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Corinthians goleia e sofre dura derrota
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Menon

Foi um passeio corintiano. Goleada contra o Lara, que ainda sonha com a vaga, e garantiu a classificação ainda faltando uma rodada para a final.

Podem dizer que o Lara é fácil, afinal os corintianos disseram que o Boca é fácil, mas a verdade é que Independiente e Millonarios perderam lá.

O Corinthians, não. Fez sete, conta de mentiroso, porque teve chances concretas de fazer dez.

Jadson fez três. Ótimo para um jogador que está, com passos firmes, voltando a seu melhor momento. E dois de Junior Dutra, que pode até pensar em um reinício no clube.

Derrota? A provável saída de Carille, o melhor técnico do Brasil. Gosto mais do futebol do Grêmio, mas Carille está na história do clube. Três títulos em um ano e meio. Incomparável.


Carille apostou em rebaixados e o Corinthians sofre
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O Corinthians foi campeão brasileiro em 2017, com 50 gols marcados em 38 jogos. Palmeiras (61), Grêmio (55) e Galo (52) foram superiores. Vitória, Fluminense e Bahia foram iguais. Dos 50 gols marcados, Jô contribuiu com 18, ou seja 36%. Os números comprovam o que todos já sabem: a importância de Jô na conquista.

A diretoria talvez não pensasse assim, tanto que pagou comissão acima do normal para que ele saísse.

Bem, Jô é passado e havia a necessidade de contratar, afinal você, eu e a Anitta sabemos que Kazim não daria conta. O “gringo da favela” pode ser entendido como uma piada futebolística ou uma indicação errada de Carille.

E as indicações erradas continuaram. Para o ataque, o Corinthians trouxe Lucca (13 gols), Júnior Dutra (9 gols) e Sheik (4 gols). E há muitas dúvidas sobre eles.

Os três foram rebaixados, com Ponte e Avaí.

Lucca já esteve no Corinthians e foi soterrado pelo peso da camisa.

Sheik se contundiu, jogou pouco e ficou mais marcado por frases polêmicas.

Júnior Dutra tem 29 anos e uma carreira de nenhum brilho.

Bem, há sempre o outro lado.

Lucca pode ter voltado diferente, com mais personalidade.

Sheik é um ídolo inconteste e nem precisa ser titular o tempo todo. Pode ser decisivo quando entrar.

Júnior Dutra pode estourar agora.

Bem, não é o que está se passando. E era o esperado, pois o Corinthians tentou Henrique Dourado e também se interessou por Trellez. Que, aliás, pelo que não está jogando no São Paulo, não ajudaria muito.

E, se o ataque corintiano fez apenas 50 gols no Brasileiro, a defesa foi ótima, com 30 gols sofridos. E ela também sofreu baixas. Pablo viu a propaganda da Caixa na camisa e pensou que teria direito à Mega Sena. Pediu o que não vale e o que a o clube não tinha. Saiu e para seu lugar veio Henrique, uma contratação inquestionável. Pode até não dar certo, mas é experiente e tem currículo.

Na lateral-esquerda, há controvérsia sim. Para o lugar de Arana, veio Juninho Capixaba. Um meia que foi deslocado para a lateral esquerda do Bahia durante o campeonato. Fez boas partidas, é habilidoso e técnico, mas mostra fragilidades imensas na marcação. E nem estamos falando do gol contra, de cabeça, a favor do Red Bull.

Então, vemos no início do ano o Corinthians com a defesa, que era ótima, caindo. E o ataque, que era médio, piorando. A comparação vale para o primeiro turno do Brasileiro, porque o segundo, como mostrou o PVC, já não foi bom. O time já mostrava declínio.

Você, eu e a Cristiane Quase Ministra Brasil só no Brasil sabemos que o trabalho de um treinador não começa no primeiro jogo. Vem lá de trás, nas indicações. E, se Carille acertou ao desistir de sua promessa de nunca desistir de jogador (cadê o Kazim?), precisa correr rapidamente para corrigir seus erros. Ou esse ano não vai ser igual àquele que passou.


Fagner e Gabriel ajudam na virada do Santo André, de Hugo Cabral
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O jogo terminou com Hugo Cabral puxando um contra-ataque. Frente a frente com Fagner, que não sabia se ele iria para o fundo ou para o meio. Foi para o meio e recebeu falta. O juiz terminou o jogo. Não foi um fato isolado. O atacante do Santo André, com seu cabelo platinado, levou vantagem sobre o lateral do Corinthians. Aliás, contra o Novorizontino, Fagner sofrera com Juninho que, ao contrário de Cabral, ia sempre para o fundo. Fagner não está bem em 2018, ano de Copa.

Cabral entrou no segundo tempo e mudou o jogo, que parecia definido para o Corinthians. Não pelo golaço de Rodriguinho, mas pelo estilo Carille. Jogo dominado, troca de passes, sem correr riscos. E como é difícil marcar no Corinthians. Será que estou falando de 2017? Vamos ver nos próximos jogos.

Gabriel, avançado, perdeu uma dividida fácil para Cabral, que avançou em diagonal. Deu um corte em Fagner e tocou para Tinga fazer outro golaço, muito parecido com o de Rodriguinho.

Mesmo com o empate, o Santo André não recuou. Manteve sempre a aposta em Cabral. E o segundo gol veio em uma cabeçada de Lincom, mostrando que a fortaleza aérea corintiana não está bem como esteve.

Eu achei que foi impedido o gol de Lincom. Como achei que ele sofreu falta no lance anterior ao gol de Rodriguinho.

Para tentar o empate, Carille colocou Sheik. Não deu certo. E o time terminou o jogo com Rodriguinho, Jadson, Sheik, Marquinhos Gabriel, Lucca e Júnior Dutra em campo. E as jogadas de perigo eram de…Cabral.

E na sexta de carnaval, uma marchinha deve estar tocando no cérebro os corintianos. O nome é quarta-feira, de Roberto Martins. E começa assim: “esse ano não vai ser igual aquele que passou…”


Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Menon

Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


Corinthians acerta, mas o raio cairá pela segunda vez em Itaquera?
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Menon

Não é toda hora que tem pão quente.

O raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

A sabedoria interiorana serve como parâmetro para analisar as duas primeiras contratações corintianas: o volante Renê Jr. e o atacante Júnior Dutra. Renê, volante de marcação e com bom passe, já é conhecido dos tempos de Ponte Preta e fez bom campeonato no Bahia. Junior Dutra teve seu primeiro bom ano no futebol brasileiro agora no Avaí e é um atacante rápido, de lado de campo, com nove gols marcados no Brasileiro.

Em comum, têm algo que marcou o Corinthians no ano anterior: contratação de jogadores discretos, versáteis e baratos. Foi assim que se criou o mito da quarta força, com o time superando todas as dificuldades, toda a desconfiança do mundo. Essas bobagens todas que as pessoas criam, quando sabemos que nenhum corintiano estava feliz e que a diretoria só manteve Fábio Carille porque não tinha dinheiro para alguém mais experiente.

Mas é assim mesmo. O discurso da narrativa nem sempre é real. Os que agora saúdam a contratação de Paulo Roberto como uma genialidade, a criticaram como imensa burrice.

O que interessa é que deu certo. Com Jô, Gabriel, Pablo, Balbuena, no ano anterior, Clayson…

Mas e Kazim? E Luidy? E Clayton?

Vamos esperar. Sem dinheiro, o Corinthians acerta ao não fazer loucuras.

Mas, para que dê certo novamente, é preciso que o raio caia duas vezes no mesmo lugar e que tenha pão quente a toda hora.

 


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