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A batalha de Helinho
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Joao Rojas foi uma boa contratação no período da Copa. Chegou, estreou bem, sem nenhum problema de adaptação e tomou conta do lado direito do ataque. Ajudou na defesa também. Quando se contundiu o São Paulo não tinha reserva e não conseguiu alguém que rendesse bem na posição. Bruno Peres e Araruna não deram certo. O esquema foi mudado para a entrada de Gonzalo Carneiro, que teve alguns bons lampejos mas também se contundiu.

O jeito foi dar chance a Helinho, uma joia reluzente da base tricolor. Fez um lindo gol contra o Flamengo, mas, já no mesmo jogo, mostrou uma fragilidade física muito grande. Comparado com Renê, que o marcava naquele dia, e com outros que vieram nas partidas seguintes, Helinho era uma criança entre adultos. Normal, ele tem apenas 18 anos.

A ideia da torcida era que Helinho se fortalecesse um pouco nas férias e voltasse com mais força e moral para assumir a posição. Pelo menos enquanto Rojas não volta, o que está previsto para abril. Previsto por ele. O clube apoata em julho. Haveria uns 300 jogos para que ele mostrasse seu valor.

Não será assim. O São Paulo contratou Biro Biro. E configurou-se um cenário ruim para Helinho. Seria reserva agora e, a partir de abril, a terceira opção. Injustiça? Não sei dizer. Não sou daqueles que acredita na base como salvação de todos os males. “Igual a esse, tem dez na base” é um exagero muito grande, seja de que time se esteja falando. Todos são assim. É estatística. Grandes times da base, grandes campeões, revelam no máximo quatro jogadores para o time principal. O São Paulo, de 2010, por exemplo, teve Casemiro, Lucas e Bruno Uvini.

Também sei que muitos jovens que brilham na base não recebem o apoio necessário dos treinadores. Basta um erro para que as chances terminem. Um bom exemplo é Lucas Perri, que já é sondado pela Fiorentina e que nunca jogou no time principal do São Paulo. A contratação de Jean serviu apenas para brecar sua evolução.

Biro Biro vai brecar a evolução de Helinho?

Biro Biro é um novo Jonathan Cafu?

Jardine, que foi treinador de Helinho na base vai lhe dar oportunidades? Se der, ele vai aproveitar?

Um bom aluno de medicina provavelmente será um bom médico. Um bom aluno de engenharia provavelmente será um bom engenheiro. No futebol, não é assim. Nada garante que o astro da base seja ao menos um jogador útil.

Helinho foi brilhante em Cotia. Agora, precisa ganhar força para poder luzir entre os novos companheiros e rivais. E precisa mostrar tudo o que sabe já nos treinos. Seu vestibular começa agora. É preciso vencer o gargalo que impede muita gente de ser no profissional pelo menos metade do que foi na base.

Talento, ele tem. Inegável. É hora de lutar. E mostrar.

 


Tottenham aposta em Lucas; o Grêmio em Maicosuel
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Tottenham, da Inglaterra, e Grêmio, do Brasil, fazem, no mesmo dia, apostas em jogadores desvalorizados. Apostas que mostram o desnível do futebol brasileiro em relação ao inglês, tamanha a diferença entre Lucas e Maicosuel. Diferença econômica, é claro, porque não há nível de comparação entre os jogadores brasileiros e os ingleses. A História comprova. E também, é imperativo dizer, o Grêmio é muito maior que o Tottenham. Maldita economia que nos faz sempre estar no sótão do futebol.

Lucas saiu do Brasil com 20 anos. E hoje, aos 25, está muito desvalorizados. Custou 40 milhões de euros ao PSG e sai por 28 milhões. Os franceses perderam 30% do que gastaram nele. Quando saiu, o São Paulo esperava por uma revenda em pouco tempo para um dos grandes da Europa, por muito mais que os 40 milhões, o que, pelo mecanismo de solidariedade lhe renderiam um bom dinheiro. Não foi o que ocorreu. O PSG ficou rico e decidiu que não havia mais lugar para Lucas. O clube cresceu e o jogador encolheu.

Quando Lucas deixou o Brasil, a demência que rege a rivalidade entre torcidas, fez com que são-paulinos ousassem compará-lo com Neymar, após haver marcado 33 gols em 128 jogos pelo clube. No PSG, jogou 229 vezes e fez 46 gols. Teve bons momentos, mas nunca se firmou. E teve um comportamento que considero muito errado, comparado com o de Kaká no Real Madrid. Acomodou-se. Acostumou-se em jogar pouco. Só reagiu, quando, do banco passou às tribunas. Deveria ter saído antes. Deveria ter lutado antes. Que, em seu novo clube, mostre a paixão pelo futebol e a vontade de vencer que tinha antes.

Maicosuel é outro caso. Não há comparação entre ambos. Ele é apenas mais uma aposta do Grêmio em jogadores encostados. Pode dar certo ou não. Acho muito difícil. O São Paulo pagou R$ 3,6 milhões por ele no ano passado. Praticamente o que receberá agora, pela venda de Lucas ao Tottenham. Para “se livrar” de Maicosuel, pagará metade do seu salário enquanto estiver no Grêmio. No São Paulo, ficou marcado por muitas contusões e poucos jogos. E também por haver recusado receber salários enquanto não se recuperasse; O São Paulo acertou. Um acordo que, de parte a parte, atenta contra o profissionalismo.

Voltou das férias treinando muito forte. Foi elogiado por todos, mas, na estreia, levou alguns dribles humilhantes na derrota por 2 x 0 para o São Bento. Parece que houve indisciplina, após isso.

Enfim, é assim. Um gigante brasileiro precisa se contentar em recuperar um jogador que não deu certo em outro gigante. E o Tottenham, que venceu o campeonato inglês apenas duas vezes, a mais recente delas há 47 anos (temporada 60/61), fica com Lucas.


Carolinda e o Mestre Cuca que precisa mudar a receita
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Esse post é sobre o Cuca, treinador do Palmeiras, mas vou usar dois parágrafos antes de entrar no assunto específico.

Quando estudei Engenharia, em Lins, fazia parte do diretório acadêmico e também da atlética, apesar de não praticar esporte algum, por absoluta falta de aptidão. Mas acompanhava as equipes quando havia Intereng, em  Lins, ou Engmed em Barretos. Era cartola.

Em 1979, fomos para a Engmed. Junho e fazia muito frio. Logo que chegamos, recebi um recado que havia uma ligação da mamãe. Não havia celular e nem internet. Nem me lembro como minha mãe conseguiu ligar. O importante é que fui ver o recado e lá estava: a Carolina nasceu. É saudável e linda.

E continua assim até hoje. Fomos almoçar juntos, eu, a Márcia, ela e o Lucas (são pais da Nina e do Max) na Casa do Porco. E as delícias eram exatamente iguais às outras vezes em que havia ido, sozinho e com o Guto Monaco do ótimo CHUTEIRA FC . Realmente, não há o que mudar. A repetição da excelência só leva a mais excelência.

Não é o que tem acontecido com o Palmeiras de Cuca. O elenco é bom e permite ousadias do treinador. Mas Cuca não tem sido ousado. Tem sido apenas extremamente fiel à receita do ano passado. Como uma criança que tenta enfiar um triângulo dentro de um retângulo.

Meu amigo Binho Xadrez, baixista em uma banda de reggae no Maranhão, onde também trabalha como sommelier de torresmo, pede urgentemente que Cuca experimente jogar com dois meias: Rafael Veiga ao lado de Guerra, tentando um jogo de toque pelo meio. Acho ótima ideia, como todas do meu amigo enxadrista. Jogar com dois meias não significa abandonar o jogo pelas pontas. Uma inversão, um lançamento e voi lá, temos variação.

Do jeito que está, mantendo-se o ótimo Dudu, o que temos de variação é:

Guedes ou Keno?

Guedes ou Michel?

Keno ou Michel?

Concordam que são opções mornas, que não causam frisson, não abalam amizades, não são nada parecidos com discussões calientes como:

Coxinha x Petralha?

Biscoito x Bolacha?

Marquezine ou Ruy Barbosa?

Com a opção estática por três meias, Cuca facilita o jogo para Willian, mais móvel, e prejudica para Borja, um centroavante típico, mais parado na área. No ano passado, os três meias eram um sucesso, mas o atacante, era ele, o incomparável Gabriel Jesus.

Sem esse maravilhoso “ingrediente” fica difícil manter a excelência do prato. Mestre Cuca, que é ótimo treinador, precisa mudar a receita e o cardápio.


Gênio de Cuca pode atrapalhar seu trabalho no Palmeiras
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Menon

Dr_Jekyll_and_Mr_Hyde_poster_edit2Eu considero Cuca o melhor treinador do Brasil. Pelo menos, o que eu mais gosto. Ele é adepto de um futebol intenso, com velocidade, contra-ataques bem montados… Melhor do que Tite, que também é bom. Tite é muito mais equilibrado, monta times que não emocionam tanto. Questão de gosto, prefiro Cuca.

Cuca não é gênio, mas tem momentos de gênio. Aquele Atlético com Ronaldinho, Tardelli, Jô e Bernard, praticamente quatro atacantes nunca seria montado por Tite. Cuca é genioso. Tem um nervosismo imenso, mesmo quando os tempos são de calmaria. O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson é um bom paralelo para entender nosso Alex Stival.

Há vários casos em que seu estilo fora de campo atrapalha seu estilo como treinador

  •  Estava no São Paulo em 2004. O time foi jogar, pela Liberadores, em Guayaquil, contra o Barcelona. Perdeu por 3 a 0. Quando Cuca foi conversar conosco, os repórteres, parecia que havia sido 300 a zero. Totalmente arrasado, acima do tom.
  • Em 2007, pelo Botafogo, recebeu o São Paulo. Era uma dessas “finais antecipadas” do Brasileiro, na 18ª rodada do campeonato. O time entrou totalmente pilhado, como se fosse decisão. Bateu muito. Luciano Almeida agrediu Reasco, que ficou fora dos campos por um bom tempo. Túlio agrediu Leandro. O Botafogo perdeu por 2 a 0 e degringolou.
  • Em 2011, pelo Cruzeiro, foi eliminado pela LDU em casa. Agrediu Renteria na lateral do campo. Negou e disse que o jogador havia sido “malandro”.
  • Em 2015, foi suspenso por sete meses na China por uma agressão ao bandeirinha.
  • Há outras histórias não confirmadas. Seus vídeos de motivação nem sempre são certo. Há uma versão de que o depoimento da mãe de um jogador do São Caetano – doente terminal – mostrado antes da entrada em campo derrubou todo o ânimo do time.

Agora, com o Palmeiras liderando o Brasileiro, Cuca eleva a temperatura do time, sem nenhuma necessidade. O primeiro erro foi em questionar o “Cucabol” de Mauro Cézar Pereira. Se ainda houvesse um questionamento do comentarista, mas ele nem estava presente. Ora, Cuca precisa se incomodar tanto com uma observação, mesmo que crítica? Mesmo que a considere exagerada? Deixe isso para os torcedores e continue colocando suas ideias e conceitos em campo.

Por último, o caso com Rafael Marques. O jogador teria ficado muito aborrecido com um fato acontecido no último jogo. No final do primeiro tempo, Cuca mandou Rafael Marques e Barrios se aquecerem. Um dos dois entraria no segundo tempo. No intervalo, mandou Leandro Banana, que não fizera o aquecimento, subir. Rafael Marques teria se irritado.

Tite goleia Cuca quando o assunto é gerenciamento de elenco. O atual treinador da seleção consegue unir jogadores em torno de um projeto. Cuca toma atitudes intempestivas. E claro que não gosta de Barrios. Tem o direito de não gostar, mas não precisa deixar claro, não precisa vazar. Há versões de que a saída de Robinho e Lucas não foi por razões técnicas e sim pessoais. Mandou os dois para o Cruzeiro e recebeu Fabiano, reserva de Jean e Fabrício, reserva de Egídio e Zé Roberto.

O Palmeiras está em primeiro. Tem uma sequência boa na tabela. O mar está calmo. O comandante também precisa estar.

Se o homem é o lobo do homem, como disse Thomas Hobbes, claro está que Cuca não pode ser o lobo de Cuca. Para o bem de todos é necessário que dr Jekyll supere Mr. Hyde.

 

 


Rogério Ceni e altura explicam saída de Robinho. Palmeiras quer crescer
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A troca de Robinho e Lucas me foi explicada da seguinte forma por um bem informado palmeirenserobinhoverde.

1) Foi um pedido de Cuca. Com urgência. Ele quer montar o time a seu feitio

2) O treinador deseja um time mais alto, forte e rápido. Fabiano tem 1,86m e deve ser o lateral mais alto do Brasil. Fabrício tem 1,85m.

3) Com eles, o Palmeiras pode fazer uma linha de três na defesa, em algumas situações de jogo.

4) Cuca acredita que o time renderá mais na bola aérea, tanto defensiva quanto ofensivamente.

5) Fabrício deve ser utilizado na segunda linha de quatro. A ideia é repetir o que foi feito na vitória sobre o Corinthians, por 1 a 0. Ele iria para o lugar que foi ocupado por Zé Roberto. Com mais força e velocidade.

5) Com duas linhas de quatro, Cuca deseja uma transição mais rápida.

6) Cuca não vê qualidades em Robinho para fazer esse trabalho.

7) Como segundo volante, não há a mínima possibilidade de atuar. Falta pegada.

8) A análise é que Robinho tem atuado mal e perdido espaço.

9) Os gols marcados contra Rogério Ceni mascaram a realidade de um jogador que não tem força para a transição rápida e nem habilidade para ser um lançador.

10) “Depois que o Ceni se aposentou, qual a utilidade de Robinho?”, me pergunta, com certa maldade, a fonte.

VEJA TAMBÉM:

Mais dois jogadores deixam o Palmeiras após troca-troca

Como Palmeiras e Cruzeiro acertaram a troca


Começa o saldão de Alexandre Mattos, o gastador. Quem vai levar?
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alexandremattosApós as eliminações no Paulista e na Libertadores, o Palmeiras começa a preparação para o Brasileiro. Cuca disse que precisa de novos jogadores e também deixou claro que alguns serão dispensados para “enxugar” o elenco.

Há realmente um excesso de jogadores. Fiz uma busca no site oficial do Palmeiras e vi que há 21 atletas disputando as quatro vagas disponíveis para meias e atacantes. Muita gente vai sair. Os mais cotados são o atacante Luan e o meia Fellype Gabriel, que sofreram com contusões e não atuaram na temporada.

A lista do Palmeiras:

ATACANTES – Cristaldo, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Lucas Barrios, Alecsandro, Rafael Marques, Roger Guedes e Luan.

MEIAS – Cleiton Xavier, Robinho, Allione, Regis, Moisés e Fellype Gabriel.

15 para quatro vagas. Se o treinador levar oito para o jogo, sete ficam de fora, apenas treinando. Muitas vezes fazendo bico. Aqui, parece natural que o facão passe por Fellype Gabriel, Luan, Moisés e Régis. Os três últimos foram contratados em 2016 e praticamente não são utilizados (Moisés vinha bem, mas sofreu grave contusão). São fruto da falta de planejamento de Alexandre Mattos, que pega o dinheiro de Paulo Nobre e gasta sem pensar no amanhã.

Além destes, Erik não tem rendido o que se esperava. Cristaldo e Rafael Marques vão ser ameaçados duramente por Roger Guedes. Lucas Barrios vai continuar se ficar na reserva de Alecsandro, algo muito justo pelo que se viu até agora?

Indiscutível mesmo é Gabriel Jesus.  Dudu, Cleiton Xavier, Robinho, Alecsandro e Roger Guedes estão bem cotados.

VOLANTES – Arouca, Gabriel, Jean, Mateus Sales, Rodrigo, Tiago Santos

Seis para duas vagas. Dois em campo, dois no banco e dois no ócio. Cuca, após a eliminação para o Santos, disse que o Palmeiras tem muitos jogadores jovens, que ainda vão dar alegrias mas que não estão prontos. Pe-ri-go, pe-ri-go para Sales. Arouca ainda não rendeu o que se esperava. Jean foi deslocado para a lateral. E Rodrigo, também chegado há pouco, se contundiu e nem estreou.

LATERAIS – João Pedro, Lucas, Victor Luiz, Egídio e Zé Roberto

O deslocamento de Jean para a direita é um sinal de que a batata de Lucas e Joao Pedro está assando. Na esquerda, Zé Roberto conta com a polivalência que pode lhe garantir também um lugar como volante ou meia. Victor Luiz corre perigo.

ZAGUEIROS – Vitor Hugo, Thiago Martins, Edu Dracena, Nathan, Leandro Almeida e Roger Carvalho.

Muita gente vai rodar em uma área onde apenas Vitor Hugo mostra constância. Edu Dracena ainda não mostrou o futebol do Santos. Alias, esse mesmo futebol não havia sido mostrado no Corinthians. Thiago Martins é um jovem em busca de oportunidades que Nathan, outro jovem, não teve recentemente (em 2014 jogou bastante). Leandro Almeida está queimado e pode fazer parte da negociação com Roger Guedes. Já Roger Carvalho não mostrou muito serviço quando jogou.

São 32 jogadores, fora os goleiros. Cuca vai pedir pelo menos um zagueiro e um volante. Muita gente vai sair. Façam suas ofertas, afinal não há comedimento no planejamento do perdulário Alexandre Mattos.

 

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Onze micos e muita decepção
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Alguns foram contratados. Outros, já estavam no elenco esperando a sua hora. Outros, retornaram ao porto seguro. E todos, de uma micoleaomaneiro ou outra falharam. Decepcionaram muito. É a seleção das decepções nesse semestre de 2016.

DENIS – Chegou ao São Paulo em 2009 e pacientemente esperou uma oportunidade de substituir Rogério Ceni. E mostrou uma insegurança muito grande para sair do gol, principalmente em jogadas pelo alto. Debaixo das traves, vai bem, mas é pouco.

LUCAS – Veio para o Palmeiras respaldado por uma boa temporada no Botafogo e está indo muito mal. Tem boa presença ofensiva, mas falha bastante na defesa. Tenta compensar com vitalidade, mas fica na violência. Perdeu o lugar para Jean, volante.

LUGANO – A torcida esperava muito dele. Mais do que ele poderia dar. As contusões e a idade estão presentes e ele tem jogado pouco. Demorou para entrar em forma, fez algumas boas partidas e cometeu alguns erros graves. Seu lugar pode ser tomado também por LEANDRO ALMEIDA, herança de Marcelo Oliveira e que cometeu, contra o São Bento, o erro mais tosco do ano.

HENRIQUE – Pivô de uma disputa entre Flamengo e Fluminense, não tem dado segurança nenhuma à zaga do Flu. É um jogador muito caro que não corresponde. Difícil imaginar que fizesse parte da seleção na Copa de 2014. LUCÃO, do São Paulo é outro concorrente fortíssimo. Os erros que cometeu em Itaquera, contra o Corinthians, foram primários.

PIKACHU – É lateral pela direita, mas eu o escalei na esquerda porque tinha de estar na seleção. Foi a contratação mais cara do Vasco e não consegue render.

CRISTIAN – Esse é o grande erro do Corinthians. Voltou ao elenco depois de um tempo na Turquia e jogou pouquíssimas vezes. Quase nunca joga, mas recebe altíssimo salário. Sua contratação foi uma cara e frustrante homenagem.

DIEGO SOUZA – Veio do Sport para o Fluminense, que superou concorrentes também interessados, ficou algumas partidas e voltou a Recife. Nenhum profissionalismo. Nenhum futebol.

CENTURIÓN – Veio no ano passado do Racing, em troca de R$ 14 milhões. Começou bem, fez gols decisivos, mas caiu muito. Com Bauza, teve muitas oportunidades mas mostrou apenas vontade de ajudar a marcação. No ataque, errou muito.

ERIK – Veio do Goiás por R$ 13 milhões, após um bom Brasileiro. Fez algumas boas partidas, mas caiu muito. Hoje, entra pouco e quando o faz não acrescenta qualidade ao time.

PAULINHO – Veio para o Santos e logo teve de explicar porque havia posado com a camisa do Corinthians. Mas não foi o único problemas. Não jogou nada e perdeu lugar para Serginho, Ronaldo Mendes e outros. Quando entra em campo, vem a saudade de Geuvânio e Marquinhos Gabriel.

FRED – Uma enorme seca de gols e ainda protagonizou a ópera bufa “A volta dos que não foram”. Sente-se dono do Fluminense e entrou em rota de colisão com Levir Culpi. Prometeu sair e voltou rapidamente.

Há outros nomes que poderiam estar na lista: Régis, Cleiton Xavier, Carlinhos, Guilherme, Barrios, Rildo e André.

 


Palmeiras sem ideias perde duas vezes em Montevidéu
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O Palmeiras perdeu duas vezes em Montevidéu. A primeira, quando o Rosario Central ganhou por 3 a 1 do River Plate. O mesmo River que já tirou um ponto do Nacional e um do Palmeiras. Com a vitória, o Rosário chegou a sete pontos e deixou o Nacional com cinco e o Palmeiras com quatro.

Ou seja, o time do estreante Cuca entrou em campo fora da zona da classificação. Entrou pressionado. Tinha de vencer para alcançar o líder. Se empatasse, continuaria em terceiro. E perdeu.

Perdeu porque jogou muito mal. No primeiro tempo foi nitidamente dominado por um time que apostou muito no jogo rápido pelos lados do campo. Lucas foi mal. Egídio foi pior. O Nacional pressionou muito, abusou de faltas, colocou pilha no jogo e poderia já sair do campo com vantagem.

A situação era tão ruim que Cuca chamou Robinho para conversar a partir dos 30 minutos. Ficou mostrando o que estava errado. Não seria o caso de coloca-lo ainda no primeiro tempo?

E veio o segundo. Com Robinho e Gabriel em campo, com Egídio e Allione fora, o Palmeiras logo a três minutos conseguiu sua primeira finalização no jogo. A segunda viria 40 minutos depois.

O Nacional marcou a cinco minutos e diminuiu o ritmo. Com 21, Cuca tirou Gabriel e colocou Barrios. Foi jogar no 4-2-2, com Arouca e Robinho atrás, Dudu e Gabriel nas pontas e a dupla de centroavantes.

Deu a impressão de domínio, mas o Nacional tinha o contra ataque. E só foi se preocupar com o belo chute de Alecsandro, aos 43 minutos. Conde pegou. Com vantagem no placar, o Nacional pôde mexer conscientemente. Fez uma troca na casa dos 30 minutos, fez a segunda com 40 e a terceira, com 42 minutos. Quebrou o ritmo palmeirense. E recuou muito. Houve, então, um chute do Palmeiras e alguns cruzamentos. Tudo inútil.

Se perder para o Central, em Rosario, o Palmeiras está fora. Se empatar, continuará três pontos atrás dos argentinos. Nesse caso, um empate entre Nacional e Rosario, na última rodada, classificará os dois.

As derrotas deixaram o Palmeiras à beira do precipício.


Adeus a Lucas e um brinde à amizade que o futebol constroi
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Da esq para a direita (em pé): Carlos Oreia, Lemão Grilo e Gazela. Sentados: João Cró, Dirceu, Lucas, Jaú e Pedrinho Pintado Agachados: Romeu, Valdir Loiro (Garrincha de Aguaí), Carlos Gandolfi, Catuaba, Zezinho Monteagudo e Serginho Jumento

Da esq para a direita (em pé): Carlos Oreia, Lemão Grilo e Gazela.
Sentados: João Cró, Dirceu, Lucas, Jaú e Pedrinho Pintado
Agachados: Romeu, Valdir Loiro (Garrincha de Aguaí), Carlos Gandolfi, Catuaba, Zezinho Monteagudo e Serginho Jumento

O visor do celular mostrou um 019 e eu já vi que era de Aguai. O professor Carlos, um dos expoentes da família Gandolfi, que tem uma particularidade: ou o cara é craque ou é padre, como o querido amigo José Ivan, há tanto tempo vivendo em Caconde.

Carlinhos me conta que morreu o Lucas. “O maior centroavante de Aguaí em todos os tempos. Jogava muito pela Vila Nova e pelo Curtume”, ele lembra. E me recordei imediatamente da única vez que vi Lucas jogar. A bola veio da direita, ele matou no peito, mas já ajeitando um pouco mais para a frente. Na caída, ele acertou a bomba, de direita, no ângulo da Usina Bambozzi, que dominava o futebol amador de então.

Lucas, o calango, já estava doente há tempos. Vivia em Mirassol e lá recebeu a visita de 14 amigos de futebol aguaiano. E eu fico imaginando como uma visita assim pôde ter ajudado. E da sensação da volta. A certeza de todos eles de terem visto o craque pela última vez. Foi assim quando fui a Pirassununga ver o grande Nicolau Radamés Creti.

O futebol molda caráter. Cria amizades para a vida eterna. Outro dia, o Dito Sabino, avô da Nina, me disse que tem amigos permanentes desde os nove, dez anos. Há mais de meio século. Amigos, dificilmente um médico vai a Mirassol visitar um amigo médico, um advogado não visita advogado, parente não visita parente. Mas quando se trata de um amigo de bola, a solidariedade explode.

Entre os visitantes estava o Dirceu. Sou amigo dele há muito tempo, desde que trabalhava em Cascavel, no Paraná. E já que se fala de lembranças, vou contar aqui o motivo da admiração que tenho por ele. Dirceu é um homem de direita. Digo isso sem ofensa, sem julgamento, apenas constato.

E, em Aguaí, houve Natanael de Moura Giraldi, contemporâneo de Dirceu, que lutou contra a Ditadura. Lutou em sua plenitude, com armas na mão, sequestrando e tendo a vida em perigo. Voltou ao Brasil com a Anistia.

E, quando chegou em Aguaí, quem estava com ele? Quem foi busca-lo no aeroporto? Quem fez de tudo para que ele se enquadrasse novamente na terrinha? O Dirceu, é lógico. Não conseguiu. Natan havia sofrido muito e, se a Ditadura não o matou, as lembranças da luta foram fatais. Nunca deixou de ser o Fred ou o Paulo Joseph Martins Duarte, seus outros nomes. Nunca foi o Natan que tinha a amizade de Dirceu desde criança.

E tenho certeza que foi uma amizade iniciada em um campo de terra, com quatro tijolos e uma bola rasgada.


Lucas, Douglas e Rafinha, boas novidades. Neymar, sempre uma certeza
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Menon

Eu não gosto de sushi e de temaki. Fico imaginando se tivesse de escrever sobre esse tipo de comida. Tenho a impressão que é sempre igual, sempre o mesmo gosto.

A seleção tem esse gosto para mim. Todo jogo é sempre igual. Insosso, pouco brilho, um jogo arrastado. Time recuado e bola para Neymar.

Contra os Estados Unidos, foi diferente. Vi sabor nesse temaki.

1) Douglas Costa muito rápido e consciente. Muito melhor do que na Copa América

2) Lucas, com velocidade pelos lados. Com muita consciência. Difícil entender porque ficou tanto tempo longe. Tempos de Bernard “alegria nas pernas”.

3) Rafinha é um meio-campista que justifica o nome da posição. Está em toda parte do terreno, tem muita qualidade, muito passe, muita força de ataque. Um jogador moderno.

Além deles, a seleção tem Neymar, nosso melhor jogador há 20 anos. No mínimo.

Dunga poderia dar uma chance a Rafael Carioca, o volante do Galo.