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7 melhores contratações de 2017
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Sabe aquele jogador que chega, veste a camisa, não fica falando em problemas de adaptação, entra em campo e  resolve problemas? Muda o time de patamar? Ou os dois juntos? Fiz uma lista das sete contratações que mais me agradaram em 2017. Nem todas envolvem muito dinheiro.

GATITO FERNANDEZ – O Botafogo tinha Jefferson no auge. Grande ídolo e com passagens pela seleção. Ele se contundiu e o clube trouxe Sidão, que fez um bom 2016. Foi para o São Paulo, onde pouco se destacou. Ainda sem Jefferson, o Botafogo trouxe Gatito Fernandez, que está se tornando uma lenda, defendendo sete de onze cobranças de pênalti. Jefferson está recuperado e na reserva.

GABRIEL – O Palmeiras abriu mão de Gabriel no início do ano, mesmo com Moisés e Arouca contundidos. E mesmo já tendo resolvido abrir mão de Mateus Sables. E mesmo sendo Felipe Melo apenas uma possibilidade, ou nem isso. Livre, ele foi para o Corinthians, onde, livre de contusões, se firmou como um jogador fundamental para a proteção da defesa que ninguém passa.

GUERRA – Ele é um exemplo das mudanças do futebol mundial. Um venezuelano que faz sucesso no futebol brasileiro. Antes dele, só misses venezuelanas faziam sucesso no Brasil. É o principal jogador do Palmeiras e sobre ele não respingou nada do ano verde, muito abaixo das expectativas.

HERNANES – Em quatro jogos – mesmo com duas derrotas – mostrou ser o comandante do São Paulo rumo ao fim da vergonha do rebaixamento. Ainda não ocorreu, é claro, mas  com Hernanes, o time deu mostras e lampejos de ainda ser o clube mais vitorioso do futebol brasileiro. Foram duas vitórias épicas, com viradas tão inesperadas como inesquecíveis e, sejamos honestos, injustas. Tudo com sua técnica, chutando de esquerda ou de direita. Com uma linda cobrança de falta e dois pênaltis.

LUCCA – Encostado no Corinthians, foi para a Ponte e está na briga pela artilharia do Brasileiro, sempre aberto pelos lados do campo e com alto poder de definição. É a principal arma da Ponte, que luta pela permanência na Série A e deve conseguir mais do que isso. Está jogando tão bem que o Corinthians já recebeu ofertas do Exterior.

BRUNO HENRIQUE – Pagar 4 milhões de euros pelo jogador que saiu do Goiás e que não tem feito nada de memorável no Wolfsburg, time médio da Alemanha? Olha, ficou barato. Bruno Henrique é o grande destaque ofensivo do Santos em 2017, efetivo na Libertadores e no Brasileiro. E ainda ajuda na recomposição da equipe, fazendo um trabalho coordenado com Copete.

– Cadê o Jô, que fez muito sucesso no Galo (39 gols em 127 jogos), foi campeão da Libertadores e esteve na Copa do Mundo? Está por aí, nos Emirados Árabes e na China. Esquecido. Voltou ao Corinthians, que o revelou em 2003, voltou a dar importância ao futebol e é o grande nome do time que será campeão brasileiro em 2017. Canhota matadora, definindo sempre com precisão, capitão do time, Jô erro quase nada em 2017. Deu a volta por cima. Voltou a ser jogador de futebol. Dos bons.


Jô é o cara do Brasileiro. O Radar comprova
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Jô é a melhor história de segunda chance do Brasileiro. Tratei do assunto AQUI, ao final do Paulista. Um cara que estava com a carreira encerrada, graças a muitas bobagens, que se recuperou e que pode até SONHAR novamente com uma Copa do Mundo. Um cara que soube ver os seus defeitos, ver que o abismo estava perto, que a carreira estava terminando e que recolheu força interna para mudar tudo. E voltar a ser um artilheiro fatal.

O pessoal do @brasilradar mostra em um trabalho gráfico muito bonito. Os dados se referem a 90 minutos de jogo. Até 15 de julho, tinha jogado 1231 minutos, o que significa 13,68 partidas completas. Mostra constância, pois o total é de 14 partidas completas.

A cada 90 minutos, ele faz 0,66 gols. Ou seja, dois gols a cada três jogos. Chuta 2,27 vezes ao gol e 56,6% têm endereço certo, mesmo que o goleiro defenda. A cada três chutes, faz um gol. Acerta 73,71% dos passes e dá uma assistência a cada 409 minutos.

Os outros indicadores são key passes (passes para finalização)T §hrougball (passe entre a última linha de defesa para um companheiro correndo em direção ao gol), Int tacles (interceptação mais desarmes), successful dribbles (dribles corretos), dispossessed (ser desarmado pelo rival). É fácil ver como ele está sendo eficiente em sua nova chance.

 


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
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O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.


Corinthians e a certeza da vitória
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Quem determina os jogos que acompanho na televisão é a escala do UOL. Quando não é jogo do Corinthians, criei um reflexo pavloviano. Basta aparecer a tal bolinha na tela, anunciando gol na rodada, que, em seguida, aguardo o locutor dizer que é do Corinthians. E, rapidamente, vem a segunda sinapse no meu cérebro. É gol do Jô. Outras vezes, antes da tal bolinha aparecer, um grito vem lá da Duque de Caxias, invadindo a minha sala: “Vai, Corinthians”.

A constância corintiana criou essa certeza de que, a qualquer momento, o time resolverá a situação difícil. E virá o gol, majoritariamente da vitória, mas também do empate. O gol sempre vem. Raramente chega como resultado de um sufoco terrível, de uma pressão desorganizada, de um bombardeio digno da Luftwaffe sobre a Londres dos anos 40. O gol vem porque tem de vir, resultado de um jogo cadenciado e consistente.

O gol vem da ultrapassagem de Arana, vem de um cruzamento de Fagner (não na linha de fundo, mas parecido com os de Arce, em diagonal), vem da aproximação de Rodriguinho, da chegada de Maicon, da cabeçada de Balbuena. É um time com mais repertório do que de conclusões felizes. Mas que o gol sai, não tenha dúvida.

O Corinthians é uma versão do velho clichê: “o gol sai naturalmente”. Só não sai naturalmente contra o Corinthians. É um parto romper a fortaleza de Carille.

O solidário Corinthians é um trabalho que só merece elogios. É uma ode à união e ao esporte coletivo.

 


Timão vence com justiça e ajuda da zaga tricolor
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O Corinthians teve o controle de grande parte do clássico, se aproveitou disso e venceu a bela partida. E foi ajudado pela fragilidade da zaga tricolor. É um setor fundamental para equipes equilibradas. E equilíbrio sobra no Corinthians e falta no São Paulo.

Desde o início, o Corinthians dominou. Aproveitou-se de uma escalação muito defensiva e foi para cima. Obrigou Marcinho a jogar realmente como lateral, sofrendo com Romero e Arana. E quando o primeiro gol saiu, fazia jus à velha expressão: “estava maduro”. Um lindo passe de Marquinhos Gabriel para a entrada em diagonal de Romero, um jogador subavaliado.

O São Paulo se mexeu. Cícero e Militão avançaram, o time passou a trocar passes e empatou, com a cabeçada de Gilberto. A partir daí, o jogo mudou. O Corinthians é que passou a apostar no contra-ataque, contra um São Paulo que controlava a partida.

Então, Maicon, avançado, errou um passe bisonho. Ridículo. Houve o contra-ataque, pela direita, houve cobertura ruim de Douglas e houve erro de Lucão. Renan Ribeiro não errou e muito menos Gabriel.

No segundo tempo, o São Paulo fez uma linha de quatro, com Bruno em lugar de Lucão. Marcinho passou a jogar adiantado. Passou a incomodar e não ser incomodado por Arana.

O Corinthians recuou, mas tinha o jogo nas mãos. E fez o terceiro, após uma linda troca de passes que terminou com pênalti de Douglas em Jô. Jadson deu susto, mas marcou.

Ceni colocou Thomaz e Wellington Nem. Carille colocou Clayton e Clayson. E o jogo ficou suicida para o São Paulo, com um 4-2-4 que permitia escapadas de Jô pela esquerda. Poderia fazer um gol, poderia sofrer dois.

E fez, com Nem. E partiu para o abafa, com a defesa aberta. Poderia empatar. Poderia levar o quarto. Nada aconteceu. O Corinthians venceu, como a lógica apontava. É um time mais bem montado, mais bem treinado e jogando em casa. O São Paulo fez uma partida digna. Mas não tem dignidade que resista a zagueirada ruim.


Vitória operária em Itaquera. E o túmulo do futebol é São Paulo
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Está todo mundo avisado. Quem não prestar atenção, não pode reclamar depois. O Corinthians é candidato ao título. E tem se firmado a cada rodada no início do Brasileiro. Com a mesma receita com que venceu o Paulista: defesa forte, time solidário, poucos riscos e um golzinho. Em quatro jogos, foram cinco marcados. E um, apenas um, sofrido. O desafio está posto na mesa. O Corinthians é assim. Quem quiser, que decifre.

Foram dois gols marcados contra um Santos apático e sem nenhuma força. E ainda houve um impedimento bem marcado, afinal Romero não havia cortado a unha do dedão e estava à frente da zaga. Foram dois gols operários. O primeiro, de Romero, após o pivô muito bem feito por Jô. Romero é um jogador exemplar quando se fala de profissionalismo. Dedicado e sempre pronto a colaborar defensivamente. E é o artilheiro do Itaquerão. É humilhado pelos rivais, foi humilhado pela RGGT, mas está aí. Um profissional digno.

O segundo gol foi de Jô, que emulou Mandzukic e fez um gol parecido. Jô é um jogador singular. Canhoto, forte, 1,90m, difícil de marcar. E com bom poder de definição. Está aproveitando muito bem a segunda chance que teve.

O jogo foi marcado, uma vez mais, pelo uso de sinalizadores. Com o jogo ganho, os organizados descumpriram as ordens do Ministério Público e os pedidos da diretoria. É um ato de rebeldia contra um estado de coisas deprimente. Proibição em cima de proibição. Futebol em São Paulo é um orgasmo reprimido.

Se sinalizador é proibido, como eles entram? A PM, que tem revistado até jornalistas, é muito incompetente.

Depois que percebe que foi driblada, responde com violência. Vai lá e usa toda a truculência conhecida. Para que isso? Sinalizador não machuca ninguém. Na verdade, a PM está fazendo o que lhe mandam fazer: manter a ordem. Mesmo que seja a paz dos cemitérios. Porrada em quem desobedece. Porrada. Só pensam nisso. E o circo fica completo quando o narrador diz que a pessoa que enfrenta a PM é um mau cidadão.

Mau cidadão. Pessoas de bem….Palavreado que fica bem quando se quer manter o túmulo do futebol. Palavras com mofo de Ditadura.

Tags : romero


Rodrigo Caio, o Papa, o Dalai Lama e a ficção chamada fairplay
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E volta o tema Rodrigo Caio, devido ao ridículo show de simulações ocorrido nos campos do Brasil, uma semana após o zagueiro haver dito ao apitador que ele, e não Jô havia feito o contato com o goleiro Renan. Jô escapou do amarelo injusto, ficou liberado para jogar o próximo clássico e fez o gol que sacramentou o São Paulo fora da final. Impedido, talvez. E daí? Rodrigo Caio foi honesto.E a honestidade não pode ser questionada. Está certo e ponto final.

Agora, imaginemos um outro lance. O time está vencendo o jogo e tem um cruzamento em sua área. Sobem dois zagueiros e dois atacantes. A bola resvala na cabeça de um zagueiro e vai para fora. O juiz pensa que a bola bateu no atacante e dá tiro de meta. O zagueiro se acusa e diz que foi escanteio.

Ou, então, se o beque não se acusou, mas um companheiro foi até o juiz e disse: “eu vi, professor, foi meu colega que colocou a bola para fora”?

Os dois estão certos.. Elogios para eles.Todos. Mas eu consideraria muito normal que o treinador pensasse na possibilidade de não escalar mais aqueles jogadores.  Afinal, eles estão ali para praticar futebol ou para mudar o futebol? E olha, que eu coloquei um lance normal, sem lances de dramaticidade. E se o time sufocado estava garantindo o título? Ou a permanência na divisão? E se aquele escanteio que o juiz não viu, levar o time para a segunda divisão?

Ora, amigos, o lance que eu imaginei não aconteceria nem em um jogo entre Amigos do Papa Francisco x Amigos do Dalai Lama. Principalmente porque  o papa é argentino. (Atenção, esta é uma brincadeira, com meu amigo Pablo Carignano). Não é do jogo. E não deve ser reformado. Como ficaria uma partida de futebol com esse tipo de comportamento espalhado em campo? Foi falta minha, imagina, foi minha. Eu fiz pênalti, seu juiz. Não fez não, bobinho, acertou a bola…

Não prego a malandragem, não prego o golpe. Não sou do tipo que diz “o que acontece no campo, fica no campo” para justificar atos racistas, sou completamente contra as simulações ridículas, mas não dá para exagerar e exigir de jogadores um comportamento que ninguém tem em esporte algum, em país algum.

Diante das simulações e do cai-cai, sou contra o fairplay que obriga um jogador a desistir da jogada e jogar a bola para fora quando um rival está caído. Quem precisa decidir é o árbitro. Ele que mande parar o lance, ele que assuma a responsabilidade. Ele que precisa definir se aquele corpo estendido no chão precisa de cuidados ou de um cartão amarelo por fingimento.

Sou contra punições pós jogo, baseada em câmeras de televisão. Suárez mordeu Chelini? Se o juiz não viu, acabou. Um jogo tem 90 minutos e deve acabar quando termina. Ficar entrando com recursos por dá lá aquela palha é apenas uma tentativa de judicialização do esporte. A não ser que as câmeras de televisão pudessem mudar também o resultado do jogo. Terminou o jogo, vamos ver de novo. Aquele cara deu uma cotovelada que o juiz não viu? Suspensão nele. Mas e aquele gol em que a bola não entrou? Mudamos o placar. Aí, sim haveria coerência. Mas seria errado.

Futebol é um jogo. A violência deve ser combatida. A simulação deve ser punida. A honestidade precisa ser louvada. Mas não podemos exigir que os jogadores se transformem em acusadores de si próprios. Se for para dizer que fez o pênalti que o juiz não viu, melhor é não fazer, então. Simplificaria tudo. E, em vez, de entrar com ações no TJD para exigir punições pós jogo, teríamos clubes entrando com pedidos de canonização para seus jogadores no Vaticano. São Fagner, por exemplo.


Corinthians fez um ótimo jogo. O Inter também
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O Corinthians voltou de Porto Alegre com um grande empate. E não apenas por deixa-lo em boas condições para confirmar a classificação na próxima semana. Mas também, e é o mais importante, pelo bom futebol jogado. Mostrou mais do que havia mostrado até então. E não tinha o armador Jadson e o centroavante Jô.

O Internacional teve mais posse de bola, muito mais, mas o Corinthians teve tantas chances quanto as do Colorado para marcar. Chances até mais claras, o que fizeram de Lomba o grande destaque do jogo.

E me atrevo a dizer que a vitória do Corinthians só faltou por conta de uma rara falha de Pablo, que permitiu a antecipação de Dourado no gol de empate.

Foi um partidaço. Arana, muito bem, com um passe perfeito para o gol de Romero. O paraguaio perdeu boas chances, mas é impressionante como doa seu suor ao time. Rodriguinho também jogou bem, mas o mais importante foi a doação do conjunto, que manteve intensidade o tempo todo. No lado do Inter, gostei dos três volantes, Edenílson, Dourado e Uendel, capazes de desarmar e tocar muito bem a bola. Alternadamente, juntavam-se a Dalessandro na armação, como meias.

Um belo jogo. O melhor que eu vi do Corinthians, que manda novo aviso: é candidato. E um belo jogo do Inter, que também deu seu aviso: não vai esquentar lugar na segunda divisão.

E O PALMEIRAS? Não posso dizer nada, vi apenas os cinco minutos finais. Não sei se 11 minutos de acréscimo é justo ou não. É totalmente inusual. Mas, sem ver o jogo, é possível dizer que é hora de o Palmeiras ganhar jogos na Libertadores com mais facilidade. E não me venham dizer que Libertadores é assim mesmo, blablabla. O Wilstermann ganhou do Penarol por 6 a 2.


Jadson, em forma, e Clayton deixam Timão mais forte e versátil
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Há possibilidade de haver um novo Corinthians mais forte na fase do mata-mata do Paulistão. Na verdade, houve apenas a inscrição de Clayton, que é um bom jogador, mas não é um selecionável, digamos. Mesmo assim, é capaz de elevar o patamar do time. Carille tem apenas Jô e Romero. Guilherme foi uma decepção, como Marlone e Marquinhos Gabriel. Valter também foi inscrito, mas Cássio está dando conta do recado.

Com Clayton, o time passa a ter um atacante mais vertical, capaz de fazer uma dupla forte com Fagner, pela direita. Carille pode repetir a opção pela esquerda, com Romero e Arana. Duas duplas capazes de servir muito bem o atacante Jô. Com eles, o treinador pode montar o 4-2-3-1, com Jadson centralizado.

Acredito que é o melhor posicionamento para ele. Não precisa mais ser o parceiro de Fagner, o que ficaria a cargo de Clayton. No centro, pode conduzir o time para ao ataque, pode tornar o time mais criativo. Atrás, poderiam ficar Rodriguinho e Maycon, uma dupla de volantes com ótima saída de bola, deixando Gabriel na reserva. É uma solução um pouco ousada, mas há outras.

A dupla de volantes pode ser Gabriel e Maycon. Rodriguinho pode se juntar a Jadson, sacrificando Romero, boa opção para o banco. Ou então, mais cuidadoso ainda, com Gabriel e Camacho, Rodriguinho e Jadson, com Clayton e Jô.

O importante também é que Jadson está recuperando o seu melhor futebol. Houve alguns jogos de adaptação e a tendência é crescimento. Como o time é muito forte defensivamente, as chances de classificação em um mata-mata aumentam.

A fase de montar um sistema defensivo forte foi vencida. Após o final do Paulista, Carille precisa aumentar o poder de fogo do ataque. Clayton é o início, mas não é suficiente. Ao contrário do estadual, não é possível vencer o Brasileiro sem ataque.

LUCAS PERRI, 20 anos, foi inscrito pelo São Paulo para a fase final do Paulistão. Sidão, com lombalgia, foi cortado. É muito provável – e saudável – que Rogério mantenha Renan Ribeiro como titular e Denis no banco. A  inscrição de Perri aponta para uma mudança forte em 2018. Não acredito que Denis continue. E vejo Sidão na corda bamba. No mínimo, Perri será o terceiro goleiro. E Thiago Couto, dois anos mais novo, continua sendo muito elogiado no clube.

UM SAMBA – Não se deve amar sem ser amado/É melhor morrer crucificado/Deus nos livre das mulheres que hoje em

Sinhô, o Rei do Samba, caricaturado por Alvarus

dia/Desprezam o homem só por causa da orgia/Gosto que me enrosco de ouvir dizer/Que a parte mais fraca é a mulher/Mas o homem, com toda a fortaleza/Desce da nobreza e faz o que ela quer/Dizem que a mulher é a parte fraca/Nisto é que eu não posso acreditar/Entre beijos e abraços e carinhos/O homem não tendo é bem capaz de roubar (Gosto que me enrosco/Sinhô)

VITÃO ESTÁ NA ÁREA. E VITINHO? – Eduardo Baptista inscreveu o zagueiro Vitão, da base, em lugar de Lucas Barrios para a fase final do Paulista. Não conheço, mas sempre é uma boa opção apostar na base. Mesmo no Palmeiras, que não tem um passado de sucesso em revelações. Gabriel Jesus é uma esplêndida exceção. Vitinho, que apareceu muito bem no início do ano, teve sua chance, mas precisa de mais oportunidades para se firmar. A amostra deixada por ele é muito boa.

OUTRO SAMBA – Dizem que Cristo nasceu e Belém/A história se enganou/Cristo nasceu na Bahia, meu bem/E o baiano criou/Na Bahia tem vatapá/Na Bahia tem caruru/Moqueca e arroz-de-auçá/Manga/laranja e caju (Cristo nasceu na Bahia/Duque e Cirino)

PORTUGUESA E FRANCA – Estou torcendo muito pela Lusa. Seria catastrófico que o time caísse mais uma vez, agora para a A-3. Com duas vitórias nos dois últimos jogos, o pesadelo ficou mais longe. O time tem 19 pontos e esta a cinco da zona de rebaixamento. E está a seis da zona de classificação. Faltam cinco rodadas. Acho que não cai e não sobe. E quem está subindo muito é Franca, meu time de basquete. Está fazendo um segundo turno quase perfeito, com 11 vitórias e duas derrotas. O time, que foi de Hélio Rubens, agora é comandado por Helinho.

MAIS UM SAMBA – Se você jurar/Que me tem amor/Eu posso me regenerar/Mas se é/Para fingir,mulher/A orgia eu não vou deixar/ (Se você jurar/Ismael Silva/Francisco Alves e Nílton Bastos)

 


Neymar era roubado pelo pai. Delcir Sonda é quem diz
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Um dia após entrevista coletiva no Brasil, o empresário Delcir Sonda subiu ainda mais o tom contra Neymar (o pai) em entrevista publicada hoje pelo Diário As, da Espanha. O empresário mostra-se muito magoado com a  postura atual do craque e não poupa críticas ao progenitor. Um resumo:

“Desde o início, seu pai exerceu uma má influência sobre ele. O pai de Neymar é como dizemos no Brasil, um vagabundo. Um pedreiro que ficou rico da noite para o dia, graças ao filho. A ganancia deste homem o levará para o mau caminho. Desde o início, ele se aproveitou de Neymar. ” 

“Neymar tinha muitos contratos publicitários e só recebia metade do combinado. O resto ficava com o pai. Neymar percebeu quando fez um anúncio publicitário da Gilette junto com Ganso, seu amigo. Conversando entre eles, viu que Ganso havia recebido mais. Foi reclamar e ficou sabendo o real valor e percebeu que a metade havia ficado com o pai”.

Depois, Sonda repete o que disse o Brasil, em coletiva. Que Neymar estava acertado com o Real e que terminou no Barcelona porque seu pai foi subornado com 10 milhões de euros por Bosell, presidente do Barça. A mágoa é grande. Diz que pode perdoar o craque, mas nunca o pai.

Sempre considerei o pai de Neymar uma péssima influência. É do tipo que se comporta como um amigo de balada e não como um conselheiro. E, se Delcir Sonda está dizendo a verdade, o Pai Herói de herói não tem nada.

 

NOVENA POR CUEVA – A TORCIDA DO São Paulo, além de confiar na excelência do departamento médico do clube, deveria   contribuir com uma novena pela recuperação do peruano. Cueva é o melhor jogador do São Paulo e, em sua posição, o melhor do Brasil. E, além disso, só agora o São Paulo conseguiu um reserva. Thomaz é uma aposta e Shaylon, uma esperança. Cueva é a certeza

Junior Cohen e seu magnífico Cartola de camisa listrada. Verde e rosa, é lógico

de um rendimento muito maior para o time.

UM SAMBA – O chefe da polícia/pelo telefone/mandou me avisar/que na Carioca/Tem uma roleta/para se jogar (Pelo Telefone – Donga)

INJUSTIÇADOS DA COPA – Dois jogadores saíram muito marcados da Copa: Fred e Jô. Fred, que era titular, jogou realmente mal e passou a ser considerado um poste, um grosso, um atraso. Na verdade, ele é um centroavante. Dos bons. E tem provado a cada dia. O outro foi Jô, que praticamente não jogou. Depois, Jô andou pela China e voltou sob desconfiança. Sua contratação parecia um ato de favor da diretoria. E está provando que será muito útil ao Corinthians.

OUTRO SAMBA – Mulher, tu não me faz carinhos/Teu prazer é me ver aborrecido/Ora, vai mulher, tu estás contrariada/Tu não és obrigada a viver comigo (Me faz Carinhos – Ismael Silva)

EDU DRACENA – Como se fosse Ayrton Senna atrás de Alain Prost, Edu Dracena pede passagem para Vitor Hugo. Com sobriedade, fora no combate e bom posicionamento, a cada dia o veterano mostra que não é um multicampeão por acaso. Tem ainda muita lenha para queimar.

MAIS UM SAMBA – Gosto tanto tanto de você/Que os meus olhos falam o que não vê/Ainda há de chegar o dia/Que eu hei de ter tanta alegria/Quando você souber compreender/Num olhar o que eu quero dizer (Fita meus olhos – Cartola)