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Cotia salva São Paulo no jogo maluco
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Menon

Em um jogo eletrizante, com muita ligação direta, muita velocidade, jogadas pelos lados e pouco “pensamento”, o Flamengo, apesar de estar atrás duas vezes, empatou o jogo.

E poderia ter vencido não fossem erros incríveis de finalização diante de um São Paulo extenuado no final do jogo.

O São Paulo pode comemorar muito a atuação de três jovens de Cotia. Luan foi o melhor. Jogador de rendimento constante, volante vertical, de área a área. Uma realidade. Quase fez um gol.

Liziero é do mesmo estilo. Começou jogando na frente e depois, no sufoco final, recuou.

Helinho estreou com um golaço. Teve aquilo com que todo jovem sonhar. Não manteve o ritmo, o que seria impossível. Não é Pelé. Foi um lindo cartão de visitas de quem tem grande futuro.

São três jovens que devem ser titulares em 2019. Há um time a ser construído a partir deles. O São Paulo não pode terminar um jogo sem pernas.


Aguirre muda o São Paulo ou fica fora do G-6
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Menon

O São Paulo terminou o jogo contra o Inter apostando em cruzamentos e lançamentos para Trellez, Diego Souza e Gonzalo Carneiro. Que pobreza tática! Que pobreza técnica!

As opções ajudam a explicar a derrocada tricolor no segundo turno. Já são cinco jogos sem vitória.

Mas não é só isso, não. Tem mais.

Tática

A pior coisa para um são-paulino é ver seu time fazer um gol. Ele sabe que, ato contínuo, o time vai recuar muito. Deu até certo por um tempo, mas com a contusão de Everton, acabou. Não hã opção alguma.

A outra tática foi explicada no primeiro parágrafo. Quando o time está perdendo, saem os armadores e lota-se a área rival de postes. É o que Aguirre tem a dar.

Qualidade técnica do time

É difícil e errado fazer análises definitivas, mas é claro, no momento que:

Sidão e Jean não são goleiros de alto nível. Estarão entre os dez melhores do Brasil?

Bruno Peres não ajuda o ataque.

Ânderson Martins está muito mal. Perde pelo alto e é lento por baixo.

Jucilei muito lento. Impede transição rápida.

Nenê caiu muito no segundo turno. Parece em má forma física.

Diego Souza ajuda pouco.

Qualidade de elenco

O time não tem reserva para a lateral-direita.

Nenê não tem reserva, já que Shaylon não tem alma de protagonista.

Diego Souza não tem reserva. Trellez e Gonzalo Carneiro são toscos.

Éverton não tem reserva.É preciso mudar para conseguir uma vaga na Libertadores. O Santos vem aí.

 


São Paulo tem segundo turno horrível
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Menon

O São Paulo está em um beco sem saída. Faz um segundo turno abaixo da crítica – duas vitórias, cinco empates e duas derrotas – e não tem como reagir.

Continua, por enquanto, a ser um time difícil de ser batido, mas é insuficiente. A queda parece difícil de ser estancada.

Os problemas afloraram justamente no período de ascensão do Palmeiras, que é mais forte. Difícil segurar.

O que fazer para Nenê reagir?

Um jogo de folga, como forma de descanso? Um novo posicionamento, mais parado?

O mais complicado é que não há reserva. Shaylon faz boas jogadas, arrisca um chute ou outro, mas é muito tímido em campo. Não tem alma de protagonista.

Liziero, embora não seja da posição, pode ser a melhor opção. Mas não é uma solução.

E a ausência de Everton?

Ele está de volta, mas sua ausência foi terrível. Novamente, não havia reservas. Lucas Fernandes, uma decepção, já havia ido para um timinho de Portugal. Reinaldo é uma improvisação. Régis deixou o clube. Brenner e Caíque não entram. E quando entram, principalmente Brenner, não agradam.

E o ataque?

Rojas não tem reserva.

Diego Souza?

Vem fazendo um campeonato digno. Mas é veterano e pouco participativo. Pensem em Calleri. Ou Kardec.

E os reservas? Trellez teve bons momentos, apesar de tratar a bola como Vossa Alteza Imperial, mas não é certeza.

Gonzalo Carneiro me parece um engano terrível. Um grande erro de avaliação.

Com tantos problemas, como melhorar? Não vejo como, principalmente porque o time tem mostrado desconcentração em muitos momentos. Basta lembrar o jogo contra o América. E time aguerrido não pode perder foco.

A luta é por uma vaga na Libertadores. Me parece bem acessível. Mesmo que Aguirre não consiga melhorar o repertório do time, dá para ficar entre os seis, graças ao primeiro turno.

E eu, o que faria?

Não tem a mínima importância, não sou treinador, mas, vá lá… Fixaria a dupla Arboleda e Bruno Alves. E, quando Rojas e Everton estivessem fora, daria chance a Helinho e Brenner.

É o que tem para hoje.

 


Liziero, a joia solitária
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No final do ano passado, após o soterramento da possibilidade de queda, Dorival Jr. acenou com a subida de muita gente da base. No último jogo do Brasileiro, contra o Bahia já trouxe Gabriel Sara, Bissoli, que entraram durante a partida, além de Paulo Boia e Liziero. No time, titular absoluto, estava Militão, que estreara em maio.

Em janeiro, Dorival trouxe mais gente de Cotia. O clube criou uma campanha: #abasevemforte para recepcionar Caíque, Paulo Boia, Lucas Paes, Bissoli, Gabriel Sara, Marquinhos Cipriano, Pedro Augusto, Paulo Henrique e Rony. Depois, chegaram Igor, Luan, Rodrigo e a volta de Lucas Kal e Pedro.

São 15 nomes. E apenas Liziero se transformou em certeza, embora não seja titular. Luan demonstrou que pode seguir o mesmo caminho.

E os outros? Paulo Henrique e Bissoli não quiseram assinar outro contrato e voltaram para os aspirantes à espera do final do contrato.

Marquinhos Cipriano fez o mesmo e já foi para a Ucrânia. Rendeu dinheiro ao clube

Paulo Boia foi para o Portimorense, pequeno clube de Portugal.

Pedro Augusto é reserva no São Bento.

Rony é reserva no CSA.

Lucas Kal, depois de passagens frustrantes por Guarani e Paraná, foi para o Vasco.

Pedro, seu companheiro de Paraná e Guarani, tem nova chance.

Caíque está no grupo, sem chances.

Lucas Paes é o quarto goleiro.

Gabriel Sara voltou ao sub-20.

Igor e Rodrigo foram os últimos a subir.

Além deles, há três  outros, que vieram de Cotia, sob muita expectativa.

Lucas Fernandes, que sempre foi o maior destaque, estreou na primeira rodada do Brasileiro de 2016. Depois, teve contusões que impediram o seu desenvolvimento. Fez 53 jogos pelo clube (quase nunca completos, coisa de dez ou 20 minutos) e não se destacou. Não cumpriu o que se esperava. Foi para o Portimorense, junto com Boia.

Shaylon é o reserva de Nenê. Fez um gol salvador contra o Bahia. Participou bem de alguns jogos, mas decepcionou totalmente contra o Fluminense, quando entrou como titular.

Lucas Fernandes e Shaylon dão a impressão de apatia, de falta de garra e personalidade.

E Brenner?

Acredito que sua ascensão ao grupo titular, com apenas 17 anos, foi precipitada. Acabou toda a vantagem física que tinha sobre garotos de sua idade. E não parece estar psicologicamente preparado para uma desilusão ou fracasso.

São 18 nomes e apenas uma certeza. E algumas boas possibilidades como Brenner, Shaylon e Luan. São números que mostram como é difícil apostar na base como sustentáculo de um time.

O jogo da base é praticamente outro esporte que o jogo no profissional. A exigência é muito maior. Além disso, como treinador tem medo de cair, sente medo em lançar jogadores jovens. Lançar, até lança, mas dar sustentação é outra coisa.

O garoto precisa chegar e mostrar serviço. Rapidamente. Caso contrário, a fila anda.

Cotia é a melhor coisa que o São Paulo tem. O que se gasta lá é pouco diante do lucro que se tem. Mesmo assim, não pode ser tratada como a salvação da lavoura. Por enquanto, é Liziero e quase mais nada. O que não é pouco.


São Paulo piscou e tem o Inter no retrovisor
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Sai Rafael Grampola. Entra Rafael Alemão.

A substituição mostra a fragilidade do adversário que tirou dois pontos do São Paulo.

E o líder não pode reclamar do empate com o lanterna. Foi muito justo.

Como nos jogos contra Vasco e Chapecoense, o São Paulo marcou antes dos dez minutos e recuou.

Aa vitórias levaram ao pensamento equivocado: o São Paulo marca e controla o jogo.

Não é bem assim. As vitórias trouxeram muito mais alívio do que alegria. O time demora a definir e sofre.

O São Paulo, apesar dos números incríveis pós Copa, precisa melhorar. Ter mais variações de jogadas

Aguirre demorou para mexer.

E Liziero foi muito mal. Errou quase tudo.

O Inter ganhou na Bahia.

O São Paulo apenas empatou no Paraná.

Campeonatos se decidem assim.

É preciso reagir.


São Paulo, mortal, sai fortalecido do Inferno
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Menon

O São Paulo fez sua melhor partida no Brasileiro. Venceu o Cruzeiro,fora de casa, e se manteve no segundo lugar, a dois pontos do líder Flamengo.

Foi a terceira vitória em quatro jogos pós Copa. 75% de aproveitamento em uma sequência infernal, que tinha o líder Flamengo, Grêmio e Cruzeiro, todos fora, e o Corinthians, campeão brasileiro, em casa.

Com os nove pontos, o time se fortalece para uma sequência bem mais acessível, com Vasco (c), Sport (f), Chape (c), Paraná (f), Ceará (c) e Fluminense (c).

A vitória contra a Raposa veio em dois contra-ataques mortais, ambos com participação de Rojas e Reinaldo. Gols de Everton e Diego Souza.

Everton foi uma contratação cirúrgica. Rojas caminha para isso. Reinaldo voltou muito bem e Diego Souza está bem.

Ao contrário do jogo contra o Grêmio, o São Paulo não foi massacrado. Recuou, sim, mas com a opção de saída. Mérito do time, mas também demérito do Cruzeiro.

Outros pontos positivos do time:

Luan foi muito bem em sua estreia real. Personalidade para reviver a dupla da base, com Liziero. Marcou bem e mostrou bom passe.

Bruno Alves mostrou, novamente, que é titular. Mesmo que esteja no banco. Por isso, Anderson Martins forçou o amarelo.

Araruna é ótimo coadjuvante. Bom reserva para três posições.

Por fim, Nenê. Estava bem, apesar de sofrer dois desarmes de Dedé. Reclamou muito ao sair. E vibrou muito com o segundo gol. Que a segunda atitude supere a primeira.


Tricolor abre mão de três volantes e ganha três pontos
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Menon

Foi um clássico de alto nível. Jogo rápido, jogo pegado, com chances dos dois lados. E, reconheçamos, com uma boa participação do árbitro, que mostrou um estilo que privilegia o tempo de bola rolando, não caindo no conto dos piscineiros. O São Paulo mereceu a vitória, mas se o sufoco final imposto pelo Santos tivesse resultado em um gol não seria nada errado.

O domínio do São Paulo foi imenso no começo do jogo. O time impôs seu jogo, marcou no campo adversário, com Anderson Martins no meio do campo e Hudson na meia lua do rival (em algumas situações, deixemos claro). A causa principal, a meu ver, foi a opção de Diego Aguirre por um time com apenas dois volantes. E, pelos lados do campo, havia duas duplas fortes: Militão e Marcos Guilherme e Everton com Reinaldo.

A intensidade foi muita mas não foi duradoura. O Santos equilibrou o jogo e teve também chances para marcar, mas a tônica do primeiro tempo foi mesmo o seu início. O São Paulo pressionou tanto, que poderia ter marcado a um minuto, com Diego Souza.

Ele não errou ao fazer o gol do jogo, após um cruzamento perfeito de Everton. Diego se antecipou a David Braz, atacou a bola e cabeceou muito bem. Mostrou que pode ser útil ao time, apesar de não ser um centroavante como os últimos que passaram pelo clube, dese Pato a Luís Fabiano. E Allan Kardec.

O Santos reagiu e começou a pressionar o São Paulo. Muito. Aguirre fez então uma mudança tática que não envolveu troca de jogadores. Marcos Guilherme e Everton recuaram uns metros e formou-se uma postura com duas linhas de quatro atrás. Que funcionou muito bem, com dedicação extrema dos jogadores. Ninguém negou suor.

Aguirre acertou de novo. Percebeu que não se pode ficar apenas na defensiva, sem contra-ataque e trocou Diego Souza por Trellez. Para ter um desafogo que Diego, cansado, já não conseguia. Talvez o melhor fosse colocar Regis. Mas a leitura foi certíssima.

Então, todo o esforço físico apresentou a conta. Reinaldo e Everton saíram. A dupla da esquerda ficou formada por Edimar e Liziero. E tome sufoco do Santos, com grande partida de Gabigol.

O drama do São Paulo aumentou com o mau estado físico de Marcos Guilherme. Não poderia sair e Trellez foi jogar pela direita. E ainda Anderson Martins foi expulso, com correção. Com dez e sendo muito pressionado, o São Paulo se superou. Nessa fase final do jogo, Liziero se destacou. Além de jogar pelo lado esquerdo, infiltrou-se também pelo meio, tabelando com Nenê.

Assim, o São Paulo conseguiu sua segunda vitória. Foi heroica. E mostrou evolução.


Cautela excessiva de Aguirre prejudica o São Paulo
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Menon

Com quatro rodadas, é possível dizer que, dificilmente, o São Paulo passará por sofrimentos como dos últimos anos no Brasileiro. Mas, fica claro também que, se quiser algo mais do que não sofrer, Diego Aguirre precisa ser menos cauteloso do que é. O empate por 2 x 2 com o Galo tem muito a ver com isso.

As duas primeiras substitituições foram terríveis.

Ao final do primeiro tempo, trocou Bruno Alves por Marcos Guilherme. O motivo? Tinha um cartão amarelo em dividida com Fábio Santos, que levou a mesma punição. Recuou Régis para a zaga, abandonando a linha de três. Foi muito ruim. Régis não é um bom marcador e o Galo passou a levar muito perigo por ali. E Fábio Santos ficou pendurado até o final. Precisava ter trocado?

Aos dez minutos, Nenê precisou sair. E Aguirre, que poderia colocar Cueva, Valdivia ou Lucas Fernandes, optou por Liziero. Uma opção novamente cautelosa. Nada de transição pelo meio. O time dependia, para levar a bola à frente, das parcerias Liziero/Reinaldo e Marcos Guilherme/Régis. Muito pouco.

E o Galo passou a atacar ainda mais. Empatou com Roger o Guedes e desempatou com Ricardo Oliveira. Falha de Arboleda, o melhor do time, e de Diego Souza, no primeiro pau. O mesmo Diego Souza que havia atrapalhado a zaga do Galo no primeiro gol do São Paulo, o primeiro de Éverton, outro que jogou bem.

O gol saiu no momento em que Cueva entrava em lugar de Hudson, aos 33 minutos. Poderia ter entrado antes. Deveria ter entrado , antes. E, com três minutos em campo, o peruano deu lindo passe para Diego Souza empatar o jogo.

Daí, até o final, os dois times buscaram o gol que valeria a liderança. Os dois com muita velocidade. Lá e cá. E ninguém marcou. Ninguém pode reclamar do placar, mas o são-paulino pode – e muito – reclamar da falta de ousadia de seu treinador. Assim como no jogo contra o Fluminense, tentou garantir a vantagem mínima.


Onze apontamentos sobre Diego Aguirre no São Paulo
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Menon

Contra o Fluminense, Diego Aguirre completou dez jogos no comando do São Paulo. Já é possível apontar características de seu trabalho, mostrar fatos e fazer uma primeira análise. Não é porque foi contratado por indicação de Lugano que deve merecer um tempo especial. Treinador de time grande é para ser cobrado. Bem, vamos lá.

  1. O elenco não foi indicado por ele – Uma prática que deve se tornar cada vez mais comum em clubes de futebol. O treinador deve fazer suas indicações, é lógico, mas o clube não pode seguir todas. O ativo é do clube. Então, se tem interesse em um jogador X, até por uma possibilidade futura de negócios, deve trazer, independentemente da opinião do técnico. Caso contrário, pode ficar com micos como Leandro Donizete, herança de Dorival ao Santos.
  2. O elenco é caro e qualificado – No caso, uma coisa tem pouco a ver com a outra. Os jogadores caros – Diego, Trellez e Jean – ainda (?) não renderam o que se esperava. Mas é bom e permite substituições sem sustos. São cinco bons zagueiros. São quatro volantes de nível semelhante. E há boas opções para o lado de campo. Dá para montar um bom time, dá para fazer um bom trabalho, apesar de carências conhecidas.
  3. Aproveitamento é ruim – Não é opinião, é fato. Com Aguirre, o São Paulo tem 43% de aproveitamento. É muito pouco. São apenas três vitórias e o mesmo número de derrotas. Não adianta dizer que a derrota contra o Corinthians foi sofrida. A vitória contra o Paraná também foi. Não adianta dizer que Jean falhou contra o São Caetano. No jogo seguinte, o goleiro retribuiu o erro com juros e correção monetária.
  4. Erro recorrente – Os 43% de aproveitamento poderiam ser 54% se o time não tivesse sofrido gols no final das partidas contra Corinthians e Fluminense. Nos dois casos, o castigo veio por conta de uma postura extremamente defensiva. Nada contra times que jogam no contra-ataque, mas é preciso que haja contra-ataque. Não houve nesses dois jogos. E nem nos minutos finais contra o Ceará. É algo a ser corrigido. O erro foi mostrado e o treinador tem obrigação de resolver rapidamente.
  5. Defesa forte – Parece claro, e isso é muito bom, que o São Paulo está se tornando um time difícil de ser vencido. Sofreu apenas sete gols nos dez jogos. A partir daí, pode se transformar em um time que, se não dá prazer, pelo menos não dá agonia ao torcedor. Um lance típico do que pode ser o São Paulo foi o contra-ataque puxado por Marcos Guilherme contra o Fluminense. Terminou com Everton chutando na trave. Com defesa forte e contra-ataque eficiente, é possível chegar longe.
  6. Um time mentalmente forte – O maior exemplo foi contra o Rosario Central. Mesmo com um jogador a menos por 45 minutos, o São Paulo foi estoico na defesa. Lutou pelo resultado com galhardia. Muito diferente do que se via antes.
  7. Liziero – Sua incorporação ao elenco e, quase imediatamente, ao time titular é um grande acerto. Um exemplo de jogador que cumpriu seu ciclo de aprendizagem na base e que está pronto para jogar. O que não significa que seja um gênio e que não possa melhorar.
  8. Brenner – Quando se fala em time que não tem contra-ataque, fica difícil entender o ocaso de Brenner. O fato de haver congelado contra o Palmeiras e de mostrar instabilidade emocional contra o Paraná (caiu no choro ao ser substituído) podem ajudar a explicar. Mas ele merece novas chances.
  9. Nenê, Cueva e Shaylon – Nenê é o símbolo do time. Arma, desarma, faz falta, sofre falta, chuta e é chutado. Tem ajudado até na recomposição. Cueva não tem o mesmo espírito. Muito pelo contrário. Mas sabe jogar bola e deve ser aproveitado. Imagino a linha de meias com ele, centralizado, Nenê na direita e Everton na esquerda. Aguirre deve recuperá-lo, a nãos ser que seja dado como caso perdido. Shaylon nunca entrou em campo com Aguirre. Inexpicável.
  10. Variação tática – Um grande mérito de Aguirre foi abandonar a obsessão pelo 4-2-3-1. Ele até é usado, mas o 3-5-2 também passou a ter lugar. E até o 5-3-2. Mudanças simples, a partir da mudança de posição de Militão, deslocando-se um pouco para a direita. Ele não adapta jogadores ao que pensa. Pensa conforme os jogadores que tem.
  11. Pressão sempre – Aguirre está pressionado. Nada de demissão, absolutamente. Mas está pressionado porque não venceu Ceará e Fluminense. Isso o obriga a ganhar do Galo, em casa. Tudo porque não teve contra-ataque e nem ataque nos dois jogos citados. Os oito primeiros jogos do São Paulo são bem acessíveis (não significa que sejam fáceis) e é possível fazer 16 pontos, o que é média de campeão. Depois de Paraná, em casa, Ceará e Fluminense, fora, vem, pela ordem: Galo, casa, Bahia, fora, Santos, casa, América, fora e Botafogo, casa. Com tempo para treinar. É a chance de conseguir um número de pontos que dê segurança para os jogos seguintes.

Yago comanda Flamengo invicto e 100%
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Menon

O Flamengo conquistou  Copa São Paulo, com oito vitórias e um empate. Invicto. Rendimento de 92,6%. É a quarta conquista em quatro disputas. Rendimento de 100%. O clichê “deixaram o Flamengo chegar” prevalece, pelo menos na base. Com números tão consistentes, fica ridículo falar em injustiça, mesmo que o grande jogador em campo, na vitória por 1 x 0, tenha sigo o goleiro Yago.

Ele pegou muito. Principalmente pelo alto. Apareceu depois que o São Paulo começou a dominar o jogo. E o domínio veio desde o início, após o gol do Flamengo, a três minutos. E foi muito ajudado por Hugo Dantas e Patrick. O trabalho foi facilitado, um pouco, pela configuração tática do São Paulo, que não tinha um homem de referência. O que complica muito para quem fica atrás logo no início da partida.

O jogo ficou com uma característica já esperada. O São Paulo é um time muito bom e com muito toque de bola. Envolveu o Flamengo, que respondia sempre com os pontas Bill e Lucas Silva. O domínio aumentou no segundo tempo, com a entrada de Gabriel Novaes, mas o Flamengo se defendeu muito bem.

O legal é que a final confirmou que há jogadores de muito futuro nos dois times. Os cinco do Flamengo que já citei e o capitão Hugo Moura. Do lado tricolor, Liziero é uma realidade. Não me parece um jogador para grandes vôos europeus, mas com muito a dar, de forma constante, ao clube. O lateral Tuta, também. Helinho, sim, é jogador de muito futuro. É a grande joia.