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Arquivo : lucas veríssimo

No meio do caminho, havia um Vanderlei, um Veríssimo…o Sobrenatural
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Menon

O contra-ataque foi lindo, daqueles que merecem ser filmados e passados desde escolinhas de base até cursos de pós graduação de treinadores. Lucas Lima abriu na esquerda, Ricardo Oliveira cruzou rasteiro e Bruno Henrique, a melhor contratação do ano, fez o gol da vitória. Lucas Lima e Ricardo Oliveira, que jogaram mal, muito mal.

A classificação viria, mesmo sem o gol. E viria através de atuação destacada – uma a mais – de Vanderelei, que pegou tudo. Um recado dado a Tite. Ele também merece uma chance na seleção.

Vanderlei pegou tudo?

Quase tudo. Houve uma bola que passou por ele e foi salva por Lucas Veríssimo em cima da linha.

Vanderlei pegou tudo?

Quase tudo. Houve uma de Jonathan, que a trave salvou.

Lucas Veríssimo fez uma partida espetacular. Grande atuação, marcou muito bem.

O Furacão sai eliminado e pode lamentar tudo o que passou na Vila. Atacou muito mais, foi corajoso, fez o Santos jogar arrinconado em eu campo, fechado em sua defesa…

Foi um time corajoso e que fez um jogo excelente.

Mas, em vez de uma pedra no meio do caminho, havia um Vanderlei, havia um Veríssimo, havia uma trave…Tudo obra do Sobrenatural de Almeida, só pode ser.

 


Santos sem técnico, sem alma e com torcida ausente
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Dorival Jr., demitido pelo Santos, tem ótimos números pelo clube. Depois de dois anos, tem 65% de pontos conquistados, aproveitamento digno de campeão brasileiro. Ganhou o título paulista do ano passado e foi vice-campeão do Brasileiro e da Copa do Brasil.

Em 2017, porém, a relação chegou a um impasse. O que mais Dorival pode fazer para que o Santos reaja? No Paulista, foi mal. No Brasileiro, tem 25% de aproveitamento. Na Libertadores, conseguiu a classificação, mostrando boas doses de comprometimento, suor e amor à camisa. Algo que ficou restrito à competição sul-americana.

Fora dali, o Santos é um time sem alma. Uma anemia personificada por Vítor Bueno, que tem cara e postura de craque dos anos 40 – só falta o bigodinho e a chuteira preta – mas que, em campo, entrega muito pouco. O problema não é só ele. Dorival errou também com Vladimir Hernández, chiquitito e nada cumplidor. A opção de trocar um zagueiro pelo volante Yuri não deu certo. Ricardo Oliveira está mal e o time tem ainda muitos jogadores que não resolvem. Gente como Citadini, Longuine, Veríssimo…

São muitos problemas para o novo treinador resolver. Para tudo há uma solução, mas a diretoria precisa enfrentar um outro problema, que extrapola o rendimento em campo. O Santos tem jogado para 8 mil pessoas, no máximo, na Vila Belmiro. A torcida pode até dizer que não vai ao jogo porque o time está ruim. Mas, se estiver bom, a Vila será lotada? Com 15 mil pessoas? É pouco, muito pouco, pouquíssimo.

Um público de 15 mil pessoas deixa os estádios de São Paulo, Corinthians e Palmeiras vazios. E lota a Vila. É muito pouco dinheiro, compromete o futuro. No Pacaembu, o Santos joga no mínimo para 20 mil pessoas. Precisa utilizar mais essa opção, mesmo porque a Vila, enquanto caldeirão, tem se mostrado uma caçarola. Não pressiona ninguém.


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