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Jesus e Malcon, dois brasileiros (apenas) entre os 50 melhores
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Menon

A revista Lequipe, da França, elegeu os 50 melhores jogadores do mundo, nascidos a partir de 1/1/1996. Abaixo de 21 anos. E lá estão apenas dois brasileiros: Gabriel Jesus, do Manchester City, revelado pelo Palmeiras, é o sexto e Malcon, do Bordeaux, revelado pelo Corinthians, é o 21º. O espanhol Asensio, do Real Madrid, é o primeiro da lista.


O Brasil está muito atrás de três rivais diretos na luta pelo título mundial no ano que vem. Alemanha tem oito jogadores citados, a França, sete e a Espanha, seis. Entre os dez primeiros, a vantagem é da França, com três citações.

Os dez primeiros são: 1) Asensio (Espanha), 2)Dele Alli (Inglaterra), 3) Mbappe (França), 4) Dembele (França), 5) Donnarumma (Itália), 6) Gabriel Jesus (Brasil), 7) Sané (Alemanha), 8) Coman (França), 9) Rashford (Inglaterra) e 10) Werner (Alemanha)

A seguir, a classificação de rivais brasileiros:

13) Brandt (Alemanha), 14) Tah (Alemanha), 15) Ceballos (Espanha), 17) Henrichs (Alemanha), 19) Davinson Sanchex (Colômbia), 22) Pavon (Argentina), 23) Havertz (Alemanha), 27 Moussa Dembele (França), 28) Theo Hernandez (França), 31) Vallejo (Espanha), 33) Driussi (Argentina), 35) Pellegrini (Itália), 38) Dahoud (Alemanha), 39) Locatelli (Itália), 40) Soler (Espanha), 42) Lucas Hernandez (França), 44) Myke Oyarzabal (Espanha), 46) Mammana (Argentina), 48) Amiri (Alemanha).

Interessante notar que Cristian Pavon, do Boca, é o único jogador que não atua na Europa. O que mostra algumas coisas: 1) nossos jovens são contratados muito cedo, o que mostra a força do poder econômico 2) essas listas são feitas notoriamente com olhar europeu. O Real Madrid, por exemplo, pagou 45 milhões de euros por Vinícius Jr, que não está na lista. Quem está certo, o Real ou Lequipe? 3) Nossos clubes demoram a dar chance às suas estrelas jovens e pouco aproveitam de sua qualidade.

O que Lequipe fala de:

GABRIEL JESUS – Pep Guardiola esperou por tanto tempo! Gabriel Jesus foi recrutado no verão de 2016 pelo City, depois de ser eleito o melhor jogador do Brasil com a camisa do Palmeiras, mas chegou a Manchester em janeiro de 2017. O técnico não ficou desapontado. Apesar da ausência de três meses devido a uma fratura no pé, Jesus marcou sete gols e deu cinco assistência em 11 jogos. Campeão olímpico em 2016, é um atacante instintivo, completo e detém a marca de Pelé com a seleção, com cinco gols e quatro assistência em nove jogos.

 

MALCON – Chegando do Corinthians em janeiro de 2016, o extremo brasileiro tornou-se o líder do ataque Girondine, depois de um período de adaptação. Um incrível driblador, um jogador de profundidade, Malcon brilhou nos últimos meses. Suas estatísticas não são incríveis – 11 gols e 9 assistências em seus primeiros 55 jogos da Ligue 1 – mas as emoções são infinitas. Com mais maturidade, ele poderá reivindicar a Seleçao


City x Feyenoord: Gabriel Jesus ajuda no massacre
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Massacre. Chocolate. Goleada. Baile. Há vários modos de definir a vitória por 4 x 0 do City sobre o Feyenoord, na Holanda. Todas elas, unidas ou não, mostram a grande superioridade do time dirigido por Guardiola. Nem parecem duas equipes disputando o mesmo campeonato. O City ganhou quando quis. E como quis.

E começou querendo com uma pressão muito bem feita no campo de ataque. Facilitada pelo erro incrível de Tony Vilhena, resultando no primeiro gol antes dos dois minutos. E a a pressão continuou. O City tinha Stones e Otamendi na primeira linha, protegidos por Fernandinho. Três jogadores apenas. Os laterais avançavam muito. Walker era um caminhante solitário na direita. E cruzou para o segundo gol, um belo arremate de Aguero, aos dez minutos.

E continuou o massacre. Gabriel Jesus fez o terceiro, após seguidas rebatidas da frágil e desatenta defesa holandesa. Estava três a zero e poderia ser muito mais. Mas, no segundo tempo, o City mudou. Passou a jogar como o Barça de Guardiola, com muitos passes trocados, esperando o quarto gol. Veio de cabeça, uma nova pedrada de Stones.

Foi muito fácil. A Liga dos Campeões não será um passeio para Real Madri, Barcelona ou Bayern. O City e o PSG estão aí. 


Tenho dó de quem não gosta do futebol brasileiro
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Cavadinha de Coutinho. Chapéu de Jesus. Chutaço de Coutinho. Uma obra de arte. Um exemplo do jogo bonito. Futebol brasileiro em sua essência. Um gol que deveria obrigar as pessoas a saírem do estádio para comprar outro ingresso, como se dizia antigamente.

E ainda teve o gol de Paulinho, força e técnica dentro da área do Equador. Uma pancada.

Fico impressionado como muita gente confunde o que se joga aqui com o verdadeiro futebol brasileiro. E passam a criticar sempre. Tudo. Outro dia, escrevi aqui que Paulinho fará sucesso no Barcelona. Que poderá mudar o estilo de jogo do Barça. Recebi muitos comentários discordando. E me chamando de burro. Citavam o português André Gomes como exemplo. Se ele, que é muito melhor que Paulinho não está indo bem, o que dizer do brasileiro?

Olha, vocês podem não acreditar, mas ouvi há alguns anos que Neymar teria dificuldades para ganhar a posição de Pedro. P E D R O.

O que talvez influencie esse tipo de análise é a diferença brutal no valor das contratações.

O Barça pagou 105 milhões de euros por Dembelê.

O Manchester City pagou 33 milhões de euros por Jesus.

Não, amigos. O futebol de Dembelê não é 3,5 vezes melhor que o de Jesus. Não é mesmo.

Nós somos um país pobre, que vende mão de obra barata. Somos explorados. Mas isso não reflete a qualidade de nossos jogadores.

Um time com Casemiro centralizado, Paulinho e Coutinho armando e atacando, pelo meio. Douglas Costa em uma ponta e Neymar na outra. Jesus como atacante central. Um 4-3-3 que pode virar 4-5-1 ou 4-4-2. E ainda tem Renato Augusto.

É um timaço. Pronto para disputar a Copa com outras seleções fortes como Alemanha e França.

Posso contar um segredo, baixinho? É muiiiiiito melhor que a Grande Geração Belga, que a Surpreendente Suíça, que a Nova Itália…

Brasil é Brasil. Não dá para apostar contra.


Coutinho e o time que faz o Brasil sonhar
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Houve um Coutinho – Antônio Wilson Honório – gordinho, profissional com 15 anos, o mais menino dos Meninos da Vila, o Rei coutinhoda Área, o parceiro de Pelé e que teve pouco sucesso na seleção brasileira.

Houve outro Coutinho – Cláudio Pêcego de Moraes Coutinho – capitão do Exército, um treinador de seu tempo, à frente do tempo brasileiro, com overlapings e quetais, terceiro colocado invicto no Mundial de 78.

E há agora, um terceiro Coutinho. Philippe, baixinho, encarador e que se firma como o segundo homem da seleção comandada pelo grande Neymar. Um Coutinho dirigido por um grande treinador, como foi aquele outro Coutinho. Um Coutinho, brancoe magrinho,  que parece ter um futuro enorme na seleção, maior que o primeiro, negro e redondinho.

O gol de Coutinho mudou o jogo. O jogo que começou difícil, complicado e que terminou com oléeeee, terminou com o brasileiro adquirindo todo o direito de sonhar com a volta de dias gloriosos.

Até então, aos 25 minutos, estava estático na direita. Mudou então de posição. E ajudou o Brasil a sair de um sufoco. A Argentina, ao contrário do que se esperava, veio tocando bola no campo do Brasil. O Brasil era reativo. Mas Coutinho deixou o lado esquerdo, foi para o meio, tabelou com Neymar e fez um golaço.

A Argentina sentiu muito. O Brasil passou a dominar, mas o jogo ainda era duro. Enzo Perez era um bom auxilio no meio campo. Tudo caminhava para o final, quando Jesus fez uma linda jogada e serviu Neymar, que definiu o jogo.

Coutinho. Jesus. Mas, epa, não tínhamos uma geração ruim? Não vivíamos à sombra de Neymar, um craque sem alguém com quem dialogar? Faltava mesmo é trabalho de um bom treinador.

Patón Bauza errou muito no intervalo. Tirou Perez e colocou Aguero. Abriu o jogo e foi para o tudo ou nada. Foi nada para ele. Foi tudo para Tite. O Brasil tinha muitos espaços para jogar. Cada contra-ataque era um gol iminente. Os argentinos passaram a bater, bater e bater.

O Brasil fez três. E poderia fazer seis.

Tite ainda comemorou muito o gol de Paulinho, o “seu” jogador. E começou a recuperar Tiago Silva.

Foi tudo perfeito.

Uma noite de sonhos.


Palmeirenses são cassados. Direito de ir e vir não existe mais em São Paulo
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A praça é do povo, a lua é dos namorados e a Vila é do Santos. Torcedores palmeirenses não poderão ver a decisão entre os dois times por uma vaga na semifinal do Paulistão. Poderia ser um grande jogo no Pacaembu lotado, relembrando as decisões do ano passado, com muito dinheiro para os dois lados. Não, vai ser na pequena Vila, apenas para uma torcida.

Sim, o palmeirense é a primeira vítima da falência da segurança pública em São Paulo. Como não conseguem resolver um problema crônico, optam pelo viés ditatorial: torcida única e pronto. O palmeirense que está encantado com a reação do time, que aplaudiu até a eliminação na Libertadores,  que acredita em Jesus e Alecsandro, terá de sentar no sofá de casa, comer o macarrão da mamma e pagar para ver.

E assim, vai o querido menino futebol se transformando cada vez mais. Um espetáculo televisivo, inócuo, insípido, inodoro, chato para parábola. A bem da verdade, Paulo Nobre adora essa solução.

E como o Palmeiras chegou? Com tranquilidade, um gol do velho artilheiro Alecsandro e outro do jovem artilheiro Jesus. Sem complicação, apesar do friozinho na barriga que todo torcedor sentiu quando o jogo estava 1 a 0 se encaminhava para o final e o segundo gol não saía. Sensação comum nesses casos, aquele medo da zebra, que, nesse caso, não veio.

Santos e Palmeiras têm tudo para fazer um grande jogo. Há a rivalidade, há ainda a lembrança das provocações da Copa do Brasil, há bons jogadores – talvez a dupla de ataque da seleção olímpica – e é pena que tudo se transforme, por conta de promotores que adoram um holofote e de um secretário de segurança que tenta pavimentar sua candidatura a governador,  em apenas um programa a mais na grade da RGT. Um golpe a mais no futebol brasileiro.


Palmeiras precisava vencer. Jogou para vencer. Mereceu vencer. E só empatou
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dudumontelongoO jogo terminou com o Palmeiras, durante dez minutos, no campo do River Plate. Domínio total. E, pós jogo, alguns atletas deixaram o campo sem querer entrevistas. A reação mostra que a vitória esteve próxima.

O empate de 2 a 2 veio com falhas palmeirenses constantes. Um erro de marcação permitiu que o trava-línguas Schiappacasse ficasse à frente de Prass, que fez pênalti. E o segundo gol veio em uma cobrança de escanteio. Gol pelo alto.

São erros que poderiam ter sido evitados – que precisam ser evitados rapidamente – e que prejudicaram o time, que fez dois belos gols. No primeiro tempo, lindo passe de Dudu para Jean. E, no segundo, o passe de peito para Jesus.

Marcelo Oliveira apostou no primeiro tempo em uma formação diferente, com Thiago como volante de contenção, dando liberdade para Arouca e Jean. O time dominou, teve posse de bola e saiu em vantagem.

Depois, voltou ao 4-2-3-1 e foi traído por erros individuais.

O resultado foi ruim, por dois motivos

1) O Palmeiras jogou melhor e poderia ter os três pontos

2) O River é o patinho feio do grupo. Se Nacional e Rosario Central conseguirem seis pontos contra o time de Carrasco, o Palmeiras ficará dois atrás.

Logicamente, o River pode vencer os outros dois. Pode, mas vai conseguir? O futuro vai dizer. O presente é que o Palmeiras precisava três pontos. Jogou para três pontos. Mereceu os três pontos. E só conseguiu um.


Erik mais Jesus. Por que não, Marcelo?
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Se em uma disputa de pênaltis, o goleiro defende duas vezes e ainda faz um gol, qual a possibilidade de derrota? Pouca. Mas aconteceu contra o Palmeiras de Fernando Prass. Graças aos erros de Dudu, Allione e Gabriel Jesus.

Seria ótimo ganhar o título. Sempre é, não interessa a magnitude do torneio. Não deu? Então é bom olhar para o lado cheio do copo. O Palmeiras teve um teste muito bom. Enfrentou o Nacional, um time que está em seu grupo na Libertadores. Daqui a três semanas se cruzarão novamente. Com muito mais público, é lógico.

Mas, independentemente dos grandes vazios no Estádio Centenário, era uma prévia da Libertadores. O Palmeiras não jogou bem, mas empatou um duelo muito tenso, com jogadas duras. E, sejamos justos, Moisés foi o mais violento. Merecia a expulsão.

Fiquei com a impressão que Marcelo Oliveira, de forma proposital, armou o time para ficar na defesa e apostar no contra-ataque. Posse de bola não foi sua intenção primeira na partida. Talvez estivesse preparando o time para uma situação de jogo que deverá encontrar na Libertadores, quando a partida será no estádio do Nacional, o Parque Central, com capacidade para 30 mil pagantes. Um caldeirão.

O treinador fez várias experiências. Trocou cinco jogadores. E não fez a que eu gostaria de ver: um ataque bastante móvel, sem homem de área fixo. Com o quarteto Erik, Jesus, Robinho e Dudu. Não chamem de quarteto mágico, por favor.

Aos 15 minutos, ele colocou Jesus em lugar de Alecsandro. O garoto mudou o jogo, deu muito mais ritmo e velocidade. Dez minutos depois, trocou Erik por Rafael Marques. E mais um pouco, tirou Robinho e entrou Allione.

Gosto de equipes com um homem de área. Centroavante é muito bom. Porém, se formos falar em situação de jogo prevista, acredito que velocidade mais habilidade é importante para contra-ataques letais.

Não houve o dueto de joias. Jesus, 18, e Erik, 21, estiveram pouco tempo juntos. Fica para a próxima? Não acredito. Parece que nesse baile há apenas uma noiva para dois pretendentes.


Palmeiras deixa boa impressão na estreia. Erik ameaça Jesus
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O TEXTO ABAIXO É DO CONRADO, DO SITE VERDAZZO. OBRIGADO A ELE

No primeiro jogo de 2016, o Verdão encarou o Libertad na primeira rodada da Copa Antel e deixou uma impressão positiva. Diante de um adversário que se preocupou mais com seus  próprios problemas do que em não deixar o Palmeiras jogar, o time teve as dificuldades naturais de início de temporada, mas fez prevalecer a maior qualidade técnica do elenco. Os gols do Verdão saíram nos dez minutos finais, construídos por jogadores vindos do banco, que encontraram facilidade contra defensores cansados e sem ritmo.

O Palmeiras falhou coletivamente, sobretudo na saída de bola, apesar do exaustivo treinamento nos últimos dias para corrigir a deficiência. Arouca, sentindo bastante a falta de ritmo, foi um dos que mais deixou a desejar. Com a ligação comprometida, ficou difícil para que o trio de meias organizasse as jogadas e acionasse Alecsandro, que acabou isolado.

Gabriel Jesus e Robinho também fizeram partidas abaixo da média, animando seus reservas. Cristaldo, Erik, Allione e sobretudo Moisés mudaram a cara do jogo. O primeiro gol foi muito bem construído, após roubada de bola na direita de Moisés, que acionou Erik; cheio de gás, ele ganhou da defesa e enxergou Allione em projeção, e o argentino se esticou para tirar do goleiro e fazer o primeiro. Já nos descontos, Cristaldo cavou falta na direita, que Zé Roberto cobrou na testa de Moisés, na marca do pênalti, e o placar foi selado.

Fernando Prass apenas assistiu ao jogo, bem protegido por Edu Dracena, que estreou muito bem – levaria um dez, não fosse a lambança que fez em conjunto com Leandro Almeida, ainda no primeiro tempo – mas podemos colocar na conta da falta de ritmo. Erik mostrou muita talento, inteligência e disposição, tornando-se uma sombra considerável para Gabriel Jesus, que vai ter que melhorar bastante se quiser se manter como titular.

O grande destaque vai para Moisés, que mostrou-se competente na marcação e eficiente no apoio; a mesma versatilidade que já conhecemos em Jean. Essa dupla vai dar mais opções para que Marcelo Oliveira exercite sua criatividade e monte alternativas para surpreender os adversários durante a temporada – algo fundamental para um time que tende a ser muitomais observado e mais facilmente manjado.

Já viram como o troféu da Copa Antel é bonito? Eu gostei.

Conrado Cacace, 45, é administrador de empresas, blogueiro do site Resistência 1942 no

ESPN FC (http://espnfc.espn.uol.com.br/palmeiras/resistencia-1942) e editor do site

Verdazzo (http://www.verdazzo.com.br)


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