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Religiosidade extrema atrapalha o futebol brasileiro
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Gol. Não há soco no ar. Não há um grito de desabafo. Alguns correm para a câmera, um ou outro tira a camisa, mas quase todos se unem, ajoelham, formam uma rodinha e erguem o dedo para o céu. Longe dali, o goleiro se ajoelha e reza. No dia seguinte, no Instagram, há louvação a Deus. Não, não se trata de um campeonato entre seminários. É apenas um jogo, qualquer jogo, de qualquer time das categorias de base.

Não é só ali. Mas começa ali. O exemplo está no time titular. Fábio, ótimo goleiro do Cruzeiro, jura que não estuda o modo como os adversários cobram pênalti. Nada disso. Deus é quem decide para que lado ele deve pular. Vanderlei, do Santos, começa toda entrevista com um “Glória a Deus”. E artilheiros se recusam a citar toda sua expertise em fazer gols, como algo que foi trabalhado durante a vida ou pelo menos durante a semana. Não, foi a Deus que resolveu louvar naquele jogo.

Há três casos de treinadores, que eu me lembre. Doriva, campeão paulista pelo Ituano, foi entrevistado à beira do campo pelo repórter Abel Neto. E, em vez de falar da tática ou da técnica dos jogadores, recitou um salmo.

Há alguns anos, o Galo ganhou um jogo do Independiente, da Argentina. O Rojo tem um diabinho na camisa. E o treinador Procópio Cardoso disse que, como cristão, não perderia um jogo para o time que venera o Diabo. Jorginho, quando dirigiu o América, fez de tudo para tirar o diabinho do uniforme. E Taffarel chegou a dizer que o Brasil ganhou a Copa de 94, porque Deus estava ao seu lado quando o budista Roberto Baggio errou a última cobrança.

Não tenho nenhuma religião. Respeito todas. E o direito de a pessoa cultuar quem quiser: Deus, Javé, Jeová, Buda, Xangô… Mas, sinceramente, acredito que a religiosidade extrema atrapalha o futebol brasileiro. Atrapalha no topo e na base. A seleção no tempo de Lúcio e de Kaká sempre me deu a impressão de estar a serviço mais de uma crença do que do futebol brasileiro. Levir Culpi chegou a proibir a entrada de pastores na concentração do Galo. Difícil é entender o que eles estavam fazendo por lá.

E a base? É notório que jogador brasileiro tem uma capacidade técnica impressionante. Mas tem dificuldade de leitura de jogo, comparado com os argentinos, por exemplo. É algo que poderia ser aperfeiçoado desde os primeiros anos de contato com a bola. Não vejo isso acontecer. Garotos de sub-13 ou sub-11 devem ser adeptos da reza a plenos pulmões antes da entrada em campo. Na mais tenra idade.

A base deveria ser usada para a formação de cidadãos. Viram como D’Alessandro e o treinador Tata Martino se posicionaram a respeito da vergonhosa situação na Argentina, obrigada a ver a final da Libertadores na Espanha? Conscientes, bem articulados, lamentando o que se passou por lá.

Já viram um jogador brasileiro se posicionar sobre racismo no futebol? O que me lembro é de Daniel Alves comendo uma banana que lhe foi atirada. Mas já vi jogador negro tentando sair de campo por causa de racismo e jogador brasileiro, também negro, tentando dissuadi-lo.

Seria muito bom que a base ensinasse sobre o mundo que está lá fora aos jogadores. Que fossem preparados para a vida. Futebol, eles já sabem, tecnicamente falando. E rezar, pai e mãe ensinam.


Lúcio faz boa estreia na fácil vitória verde
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Lúcio foi uma boa surpresa na vitória do Palmeiras. Surpresa, não, vamos refazer a frase. Lúcio foi uma boa novidade na vitória do Palmeiras. Estreou bem, de forma segura, como em boa parte da carreira. Não foi violento e nem afobado. Não deixou a área e nem fez faltas. Foi, em resumo, bem diferente daquele Lúcio que fracassou no São Paulo, mostrando muito mais egoísmo do que solidariedade.

O jogo foi contra um adversário fraco, que tem muitas chances de ser rebaixado. Kleina montou um time com três volantes e três atacantes. Ficava um bom espaço no meio, que deveria ser preenchido com o avanço de Wesley e o recuo de Mazinho. No começo, não funcionou, mas depois do gol de Juninho, tudo ficou mais fácil. E um bom chute de Wesley definiu o jogo.

O Palmeiras mostrou que pode melhorar muito. William Matheus, Marquinhos Gabriel e Bruno César, contratado ontem, podem deixar o time mais encorpado. E tem Valdivia, louco para mostrar futebol e ganhar vaga na seleção chilena.

Depois, seria bom Kleina optar por um esquema com  dois meias. Mas será difícil. Ele é cauteloso demais.

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Lúcio pula cerca e todos ganham
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Lúcio está trocando o São Paulo pelo Palmeiras. Bom para todos:

1) para o São Paulo, que se livra de verdadeiro mico. O jogador, que ganhava R$ 450 mil mensais, nunca atuou bem. Sempre foi líder de si mesmo, não atendeu treinador, quis atacar em vez de defender e ainda levou preparador físico particular ao clube.

2) para Lúcio, que tem chance de recomeçar em outro gigante do futebol brasileiro

3) para o Palmeiras, que dá um passo a mais para implantar seu projeto de produtividade. Para alcançar os R$ 450 mil mensais terá de ganhar títulos. Talvez assim resolva defender e não atacar. Se der tudo errado, vai ganhar apenas R$ 150 mil mensais, aproximadamente sete salários mínimos por dia. Como Leandro, Vilson e Marcio Araújo rejeitaram a tese de produtividade, Lúcio pode ser um bom garoto propaganda.

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Turquia e Grécia fazem ofertas por Luís Fabiano. Juvenal recua
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Jose Fuentes, empresário de Luís Fabiano, levou à diretoria do São Paulo duas ofertas de clubes europeus: 4 milhões de euros, do futebol grego e 5 milhões de euros da Turquia. O São Paulo, que havia falado em 6 milhões de euros para ceder o jogador, recuou e já fala em um valor maior.

Pessoas ligadas ao jogador consideram que o clube foi surpreendido pelas ofertas. Segundo eles, quando Juvenal Juvêncio abriu a possibilidade de ceder Luís Fabiano, não estava falando sério. Estaria apenas dando um recado ao jogador, deixando claro que ele não é intocável e que a paciência com seus erros disciplinares estava se esgotando.

Ao receber ofertas, Juvenal se viu sem uma carta na manga porque o elenco não conta com um reserva à altura e percebeu que seria difícil conseguir um outro jogador do mesmo nível por um valor menor que os 6 milhões que está pedindo.

O que Juvenal conseguiu com seu recado foi deixar um jogador problemático ainda mais aborrecido com o tratamento que recebe. A mágoa de Luís Fabiano se refere ao tratamento que recebeu depois que foi expulso contra o Arsenal de Sarandi. O jogador considera a pena que recebeu – quatro jogos por reclamação – um escândalo, algo acima de todas as expectativas. E que não foi defendido pela diretoria. Ele considera que Juvenal deixou tudo nas mãos do jurídico e não veio a público para, pelo menos, reclamar e dizer que a pena era injusta.

A mágoa cresceu quando Juvenal, após a eliminação na Libertadores, elogiou e muito o zagueiro Lúcio, que foi expulso contra o Galo, causando, para muitos, a derrota naquele jogo. Juvenal disse que Lucio era um grande homem, um líder e que o admirava muito. E Lúcio estava sendo tão criticado como Luís Fabiano, que foi deixado de lado pelo presidente. A diferença de tratamento deixou claro que não é tão querido como o zagueiro.

Pode até ser mania de perseguição, mas Luís Fabiano acredita que alguém da diretoria alimenta boatos a seu respeito. O último é que ele teria se negado a jogar no domingo contra a Ponte, na estreia do Brasileiro. Se fosse para não jogar, ele teria se ausentado do jogo amistoso em Londrina, diz o jogador.

Luís Fabiano havia organizado a vida para se manter no Brasil até o final da carreira, mas, segundo um amigo, “vai dançar conforme a música”. Se ficar, ótimo. Se sair, ótimo também


Luís Fabiano é o vilão esquecido. E São Paulo busca novo zagueiro
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O que falar sobre Lúcio, que eu já não havia falado há 4o dias? Veja aqui 

Um jogador ultrapassado, sem velocidade e que tenta intimidar adversários. Um Cris com grife. Intimida companheiros também. A bronca em Aloísio que, contundido, saía de campo sem cair ao chão foi ridícula. Lúcio é o mesmo. Não vamos esquecer que em 2000 deu uma cabeçada em Roger, dentro de campo. Detalhe: os dois eram do mesmo time: a seleção brasileira. Além de tudo, Lúcio é egoísta e fanático religioso.

O São Paulo se cansou e busca um novo zagueiro. Cléber, da Ponte Preta, agrada muito a João Paulo de Jesus Lopes. O primeiro contato, que tentava trazê-lo juntamente com Cicinho, foi infrutífero. O preço assustou, mas a Ponte será procurada novamente. Emerson, do Coritiba, é outro que agrada muito.

O jogo contra o Atlético determinou a virtual eliminação do São Paulo na Libertadores. Difícil de acreditar para quem foi dormir após o gol de Jadson. O domínio era total do São Paulo e era possível imaginar uma boa vantagem. É um jogo em que o torcedor pode abusar do “E SE”?

E se Ademilson fizesse o segundo gol, na primeira oportunidade que teve?

E se Lúcio não fosse expulso?

E se a defesa não falhasse uma vez mais na bola aérea?

E se Rhodolfo não saísse contundido?

Mas o principal “E SE” foi esquecido.

E se Luís Fabiano estivesse em campo? Provavelmente seria expulso, mas antes teria feito uma daquelas oportunidades perdidas por Ademílson.

Ele é um dos culpados pela derrota. Com mais de 30 anos, não consegue adicionar o mínimo de equilíbrio às suas grandes qualidades. É um verdadeiro mané. Pensa que é esperto, brigador, etc e tal. E é expulso contra o Tigre, pela Sul-Americana. E é expulso contra o Arsenal.

O São Paulo se comporta com Luís Fabiano como uma mulher espancada que tem medo de utilizar a Lei Maria da Penha contra o marido. Não faz nada para enquadrar o artilheiro e sofre com isso.

Luís Fabiano e Lúcio estarão em campo no domingo, contra o Corinthians. Possivelmente farão boa partida. Deverão jogar bem uma vez mais. Depois, é só esperar. Uma pancada aqui, uma reclamação ali, cartão amarelo, cartão vermelho, time desfalcado, bla  bla  blá.

A mesma velha história.


Ceni merecia a vitória. E a vaga
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Rogério Ceni não merecia deixar a Libertadores da forma vexaminosa que os cinco primeiros jogos anunciavam. Seria, independentemente da torcida de cada um, ver um grande jogador deixar o torneio que sua torcida ama, assim, sem brilho, sem alegria, sem nada.

No futebol não tem essa de merecer. Nada vem de graça. Não se analisa o passado de cada um para definir se é justo ou não. Nada impediu a triste participação de Ronaldo na Libertadores, por exemplo, eliminado por um Tolima que será lembrado apenas por isso.

Nada livraria Rogério Ceni da eliminação. Apenas uma grande atuação do seu São Paulo. E ela houve, comandada por ele. Rogério, que estava falhando – e que vive muito possivelmente seu último semestre no futebol – foi perfeito. Discreto, como sempre, esteve presente quando necessário. E cobrou um pênalti de maneira fantástica, lentíssimo, coisa de quem tem confiança enorme no taco. Na sua técnica.

Rogério, um sujeito talentoso e cdf – combinação que causa muita inveja – está no jogo. Está no mata-mata. Está onde gosta. E onde merecia estar.

Foi uma vitória conseguida a partir de atitudes e situações que o time ainda não havia mostrado. Não é apenas raça, muita vontade de jogar, mas também uma qualidade técnica surpreendente de seus zagueiros e de seus volantes.

Lógico que não tivemos dois Beckenbauers e dois Redondos em campo. Não é isso. Mas Lúcio e Tolói foram muito bem no alto, um dos pontos fracos da defesa do São Paulo nos últimos tempos. E os dois volantes também surpreenderam. Marcaram muito bem Ronaldinho e ainda chegaram ao ataque. Não faziam isso há tempos.

Mesmo jogadores muito frágeis tecnicamente, como Carleto e Aloísio, estiveram bem. Ligados em campo. No primeiro tempo, o São Paulo dominou sempre com Osvaldo, pela esquerda. Era um time de uma jogada só. Cuca conseguiu reagir ao colocar o volante Serginho para marcá-lo, livrando Marcos Rocha do baile que estava levando.

No segundo tempo, o São Paulo veio com Osvaldo na direita, para infernizar a vida de Richarlyson, que já tinha amarelo. E Cuca colocou Alecsandro no lugar de Luan, para segurar mais a bola na frente e impedir o ritmo forte do São Paulo. Quando o São Paulo fez o primeiro gol, com Ceni cobrando o pênalti de Leonardo Silva em Aloísio, após passe perfeito de Osvaldo, Cuca reagiu.

Ele tirou o volante Serginho e colocou Neto Berola, um atacante, pelo lado direito. O São Paulo recuou e passou a ser dominado. Passou a apostar em um contra-ataque que definisse o jogo. Eu acho que Cuca abriu o time muito cedo, ficando um pouco exposto. A pressão aumentou com a entrada de Guilherme no lugar de Leandro Donizete. E, se a pressão aumentou, o espaço para um contra-ataque também.

Ele veio com um passe lindo de Ganso para Osvaldo, que, naquele momento do jogo, estava muito recuado, marcando Richarlyson. Quando recebeu o passe, atacou com velocidade e deu o passe perfeito para Ademilson, que havia entrado no lugar de Aloísio.

Agora, os dois gigantes vão se enfrentar no mata-mata. Foi o que esse São Paulo, sem Jadson e sem Luís Fabiano, esse São Paulo de Paulo Miranda, Carleto e Aloísio conseguiu.

Um presente para Rogério Ceni. Ele merece mais do que ninguém


Lúcio F.C foi mesquinho e egoísta. Pensa que é Deus
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Lúcio era um dos mais importantes dos fanáticos religiosos que transformaram a seleção brasileira em “garota propaganda” de suas convicções. Agora, subiu de nível. Em vez de profeta, está se achando o próprio Deus.

Sua atitude no jogo contra o Arsenal de Sarandi foi de alguém que se acha intocável, inquestionável, o rei da verdade. Mais do que isso, ele foi ridículo e egoísta ao deixar o campo como deixou, sem cumprimentar o amigo que o substituía e sem ficar no banco de reservas torcendo, como fez Douglas, substituído na mesma hora.

Lúcio, no alto de sua arrogância, tirou as caneleiras e foi correndo para o vestiário. Ele, o pentacampeao, não pode dar lugar a outro jogador sem um chilique desses?

No vestiário do Arsenal havia alguma televisão para ele acompanhar o jogo? Para ver como o time conseguia sair da má situação que vivia? Se havia, será que ele se dignou a ver o desenrolar do jogo?

Imaginemos a cena final. Rogério Ceni, 15 anos como titular, referência do time, já em fim de carreira, entra no vestiário e se encontra com Lúcio. O que o zagueiro falaria? E aí, Rogério, quanto foi o jogo? Ganhamos? Perdemos?

Lúcio, aos 34 anos, estava abandonado na Europa. Praticamente não jogou nos últimos seis meses. Carta fora de baralho na Europa, onde, diga-se a verdade, construiu uma carreira brilhante e sólida. À beira da aposentadoria, recebe um convite de um dos grandes clubes do Brasil. Entre Lúcio e São Paulo não há comparação. Asssim como não há comparação entre Lúcio e pelo menos 30 clubes brasileiros.

Recebe o convite para deixar o ostracismo. E aceita rapidamente. O clube, além de confiar em seu futebol já em fase final – não fosse assim, faria um contrato maior que o de dois anos que foi firmado – confiava também em um velho jargão do futebol: jogador de passado brilhante deixa a Europa e vem ao Brasil para encerrar a carreira. Além de jogar bola, pode passar confiança e experiência aos mais novos.

Só que Lúcio não é Toninho Cerezo. É só o Lúcio. Não estava jogando mal, mas também estava longe de jogar bem. Comportou-se como um bobinho ao dar uma cotovelada em Valdivia.

E no jogo em que precisava mostrar têmpera, dignidade, em que precisava comandar a defesa, orientar os companheiros, não fez nada disso.

Quem mandou a diretoria acreditar que ele fosse algo mais do que isso? Era só lembrar que ele deu uma cabeçada em Roger, quando ambos defendiam a seleção. Estavam no mesmo time.

Será?

Lúcio é apenas o capitão do Lúcio F.C

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