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Ricardo Rocha e Lugano constrangem o São Paulo
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Ricardo Rocha vai comentar jogos da Copa pelo Canal Fox. Ele teve autorização do clube para isso. A diretoria considerou que seu trabalho não seria afetado, por algumas razões: 1) ele não vai viajar até a Rússia, 2) foi possível evitar conflitos de horário 3) o papel de Ricardo Rocha não é de negociar contratações ou demissões. Ele faz uma “interface” com os jogadores e, como os próprios jogadores terão dez dias de folga…

Mesmo assim e mesmo tendo liberado o diretor, o pedido causou constrangimento. Afinal, ele é um diretor remunerado fica sempre a impressão de que o São Paulo estaria acéfalo ou, no mínimo, sendo relegado a uma posição secundária.

Quanto a Diego Lugano, que acompanhará a Copa, na Rússia, a convite, não há restrição alguma. O seu cargo é de diretor de relações internacionais e sua função é realmente essa, representar o clube junto à Conmebol e à Fifa. O constrangimento, no caso, é em relação à contratação de Gonzalo Carneiro, indicada e e bancada por ele. O jogador custou R$ 2,5 milhões e ainda não se recuperou de uma lesão no púbis, que o tirou dos gramados desde setembro. Por ela, a lesão, foi rejeitado no Grêmio.

Por fim, há uma revolta na diretoria quando se fala que Raí aproveitará a folga da Copa para fazer campanhas publicitárias. As que estão no mercado atualmente já foram feitas há tempos. E não há nada previsto. Raí e Alexandre Pássaro trabalharão “full time” (olha como eu sou moderno) para a contratação de reforços que substituam Marcos Guilherme e Valdívia. E estarão torcendo, diuturnamente (olha como eu sou antigo) para que chegue uma boa oferta por Rodrigo Caio e Christian Cueva.


Mattos, Dudu, Lugano… Nada muda no futebol brasileiro
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O Dia da Marmota é mesmo uma constância no futebol brasileiro. Nada muda. Os mesmos problemas e as mesmas soluções que nunca solucionam. Tudo igual. E vamos caminhando para o fim do túnel.

A notícia é que Alexandre Mattos e Dudu foram conversar com dirigentes de uma torcida organizada. Pedir apoio, pedir união. Uma prática que não se restringe ao Palmeiras. Há pouco, era Lugano usando sua influência e seu portunhol para amansar outras feras.

Até quando? Até quando dirigentes terão atitudes desse nível, se sujeitando a receber ameaças de torcedores? E depois fazer uma reunião como se fosse algo importante, o Topetudo se reunindo com o Gordinho? Isso é rebaixar o clube.

Precisamos de dirigentes que avancem, que sejam pioneiros e tomem atitudes corajosas.

Não damos mais ingresso grátis para torcedor.

Não facilitamos compra de ingresso para organizadas.

Nenhuma torcida organizada tem permissão para usar os símbolos do clube.

O clube não dará e nem aceitará que seus dirigentes contribuam com as despesas de escolas de samba de torcidas organizadas.

E há muito mais que um dirigente moderno poderia fazer a partir de agora, para mudar o futebol brasileiro.

Apenas o nosso capitão poderá se dirigir ao árbitro.  (Já que o Coronel Marinho não faz, que alguém faça).

Não aceitamos mais que nossos jogadores fiquem cercando e ofendendo árbitros, auxiliares e outros quetais.

Apenas nossos dirigentes falarão sobre arbitragem.

Repudiamos que nossos jogadores finjam levar tapa na cara a cada disputa de bola.

E já que se exige tanto dos jogadores, o presidente do clube deveria dizer:

Não aceitamos a governança da CBF, com um presidente eleito após um golpe que tirou força dos clubes e fortaleceu as federações.

Não aceitaremos viajar de graça com avião da CBF.

Não estaremos em vôos de alegria, irresponsáveis.

Se um, apenas um dirigente tomar vergonha, tomar atitude e passar a respeitar a história de seus clubes, não se sujeitando a marginais organizados, nas arquibancadas e nas luxuosas salas da CBF, tudo melhoraria.

Petraglia, presidente do Furacão, avançou em relação à CBF, mas sua atitude diante de outros clubes, partindo para a galhofa e ofensa, não leva a nada.

São sonhos, talvez irrealizáveis para um país que vende jovens para a Europa e jogadores em plena forma para a Arábia.


Lugano está certo. Fair play é uma bobagem
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Uma partida de futebol não é um evento social. Não é baile de debutantes, não é posse do diretor cultural do Rotary ou do Lions, não é chá das cinco. É o esporte mais apaixonante do mundo, o esporte em que as rivalidades afloram muito, é o esporte que destroi casamentos e faz grupo de whatsapp familiar virar pó. Por isso, fair play no futebol é uma bobagem. Por isso, Lugano estava certo ao não querer receber Carille no vestiário do São Paulo.

Relembremos um pouco. No domingo, Carille sentiu-se ofendido porque não foi cumprimentado por Diego Aguirre no Morumbi. Disse que o treinador do São Paulo era cara de pau. Foi um ESTRANHO MIMIMI que, apoiado por repórteres polemiquinhos, criou um clima ruim para o segundo jogo. Nota, Fábio Carille É DO BEM E NÃO PREMEDITOU NADA.

Chegamos ao segundo jogo e Carille foi recebido no vestiário do São Paulo, onde trocou presentes e escalações com Aguirre. Lugano foi contra. Na visão do uruguaio, já havia um clima ruim, criado, na visão dele, premeditadamente por Carille e nada justificaria confraternizações.

Lugano está certo. Ninguém deseja guerra, mas é muita etiqueta para um jogo de futebol. Muita. Te dou minha escalação e você me dá a sua. A minha vem com fotos, a sua não vem. Eu te dou uma flâmula e recebo um livro do Daniel Augusto Jr. Sinceramente, tudo isso faz o futebol perder, é uma afronta às torcidas, que gostam mesmo é de rivalidade.

Agora, na final, Roger e Carille dão entrevistas juntos. Um deu carona ao outro. E daí? No dia 8 de abril, á noite, o campeão vai jantar com o derrotado? Quem paga a conta? É muita Suécia para meu gosto.

Fariam muito melhor, treinadores e dirigentes se lutassem contra a demagógica e antipopular ideia de torcida única.

Também não gosto de fair play na hora do jogo. O time está ganhando e um jogador cai na defesa do adversário. Em vez de contra-ataque, ele tem de chutar a bola para fora para esperar o caído se restabelecer, tomar seus sais e voltar ao campo. E quem garante que não era mentira? Ora, essa é fácil. Quem tem de decidir se era mentira e se era necessário parar o jogo é SUA EXCELÊNCIA, O ÁRBITRO. Sim, aquele ser acima de todas as suspeitas, que ganha uma bela grana por jogo e que nunca pode ser contestado. Ele que decida e que assuma as consequências de seus erros e acertos.

O Brasil vive dias estranhos. Pessoas de bem atacam quem está saindo de uma exposição de arte no MASP e exigem faiplay em um jogo de futebol, com 22 marmanjos escalados para representar a paixão de milhões.


Raí também tem culpa nos vexames do São Paulo
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O São Paulo parece um balaio de caranguejos. Quando um tenta subir e ganhar a liberdade, vem outro e o puxa pela perna. E assim, sucessivamente, tornando o caminho rumo à liberdade uma luta inglória. Ninguém escapa e todos se transformam em desejados petiscos. Todo mundo tem culpa na sucessão de vexames. Raí também.

Eu, você e a Sasha, filha da Xuxa conhecemos o velho clichê: “todo grande time começa com um grande goleiro”. Clichês podem ser falsos, mas alguns retratam a realidade. Eu acredito nesse. E o São Paulo que vinha mal há tempos, mesmo tendo um goleiro icônico no início da escalação, não soube tratar do assunto quando Ceni se aposentou.

Apostou em Denis, que viveu à sombra por sete anos, e não deu certo. E então? Trouxe Sidão, goleiro de 36 anos e currículo mínimo. Não deu certo. E agora? Raí gastos R$ 10 milhões em um garoto de 22 anos que, apesar de haver feito um bom brasileiro pelo Bahia, não é segurança de nada. Pode até ser bom no futuro. Mas o presente está aí, cobrando resultados.

O River Plate pagou R$ 13 milhões por Franco Armani, 31 anos, campeão da Libertadores em 2016, pelo Atlético Nacional. Ele está jogando muito bem e tem chances de disputar o Mundial. Sampaoli está de olho.

Raí gastou R$ 6 milhões em Trellez, artilheiro de pólvora molhada. Pode mudar?  Talvez.

Raí gastou R$ 10 milhões em Diego Souza. O atacante, de 32 anos, está nitidamente acima do peso. Eu acredito que ele possa render bem e ser destaque do São Paulo. Tem um bom chute de fora da área, cabeceia bem e sempre soube jogar bem. Por enquanto, é uma decepção, principalmente por haver embarcado no canto da sereia de Tite e querer virar centroavante no final da carreira.

Raí deu um contrato de dois anos para Nenê, ganhando R$ 250 mil por mês. Dois anos. Não é um contrato, é um plano de aposentadoria. Em dois anos, vai ganhar R$ 6 milhões. Mesmo que se machuque, mesmo que não renda, mesmo que decepcione.

Ele também pode ajudar o time, mas não sempre. Um jogo ou outro, uma falta ou outra, um escanteio, um lançamento. Mais nada. Participação zero.

Bem, ninguém é obrigado a escalar todos juntos. Dorival escalou Jucilei, Petros, Nenê, Cueva e Diego. Não deu certo e tentou mudar, com jogadores mais jovens. Caiu assim mesmo.

Então, chega Aguirre. É recepcionado por Raí e Lugano. Conversa bastante com Jardine. E ninguém lhe conta que deu errado os cinco juntos? Ele não viu um vídeo, não escutou alguém comentando no bar, não viu a televisão?

E lá vai o bloco da lentidão a campo novamente. Vai, meu bloco vai….Vai naufragar. Naufragou.

Na terça-feira, continua a agonia do balaio de caranguejos.


Aguirre precisa superar ação entre amigos
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Diego Lugano começou sua carreira no Plaza Colônia, que fez surpreendente campanha no campeonato uruguaio de 2002. O técnico era Diego Aguirre.

Ricardo Rocha e Raí estavam no São Paulo de 1990, juntamente com um artilheiro uruguaio, que fez sete gols em 17 jogos. Diego Aguirre.

Agora, os três – Lugano, Rocha e Raí – comandam o futebol do São Paulo e escolheram Aguirre como treinador em um duro momento do clube.

Aguirre tem contrato somente até o final do ano e precisa provar rapidamente que não está no cargo apenas por uma ação entre amigos.

Ele tem mais experiência como treinador do que os outros mosqueteiros como dirigentes, mas não tem a seu favor a aura de infabilidade que a torcida dá a Raí e nem a idolatria por Lugano. Eles têm um cheque em branco. Aguirre tem contas a pagar. Contas que não fez.

O clube não ganha nada importante há anos. Aguirre ganhou pouco. É mais reconhecido por bons trabalhos que não renderam títulos: foi vice-campeão da Libertadores com o Peñarol, chegou à semifinal com o Internacional e às quartas com Galo e San Lorenzo.

Se fizer um bom Brasileiro, sem sustos, terá contrato renovado. Se patinar no Z-4, sairá antes do segundo turno. O nível atual do São Paulo é esse. O único sonho é não ter pesadelos.


São Paulo está fraco e erra ao colocar pressão na base
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O ano tem sido de perdas para o São Paulo.

Perdeu Hernans para os chineses.

Perdeu Pratto para o River Plate.

Perdeu Scarpa paa o Palmeiras.

Hernanes e Scarpa eram totalmente inevitáveis diante do poderio econômico da China e do Palmeiras. Eles não disputam com clubes brasileiros, eles passam por cima.

Pratto poderia ter ficado, mas o River Plate, hoje em dia, é mais que o São Paulo. Tem mais dinheiro e disputa a Libertadores. Ah, e havia também a imensa saudade da filha, que aumentou muito no último ano… Se  proposta fosse do Olimpo de Bahia Blanca, a saudade seria controlada facilmente.

Mas, se Pratto saiu, Diego Souza veio e a situação está resolvida? Não é bem assim. O ideal seria ter os dois. Ter um elenco mais forte do que aquele que terminou o ano deixando a angústia para trás e a esperança pela frente. A esperança que a presença do São Paulo no mercado diminuiu.

Esperança de quê? De ganhar um Brasileiro? Melhor diminuir expectativas e pensar na Sul-americana ou na milionária Copa do Brasil, que, por ser mata-mata, permite surpresas.

Há ainda o problema Cueva. O quanto ele estará comprometido com o clube, em ano de Copa? E é possível que receba uma boa oferta após o Mundial e deixe o clube, despedindo-se com um vídeo ou uma cartinha melosa, como é moda agora.

E então, diante de uma situação nebulosa como esta, o clube aposta, pelo menos midiaticamente, na base. O site traz matérias sobre o número de jovens de Cotia prontos para jogar. Há até uma hashtag, #abasevemforte, com filmetes diários, muito bem feitos.

A base é futuro, a base é esperança e todos sabemos que futuro e esperança combinam também com incertezas.

Shaylon vai desencantar e tornar aqueles rasgos de ousadia mais constantes?

Brenner vai confirmar as expectativas e se transformar em um atacante de alto nível. Ficará perto de um Gabriel Jesus? Ou, pelo menos, ficará longe de ser um Ademílson?

Lucas Fernandes superará as contusões e uma certa timidez (dentro de campo) que tem atrapalhado seu despertar? Voltará a driblar, ali pela esquerda, a chutar de fora da área, a cobrar faltas?

Marquinhos Cipriano, Gabriel Sara, Bissoli? Caíque?

Pedro Augusto e Paulo Henrique chegam, a meu ver, com expectativas menores.

Eu gosto de Liziero, que está na Copinha. Me parece um Junior Tavares menos brilhante e mais aplicado à marcação.

O São Paulo não deveria colocar pressão nestes jogadores. Nada contra escalá-los em profusão contra o São Bento ou em outros jogos. Tem de ir para o fogo mesmo. Mas não deveria dar tanta mídia a eles, enquanto ainda nem jogaram.

Mas o raciocínio me parece o contrário. A gente fecha treino, fecha filmagem e enche o site com informações e filmetes da molecada. É o momento bom para dar espaço ao trabalho de Cotia.

Não é uma boa, eu acho.

E, assim que Raí resolver a contratação de Lugano, é bom voltar ao mercado. Fazer com que haja notícias, enquanto os jovens não confirmam todas as expectativas que o clube está jogando sobre eles.


Com Raí, Rocha e Lugano, Leco fica longe do futebol
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Deixemos as nomenclaturas de lado. Seja qual for o nome do cargo, Raí é o homem forte do futebol. Terá Ricardo Rocha só seu lado. E é provável que tenha Lugano próximo aos jogadores.

Trata-se de gestão descentralizada. A grande consequência é que afasta Leco do campo. Ele continua mandando no clube (ganha para isso), mas não terá mais autoridade e oportunidade para ações afoitas, como demitir Ceni em 12 minutos, como, orgulhosamente disse ao www.chuteirafc.cartacapital.com.br.

E o que Ricardo Rocha pode trazer de bom ao São Paulo?

Qual sua experiência como gestor?

O que fez no futebol após a aposentadoria?

Ser técnico do Santa Cruz e do CRB o qualifica para o cargo?

Sinceramente, acho que, antes de Ricardo Rocha, Raí precisava 1) contratar um lateral 2) resolver o caso Maidana 3) trazer um meia porque Cueva vai jogar pouco e Hernanes deve sair 4) trazer um atacante.

São prioridades muito urgentes. Ricardo Rocha podia esperar lá no SporTV.


Kaká é top 20. Do São Paulo.
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Menon

Kaká é uma das maiores joias criadas no São Paulo. Formado na base, estreou ganhando um título que o clube não tinha (Torneio Rio-São Paulo), saiu logo por não suportar o comportamento imbecil da torcia que o culpava, juntamente com Luís Fabiano, pela falta de títulos Foi para o Milan, ganhou a Liga dos Campeões, foi eleito o melhor do mundo e jogou pela seleção, com dignidade.

E qual é seu lugar na história do clube?

Eu fiz duas listas. A primeira, baseada no que os jogadores fizeram no futebol.

A segunda, no que fizeram no São Paulo.

A primeira:

Friedenreich, o primeiro “maior jogador do Brasil”, nos anos 30

Leônidas, o maior jogador do Brasil nos anos 40, artilheiro da Copa de 38

Sastre, o grande craque argentino dos anos 40

Bauer, o Monstro do Maracanã, também revelado pelo São Paulo e integrante da seleção de 50

Zizinho, o maior jogador brasileiro dos anos 50, o ídolo de Pelé.

Didi, eleito o melhor jogador da Copa de 58.

Mauro Ramos de Oliveira, um dos mais técnicos zagueiros da história do futebol brasileiro, campeão do mundo em 1958.

Canhoteiro, chamado de “Garrincha canhoto” nos anos 50.

Dino Sani, volante com 110 gols marcados pelo clube. Jogou no Boca, na Itália e na seleção de 1958

Roberto Dias, zagueiro e volante, carregou o São Paulo nas costas no período de construção do Morumbi.

Pedro Rocha, o único uruguaio a disputar quatro Copas do Mundo.

Gérson, integrante da seleção brasileira de 1970.

Careca, integrante das seleções de 1986 e 1990.

Falcão, integrante da Copa de 82, o Rei Roma.

Toninho Cerezo, outro do quarteto mágico de 1982, com Falcão, Sócrates e Zico.

Raí, campeão mundial pelo São Paulo e pela seleção brasileira.

Muller, campeão mundial pelo São Paulo e pela seleção brasileira.

Rivaldo, ídolo no Palmeiras e no Barça, eleito o melhor do mundo em 1999.

Rogério Ceni, o maior goleiro artilheiro da história.

Kaká.

Esta é minha lista de 20, não está por ordem de preferência. Tentei manter uma linha do tempo. Não me fixei em muitos jogadores das décadas de 40 e 50, como Teixeirinha, Yeso Amalfi, Maurinho (jogou a copa de 54), Barrios, Renganeschi, Remo, Friaça. São lendas, grandes jogadores, mas não vi. Desse período, preferi ficar com os inquestionáveis.

E a lista dos jogadores, baseado no que fizeram pelo São Paulo?

Eu mantenho Friedenreich, Leônidas, Sastre, Bauer, Zizinho, Mauro Ramos, Roberto Dias, Dino, Canhoteiro, Pedro Rocha, Gérson, Careca, Cerezo, Raí, Muller e Rogério Ceni.

Tirei Didi, Falcão e Rivaldo.

E coloco Dario Pereyra, Lugano e estou em dúvida entre Leonardo, Toninho Guerreiro, Oscar e Serginho Chulapa.

Em uma ou outra, Kaká tem lugar, com as ressalvas que fiz sobre os anos 40. Pode estar entre os 20, 30 ou até 10, conforme o gosto de cada um e do que viu de futebol.

Um posto excelente, quando se lembra que estamos falando do São Paulo.

Um grande jogador, que deixará saudades.

 

 

 

 

 

 


Raí é uma escolha ruim. E, se não der certo, será fritado por Leco
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Menon

Raí será o responsável pelo futebol do São Paulo. Ele aceitou ou vai aceitar o convite de Leco. Um erro do grande jogador. Primeiramente, por aceitar trabalhar com quem demitiu seu sobrinho, que fazia bom trabalho. Bem, são questões familiares, não me intrometo, mas que é difícil, para mim, entender, é.

Depois, qual é a segurança que se tem ao trabalhar com Leco? Ele é intempestivo, não tem nenhuma preocupação com trabalho a longo prazo. “Repórter, para mim, é igual mulher. Se está dando problema, eu troco”, dizia um querido (apesar de machista) amigo e chefe do início da minha carreira. Nunca me trocou.

Trabalhar com Leco é difícil. Raí será o oitavo responsável pelo futebol em uma gestão que tem apenas dois anos. Dese outubro de 2-15, alguns saíram por motivo próprio e outros por decisão de Leco. E sempre se soube que Leco, por ser homem do futebol, não deixa de dar opinião nas questões do futebol. Não dá liberdade de trabalho. Agora, com Pinotti, ele teve reuniões com o empresário Marcelo Dijan para tratar de negociações com o Cruzeiro, sem consultar o garoto-maravilha.

Raí corre, mesmo tendo sido um grande ídolo, o risco de ser defenestrado sem direito a um cafezinho para início de conversa. Leco demitiu Rogério Ceni em 12 minutos de conversa. Ceni era seu escudo na época. Raí será seu escudo agora.

E por ser o escudo de Leco é que eu considero a escolha ruim. O São Paulo precisa caminhar rumo à profissionalização. Buscar algúém do mercado, alguém que conheça empresários e que possa resolver problemas com rapidez. Não adianta ter um Pinotti, até pelo fato de o clube dever muito dinheiro a ele. Não adianta escolher Raí, que não tem experiência alguma. E que ficou apenas três meses na coordenação da base, nos tempos de Marcelo Portugal Gouvêa.

Raí precisa resolver logo os contratos de Marquinhos Cipriano e Militão, que podem assina pré-contrato ainda no primeiro semestre para deixar o clube no ano que vem. Quem fez contratos tão curtos com jogadores que são grandes promessas? Raí precisa resolver o caso Jucilei, precisa contratar um substituto para Hernanes, que dificilmente ficará.

É muita coisa importante para quem não tem experiência.

Ao chamar Raí, Leco só pensa em si. Tem um grande escudo. Novamente. Se não der certo, ele manda embora e contrata…Diego Lugano. O novo escudo que está na praça.


Dorival: “Falta um ponto e em 2018, vamos lutar por títulos”
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O blog entrevistou Dorival Jr. Foi muito agradável, é uma pessoa de bem e que falou sobre tudo o que foi perguntado. Só não deu o nome dos novos contratados, mas se fosse ele, eu também não daria.

Como vai ser o São Paulo de 2018?

Ah,  não vamos falar do ano que vem, não. Estamos trabalhando duro ainda em 2017 para salvar o São Paulo.

Mas, já salvou, né?

Nada disso, ainda precisamos de um ponto.

Ah, que exagero. O São Paulo tem 45. Ponte e Vitória têm 39 e se enfrentam…

Então, quem ganhar esse jogo ainda vai estar na briga

Tudo bem, mas o que se pode esperar do São Paulo no ano que vem?

Vamos brigar por títulos. Pode ter certeza disso.

Você vai ter o privilégio de montar o elenco, já a partir da base que se formou esse ano. Vai pedir muitas contratações? Dez?

Imagina, de jeito nenhum. Queremos contratações pontuais para que o time melhore. Queremos contratações do tipo Hernanes, de alto nível, para resolver. E vamos aproveitar a base. É um privilégio montar o elenco, mas vamos ter só 14 dias de treinamento antes de o campeonato começar. Não vai ser fácil.

Tem algum jogador da base que te deixa entusiasmado?

Tem o Anthony, do sub-17. É muito bom. E tem o companheiro dele, o Helinho. É sacanagem o que estes meninos jogam.

Tem outros da base?

Sim, mas não vou falar agora. Vou começar a temporada com alguns e depois da Copa São Paulo vou puxar mais dois.

E o Brenner?

Esse é questão de tempo, joga muito. É bom centralizado e também pelos lados.

Quando eu vejo o Brenner, eu penso no Ademílson, que fazia muitos gols na base, mas, que, quando chegou no profissional, sofreu muito porque a força física já não adiantava muito.

É verdade. O jogador da base precisa ser apoiado quando chega no time de cima. Pode estar pronto como o Zeca e o Lucas Veríssimo, que lancei no Santos. Por isso, é importante o sub-23. O Veríssimo eu tirei de lá. Veja o caso do Lucas Fernandes. Ele entrou, saiu, entrou e saiu. Quando entrar de novo, acho que vai render de forma contínua.

Já que você não quer falar de nomes de reforços, vamos falar dos emprestados. O que acha do Breno?

Gostaria de contar com ele. O São Paulo tem preferência para a volta.

Hudson?

Aí, é o contrário. A preferência é do Cruzeiro, então nem vou analisar.

O Artur, que está na MSL?

Não conheço bem, preciso analisar.

Iago Maidana?

Gosto dele, é bom jogador.

E o Kaká, se viesse para o São Paulo seria como o Lugano, que todos dizem ser um bom exemplo fora do campo, mas que não joga?

O Kaká tem muita condição de jogar ainda. Muito bom. Quanto ao Lugano, eu quero dar um testemunho. É um jogador de muito caráter. Ele é um exemplo. Não é escalado, mas treina com uma intensidade imensa. Outro, no lugar dele, poderia relaxar. Ele, não. Faz de tudo pelo grupo. Ele estava machucado e mesmo assim, viajava com a gente. Ninguém pode se queixar dele. É exemplar.

Crédito: RONALDO SCHEMIDT / AFP

E o Jean, goleiro do Bahia?

A diretoria trouxe o nome dele até mim e eu aprovei. Tem muitas qualidades.

E o Lucas Perri?

Tem grande futuro, é dois anos mais jovem que o Jean e vai subir um degrau no ano que vem.

Você falou em contratações pontuais que chegam para resolver. Eu vejo alguns problemas no time e gostaria de perguntar sobre eles. Contra o Vasco, o São Paulo fez um gol e recuou. Tudo normal, mas não tinha contra-ataque algum.

Nosso time não tem contra-ataque. Nosso time, até pelas características dos jogadores, aposta em muitos passes no meio, estamos trocando uns 700 por jogo. A saída de bola é qualificada, desde a zaga, com o Rodrigo Caio. Então, não tem contra-ataque, não tem a bola esticada, ela é conduzida. Poderia ter com o Wellington Nen, mas ele se contundiu. Para o ano que vem, teremos essa opção.

Será alternativo, como você diz. Mas como contratar um jogador bom para ser alternativo?

O jogador pode puxar o contra-ataque e também fazer outras funções. No Santos, era assim, como Geuvânio e o Marquinhos Gabriel. Aqui, até poderia ter com o Marcos Guilherme, mas ele tem muita condição defensiva, não dá para fazer os dois. Você perguntou de nomes, eu quero dizer que o Morato vai ficar. Ele renovou o contrato e terá pelo menos seis meses para mostrar futebol. Foi o tempo que ele ficou parado.

O fato de o time chegar no ataque através de muitos passes atrapalha o Lucas Pratto?

Não. A função dele é jogar de bico a bico da área adversária. Está sempre perto do gol. Quero explicar também que, além de trocarmos muitos passes, não temos muitas jogadas de fundo, com os laterais. O Militão e o Edimar não são para avançar, principalmente o Militão, que é um grande marcador. O Júnior Tavares apoia bem, tem grande potencial, mas o Edimar me dá mais segurança atrás.

Na ausência do Cueva, você usou o Shaylon, Lucas Fernandes, Maicosuel e Júnior Tavares. Isso mostra a importância dele, não?

O Cueva é muito bom. Eu o aproximei do Hernanes e o time rendeu bastante. Tem gente que chama o Hernanes de volante, ele é meia. O Cueva fez umas partidas na ponta, aberto, mas foi por conta dele, eu não pedi. Eu deveria ter fixado um jogador só na sua ausência, mas achei que um jogo era diferente do outro e resolvi variar.

Por que você demorou para fixar o Jucilei?

Porque ele não estava conseguindo jogar como nos tempos do Corinthians, quando roubava a bola e se aproximava da área adversária. Eu chamei para conversar e disse que, se não tivesse intensidade, não jogaria. Foi o mesmo que falei para o Vecchio, no Santos.

Quando você assumiu o São Paulo, você fez uma previsão melhor ou pior do que aconteceu com o time?

Não fiz previsão. Como você vai fazer previsão em um campeonato em que o último colocado ganhou duas seguidas e voltou a sonhar? Aqui não é o campeonato espanhol, é difícil prever alguma coisa. O que eu previ para o Vinícius Pinotti é que o time começaria a melhorar no segundo turno porque haveria mais tempo para trabalhar. Antes, haveria oscilações. A gente surpreendeu o Botafogo fora de casa e foi surpreendido pelo Coritiba no Morumbi.

Como foi o trabalho para reerguer o time?

Foi muito duro. A situação na tabela era ruim, não tinha tempo para treinar e a pressão era grande. Mudamos algumas coisas. Utilizamos bastante a psicóloga, Drª Anahy, aumentamos um dia de concentração, trouxemos os familiares para cá, mudamos a alimentação. Fizemos de tudo. Todo mundo ajudou. O Lugano foi muito importante.

O que mudou na alimentação?

(Juca Pacheco, assessor de imprensa, é quem explica). Nós passamos a jantar no estádio, após os jogos. No Pacaembu, no último jogo, tinha um buffet enorme para os jogadores. No Dia dos Pais, os jogadores receberam pais e filhos. Foi bacana. Ajudou.

Dorival, o que você acha da religiosidade dos jogadores, recebendo pastores na concentração?

Falaram que eu abri o Santos para os pastores. Não foi nada disso. Deixei entrar um amigo deles para tocar um violão. O treinador tem muito trabalho, rapaz, não dá tempo para ficar vendo se o jogador usa brinco, se reza ou não reza. Um dos problemas do futebol é que tem muita fofoca. Se a gente ganhar um jogo e for tomar pinga no bar, a torcida vê e diz que é água. Se a gente perder e for beber água, vão dizer que é pinga.