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Mílton Cruz, invicto, vê Leco como culpado pela crise do São Paulo
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No domingo, dia 25, o líder Figueirense visitará o Criciúma, vice-lanterna do campeonato catarinense. Se não perder, o clube chegará a uma invencibilidade de 15 jogos, superando uma série de 2011. O time não perde desde 11 de novembro do ano passado, quando enfrentou o América-MG em casa e lutava para não cair para a série C. Além de liderar o Estadual, o Figueira promete muito trabalho ao Atlético-MG, a partir de quarta -feira, dia 28, pela terceira fase da Copa do Brasil. O nome do treinador é Mílton Cruz, mas pode chamar de Arsene Wènger, o francês que dirige o Arsenal desde 1996.

“É assim que eles estão me chamando. Já me ofereceram um contrato de três anos para continuar o trabalho. Vou assinar esses dias, é muito legal estar em um clube bem organizado e com um projeto a longo prazo”, conta Milton.

Ele assumiu com o Figueirense em penúltimo lugar na série B e levou o time à 12ª posição. Em seguida, recebeu a missão de diminuir a folha de pagamento e a média de idade. Missão dada, missão cumprida. O clube gastava R$ 1,5 milhão por mês e agora o orçamento é de R$ 700 mil.  A média de idade diminuiu de 31 para 24 anos. Ele indicou jogadores como André Luís, do Ipiranga de Erechim, artilheiro do campeonato. E trouxe também Denis, um velho conhecido dos tempos de São Paulo.

“Aceitou meu convite e está muito bem. Disse para ele que o Figueirense revelou goleiros bons como Thiago Volpi, Gatito e Muralha e que poderia ser um novo impulso na carreira dele. Abraçou nosso projeto, assinou por dois anos e está muito contente”, diz Milton.

Contente? Milton está muito mais do que contente. Repete várias vezes que está feliz, muito feliz. “A cidade é bonita, é perto de São Paulo, o time é muito organizado, o campo, os vestiários e o CT são de primeiro nível. E os investidores do clube sonham com o pé no chão. A ideia é subir esse ano para a A, se manter lá e alcançar o mesmo sucesso da Chapecoense. Uma coisa bem contínua, sem ficar caindo e subindo”.

Do São Paulo, onde ficou por 23 anos, Mílton Cruz tem boas lembranças e também mágoas. “Do time, não quero falar, não vou me intrometer no trabalho dos outros, até porque preciso cuidar do meu que toma muito tempo, mas, realmente foi triste sair”.

Mílton Cruz não acredita ter sido a vítima da guerra entre Leco e Abílio Diniz, seu amigo. Para ele, tudo vinha de antes. “É muito estranho homem ter ciúme de homem, mas é verdade. O Leco tinha ciúmes do Muricy e de mim também. Uma coisa inexplicável. Eles foram me colocando de lado, sem funções, até que me demitiram. Saí na boa, fiz um bom trabalho no Náutico e agora estou muito bem no Figueirense”.

Ciúme leva a comparações, que Milton acredita dominar, sem nenhuma dúvida. “Eu fiz história no São Paulo. Estive em todos os grandes títulos, de Mundial a Libertadores, nos Brasileiros. Revelei jogadores, como Kaká, Hernanes e Júlio Batista  e indiquei muita gente boa para o clube, como Miranda e Amoroso. Grandes presidentes como Juvenal Juvêncio e Marcelo Portugual Gouvêa, presidentes vencedores sempre me deram valor. Do Leco, só recebi ciúmes. E, se quiser comparar, me deixa de lado e compara o Leco com os outros presidentes, compara o São Paulo de agora com o de antes”

 


Leco sem força nos bastidores
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O São Paulo havia feito a programação para os próximos jogos: Ituano, na quarta-feira de Cinzas, Santos no domingo e CSA, em Maceió, no dia 21.

Então, a CBF decidiu que o jogo contra o CSA seria dia 15 e não dia 21. A FPF mandou então o jogo contra o Ituano para o dia 21. Um jogo da sétima rodada seria disputado após um jogo da oitava rodada.

E o que as mudanças trouxeram ao São Paulo?

O clube precisa correr para montar uma logística de viagem para Maceió, às vésperas do Carnaval.

Rodrigo Caio cumpriria suspensão automática contra o Ituano e enfrentaria o Santos.

Agora, cumprirá contra o Santos e enfrentará o Ituano.

Com certeza, as mudanças trazem também dor de cabeça para a comissão técnica, que estava preparando o time para um jogo decisivo no dia 21 e o vê adiantado em uma semana.

São mudanças que mostram a pouca força do São Paulo nos bastidores. Já havia sido assim na tabela do Paulistão, com três jogos fora de casa nas quatro primeiras rodadas.

Minha querida Tia Cida dizia: “assombração sabe pra quem aparece”. Por que o São Paulo teria prestígio se o seu presidente é um dos seguidores de Marco Polo e não se posiciona nem em uma questão importante como a implantação do árbitro de vídeo?

Omissão traz desprestígio.


Leco e o imprevisto difícil de explicar
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O São Paulo se absteve de votar na importante questão do árbitro de vídeo. O presidente Leco não participou da reunião porque teve um “imprevisto”, conforme explicou a assessoria de comunicação do clube.

Se houve imprevisto, não houve gazeta. Mas é preciso ser um imprevisto muito importante para justificar a ausência. Porque ela, a ausência, impede, moralmente falando, o clube de se juntar aos que reclamam de arbitragem.

A diretoria do São Paulo é omissa. Não reclama, por exemplo, de fazer três jogos fora de casa nas quatro primeiras rodadas do Paulistão.

Para evitar problemas maiores, Leco deveria explicar que imprevisto foi esse que impediu o clube que dirige de se posicionar em assunto tão importante.

O árbitro de vídeo foi rejeitado. A milionária CBF quis empurrar a conta para os clubes. Como se o dinheiro que entra lá não fosse feito da paixão clubística.


Com Raí, Rocha e Lugano, Leco fica longe do futebol
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Deixemos as nomenclaturas de lado. Seja qual for o nome do cargo, Raí é o homem forte do futebol. Terá Ricardo Rocha só seu lado. E é provável que tenha Lugano próximo aos jogadores.

Trata-se de gestão descentralizada. A grande consequência é que afasta Leco do campo. Ele continua mandando no clube (ganha para isso), mas não terá mais autoridade e oportunidade para ações afoitas, como demitir Ceni em 12 minutos, como, orgulhosamente disse ao www.chuteirafc.cartacapital.com.br.

E o que Ricardo Rocha pode trazer de bom ao São Paulo?

Qual sua experiência como gestor?

O que fez no futebol após a aposentadoria?

Ser técnico do Santa Cruz e do CRB o qualifica para o cargo?

Sinceramente, acho que, antes de Ricardo Rocha, Raí precisava 1) contratar um lateral 2) resolver o caso Maidana 3) trazer um meia porque Cueva vai jogar pouco e Hernanes deve sair 4) trazer um atacante.

São prioridades muito urgentes. Ricardo Rocha podia esperar lá no SporTV.


Leco desrespeita o Conselho
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Quando foi compor sua diretoria, o presidente Leco trouxe o jornalista Marcio Aith para os cargos de diretor de comunicação e marketing. Uma escolha que não merece contestação alguma, quando se olha para o currículo do jornalista, com passagens em órgãos importantes como a Folha de S. Paulo e a revista Veja. E ainda como assessor na área de comunicação do governador Geraldo Alckmin. Alguém que conhece o funcionamento da grande empresa e com experiência no gerenciamento da comunicação do estado mais poderoso do Brasil, está qualificado para trabalhar em um clube de futebol. Pode até dar errado, mas está qualificado.

Marcio Aith deixou o cargo para assumir um desafio ainda mais duro: vai coordenar a comunicação da campanha presidencial do governador Alckmin. Por isso, saiu do São Paulo?

Saiu?

Nananinanão.

Foi indicado para participar do Conselho de Administração do clube como “independente”. São três independentes em um grupo de nove conselheiros. E o que diferencia os “independentes” dos outros? Eles recebem salário.

Então, eu fico imaginando, já que a imaginação é livre, que no ano que vem haja uma importante reunião do Conselho para , tratar de assuntos prementes para o presente e futuro do clube. E, no mesmo dia, o candidato Geraldo Alckmin esteja fazendo campanha em Quixadá ou Crato ou Caxias ou Blumenau. Maceió e Aracaju, numa esticada só. Ou até mesmo em Sorocaba, que o querido Fiori Gigliotti chamava de Manchester Paulista, com ênfase no ches. Manchéster.

Marcio Aith deixaria o candidato em campanha para correr até a reunião do Conselho?

Eu não acredito. E também acredito que ele, ao lado  de Alckmin, terá a companhia de Saulo de Castro Abreu Filho, um dos homens mais próximos do governador-candidato. Uma das pessoas que ele mais ouve.

E, coincidência, Saulo de Castro Abreu Filho, também faz parte do Conselho. Como “independente”. Como remunerado.

A designação de Marcio Aith para o Conselho causa estranheza também quando vemos que ele vai substituir Raí. O que tem um perfil a ver com outro. Ao escolher Raí, Leco acertou imensamente, deu voz, vote e influência a um grande ídolo do clube. Agora, é substituído por um jornalista de currículo impecável, que acumulará o cargo com outro.

E, para concretizar a nomeação, Leco deu uma interpretação peculiar ao estatuto que ele mesmo criou, como demostrou o solerte repórter Alexandre Lozetti, no globoesporte.com. O estatuto diz que os independentes não podem ter 1) ocupado qualquer cargo permanente, de qualquer natureza, inclusive efetivo no SPFC 2) não tenha ocupado nos três anos anteriores, qualquer cargo permanente, de qualquer natureza, inclusive efetivo no SPFC 3) não preste serviço remunerado, não seja fornecedor de produtos ou serviços, não receba qualquer contrapartida, de qualquer natureza ao SPFC.

Leco indicou ainda Leonardo Serafim para a diretoria jurídica. Mais um conselheiro remunerado, quando a promessa era de buscar executivos de larga experiência no mercado.

E assim, vai. Leco, que cuidou muito mal do futebol, não respeita o Conselho, criado por ele mesmo, com ares de grande meio da modernização da gestão do clube e que virou um meio, entre outras coisas,  de se aproximar de Geraldo Alckmin.

Será que assim o Metrô sai?


Raí é uma escolha ruim. E, se não der certo, será fritado por Leco
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Raí será o responsável pelo futebol do São Paulo. Ele aceitou ou vai aceitar o convite de Leco. Um erro do grande jogador. Primeiramente, por aceitar trabalhar com quem demitiu seu sobrinho, que fazia bom trabalho. Bem, são questões familiares, não me intrometo, mas que é difícil, para mim, entender, é.

Depois, qual é a segurança que se tem ao trabalhar com Leco? Ele é intempestivo, não tem nenhuma preocupação com trabalho a longo prazo. “Repórter, para mim, é igual mulher. Se está dando problema, eu troco”, dizia um querido (apesar de machista) amigo e chefe do início da minha carreira. Nunca me trocou.

Trabalhar com Leco é difícil. Raí será o oitavo responsável pelo futebol em uma gestão que tem apenas dois anos. Dese outubro de 2-15, alguns saíram por motivo próprio e outros por decisão de Leco. E sempre se soube que Leco, por ser homem do futebol, não deixa de dar opinião nas questões do futebol. Não dá liberdade de trabalho. Agora, com Pinotti, ele teve reuniões com o empresário Marcelo Dijan para tratar de negociações com o Cruzeiro, sem consultar o garoto-maravilha.

Raí corre, mesmo tendo sido um grande ídolo, o risco de ser defenestrado sem direito a um cafezinho para início de conversa. Leco demitiu Rogério Ceni em 12 minutos de conversa. Ceni era seu escudo na época. Raí será seu escudo agora.

E por ser o escudo de Leco é que eu considero a escolha ruim. O São Paulo precisa caminhar rumo à profissionalização. Buscar algúém do mercado, alguém que conheça empresários e que possa resolver problemas com rapidez. Não adianta ter um Pinotti, até pelo fato de o clube dever muito dinheiro a ele. Não adianta escolher Raí, que não tem experiência alguma. E que ficou apenas três meses na coordenação da base, nos tempos de Marcelo Portugal Gouvêa.

Raí precisa resolver logo os contratos de Marquinhos Cipriano e Militão, que podem assina pré-contrato ainda no primeiro semestre para deixar o clube no ano que vem. Quem fez contratos tão curtos com jogadores que são grandes promessas? Raí precisa resolver o caso Jucilei, precisa contratar um substituto para Hernanes, que dificilmente ficará.

É muita coisa importante para quem não tem experiência.

Ao chamar Raí, Leco só pensa em si. Tem um grande escudo. Novamente. Se não der certo, ele manda embora e contrata…Diego Lugano. O novo escudo que está na praça.


Muricy? São Paulo precisa de goleiro e lateral
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A situação está ruim? Chama o Marco Aurélio Cunha.

A situação está ruim? Atende a torcida e contrata o Lugano.

A situação continua ruim? Renova o contrato do Lugano.

A situação piorou? Coloca o Lugano para conversar com os torcedores.

A situação está ruim? Coloca o Rogério Ceni de treinador.

A situação está ruim? Demite o Rogério Ceni e espalha que ele deixou uma herança maldita em sua passagem.

A situação está ruim? Coloca o Raí no Conselho de Administração.

A situação está ruim com o Dorival? Chama o Muricy para dar uma palestra.

Assim caminha a administração do presidente Leco. Fazemos o que o cliente deseja. Agradamos a torcida. E assim podemos dizer, sem corar, que não temos responsabilidade alguma sobre o que está acontecendo.

Me inclua fora dessa. O problema são os outros

O que Muricy poderá fazer para ajudar o São Paulo? Desfilar sua “sãopaulinidade”, termo criado pelos dirigentes e que eu não faço ideia do que seja. Espero que não aquela visão eugenista do antigo presidente, que admirava Kaká por ter todos os dentes na boca?

Muricy vai dizer que o São Paulo é um boeing. Que é preciso respeitar o clube. Que é preciso dar mais que 100%. Que aqui é trabalho. Porra? O que mais ele pode fazer?

O que deveria ter sido feito há tempos e que não pode mais ser feito?

Como saber o óbvio, por exemplo.

Que um time que tem Sidão, Renan Ribeiro e Denis não tem um goleiro confiável? É tão claro, tão evidente. Marco Aurélio Cunha, Rogério Ceni, Leco, Jacobson, Medici e Pinotti não perceberam isso? Quem errou? Quem não corrigiu? Um time pode até ser campeão com um goleiro assim, médio no máximo, mas esse time, não. Um goleiro fraco pode ser o único problema do time, mas não pode ser um problema a mais. Porque, então, tudo aumenta de proporção.

Que o time tem laterais fracos. Buffarini, Bruno, Junior Tavares e Edimar têm problemas. Problemas identificados há tempos, exceto os de Tavares, que apareceram com nitidez com o correr do campeonato. E dava tempo de corrigir. Dava tempo. E nada foi feito.

Que o São Paulo sucumbe à cabeçadas de Léo Gamalho? Onde está o erro? No cruzamento? Na zaga?

Que o reserva imediato de Petros é Militão, que precisa jogar na lateral porque não tem lateral? Que a outra opção é Araruna, que também precisou jogar na lateral?

Que Denílson, Thomaz e Marcinho são opções frágeis.

Faltam 15 rodadas.

Sobram problemas graves.

Muricy não vai resolver nada.

Ele é apenas um factoide desesperado.

O próximo, se nada mudar, será a demissão de Dorival Jr.

Ela será realidade se a situação não der mostras de melhora nas próximas cinco rodadas. Virá, então, um novo treinador para dar uma chacoalhada no time. Um choque de emoção. O choque de gestão não virá.


Pinotti coloca os pés no chão
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A entrevista de Vinicius Pinotti foi boa. Direto, sem pestanejar, foi muito claro. “A situação é horrível. Estamos temerosos. Estamos trabalhando bastante e não é de agora”. Reconhecer que a situação é horrível é um avanço muito grande para os lados do Soberano, que, aliás, é um apelido que Pinotti sempre repudiou.

É um avanço porque Pinotti falava, lá atrás, ainda com Ceni, que o São Paulo estar na zona de rebaixamento era algo circunstancial. E Leco chegou a dizer que não tinha responsabilidade nenhuma na situação ruim do São Paulo. Agora, pelo menos um sabe que tudo está mal. Horrível, como ele disse.

O clube aceitou uma conversa com um comitê de torcedores de todos os tipos, de organizados a sócios. Sempre sou contra receber torcedor, mas, pelo menos dessa maneira afasta-se a possibilidade de invasão. A barbárie precisa ser evitada. E a torcida, por tudo o que tem feito, merece ser ouvida.

Pinotti afirmou ainda que aceita opiniões contrárias e que sabe conviver com a democracia. Importante alguém, seja quem for, falar isso nos dias de hoje. Ele abriu as portas para Muricy e disse que está satisfeito com Dorival.

Bem, estar satisfeito não significa manutenção. Se faltarem dez rodadas e o São Paulo ainda não tiver reagido, Dorival cai, sem dúvida. E é normal que caia. Se não resolveu agora, vai esperar o quê? A Segundona?

Por fim, nada foi falado sobre laterais. E a permanência na Série A será facilitada se resolverem o assunto.


Leco e Pinotti dormem no ponto e atrapalham Dorival Jr.
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O São Paulo tem muitos problemas. Um deles, que piorou muito com a chegada de Dorival Jr., tem um antídoto que poderia melhorar muito a situação do clube. Falo do sistema defensivo, que tomou 19 gols em dez jogos sob o comando do novo treinador. Pode-se dizer que o problema da defesa começa quando o centroavante não dá o primeiro combate, pode-se argumentar que falta recomposição dos pontas, pode-se dizer que os volantes não estão colaborando, mas pode-se dizer também o óbvio. Há um LADO DIREITO que falha muito. Uma   AVENIDA que prejudica o TRABALHO de Dorival, que tem qualidades, mas não é especialista em evitar quedas.

Então, chegou a data Fifa. O campeonato é suspenso por duas semanas. Seria o momento ideal para uma contratação cirúrgica. Precisamos de um lateral que marque bem. Não precisa ser um gênio, apenas alguém que ajude a fechar o lado direito, que não tome dribles humilhantes, que não seja uma avenida. Alguém que ajude o time a não sofrer gols como foram contra o Grêmio, o Coritiba, o Bahia, o Palmeiras, sempre pela direita. E pela esquerda, também, mas em menor quantidade.

Era a hora de Pinotti, Leco, Dorival, o filho do Dorival, o incensado departamento de estatísticas se reunissem em uma sala por cinco horas. Vídeos, troca de informações, um brainstorm. E definir dois nomes para as laterais. E contratar um deles, no mínimo, rapidamente. E por que rapidamente? Para que o treinador pudesse trabalhar com o novo reforço por dez dias. Montar um bom esquema de cobertura, determinar funções e definir como o novo jogador ajudaria a fechar a casinha.

Nada disso foi feito. E Dorival está treinando Militão por ali. Acho que foi uma decisão perfeita, diante do que se tem. É um jogador técnico, e que, apesar de jovem, ter personalidade. Mas é uma improvisação.

E, enquanto não contrata, o São Paulo manda Douglas para a Chapecoense. Um PREVISTO movimento. Mas, por que a Chapecoense, rival direto na luta contra o rebaixamento? Não dá para entender.

O São Paulo está mal, tem uma janela para se reforçar e reforça o adversário.

Está difícil entender.

 


Hernanes é um grande acerto de Leco e Pinotti. Mesmo que não dê certo
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Hernanes, desenhado aqui pelo genial Mario Alberto, está de volta ao São Paulo. É uma contratação importantíssima, principalmente pelo momento ruim que time passa. É um jogador de alta capacidade técnica, com bom desarme, ambidestro e boa chegada no ataque. Tem identidade com o clube e tem muita personalidade. Em seu currículo, constam 35 gols em 218 jogos pelo clube.

Impossível contestar uma contratação assim. Mesmo os opositores de Leco. Bem, em seu vídeo de apresentação, Hernanes não precisa dizer que veio graças aos esforços de Leco e Pinotti. Desnecessário, não é?

Hernanes foi um grande acerto do São Paulo.

E se não der certo?

Hernanes tem 32 anos e já há algum tempo não está jogando bem. Seus números na Itália eram declinantes. Na Lazio, onde foi ídolo, fez 41 gols em 156 jogos. Depois, na Inter foram sete gols em 52 jogos e na Juve, dois gols em 35 jogos.

Foi para a China. Não se adaptou onde também não jogou bem. Fez um gol em apenas seis jogos no Heibei.

Qual Hernanes volta? O mesmo que foi? Lógico que não, nunca é assim. Mas é alguém que pode ajudar muito o São Paulo. Pode formar uma linha de três com Jucilei e Petros, o que faria Dorival sair da zona de conforto e deixar de jogar com dois atacantes pelo lado. Eu jogaria com Jucilei, Petros, Hernanes, Cueva (até quando?), Marcinho e Pratto.

O time ganha esperança. Ganha respeito. Só isso justifica a vinda de Hernanes. Se jogar bem, será um grande acerto. Se fracassar, não terá sido um erro.