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São Paulo fechou a casinha. E perdeu a chave
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O desempenho defensivo do São Paulo no Brasileiro é digno de elogios. O time que, no início do ano, sofria dois gols por jogo, levou apenas cinco em sete partidas. Passou quatro dos sete embates em branco, sem ser vazado. E os números seriam ainda melhores, não fosse a partida contra o Corinthians, totalmente fora da curva. Um 3 a 2 que não combina com a efetividade defensiva do time de Ceni.

E, infelizmente, para os tricolores, não combina também com o poderio (?) ofensivo.

Sim, ao mudar seu estilo (suas idéias, também?), Ceni não conseguiu manter a força do ataque. Ou, pelo menos, parte dela. O antigo (há poucos meses) ataque do São Paulo se resume agora a oito gols marcados em sete jogos. É uma mudança muito radical. O time, que chegou a ter um placar médio de 3 x 2 por jogo, hoje tem 1,14 a 0,7.

A mesma palavra explica a intenção de Ceni e a dificuldade para que se encontre um time equilibrado. Transição. A mudança de um time ofensivo e desequilibrado para outro, pragmático e eficiente, deu errado por causa da…transição. Falo da transição da defesa para o ataque.

Ela piorou muito quando Cueva se machucou, em um jogo do Peru. Talvez a recuperação tenha sido precipitada, não sei, mas a verdade é que o peruano perdeu ousadia, velocidade e eficiência.

E quem poderia substituir Cueva? Maicosuel, que jogou apenas 45 minutos? Shaylon, que Ceni ainda considera verde? Lucas Fernandes, que está voltando a ter chances agora? Thomaz?

E quais as outras opções? Pelos lados do campo? Luiz Araújo saiu. Wellington Nem se contundiu e está voltando agora. Morato só joga no ano que vem. Leo Natel jogou dez minutos. E Marcinho? Como os laterais estavam machucados ou atuando mal, Marcinho foi deslocado para a ala. Tem a liberdade para atacar, mas, contra o Corinthians, por exemplo, foi obrigado a ficar recuado no início do jogo porque Arana e Romero tomaram a iniciativa. E ele precisou apenas marcar. E ainda não tem todos os macetes da posição. Falhou no gol do próprio Romero e no gol de Lucca, da Ponte. Com ajuda prestimosa de Lucão. Sobra então Júnior Tavares, que está indo bem, mas não está indo muito bem;

Há uma terceira opção: os volantes. Dominar a bola em seu campo e levá-la ao campo rival. Juntar-se aos meias, buscar os atacantes, chutar de fora. Pode ser Thiago Mendes. Pode ser Cícero. Os dois chutam bem, mas o rendimento não tem sido tão bom a ponto de suprir as necessidades. Mendes rendeu mais que Cícero.

O que pode mudar?

Militão, que ainda dá os primeiros passos como profissional? Promissores passos, mas os primeiros.

 

Wesley, Buffarini, Bruno ou Araruna se firmarem na lateral e liberarem Marcinho para o ataque? Além disso, seria recomendável que melhorassem o nível de cruzamentos.

Pratto mais recuado e Gilberto na área?

Não são ideias novas. Ceni já tentou várias delas. Uma coisa ou outra pode dar certo, mas nada é algo que possa surpreender, que cause frisson, que traga expectativas. A melhor opção, sem dúvida, seria uma melhora de Cueva.

O primeiro grande desafio de Ceni foi trancar a defesa. Ele conseguiu, com méritos. Montou um cadeado. Agora, precisa achar a chave que possibilite um time mais aberto e que faça gols necessários para que o time consiga, por exemplo, 60 pontos no campeonato. Mais do que isso, é muito difícil.


São Paulo gasta ou é sofrência até dezembro
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Pablo e a sofrência vão embalar o Brasileiro do São Paulo

Horas antes do clássico do desespero entre Cruzeiro e São Paulo, o executivo Roberto Menin, do Banco Intermedium e da construtora disse que a torcida tricolor poderia ter uma grande notícia nos próximos dias. Patrocínio. Dinheiro. É o que pode fazer o São Paulo sair da lamaceira em que está.

Não que o elenco seja tão ruim como a torcida pinta. Inclusive, os resultados são muito abaixo do que o grupo de jogadores pode apresentar. Tanto em resultado como em organização. No jogo contra a Raposa, o São Paulo não foi pior. Teve até boas chances no primeiro tempo, mas quando sofreu um gol ridículo, com participação elétrica do gandula e sonolenta de Maicon, mas quando precisou reagir, não tem como: o elenco falha.

As contratações foram baratas e o pessoal da base não está confirmando o que se falava e esperava dele. Então, o que se vê é o seguinte:

Cueva é o único armador do time. Jogou aberto na esquerda, para puxar o contra-ataque. Mas o peruano não está bem fisicamente. Teve uma distensão muscular e voltou após 17 dias, o que é apressado. E quando ele não joga, o substituto é Thomas, um jogador sem currículo algum. Eu não acredito em contos de fadas: jogador de 30 anos que está jogando na Bolívia não é solução para nada. Resumindo: o time não tem como jogar com dois armadores porque Thomas, Shaylon e Lucas Fernandes não estão à altura. E o único bom está machucado.

No início do ano, Ceni contava com quatro atacantes rápidos pelo lado do campo: Neres, Nem, Luiz Araújo e Neílton. Neres foi para a Holanda, Nem para o Reffis, Neílton foi despedido e Luiz Araújo caiu muito. Fora contratados Morato, que fez um bom jogo e se contundiu, e Marcinho, que não vai resolver nada.

Junior Tavares caiu muito, inclusive no ataque, seu forte. João Schmidt está de saída. Bruno é bom no ataque e Buffarini é bom na defesa. Maicon não é o deus da zaga coisa nenhuma.

O São Paulo precisa de reforços. Ou vai ouvir Pablo o ano inteiro


Luiz Flavio deu segurança para o São Paulo vencer
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O São Paulo é um time ofensivo. Corre muitos riscos. Em sete jogos no Paulista, fez 21 gols e sofreu 14. Média de 3 a 2 por jogo. O bom trabalho de Rogério Ceni é prejudicado pela falta de segurança que o time tem, defensivamente falando. Faz um gol e leva outro em seguida. Mesmo atuando bem, a torcida não tem sossego.

Na vitória por 4 a 1 sobre o Santo André, a segurança veio através do árbitro Luiz Flávio de Oliveira. Logo no início, ele validou o gol de Cícero, marcado em impedimento mais ou menos de 1,5 quilômetro. Assim, o time, que já estava bem, pôde jogar com calma. Veio o segundo gol, em bela jogada com Luiz Araújo e Júnior Tavares, com Cueva conferindo.

A defesa falhou no gol do Santo André e Leonardo diminuiu. O Santo André sonhou em repetir as proezas de Novorizontino e Mirassol, buscou o empate. O São Paulo passou a ser pressionado, mas Luiz Flávio interferiu novamente. Validou o gol de braço de Luiz Araújo. Veio o sossego que terminou com o quarto gol de Gilberto.

Uma pergunta: Luiz Flávio sabia que havia errado no primeiro lance. Não seria plausível que ele, se não soubesse o que realmente ocorreu no lance, anulasse o gol? Preferiu apitar para o lado maior, uma vez mais.

Deixando o árbitro de lado, é possível ver muita coisa boa no São Paulo.

Foram 13 finalizações, nove delas no alvo.

A jogada ensaiada de escanteio curto.

Atuação segura de Douglas. Lugano também estava bem, mas perdeu uma bola dominada.

Wellington Nem entrou bem e mostrou-se ótima opção.

Cueva e muito bom. Araruna é bom jogador

Gilberto tem sido uma digna opção a Pratto.

Luiz Araújo fez um cruzamento de direita para o primeiro gol. Fez um cruzamento de esquerda para o segundo gol. E fez o terceiro.

 

 

 

 


Bola pro mato, São Paulo. O jogo é de campeonato
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Antes de tudo é bom dizer que o Mirassol é um time muito bem treinado e que sabe exatamente o que fazer em campo. Tem bom passe, trata bem a bola e não se desesperou diante do domínio do São Paulo, principalmente quando se fala em posse de bola.

Um time perigoso.

E contra um time bom e perigoso, o São Paulo fez o primeiro gol aos nove minutos. Nada melhor. E continuou a marcar pressão e a ter domínio do jogo. O gol não saiu e o Mirassol começou a se soltar. Teve três chances seguidas entre os 30 e 40 minutos. Começou o segundo tempo com a mesma postura altiva. Não tinha medo de jogar.

No início do segundo tempo, escrevi no comentário ao vivo do UOL que o São Paulo precisava fazer um gol logo para que o jogo não se complicasse. E Rodrigo Caio fez. Rogério Ceni, então, fez três substituições que me passam a impressão que foram feitas porque ele considerou o jogo terminado.

  1. Neílton em lugar de Luiz Araújo, que havia perdido um gol – Rogério disse que montou um elenco com quatro jogadores de lado de campo – Neres saiu e Nem está machucado – para ter sempre intensidade e para manter o ritmo. Teoricamente está certo, mas Neílton é fraco. Não vai bem no ataque e nem na recomposição.
  2. Buffarini em lugar de Cícero – Rogério explicou que montou uma linha de três zagueiros com Buffarini, Maicon e Rodrigo Caio e que pediu liberdade total aos alas Bruno e Júnior. Não entendi. Buffarini é rápido, mas é baixo. E, pela televisão, o que vi foi Junior Tavares de volante e Buffarini na esquerda. Fiquei com a impressão que foi um preciosismo, algo para mostrar que é possível mudar o time sem trocar jogadores, algo para dizer que Buffarini joga bem em três posições.
  3. Lucas Fernandes em lugar de Cueva – Nitidamente, foi uma troca para homenagear Lucas que é um futuro grande jogador. Estava parado há nove meses por conta de operações no joelho e no ombro. Em casa, com o jogo definido, seria o momento exato para que ele entrasse e recebesse aplausos. Só que não estava decidido e Cueva, o melhor do elenco, saiu.

Enfim, são substituições que eu considerei erradas. Mas o time ganharia do mesmo jeito se Edson Silva ainda estivesse no São Paulo e não no Mirassol. Ou se Lugano estivesse em campo. Maicon é bom, mas errou feio. Não pode tentar sair jogando daquela maneira, nem se acertar. Ainda mais errando. E ele já havia errado feio no primeiro tempo.

O São Paulo tem um estilo de jogo agressivo e o tem mantido em todos os jogos. Não é o caso de trocar, mas apenas de saber que nada é tao definitivo. Dar um chutão também pode ser importante. Seria o chutão da vitória. No segundo gol, nova falha da defesa, permitindo a chegada de Xuxa.

São erros que podem ser corrigidos. Com certeza serão. O conceito não pode ser mudado. Mas é preciso cuidado na hora decisiva. Outro ponto: não vejo Sidão como um grande goleiro. Nem com os pés e não com as mãos. Jogou bem, com as mãos, mas errou uma saída feia com os pés. Pode até ser titular, afinal Denis teve um ano para dar confiança ao time e não conseguiu. Mas dizer que Sidão merece a vaga porque é bom com os pés, é forçar muito. Bom é o Neuer e foi o Ceni.


Gigante Cueva humilha o Corinthians
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oleOs jogadores que estão em atividade sempre perdem na comparação com ídolos do passado. Em todos os times. A memória afetiva fala mais alto. Quem está em campo sempre perde para quem está no campo da imaginação. Mas a verdade precisa imperar. O São Paulo teve muitos e muitos jogadores melhores que Cueva. Poucos fizeram uma partida tão fantástica como o pequenino peruano – não acredito no 1,68m da ficha dele – contra o Corinthians.

Começou com a linda cobrança no pênalti que não foi pênalti. Fagner não pegou Kelvin. O gol veio com paradinha e cavadinha. E, se Fagner não pegou Kelvin, ninguém pegou Cueva. Williams, Rodriguinho, Camacho…ninguém.

Cueva foi o Maestro. Foi o dono dos tempos, dono dos ritmos. Soube segurar a bola, soube acelerar o jogo, soube dar passes perfeitos. Pelo menos quatro, três deles se transformando em gols. Cueva quebrou as linhas corintianas. Barbarizou o jogo. Comandou o oléééééééé´.

E os gols do São Paulo foram bons animicamente também. Neres e Luiz Araújo, garotos da base. E Chávez, que não fazia há dez jogos.

Foi um jogo redentor do São Paulo. No ano em que tudo foi mal, goleou o rival. Com um baile do pequenino gigante peruano.


Mais um vexame do São Paulo. O time é muito ruim
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Quando houve o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, havia três bolinhas desejadas: Fortaleza, Juventude e Botafogo-PB, bravos representantes da terceira divisão. O São Paulo ficou com o Juventude. E está eliminado em dois jogos. Vexame. Vexame que tem explicação.

O primeiro grande erro foi na primeira partida. Ricardo Gomes escalou Bruno em uma lateral e Carlinhos em outro. O Juventude aproveitou as dificuldades de marcação de ambos e venceu por 2 a 1. Estava tão errado que, no segundo jogo, quando precisava da vitória, ele não colocou os dois laterais. Preferiu Mena, mais forte na marcação.

A segunda explicação é simples: o time do São Paulo é ruim. Muito ruim. Principalmente em dois aspectos.

1) Os volantes não tem saída de bola. Thiago Mendes e Hudson não colaboram com o ataque, não fazem a bola chegar. Na segunda partida, foram omissos nesse aspecto. Omisso não é a palavra correta. Eles não sabem fazer isso. João Schmidt sabe e não joga.

2) Falta qualidade no meio. Cueva é o único aceitável. Wesley não dá. Daniel? Não sei, nunca é escalado.

3) O principal problema é o ataque. O nível dos jogadores é fraquíssimo. Vamos ver?

Chavez é um lutador, um brigador. É o homem de última bola. O último toque. Um grosso que resolve. Desde que a bola chegue. E ela não chega.

Kelvin é um atacante de lado, que faz poucos gols. No São Paulo, são três, se não me engano. No mais, é incompleto. Dribla mais ou menos, cruza mais ou menos, sofre algumas faltas. Jogador para entrar no segundo tempo, tentar virar o jogo. No São Paulo, é titular.

E as opções?

Luiz Araújo é um atacante de lado que mostrou qualidades na base. No time principal já teve muitas chances e não mostrou futebol para se firmar como uma opção confiável.

David Neres é atacante de lado com muito sucesso na base. Luiz Araújo era seu reserva. Ainda não estreou. Não se sabe o que poderá fazer, o que poderá contribuir. No momento, é difícil dizer que possa ser a solução de alguma coisa.

Gilberto é centroavante de carreira irregular, com sucesso no Santa Cruz e Portuguesa e fracasso no Sport e Inter.

Robson estava na terceira divisão. Tem 25 anos e um currículo sem brilho. Com o tempo, talvez pudesse ter sucesso, mas não é o jogador para o momento atual. Não vai chegar e resolver o problema.

Quem mais? Pedro? Poupemos o garoto.

Um elenco fraco. Um time ruim. Perdeu muito com as ausências de Calleri e Ganso.

Está onde merece estar.

Tem grandes chances de escapar do rebaixamento.

Tem grandes chances de continuar dando vexame em 2017. Falta dinheiro para contratar.


Sucesso do sub-20 aumenta aposta do São Paulo na base. Bauza já foi avisado
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O sub-20 do São Paulo fez uma excursão vitoriosa à Argentina. Em cinco dias, venceram o time principal (desfalcado) do Chacarita, e as esquipes sub-20 de San Lorenzo e River Plate. Venceram os dois primeiros por 2 x 1 e o terceiro por 6 x 1. Os gols foram de Murilo, quatro, Shaylon, dois, Pedro, Luiz Araújo, Caíque e Café, um cada.

O sucesso fez com que Luiz Cunha, diretor de futebol, ficasse ainda mais convencido que a base deve ser primordial na hora de

Murilo fez quatro gols na excursão à Argentina

Murilo fez quatro gols na excursão à Argentina

reforçar o elenco para o restante da temporada. Ele e Leco avisaram a Bauza que o pedido de cinco reforços ficará mesmo no campo dos sonhos.

Três é o número mágico. Um deles é um centroavante, apesar de a diretoria ainda lutar pela manutenção de Calleri, caso o argentino não consiga fechar uma transação para a Europa.

Zagueiro também é prioridade. O clube luta por Maicon, mas não tem nada fechado. Rodrigo Caio pode ficar 18 jogos fora por causa da Copa América e da Olimpíada. Lugano e Breno são incógnitas físicas. Lucão, Lyanco e Kal são as outras opções.

Kal, Luiz Araújo e Banguelê já estão com o time principal. Outros virão.

O sub-20 do São Paulo disputará a Copa São Paulo, que começa dia 3 de julho. São 27 clubes divididos em quatro grupos. Os quatro primeiros se classificam. A final do campeonato será dia 27 de novembro. Paralelamente, participará do Campeonato Paulista da categoria. O clube tem dois times sub-20 e um sub-19. O sub-19 assumirá alguns jogos do paulista.

Pela Copa Paulista, o São Paulo não poderá mandar jogos no CT de Cotia. Está procurando um estádio.

 

 

 

 

 

 


Luiz Cunha: “São Paulo vai apostar na base”
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Luiz Antonio Cunha, 63 anos, se define como um pequeno industrial na área de embalagens, casado, com quatro filhos e quatro netos. É também o novo diretor de futebol do São Paulo. Vai assumir as funções de Ataíde Gil Guerreiro, que era vice-presidente de futebol. Cunha, que não é conselheiro, não pode ser vice do clube, pelo estatudo.

Para atender ao blog, ele deixou de lado, por um tempo, o jogo entre Novorizontino e XV de Piracicaba. “Estou acompanhado o Luiz Araújo, que é um jogador de muito futuro e que logo poderá estar no time de cima”;

A seguir, partes da entrevista:

Como é assumir o clube em momento de crise?

Crise é oportunidade. É a hora de investir e criar fatos novos. É um grande momento na minha vida de são-paulino.

Você não é conselheiro. Como conseguiu um lugar importante em um clube que sempre privilegia os cardeais?

É porque estou bem com Deus, não é? (risos). Olha, como eu não sou conselheiro, não posso dar nem meu voto ao Leco. E nem tenho votos satélites, não influencio ninguém. Se ele me chamou assim é porque confia em meu trabalho e minha honorabilidade.

Você era diretor da base e ganhou muita coisa. Sua ascensão significa que Cotia será privilegiada?

O Leco conhece meu trabalho na base e me chamou para o profissional. Isso significa claramente que o São Paulo quer olhar para a base, quer aproveitar melhor as revelações.

Por que o Santos revela mais que o São Paulo?

Esse é um mistério que sempre me intrigou e que vou resolver agora. Os dois times se equilibram na base e eles revelam mais.

Quais jogadores podem subir?

Antes de responder, quero deixar claro que terei uma reunião com Bauza para traçar um diagnóstico do time. Então, olhando para nossas finanças, que não são boas, buscaremos remédio. Quanto à base, é difícil citar algum jogador. São muitas promessas.

Faça um esforço…

Bem, o Lucas Fernandes já está lá. O zagueiro Militão também, mas não é aproveitado. Eu gosto do Murilo, atacante que já treinou com o Osório e também do David Neres. Tem o Inácio e o Banguelê, que eu vejo como um jogador pronto para o time de cima e o Artur, que é sensacional. Mas tem outros.

Como será o elenco do Brasileiro?

Vamos tentar manter Maicon e Calleri e outros destaques. E depois, fortalecer o elenco porque o Brasileiro é um campeonato muito exigente, principalmente pelos cartões e contusões.

Dizem que você é linha-dura…

Para exigir algo dos jogadores, temos que ter pagamento em dia e premiação em dia. Nessas condições, vamos exigir comprometimento e trabalho. Dentro de um ambiente amistoso, é lógico.

 

 


Lucão, o anjo caído. Personagem da semana
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Amigos,

anjo 03Havia uma pré lista de possíveis personagens da semana. Todos ligados ao Majestoso: Luiz Flávio, o árbitro sob suspeita, Danilo, que foi campeão mundial pelo São Paulo e que sempre marca no ex-clube, o garoto Maycon, volante-artilheiro, Denis, que luta contra os atacantes e contra a sombra de Ceni, Hudson em nova fase etc etc

Os dois nomes mais fortes eram Romero e Lucão. Romero, o atacante de cabelo estranho e que já fez quatro gols em 2016, depois de um ano ruim. Faria alguma menção a seu nome, Ángel. Um anjo paraguaio. Lucão, por voltar à Itaquera após ser destaque negativo nos 6 a 1. A pressão sofrida por ele até sua ressurreição, com uma bela partida, talvez um gol.

E houve, então uma simbiose. Romero jogou alguns minutos e Lucão não conseguiu terminar de forma feliz sua segunda chance. Foi desastroso. Ficou com o apelido que havia designado a Romero. Um anjo.

Um anjo caído.

Os anjos caídos eram aqueles que, em busca de poder, se entregavam às trevas e ao pecado. Caíam do Céu ao Inferno. Lúcifer foi o mais importante deles.

Lucão foi do céu ao inferno não por amor ao poder. Não é arrogante, não tenta jogar bonito, não é expulso toda hora… Apenas tem cometido erros e erros. E, pior, alguns deles, erros marcantes em Itaquera, contra o rival odiado pelos são-paulinos.

Há outros, é lógico. Os números são cruéis. O São Paulo sofreu quatro gols em 2016 e ele participou de três: o pênalti infantil contra o Red Bull, quando recém havia entrado em campo, o passe para Lucca e a falta de atenção no gol de Iago. Para mim, este foi o pior, por mostrar um modus operandi. Já havia sido assim no ano passado, contra Romero.

E, se o Inferno está bem explícito, quando mesmo foi o Céu de Lucão?

É preciso voltar um pouco no tempo. Em 2013, ele era uma das mais fulgurantes estrelas da constelação nascida em 96, campeã da Copa do Brasil sub-17. O time que venceu a final contra o Flamengo tinha Eder, Auro, Lucas Silva (ele, Lucão), Lucas Kal e Gabriel, Hebling, Araruna, Queiroz e Boschilia, Ewandro e João Paulo. Luiz Araújo era reserva. Joanderson, contundido, não jogou a final.

Hebling e Boschilia estão na Europa, Auro e João Paulo no limbo do profissional, Ewandro no Furacão e Kal, Araruna e Queiróz e Luiz Araújo ganharam a Libertadores na noite do mesmo domingo que, em sua tarde, viu a derrocada de Lucão.

Ele subiu para o profissional antes dos outros. No Paulistão de 2015, Muricy não inscreveu Antônio Carlos para que Lucão pudesse brilhar. Sua fama era tanta – capitão das seleções de base – que houve uma batalha pela renovação do contrato. O São Paulo cedeu, apostando em uma transação futura para a Europa. Havia mercado. Ainda há.

O “céu” de Lucão sempre foi o futuro. Um futuro que nunca se materializou. Culpa de uma transição mal feita? Precipitada? Deveria estar ainda na base? Ou a verdade é que ele será apenas uma promessa não cumprida. Apesar de haver feito alguns bons jogos – dois passes espetaculares na vitória sobre o Coritiba – nunca foi o que se esperava.

É cruel usar o verbo no passado, quando se fala de alguém com 20 anos, mas a verdade é que Lucão, hoje, é um currículo em busca de um futebol que justifique tantos elogios passados.

Talvez devesse ser concluído o desterro. Buscar um outro lugar, reestruturar sua carreira, dar a volta por cima e retornar como o filho pródigo.

Pode ser, mas hoje ele é apenas um anjo caído. Do céu ao chão de Itaquera.


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