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Corinthians goleia e sofre dura derrota
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Menon

Foi um passeio corintiano. Goleada contra o Lara, que ainda sonha com a vaga, e garantiu a classificação ainda faltando uma rodada para a final.

Podem dizer que o Lara é fácil, afinal os corintianos disseram que o Boca é fácil, mas a verdade é que Independiente e Millonarios perderam lá.

O Corinthians, não. Fez sete, conta de mentiroso, porque teve chances concretas de fazer dez.

Jadson fez três. Ótimo para um jogador que está, com passos firmes, voltando a seu melhor momento. E dois de Junior Dutra, que pode até pensar em um reinício no clube.

Derrota? A provável saída de Carille, o melhor técnico do Brasil. Gosto mais do futebol do Grêmio, mas Carille está na história do clube. Três títulos em um ano e meio. Incomparável.


E o Pedrinho, Carille?
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O Corinthians tem demonstrado problemas ofensivos. Nos últimos jogos, fez apenas um gol. Contra o Palmeiras, em casa, passou em branco e perdeu a primeira partida da decisão. Então, para o último jogo do Paulista, aquele que vale título, Fábio Carille resolveu mudar o ataque. Mudanças táticas e técnicas.

Abriu mão de um jogador mais fixo na área, já que Júnior Dutra e Sheik não foram bem e que Kazim é café-com-leite. Voltou a usar o esquema com “falso nove”, unindo Rodriguinho e Jadson, que retorna, pelo meio.

Não pode contar com Clayson, expulso, e optou por Romero como substituto. Manteve Matheus Vital.

Resumindo: muda o esquema, troca dois atacantes e…Pedrinho continua no banco.

Acho um típico caso de fidelidade a uma ideia que não está dando bons resultados. Carille não vai atacar o Palmeiras, de início. Vai se resguardar, torcer por um primeiro tempo de igualdade e, lá pelos dez ou 15 minutos do segundo, coloca Pedrinho em campo.

E por que não, desde o início?

Imagino duas justificativas. Se jogar muito aberto e sofrer um gol, tudo acaba. E a segunda vem acompanhada de um pensamento do tipo: e se o Pedrinho não estiver bem, quem coloco para mudar o jogo, se ninguém tem características técnicas e ofensivas como ele?

Pode dar certo, Carille é bom treinador e conhece seus jogadores. Ele deve saber mais do que todos se Jadson está pronto para voltar a mostrar um bom futebol, algo que não é visto há tempos. Deve saber o que Vital tem a mais que Pedrinho.

Eu fico na dúvida. Para mim, Carille está sendo muito pouco ousado para o jogo que vale título e que precisa vencer no campo do adversário. Está pensando muito burocraticamente , preso a uma fórmula que não tem dado alegrias e nem resultados. Depois de Pedrinho, se ainda estiver mal, coloca Danilo para cabecear. Pouco, muito pouco contra o Palmeiras.

 


Dois títulos para a nova geração de treinadores
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Corinthians ou Palmeiras?

Vasco ou Botafogo?

A única certeza é que os dois títulos servirão para fortalecer a certeza da renovação entre os treinadores do Brasil. A troca de guarda ganha força.

Fábio Carille, Roger Machado e Zé Ricardo fazem parte do que chamei no ano passado de “os sete magníficos”, jovens técnicos que assumiam grandes clubes do Brasil. A lista era completada por Jair Ventura (então no Botafogo e semifinalista do Paulistão, com o Santos), ROGÉRIO CENI (então no São Paulo e praticamente finalista do campeonato cearense com o Fortaleza) e Antônio Carlos Zago (Inter, que foi vice da Série C, com o Fortaleza) e Eduardo Baptista (Palmeiras), que estão desempregados. Cheguei a dizer que A RENOVAÇÃO HAVIA FALHADO, mas ela continua firme.

Desde então, a ascensão maior foi de Carille, que ganhou o Paulista e o Brasileiro e chega em nova final. Chegou ao cargo porque Rueda recusou e montou um time pragmático, com defesa forte. Depois do título, perdeu muita gente, peças importantes como Arana, Jô e Pablo, teve contratações erradas como Juninho Capixaba e, sem reclamar, trabalhou duro e está em nova final.

Roger Machado tem uma prova de fogo no Palmeiras. Em seu terceiro ano como profissional, é o terceiro gigante que dirige, após passagens apenas regulares pelo Grêmio e pelo Galo. Tem o mais povoado elenco do Brasil, com jogadores de alto nível. No primeiro encontro com Carille, foi totalmente derrotado. O treinador do Corinthians anunciou um dia antes do último clássico que jogaria sem centroavantes, com Rodriguinho e Jadson pelo meio. Roger teve um dia para estudar e perdeu feio.

Zé Ricardo era da base do Flamengo. Assumiu o time titular e fez um bom trabalho, mas no final, caiu no erro de alguns treinadores, como o próprio Tite, de morrer abraçado com algumas preferências. Se no caso de Tite, as preferências eram por Sheik e Romarinho, campeões mundiais, Zé Ricardo apostou em Muralha, Rafael Vaz e Márcio Araújo. Foi muito corajoso em assumir o Vasco após ser demitido do Flamengo e novamente começou muito bem. O título do Carioca, se vier, servirá de escudo contra algumas críticas que surgem após ser derrotado pro 4 x 0 pelo Jorge Wilsteramann e perder para a Universidad do Chile em casa.

Alberto Valentim é o mais novo dos quatro finalistas, futebolisticamente falando. Nem fazia parte dos sete magníficos. Foi auxiliar do Palmeiras, saiu para o Red Bull, onde fez campanha muito ruim, voltou ao Palmeiras. Assumiu no lugar de Cuca e tentou jogar com marcação no campo adversário, mesmo tendo uma defesa lenta, com Edu Dracena e Egídio. Caiu. No Botafogo, teve o grande momento ao eliminar o Flamengo.

É a renovação se cristalizando. Fernando Diniz tem sua primeira grande chance no Furacão.

Os títulos servem para dar força e embasamento a quem resolveu apostar em treinadores jovens e baratos, deixando medalhões caros ao léo. O problema é que título faz o técnico jovem passar a ganhar mais também, na maluca ciranda do falido futebol brasileiro, em que um treinador tem direito a formar sua própria equipe, com auxiliar e preparador físico, nunca recebendo menos que DEZ MIL REAIS POR DIA DE TRABALHO.

 


Kazim não tem jeito. Pode desistir, Carille
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Fábio Carille é adepto do chavão “eu não desisto de jogador”. Bacana, politicamente correto, mas até quando isto é bom para o time? Qual o limite?

O limite é Kazim. Está há um ano lá e nunca jogou nada. Como também não havia jogado no Coritiba. Eu nunca entendi porque veio.

Contra a Ponte, foi horrível de novo. Jadson está gordinho e com sono? Ele emagrece e acorda. Guilherme Romão é afobado? Ele se acalma. Tudo tem solução. Menos Kazim.


Dorival uniu os bons e o time melhorou muito
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A frase “futebol é só juntar os melhores, não tem segredo” não cabe mais. É do tempo em que se dizia que Lula, o técnico do Santos, jogava onze camisas para o alto e…pronto, lá vinha outra goleada.

Já não há tantos craques (eles estão na Europa) para prescindir de tática. Mas há o outro lado da coisa. Se há poucos destaques individuais em um time, porque não juntá-los?

Entrevistei Ney Franco no início de 2013, antes da pré temporada e perguntei como Ganso e Jadson atuariam juntos. Ele disse que não era possível. Que jogaria um ou outro, porque não abria mão de dois jogadores abertos pelo lado do campo. Os dois não jogaram juntos e Jadson foi brilhar no Corinthians, ao lado de Renato Augusto.

Lucas Pratto, em entrevista ao João Canalha, disse que não entendia porque no Brasil todos os times jogavam com dois extremos. Todos. Uma unanimidade que não permite dois meias juntos.

Dorival, não. Desde a chegada de Hernanes, ele fez de tudo para que ele e Cueva jogassem juntos. Fez mudanças para que a parceria desse certo. E parece ter chegado ao ponto ideal.

Hernanes chegou e disse que gostaria de jogar mais à frente, perto do gol adversário. Dorival aceitou, tirou Jonatan Gomez e deslocou Cueva para a esquerda. Não deu muito certo porque Cueva era frágil  na recomposição. Seu futebol caiu. E a torcida começou a ofender o peruano, dizendo que ele só jogava bem na seleção de seu país. Lógico, né? Lá ele continuava jogando pelo meio, como um armador centralizado, vaga que havia perdido para Hernanes.

Dorival, então, recuou Hernanes para o lugar de Jucilei, colocou Lucas Fernandes na esquerda e trouxe Cueva de volta para o meio. O peruano voltou a jogar bem, mas Hernanes teve uma queda. E Lucas Fernandes decepcionou. Até os chutes de longe, ponto alto em seu currículo, diminuíram.

Chegou, então, a terceira mudança. Jucilei voltou ao time, como primeiro volante. Petros e Hernanes colocaram-se a seu lado, mais adiantados. E Cueva fechou a ponta do losango. Muitas vezes no jogo, Hernanes se aproxima de Cueva e o diálogo entre eles flui com muita qualidade. Saiu assim o segundo gol contra o Santos.

O time está em seu melhor momento porque Dorival abriu mão do esquema com dois extremos e, principalmente, porque fez isto para ter Hernanes e Cueva bem próximos.

Juntou os bons e uniu-se a eles.


O traíra, o sangue de barata e o gigante que afunda
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Na briga entre Rodrigo Caio e Cueva, duas verdades saltam aos olhos. Uma, é irrefutável. A outra, não.

A primeira verdade é que o São Paulo é o maior prejudicado com o desentendimento entre seus dois jogadores.

A segunda verdade, que merece considerações, é que Rodrigo Caio está certo.

Por que?

Porque Rodrigo Caio se importa com o clube. Nasceu no São Paulo, desde os 12 anos, criou-se no clube e tem respeito pelo clube.

Simples. Como Rodrigo Caio ama o clube, como é considerado diferenciado, deveria ter a percepção exata do que falar, quando falar e onde falar. Normal que tenha uma discussão dentro de campo. Discussão, não apontar o erro alheio, como o goleiro Ronaldo fazia com companheiros, nos tempos de Corinthians. Poderia falar em particular. Talvez até tenha, mas não poderia fazer o que fez, na coletiva do 7 de setembro. “Ele precisa querer se ajudar”. Mesmo que seja verdade, não poderia falar assim. Entregou o companheiro aos leões. Foi X-9. O comportamento correto foi o de Hernanes e Dorival, minimizando problemas. Rodrigo Caio exponencializou o problema.

Há outros dois pontos que devem ser levados em conta agora.

Rodrigo Caio deveria se oferecer para jogar de volante contra o Vitória. Jucilei foi expulso e não há reservas. Ou melhor, há Militão, que precisa cobrir a lateral direita porque Buffarini tem sido um horror. Assim, a zaga ficaria com Bruno Alves e Arboleda. Ficaria mais protegida, mas Rodrigo Caio já disse que prefere a zaga. É hora de ceder.

Cueva não tem muito comprometimento com o time, mas também há a questão técnica. Ele é vítima da ditadura do 4-2-3-1. O time só pode ter um organizador de jogadas. Um. Os outros precisam jogar pelo lado e ajudar na recomposição. Foi assim com Ney Franco, que não conseguiu escalar Ganso e Jadson juntos.

A recomposição é uma obsessão. Dorival, após o jogo contra a Ponte, disse que o time foi bem no primeiro tempo, porque não permitiu um contra-ataque sequer à Ponte. Mas também só deu um chute a gol, até a magistral cobrança de Hernanes. Ora, se um time vem retrancado e não sofre nenhum chute a gol, qual a importância de conseguir um contra-ataque ou não. O São Paulo deveria ter atacado mais, mesmo que permitisse contra-ataques.

E qual a melhor maneira de fazer isso? Com dois meias. Com Cueva e Hernanes pelo meio, revezando-se. E sofrendo com contra-ataques, que seja.

A tal participação cria monstros. Outro dia, vi um jogo do São Paulo sub-20. O centroavante era Jonas Toró, que, naquele dia, estava muito mal. Não deu um chute a gol. E era muito elogiado pelo comentarista pelo seu poder de iniciar a marcação, ainda no ataque. Ele atacava o central. No jogo seguinte, o mesmo comentarista lamentava a ausência do atacante que não chuta, mas que atrapalha a saída de bola do goleiro e dos zagueiros.

Eu acho que ele seria muito mais importante se chutasse a gol.

Como Cueva seria muito mais importante se estivesse ao lado de Hernanes.


Timão perde, mesmo com ajuda do juiz
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Aconteceu. Depois de 34 partidas e 20 rodadas no Brasileiro, o Corinthians perdeu. E foi justo. Quem pode reclamar é o Vitória que teve um gol anulado, do zagueiro Kanu, no início do segundo tempo. Um impedimento que não houve. E não houve por muito, 1,4m segundo a Rede Globo.

Se quando o Corinthians vence não há aquele domínio enorme, aquele massacre, quando perde, também não. Foi um bom primeiro tempo do time de Carille, que atacou com Clayson, Rodriguinho e teve ainda o aporte de Gabriel, como um rompe linhas. O Vitória, bem postado, fez o seu gol em um belo contra-ataque.

No segundo tempo, o Corinthians piorou muito. A entrada de Moisés em lugar do contundido Arana ajudou o Vitória. Houve grande posse de bola, mas poucos chutes do Corinthians. E, além do gol mal anulado, houve contra-ataques bons para o Vitória, um deles salvo com bela defesa de Cássio. O juiz errou também contra o Corinthians, em um lance de impedimento que não houve, mas com poucas chances de gol.

Carille, ao ver Balbuena pedindo substituição, arriscou e colocou Jadson. Recuou Gabriel para a zaga. Não foi o suficiente para superar a defesa do Vitória, que teve grande atuação de Wallace.

A derrota do Corinthians mexe nos dois lados da tabela. Na parte do desespero, o efeito foi imediado. O Vitória chegou a 22 pontos, ultrapassou o Avaí e chegou ao 18º lugar, com o mesmo número de pontos de Chape e São Paulo. A Chape, com um jogo a menos, enfrenta o Palmeiras em São Paulo. E o Avaí, com 21 pontos, recebe o São Paulo. A briga é de foice no escuro.

Na parte de cima, o Grêmio pode diminuir a diferença em relação ao Corinthians, caso vença o Furacão, em casa. Ficaria com 42 pontos contra 47, sempre lembrando que o Corinthians tem um jogo a menos. Acontece que Renato prometeu escalar um time de jovens no Brasileiro, guardando os titulares para a Copa do Brasil e Libertadores.


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
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O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.


Corinthians é a quarta força no Brasileiro. E pode buscar novo título
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Eder Santos viu uma mãozinha de Aranha no gol de Romero

O Corinthians ganhou o título paulista surpreendendo a todos que o consideravam a quarta força do estado. Eu considerava a terceira, juntamente com o São Paulo. O time foi muito bem treinado por Fábio Carille, que montou um bom sistema defensivo e foi ganhando de todo mundo. Ganhou até do Palmeiras, com dez em campo. Não é o estilo de jogo que eu gosto, mas como eu não sou um iluminado, cheio de convicções, do tipo que só vê mérito em quem vence conforme o meus conceitos, aplaudo e muito o título. Aliás, torcedor não precisa ligar muito para jornalista, não. Pelo menos, para mim. Adoro futebol, sou bem informado, mas na fila do pão, não sou ninguém. Quem entende mesmo é o treinador.

No domingo, começa o Brasileiro. O Corinthians, a meu ver, é novamente a quarta força. Está atrás de Flamengo, Galo e Palmeiras. E não é a quarta força sozinho. Santos, Fluminense, Grêmio e São Paulo estão juntos, neste segundo bloco. Um pouco mais, um pouco menos. E o que significa isso, quando falamos de Corinthians? Que pode ser campeão brasileiro.

Vai ser mais difícil. O Brasileiro é por pontos corridos e é preciso ter um ataque mais efetivo. Mas o time está melhorando nesse aspecto, a partir de um posicionamento mais adiantado de Rodriguinho. É preciso ter um elenco que dê resposta quando titulares forem suspensos por contusão ou punição. Não vejo Kazim, por exemplo, como um jogador capaz de assumir a posição.

Mas há muitas qualidades: de Cássio a Arana há um bloco compacto e constante. Erram pouco. Maicon é muito bom. Rodriguinho está bem e Jadson é o destaque. E, além de tudo, há rivais que terão jogos muito duros pela Libertadores. E como treinador adora poupar jogador, serão prejudicados na luta pelo Brasileiro.

O Corinthians é candidato. Não é favorito, mas é difícil que fique fora dos seis primeiros. E pode ser campeao, sim senhor


Corinthians fez um ótimo jogo. O Inter também
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O Corinthians voltou de Porto Alegre com um grande empate. E não apenas por deixa-lo em boas condições para confirmar a classificação na próxima semana. Mas também, e é o mais importante, pelo bom futebol jogado. Mostrou mais do que havia mostrado até então. E não tinha o armador Jadson e o centroavante Jô.

O Internacional teve mais posse de bola, muito mais, mas o Corinthians teve tantas chances quanto as do Colorado para marcar. Chances até mais claras, o que fizeram de Lomba o grande destaque do jogo.

E me atrevo a dizer que a vitória do Corinthians só faltou por conta de uma rara falha de Pablo, que permitiu a antecipação de Dourado no gol de empate.

Foi um partidaço. Arana, muito bem, com um passe perfeito para o gol de Romero. O paraguaio perdeu boas chances, mas é impressionante como doa seu suor ao time. Rodriguinho também jogou bem, mas o mais importante foi a doação do conjunto, que manteve intensidade o tempo todo. No lado do Inter, gostei dos três volantes, Edenílson, Dourado e Uendel, capazes de desarmar e tocar muito bem a bola. Alternadamente, juntavam-se a Dalessandro na armação, como meias.

Um belo jogo. O melhor que eu vi do Corinthians, que manda novo aviso: é candidato. E um belo jogo do Inter, que também deu seu aviso: não vai esquentar lugar na segunda divisão.

E O PALMEIRAS? Não posso dizer nada, vi apenas os cinco minutos finais. Não sei se 11 minutos de acréscimo é justo ou não. É totalmente inusual. Mas, sem ver o jogo, é possível dizer que é hora de o Palmeiras ganhar jogos na Libertadores com mais facilidade. E não me venham dizer que Libertadores é assim mesmo, blablabla. O Wilstermann ganhou do Penarol por 6 a 2.