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São Paulo fechou a casinha. E perdeu a chave
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O desempenho defensivo do São Paulo no Brasileiro é digno de elogios. O time que, no início do ano, sofria dois gols por jogo, levou apenas cinco em sete partidas. Passou quatro dos sete embates em branco, sem ser vazado. E os números seriam ainda melhores, não fosse a partida contra o Corinthians, totalmente fora da curva. Um 3 a 2 que não combina com a efetividade defensiva do time de Ceni.

E, infelizmente, para os tricolores, não combina também com o poderio (?) ofensivo.

Sim, ao mudar seu estilo (suas idéias, também?), Ceni não conseguiu manter a força do ataque. Ou, pelo menos, parte dela. O antigo (há poucos meses) ataque do São Paulo se resume agora a oito gols marcados em sete jogos. É uma mudança muito radical. O time, que chegou a ter um placar médio de 3 x 2 por jogo, hoje tem 1,14 a 0,7.

A mesma palavra explica a intenção de Ceni e a dificuldade para que se encontre um time equilibrado. Transição. A mudança de um time ofensivo e desequilibrado para outro, pragmático e eficiente, deu errado por causa da…transição. Falo da transição da defesa para o ataque.

Ela piorou muito quando Cueva se machucou, em um jogo do Peru. Talvez a recuperação tenha sido precipitada, não sei, mas a verdade é que o peruano perdeu ousadia, velocidade e eficiência.

E quem poderia substituir Cueva? Maicosuel, que jogou apenas 45 minutos? Shaylon, que Ceni ainda considera verde? Lucas Fernandes, que está voltando a ter chances agora? Thomaz?

E quais as outras opções? Pelos lados do campo? Luiz Araújo saiu. Wellington Nem se contundiu e está voltando agora. Morato só joga no ano que vem. Leo Natel jogou dez minutos. E Marcinho? Como os laterais estavam machucados ou atuando mal, Marcinho foi deslocado para a ala. Tem a liberdade para atacar, mas, contra o Corinthians, por exemplo, foi obrigado a ficar recuado no início do jogo porque Arana e Romero tomaram a iniciativa. E ele precisou apenas marcar. E ainda não tem todos os macetes da posição. Falhou no gol do próprio Romero e no gol de Lucca, da Ponte. Com ajuda prestimosa de Lucão. Sobra então Júnior Tavares, que está indo bem, mas não está indo muito bem;

Há uma terceira opção: os volantes. Dominar a bola em seu campo e levá-la ao campo rival. Juntar-se aos meias, buscar os atacantes, chutar de fora. Pode ser Thiago Mendes. Pode ser Cícero. Os dois chutam bem, mas o rendimento não tem sido tão bom a ponto de suprir as necessidades. Mendes rendeu mais que Cícero.

O que pode mudar?

Militão, que ainda dá os primeiros passos como profissional? Promissores passos, mas os primeiros.

 

Wesley, Buffarini, Bruno ou Araruna se firmarem na lateral e liberarem Marcinho para o ataque? Além disso, seria recomendável que melhorassem o nível de cruzamentos.

Pratto mais recuado e Gilberto na área?

Não são ideias novas. Ceni já tentou várias delas. Uma coisa ou outra pode dar certo, mas nada é algo que possa surpreender, que cause frisson, que traga expectativas. A melhor opção, sem dúvida, seria uma melhora de Cueva.

O primeiro grande desafio de Ceni foi trancar a defesa. Ele conseguiu, com méritos. Montou um cadeado. Agora, precisa achar a chave que possibilite um time mais aberto e que faça gols necessários para que o time consiga, por exemplo, 60 pontos no campeonato. Mais do que isso, é muito difícil.


Cotia rende muito dinheiro, poucos gols e nenhum título
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BoschiliaAtenção!!! Este post é um elogio à Cotia e um lamento em relação à estrutura do futebol brasileiro. Certo? Então, não cabem comentários do tipo “ah, por que você não fala do Corinthians e do Palmeiras, só sabe criticar o São Paulo”. Ou, bobagens do tipo: “Cotia só tem moleque criado com leite de pera, bom mesmo é o terrão”. Mesmo porque não existe mais terrão e a estrutura do Corinthians é boa.

Então, por que Cotia?

Porque o São Paulo teve competência e sorte para criar a geração 96/97, muito acima da média. Apenas como ilustração, fiz uma seleção baseada no esquema 4-1-2-3, para caber mais atacantes e também optei por jogadores que renderam dinheiro ao clube.

Fica assim: Lucas Perri, Auro, Lucão, Lyanco e Inácio; Gustavo Hebling, Lucas Fernandes e Boschilia; David Neres, Ewandro e Luiz Araújo. Ainda há Foguete, Junior Tavares, Shaylon, Gabriel, Banguelê, Artur, Queiróz, Joanderson, João Paulo e Araruna.

De toda essa turma, oito jogadores renderam muito dinheiro ao São Paulo.

David Neres – 12 milhões de euros. E o São Paulo continua com 20% dos direitos do jogador

Boschilia – 9 milhões de euros. São Paulo ficou com 6,3 milhões de euros.

Luiz Araújo – 10,5 milhões de euros. São Paulo ficou com 8,4 milhões de euros

Lyanco – 6 milhões de euros. E o clube pode receber mais 2 milhões de euros, dependendo do rendimento do jogador no Torino.

EwandroEwandro – 3 milhões de euros. São Paulo fica com 2,25 milhões de euros.

Inácio – 3 milhões de euros como parte do pagamento de Maicon

Artur foi emprestado para o Colubus Crews, dos EUA e Gabriel Rodrigues foi para o Ventforet Kofu, do Japão.

Araruna está no clube e vai ganhar espaço com Rogério Ceni. Está voltando de contusão.

Gustavo HeblingShaylon é ainda uma aposta, pode explodir no ano que vem.

Os outros citados foram para times menores e alcançaram pouco sucesso, exceção a Auro, que estava bem no América MG e se contundiu.

O São Paulo, então, arrecadou 37,95 milhões de euros. Quantia que pode aumentar ainda a partir de um bom rendimento de Lyanco (mais 2 milhões) e de uma futura venda de Neres. Se vender por 30 milhões, o São Paulo ganhará mais seis milhões.

Muito dinheiro, não é?

E gols? Foram 21, assim divididos: Luiz Araújo, 51 jogos e nove gols; Boschilia (44/5), Ewandro (22/4) David Neres (8/3)  e Lyanco (25/1).

Títulos? Nenhum, a não ser os muitos na categoria de base.

E qual foi o grande erro do São Paulo? Por que jogador rende dinheiro e não faz história no clube? A meu ver, o grande e único erro foi não renovar o contrato de Gustavo Hebling, volante de alto nível. Saiu de graça. Foi para o PSG, com contrato de cinco anos e está emprestado ao PEC Zwolle, da Holanda.

Se o São Paulo não errou, de quem é a culpa?

Da fragilidade do futebol brasileiro, que é um reflexo da fragilidade do Brasil. Nós exportamos jogador. E com o dinheiro recebido, pagamos contas. E contratamos veteranos.

É assim. E ponto. Fica muito pior quando as finanças do clube são assaltadas por um presidente. Fica muito pior quando a diretoria não consegue um patrocínio. E vive, primordialmente, com o dinheiro da televisão. Fica muito pior quando o buraco da dívida diminui pouco, apesar de tanto dinheiro. Com o câmbio de hoje, seriam 140 milhões de reais.

Sai muito jogador. Entra muito dinheiro. O buraco não diminui. E o que se pode esperar? Que a saída de Militão, que é 98, seja boa. Só pra lembrar que Augusto Galvan, também 98, rendeu 1 milhão de euros. E mais dois, se for bem no Real Madrid.

No fim, o que fica é jogador como Araruna. Joga bem, pode evoluir, mas não vai para a Europa. É um bom jogador que não custou nada. Como foi Jean.

O resto, a dívida come.

E a torcida fica esperando que seus futuros ídolos joguem bem em outros clubes. Ou, que joguem mal e possam voltar um dia. O mais lógico é que, daqui a dez anos, uma nova revelação seja vendida e o dinheiro gasto para o retorno de David Neres, já com com 30 anos.


Coloca o Lucas Fernandes, Ceni
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Treinador de futebol entende mais do assunto do que jornalistas. Além de entender mais, sabem o que se passa nos treinos e fora dos treinos. Ainda mais agora, que os exercícios táticos e técnicos são reclusos. Enfim, os treinadores têm uma base de dados muito maior que a dos jornalistas.

Feito a ressalva, será que Lucas Fernandes treina pior do que Thomaz joga? Se for – e deve ser, pois não há motivo algum para desconfiar de algum tipo de favorecimento – é preocupante. Por que uma revelação rende menos que um jogador de 30 anos que passou pelo futebol de maneira tão discreta que ninguém conheceu? Um jogador que foi descoberto no futebol boliviano, após fazer uma boa  partida contra o Palmeiras?

Será que Lucas Fernandes não vai vingar? Vai se transformar em uma espécie de Régis, que fez apenas um jogo  pelo São Paulo? Mas, espere aí. Régis, que atuou pelo Paulista, América de Natal, Chapecoense, Palmeiras, Sport e Bahia, é mais jogador que Thomaz. São de estilos diferentes, mas Régis é melhor.

Está na hora de Rogério Ceni, que teve um olhar atento para a base, apostar em Lucas Fernandes. Cueva não participará dos próximos jogos e é o momento de apostar no garoto. Existe melhor oportunidade do que enfrentar o Vitória, um ponto ganho em quatro jogos, em casa? Coloca, põe em campo. E, depois, se gostar, dê nova chance contra o Corinthians. A não ser que vá optar – o que seria natural – por uma formação mais defensiva no clássico.

Lucas Fernandes estreou no primeiro jogo do Brasileiro do ano passado, contra o Botafogo, no Rio. Fez um lindo gol de falta. Depois, não se firmou e sofreu com duas contusões.

Qual o seu futuro? Sinceramente, não sei. Mas, apesar dos percalços, é muito mais promissor que o presente de Thomaz. O futuro de Thomaz é a Bolívia, podem ter certeza.


São Paulo gasta ou é sofrência até dezembro
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Pablo e a sofrência vão embalar o Brasileiro do São Paulo

Horas antes do clássico do desespero entre Cruzeiro e São Paulo, o executivo Roberto Menin, do Banco Intermedium e da construtora disse que a torcida tricolor poderia ter uma grande notícia nos próximos dias. Patrocínio. Dinheiro. É o que pode fazer o São Paulo sair da lamaceira em que está.

Não que o elenco seja tão ruim como a torcida pinta. Inclusive, os resultados são muito abaixo do que o grupo de jogadores pode apresentar. Tanto em resultado como em organização. No jogo contra a Raposa, o São Paulo não foi pior. Teve até boas chances no primeiro tempo, mas quando sofreu um gol ridículo, com participação elétrica do gandula e sonolenta de Maicon, mas quando precisou reagir, não tem como: o elenco falha.

As contratações foram baratas e o pessoal da base não está confirmando o que se falava e esperava dele. Então, o que se vê é o seguinte:

Cueva é o único armador do time. Jogou aberto na esquerda, para puxar o contra-ataque. Mas o peruano não está bem fisicamente. Teve uma distensão muscular e voltou após 17 dias, o que é apressado. E quando ele não joga, o substituto é Thomas, um jogador sem currículo algum. Eu não acredito em contos de fadas: jogador de 30 anos que está jogando na Bolívia não é solução para nada. Resumindo: o time não tem como jogar com dois armadores porque Thomas, Shaylon e Lucas Fernandes não estão à altura. E o único bom está machucado.

No início do ano, Ceni contava com quatro atacantes rápidos pelo lado do campo: Neres, Nem, Luiz Araújo e Neílton. Neres foi para a Holanda, Nem para o Reffis, Neílton foi despedido e Luiz Araújo caiu muito. Fora contratados Morato, que fez um bom jogo e se contundiu, e Marcinho, que não vai resolver nada.

Junior Tavares caiu muito, inclusive no ataque, seu forte. João Schmidt está de saída. Bruno é bom no ataque e Buffarini é bom na defesa. Maicon não é o deus da zaga coisa nenhuma.

O São Paulo precisa de reforços. Ou vai ouvir Pablo o ano inteiro


Torcedor do São Paulo não deve se iludir. Não há novos menudos
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Em 11 de abril de 1985, o São Paulo empatou por 2 a 2 com o Grêmio no Pacaembu. Apesar do resultado, o time saiu aplaudido de campo. Os torcedores se levantaram e aplaudiram…a esperança. Sim, aquele era o time dos Menudos, com jovens recém chegados ao time profissional. O time de Silas, Muller, Sidnei e Vizolli, que saiu perdendo por 2 a 0 já com 15 minutos de jogo e empatou aos 35 minutos do segundo tempo. O Grêmio tinha Renato Gaúcho, Caio Jr, Bonamigo e Alejandro Sabella, que se tornaram treinadores. Tinha ainda Tarciso, Valdo, Casemiro e Baideck, que foram brecados pelos garotos tricolores.

Garotos? Nem tanto. Os quatro – Bernardo chegaria no ano seguinte – tinham uma sólida base a lhes dar respaldo. O São Paulo dos Menudos era também o São Paulo de Oscar, Dario Pereira, Pita e Careca.

Por isso, acho arriscado vender-se a tese de que a atual geração da base tricolor – a turma de 96 – possa a ser o que os Menudos foram. Possam ter o mesmo sucesso.

Alem da base vencedora, de jogadores experientes, não se pode comparar o talento dos jovens de hoje com Muller. Apenas para comparar, Muller foi mais jogador que Kaká. Silas também era ótimo. Não é à toa que, no ano seguinte, estavam na Copa do Mundo.

Comparações são difíceis, há uma tendência a achar tudo o que passou melhor, mas ninguém há de duvidar que Muller teve um parceiro que David Neres não terá nem se for convocado por Tite para a seleção. Careca é excepcional, foi um dos maiores centroavantes da historia do futebol brasileiro. Técnico e letal.

Está o São Paulo errado, então, em contratar Junior Tavares, Shaylon e Gabriel Rodrigues? Em fazer novo vínculo com Foguete? Em dar respeito e moral a Tormena, Lucas Kal, Araruna, Pedro e Artur?

Não, absolutamente não. Está muito correto. Tem de usar todos, tem de testar muito. Basta ver o Santos. Basta ver o próprio São Paulo, de Jean e Hernanes. Se Neres não será um novo Muller, Araruna tem toda pinta de ser um novo Jean.

O erro é criar-se a falácia de que um time de garotos fará sucesso. Será como os Menudos. Não serão porque não há ninguém como Muller. Talvez Lucas Fernandes e Shaylon cheguem a ser um Silas. E estão chegando, sejamos claros, a um time muito ruim.

Os garotos são ótimos, mas acreditar que são a salvação serve apenas para atrapalhar a carreira deles. E a aliviar a diretoria de seus afazeres. Afinal, Leco não falou em reforços do nível Pratto e Fred?


São Paulo tem cinco motivos para sorrir. Botafogo precisa de um 9
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lyancoTrês pontos. Lyanco. Lucas Fernandes. O São Paulo tem muito a comemorar após a estreia no Brasileiro, vencendo o Botafogo por 1 x 0 em Volta Redonda.

Sem os titulares, Bauza escalou muitos jogadores da base. Foi dominado – teve apenas 35% da posse de bola – mas resistiu bem e conseguiu uma vitória fundamental em um campeonato ao qual se aplica o clichê do “toda rodada é uma decisão”.

Não é o caso de pensar que todos os garotos são craques. E nem de acreditar que, com eles, não são necessários reforços. É só colocar contra o Galo que tudo está resolvido. Nada disso. Primeiramente, é bom lembrar que o time titular do Botafogo também em muitos garotos: Leandrinho, Sassá, Ribamar, Neílton… E que Auro, Lucão  e Matheus Reis já deveriam ter desabrochado. São jogadores que não irão além do que se viu: homens para compor o elenco. Banguelê teve sua primeira chance, merece outras, mas mostrou mais do mesmo: força física, pouca velocidade e pouca habilidade para iniciar jogadas de ataque.

Quem deu motivos para ilusões foram Lyanco e Lucas Fernandes.

Lyanco é um zagueiro sério e duro. Bom no jogo pelo alto e nas travadas. Tem personalidade. E futuro. Vai ter muitas oportunidades no Brasileiro. E, com o passaporte sérvio, tem caminho na Europa. Vai render milhões de euros.

Lucas Fernandes é rápido e habilidoso. Movimenta-se bem, sempre pela esquerda, é encarador e cobrou muito bem a falta do gol.

Caricatura de J. Bosco

Caricatura de J. Bosco

Helton Leite colaborou um pouco, mas o mérito é todo de Lucas.

O Botafogo, já havia mostrado isso na decisão do Carioca, tem dificuldades para finalizar. Para transformar em gol a posse de bola. Precisa se reforçar. Pimpão não é esse tipo de jogador. É preciso um 9. Mesmo que seja um 7, como Túlio Maravilha.


Diretoria do São Paulo precisa sair do sofá
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Há filas enormes no Morumbi. São torcedores em busca de ingressos para o jogo contra o sofaRiver Plate, na quarta-feira. Houve o mesmo tipo de aglomeração -“filas virtuais” – nos dias anteriores, à frente de computadores, com muitas queixas sobre a lentidão do sistema. O Morumbi terá um grande público – pode até lotar – para a partida contra o River Plate, que pode definir o futuro do time na Libertadores.

A torcida saiu do sofá. Como em 2013, quando, amparada por uma política de preços baratos tomou o time no colo e impediu a queda para a segunda divisão. Como em outras edições da Libertadores. Ao contrário do que estava ocorrendo agora, com públicos dignos de campeonatos de várzea nos jogos do Paulistão.

A ausência da torcida ocasionou uma controversa peça de propaganda feita pela diretoria do clube, convidando o “torcedor a sair do sofá”. Houve uma revolta grande da torcida, o que fez com que fosse retirada do site.

Agora, duas afirmações crescem:

1) a diretoria pode dizer que o torcedor só está indo ao campo porque foi desafiado. Mentira.

2) a torcida diz que vai quando o time precisa, o que é um engano. O time precisa sempre, principalmente quando está mal.

Mas, já que se fala em sofá, está na hora da diretoria se mexer. Há muito o que fazer.

1) Montar o time para o Brasileiro, por exemplo. Mesmo que o São Paulo surpreenda e consiga ir longe na Libertadores e no Paulista, há problemas muito grandes a resolver. E há pouco tempo. Não se pode cometer o mesmo erro do final de 2015. Tudo foi feito de forma lenta e Bauza teve de jogar com Lucão em Itaquera.

O treinador pediu dois atacantes, um jogador de meio campo e um zagueiro. Veja aqui a entrevista com o trepidante Palenzulela. Há tempos, ele adverte que precisa de jogadores que qualifiquem no elenco. Pediu Buffarini e recebeu Caramelo.

Cinco jogadores não é muito. Basta lembrar que Calleri, Maicon e Wilder vão deixar o elenco. A não ser que a diretoria saia mesmo do sofá.

O que foi feito – e é louvável – foi o início da incorporação de jogadores da base, como Lucas Fernandes, Banguelê e Lucas Kal. Eu só vejo o primeiro como possível solução, mas, de uma forma ou de outra, o trabalho está sendo feito.

2) Patrocínio – Diretores brigam para limpar o nome do clube no mercado. Dizem que a situação já melhorou, mas, de concreto, nada. Ou, pouca coisa. A camisa continua sem um grande patrocinador.

3) Situação de Carlos Miguel Aidar – O ex-presidente confessou – com gravações feitas por Ataíde Gil Guerreiro – que havia muita gente, inclusive sua namorada, levando comissões indevidas no clube. Foi criado um Conselho de Ética. E nada foi resolvido. A torcida desconfia que Carlos Miguel saia canonizado do processo. Tem medo de uma enorme pizza.

Assim, fica mais difícil sair do sofá.

 

 


O time está aí, Bauza. Precisa acreditar
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O  São Paulo está evoluindo. Ainda falta muito, mas o time tem mostrado aqui e ali alguma coisa boa. Nos quatro últimos jogos, fez gols nos acréscimos – Kardec contra o Santos, Calleri contra o Botafogo, Kelvin contra o Linense e Maicon contra o Oeste. Foram gols salvadores, que garantiram empate – duas vezes – e vitórias, outras duas. Seis pontos conquistados com dedicação. Por outro lado, perdeu dois pênaltis. Contra o Linense, garantiria mais dois pontos.

O importante aqui é notar que o time não tem um cobrador de pênaltis definido. Algo primário em qualquer time. E Ganso não deveria deixar o campo dizendo que a ordem foi quebrada, que ele devia cobrar. Fala para o Maicon no vestiário. Não tem sentido reclamar na saída e mudar o foco de uma vitória suada para uma indefinição estúpida.

Os defeitos que eu vejo no São Paulo: 1) Os volantes não conseguem atacar com qualidade. Nem falo de gols, mas de aproximação com Ganso. 2) O time aposta muito nos cruzamentos e pouco no toque pelo meio, talvez pelo item 1. Contra o Oeste, foram 41 cruzamentos e 15 escanteios. E Calleri não é um bom cabeceador.

Há ainda o mau momento técnico de Michel Bastos e de Daniel.

Bauza deveria escalar João Schmidt, Kelvin e Lucas Fernandes, mas já disse que eles não entrarão contra o Trujillanos. Ele precisaria acreditar mais na formação do segundo tempo contra o Oeste. É preciso sufocar o Trujillanos desde o inicio e com o campo “aberto” (Kelvin) é mais fácil para evitar a retranca.

O que se tem de concreto é que 1) não vale a pena cavar pênaltis. 2) O jogo só acaba com 93, 94, 95 minutos


São Paulo, agonicamente, ganha oito pontos. Corinthians mantém a lógica
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Se o futebol é centenário, a jogada tem cem anos. Se o futebol é milenar, a jogada tem mil anos. Se o futebol é eterno, ela viverá para sempre. Um lance de classe do armador e uma conclusão intuitiva, desesperada e certeira do centroavante. Cavadinha de Ganso e gol de Calleri. Muito parecido com o gol contra o Cesar Vallejo, ainda na primeira fase da Libertadores.

Com o 1 a 0 concretizado aos 44 minutos do segundo tempo, o São Paulo chegou a 17 pontos e alcançou o Audax, que apenas empatou com o Linense. E a Ferroviária, que perdeu para o São Bento, ficou com 13 pontos. Ou seja, o São Paulo, mesmo que perca para o Santos – não terá Ganso, suspenso – ainda estará a zona de classificação.

Lugano comemorou como nunca. Ou como sempre? Quase machucou o pescoço de Calleri. Festa merecida, que não pode esconder alguns problemas contumazes do time.

O principal erro é a falta de jogadas pelos lados do campo. Houve apenas uma jogada de Carlinhos, pela esquerda, no primeiro tempo. Ninguém mais – Bruno, dos dois lados, Caramelo, dos dois lados, Kelvin, Hudson e Lucas Fernandes não conseguiram.

A dupla Kardec e Calleri não funciona. Ofensivamente, porque não há cruzamentos. E pouco se movimentam. E defensivamente, porque ambos dedicam-se pouco à marcação. Assim, o time perde um jogador no meio.

Houve falha feia em dois contra-ataques. Um em cada tempo. No primeiro, Denis fez uma linda defesa. No segundo, Leo Coca fez com que sua progenitora fosse lembrada por toda torcida do Botafogo. Em compensação, foi saudado pelos comercialinos.

De bom? João Schmidt, com bons passes como sempre, e chutes de fora da área, uma novidade. Lucas Fernandes teve alguns lampejos, teve iniciativa, mas perdeu algumas jogadas com a bola dominada. Tem futuro. Calleri voltou a marcar.

Há muito o que melhorar.

O Corinthians também. Mas ganhou por 3 a 0. É o melhor time, com melhor campanha disparado.

O torcedor corintiano é um invejado. Não tem do que reclamar.

 


Luiz Cunha: “São Paulo vai apostar na base”
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Luiz Antonio Cunha, 63 anos, se define como um pequeno industrial na área de embalagens, casado, com quatro filhos e quatro netos. É também o novo diretor de futebol do São Paulo. Vai assumir as funções de Ataíde Gil Guerreiro, que era vice-presidente de futebol. Cunha, que não é conselheiro, não pode ser vice do clube, pelo estatudo.

Para atender ao blog, ele deixou de lado, por um tempo, o jogo entre Novorizontino e XV de Piracicaba. “Estou acompanhado o Luiz Araújo, que é um jogador de muito futuro e que logo poderá estar no time de cima”;

A seguir, partes da entrevista:

Como é assumir o clube em momento de crise?

Crise é oportunidade. É a hora de investir e criar fatos novos. É um grande momento na minha vida de são-paulino.

Você não é conselheiro. Como conseguiu um lugar importante em um clube que sempre privilegia os cardeais?

É porque estou bem com Deus, não é? (risos). Olha, como eu não sou conselheiro, não posso dar nem meu voto ao Leco. E nem tenho votos satélites, não influencio ninguém. Se ele me chamou assim é porque confia em meu trabalho e minha honorabilidade.

Você era diretor da base e ganhou muita coisa. Sua ascensão significa que Cotia será privilegiada?

O Leco conhece meu trabalho na base e me chamou para o profissional. Isso significa claramente que o São Paulo quer olhar para a base, quer aproveitar melhor as revelações.

Por que o Santos revela mais que o São Paulo?

Esse é um mistério que sempre me intrigou e que vou resolver agora. Os dois times se equilibram na base e eles revelam mais.

Quais jogadores podem subir?

Antes de responder, quero deixar claro que terei uma reunião com Bauza para traçar um diagnóstico do time. Então, olhando para nossas finanças, que não são boas, buscaremos remédio. Quanto à base, é difícil citar algum jogador. São muitas promessas.

Faça um esforço…

Bem, o Lucas Fernandes já está lá. O zagueiro Militão também, mas não é aproveitado. Eu gosto do Murilo, atacante que já treinou com o Osório e também do David Neres. Tem o Inácio e o Banguelê, que eu vejo como um jogador pronto para o time de cima e o Artur, que é sensacional. Mas tem outros.

Como será o elenco do Brasileiro?

Vamos tentar manter Maicon e Calleri e outros destaques. E depois, fortalecer o elenco porque o Brasileiro é um campeonato muito exigente, principalmente pelos cartões e contusões.

Dizem que você é linha-dura…

Para exigir algo dos jogadores, temos que ter pagamento em dia e premiação em dia. Nessas condições, vamos exigir comprometimento e trabalho. Dentro de um ambiente amistoso, é lógico.