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Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
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Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia “Parreira deve chamar fulano” e ele me explicava: “você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil”.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal “radar” de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém “atropelando” em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?


Palmeiras está muito à frente dos outros. Zé Rafael e Nenê comprovam
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Três jogos e três vitórias. Impossível ser melhor. Pelo menos, nos números. O Palmeiras está exatamente onde se esperava: na frente dos outros. O campo reflete a superioridade que vem de fora dele. Lindo estádio, sempre lotado e patrocinadores fortes. Ou seja, muito dinheiro. E, se dinheiro manda no mundo, por que não mandaria no futebol? Parabéns ao Palmeiras, que soube sair da crise. Um aviso aos outros, que precisam correr muito/

Logicamente, pode-se falar o outro lado. Ganhou de um time pequeno, de virada, após o goleiro defender um pênalti e o adversário ter um jogador expulso. E foram dois gols de zagueiro. E um deles, em impedimento. Tudo correto, nada a contestar. Mas, quem ficar com análise rasa, quem entrar na onda do chororô, vai ficar cada vez mais para trás.

Quer ver um exemplo do domínio verde? Atende pelo nome de Zé Rafael. O Palmeiras entrou em um acordo com o Bahia. Se algum time quiser contratar o meia, o Palmeiras precisa ser consultado. Se igualar a proposta, fica com ele. Ou seja, nem está precisando agora, mas já deixa encomendado. E vai observando a evolução do meia, que veio do Londrina. Acho que isso aí é o tal “monitorando”, novo chichê dos jornalistas.

Enquanto o Palmeiras tem Guerra, Lucas Lima, Scarpa, Dudu e monitora (aderi ao clichê, mas é só hoje, juro) Zé Rafael, 24 anos, o São Paulo vai trazer Nenê, com 36 anos. No futebol, 12 anos de diferença é como Nenê ser avô de Zé Rafael. É engraçado. Treinador fica falando em intensidade, repete que treinos devem buscar intensidade e aceita (ou pede?) jogador em final de carreira. Fará gols de pênalti e de falta e….nada más. Basta ver sua participação no Vasco. Esse é o problema também de os jovens não desabrocharem logo. A bola está pulando para Shaylon e Lucas Fernandes e…nada.

Sou contra fairplay no campo. Para mim, é meio de vida (essa é velha) de juiz. Não precisa tomar decisão e o jogador é que precisa parar o jogo. Também não entendo muito de fairplay financeiro. Acho que sou um capitalista desalmado, adepto do quem pode mais, chora menos. E o Palmeiras, após superar gestões corruptas e ineficientes, após chorar muito, está com um sorrisão enorme e merecido. E, quando Thiago Santos faz dois gols, é  um aviso de que a felicidade não tem ano para terminar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


São Paulo não consegue enfrentar o River Plate. E ainda, Jô, Mina e Profeta
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Jô, Hernanes, Mina e Pratto….Atenção, senhoras e senhores, nada indica que serão os únicos ou os últimos. A barca vai continuar levando jogadores brasileiros para Japão, China, Barcelona e…até Buenos Aires. Pouco há o que fazer. Os clubes brasileiros não conseguem se organizar e competir com ninguém.

A exceção é o Palmeiras. A saída de Mina já era um fato. Ele ficaria até o final do semestre, mas o Barcelona bateu o pé, abriu a carteira e lá se vai o zagueiro bailarino. O caso é emblemático. Um clube brasileiro consegue um grande negócio, trazendo um ótimo zagueiro aqui da América do Sul, consegue fazer um bom negócio, mas Barcelona é Barcelona.

O caso mais triste é o de Pratto. Ele escancara toda a fragilidade do São Paulo. Um gigante, com um estádio maravilhoso, com dos centros de treinamento e com um currículo de ótimas vendas, o que é sinônimo de dinheiro em caixa. Um clube assim é tão mal administrado por anos a fio que não consegue competir com o River Plate, da vizinha Argentina. Um River Plate que flertou com a bancarrota há tempos, que foi para a série B e que se recuperou. Leco poderia fazer um estágio lá, com os millonários.

Hernanes estava aqui de passagem, todos sabiam. Infelizmente, para o torcedor do São Paulo, foi uma passagem curta.

Jô estava na pior, veio para o Corinthians, se recuperou e agora vai ganhar mais dinheiro lá no Japão.

Quem mais sofre entre os três grandes é o São Paulo. Principalmente por perder dois jogadores (já estou dando como certa a saída de Pratto), mas também pelo que significavam para o clube e, principalmente, pela mensagem que a saída deles transmite. Qual mensagem? Vamos brigar de novo para não cair. Apesar de um pouco pessimista, o pensamento é válido. O time passou sufoco enorme no ano passado, se recuperou e terminou o ano com uma boa base. Dorival pediu três reforços. Agora, vai precisar de cinco.

Quem sofre menos é o Palmeiras, que já havia se antecipado e contratado Emerson Santos. Se for insuficiente, sempre há possibilidade de um novo aporte, de uma nova ousadia. Quem tem dinheiro, manda buscar.

O Corinthians está acenando com Vagner Love. Deu certo uma vez. Dará novamente?

Enfim, é o velho filme. O ano começa com incertezas e mais incertezas. Uma rápida olhada para o Santos confirma. Perdeu Lucas Lima, Zeca  e Ricardo Oliveira e trouxe Romário. Quem? Romário, o lateral.


Santos, o time que não pode errar, acertou muito com Jair Ventura
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Se há um grande paulista que não pode errar, é o Santos. Tem cota de televisão menor, arrecada menos com renda em seu estádio e perdeu dois jogadores muito importantes: Lucas Lima, o arco, e Ricardo Oliveira, a flecha. Sem contar Zeca. É preciso ter mais cuidado do que ousadia. Um erro como o de Leandro Damião (a pior contratação da história do futebol brasileiro) pode trazer sérios problemas.

O primeiro acerto da temporada foi a chegada de Jair Ventura. Ele chega após um ano e meio de ótimo trabalho no Botafogo, apesar da fraquejada no final do Brasileiro, o que ocasionou a perda da vaga na Libertadores. Jair é um sujeito sério, trabalhador, fiel às suas convicções e que sabe trabalhar com elenco médio. É o caso atual do Santos, que pode e deve melhorar.

Com ele, o tal DNA ofensivo e técnico do Santos, será deixado de lado. Ele montará um time forte defensivamente e com saída rápida de contra-ataque. Bruno Henrique e Copete estão aí. É um início, mas Lucas Lima realmente fará falta.

O Santos parece ter dado um passo rumo à realidade brasileira. Não há dinheiro. O mercado de transações está baseado em trocas. Tudo na base do três por um. Logo, logo, alguém vai oferecer um frigobar novinho por um atacante velhinho. É o que tem para hoje. Causou espanto o fato de o Bahia não aceitar Moisés, do Corinthians, como parte do pagamento de Juninho Capixaba. O motivo? Moisés ganha R$ 200 mil por mês. DU ZEN TOS MIL.

É preciso parar com essa roda gigante predatória. Paga-se muito para jogador grosso. A conta explode. E o buraco é tampado com a venda de alguma revelação. Vende-se o futuro para pagar o passado. Tomara que o Santos tenha dado um passo rumo à sanidade financeira e mental. E que outros o sigam.


Palmeiras tem defesa nova e fica ainda mais forte
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A chegada de Marcos Rocha por um ano, em troca do desgastado Roger Guedes, foi ótimo negócio para o Palmeiras. Ele tem todas as condições de resolver o problema da lateral-direita, que foi dor de cabeça o ano todo, com Myke e Fabiano. Um pouco de paz, apenas com Jean.

Na outra lateral, está Diogo Barbosa, vindo do Cruzeiro. Outro jogador que chega para resolver um grande problema, pois Egídio nunca foi uma solução e a situação ainda ficou pior com a falta de paciência da torcida que, convenhamos, não é injustificável. E Zé Roberto estava se despedindo.

São contratações indiscutíveis. E há mais duas, que deixam a defesa bem mais forte para o ano que vem. No gol, estará o Weverton. Ele estaria liberado apenas em maio, mas o Palmeiras gastou os R$ 2 milhões pedidos pelo Furacão para ter o jogador já em janeiro, para o início do Paulista. Ele vem para disputar lugar com Fernando Prass, o mesmo que, contundido, abriu vaga para Weverton ganhar a medalha olímpica. Jaílson tem problemas físicos.

E a pressa que teve para contratar Weverton, o Palmeiras não teve como zagueiro Emerson Santos, o zagueiro de 22 anos do Botafogo. Ele estava acertado desde agosto, com o pré-contrato assinado. É uma esperança a mais de ter um jogador que resolva o problema, o que Luan e Juninho não conseguiram, o que levou Edu Dracena a ser um constante parceiro de Mina. E depois, de continuar jogando, quando Mina se contundiu.

Havia problemas e o Palmeiras resolveu. Weverton; Marcos Rocha, Mina, Emerson e Diogo Barbosa formam uma defesa de alto nível no papel. Ou melhor, na tela do computador.

E ainda tem Lucas Lima.

O Palmeiras de hoje é melhor que o Palmeiras da semana passada.


Lucas Lima merece apoio e desconfiança do torcedor palmeirense
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Lucas Lima, quando estava no Santos, ironizava o Palmeiras. Agora, que está no Palmeiras – ainda nem estreou – ironiza os santistas. Meu coração é verde, ele diz, em resposta a uma provocação. Um tipo de comportamento debiloide e que, infelizmente, encontra, no estilo passional das torcidas, campo fértil para florescer.

A conta chega depois. Ou já está chegando. Lucas Lima será marcado como um bom jogador, muitos o consideram  acima da média, mas como alguém incapaz de fazer história em um clube. Uma história com respeito aos rivais. Será sempre o bobão. Quando deixar o Palmeiras, dirá que seu coração é tricolor, ou rubronegro ou colorado ou que estava com saudades da Vila, seu único e grande amor.

A torcida do Palmeiras faz bem em perdoar Lucas Lima? Talvez, agora ele faz parte do time e como o que interessa é o clube, estamos juntos para o que der e vier. Vamos ajudar para que ele volte a jogar bem. Mas o que a torcida do Palmeiras precisa estar atenta é com a falta de profissionalismo e de respeito que ele demonstrou no último semestre no Santos. Não jogou nada. Não quis jogar nada. Não teve respeito à camisa e nem ao empregador.

O torcedor do Palmeiras deve saber duas coisas sobre Lucas Lima. 1) Ele pode jogar muito bem, como jogou no Santos e 2) Ele pode tratar seu novo time como lixo, como tratou o Santos.


Valentim leva bomba e não dirige Lucas Lima
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Lucas Lima chega no Palmeiras.

Alberto Valentim deixa o Palmeiras.

O jogador foi afastado pelo Santos e já agendou uma visita ao Palmeiras. É um ótimo reforço, que sai sob suspeita do Santos. Por que caiu tanto nos últimos tempos? Mostrou um desinteresse enorme pelo Santos nos últimos tempos ou foi incompreendido? Mereceu as críticas ou tem muito perna de pau no Santos que passou incólume.

A vinda de Lucas Lima traz também algumas reflexões.

Como fica a torcida que o odiava a cada provocação, que o ofendia a cada comemoração? Fica com cara de tacho e um pouco mais descrente, né? Percebe que jogador é profissional e que tudo é um grande teatro. O que a faz gostar cada vez mais dos raros que realmente amam um clube. Esclareço que, a meu ver, é bacana amar o clube, mas é bom também arrumar o melhor contrato possível para não precisar de ninguém quando a bola acabar.

E Guerra? O venezuelano já está na reserva. Vai perder ainda mais espaço? Ou será um grande reforço no mercado.

E o Santos? Vai conseguir um reforço parecido? Olha, por pior que ele estivesse, vai ser um grande desfalque. O Santos precisa muito de uma reciclagem.

E Valentim. Eu disse aqui no  blog que ele seria a melhor aposta para o Palmeiras. Não deu, né? O treinador de futebol pode ter um trabalho autoral, como Guardiola ou Mourinho, pode ter conceitos revolucionários ou pragmáticos, pode falar mandarim ou caipirês, pode ser do tipo que for, mas se não souber resolver problemas pontuais, não tem futuro.

E o problema estava lá. Como marcar a saída de bola do adversário, como ter um sistema de marcação alta sem deixar espaço para o contra-ataque? Sem deixar sua defesa desprotegida?

Ele levou bomba. Perdeu para o Corinthians, para o Vitória e para o Avaí da mesma forma.

Não dá para continuar. Vai ver o Lucas Lima verde na televisão.


Mais um dia de vexame do pobre futebol brasileiro
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Um passar de olhos pelo UOL mostra motivos de preocupação com o futebol brasileiro, incomparável dentro e fora dos gramados. Para o bem e para o mal. Três notícias vergonhosas.

A eleição do Vasco está sub judice. Uma urna foi impugnada. Na dita cuja, Eurico Miranda tem 90% dos votos, uma porcentagem infinitamente maior do que nas outras.

Conselheiros de oposição do Corinthians fizeram uma reclamação formal à diretoria por conta da presença de Andrés Sanchez em volta do gramado do estádio, sábado, quando o time se preparava para enfrentar o Palmeiras. Segundo eles, a presença de Andrés, que não tem cargo no clube seria benéfica à sua candidatura.

O empresário Luiz Taveira teria dado uma entrevista ao sitio Calciomercato, garantindo que Lucas Lima e Ricardo Oliveira não ficariam no Santos em 2018. Depois de levar uma bronca de Modesto Roma Jr. passou a desmentir a entrevista.

Eurico está certo?

Eurico roubou a eleição?

Andrés teria o direito de ver o treino daquela posição?

Andrés estaria usando a máquina?

Taveira é empresário ou é dirigente?

Modesto Roma Jr. forçou Taveira a desmentir o que havia dito? Ou ele não havia dito?

Não tenho respostas para tantas perguntas.

A única certeza que tenho é que não são perguntas pertinentes à grandeza de Vasco, Corinthians e Santos. São perguntas que demonstram claramente o nível baixíssimo de nossos dirigentes.

São perguntas e situações que não caberiam em uma liga amadora de Engenheiro Mendes, Astrapéia e Orindiúva, as estações ferroviárias que existiam entre Aguaí e Casa Branca.

É uma vergonha por dia.

 


No meio do caminho, havia um Vanderlei, um Veríssimo…o Sobrenatural
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O contra-ataque foi lindo, daqueles que merecem ser filmados e passados desde escolinhas de base até cursos de pós graduação de treinadores. Lucas Lima abriu na esquerda, Ricardo Oliveira cruzou rasteiro e Bruno Henrique, a melhor contratação do ano, fez o gol da vitória. Lucas Lima e Ricardo Oliveira, que jogaram mal, muito mal.

A classificação viria, mesmo sem o gol. E viria através de atuação destacada – uma a mais – de Vanderelei, que pegou tudo. Um recado dado a Tite. Ele também merece uma chance na seleção.

Vanderlei pegou tudo?

Quase tudo. Houve uma bola que passou por ele e foi salva por Lucas Veríssimo em cima da linha.

Vanderlei pegou tudo?

Quase tudo. Houve uma de Jonathan, que a trave salvou.

Lucas Veríssimo fez uma partida espetacular. Grande atuação, marcou muito bem.

O Furacão sai eliminado e pode lamentar tudo o que passou na Vila. Atacou muito mais, foi corajoso, fez o Santos jogar arrinconado em eu campo, fechado em sua defesa…

Foi um time corajoso e que fez um jogo excelente.

Mas, em vez de uma pedra no meio do caminho, havia um Vanderlei, havia um Veríssimo, havia uma trave…Tudo obra do Sobrenatural de Almeida, só pode ser.

 


Santos pensa torrar fortuna com Diego e Robinho. Gestão nota zero
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Robinho e Diego

Leio na MATÉRIA dos trepidantes  Samir Carvalho e Vinícius Castro que o Santos pensa em gastar parte dos R$ 50 milhões que poderá receber, pelo mecanismo de solidariedade devido à venda de Neymar do Barcelona para o PSG, na contratação de Diego. E de Robinho também, embora haja relutância pelo fato de a saída do jogador em 2015 tenha criado arestas.

Nem recebeu e já pensa onde gastar. Típico da gestão dos clubes brasileiros. Típico também de Modesto Roma Jr., que mandou uma carta à CBF acusando o repórter Eric Faria de haver prejudicado o clube no jogo contra o Flamengo. Disse que tinha imagens. Tinha nada. Pagou um mico e pode ser suspenso. É a chamada mão nervosa, boca nervosa, escrever ou falar antes de ver se há verdade no caso. Ejaculação precoce.

Um clube com dificuldades financeiras, com um estádio que nunca enche, apesar de ser minúsculo, deveria ter muitas outras prioridades antes de gastar a herança inesperada. Reformar a Vila? Criar um novo Centro de Treinamentos? Guardar o dinheiro por um ano até que o mercado se estabilize novamente e que qualquer tentativa de contratação do Peixe seja inflacionada de maneira irreal?

Esse déja vu dos clubes brasileiros é terrível. O Profeta de hoje é o mesmo Hernanes da década passada? O Diego que o Santos quer é aquele de 2002 ou esse que recebe as primeiras vaias da torcida do Flamengo? E Robinho? É o das pedaladas ou é o meia atual, que se mantém no Atlético mais pelo nome do que pelo rendimento atual? Podem ajudar, é lógico, mas nada será como antes.

Por que contratar Robinho? O Santos ainda deve a ele e tem reuniões constantes com a sua advogada para resolver o assunto. Não existe um novo Cazares por aí, alguém ainda desconhecido? Na base, não há um novo Robinho de 2002? Um novo Diego de 2002? O garoto Rodrygo, por exemplo?O que me assustou também foi saber que Lucas Lima recebe R$ 650 mil por mês.

A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa, disse Karl Marx. Os clubes brasileiros deveriam pensar nisso e não repetir o comportamento dos solitários onanísticos que, ao receberem uma herança inesperada, correm até a agenda e discam velhos números de velhas amantes. Algumas atendem, outras mudaram o número, outras morreram.