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Time do povo vence com garotos e lidera com folga
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Menon

Chute de Paquetá e gol de Vizeu. Os garotos resolveram e o Flamengo derrotou o Corinthians. Chegou a 20 pontos, quatro a mais que Grêmio e São Paulo. Pode diminuir, se o Flu vencer o Paraná. Mesmo assim, a liderança estará garantida por mais uma rodada.

Vitória muito justa. Foi melhor a maior parte do jogo e poderia até ter marcado antes, não fosse outra partida ruim de Henrique Dourado.

E se o Flamengo teve Vizeu, Paquetá, ViniViní Jr e Lucas e Jean Lucas, o Corinthians, depois de ficar recuado a maior parte do jogo, tentou o empate com Roger, Marquinhos Gabriel e, ele, Kazim. Não deu. Foi a terceira derrota em quatro jogos de Osmar Loss.

Sobrou a reclamação no final, com o encerramento do jogo quando a bola caminhava para Roger. Daronco acertou, pois havia apitado antes, quando o zagueiro havia despachado a bola.


Carille errou com Pedrinho
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No  Brasil – não sei se no mundo todo – há uma supervalorização do treinador. Busca-se em suas atitudes as explicações para tudo no futebol. O jogo Palmeiras x Atlético-PR foi resumido a um embate entre Roger x Fernando Diniz. E todos, inclusive o treinador do Palmeiras, comentavam como é difícil vencer um time de Fernando Diniz. Mesmo que, nos três jogos anteriores o Furacão tivesse empatado com Bahia, Grêmio e São Paulo e, em seguida, perdido para o Newell´s Old Boys.

Os clubes passam a ser um apêndice do treinador. É um tal de São Paulo de Aguirre, Cruzeiro de Mano, Grêmio de Renato… Muito diferente de se dizer o Barcelona de Guardiola, esse sim, um trabalho extremamente autoral e que marcou época.

É quase um sacrilégio dizer que o treinador errou. E, oh verdade acaciana, eles erram sim. Como todo ser humano, eles erram. Como todos profissionais, eles erram. Mesmo sendo ótimos treinadores. Nem vou falar de Tite, onipresente. Nem dá para ir no cinema, o Tite aparece mais que os coadjuvantes dos filmes, em comerciais que reverberam suas frases de autoajuda, suas obviedades ditas no tom pastoral de sempre.

Vamos falar de Carille. Um ótimo treinador. O cara ganhou três título em um ano e meio. A cada rodada, dizia-se que o Corinthians iria fraquejar e lá estava o time surpreendendo. Ganhou o Paulista, o Brasileiro e o Paulista novamente. Perdeu Jô, seu principal jogador e só recebeu Roger um semestre depois. Não reclamou, deu seus pulos, encontrou soluções e foi campeão.

Mesmo assim, errou. Errou na avaliação de Pedrinho. O garoto, rápido e habilidoso, pedia passagem. E Carille garantia que ele não aguentaria mais que vinte minutos. Que era importante para entrar no segundo tempo e mudar o jogo. Mas, que garoto de 20 anos não aguenta mais que 20, 25 minutos? Ora, somente se tiver algum problema físico, alimentar, alguma doença do sono. Mas Carille batia o pé em sua tese. E muita gente correu a sustentá-la.

É a fisiologia, estúpido.

Tem muitos estudos, muitos dados, muitas análises e não dá para jogar mais que 20 minutos.

Olha, se desse para jogar mais que 20 minutos, o Carille saberia. Ou ele não escalaria o garoto por qual motivo?

Sei lá. Talvez pelo mesmo motivo que ele recomendou a contratação de Kazim.

Qual motivo?

Carille também pode errar.

E jornalista pode pensar de forma diferente do treinador.

Bem, o Corinthians vai mal e de repente…..tchan tchan tchan… Pedrinho já aguenta 70 minutos. Vai bem contra o Ceará. E vai melhor ainda contra o Vitória.

Ora, mas que milagre foi esse. A fisiologia foi trabalhando, os preparadores físicos puseram sua sapiência em ação e os estudos, as análises e os estudos de uma hora para outra, apresentaram uma inclinação incrível nos gráfios. A curva embicou para cima. E os 20 minutos se transformaram em 70, com tendência de alta.

Pode ser isso. Ou pode ser que Carille tenha feito uma avaliação errada. Como Oswaldo errou com Gabriel Jesus, como Dunga errou com Neymar, como Feola errou com Edu, como Menotti errou com Diego Armando. Um erro comum.

Um erro que não muda o grande trabalho de Carille.


Carille vai com falso nove. Calma, não é o Kazim
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A definição de um time através de números nem sempre dá uma versão correta do que se verá em campo.

O Corinthians, contra o Palmeiras, por exemplo. Carille escalou Renê Jr. ao lado de Gabriel. E ainda Romero, Jadson, Rodriguinho é Clayson. Seria um 4-6-0 ou, desmembrando, um 4-2-4-0.

Nem Júnior Dutra e muito menos Kazim, que lutavam pela camisa que Jô tão bem defendeu no ano passado. Carille claramente desistiu de não desistir de Kazim. Faz bem.

A representação numérica do esquema indica que não haverá atacantes a incomodar Jaílson. Mas, você, eu e as Gêmeas Lacração sabemos que não é assim que a banda toca.

Ao abrir mão de um centroavante, Carille aposta em ter mais gente no meio campo. Seis homens. E mais Maycon, deslocado na lateral. E, ao ter mais gente no meio, pensa ter mais posse de bola. E com mais posse de bola, mais chances de marcar e de vencer.

Quem entrará na área, como falso nove? Pode ser Jadson, como no primeiro gol contra o São Paulo. Pode ser Rodriguinho. Ou, em uma inversão de jogada, Romero, sempre atento. Ou Clayson, entrando em diagonal.

O homem ideal para este esquema é Danilo, mas está em final de carreira, sem muito físico.

Pode dar certo, pode dar errado. Mas Carille está tentando. Não está preso a conceitos dogmáticos.


Carille apostou em rebaixados e o Corinthians sofre
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O Corinthians foi campeão brasileiro em 2017, com 50 gols marcados em 38 jogos. Palmeiras (61), Grêmio (55) e Galo (52) foram superiores. Vitória, Fluminense e Bahia foram iguais. Dos 50 gols marcados, Jô contribuiu com 18, ou seja 36%. Os números comprovam o que todos já sabem: a importância de Jô na conquista.

A diretoria talvez não pensasse assim, tanto que pagou comissão acima do normal para que ele saísse.

Bem, Jô é passado e havia a necessidade de contratar, afinal você, eu e a Anitta sabemos que Kazim não daria conta. O “gringo da favela” pode ser entendido como uma piada futebolística ou uma indicação errada de Carille.

E as indicações erradas continuaram. Para o ataque, o Corinthians trouxe Lucca (13 gols), Júnior Dutra (9 gols) e Sheik (4 gols). E há muitas dúvidas sobre eles.

Os três foram rebaixados, com Ponte e Avaí.

Lucca já esteve no Corinthians e foi soterrado pelo peso da camisa.

Sheik se contundiu, jogou pouco e ficou mais marcado por frases polêmicas.

Júnior Dutra tem 29 anos e uma carreira de nenhum brilho.

Bem, há sempre o outro lado.

Lucca pode ter voltado diferente, com mais personalidade.

Sheik é um ídolo inconteste e nem precisa ser titular o tempo todo. Pode ser decisivo quando entrar.

Júnior Dutra pode estourar agora.

Bem, não é o que está se passando. E era o esperado, pois o Corinthians tentou Henrique Dourado e também se interessou por Trellez. Que, aliás, pelo que não está jogando no São Paulo, não ajudaria muito.

E, se o ataque corintiano fez apenas 50 gols no Brasileiro, a defesa foi ótima, com 30 gols sofridos. E ela também sofreu baixas. Pablo viu a propaganda da Caixa na camisa e pensou que teria direito à Mega Sena. Pediu o que não vale e o que a o clube não tinha. Saiu e para seu lugar veio Henrique, uma contratação inquestionável. Pode até não dar certo, mas é experiente e tem currículo.

Na lateral-esquerda, há controvérsia sim. Para o lugar de Arana, veio Juninho Capixaba. Um meia que foi deslocado para a lateral esquerda do Bahia durante o campeonato. Fez boas partidas, é habilidoso e técnico, mas mostra fragilidades imensas na marcação. E nem estamos falando do gol contra, de cabeça, a favor do Red Bull.

Então, vemos no início do ano o Corinthians com a defesa, que era ótima, caindo. E o ataque, que era médio, piorando. A comparação vale para o primeiro turno do Brasileiro, porque o segundo, como mostrou o PVC, já não foi bom. O time já mostrava declínio.

Você, eu e a Cristiane Quase Ministra Brasil só no Brasil sabemos que o trabalho de um treinador não começa no primeiro jogo. Vem lá de trás, nas indicações. E, se Carille acertou ao desistir de sua promessa de nunca desistir de jogador (cadê o Kazim?), precisa correr rapidamente para corrigir seus erros. Ou esse ano não vai ser igual àquele que passou.


Timão goleia e Kazim é vaiado
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O Corinthians venceu com facilidade o São Caetano. “Facilidade facilitada” (desculpem a brincadeira), por um erro grosseiro do goleiro Helton Leite. Genética não é garantia de nada. Gatito Fernandez, filho de Gato Fernandez, vai bem. Helton Leite, filho de João Leite é fraquinho faz tempo.

A goleada foi construída sem pressa. O primeiro gol veio com uma bela parede feita por Kazim, que é, ele mesmo, um muro. A bela jogada foi insuficiente e as vaias que acompanharam sua saída de campo foram substituídas, quase imediatamente, por aplausos a Júnior Dutra, que entrou e marcou o segundo.

A Fiel é apaixonada, mas não é boba. Ela até gosta do papo demagógico do “gringo da favela”, mas entende de futebol também. E sabe que dali não vem nada, ou quase nada, de útil. E, enquanto espera por Henrique Dourado, dá adeus ao turco.

Duas outras questões, fora do campo. O São Caetano tem o mando do campo e prefere jogar no Pacaembu, onde o Corthians tem jogado. Não é indecente como no ano passado, quando o Linense disputava vaga com o São Paulo e preferiu jogar no Morumbi, mas não é bacana. É um favorecimento ao Corinthians, que, aliás, não tem nada a ver com isso.

E o Pacaembu, com problemas de iluminação. O Poder Público é campeão em desleixo e falta de responsabilidade.


Kazim não tem jeito. Pode desistir, Carille
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Fábio Carille é adepto do chavão “eu não desisto de jogador”. Bacana, politicamente correto, mas até quando isto é bom para o time? Qual o limite?

O limite é Kazim. Está há um ano lá e nunca jogou nada. Como também não havia jogado no Coritiba. Eu nunca entendi porque veio.

Contra a Ponte, foi horrível de novo. Jadson está gordinho e com sono? Ele emagrece e acorda. Guilherme Romão é afobado? Ele se acalma. Tudo tem solução. Menos Kazim.


Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


Corinthians acerta, mas o raio cairá pela segunda vez em Itaquera?
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Não é toda hora que tem pão quente.

O raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

A sabedoria interiorana serve como parâmetro para analisar as duas primeiras contratações corintianas: o volante Renê Jr. e o atacante Júnior Dutra. Renê, volante de marcação e com bom passe, já é conhecido dos tempos de Ponte Preta e fez bom campeonato no Bahia. Junior Dutra teve seu primeiro bom ano no futebol brasileiro agora no Avaí e é um atacante rápido, de lado de campo, com nove gols marcados no Brasileiro.

Em comum, têm algo que marcou o Corinthians no ano anterior: contratação de jogadores discretos, versáteis e baratos. Foi assim que se criou o mito da quarta força, com o time superando todas as dificuldades, toda a desconfiança do mundo. Essas bobagens todas que as pessoas criam, quando sabemos que nenhum corintiano estava feliz e que a diretoria só manteve Fábio Carille porque não tinha dinheiro para alguém mais experiente.

Mas é assim mesmo. O discurso da narrativa nem sempre é real. Os que agora saúdam a contratação de Paulo Roberto como uma genialidade, a criticaram como imensa burrice.

O que interessa é que deu certo. Com Jô, Gabriel, Pablo, Balbuena, no ano anterior, Clayson…

Mas e Kazim? E Luidy? E Clayton?

Vamos esperar. Sem dinheiro, o Corinthians acerta ao não fazer loucuras.

Mas, para que dê certo novamente, é preciso que o raio caia duas vezes no mesmo lugar e que tenha pão quente a toda hora.

 


Kazim, jogador grotesco, é vítima na Batalha de Itararé, no Morumbi
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Menon

A batalha de Itararé nunca houve. Era para haver, em 1930, quando todo o Brasil dizia que as tropas de Getúlio Vargas teriam um confronto sangrento com os fiéis a Washington Luis, na cidade que é quase divisa entre São Paulo e Paraná. Um acordo impediu o combate e a batalha sangrenta nunca ocorreu.

E assim foi a batalha entre Kazim e o conselheiro Maurício Sanzi, do São Paulo. Não houve. Ele foi tomar satisfações porque Kazim disse há tempos que o São Paulo é time de bambi. Houve xingamentos, Kazim ameaçou tirar a camisa, Pablo apaziguou e nada ocorreu. O bom senso prevaleceu

Kazim é um jogador que busca, desesperadamente, em ações de marketing, o amor da torcida corintiana, algo que seus paupérrimos recursos técnicos impediriam. Além de grosso, não faz gols. Então, o jeito é buscar outro caminho. É o gringo da favela, é o que chama de bambi, é o que torce a narrativa da quarta força….Se o Corinthians tivesse um elenco de jogadores do nível kazim, seria a oitava força, no máximo.

Mas, Kazim estava no Morumbi para ver um show de Bruno Mars. Não sei se pagou, não sei se tinha ingresso grátis. Mas estava lá, como muitos outros. O São Paulo aluga o Morumbi e quem vai ao show precisa ser tratado como contribuinte.

Sanzi se esqueceu e foi falar com ele. Estava errado. Mas foi muito correto em um blog que buscou de todas as maneiras incriminar a atual diretoria pela presença de Kazim. Ele não entrou na pilha e diminuiu a importância da discussão. Fez muito bem, o Sanzi.

Tags : kazim sanzi


Título do Corinthians não foi acaso
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Menon

Vou contar uma coisa para vocês. Já aviso que parece fantasiosa, coisa de curupira ou boitatá. Até fiquei em dúvida em dizer o que vou dizer. Pensei em buscar provas. Mas, com o risco de passar por mentiroso, de ter minha credibilidade em dúvida, mas vou dizer: houve um tempo em que os torcedores de futebol reconheciam o valor dos rivais. O campeão era respeitado. Havia mais amizade e o ódio não escorria nas redes sociais. Bem, não havia redes sociais. Talvez seja por isso: cara a cara, olho no olho, é mais difícil ofender, colocar na tela os seus mais baixos instintos, como disse o probo Jefferson. Talvez a civilidade fosse apenas fake news.

Tomara que não. Sempre é bom acreditar na viabilidade da espécie humana. Mesmo que seja no passado.

É difícil ver méritos no título corintiano? É difícil o corintiano aceitar uma crítica sem vir com a história do fax? Ou do anti? Tenho um amigo que fala em anti, mas que comprou uma camisa do River para torcer contra o São Paulo, no Morumbi. Decorou músicas em casa, chegou cedo, se misturou com a torcida, arranhou o portunhol, gritou umas bobagens e foi para casa com dois cocos na cuca.

Quem desconhece méritos corintianos, quem se aferra a erros de arbitragem, quem fecha os olhos, está cometendo um grande erro, como eu disse AQUI. Está condenado a cometer o mesmo erro da arrogância e a sofrer na fila.

Em conversa matinal com meu amigo, o engenheiro Pinduca, o sucessor de Elisa, falamos sobre o assunto.

A contratação de Clayson foi um grande acerto. Ele jogou muito bem na Ponte.

Gabriel, que eu considero uma mala e um jogador desrespeitoso com os rivais, foi outro acerto. O Palmeiras o liberou para gastar os tubos com Felipe Melo. Os dois são marqueteiros, mas Gabriel não tentou derrubar o treinador e, apesar da maldade que coloca em muitas jogadas, subiu na fase final do Brasileiro.

Jô não foi um acaso. Foi uma aposta em quem estava mal, mas que tinha muita identidade com a torcida. Aposta ou não, rendeu muito mais que Borja ou Lucas Pratto.

Pablo? Foi um grande acerto. Chegou, formou ótima dupla com Balbuena e o Corinthians tenta mantê-lo no elenco. Com que dinheiro? O dinheiro da venda de Arana. E aí está outro grande acerto. O Corinthians conseguiu manter Arana, mesmo com grande assédio e mesmo não tenho uma situação financeira estável. Comparem com o São Paulo.

Carille foi um grande acerto, o maior de todos, mesmo não tendo sido a primeira opção. Quando Rueda não pôde vir, manteve-se Carille. Certíssimo.

Erro?

Kazim, o marqueteiro perna de pau. Não joga nada e todo mundo sabia disso.

Então, é assim. É  muito mais fácil falar de Kazim, Drogba, Pottker e juiz do que de todos os acertos.

Muito mais fácil. E muito mais errado.