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Corinthians: grande vitória, pouco futebol
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Menon

O Corinthians ganhou de virada. Virada iniciada com um lindo gol. De Jadson, a única cabeça pensante do time.

O segundo gol saiu da luta de Clayson, que retomou uma bola perdida, cruzou bem para Romero achar Avelar.

Três pontos que lhe dão um pouco de alívio na tabela, força para o jogo contra o Inter e, principalmente para a decisão contra o Flamengo.

E, amigos, é só.

O futebol continua muito mal. Sem criatividade, sem projeção dos laterais, com um centroavante fraco.

O trabalho malfeito da diretoria, resultando em mais um desmanche, fazem o título do Paulistão um grande lucro.

Mesmo assim, não descarto um avanço na Copa do Brasil. Em mata-matas, a imprevisibilidade aumenta.

Isso é para depois.

Agora, é comemorar.

 


Corinthians 29/45 cumpriu obrigação. Grêmio falhou
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Menon

O Engenheiro Pinduca, meu colega de faculdade, havia avisado: o jogo contra o Paraná era mais importante para o Timão do que o seguinte, contra o Colo Colo.

Fácil entender. O Corinthians vinha de três derrotas seguidas e era preciso dar um basta ao pesadelo que tomava forma. Osmar Loss pensou igual e escalou seu melhor time.

O basta foi dado. O time venceu. É o que importa. O futebol apresentado foi ruim, apesar da melhora de Jadson, autor de belo passe perdido por Roger.

O gol foi de Henrique, após escanteio cobrado por Jadson. Ruim foi a saída de Cássio, contundido. Se não jogar contra o Colo Colo, será um grande desfalque. Mas tem corintiano, como o Engenheiro Pinduca, se oferecendo pra ser o goleiro. Assim, o time poderá se dedicar de vez só Brasileirão e chegar aos 45 pontos.

Em Curitiba, o Grêmio perdeu, de virada. Renato, que adora questionar decisões de treinadores rivais, poderia explicar porque seu time alternativo rende pouco. Seria algo normal, mas foi ele quem garantiu que tem bala para os três campeonatos.

O melhor técnico do Brasil fala muito…


Problema no Corinthians: Jadson é o pior e também o melhor
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Deixemos de lado o Cássio. Afinal, goleiro é uma posição diferente, com características muito especiais.

Então, sem Cássio e sem Rodriguinho, Jadson é o melhor do Corinthians. O remanescente. O que foi e voltou. O cara designado para fazer a diferença.

Certo?

E qual é o maior elogio que se ouve para o Jadson 18? “Precisa ficar no time porque, cobrando uma falta ou um escanteio, pode resolver o jogo”.

É verdade.

Mas, é só isso?

Sim. Jadson está evidentemente acima do peso, sem mobilidade alguma. “Quando recebe uma bola, leva pelo menos cinco segundos para ajeitar o corpo e seguir com o lance”, me diz o velho amigo Engenheiro Pinduca.

Aí, sim, com a bola dominada, pode-se esperar uma boa jogada. Mas, e o restante? Infiltração, deslocamento, agressividade, chegada na área?

Nadica de nada.

Mateus Vital precisa jogar. Tem entrado muito bem. Pedrinho, também. É um jogador que pode surpreender. Romero é fundamental.

Então, Jadson ou Clayson?

É o que tem para hoje. Afinal, Roger e Jonatas demonstram mais medo do gol aberto do que o boquirroto dos debates eleitorais.

 

 


Inter fez bulling contra o Fluminense
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Menon

Minha dúvida é se Inter 3 x 0 Flu parecia:

a) time da série A x time da série G

b) time profissional x dente de leite

O desnível técnico e, principalmente tático, era enorme. Um time bem montado, com linhas próximas, marcação firme e contra-ataque. O outro, esparramado em campo, sem compactação e aberto.

O desnível físico, maior ainda. Jogadores do Inter foram mais rápidos. Saíam depois e chegavam antes. Ganharam as divididas. Gilberto, Jadson e Digão pareciam meninos assustados diante de López, Iago e Alves.

Com 3 x 0, o Inter recuou. Osair Hellnan aproveitou-se do mal-estar de Nico López e colocou D’alessandro. O time ficou atrás, especulou contra-ataques e segurou a pressão do Fluminense.

O Inter, se dúvida havia, mostrou que é candidatíssimo ao título. O Fluminense precisa melhorar muito.

PS – Pedro foi bem.

PS 2- Rodrigo Dourado foi muito bem. Campeão olímpico, pode estar na lista de Tite.


Corinthians goleia e sofre dura derrota
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Foi um passeio corintiano. Goleada contra o Lara, que ainda sonha com a vaga, e garantiu a classificação ainda faltando uma rodada para a final.

Podem dizer que o Lara é fácil, afinal os corintianos disseram que o Boca é fácil, mas a verdade é que Independiente e Millonarios perderam lá.

O Corinthians, não. Fez sete, conta de mentiroso, porque teve chances concretas de fazer dez.

Jadson fez três. Ótimo para um jogador que está, com passos firmes, voltando a seu melhor momento. E dois de Junior Dutra, que pode até pensar em um reinício no clube.

Derrota? A provável saída de Carille, o melhor técnico do Brasil. Gosto mais do futebol do Grêmio, mas Carille está na história do clube. Três títulos em um ano e meio. Incomparável.


E o Pedrinho, Carille?
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O Corinthians tem demonstrado problemas ofensivos. Nos últimos jogos, fez apenas um gol. Contra o Palmeiras, em casa, passou em branco e perdeu a primeira partida da decisão. Então, para o último jogo do Paulista, aquele que vale título, Fábio Carille resolveu mudar o ataque. Mudanças táticas e técnicas.

Abriu mão de um jogador mais fixo na área, já que Júnior Dutra e Sheik não foram bem e que Kazim é café-com-leite. Voltou a usar o esquema com “falso nove”, unindo Rodriguinho e Jadson, que retorna, pelo meio.

Não pode contar com Clayson, expulso, e optou por Romero como substituto. Manteve Matheus Vital.

Resumindo: muda o esquema, troca dois atacantes e…Pedrinho continua no banco.

Acho um típico caso de fidelidade a uma ideia que não está dando bons resultados. Carille não vai atacar o Palmeiras, de início. Vai se resguardar, torcer por um primeiro tempo de igualdade e, lá pelos dez ou 15 minutos do segundo, coloca Pedrinho em campo.

E por que não, desde o início?

Imagino duas justificativas. Se jogar muito aberto e sofrer um gol, tudo acaba. E a segunda vem acompanhada de um pensamento do tipo: e se o Pedrinho não estiver bem, quem coloco para mudar o jogo, se ninguém tem características técnicas e ofensivas como ele?

Pode dar certo, Carille é bom treinador e conhece seus jogadores. Ele deve saber mais do que todos se Jadson está pronto para voltar a mostrar um bom futebol, algo que não é visto há tempos. Deve saber o que Vital tem a mais que Pedrinho.

Eu fico na dúvida. Para mim, Carille está sendo muito pouco ousado para o jogo que vale título e que precisa vencer no campo do adversário. Está pensando muito burocraticamente , preso a uma fórmula que não tem dado alegrias e nem resultados. Depois de Pedrinho, se ainda estiver mal, coloca Danilo para cabecear. Pouco, muito pouco contra o Palmeiras.

 


Dois títulos para a nova geração de treinadores
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Menon

Corinthians ou Palmeiras?

Vasco ou Botafogo?

A única certeza é que os dois títulos servirão para fortalecer a certeza da renovação entre os treinadores do Brasil. A troca de guarda ganha força.

Fábio Carille, Roger Machado e Zé Ricardo fazem parte do que chamei no ano passado de “os sete magníficos”, jovens técnicos que assumiam grandes clubes do Brasil. A lista era completada por Jair Ventura (então no Botafogo e semifinalista do Paulistão, com o Santos), ROGÉRIO CENI (então no São Paulo e praticamente finalista do campeonato cearense com o Fortaleza) e Antônio Carlos Zago (Inter, que foi vice da Série C, com o Fortaleza) e Eduardo Baptista (Palmeiras), que estão desempregados. Cheguei a dizer que A RENOVAÇÃO HAVIA FALHADO, mas ela continua firme.

Desde então, a ascensão maior foi de Carille, que ganhou o Paulista e o Brasileiro e chega em nova final. Chegou ao cargo porque Rueda recusou e montou um time pragmático, com defesa forte. Depois do título, perdeu muita gente, peças importantes como Arana, Jô e Pablo, teve contratações erradas como Juninho Capixaba e, sem reclamar, trabalhou duro e está em nova final.

Roger Machado tem uma prova de fogo no Palmeiras. Em seu terceiro ano como profissional, é o terceiro gigante que dirige, após passagens apenas regulares pelo Grêmio e pelo Galo. Tem o mais povoado elenco do Brasil, com jogadores de alto nível. No primeiro encontro com Carille, foi totalmente derrotado. O treinador do Corinthians anunciou um dia antes do último clássico que jogaria sem centroavantes, com Rodriguinho e Jadson pelo meio. Roger teve um dia para estudar e perdeu feio.

Zé Ricardo era da base do Flamengo. Assumiu o time titular e fez um bom trabalho, mas no final, caiu no erro de alguns treinadores, como o próprio Tite, de morrer abraçado com algumas preferências. Se no caso de Tite, as preferências eram por Sheik e Romarinho, campeões mundiais, Zé Ricardo apostou em Muralha, Rafael Vaz e Márcio Araújo. Foi muito corajoso em assumir o Vasco após ser demitido do Flamengo e novamente começou muito bem. O título do Carioca, se vier, servirá de escudo contra algumas críticas que surgem após ser derrotado pro 4 x 0 pelo Jorge Wilsteramann e perder para a Universidad do Chile em casa.

Alberto Valentim é o mais novo dos quatro finalistas, futebolisticamente falando. Nem fazia parte dos sete magníficos. Foi auxiliar do Palmeiras, saiu para o Red Bull, onde fez campanha muito ruim, voltou ao Palmeiras. Assumiu no lugar de Cuca e tentou jogar com marcação no campo adversário, mesmo tendo uma defesa lenta, com Edu Dracena e Egídio. Caiu. No Botafogo, teve o grande momento ao eliminar o Flamengo.

É a renovação se cristalizando. Fernando Diniz tem sua primeira grande chance no Furacão.

Os títulos servem para dar força e embasamento a quem resolveu apostar em treinadores jovens e baratos, deixando medalhões caros ao léo. O problema é que título faz o técnico jovem passar a ganhar mais também, na maluca ciranda do falido futebol brasileiro, em que um treinador tem direito a formar sua própria equipe, com auxiliar e preparador físico, nunca recebendo menos que DEZ MIL REAIS POR DIA DE TRABALHO.

 


Kazim não tem jeito. Pode desistir, Carille
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Menon

Fábio Carille é adepto do chavão “eu não desisto de jogador”. Bacana, politicamente correto, mas até quando isto é bom para o time? Qual o limite?

O limite é Kazim. Está há um ano lá e nunca jogou nada. Como também não havia jogado no Coritiba. Eu nunca entendi porque veio.

Contra a Ponte, foi horrível de novo. Jadson está gordinho e com sono? Ele emagrece e acorda. Guilherme Romão é afobado? Ele se acalma. Tudo tem solução. Menos Kazim.


Dorival uniu os bons e o time melhorou muito
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Menon

A frase “futebol é só juntar os melhores, não tem segredo” não cabe mais. É do tempo em que se dizia que Lula, o técnico do Santos, jogava onze camisas para o alto e…pronto, lá vinha outra goleada.

Já não há tantos craques (eles estão na Europa) para prescindir de tática. Mas há o outro lado da coisa. Se há poucos destaques individuais em um time, porque não juntá-los?

Entrevistei Ney Franco no início de 2013, antes da pré temporada e perguntei como Ganso e Jadson atuariam juntos. Ele disse que não era possível. Que jogaria um ou outro, porque não abria mão de dois jogadores abertos pelo lado do campo. Os dois não jogaram juntos e Jadson foi brilhar no Corinthians, ao lado de Renato Augusto.

Lucas Pratto, em entrevista ao João Canalha, disse que não entendia porque no Brasil todos os times jogavam com dois extremos. Todos. Uma unanimidade que não permite dois meias juntos.

Dorival, não. Desde a chegada de Hernanes, ele fez de tudo para que ele e Cueva jogassem juntos. Fez mudanças para que a parceria desse certo. E parece ter chegado ao ponto ideal.

Hernanes chegou e disse que gostaria de jogar mais à frente, perto do gol adversário. Dorival aceitou, tirou Jonatan Gomez e deslocou Cueva para a esquerda. Não deu muito certo porque Cueva era frágil  na recomposição. Seu futebol caiu. E a torcida começou a ofender o peruano, dizendo que ele só jogava bem na seleção de seu país. Lógico, né? Lá ele continuava jogando pelo meio, como um armador centralizado, vaga que havia perdido para Hernanes.

Dorival, então, recuou Hernanes para o lugar de Jucilei, colocou Lucas Fernandes na esquerda e trouxe Cueva de volta para o meio. O peruano voltou a jogar bem, mas Hernanes teve uma queda. E Lucas Fernandes decepcionou. Até os chutes de longe, ponto alto em seu currículo, diminuíram.

Chegou, então, a terceira mudança. Jucilei voltou ao time, como primeiro volante. Petros e Hernanes colocaram-se a seu lado, mais adiantados. E Cueva fechou a ponta do losango. Muitas vezes no jogo, Hernanes se aproxima de Cueva e o diálogo entre eles flui com muita qualidade. Saiu assim o segundo gol contra o Santos.

O time está em seu melhor momento porque Dorival abriu mão do esquema com dois extremos e, principalmente, porque fez isto para ter Hernanes e Cueva bem próximos.

Juntou os bons e uniu-se a eles.


O traíra, o sangue de barata e o gigante que afunda
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Menon

Na briga entre Rodrigo Caio e Cueva, duas verdades saltam aos olhos. Uma, é irrefutável. A outra, não.

A primeira verdade é que o São Paulo é o maior prejudicado com o desentendimento entre seus dois jogadores.

A segunda verdade, que merece considerações, é que Rodrigo Caio está certo.

Por que?

Porque Rodrigo Caio se importa com o clube. Nasceu no São Paulo, desde os 12 anos, criou-se no clube e tem respeito pelo clube.

Simples. Como Rodrigo Caio ama o clube, como é considerado diferenciado, deveria ter a percepção exata do que falar, quando falar e onde falar. Normal que tenha uma discussão dentro de campo. Discussão, não apontar o erro alheio, como o goleiro Ronaldo fazia com companheiros, nos tempos de Corinthians. Poderia falar em particular. Talvez até tenha, mas não poderia fazer o que fez, na coletiva do 7 de setembro. “Ele precisa querer se ajudar”. Mesmo que seja verdade, não poderia falar assim. Entregou o companheiro aos leões. Foi X-9. O comportamento correto foi o de Hernanes e Dorival, minimizando problemas. Rodrigo Caio exponencializou o problema.

Há outros dois pontos que devem ser levados em conta agora.

Rodrigo Caio deveria se oferecer para jogar de volante contra o Vitória. Jucilei foi expulso e não há reservas. Ou melhor, há Militão, que precisa cobrir a lateral direita porque Buffarini tem sido um horror. Assim, a zaga ficaria com Bruno Alves e Arboleda. Ficaria mais protegida, mas Rodrigo Caio já disse que prefere a zaga. É hora de ceder.

Cueva não tem muito comprometimento com o time, mas também há a questão técnica. Ele é vítima da ditadura do 4-2-3-1. O time só pode ter um organizador de jogadas. Um. Os outros precisam jogar pelo lado e ajudar na recomposição. Foi assim com Ney Franco, que não conseguiu escalar Ganso e Jadson juntos.

A recomposição é uma obsessão. Dorival, após o jogo contra a Ponte, disse que o time foi bem no primeiro tempo, porque não permitiu um contra-ataque sequer à Ponte. Mas também só deu um chute a gol, até a magistral cobrança de Hernanes. Ora, se um time vem retrancado e não sofre nenhum chute a gol, qual a importância de conseguir um contra-ataque ou não. O São Paulo deveria ter atacado mais, mesmo que permitisse contra-ataques.

E qual a melhor maneira de fazer isso? Com dois meias. Com Cueva e Hernanes pelo meio, revezando-se. E sofrendo com contra-ataques, que seja.

A tal participação cria monstros. Outro dia, vi um jogo do São Paulo sub-20. O centroavante era Jonas Toró, que, naquele dia, estava muito mal. Não deu um chute a gol. E era muito elogiado pelo comentarista pelo seu poder de iniciar a marcação, ainda no ataque. Ele atacava o central. No jogo seguinte, o mesmo comentarista lamentava a ausência do atacante que não chuta, mas que atrapalha a saída de bola do goleiro e dos zagueiros.

Eu acho que ele seria muito mais importante se chutasse a gol.

Como Cueva seria muito mais importante se estivesse ao lado de Hernanes.