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Kazim não tem jeito. Pode desistir, Carille
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Menon

Fábio Carille é adepto do chavão “eu não desisto de jogador”. Bacana, politicamente correto, mas até quando isto é bom para o time? Qual o limite?

O limite é Kazim. Está há um ano lá e nunca jogou nada. Como também não havia jogado no Coritiba. Eu nunca entendi porque veio.

Contra a Ponte, foi horrível de novo. Jadson está gordinho e com sono? Ele emagrece e acorda. Guilherme Romão é afobado? Ele se acalma. Tudo tem solução. Menos Kazim.


Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


Corinthians acerta, mas o raio cairá pela segunda vez em Itaquera?
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Não é toda hora que tem pão quente.

O raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

A sabedoria interiorana serve como parâmetro para analisar as duas primeiras contratações corintianas: o volante Renê Jr. e o atacante Júnior Dutra. Renê, volante de marcação e com bom passe, já é conhecido dos tempos de Ponte Preta e fez bom campeonato no Bahia. Junior Dutra teve seu primeiro bom ano no futebol brasileiro agora no Avaí e é um atacante rápido, de lado de campo, com nove gols marcados no Brasileiro.

Em comum, têm algo que marcou o Corinthians no ano anterior: contratação de jogadores discretos, versáteis e baratos. Foi assim que se criou o mito da quarta força, com o time superando todas as dificuldades, toda a desconfiança do mundo. Essas bobagens todas que as pessoas criam, quando sabemos que nenhum corintiano estava feliz e que a diretoria só manteve Fábio Carille porque não tinha dinheiro para alguém mais experiente.

Mas é assim mesmo. O discurso da narrativa nem sempre é real. Os que agora saúdam a contratação de Paulo Roberto como uma genialidade, a criticaram como imensa burrice.

O que interessa é que deu certo. Com Jô, Gabriel, Pablo, Balbuena, no ano anterior, Clayson…

Mas e Kazim? E Luidy? E Clayton?

Vamos esperar. Sem dinheiro, o Corinthians acerta ao não fazer loucuras.

Mas, para que dê certo novamente, é preciso que o raio caia duas vezes no mesmo lugar e que tenha pão quente a toda hora.

 


Kazim, jogador grotesco, é vítima na Batalha de Itararé, no Morumbi
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A batalha de Itararé nunca houve. Era para haver, em 1930, quando todo o Brasil dizia que as tropas de Getúlio Vargas teriam um confronto sangrento com os fiéis a Washington Luis, na cidade que é quase divisa entre São Paulo e Paraná. Um acordo impediu o combate e a batalha sangrenta nunca ocorreu.

E assim foi a batalha entre Kazim e o conselheiro Maurício Sanzi, do São Paulo. Não houve. Ele foi tomar satisfações porque Kazim disse há tempos que o São Paulo é time de bambi. Houve xingamentos, Kazim ameaçou tirar a camisa, Pablo apaziguou e nada ocorreu. O bom senso prevaleceu

Kazim é um jogador que busca, desesperadamente, em ações de marketing, o amor da torcida corintiana, algo que seus paupérrimos recursos técnicos impediriam. Além de grosso, não faz gols. Então, o jeito é buscar outro caminho. É o gringo da favela, é o que chama de bambi, é o que torce a narrativa da quarta força….Se o Corinthians tivesse um elenco de jogadores do nível kazim, seria a oitava força, no máximo.

Mas, Kazim estava no Morumbi para ver um show de Bruno Mars. Não sei se pagou, não sei se tinha ingresso grátis. Mas estava lá, como muitos outros. O São Paulo aluga o Morumbi e quem vai ao show precisa ser tratado como contribuinte.

Sanzi se esqueceu e foi falar com ele. Estava errado. Mas foi muito correto em um blog que buscou de todas as maneiras incriminar a atual diretoria pela presença de Kazim. Ele não entrou na pilha e diminuiu a importância da discussão. Fez muito bem, o Sanzi.

Tags : kazim sanzi


Título do Corinthians não foi acaso
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Vou contar uma coisa para vocês. Já aviso que parece fantasiosa, coisa de curupira ou boitatá. Até fiquei em dúvida em dizer o que vou dizer. Pensei em buscar provas. Mas, com o risco de passar por mentiroso, de ter minha credibilidade em dúvida, mas vou dizer: houve um tempo em que os torcedores de futebol reconheciam o valor dos rivais. O campeão era respeitado. Havia mais amizade e o ódio não escorria nas redes sociais. Bem, não havia redes sociais. Talvez seja por isso: cara a cara, olho no olho, é mais difícil ofender, colocar na tela os seus mais baixos instintos, como disse o probo Jefferson. Talvez a civilidade fosse apenas fake news.

Tomara que não. Sempre é bom acreditar na viabilidade da espécie humana. Mesmo que seja no passado.

É difícil ver méritos no título corintiano? É difícil o corintiano aceitar uma crítica sem vir com a história do fax? Ou do anti? Tenho um amigo que fala em anti, mas que comprou uma camisa do River para torcer contra o São Paulo, no Morumbi. Decorou músicas em casa, chegou cedo, se misturou com a torcida, arranhou o portunhol, gritou umas bobagens e foi para casa com dois cocos na cuca.

Quem desconhece méritos corintianos, quem se aferra a erros de arbitragem, quem fecha os olhos, está cometendo um grande erro, como eu disse AQUI. Está condenado a cometer o mesmo erro da arrogância e a sofrer na fila.

Em conversa matinal com meu amigo, o engenheiro Pinduca, o sucessor de Elisa, falamos sobre o assunto.

A contratação de Clayson foi um grande acerto. Ele jogou muito bem na Ponte.

Gabriel, que eu considero uma mala e um jogador desrespeitoso com os rivais, foi outro acerto. O Palmeiras o liberou para gastar os tubos com Felipe Melo. Os dois são marqueteiros, mas Gabriel não tentou derrubar o treinador e, apesar da maldade que coloca em muitas jogadas, subiu na fase final do Brasileiro.

Jô não foi um acaso. Foi uma aposta em quem estava mal, mas que tinha muita identidade com a torcida. Aposta ou não, rendeu muito mais que Borja ou Lucas Pratto.

Pablo? Foi um grande acerto. Chegou, formou ótima dupla com Balbuena e o Corinthians tenta mantê-lo no elenco. Com que dinheiro? O dinheiro da venda de Arana. E aí está outro grande acerto. O Corinthians conseguiu manter Arana, mesmo com grande assédio e mesmo não tenho uma situação financeira estável. Comparem com o São Paulo.

Carille foi um grande acerto, o maior de todos, mesmo não tendo sido a primeira opção. Quando Rueda não pôde vir, manteve-se Carille. Certíssimo.

Erro?

Kazim, o marqueteiro perna de pau. Não joga nada e todo mundo sabia disso.

Então, é assim. É  muito mais fácil falar de Kazim, Drogba, Pottker e juiz do que de todos os acertos.

Muito mais fácil. E muito mais errado.


Escalar Danilo seria desespero
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Meu amigo Diego Salgado mostra no UOL que há um clamor corintiano pela escalação de Danilo contra o Palmeiras no domingo. Nada contra Danilo, que considero, juntamente com o goleiro Fábio, o maior injustiçado da seleção brasileira, mas o tal clamor só pode ser baseado no desespero de quem vê a gordura enorme de 17 pontos estar restrita a cinco, podendo chegar a dois. Uma dieta que ninguém esperava.

Danilo não joga há mais de um ano. Tem participado dos treinos há pouco tempo e que ritmo de jogo teria para um clássico assim? Para o clássico? Considero o empate bom para o Corinthians e, nesse aspecto, e só nesse, até posso entender a entrada de Danilo no final do jogo, para dar um ritmo mais lento, mais toque de bola e segurar o resultado diante de uma pressão palmeirense. Isso, é lógico, dependendo de suas reais condições físicas.

Acredito que o Palmeiras terá o domínio do jogo. Talvez não no início, mas depois sim. Porque precisa vencer, ao contrário do Corinthians. O contra-ataque será um manjar dos deuses para o Corinthians. Então, será necessário força e compactação na defesa e velocidade na transição. E Danilo? Não dá, né?

Danilo poderá ser útil nos jogos seguintes, se Jô for suspenso. Melhor dizendo, quando Jô for suspenso. Carille terá uma opção a mais ao tosco, futebolisticamente falando, Kazim. Pode ser Danilo tocando a bola e abrindo espaço para a chegada de Romero, Clayson ou de quem quer que Carille escale.

Por agora, o Corinthians não precisa de Danilo. Não pode se dar ao luxo de ter Danilo. Ele precisa recuperar qualidades táticas que viraram fumaça, como as linhas compactadas, como a excelência defensiva no jogo aéreo, como a chegada do volante de ruptura (Maycon esqueceu?), como o chute de fora da área de Rodriguinho…

São dois resultados que interessa muito. E um terceiro, que seria desastroso. Por isso, é hora de sonhar com o passado recente e não com o passado distante.


Felipe Melo, Cícero, Kazim, Leandro Donizete…é muita incompetência
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Há muito, eu considero o nível dos cartolas muito inferior ao do futebol brasileiro. O que se vê em campo é muito pior do que o que se sente fora dele. Pois tanto eles fizeram que tudo se igualou. Conseguiram baixar o nível do futebol praticado aqui, com sua subserviência a Marco Polo, Marin etc e com sua falta de ideias modernas. E não sossegam. Continuam fazendo besteiras. Fazem nos clubes o que seria motivo de demissão em suas indústrias. E os exemplos não param. Há alguns bem recentes.

Felipe Melo – Tudo indica que será reintegrado ao Palmeiras e que não será utilizado por Cuca. A frase é estranha, não? Ela permite duas perguntas. 1) Se vai ser reintegrado, por que foi afastado? 2) Se não vai ser utilizado, por que vai ser reintegrado? É o gran finale de uma comédia de erros. Melo foi contratado em janeiro, somando-se ao elenco que seria comandado por Eduardo Baptista, que veio em dezembro. Teve status de titular indiscutível, atuando bem recuado, algumas vezes até como um terceiro zagueiro. Adaptou-se bem ao que o treinador queria.

Mas, se em campo, tudo estava bem, fora dele começaram as confusões. Houve a promessa de dar tapa na cara de uruguaio, cumprida em excesso. Foi murro e não tapa. Houve um trote em Roger Guedes, que não gostou, e foi chamado, em um treino, de moleque que não respeitava o currículo de Melo. Tudo era contornado. Em maio, Eduardo Baptista saiu e Cuca assumiu. Ele veio com fama de Salvador, dono da razão e de todas as vontades. Implantou um novo estilo de jogo, com volantes mais participativos, nada de esperar. A ordem é “caçar” o adversário, com velocidade. Melo não se adaptou e perdeu a posição.

Seu comportamento não foi aceitável. Ofendeu Cuca em uma festa, sem a presença do treinador, e foi afastado do elenco palmeirense. Deveria treinar separado dos companheiros. Seu advogado acenou com um processo por assédio moral, que levaria à rescisão unilateral. E o Palmeiras o tem de volta. Para não perder o jogador, vai continuar pagando altos salários a quem não será utilizado. E cabem outras perguntas. 1) Se Cuca tem toda razão em não querer trabalhar com quem o ofendeu, não poderia ter sido mais maleável e trabalhar com quem não se enquadra em seu esquema? Não poderia ficar no banco e entrar em um jogo ou outro, conforme a necessidade da partida? 2) Pnor que um treinador tem tanto poder assim? 3) Há mercado para um jogador de 33 anos, de ótimo currículo e que demonstrou ser líder de si mesmo e não do grupo?

Cícero – Chegou ao São Paulo como um pedido de Rogério Ceni, que o considerava perfeito para fazer o papel de um dos dois volantes “de saída” que ajudam na marcação e chegam ao ataque. Não cumpriu, foi para a reserva e agora foi afastado pelos dirigentes e por Dorival Jr. O mesmo que fizeram com Wesley, que foi para o Sport. Mas Cícero já havia participado de dez jogos e não poderia ir para algum clube da Série A. Dificilmente alguma equipe da Série B assumiria os R$ 200 mil mensais que o São Paulo paga por mês a ele. Os outros R$ 300 mil saem dos cofres do Fluminense. Não houve a possibilidade de sair para outro país. E Cícero continuará até o final do ano São Paulo sem ser utilizado. E são três as reflexões: 1) precisava ter afastado o jogador sem saber se haveria possibilidade de colocá-lo em outro clube? 2) Não seria melhor deixar como estava, na reserva, sem ser utilizado, à espera de alguma oportunidade por conta de cartões ou contusões dos companheiros? 3) Em algum outro lugar do mundo, há uma situação tão bizarra assim: dois clubes pagam o caro salário de um jogador, que vai ficar treinando e apurando a forma para atuar em um terceiro time daqui a alguns meses.

Kazim – Foi indicado por Fábio Carille e aprovado pelo departamento de estatística do clube. Ou vice-versa. No caso, a ordem dos fatores não altera o produto. O certo, com evidente clareza é que o turco não tem condição técnica para jogar no Corinthians. E isso precisava ter sido visto antes da contratação. Quantos vídeos, quantos jogos in loco foram vistos antes de se consumar o grande erro?

Leandro Donizete – Foi um pedido de Dorival Jr., que o levou para o Coritiba e que tentou sua contratação pelo Flamengo. Tudo o que ele faz e tudo o que ele não faz pode ser feito e não feito por Alisson, que já estava ali e não custava nada, além de ganhar bem menos. E o que se tem certeza é o seguinte: se o São Paulo não cair, se Dorival continuar e pedir, alguém contratará o Marechal.

Afinal, em todos os casos, o que se pode perguntar é o seguinte: e se o dinheiro fosse de quem contratou, seria gasto assim, com tanta margem para risco?


Derrota preocupante do Corinthians
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Menon

Despencou? Não. Mas o segundo turno do Corinthians está sendo preocupante. Perdeu para o Atlético-GO em casa, como já havia perdido para o Vitória. Dois times na zona de rebaixamento. E ganhou da Chapecoense fora, em um lance fortuito no último minuto. Vitória de campeão, como eu disse. Joga mal e ganha. Mas não tem sido assim no returno. Um gol em três jogos. Três gols sofridos. E com o requinte de crueldade de ser derrotado com uma grande atuação de um goleiro chamado Marcos. No dia do aniversário do Palmeiras.

A falta de elenco cobra a conta. Jô estava fora e isso é um problema muito grande quando Kazim está dentro de campo. O turco é muito ruim. Moisés também não está à altura de Guilherme Arana. Jadson está jogando abaixo do normal. Balbuena não atuou.

Há problemas que foram matizados até agora por uma postura tática impressionantemente correta. Uma defesa muito bem postada e que superou muitos problemas ofensivos. Foi comum vencer por 1 x 0 no início do campeonato. Depois, o time melhorou muito. Individualidades apareceram, como Rodriguinho, Maicon e Balbuena. Agora, é hora de ver o que está errado e corrigir a rota.

Se o Grêmio vencer, a diferença chegará a sete pontos. É boa e totalmente administrada. Mas é hora de o Corinthians jogar de maneira pelo menos parecida – efetivamente falando – com o que mostrou no primeiro turno.

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Corinthians, com cara de Tite, começa bem o ano
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Menon

O Corinthians – com um time em cada tempo – venceu o Vasco por 4 a 1 e está na final da Florida Cup, no sábado, contra o vencedor de River Plate x São Paulo.

É o Corinthians de Carille, mas com jeitão de Tite. Um time bem compactado, com duas linhas defensivas bem treinadas e com triangulações pelo lado do campo.

Os gols do primeiro tempo foram muito bonitos e parecidos. No primeiro, uma tabela entre Camacho e Rodriguinho, pelo meio do campo. Camacho subiu e Rodriguinho ajeitou.

No segundo tempo, a tabela foi novamente pelo meio, mas com jogadores que atuam pelo lado do campo. Marlone recuou, avançou pelo meio e tocou para Romero, que estava no meio.

Nos dois gols, Jô fez um bom papel, saindo da área. Ele, no começo do jogo, acertou bons chutes. A defesa corintiana, bem postada, foi vencida apenas em um lance de bela técnica de Eder Luis. De fora da área, iludiu a compactação.

No segundo tempo, os gols vieram pelos lados do campo, algo que pouco se viu no primeiro. Havia triangulações, mas não profundidade. Ela apareceu na boa jogada de Marquinhos Gabriel, que deu lindo passe para Kazim. Logo depois, Kazim retribuiu. O Vasco estava todo desorganizado e aceitou o contra-ataque.

É lógico que é o primeiro jogo do ano. É lógico que falta muito. Mas o Corinthians estava bem organizado. Bem treinado. A torcida pode comemorar, enquanto espera reforços mais significativos. Mas foi um bom começo de ano.

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VIVA A VILA – A Vila Belmiro, pequenina Vila, é um dos estádios mais emblemáticos do mundo. É o estádio onde Pelé construiu a história do maior jogador da história do futebol mundial. E a Vila, gigantesca Vila, estádio de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, ganhou um livro à sua altura. Escrito por Almir Rizzatto e Ted Sartori, é uma grande pedida. Abaixo, um texto do Ted sobre sua bela obra.

vilabelmiro“A edição do livro Histórias da Vila Belmiro – 100 anos de magia do estádio santista foi uma epopeia tão grande quanto a que o próprio local viveu neste centenário. A diferença é que em bem menos tempo.

A ideia veio em 2014. Em uma conversa informal com Almir Rizzatto, também jornalista e colega de curso, além de proprietário da RZT Comunicação, comentávamos de fazer algo sobre o Santos. O centenário do clube, porém, tinha passado há dois anos. Aí lembrei que a Vila Belmiro faria 100 anos em 2016. Foi o mote para começarmos.

A intenção inicial era reunir exatas 100 histórias em função do número do aniversário. No entanto, passamos disto nas 240 páginas da obra, lançada neste mês pela Editora Realejo – licenciada pelo Santos, com prefácio de Pepe, o Canhão da Vila, e posfácio de Milton Neves, após intensa campanha de crowdfunding (financiamento coletivo).

A meta a ser atingida era R$ 25 mil. Em 60 dias, conseguimos perto de R$ 15 mil. Mais 28 dias foram necessários – dos 30 previstos – para alcançarmos o valor. Por muitas vezes achei que não ia dar. E deu. Foram 1500 exemplares impressos e 770 vendidos só na campanha, o que equivale a mais da metade. Fora os comercializados depois.

O que nos chamou a atenção foi a forma carinhosa e emotiva com a qual todos tratam da Vila Belmiro, sejam jogadores, ex-atletas, dirigentes ou jornalistas. Parece até um ser vivo, um ente da família. E não deixa de ser, levando em conta que sua mística é carregada pela presença da torcida e pelo poder que dá ao time, somado ao nível técnico e ofensivo. Alçapão, por sinal, é apelido carregado desde 1930, justamente por essa fama.

Mas nem tudo é vitória. Há também derrota, como o jogo Santos 2 x 3 Novorizontino, pela fase final do Paulistão de 1993 (e que causou a eliminação do Alvinegro), que não acabou. Houve invasão de campo e o árbitro João Paulo Araújo se esquivava das agressões dos torcedores, que vinham em fila para agredi-lo. Quando foi levado pela Polícia para o vestiário, foi colocado de cara a cara com um torcedor que o tinha agredido e também a um policial. A Polícia, então, autorizou que o torcedor fosse agredido pelo árbitro, que não teve dúvidas e revidou, conforme contado por ele a mim em entrevista. João Paulo Araújo saiu do estádio após 1h30.

Há também curiosidade, como a levantada pelo Almir em entrevista com o ex-presidente Marcelo Teixeira. Em sua primeira gestão à frente do Santos, em 1992-93, surgiu uma ideia de que o entorno da Vila Belmiro, do lado de fora, fosse coberto por trepadeiras. A má fase da equipe na época tornava o local suscetível a pichações e não teria como fazer isso com a presença da planta. Porém, alguém lembrou que tudo ficaria verde e a cor remetia ao Palmeiras. A inciativa foi abortada de imediato.”


Timão teve Casão. E agora, se contenta com Kazim…. (Picadinho)
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Menon

Não me matem, eu sou apenas o mensageiro de más notícias. Não sou causa e nem efeito. Nem a frase do post é coisa minha. Ela e de casagrandeNelson Nunes, um dos grandes jornalistas com quem tive o prazer de trabalhar. Texto ótimo, visão acurada e com a capacidade de fazer uma pauta espetacular. Com ele, o repórter sempre era bem guiado. E o coração corintiano de Nelsinho Nunes sofre. Mas onde achar razão dentro de tanta emoção?

São épocas diferentes e é dura a comparação para todos os atacantes que foram ou forem contratados. Casagrande foi um dos grandes, com 103 gols marcados. Centroavante. Meia. Inteligente, questionador, muita raça em campo. Mas a questão é outra. Quem esperava tudo isso de Casagrande, após uma passagem por empréstimo à Caldense?

O Casagrande ídolo foi o Casagrande da base, um garoto como tantos outros que fizeram a história do Corinthians. Como Léo Jabá, por exemplo. Léo Jabá pode ser um novo Casagrande? Não sei. Kazim pode ser um novo Casagrande? Tenho certeza que não.

A situação política do Corinthians é terrível. O presidente Roberto Andrade, de mandato fraquíssimo pode sofrer um impeachment injusto. A situação econômica é péssima. Há problemas com o estádio e há problemas de caixa e uma coisa tem muito a ver com a outra. E, para complicar, o Palmeiras nada de braçada, com patrocínio forte e ainda aproveitando-se do empréstimo de pai para filho, de marido para amante, de Paulo Nobre, o Golden boy.

É hora de olhar para a base, como o São Paulo está fazendo. A solução pode vir daí. Ela não virá de Paulo Roberto, o volante reserva do Sport, já com 29 anos. Não virá com Jadson, dono de altos salários. Gabriel pode ajudar, mas há uma névoa de incertezas sobre suas condições físicas. Pablo? Pottker?

Está complicado. É hora de ter calma, de levar o barco devagar, pois o nevoeiro é perigoso. É hora de olhar para a história. Não a recente, que resultou na troca de Marciel por Willians, o do short verde (que bobagem a cor de roupa usada por um trabalhador), mas a de Rivellino, Edu Gaspar, Casagrande e que cada um complete sua lista de dez grandes revelações da base, ex-terrão.

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O PRÍNCIPE BARRADO – Houve um tempo em que o Brasil ansiava por um novo Pelé. Zagallo pensou que fosse Ticão, neguinho de Bauru (muita coincidência) e o convocou para a seleção. Houve outros. O principal foi Ivair Ferreira, chamado de O Príncipe. Também ivairnascido em Bauru e que fez sua carreira na Portuguesa, onde jogou dos 12 aos 24 anos, antes de se transferir para o Corinthians. Em 1964, estava na decisão do Paulistão, quando a Lusa foi derrotada pelo Santos por 3 a 2. A Lusa tinha Orlando; Jair Marinho, Ditão, Wilson Silva e Edilson; Pampolini e Nair; Almir, Henrique Frade, Dida e Ivair. O Santos tinha Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho Guerreiro, Coutinho, Pelé e Pepe. O Rei venceu o Príncipe.

Ivair esteve também na lista de 47 jogadores pré selecionados por Vicente Feola para a Copa de 1966. Foi cortado, juntamente com Rinaldo, do Palmeiras. Edu, do Santos, e Paraná, do São Paulo, ficaram com as vagas.

Esta semana, o Príncipe Ivair foi barrado na Portuguesa. Um segurança o impediu de entrar no clube. Há culpados na história? Todo ex-jogador pode entrar no clube? São muitos pontos a se considerar, mas a tristeza é grande. O segurança (provavelmente não conhece nada da história da Lusa) também não conhece Ivair.

E eu apenas consigo me lembrar de Aldir Blanc, o gênio. “É o tempo, Maria, te comendo feito traça em um vestido de noivado”.

Felipe Mello – Achei uma ótima contratação do Palmeiras. O ano tem calendário diferente dos outros, as competições correrão simultaneamente e não há mais aquela possibilidade de vencer a Libertadores e fazer gazeta no Brasileiro. É preciso rodar. É preciso elenco. Felipe entra em um setor que foi muito bem, com Tche Tche e Moisés. Tem estilo diferente, é mais marcador, apesar de ter um bom passe. Mesmo quem não pensa nele como titular, há de reconhecer que é opção mais forte do que Thiago Santos. Quanto às expulsões, elas virão. Aqui, se expulsa até quem pensa em palavrão. Mas não esqueçamos que Gabriel Jesus foi expulso – e merecidamente – em um jogo importante.

Modesto Roma Jr – O presidente do Santos fala em Robinho e traz Kayke. A promessa tão megalomaníaca como vazia serve apenas para criar uma aura de desilusão sobra o novo contratado. Começa no clube como aquele que veio porque Robinho não pôde vir.

Calleri – Se o argentino voltar, o São Paulo terá dado um enorme salto de qualidade na montagem de um bom time. Mas é bom a torcida se acostumar com Colmán, o paraguaio.

Cabe mais um? A Fifa definiu que a Copa do Mundo terá 48 países. Nem o esfacelamento de muitas Iugoslávias e outros tantos de Uniões Soviéticas justifica. Eu só entendo o inchaço em uma situação específica: as Eliminatórias classificam 16 seleções para a segunda fase. A primeira fase reúne 32 times em um mata-mata, já no país sede. Os 16 classificados se unem aos 16 primeiros e segue o baile, como é agora. Apenas um jogo para definir as chaves. Pensando em termos de América do Sul, nas última copas, a quinta vaga foi jogada pelo Uruguai contra a Jordânia (Copa-14), Costa Rica (Copa-10), Austrália (Copa-06) e Austrália (Copa-02). Estes jogos seriam realizados já na sede, como um grande aperitivo. Ganhou, fica na Copa. Perdeu, foi eliminado e volta para casa.