seu meio campo funcionar. Foi assim na vitória magra por 1 x 0, em casa, diante do Peru nas Eliminatórias. E foi assim na derrota para a Venezuela. A Venezuela jogou como o Uruguai gosta. Atrás e saindo em contra-ataques. E o Uruguai, sem meio campo, abusou da ligação direta, em busca de um pivô bem feito de Cavani. Ou de uma casquinha para a definição de Stuani, quem sabe? Repertório de uma nota só, que falha principalmente pela ausência do solista Suárez.