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O traíra, o sangue de barata e o gigante que afunda
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Menon

Na briga entre Rodrigo Caio e Cueva, duas verdades saltam aos olhos. Uma, é irrefutável. A outra, não.

A primeira verdade é que o São Paulo é o maior prejudicado com o desentendimento entre seus dois jogadores.

A segunda verdade, que merece considerações, é que Rodrigo Caio está certo.

Por que?

Porque Rodrigo Caio se importa com o clube. Nasceu no São Paulo, desde os 12 anos, criou-se no clube e tem respeito pelo clube.

Simples. Como Rodrigo Caio ama o clube, como é considerado diferenciado, deveria ter a percepção exata do que falar, quando falar e onde falar. Normal que tenha uma discussão dentro de campo. Discussão, não apontar o erro alheio, como o goleiro Ronaldo fazia com companheiros, nos tempos de Corinthians. Poderia falar em particular. Talvez até tenha, mas não poderia fazer o que fez, na coletiva do 7 de setembro. “Ele precisa querer se ajudar”. Mesmo que seja verdade, não poderia falar assim. Entregou o companheiro aos leões. Foi X-9. O comportamento correto foi o de Hernanes e Dorival, minimizando problemas. Rodrigo Caio exponencializou o problema.

Há outros dois pontos que devem ser levados em conta agora.

Rodrigo Caio deveria se oferecer para jogar de volante contra o Vitória. Jucilei foi expulso e não há reservas. Ou melhor, há Militão, que precisa cobrir a lateral direita porque Buffarini tem sido um horror. Assim, a zaga ficaria com Bruno Alves e Arboleda. Ficaria mais protegida, mas Rodrigo Caio já disse que prefere a zaga. É hora de ceder.

Cueva não tem muito comprometimento com o time, mas também há a questão técnica. Ele é vítima da ditadura do 4-2-3-1. O time só pode ter um organizador de jogadas. Um. Os outros precisam jogar pelo lado e ajudar na recomposição. Foi assim com Ney Franco, que não conseguiu escalar Ganso e Jadson juntos.

A recomposição é uma obsessão. Dorival, após o jogo contra a Ponte, disse que o time foi bem no primeiro tempo, porque não permitiu um contra-ataque sequer à Ponte. Mas também só deu um chute a gol, até a magistral cobrança de Hernanes. Ora, se um time vem retrancado e não sofre nenhum chute a gol, qual a importância de conseguir um contra-ataque ou não. O São Paulo deveria ter atacado mais, mesmo que permitisse contra-ataques.

E qual a melhor maneira de fazer isso? Com dois meias. Com Cueva e Hernanes pelo meio, revezando-se. E sofrendo com contra-ataques, que seja.

A tal participação cria monstros. Outro dia, vi um jogo do São Paulo sub-20. O centroavante era Jonas Toró, que, naquele dia, estava muito mal. Não deu um chute a gol. E era muito elogiado pelo comentarista pelo seu poder de iniciar a marcação, ainda no ataque. Ele atacava o central. No jogo seguinte, o mesmo comentarista lamentava a ausência do atacante que não chuta, mas que atrapalha a saída de bola do goleiro e dos zagueiros.

Eu acho que ele seria muito mais importante se chutasse a gol.

Como Cueva seria muito mais importante se estivesse ao lado de Hernanes.


Timão perde, mesmo com ajuda do juiz
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Menon

Aconteceu. Depois de 34 partidas e 20 rodadas no Brasileiro, o Corinthians perdeu. E foi justo. Quem pode reclamar é o Vitória que teve um gol anulado, do zagueiro Kanu, no início do segundo tempo. Um impedimento que não houve. E não houve por muito, 1,4m segundo a Rede Globo.

Se quando o Corinthians vence não há aquele domínio enorme, aquele massacre, quando perde, também não. Foi um bom primeiro tempo do time de Carille, que atacou com Clayson, Rodriguinho e teve ainda o aporte de Gabriel, como um rompe linhas. O Vitória, bem postado, fez o seu gol em um belo contra-ataque.

No segundo tempo, o Corinthians piorou muito. A entrada de Moisés em lugar do contundido Arana ajudou o Vitória. Houve grande posse de bola, mas poucos chutes do Corinthians. E, além do gol mal anulado, houve contra-ataques bons para o Vitória, um deles salvo com bela defesa de Cássio. O juiz errou também contra o Corinthians, em um lance de impedimento que não houve, mas com poucas chances de gol.

Carille, ao ver Balbuena pedindo substituição, arriscou e colocou Jadson. Recuou Gabriel para a zaga. Não foi o suficiente para superar a defesa do Vitória, que teve grande atuação de Wallace.

A derrota do Corinthians mexe nos dois lados da tabela. Na parte do desespero, o efeito foi imediado. O Vitória chegou a 22 pontos, ultrapassou o Avaí e chegou ao 18º lugar, com o mesmo número de pontos de Chape e São Paulo. A Chape, com um jogo a menos, enfrenta o Palmeiras em São Paulo. E o Avaí, com 21 pontos, recebe o São Paulo. A briga é de foice no escuro.

Na parte de cima, o Grêmio pode diminuir a diferença em relação ao Corinthians, caso vença o Furacão, em casa. Ficaria com 42 pontos contra 47, sempre lembrando que o Corinthians tem um jogo a menos. Acontece que Renato prometeu escalar um time de jovens no Brasileiro, guardando os titulares para a Copa do Brasil e Libertadores.


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
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Menon

O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.


Corinthians é a quarta força no Brasileiro. E pode buscar novo título
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Menon

Eder Santos viu uma mãozinha de Aranha no gol de Romero

O Corinthians ganhou o título paulista surpreendendo a todos que o consideravam a quarta força do estado. Eu considerava a terceira, juntamente com o São Paulo. O time foi muito bem treinado por Fábio Carille, que montou um bom sistema defensivo e foi ganhando de todo mundo. Ganhou até do Palmeiras, com dez em campo. Não é o estilo de jogo que eu gosto, mas como eu não sou um iluminado, cheio de convicções, do tipo que só vê mérito em quem vence conforme o meus conceitos, aplaudo e muito o título. Aliás, torcedor não precisa ligar muito para jornalista, não. Pelo menos, para mim. Adoro futebol, sou bem informado, mas na fila do pão, não sou ninguém. Quem entende mesmo é o treinador.

No domingo, começa o Brasileiro. O Corinthians, a meu ver, é novamente a quarta força. Está atrás de Flamengo, Galo e Palmeiras. E não é a quarta força sozinho. Santos, Fluminense, Grêmio e São Paulo estão juntos, neste segundo bloco. Um pouco mais, um pouco menos. E o que significa isso, quando falamos de Corinthians? Que pode ser campeão brasileiro.

Vai ser mais difícil. O Brasileiro é por pontos corridos e é preciso ter um ataque mais efetivo. Mas o time está melhorando nesse aspecto, a partir de um posicionamento mais adiantado de Rodriguinho. É preciso ter um elenco que dê resposta quando titulares forem suspensos por contusão ou punição. Não vejo Kazim, por exemplo, como um jogador capaz de assumir a posição.

Mas há muitas qualidades: de Cássio a Arana há um bloco compacto e constante. Erram pouco. Maicon é muito bom. Rodriguinho está bem e Jadson é o destaque. E, além de tudo, há rivais que terão jogos muito duros pela Libertadores. E como treinador adora poupar jogador, serão prejudicados na luta pelo Brasileiro.

O Corinthians é candidato. Não é favorito, mas é difícil que fique fora dos seis primeiros. E pode ser campeao, sim senhor


Corinthians fez um ótimo jogo. O Inter também
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Menon

O Corinthians voltou de Porto Alegre com um grande empate. E não apenas por deixa-lo em boas condições para confirmar a classificação na próxima semana. Mas também, e é o mais importante, pelo bom futebol jogado. Mostrou mais do que havia mostrado até então. E não tinha o armador Jadson e o centroavante Jô.

O Internacional teve mais posse de bola, muito mais, mas o Corinthians teve tantas chances quanto as do Colorado para marcar. Chances até mais claras, o que fizeram de Lomba o grande destaque do jogo.

E me atrevo a dizer que a vitória do Corinthians só faltou por conta de uma rara falha de Pablo, que permitiu a antecipação de Dourado no gol de empate.

Foi um partidaço. Arana, muito bem, com um passe perfeito para o gol de Romero. O paraguaio perdeu boas chances, mas é impressionante como doa seu suor ao time. Rodriguinho também jogou bem, mas o mais importante foi a doação do conjunto, que manteve intensidade o tempo todo. No lado do Inter, gostei dos três volantes, Edenílson, Dourado e Uendel, capazes de desarmar e tocar muito bem a bola. Alternadamente, juntavam-se a Dalessandro na armação, como meias.

Um belo jogo. O melhor que eu vi do Corinthians, que manda novo aviso: é candidato. E um belo jogo do Inter, que também deu seu aviso: não vai esquentar lugar na segunda divisão.

E O PALMEIRAS? Não posso dizer nada, vi apenas os cinco minutos finais. Não sei se 11 minutos de acréscimo é justo ou não. É totalmente inusual. Mas, sem ver o jogo, é possível dizer que é hora de o Palmeiras ganhar jogos na Libertadores com mais facilidade. E não me venham dizer que Libertadores é assim mesmo, blablabla. O Wilstermann ganhou do Penarol por 6 a 2.


Corinthianzzz e Palmeiras, mais eficientes. Santos e São Paulo, dispersos
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Menon

O Corinthians, de futebol burocrático e sonolento, é o mais eficiente do futebol paulista – falo dos grandes e deixo de lado o muito bem montado Mirassol – já decorridas quatro rodadas do Paulistão. O time de Carile fez três gols em quatro jogos. E conseguiu nove pontos. Cada gol vale três pontos. Vitórias por 1 a 0 contra São Bento, Novorizontino e Audax e uma derrota contra o Santo André.

Apenas como forma de comparação. O São Paulo fez doze gols e tem sete pontos. Precisa de 5, 14 gols para fazer um ponto.

O Palmeiras vinha na mesma toada da eficiência que mascara a ausência de bom futebol. Nas três primeiras rodadas, havia conseguido seis pontos, com dois gols marcados. Novamente, cada gol valia três pontos. Até que veio a goleada por 4 a 0 sobre o Linense, mostrando que o time já começou a crescer rumo ao seu grande potencial.

O que Corinthians e Palmeiras têm em comum diante de seus rivais, São Paulo e Santos, que mostram um futebol mais criativo? A espetacular eficiência defensiva. O Palmeiras sofreu um gol em quatro jogos. Apenas um. O Corinthians, dois. São equipes que estão justificando a tese de que um bom time começa a ser montado a partir de um sistema defensivo eficiente. Sistema defensivo eficiente permite que você faça um gol e vença o Audax. O São Paulo fez dois e perdeu.

Os dois gigantes se enfrentam na quarta-feira, em Itaquera. São líderes de seus grupos. Mesmo assim, o derrotado será saudado pelo estridente som de cornetas. Se houver empate, elas soarão também. Dos dois lados.

Santos e São Paulo são o outro lado da moeda do pragmatismo. Optaram pelo ataque e jogam em busca de gols. O que ocasiona muitos acertos a serem feitos. A próxima rodada já deve mostrar algo neste sentido.

O São Paulo é um case da falta de balanceamento. Tem o melhor ataque e a pior defesa. Se mantiver o estilo, fará um campeonato que sua torcida como aquele em que houve grandes jogos e não houve título. Rogério coloca o time para marcar alto, com a linha de quatro ou três no meio campo e o goleiro Sidão adiantado.

É um conceito. Não abre mãe dele, o que é correto. Mas os ajustes urgem. Os erros individuais de Maicon são assustadores. Contra o Mirassol, deu uma cabeçada para trás que quase matou o goleiro. Acredito que ele vá descansar contra o São Bento. Rogério já agiu rápido ao tirar Douglas, ao recuar Rodrigo Caio para a zaga e ao efetivar Tavares na esquerda, deixando de lado o fator Buffarini deslocado. O argentino já vai mal na sua, o que dirá todo torto na esquerda?

Dorival Jr. acenou com a possibilidade de atuar com apenas um zagueiro, recuando o volante Yuri, que já havia jogado assim nos tempos de Audax. Começou fazendo seis no Linense, mas já houve um recado claro com os dois gols sofridos. Sofrer dois gols em um jogo é terrível. Para vencer, você precisa fazer três. Fácil? Nem pensar. No segundo jogo, foi possível. Três a dois contra o Red Bull, com um gol que não deveria ter sido validado.

Com dois avisos, o Santos manteve o estilo e sufocou o São Paulo no primeiro tempo. No segundo, os buracos enormes apareceram. Levou três e não levou quatro porque Gilberto é Gilberto. Dorival mudou, escalou Cléber, a contratação mais importante do ano e…lambança. Expulsão. Uma derrota muito sentida porque o ataque, grande salvador, não funcionou.

Dorival precisa arrumar o time. Ceni precisa arrumar o time. Carile precisa arrumar o time, afinal ninguém garante que a fantástica eficiência vá funcionar sempre. E Eduardo Batista tem menos trabalho.

Entre os quatro, São Paulo e Palmeiras dão pinta de que podem crescer bastante. Estão longe do teto. O Santos pode crescer, mas a torcida não ajuda e Dorival é pressionado. E o Corinthians depende muito do que Jadson irá aportar em termos futebolísticos.

 


Jadson, um grande passo para o Corinthians. E Drogba, uma grande cascata
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Menon

JADSONO Corinthians conseguiu um reforço de primeiro nível. Um dos três maiores, ao lado de Felipe Melo e de Conca. Logicamente podem ser superados durante o ano por Guerra, Montillo ou algum outro, mas me parecem as três apostas mais concretas.

Jadson volta após um ano na China e deixa por lá o parceiro Renato Augusto, com quem dividiu o comando técnico do Corinthians em 2015. Volta para ser o principal nome do time. Possivelmente aturara como meia central, a posição que era de Renato Augusto. Juntamente com Felipe Bastos e Gabriel, forma um trio de respeito.

É uma contratação que eleva o nível do Corinthians. Só como comparação, ao mesmo tempo que o clube consegue de volta um grande ídolo e um ótimo jogador, o São Paulo perde David Neres, um futuro grande jogador. E ídolo.

O Corinthians ganha Jadson e não consegue Drogba. O clube anunciou oficialmente a desistência em uma nota que me pareceu cômica ou pretensiosa. Drogba teria agradecido o interesse e, depois de conhecer a história do clube, teria se convertido em mais um do bando de loucos espalhado pelo mundo.

Hashtag meenganaqueeugosto

São os mistérios da ciência chamada marketing, dificilmente compreendidos por nós. É uma história do nível de Zhizhao fará o clube vender muitas camisas na China. Ou de Júlio Casares dizendo que o São Paulo, em dez anos, teria maior torcida que o Corinthians, ou o Furacão dizendo que, em dez anos, será campeão do mundo.

Na real? A turma acha que a gente é tonto.


Ceni vai aposentar Lugano
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Menon

Um dos momentos mais marcantes da despedida de Rogério Ceni em 2015, foi quando ele passou a faixa de capitão para Diego Lugano. Dois ídolos recentes do clube e um sinal de que estava próximo o retorno do uruguaio ao clube. Agora, com Ceni como treinador, está decidido: todas as vezes que estiver em campo, Lugano sera capitão. E o outro lado da histórias: serão poucas vezes. O contrato de Lugano, que termina em junho, dificilmente será renovado. Ceni vai aposentar o amigo.

Ficou evidente na entrevista que deu ao querido amigo Marcelo Prado. “Lugano não vai atuar todas as partidas…Vamos tentar usufruir do que o Lugano pode oferecer que é sua experiência no vestiário, a sua experiência no dia a dia”…

Mas, jogar, vai?

Em outras entrevistas, Ceni enfatizou que:

1) Lugano é para jogar na sobra, no esquema com três zagueiros.

2) Ele tem optado por Breno. É mais versátil e pode adiantar um pouco, como volante, permitindo a mudança de esquema para apenas dois zagueiros.

3) Repetidas vezes ele falou que Vitor Tormena, que foi emprestado ao Novorizontino o agrada muito. “Poderia ter trazido (para a Florida Cup) o Tormena, o Kal, o Artur…Mas o Paulistão só permite 25 jogadores de linha e eu não posso trabalhar com 33 atletas. Eles não teriam o mesmo interesse. No meio do ano, tem Lugano vencendo contrato…

É claro, né? Lugano terá todo o respeito de Ceni. Foram campeões do mundo junto. Será o capitão, terá sua história respeitada, mas o segundo semestre terá outros personagens. Kal ou Tormena?

picadinhomenon

CHINA NÃO QUER? MANDA PRA CÁ  O Tianjin Quanjian conseguiu o acesso à principal divisão do futebol chinês. E resolveu se reforçar. Sonha com Diego Costa. E não quer mais Jadson. A rescisão foi feita e ele está no mercado. Interessa a gigantes como São Paulo e Corinthians, seus últimos clubes. Perceberam? A gente agora aceita o que a China não quer. Nossos times são formados por jogadores novos que brevemente irão para a Europa. E por outros que não conseguem lugar na Europa. E nem na China. A falta de dinheiro e a globalização mundial explicam. Mas a falta de gerenciamento também. Nossos dirigentes são fraquíssimos.

FELIPE MASSA ESTÁ DE VOLTA – Felipe Massa voltou à Fórmula-1. Defenderá a Williams. Massa perdeu um título mundial na última volta, por menos de um quilômetro. Não teve outras chances, decepcionou, mas é um piloto que construiu sua história. Assim como Rubens Barrichello, não foi campeão, não foi genial como Fittipaldi, Piquet ou Senna. Mas também não fez trapaça e nem foi expulso da Fórmula 1.

PAULO NOBRE, UM DITADOR – Paulo Nobre rompeu com Mauricio Galiotte, seu sucessor. Sucessor eleito com seu apoio. Galiotte se recusou a vetar a candidatura de Leila Pereira, dona da Crefisa, ao Conselho Deliberativo. Mas, é ele quem decide isso? Ele que decide se a candidatura é legal ou não? Nobre está irritado também porque Galiotte resolveu assinar novo contrato de patrocínio com a Crefisa. E se não assinasse, quem pagaria a grana toda que o clube recebe de seu maior patrocinado? Nobre? Nobre é ex. E ex precisa se mancar, sumir um pouco. O Palmeiras não é seu brinquedinho. Galiotte não é marionete.

 


Timão teve Casão. E agora, se contenta com Kazim…. (Picadinho)
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Menon

Não me matem, eu sou apenas o mensageiro de más notícias. Não sou causa e nem efeito. Nem a frase do post é coisa minha. Ela e de casagrandeNelson Nunes, um dos grandes jornalistas com quem tive o prazer de trabalhar. Texto ótimo, visão acurada e com a capacidade de fazer uma pauta espetacular. Com ele, o repórter sempre era bem guiado. E o coração corintiano de Nelsinho Nunes sofre. Mas onde achar razão dentro de tanta emoção?

São épocas diferentes e é dura a comparação para todos os atacantes que foram ou forem contratados. Casagrande foi um dos grandes, com 103 gols marcados. Centroavante. Meia. Inteligente, questionador, muita raça em campo. Mas a questão é outra. Quem esperava tudo isso de Casagrande, após uma passagem por empréstimo à Caldense?

O Casagrande ídolo foi o Casagrande da base, um garoto como tantos outros que fizeram a história do Corinthians. Como Léo Jabá, por exemplo. Léo Jabá pode ser um novo Casagrande? Não sei. Kazim pode ser um novo Casagrande? Tenho certeza que não.

A situação política do Corinthians é terrível. O presidente Roberto Andrade, de mandato fraquíssimo pode sofrer um impeachment injusto. A situação econômica é péssima. Há problemas com o estádio e há problemas de caixa e uma coisa tem muito a ver com a outra. E, para complicar, o Palmeiras nada de braçada, com patrocínio forte e ainda aproveitando-se do empréstimo de pai para filho, de marido para amante, de Paulo Nobre, o Golden boy.

É hora de olhar para a base, como o São Paulo está fazendo. A solução pode vir daí. Ela não virá de Paulo Roberto, o volante reserva do Sport, já com 29 anos. Não virá com Jadson, dono de altos salários. Gabriel pode ajudar, mas há uma névoa de incertezas sobre suas condições físicas. Pablo? Pottker?

Está complicado. É hora de ter calma, de levar o barco devagar, pois o nevoeiro é perigoso. É hora de olhar para a história. Não a recente, que resultou na troca de Marciel por Willians, o do short verde (que bobagem a cor de roupa usada por um trabalhador), mas a de Rivellino, Edu Gaspar, Casagrande e que cada um complete sua lista de dez grandes revelações da base, ex-terrão.

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O PRÍNCIPE BARRADO – Houve um tempo em que o Brasil ansiava por um novo Pelé. Zagallo pensou que fosse Ticão, neguinho de Bauru (muita coincidência) e o convocou para a seleção. Houve outros. O principal foi Ivair Ferreira, chamado de O Príncipe. Também ivairnascido em Bauru e que fez sua carreira na Portuguesa, onde jogou dos 12 aos 24 anos, antes de se transferir para o Corinthians. Em 1964, estava na decisão do Paulistão, quando a Lusa foi derrotada pelo Santos por 3 a 2. A Lusa tinha Orlando; Jair Marinho, Ditão, Wilson Silva e Edilson; Pampolini e Nair; Almir, Henrique Frade, Dida e Ivair. O Santos tinha Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho Guerreiro, Coutinho, Pelé e Pepe. O Rei venceu o Príncipe.

Ivair esteve também na lista de 47 jogadores pré selecionados por Vicente Feola para a Copa de 1966. Foi cortado, juntamente com Rinaldo, do Palmeiras. Edu, do Santos, e Paraná, do São Paulo, ficaram com as vagas.

Esta semana, o Príncipe Ivair foi barrado na Portuguesa. Um segurança o impediu de entrar no clube. Há culpados na história? Todo ex-jogador pode entrar no clube? São muitos pontos a se considerar, mas a tristeza é grande. O segurança (provavelmente não conhece nada da história da Lusa) também não conhece Ivair.

E eu apenas consigo me lembrar de Aldir Blanc, o gênio. “É o tempo, Maria, te comendo feito traça em um vestido de noivado”.

Felipe Mello – Achei uma ótima contratação do Palmeiras. O ano tem calendário diferente dos outros, as competições correrão simultaneamente e não há mais aquela possibilidade de vencer a Libertadores e fazer gazeta no Brasileiro. É preciso rodar. É preciso elenco. Felipe entra em um setor que foi muito bem, com Tche Tche e Moisés. Tem estilo diferente, é mais marcador, apesar de ter um bom passe. Mesmo quem não pensa nele como titular, há de reconhecer que é opção mais forte do que Thiago Santos. Quanto às expulsões, elas virão. Aqui, se expulsa até quem pensa em palavrão. Mas não esqueçamos que Gabriel Jesus foi expulso – e merecidamente – em um jogo importante.

Modesto Roma Jr – O presidente do Santos fala em Robinho e traz Kayke. A promessa tão megalomaníaca como vazia serve apenas para criar uma aura de desilusão sobra o novo contratado. Começa no clube como aquele que veio porque Robinho não pôde vir.

Calleri – Se o argentino voltar, o São Paulo terá dado um enorme salto de qualidade na montagem de um bom time. Mas é bom a torcida se acostumar com Colmán, o paraguaio.

Cabe mais um? A Fifa definiu que a Copa do Mundo terá 48 países. Nem o esfacelamento de muitas Iugoslávias e outros tantos de Uniões Soviéticas justifica. Eu só entendo o inchaço em uma situação específica: as Eliminatórias classificam 16 seleções para a segunda fase. A primeira fase reúne 32 times em um mata-mata, já no país sede. Os 16 classificados se unem aos 16 primeiros e segue o baile, como é agora. Apenas um jogo para definir as chaves. Pensando em termos de América do Sul, nas última copas, a quinta vaga foi jogada pelo Uruguai contra a Jordânia (Copa-14), Costa Rica (Copa-10), Austrália (Copa-06) e Austrália (Copa-02). Estes jogos seriam realizados já na sede, como um grande aperitivo. Ganhou, fica na Copa. Perdeu, foi eliminado e volta para casa.

 

 

 


Casemiro, Ganso, Pato, Jadson….Como são ruins os nossos “professores”!
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Menon

O nível dos atuais treinadores brasileiros é fraco. Qual a contribuição que deram ao futebol mundial? Lembremos que Vicente Feola surpreendeu e 1958, escalando Zagallo na ponta-esquerda, em um 4-3-3 muito moderno, que o próprio Zagallo montou uma seleção sem centroavante em 1970 e que Telê apostou em muita rotatividade, com deslocamentos e volantes – Falcão e Cerezo – de altíssimo nível técnico. Há ali algo de Guardiola, muito tempo antes. Por favor, vira-latas, eu disse algo, não disse tudo, não disse que Guardiola plagiou Telê e nem que a seleção de 82 é a gênese do Barcelona.

De uns tempos para cá, os treinadores brasileiros atuam em forma de manada. Todos seguem, bovinamente, uma ideia que nunca é original, que nunca foi criada pelo próprio rebanho. Há uma década, era o 3-5-2, depois o 4-4-2 e agora o 4-2-3-1. Ninguém sai do ramerrão. A exceção é Tite, com seu 4-1-4-1 com Elias. Não é ideia dele. Há pouca ousadia, como no último clássico, quando Cuca montou um 4-4-2 (tão esquecido, tão “old school”) que permitiu a Gabriel Jesus jogar com mais liberdade e deu um nó em Tite.

E mesmo para quem copia, os nossos “professores” estão ultrapassados. As novidades demoram a chegar. Ninguém tenta copiar Bielsa ou Sampaoli, técnicos inovadores. Alguém aí escala o time no 3-4-3?

Há alguns casos recentes de falta de talento, paciência e excesso de arrogância dos treinadores que levaram os seus empregadores a sofrerem grande prejuízo.

1) Casemiro – Campeão da Copa São Paulo em 2010, era um dos destaques do time, ao lado de Lucas. Foi levado ao time de cima. Atuou por 112 partidas e fez 11 gols. Foi treinado por Milton Cruz, Sergio Baresi Carpegiani Adilson Batista, Leão e Ney Franco. Nenhum deles conseguiu descobrir a melhor posição para ele. Falavam em primeiro volante, segundo volante, meia e até quarto zagueiro. Nunca teve continuidade.

Um dia, após vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians, chorou na saída do campo. Disse que não era entendido e que não recebia o mesmo carinho de Lucas. Aquilo me soou como insegurança e quase um pedido de socorro de um jovem de 20 anos. Para muitos, foi sinônimo de máscara. Fácil julgar quem tem 20 anos. E lá se foi Casemiro para o Real Madrid B. Jogou bem. Foi para o Porto. Jogou bem. Voltou para o Real Madrid A e jogou muito. Detalhe: desde o primeiro treino, foi definido que ele seria primeiro volante. Perceberam na hora o que não se viu aqui. E o São Paulo vendeu uma revelação por pouco dinheiro.

Com ajuda da torcida, que o vaiava como havia vaiado Kaká há alguns anos. Hoje, não há dúvidas que, abaixo de Kaká,  Casemiro, ao lado de Lucas, é a maior revelação do clube nos últimos 20 anos. E só um foi aproveitado. Só um deu lucro.

2) Ganso e Jadson – Quando Ganso foi contratado, perguntei a Ney Franco se ele jogaria ao lado de Jadson. E ele, com a certeza que é comum aos gênios e aos imbecis, disse, sem nenhuma indecisão, sem nenhum medo de errar, que havia um lugar apenas para eles. Os dois disputariam posição no seu 4-2-3-1. Nunca pensou em mudar de esquema, nunca pensou em abrir mão de princípios para colocar os dois em um mesmo time. Jadson não gostou de perder o lugar, descuidou-se do físico, não teve uma atitude profissional. E foi para o Corinthians, onde Tite o colocou ao lado de Renato Augusto. Se deu certo com Renato Augusto, por que não poderia dar certo com Ganso?

3) Pato – No São Paulo, com Osorio, Pato jogou muito bem pelo lado do campo, entrando em diagonal. Como Ribery e Robben. Novo recado aos vira-latas: não digo que ele seja igual ao francês ou ao holandês; apenas que ele rendeu bem – 26 gols no ano – no mesmo estilo. E no Corinthians? Independentemente de ficar marcado pelo ridículo pênalti contra Dida, independentemente de não ter o perfil que o corintiano gosta, a verdade é que Tite, o badalado Tite, não conseguiu fazer com que ele jogasse. Não conseguiu achar um lugar no time para ele. Como Osorio fez.

Há muitos exemplos. Marcelo joga no Real e é reserva do limitado Filipe Luiz, no time de Dunga.

Há muitos exemplos. Cada um deve lembrar do seu.

Treinadores ultrapassados e sem luz própria são sinônimo de dinheiro perdido. E, muito pior, são uma das causas do atual momento do futebol brasileiro, totalmente sem ideias. Ou alguém duvida que um treinador antenado não faria um bom time com esses mesmos jogadores chamados por Dunga?