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Título do Corinthians não foi acaso
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Menon

Vou contar uma coisa para vocês. Já aviso que parece fantasiosa, coisa de curupira ou boitatá. Até fiquei em dúvida em dizer o que vou dizer. Pensei em buscar provas. Mas, com o risco de passar por mentiroso, de ter minha credibilidade em dúvida, mas vou dizer: houve um tempo em que os torcedores de futebol reconheciam o valor dos rivais. O campeão era respeitado. Havia mais amizade e o ódio não escorria nas redes sociais. Bem, não havia redes sociais. Talvez seja por isso: cara a cara, olho no olho, é mais difícil ofender, colocar na tela os seus mais baixos instintos, como disse o probo Jefferson. Talvez a civilidade fosse apenas fake news.

Tomara que não. Sempre é bom acreditar na viabilidade da espécie humana. Mesmo que seja no passado.

É difícil ver méritos no título corintiano? É difícil o corintiano aceitar uma crítica sem vir com a história do fax? Ou do anti? Tenho um amigo que fala em anti, mas que comprou uma camisa do River para torcer contra o São Paulo, no Morumbi. Decorou músicas em casa, chegou cedo, se misturou com a torcida, arranhou o portunhol, gritou umas bobagens e foi para casa com dois cocos na cuca.

Quem desconhece méritos corintianos, quem se aferra a erros de arbitragem, quem fecha os olhos, está cometendo um grande erro, como eu disse AQUI. Está condenado a cometer o mesmo erro da arrogância e a sofrer na fila.

Em conversa matinal com meu amigo, o engenheiro Pinduca, o sucessor de Elisa, falamos sobre o assunto.

A contratação de Clayson foi um grande acerto. Ele jogou muito bem na Ponte.

Gabriel, que eu considero uma mala e um jogador desrespeitoso com os rivais, foi outro acerto. O Palmeiras o liberou para gastar os tubos com Felipe Melo. Os dois são marqueteiros, mas Gabriel não tentou derrubar o treinador e, apesar da maldade que coloca em muitas jogadas, subiu na fase final do Brasileiro.

Jô não foi um acaso. Foi uma aposta em quem estava mal, mas que tinha muita identidade com a torcida. Aposta ou não, rendeu muito mais que Borja ou Lucas Pratto.

Pablo? Foi um grande acerto. Chegou, formou ótima dupla com Balbuena e o Corinthians tenta mantê-lo no elenco. Com que dinheiro? O dinheiro da venda de Arana. E aí está outro grande acerto. O Corinthians conseguiu manter Arana, mesmo com grande assédio e mesmo não tenho uma situação financeira estável. Comparem com o São Paulo.

Carille foi um grande acerto, o maior de todos, mesmo não tendo sido a primeira opção. Quando Rueda não pôde vir, manteve-se Carille. Certíssimo.

Erro?

Kazim, o marqueteiro perna de pau. Não joga nada e todo mundo sabia disso.

Então, é assim. É  muito mais fácil falar de Kazim, Drogba, Pottker e juiz do que de todos os acertos.

Muito mais fácil. E muito mais errado.


Jô renasceu e deu um chega prá lá em João Alves Assis Silva
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João Alves de Assis Silva nasceu em 20 de março de 1987 e morreu logo depois. Não se sabe exatamente se alguns minutos, horas ou dias. O fato é que, embalado pelo carinho familiar, virou Jô. Só Jô. Era Jô quando estreou, aos 16 anos. Era Jô quando rodou mundo, quando voltou, quando ganhou a Libertadores pelo Atlético e quando jogou a Copa-14.

E ainda era Jô quando voltou ao primeiro ninho, no final do ano passado. Um Jô que corria pelo gramado, totalmente ignorado por jornalistas. A incógnita era sua companheira de trote. A ironia estava mais longe, um pouco. No lado de fora e também, vamos ser sinceros, na cabeça de grande parte de torcida. Apostar em Jô? Só mesmo um time sem dinheiro. A quarta força.

O Jô que se preparava para o novo ano, era o menos Jô possível. Ele estava pronto de ser novamente João Alves de Assis Silva. Quem? O Jô, aquele que jogou a Copa e depois foi para os Emirados Árabes e para a China. O Jô que chutou a sorte, que trocou a noite pelo dia, o dia pela noite, que não era um craque, mas que poderia ter ido muito longe, que ganhou dinheiro e perdeu.

Se a corrida era ao lado da desesperança, da incógnita e da ironia, o Esquecimento estava rondando. Era o fantasma da vez.

Jô era um homem em busca da segunda chance. Ela veio, não se sabe por quais motivos, mas ele aproveitou. E como aproveitou. O Corinthians ganhou dois títulos. E ele, antes do jogo contra o Fluminense, era o artilheiro do clube no ano, com 23 gols, mais que o dobro de Rodriguinho. Marcou no São Paulo, no Santos e no Palmeiras. No Vasco, Botafogo e Flamengo.

Marcou tantos gols que se transformou no maior artilheiro do Corinthians na história dos pontos corridos do Brasileiro, com 29 anotações. Tevez, o segundo, tem 25.

Mas, gols ele sempre soube fazer. Está próximo dos 200. Fazer gol é fácil. Difícil é recuperar o status de atleta para poder fazer gols. E ainda se transformar em líder do elenco, porta-voz do time e homem de confiança de Carille. Difícil é enfrentar a cobrança de muitos por uma atitude que não foi bacana (negar até o fim que a bola havia tocado em seu braço). Cobrança que extrapolou todos os limites, tratando-o como um cidadão de segunda classe.

Jô está forte. Pronto para mais um ano. Pronto para evitar recaídas.

João Alves de Assis Silva está mais longe. Muito mais longe. Um dia, ele voltará à cena. Com todos, é assim. Mas, quando perguntarem que é o velho espigado, o diálogo será assim.

É o Jô.

Que Jô?

O Jô, que começo no Corinthians, rodou mundo, foi para Copa e voltou para o Corinthians, quando ninguém mais apostava nele. Aproveitou a chance, deu a volta por cima e jogou muita bola em 2017.

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Escalar Danilo seria desespero
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Meu amigo Diego Salgado mostra no UOL que há um clamor corintiano pela escalação de Danilo contra o Palmeiras no domingo. Nada contra Danilo, que considero, juntamente com o goleiro Fábio, o maior injustiçado da seleção brasileira, mas o tal clamor só pode ser baseado no desespero de quem vê a gordura enorme de 17 pontos estar restrita a cinco, podendo chegar a dois. Uma dieta que ninguém esperava.

Danilo não joga há mais de um ano. Tem participado dos treinos há pouco tempo e que ritmo de jogo teria para um clássico assim? Para o clássico? Considero o empate bom para o Corinthians e, nesse aspecto, e só nesse, até posso entender a entrada de Danilo no final do jogo, para dar um ritmo mais lento, mais toque de bola e segurar o resultado diante de uma pressão palmeirense. Isso, é lógico, dependendo de suas reais condições físicas.

Acredito que o Palmeiras terá o domínio do jogo. Talvez não no início, mas depois sim. Porque precisa vencer, ao contrário do Corinthians. O contra-ataque será um manjar dos deuses para o Corinthians. Então, será necessário força e compactação na defesa e velocidade na transição. E Danilo? Não dá, né?

Danilo poderá ser útil nos jogos seguintes, se Jô for suspenso. Melhor dizendo, quando Jô for suspenso. Carille terá uma opção a mais ao tosco, futebolisticamente falando, Kazim. Pode ser Danilo tocando a bola e abrindo espaço para a chegada de Romero, Clayson ou de quem quer que Carille escale.

Por agora, o Corinthians não precisa de Danilo. Não pode se dar ao luxo de ter Danilo. Ele precisa recuperar qualidades táticas que viraram fumaça, como as linhas compactadas, como a excelência defensiva no jogo aéreo, como a chegada do volante de ruptura (Maycon esqueceu?), como o chute de fora da área de Rodriguinho…

São dois resultados que interessa muito. E um terceiro, que seria desastroso. Por isso, é hora de sonhar com o passado recente e não com o passado distante.


Confesso meu time. E Jô será um desfalque terrível
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Vou confessar para qual time eu torço. É o Franca Basquete. Muito antes da chegada oportunista – e boa para o clube, não se pode negar – do presidente da Fiesp, defensor do fim dos direitos do trabalhador, eu já torcia para Franca.

O time se chamava Clube dos Bagres e foi mudando de nome, sempre de acordo com o novo patrocinador. É a sina do esporte olímpico no Brasil. Mas o que interessa é a ideia de um esporte representar uma cidade, como o basquete francano faz há 50 anos.

Hoje, sob o comando de Helinho, enfrenta o Paulistano, time muito bom, na final do campeonato paulista. Um título que não vence há dez anos. Uma digressão: nos anos 80, havia torneios importantes no Ibirapuera. Torneios internacionais, sempre com a presença de Porto Rico, de Mincy, Santiago, Morales e outros cobras. O Brasil era melhor, tinha muita gente boa. Entre eles, Hélio Rubens. E no intervalo, Helinho, ainda menino, ficava arremessando da linha de lance livre. Talvez por isso tenha sido tão bom no quesito, com aproveitamento de 90%.

E, segundo os amigos do Franca Basquete da Depressão, o time perdeu o primeiro jogo por falta de bom aproveitamento no lance livre. Uma questão que decide jogos.

E…aí entra o Jô. O campeonato brasileiro, que vinha em um marasmo grande com a disparada corintiana, ganhou ares de suspense com a queda do time e a melhora de Palmeiras e Santos. Se o Corinthians perder domingo, teremos mais seis rodadas de enfartar. E tudo poderá fazer diferença. Tudo. Todo detalhe poderá decidir quem será o campeão.

E (caramba, o terceiro parágrafo começando com E), o Corinthians, com certeza não terá Jô em algum desses jogos. Ele foi citado por haver dado um coice no zagueiro Rodrigo, já nos acréscimos do jogo contra a Ponte Preta.

Uma agressão totalmente desnecessária. Jô teve um comportamento que nada lembra o novo Jô, um dos grandes nomes do atual campeonato. Ora, quem sou eu, que nunca disputei nenhum campeonato para dizer que Jô deveria haver se comportado melhor e não cair em alguma esparrela de Rodrigo ou de seu próprio passado. Não vivi a situação que ele está vivendo, de muito estresse e muita cobrança. Quem sou eu? Sou a própria consciência de Jô. Ele, com certeza, está pensando o mesmo que eu escrevo aqui.

E deveria pensar que seu reserva é o Kazim. E ter feito como Petros, que está pendurado há 12 rodadas e não leva o amarelo.

Por fim, repito o meu ponto de vista para o caso atual e todos os outros que aconteceram e que irão acontecer. Para mim, o futebol tem 90 minutos. O árbitro deve ser cobrado pelo que marcou certo, pelo que marcou errado, pelo que marcou a mais e por aquilo que não marcou. Se o juiz não viu o coice de Jô, punição para o juiz. E segue o jogo. Não se pode, a meu ver, ficar punindo tudo o que se passou e não foi visto. E há a possibilidade que, com certeza não se concretizará, de uma punição de 12 jogos. Um absurdo. Nenhum árbitro, por maior lambança que faça, pega uma punição assim.

 


Jô, sob a ótica e a ética de Nelson Rodrigues. E de Nelson Nunes
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Amigos, conhecem aquela história do gol tão bonito que merece a compra de um novo ingresso? Pois é. Depois de lerem o texto abaixo, tenho certeza que irão se sentir assim. É um presente meu para vocês. O texto é do meu amigo NELSON NUNES, um dos grandes que conheci na minha carreira.

 

Já que, sob a inspiração de um gol de mão, o caráter (ou a falta dele) do brasileiro virou a pauta principal da mesa-redonda nacional

Nelson Rodrigues em linda caricatura de Latuff

desta segunda-feira, nada melhor do que saber o que pensava o mestre Nélson Rodrigues sobre essa intrincada conjunção de interesses que colocam, lado a lado, futebol e ética. Foi através do futebol que nosso mais respeitado dramaturgo criou metáforas para explicar o Brasil e entender os brasileiros. Numa delas, mais de quatro décadas antes do melodrama “La mano de Jô”, nosso Dostoievski caboclo advertiu, com a propriedade de quem conhece o submundo da condição humana, que “não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos; muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida.”

Forjado num universo de personagens que gravitam entre a sarjeta e o estrelato, feito cronista dos nossos tempos metido no cotidiano de um jornal meio mundano fundado pelo próprio pai, cuja redação foi palco de um crime passional familiar, o Shakespeare dos trópicos viveu alguns dos melhores momentos de sua carreira como repórter esportivo. Com seu jeito particular de decifrar o mundo, e sua técnica incomparável de ir além do que se vê no óbvio, Nélson Rodrigues conseguia transformar jogos comuns em narrativas épicas, dignas de um capítulo assinado por Camões. Boa parte desse legado pode ser conferido no livro “A Pátria de Chuteiras”, coletânea de crônicas publicadas em jornais cariocas entre 1950 e 1970.

Fico imaginando, se vivo estivesse, o que teria escrito hoje… Talvez abrisse sua crônica do jogo com uma de suas frases mais contundentes: “a virtude é bonita, mas exala um tédio homicida. Não acredito em honestidade sem acidez, sem dieta e sem úlcera.” De fato, foi essa receita que fez de Rodrigo Caio, por exemplo, um bom-moço condenado pela sua sinceridade. E há de ser também por ela que Jô passará o resto de sua vida lembrado por um golpe de malandragem, uma falcatrua que não tem perdão. De artilheiro do Brasileirão, símbolo da eficiência de um Corinthians exemplar no primeiro turno, Jô passou a ser o Macunaíma de plantão, o herói sem caráter que reduz o povo brasileiro a uma metáfora preconceituosa de gente sem berço e sem moral, indecente e repugnante.

O julgamento de Rodrigo Caio e Jô passa pela relativização de nossas convicções _ e da graduação de nosso passionalismo. Pelo que se ouve nos botecos da cidade e pelo que se lê nas redes sociais, Jô perdeu a chance de mostrar grandeza de espírito e coerência com o discurso de um mês atrás. É fácil cobrar isso dele sentado no sofá, tomando uma cerveja, vendo o replay do lance por vários ângulos. Mas há de se reconhecer que não desce redondo o fato de ele se omitir da verdade, de fingir honestidade, de mascarar o que está escancarado aos olhos do mundo. Fica no ar a sensação, indigesta, incômoda, de que é a lei de Gérson que nos move. Até quando o caráter do brasileiro vai estar sob suspeita? Até quando vamos continuar fazendo futebol sem bons sentimentos? Até quando o espírito de Nélson Rodrigues apontará o dedo na nossa cara para nos lembrar que o tal complexo de vira-lata vai além de uma figura de linguagem? Até quando, enfim, vamos fazer das virtudes atributos tomados pelo tédio suicida?


Jô não é criminoso. E o tosco choro corintiano é ridículo
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Nas redes sociais, nos bares e almoços familiares, os corintianos fazem explodir o que meu amigo Luis André Umtiti chama de complexo de povo escolhido. O povo eleito por Deus, sofrido. Perseguido por tudo e por todos. Os que sofrem sempre, os que são apedrejados e, que na ausência de um Moisés ou um Josias, sofrem na mão dos filisteus que usavam preto e que agora fazem propaganda nas costas. Os garotos do Coronel Marinho, o grande culpado dessa bagunça toda.

Eles, os corintianos, não conseguem aceitar um fato simples: o gol de Jô foi com o braço. Foi um gol que deveria ser anulado. Foi um gol que mudou o resultado do jogo.

Tão simples. A culpa não é do Jô, é do árbitro ruim e é do auxiliar que estava pensando na morte da bezerra.

Não, isso não pode. Afinal, o povo de Deus nunca é ajudado. Até aceitam o erro, mas buscam a relativização.

Só pode falar desse erro, quem falou do gol anulado contra o Flamengo, com mais de três metros.

Todo mundo falou, camarada. Todo mundo. Que besteira é essa, de dizer que não foi falado? E todo mundo falou do pênalti no Jô e todo mundo falou no gol anulado em Curitiba.

Se não foi falado, como sabem que foi um impedimento de três metros, 28 centímetros e 12 milímetros?

Sabem porque a televisão mostrou. Então, foi falado. E o erro foi criticado. Como outros que prejudicaram o Corinthians. Como outros que ajudaram o Corinthians.

Então, vamos fazer o raciocínio inverso ao dos sofridos componentes do povo eleito.

Se você não criticou o erro a favor do Flamengo, não pode criticar agora o erro a favor do Corinthians (é o que dizem).

Se você criticou o erro do Flamengo, se mediu o impedimento com treno ou teodolito, então deveria criticar agora o erro do Elmo, é o que eu digo.

Ou vamos relativizar sempre? No próximo erro contra o Corinthians, devemos lembrar de Fábio Costa?

Quando chorarem por Amarilla, vamos lembrar de Castrilli?

Enquanto todos continuarem relativizando, o Coronel Marinho continuará fazendo um papel horrível no comando da arbitragem.

Agora, vamos falar de Jô.

Não há nenhuma comparação entre o lance do gol e o lance em que Rodrigo Caio o livrou do segundo cartão amarelo. São coisas diferentes. Eu não sei se Rodrigo Caio diria que fez um gol com a mão. Tudo leva a crer que sim, mas não tenho certeza. O lance não aconteceu. São comparações que não cabem.

A comparação que cabe é que Rodrigo Caio falou a verdade e foi um gigante. Jô falou mentira e foi um anão. Falou mentiras seguidas. Disse que foi com o peito. Depois, disse que não sabia. Depois que até o Donald Trump telefonou para o Nicolás Maduro e os dois concordaram que havia sido com a mão, ele ainda dizia que não sabia. Não tem tato, o garoto Jo.

Seu grande erro foi mentir ao dizer que estava tocado pela atitude de Rodrigo Caio e que ele seria uma inspiração em sua vida.

Agora, não se pode buscar referências na política nacional para culpar Jô. Ele não tem milhões escondidos em casa, na cueca ou na mala. Ah, se tivesse a oportunidade, faria o mesmo? Ninguém sabe.

Quando se iguala tudo no mesmo balaio, não vamos e chega a lugar nenhum na luta por um país melhor. Jô, como disse o Antero Greco, foi um cara de pau. Não é um criminoso. Podemos compara-lo com o cara que à mulher que está trabalhando e foi no estádio. Ou com a mulher que diz que vai na casa da mãe e foi no basquete. (Eu ia dizer shopping, mas seria machismo?)

O gol de mão foi um golpe. Não se pode compará-lo com outros que vivemos e que foram aplaudidos por muita gente que hoje crucifica o Jô.

 

 


Derrota preocupante do Corinthians
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Despencou? Não. Mas o segundo turno do Corinthians está sendo preocupante. Perdeu para o Atlético-GO em casa, como já havia perdido para o Vitória. Dois times na zona de rebaixamento. E ganhou da Chapecoense fora, em um lance fortuito no último minuto. Vitória de campeão, como eu disse. Joga mal e ganha. Mas não tem sido assim no returno. Um gol em três jogos. Três gols sofridos. E com o requinte de crueldade de ser derrotado com uma grande atuação de um goleiro chamado Marcos. No dia do aniversário do Palmeiras.

A falta de elenco cobra a conta. Jô estava fora e isso é um problema muito grande quando Kazim está dentro de campo. O turco é muito ruim. Moisés também não está à altura de Guilherme Arana. Jadson está jogando abaixo do normal. Balbuena não atuou.

Há problemas que foram matizados até agora por uma postura tática impressionantemente correta. Uma defesa muito bem postada e que superou muitos problemas ofensivos. Foi comum vencer por 1 x 0 no início do campeonato. Depois, o time melhorou muito. Individualidades apareceram, como Rodriguinho, Maicon e Balbuena. Agora, é hora de ver o que está errado e corrigir a rota.

Se o Grêmio vencer, a diferença chegará a sete pontos. É boa e totalmente administrada. Mas é hora de o Corinthians jogar de maneira pelo menos parecida – efetivamente falando – com o que mostrou no primeiro turno.

Tags : kazim


7 melhores contratações de 2017
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Sabe aquele jogador que chega, veste a camisa, não fica falando em problemas de adaptação, entra em campo e  resolve problemas? Muda o time de patamar? Ou os dois juntos? Fiz uma lista das sete contratações que mais me agradaram em 2017. Nem todas envolvem muito dinheiro.

GATITO FERNANDEZ – O Botafogo tinha Jefferson no auge. Grande ídolo e com passagens pela seleção. Ele se contundiu e o clube trouxe Sidão, que fez um bom 2016. Foi para o São Paulo, onde pouco se destacou. Ainda sem Jefferson, o Botafogo trouxe Gatito Fernandez, que está se tornando uma lenda, defendendo sete de onze cobranças de pênalti. Jefferson está recuperado e na reserva.

GABRIEL – O Palmeiras abriu mão de Gabriel no início do ano, mesmo com Moisés e Arouca contundidos. E mesmo já tendo resolvido abrir mão de Mateus Sables. E mesmo sendo Felipe Melo apenas uma possibilidade, ou nem isso. Livre, ele foi para o Corinthians, onde, livre de contusões, se firmou como um jogador fundamental para a proteção da defesa que ninguém passa.

GUERRA – Ele é um exemplo das mudanças do futebol mundial. Um venezuelano que faz sucesso no futebol brasileiro. Antes dele, só misses venezuelanas faziam sucesso no Brasil. É o principal jogador do Palmeiras e sobre ele não respingou nada do ano verde, muito abaixo das expectativas.

HERNANES – Em quatro jogos – mesmo com duas derrotas – mostrou ser o comandante do São Paulo rumo ao fim da vergonha do rebaixamento. Ainda não ocorreu, é claro, mas  com Hernanes, o time deu mostras e lampejos de ainda ser o clube mais vitorioso do futebol brasileiro. Foram duas vitórias épicas, com viradas tão inesperadas como inesquecíveis e, sejamos honestos, injustas. Tudo com sua técnica, chutando de esquerda ou de direita. Com uma linda cobrança de falta e dois pênaltis.

LUCCA – Encostado no Corinthians, foi para a Ponte e está na briga pela artilharia do Brasileiro, sempre aberto pelos lados do campo e com alto poder de definição. É a principal arma da Ponte, que luta pela permanência na Série A e deve conseguir mais do que isso. Está jogando tão bem que o Corinthians já recebeu ofertas do Exterior.

BRUNO HENRIQUE – Pagar 4 milhões de euros pelo jogador que saiu do Goiás e que não tem feito nada de memorável no Wolfsburg, time médio da Alemanha? Olha, ficou barato. Bruno Henrique é o grande destaque ofensivo do Santos em 2017, efetivo na Libertadores e no Brasileiro. E ainda ajuda na recomposição da equipe, fazendo um trabalho coordenado com Copete.

– Cadê o Jô, que fez muito sucesso no Galo (39 gols em 127 jogos), foi campeão da Libertadores e esteve na Copa do Mundo? Está por aí, nos Emirados Árabes e na China. Esquecido. Voltou ao Corinthians, que o revelou em 2003, voltou a dar importância ao futebol e é o grande nome do time que será campeão brasileiro em 2017. Canhota matadora, definindo sempre com precisão, capitão do time, Jô erro quase nada em 2017. Deu a volta por cima. Voltou a ser jogador de futebol. Dos bons.


Jô é o cara do Brasileiro. O Radar comprova
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Jô é a melhor história de segunda chance do Brasileiro. Tratei do assunto AQUI, ao final do Paulista. Um cara que estava com a carreira encerrada, graças a muitas bobagens, que se recuperou e que pode até SONHAR novamente com uma Copa do Mundo. Um cara que soube ver os seus defeitos, ver que o abismo estava perto, que a carreira estava terminando e que recolheu força interna para mudar tudo. E voltar a ser um artilheiro fatal.

O pessoal do @brasilradar mostra em um trabalho gráfico muito bonito. Os dados se referem a 90 minutos de jogo. Até 15 de julho, tinha jogado 1231 minutos, o que significa 13,68 partidas completas. Mostra constância, pois o total é de 14 partidas completas.

A cada 90 minutos, ele faz 0,66 gols. Ou seja, dois gols a cada três jogos. Chuta 2,27 vezes ao gol e 56,6% têm endereço certo, mesmo que o goleiro defenda. A cada três chutes, faz um gol. Acerta 73,71% dos passes e dá uma assistência a cada 409 minutos.

Os outros indicadores são key passes (passes para finalização)T §hrougball (passe entre a última linha de defesa para um companheiro correndo em direção ao gol), Int tacles (interceptação mais desarmes), successful dribbles (dribles corretos), dispossessed (ser desarmado pelo rival). É fácil ver como ele está sendo eficiente em sua nova chance.

 


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
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Menon

O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.