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Pratto e a decadência do São Paulo
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Menon

Lucas Pratto foi extremamente decisivo para a maior conquista da gloriosa história do River Plate. Fez um gol em cada jogo. Não um gol qualquer, não um gol de goleada (nem houve), mas o importantíssimo gol de empate.

No primeiro jogo, apenas um minuto após a alegria do rival. No segundo, aos 22 minutos do segundo tempo. Foi Pratto quem colocou o River no caminho da glória.

Após o título, foi Pratto quem adicionou civilidade ao futebol. Caminhou até os derrotados e os cumprimentou um por um. Foi seguido por seus companheiros e o superclássico, marcado até então por ignomínia, vestiu-se de dignidade.

E foi um jogador assim, com técnica e caráter, que o São Paulo perdeu. A justificativa foi infantil: saudades da filha. Como se a garota morasse em Katmandu e não em Buenos Aires.

A verdade é outra. Pratto vislumbrou no River a possibilidade de grandes conquistas. Por que ficar em um clube enredado em brigas internas e sem ousadia?

Pratto foi contratado com o dinheiro da venda de David Neres. Aproximadamente os mesmos  R$ 45 milhões. E o clube gastou grande parte com Jean, Trellez, Diego Souza, Jucilei. Dinheiro perdido, sem retorno.

E agora? Vai contratar com qual dinheiro? Da venda de Liziero? Que grande jogador deseja ficar em um clube que vende o almoço para pagar o jantar?

 


Raí errou e vai trabalhar dobrado
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Menon

Quem faz errado, faz duas vezes.

É o caso de Raí, que terá muito trabalho para montar um time competitivo para o São Paulo no próximo ano. Algo importante, independentemente de onde se olhe. Para o alto, com o sonho de título na Libertadoore,s ou para baixo, evitando vexames no Brasileiro, como foi em 2017.

O elenco de 2018, apesar do quinto lugar no Brasileiro (pode ser quarto, mas as possibilidades não são grandes), foi reprovado. E Raí tem grande parcela de culpa. Foi ele quem comandou todas as negociações.

Se ele não pode ser culpado pela decepção que se tornou Bruno Peres (jogador que estava na Europa), não poderia ter deixado o time nas mãos frágeis de Sidão e de Jean. São goleiros para times médios. Fazem bastante defesas porque são muito exigidos. E são aplaudidos porque colaboraram para evitar um rebaixamento. Não servem para um grande time, onde são menos exigidos, mas não podem errar tanto quanto erram. O primeiro gol do Vasco e um outro que foi anulado poderiam ser evitados. Não são erros fatais, não são frangos, mas de um goleiro de time grande exige-se mais do que o normal.

E Trellez? Eu, você e o colombiano que vai comandar o Ministério da Educação poderíamos errar na avaliação, embalados pelos gols que ele fez no ano passado, mas Raí, responsável pelo futebol do São Paulo, não poderia embarcar nessa onda.

Nenê? Dois anos de contrato para um jogador mimado e em fim de carreira? O que fazer com ele em 2019? Terá condição para comandar o time durante um ano todo? Se for para a reserva, aceitará ou fará biquinho? O pior é que Nenê não tem “sombra”. Cueva foi embora e ninguém foi contratado. E Shaylon mostra ser um jogador de brilhareco, um passe aqui, um chute ali e nada mais.

Diego Souza deu conta do recado. Deu mesmo? Termina o ano com menos de 20 gols. Não é o ideal para um centroavante. Não é um jogador que possa ser comparado com Luís Fabiano, Calleri, Pato, Pratto, Kardec, Dagoberto ou Borges.

Há muito mais problemas. Não há reserva para Everton, Reinaldo, Diego Souza, Nenê, Bruno Peres. E alguns deles, como vimos, não foram bem como titulares.

Raí, com certeza já está trabalhando. É preciso mesmo, porque a margem de erro é pequena. Além dos ajustes naturais do final de cada ano, precisa refazer o que foi mal feito.

 


Vanderlei e a maldição do gol tricolor
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Menon

O São Paulo negocia para ter Vanderlei em 2019. O Santos pede 30 milhões por um goleiro de 34 anos. Se aceitar, o São Paulo estará cometendo mais um erro na sua luta contra a maldição do gol. Maldição que pode receber o nome de incompetência.

Antes, uma digressão pela Bíblia.

O Faraó sonhou com sete vacas gordas. E depois com sete vacas magras, que devoravam as primeiras. Pediu a José que interpretasse seu sonho.

Ele disse que as sete vacas gordas significavam sete anos de fartura para o Egito. Anos que seriam substituídos por outros sete, de muita penúria. Sugeriu ao Faraó que nomeasse um grande administrador e que o obrigasse a poupar trigo durante os sete anos de fartura, para enfrentar os anos ruins.

Se houver um paralelo, o São Paulo terá 30 anos de goleiros ruins. Como em 1984, quando Barbirotto, Tonho e Abelha se revezavam na tarefa de assustar os torcedores.

Então, houve três acertos incríveis.

Em 1985, o clube contratou Gilmar. Um ótimo goleiro, discreto e com muita personalidade. Esteve na Copa de 94.

Em 1990, contratou Zetti. Foi bicampeão mundial pelo clube. E esteve na Copa 94.

Em 1997, abriu mão de Zetti e Rogério Ceni ganhou a posição. Fez história.

Três decisões acertadíssimas que garantiram 30 anos de tranquilidade.

E depois? O caos.

Apostaram em Denis, alguém com toda pinta de coadjuvante.

Apostaram em Renan Ribeiro.

Não deu certo. Era hora de um grande goleiro. Trouxeram Sidão de graça e com fama de jogar bem com os pés.

O barato saiu caro.

E o que foi feito?

Renovaram o contrato por mais um ano e trouxeram Jean, por 6 milhões.

Não é um goleiro que dê tranquilidade total. Não é. Imaturo e com comportamento discutível.

E, durante todo esse período, Lucas Perri, 21 anos, nunca teve uma chance.

E agora? Passa a régua e trás um goleiro indiscutível. Não é, ninguém é, mas é melhor que os outros.

Vanderlei seria ótima contratação em 2016 ou 2017. E agora? Uma boa solução a curto prazo, mas quem garante que estará bem em três anos?

Faltou uma previsão correta, como a que José fez ao Faraó. Não agiram na hora certa e agora, é mais dinheiro para corrigir ações erradas.

 


Aguirre muda o São Paulo ou fica fora do G-6
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Menon

O São Paulo terminou o jogo contra o Inter apostando em cruzamentos e lançamentos para Trellez, Diego Souza e Gonzalo Carneiro. Que pobreza tática! Que pobreza técnica!

As opções ajudam a explicar a derrocada tricolor no segundo turno. Já são cinco jogos sem vitória.

Mas não é só isso, não. Tem mais.

Tática

A pior coisa para um são-paulino é ver seu time fazer um gol. Ele sabe que, ato contínuo, o time vai recuar muito. Deu até certo por um tempo, mas com a contusão de Everton, acabou. Não hã opção alguma.

A outra tática foi explicada no primeiro parágrafo. Quando o time está perdendo, saem os armadores e lota-se a área rival de postes. É o que Aguirre tem a dar.

Qualidade técnica do time

É difícil e errado fazer análises definitivas, mas é claro, no momento que:

Sidão e Jean não são goleiros de alto nível. Estarão entre os dez melhores do Brasil?

Bruno Peres não ajuda o ataque.

Ânderson Martins está muito mal. Perde pelo alto e é lento por baixo.

Jucilei muito lento. Impede transição rápida.

Nenê caiu muito no segundo turno. Parece em má forma física.

Diego Souza ajuda pouco.

Qualidade de elenco

O time não tem reserva para a lateral-direita.

Nenê não tem reserva, já que Shaylon não tem alma de protagonista.

Diego Souza não tem reserva. Trellez e Gonzalo Carneiro são toscos.

Éverton não tem reserva.É preciso mudar para conseguir uma vaga na Libertadores. O Santos vem aí.

 


O clássico de Jean e Osmar Loss
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Menon

Paulo Batista

De olho no Flamengo, São Paulo tem o Timão pela frente. (Paulo Batista)

Um clássico é a ocasião ideal para que jogadores marquem presença na história do clube ou, no mínimo, para serem vistos com outros olhos, com mais benevolência por parte da torcida.

Ronaldo estreou defendendo pênalti de Dario Pereira. Cueva marcou, com cavadinha, em Cássio. Ronaldo é ídolo até hoje. Cueva desperdiçou a chance, ao tratar a instituição como um animal de estimação que já não merece estima.

Jean, o goleiro, tem sua chance hoje. Uma boa partida, uma defesa marcante e será esquecido ou diminuído o vexame contra o São Caetano.

Na boa? Acho difícil. Jean não me parece um goleiro capaz de grandes façanhas. Não é um tipo para marcar época. Teve boa sequência e não conseguiu tirar o posto de Sidão. Para mim, vai acabar superado por Lucas Perri.

Osmar Loss assumiu o posto de Fábio Carille e sofreu uma avalanche de derrotas. Uma vitória contra o São Paulo, embora seja algo recorrente nos últimos tempos, pode lhe dar novo fôlego. E dar início a uma carreira vitoriosa?

Na boa? Não acredito. Loss me parece um treinador rolando lero, cheio de termos modernosos, de personalidade forte e de resultados fracos.

Outro dia, soltou a seguinte frase sobre a data de estreia do atacante Jonata  “jonatas depende de sua biotipia… precisa de mais aquisição para jogar”.

Mas é Majestoso. Quem sabe as valências cognitivas e esportivas de Jean e Loss estejam de acordo com seu mapa astral…

 


Onze apontamentos sobre Diego Aguirre no São Paulo
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Menon

Contra o Fluminense, Diego Aguirre completou dez jogos no comando do São Paulo. Já é possível apontar características de seu trabalho, mostrar fatos e fazer uma primeira análise. Não é porque foi contratado por indicação de Lugano que deve merecer um tempo especial. Treinador de time grande é para ser cobrado. Bem, vamos lá.

  1. O elenco não foi indicado por ele – Uma prática que deve se tornar cada vez mais comum em clubes de futebol. O treinador deve fazer suas indicações, é lógico, mas o clube não pode seguir todas. O ativo é do clube. Então, se tem interesse em um jogador X, até por uma possibilidade futura de negócios, deve trazer, independentemente da opinião do técnico. Caso contrário, pode ficar com micos como Leandro Donizete, herança de Dorival ao Santos.
  2. O elenco é caro e qualificado – No caso, uma coisa tem pouco a ver com a outra. Os jogadores caros – Diego, Trellez e Jean – ainda (?) não renderam o que se esperava. Mas é bom e permite substituições sem sustos. São cinco bons zagueiros. São quatro volantes de nível semelhante. E há boas opções para o lado de campo. Dá para montar um bom time, dá para fazer um bom trabalho, apesar de carências conhecidas.
  3. Aproveitamento é ruim – Não é opinião, é fato. Com Aguirre, o São Paulo tem 43% de aproveitamento. É muito pouco. São apenas três vitórias e o mesmo número de derrotas. Não adianta dizer que a derrota contra o Corinthians foi sofrida. A vitória contra o Paraná também foi. Não adianta dizer que Jean falhou contra o São Caetano. No jogo seguinte, o goleiro retribuiu o erro com juros e correção monetária.
  4. Erro recorrente – Os 43% de aproveitamento poderiam ser 54% se o time não tivesse sofrido gols no final das partidas contra Corinthians e Fluminense. Nos dois casos, o castigo veio por conta de uma postura extremamente defensiva. Nada contra times que jogam no contra-ataque, mas é preciso que haja contra-ataque. Não houve nesses dois jogos. E nem nos minutos finais contra o Ceará. É algo a ser corrigido. O erro foi mostrado e o treinador tem obrigação de resolver rapidamente.
  5. Defesa forte – Parece claro, e isso é muito bom, que o São Paulo está se tornando um time difícil de ser vencido. Sofreu apenas sete gols nos dez jogos. A partir daí, pode se transformar em um time que, se não dá prazer, pelo menos não dá agonia ao torcedor. Um lance típico do que pode ser o São Paulo foi o contra-ataque puxado por Marcos Guilherme contra o Fluminense. Terminou com Everton chutando na trave. Com defesa forte e contra-ataque eficiente, é possível chegar longe.
  6. Um time mentalmente forte – O maior exemplo foi contra o Rosario Central. Mesmo com um jogador a menos por 45 minutos, o São Paulo foi estoico na defesa. Lutou pelo resultado com galhardia. Muito diferente do que se via antes.
  7. Liziero – Sua incorporação ao elenco e, quase imediatamente, ao time titular é um grande acerto. Um exemplo de jogador que cumpriu seu ciclo de aprendizagem na base e que está pronto para jogar. O que não significa que seja um gênio e que não possa melhorar.
  8. Brenner – Quando se fala em time que não tem contra-ataque, fica difícil entender o ocaso de Brenner. O fato de haver congelado contra o Palmeiras e de mostrar instabilidade emocional contra o Paraná (caiu no choro ao ser substituído) podem ajudar a explicar. Mas ele merece novas chances.
  9. Nenê, Cueva e Shaylon – Nenê é o símbolo do time. Arma, desarma, faz falta, sofre falta, chuta e é chutado. Tem ajudado até na recomposição. Cueva não tem o mesmo espírito. Muito pelo contrário. Mas sabe jogar bola e deve ser aproveitado. Imagino a linha de meias com ele, centralizado, Nenê na direita e Everton na esquerda. Aguirre deve recuperá-lo, a nãos ser que seja dado como caso perdido. Shaylon nunca entrou em campo com Aguirre. Inexpicável.
  10. Variação tática – Um grande mérito de Aguirre foi abandonar a obsessão pelo 4-2-3-1. Ele até é usado, mas o 3-5-2 também passou a ter lugar. E até o 5-3-2. Mudanças simples, a partir da mudança de posição de Militão, deslocando-se um pouco para a direita. Ele não adapta jogadores ao que pensa. Pensa conforme os jogadores que tem.
  11. Pressão sempre – Aguirre está pressionado. Nada de demissão, absolutamente. Mas está pressionado porque não venceu Ceará e Fluminense. Isso o obriga a ganhar do Galo, em casa. Tudo porque não teve contra-ataque e nem ataque nos dois jogos citados. Os oito primeiros jogos do São Paulo são bem acessíveis (não significa que sejam fáceis) e é possível fazer 16 pontos, o que é média de campeão. Depois de Paraná, em casa, Ceará e Fluminense, fora, vem, pela ordem: Galo, casa, Bahia, fora, Santos, casa, América, fora e Botafogo, casa. Com tempo para treinar. É a chance de conseguir um número de pontos que dê segurança para os jogos seguintes.

São Paulo tem raça. Falta time
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Menon

A mudança de comportamento anímico pode e deve ser saudada como algo muito importante, mas será um erro se for usada para mascarar outro fato: o São Paulo não tem um bom time.

E as maiores dificuldades estão justamente nos pontos em que se gastou muito dinheiro no início do ano:

TRELLEZ – Seguramente, é o pior atacante tricolor dos últimos anos. Luis Fabiano, Lucas, Kaká, Calleri, Lucas, Pato, Pratto, Neres, Araújo e, sem vacilar, Centurion, Michel Bastos e Gilberto são melhores. Nos dois jogos contra o Corinthians, teve duas grandes chances. Errou as duas. No primeiro, Nenê consertou. Se um time joga atrás e aposta no contra-ataque, precisa de um centroavante que não erre tanto. Custou 6 milhões.

DIEGO SOUZA – Uma série de erros que culminou na atuação horrível contra o Corinthians. É meia e veio como centroavante. Foi lanclan juntamente com Nenê, a dupla da lentidão. É fez a opção errada no contra-ataque final, perdendo a bola e fazendo falta. Lívido, bateu o pênalti com o entusiasmo de uma criança que ganha uma cenoura na Páscoa. A desconfiança da torcida se transforma em ódio. Custou 10 milhões.

JEAN – Se não conseguiu tirar o lugar de Sidão, não é o goleiro que o time precisa. Custou 10 milhões.

MILITÃO – Esgotou suas possibilidades como lateral. Não vai crescer mais.

CUEVA – Ele só pensa naquilo, a Copa. Como o Peru tem boas chances de passar à segunda fase, deve ser vendido.

É preciso contratar bem. Régis fez um bom Paulista e pode dar certo. Gonzalo Carneiro tem problemas no púbis e nan se sabe se está pronto para jogar.

O São Paulo tem um bom ponto de partida. Agora, depende da competência de Raí.


Raí também tem culpa nos vexames do São Paulo
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Menon

O São Paulo parece um balaio de caranguejos. Quando um tenta subir e ganhar a liberdade, vem outro e o puxa pela perna. E assim, sucessivamente, tornando o caminho rumo à liberdade uma luta inglória. Ninguém escapa e todos se transformam em desejados petiscos. Todo mundo tem culpa na sucessão de vexames. Raí também.

Eu, você e a Sasha, filha da Xuxa conhecemos o velho clichê: “todo grande time começa com um grande goleiro”. Clichês podem ser falsos, mas alguns retratam a realidade. Eu acredito nesse. E o São Paulo que vinha mal há tempos, mesmo tendo um goleiro icônico no início da escalação, não soube tratar do assunto quando Ceni se aposentou.

Apostou em Denis, que viveu à sombra por sete anos, e não deu certo. E então? Trouxe Sidão, goleiro de 36 anos e currículo mínimo. Não deu certo. E agora? Raí gastos R$ 10 milhões em um garoto de 22 anos que, apesar de haver feito um bom brasileiro pelo Bahia, não é segurança de nada. Pode até ser bom no futuro. Mas o presente está aí, cobrando resultados.

O River Plate pagou R$ 13 milhões por Franco Armani, 31 anos, campeão da Libertadores em 2016, pelo Atlético Nacional. Ele está jogando muito bem e tem chances de disputar o Mundial. Sampaoli está de olho.

Raí gastou R$ 6 milhões em Trellez, artilheiro de pólvora molhada. Pode mudar?  Talvez.

Raí gastou R$ 10 milhões em Diego Souza. O atacante, de 32 anos, está nitidamente acima do peso. Eu acredito que ele possa render bem e ser destaque do São Paulo. Tem um bom chute de fora da área, cabeceia bem e sempre soube jogar bem. Por enquanto, é uma decepção, principalmente por haver embarcado no canto da sereia de Tite e querer virar centroavante no final da carreira.

Raí deu um contrato de dois anos para Nenê, ganhando R$ 250 mil por mês. Dois anos. Não é um contrato, é um plano de aposentadoria. Em dois anos, vai ganhar R$ 6 milhões. Mesmo que se machuque, mesmo que não renda, mesmo que decepcione.

Ele também pode ajudar o time, mas não sempre. Um jogo ou outro, uma falta ou outra, um escanteio, um lançamento. Mais nada. Participação zero.

Bem, ninguém é obrigado a escalar todos juntos. Dorival escalou Jucilei, Petros, Nenê, Cueva e Diego. Não deu certo e tentou mudar, com jogadores mais jovens. Caiu assim mesmo.

Então, chega Aguirre. É recepcionado por Raí e Lugano. Conversa bastante com Jardine. E ninguém lhe conta que deu errado os cinco juntos? Ele não viu um vídeo, não escutou alguém comentando no bar, não viu a televisão?

E lá vai o bloco da lentidão a campo novamente. Vai, meu bloco vai….Vai naufragar. Naufragou.

Na terça-feira, continua a agonia do balaio de caranguejos.


Sidão x Jean: um duelo que não anima
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Menon

Em 1985, o São Paulo teve o surgimento dos Menudos, personificados em Muller e Silas. No gol, havia a insegurança de Barbirotto e Tonho. Era preciso agir e Gilmar foi contratado.

E, de 1985 a 2015, o gol do São Paulo foi defendido por Gilmar, Zetti e Rogério Ceni. Participaram de quatro Copas do Mundo, o que mostra a qualidade deles. Em 2015, Ceni se aposentou. No ano seguinte, Denis assumiu o posto e não foi bem. E, em 2017, o gol foi uma briga particular entre Denis, Sidão e Renan Ribeiro. Sidão venceu e os outros dois deixaram o clube.

E 2018 começa com a briga entre Sidão e Jean, vindo do Bahia. Nada que dê certeza ao torcedor de ter, no gol, a segurança daquelas três décadas iniciadas com Gilmar.

Sidão tem 35 anos e uma carreira sem nenhum brilho. Antes de chegar ao São Paulo, foi titular no Audax, após contusão do goleiro Felipe Alves. E foi titular no Botafogo, após a contusão de Jefferson. Fez 36 jogos no Audax e 35 no Botafogo. Antes, 27 pelo Rio Claro, o mesmo número que tem pelo São Paulo. Um goleiro de 35 anos e menos de 150 jogos profissionais não é segurança de nada. O time pode até ser campeão com ele, mas não o será por causa dele. Sidão tem tudo para ser um coadjuvante honesto e dedicado e nada para ser o condutor de um time que precisa ser campeão.

Jean tem 22 anos, passagem nas seleções de base e um ótimo ano pelo Bahia. Foi titular em todo 2017, sem contestação. É um jogador que tem grande futuro  e pode até começar o início desse caminhar como titular do São Paulo. Seu contrato é de cinco anos, o que parece ser uma aposta em venda a curto prazo para o futebol da Europa.  Mas não há certeza alguma. Ninguém garante que ele será o goleiro indiscutível que foi no Bahia.

E há certeza com outro goleiro? Com algum outro? Logicamente que não. Mas um time grande deveria buscar um goleiro que trouxesse mais certeza que insegurança. O São Paulo precisa de um goleiro do nível de Cássio, Marcelo Grohe, Vanderlei ou Fábio. Buscar alguém deste nivel. Alguém que justifique a velha máxima: “todo time começa com um grande goleiro”.


Palmeiras tem defesa nova e fica ainda mais forte
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Menon

A chegada de Marcos Rocha por um ano, em troca do desgastado Roger Guedes, foi ótimo negócio para o Palmeiras. Ele tem todas as condições de resolver o problema da lateral-direita, que foi dor de cabeça o ano todo, com Myke e Fabiano. Um pouco de paz, apenas com Jean.

Na outra lateral, está Diogo Barbosa, vindo do Cruzeiro. Outro jogador que chega para resolver um grande problema, pois Egídio nunca foi uma solução e a situação ainda ficou pior com a falta de paciência da torcida que, convenhamos, não é injustificável. E Zé Roberto estava se despedindo.

São contratações indiscutíveis. E há mais duas, que deixam a defesa bem mais forte para o ano que vem. No gol, estará o Weverton. Ele estaria liberado apenas em maio, mas o Palmeiras gastou os R$ 2 milhões pedidos pelo Furacão para ter o jogador já em janeiro, para o início do Paulista. Ele vem para disputar lugar com Fernando Prass, o mesmo que, contundido, abriu vaga para Weverton ganhar a medalha olímpica. Jaílson tem problemas físicos.

E a pressa que teve para contratar Weverton, o Palmeiras não teve como zagueiro Emerson Santos, o zagueiro de 22 anos do Botafogo. Ele estava acertado desde agosto, com o pré-contrato assinado. É uma esperança a mais de ter um jogador que resolva o problema, o que Luan e Juninho não conseguiram, o que levou Edu Dracena a ser um constante parceiro de Mina. E depois, de continuar jogando, quando Mina se contundiu.

Havia problemas e o Palmeiras resolveu. Weverton; Marcos Rocha, Mina, Emerson e Diogo Barbosa formam uma defesa de alto nível no papel. Ou melhor, na tela do computador.

E ainda tem Lucas Lima.

O Palmeiras de hoje é melhor que o Palmeiras da semana passada.