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Arquivo : juninho capixaba

A estranha troca Sidcley x Camacho deixa R$ 6 milhões no banco
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Menon

Há negociações no futebol que até podem dar bom resultado, mas que, em sua gênese trazem contradição. E indicam como a montagem de um elenco passa por questões além de dinheiro ou necessidade.

Camacho é uma espécie de primeiro reserva de Carille. O treinador muitas vezes o escala durante as partidas. E o status atingiu o máximo agora, quando o treinador optou por um esquema mais defensivo e o mandou a campo como titular. Jadson, o mais técnico do time e que tem melhorado em relação ao ano passado, foi para o banco.

Então, um jogador que está lutando para ser titular e que tem admiração do treinador é trocado pelo reserva do Carleto. Reserva temporário, como todos os reservas de Carleto. Ele não consegue garantir uma posição entre os onze, nunca. Basta ver seu currículo.

Há duas explicações: 1) o Corinthians contratou Ralf, um volante e 2) Juninho Capixaba, lateral se contundiu.

Mas são explicações que trazem dúvidas.

Ralf, aos 34 anos que completa em junho, ainda é o Ralf que defendeu o Corinthians de 2010 a 2015?  Ou é um revival inútil como Cristian e Sheik?

Juninho, depois de algumas atuações bem fracas, vai para o banco? Mas o clube pagou R$ 6 milhões por ele e ainda cedeu o goleiro Douglas. A entorse no tornozelo não é tão grave, logo voltará. E não há necessidade urgente que justifique a vinda de Sidcley. Afinal, há necessidade maior do que o clássico contra o Palmeiras? Ele não estará pronto para jogar.

No interior, a gente diz que a vida é como um caminhão cheio de abóboras. Quando começa a andar, as frutas vão de um lado para outro e acabam se ajeitando. Tudo indica que está sendo assim, mas será que vai dar certo? Teremos Sidcley na lateral, Gabriel e Ralf no meio e Jadson no banco? Se for assim, teremos abóbora fora do lugar. E uma abóbora de R$ 6 milhões.

 


Carille apostou em rebaixados e o Corinthians sofre
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O Corinthians foi campeão brasileiro em 2017, com 50 gols marcados em 38 jogos. Palmeiras (61), Grêmio (55) e Galo (52) foram superiores. Vitória, Fluminense e Bahia foram iguais. Dos 50 gols marcados, Jô contribuiu com 18, ou seja 36%. Os números comprovam o que todos já sabem: a importância de Jô na conquista.

A diretoria talvez não pensasse assim, tanto que pagou comissão acima do normal para que ele saísse.

Bem, Jô é passado e havia a necessidade de contratar, afinal você, eu e a Anitta sabemos que Kazim não daria conta. O “gringo da favela” pode ser entendido como uma piada futebolística ou uma indicação errada de Carille.

E as indicações erradas continuaram. Para o ataque, o Corinthians trouxe Lucca (13 gols), Júnior Dutra (9 gols) e Sheik (4 gols). E há muitas dúvidas sobre eles.

Os três foram rebaixados, com Ponte e Avaí.

Lucca já esteve no Corinthians e foi soterrado pelo peso da camisa.

Sheik se contundiu, jogou pouco e ficou mais marcado por frases polêmicas.

Júnior Dutra tem 29 anos e uma carreira de nenhum brilho.

Bem, há sempre o outro lado.

Lucca pode ter voltado diferente, com mais personalidade.

Sheik é um ídolo inconteste e nem precisa ser titular o tempo todo. Pode ser decisivo quando entrar.

Júnior Dutra pode estourar agora.

Bem, não é o que está se passando. E era o esperado, pois o Corinthians tentou Henrique Dourado e também se interessou por Trellez. Que, aliás, pelo que não está jogando no São Paulo, não ajudaria muito.

E, se o ataque corintiano fez apenas 50 gols no Brasileiro, a defesa foi ótima, com 30 gols sofridos. E ela também sofreu baixas. Pablo viu a propaganda da Caixa na camisa e pensou que teria direito à Mega Sena. Pediu o que não vale e o que a o clube não tinha. Saiu e para seu lugar veio Henrique, uma contratação inquestionável. Pode até não dar certo, mas é experiente e tem currículo.

Na lateral-esquerda, há controvérsia sim. Para o lugar de Arana, veio Juninho Capixaba. Um meia que foi deslocado para a lateral esquerda do Bahia durante o campeonato. Fez boas partidas, é habilidoso e técnico, mas mostra fragilidades imensas na marcação. E nem estamos falando do gol contra, de cabeça, a favor do Red Bull.

Então, vemos no início do ano o Corinthians com a defesa, que era ótima, caindo. E o ataque, que era médio, piorando. A comparação vale para o primeiro turno do Brasileiro, porque o segundo, como mostrou o PVC, já não foi bom. O time já mostrava declínio.

Você, eu e a Cristiane Quase Ministra Brasil só no Brasil sabemos que o trabalho de um treinador não começa no primeiro jogo. Vem lá de trás, nas indicações. E, se Carille acertou ao desistir de sua promessa de nunca desistir de jogador (cadê o Kazim?), precisa correr rapidamente para corrigir seus erros. Ou esse ano não vai ser igual àquele que passou.


Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


Santos, o time que não pode errar, acertou muito com Jair Ventura
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Menon

Se há um grande paulista que não pode errar, é o Santos. Tem cota de televisão menor, arrecada menos com renda em seu estádio e perdeu dois jogadores muito importantes: Lucas Lima, o arco, e Ricardo Oliveira, a flecha. Sem contar Zeca. É preciso ter mais cuidado do que ousadia. Um erro como o de Leandro Damião (a pior contratação da história do futebol brasileiro) pode trazer sérios problemas.

O primeiro acerto da temporada foi a chegada de Jair Ventura. Ele chega após um ano e meio de ótimo trabalho no Botafogo, apesar da fraquejada no final do Brasileiro, o que ocasionou a perda da vaga na Libertadores. Jair é um sujeito sério, trabalhador, fiel às suas convicções e que sabe trabalhar com elenco médio. É o caso atual do Santos, que pode e deve melhorar.

Com ele, o tal DNA ofensivo e técnico do Santos, será deixado de lado. Ele montará um time forte defensivamente e com saída rápida de contra-ataque. Bruno Henrique e Copete estão aí. É um início, mas Lucas Lima realmente fará falta.

O Santos parece ter dado um passo rumo à realidade brasileira. Não há dinheiro. O mercado de transações está baseado em trocas. Tudo na base do três por um. Logo, logo, alguém vai oferecer um frigobar novinho por um atacante velhinho. É o que tem para hoje. Causou espanto o fato de o Bahia não aceitar Moisés, do Corinthians, como parte do pagamento de Juninho Capixaba. O motivo? Moisés ganha R$ 200 mil por mês. DU ZEN TOS MIL.

É preciso parar com essa roda gigante predatória. Paga-se muito para jogador grosso. A conta explode. E o buraco é tampado com a venda de alguma revelação. Vende-se o futuro para pagar o passado. Tomara que o Santos tenha dado um passo rumo à sanidade financeira e mental. E que outros o sigam.


Fred é loucura, loucura, loucura no país do escambo
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O garoto estava conformado com o presente de Natal em época de crise. Apesar de novo, sabe que a situação do país é de crise econômica, lembra que o papai foi protestar nas ruas, com a certeza de tempos melhores e que agora já vendeu até aquela camisa amarela da seleção brasileira, que vestia para ofender aquela mulher. Como nada melhorou, o garoto olhava para a árvore e via…nada. Mas tinha a promessa de um carrinho de madeira.

E, na véspera, a árvore ganha um novo habitante. Um pacote enorme, todo estrelado. Nada de carrinho de madeira. O que chega para o garoto é um avião ultra moderno, com luzes brilhantes. Controle remoto, capaz de fazer inveja ao drone do Grêmio. O garoto vibra com a novidade, que, na verdade não é tão novidade assim. Já esteve por ali em outros Natais, quando era um avião mais jovem e mais cumpridor. Mas, para quem esperava Fernandão, Fred é Cristiano Ronaldo.

A torcida está feliz. Até acredita quando Fred diz que está feliz por “voltar para casa”. Bem, nem todos acreditam. Alguns dão um sorriso condescendente e pensam “me engana que eu gosto”. Se até a Mulher Moranguinho volta para o Naldo, por que o Fred não pode voltar para o Cruzeiro?

Mas, vale a pena? Fred, aos 34 anos, ganhou um contrato de mais três. Pouca gente consegue tal regalia. Vai ganhar 500 pilas mensais (valor razoável dentro do mercado) e aí começa o delírio. Luvas de 3 milhões. Bônus por produtividade. E o Cruzeiro ainda pagará 10 milhões ao Galo, por conta de uma cláusula restritiva.

Totalmente fora da curva do que estamos vendo no mercado. Os clubes estão praticando escambo, ninguém quer gastar muito. O que mais se vê é um tal de três por um. A possível saída de Scarpa envolve nomes como Hyorun, Roger Guedes, Bruno, Buffarini, Fabiano, o Corinthians oferece Moisés, Douglas e Marlone por Juninho Capixaba, outros nomes por Trellez, o Santos pode aceitar Hudson por Victor Ferraz.

São imensas probabilidades. Tem muito nome voando e pouco dinheiro saindo da carteira.

O Cruzeiro foi na contra-mão. Estará certo?


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