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Vamos lotar o Canindé
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O trabalho do Paulo Batista mostra como é difícil para o torcedor da Portuguesa acompanhar seu time. Um fado fado ben triste, uma angústia.

Pois no domingo, não precisa de malabarismo. Basta ir ao Canindé as 10 da manhã e incentivar o time que tem um jogo de seis pontos contra o Juventus. Para ser campeão? Não, para não cair novamente.  A tristeza não acaba e e por isso é importante apoiar o time.

 

 

 


Como é duro torcer para a Lusa
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Não sou torcedor da Portuguesa, mas gosto do time. Acompanho sempre, mas estou desiludido. Fiquei com raiva do Alexandre Barros, que está montando times cada vez piores e deixei de ouvir a rádio dele.

Ontem, nem sabia o horário direito. Quando me lembrei, acionei no NetLusa, do amigo Lucas Ventura. Estava 1x 0 aos 28 minutos. Eu pensei que fosse o segundo tempo. Desliguei para ver apenas o final. Quando fui ver novamente, tive a surpresa. No exato momento, a Penapolense empatou, como o Lucas já previa.

Desliguei e fui para o Twitter. Passaram três minutos e sou avisado da virada da Penapolense. Fiquei irritado.

Passou um tempo e me arrisquei no NetLusa. Justamente na hora do empate. Saí imediatamente, para não dar azar.

Entro no twitter e leio o Felipe Higino escrevendo: a Lusa ainda vai me matar. Pronto, virou de novo.

Fui no NetLusa e a virada era da Lusa. Lucas estava desesperado. Saí rapidamente e voltei aos 45 minutos. Resolvi deixar de ser covarde e fiquei até o final. Vitória.

Agora, tem Juventus e Guarani em casa. Com luz? Sem luz? Com quem, se o elenco é tão curto. Não interessa. Com quatro pontos, dá para escapar.

Se der, domingo de manhã estarei lá.


Fica, Zé Roberto. Fora, Marcão
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Uma lembrança recente, verdadeiro fantasma, atazanou a vida do zagueiro Marcão, da Portuguesa do Rio. Uma lembrança antiga, verdadeiro bálsamo diante do presente tão ruim, se transformou em uma linda homenagem a Zé Roberto, que, aos 43 anos, voltou a defender a sua Portuguesa, que ajudou a levar ao vice-campeonato brasileiro de 1996.

O herói e o vilão se encontraram na primeira rodada da Copa Rubro-Verde, que reuniu Associação Portuguesa de Desportos, Associação Portuguesa Londrinense, Associação Atlética Portuguesa (de Santos) e Associação Atlética Portuguesa (Ilha do Governador, do Rio). O primeiro jogo reuniu as Portuguesas do Rio e do Santos.

E começou a perseguição ao esforçado zagueiro Marcão, da Portuguesa carioca. A bronca vem do ano passado, quando Marcão fazia a dupla de zaga da Portuguesa de Desportos com Gabriel. O time chegou às semifinais da Copa Paulista, mas foi eliminado pela Ferroviária. Era a última chance de conseguir uma vaga para a Série D. Marcão, que estava emprestado, voltou ao Rio, mas, antes, criticou a falta de estrutura da Portuguesa.

Foi o bastante para que virasse a Geni da primeira rodada. O torcedor da Lusa é passional. Ele pode falar mal, mas ah se alguém resolve apontar um defeito de seu time. E foram 90 minutos de vaia. E de apoio à Briosa, de Santos. O jogo terminou 2 x 2 e foi para os pênaltis.

Cleitoooooon, Cleitoooooooon….

O goleiro da Portuguesa Santista nunca teve tanto apoio na vida. Seu nome era gritado a cada cobrança, como forma de apoio. Não adiantou. Os cariocas fizeram os cinco pênaltis e foram para a final. E tome vaia para Marcão, quando se aproximou da saída de campo, rumo ao vestiário.

Será que ele fica?

A pergunta tomava conta da torcida da Lusa, agrupada atrás de um dos gols. Ele é Zé Roberto, uma das grandes revelações da história do clube, jogador que fez sucesso na Alemanha e que jogou duas Copas do Mundo.

Fica, nada. O cara se aposentou no Palmeiras, tem um bom salário e vai jogar a Série A 2. Já pensou se cai a mancha a carreira?

Fica, sim. São só 15 jogos, dá para se acertar com o Palmeiras e ajudar a gente.

Zé teve seu nome gritado no início, durante e no final do jogo. Seu currículo não admite concorrência com os que estavam em campo. Mas não é só isso.

Quem é este zagueiro aí?

Não sei, não. Nome na Portuguesa é difícil.

O diálogo entre dois torcedores é revelador. Nos últimos anos, a cada semestre, sai uma barca do Canindé. E chega outra. Jogadores e jogadores que não impedem rebaixamentos sucessivos. Nos últimos dois anos, o time escapou do rebaixamento para a Serie A-3 na última rodada.

Mesmo assim, a torcida canta, orgulhosa

Luta, Luta,

Pela camisa e pela glória

Hoje, temos de ganhar.

Havia outros gritos. Zé Roberto é da Leões. E a autolouvação dos Leões da Fabulosa, dizendo que dão porrada em gambá, pó de arroz, na porcada, no time da baixada, jurando que já bateu em mais de mil e que já apavorou até no Rio.

A Portuguesa foi bem melhor e venceu por 2 x 0. E a espera da torcida, era por Zé Roberto. Enquanto ele não vinha por conta de uma entrevista para a televisão no meio do campo…vaias para o repórter que ousava segurar o ídolo.

Zé não vinha, mas o zagueiro da Portuguesa Londrinense vinha. Muito magro e com uma cabeleira afro dos anos 70, foi homenageado com direito a nome de jogador belga.

É Felaini, é Felaini, é Felaini;

Felaini abanou a mão e foi tragado pelo túnel.

Zé Roberto veio em seguida, com a mão no coração e depois acenando para os Leões da Fabulosa.

Fica, Zé Roberto, Fica….

Era uma súplica, um desejo imenso de voltar no tempo, quando o craque tinha 21 anos.

Ele fica. Até domingo. Depois, é hora da Lusa caminhar com suas próprias pernas. Com as pernas de marcões.


Juventus x Lusa, o clássico do amor
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Vinícius Pereira/Folhapress

Ah, se eu fosse o responsável para escolher um novo repórter…

Cordialmente, receberia o currículo.

Primeiro lugar na Eca, especialização em táticas defensivas, mestrado em táticas ofensivas, doutorado em transição, pós-doutorado em Globalização futebolística, fluente em inglês, italiano, sueco, francês e espanhol, professor assistente de mandarim na Universidade de Xangai, MBA em semiótica, segundo lugar no curso de catecismo em Caconde, terceiro colocado no campeonato de soletração de Casa Branca, participante da Banda Marcial de Aguaí, além de um link com 300 lindas matérias, todas de alto nível.

Eu olharia com cuidado o currículo, disfarçaria meu entusiasmo – sem contato visual – e, de repente, em um movimento brusco, olharia fixamente para o candidato e diria com voz ameaçadora:

Você já trocou de time alguma vez?

Se a resposta fosse sim, ou se fosse um não que me passasse desconfiança, eu agradeceria e procuraria outro candidato.

Sim, amigos, porque a verdadeira traição é a troca de time. Não é a mulher que troca o milionário pelo bombeiro, não é o diretor de cinema especializado em teste de sofá, não é o sacripanta que deixa a mãe no asilo para ficar em casa com a namorada nova. A verdadeira traição é a troca de time. A Redação perdoa um fã do Bolsonaro, mas não perdoa alguém que abandonou o São Caetano.

Por isso, o clássico do amor. Juventus x Lusa, as 15h na Rua Javari. Torcer por Juventus e Portuguesa é um ato de amor. Significa, no caso da Portuguesa, ir a campo sonhando com glórias passadas, com Djalma, Julinho, Ze Maria, Renato, Brandãozinho, Pinga, Simão. Significa, no caso do Juventus, trazer Brida e Brecha incrustados para sempre na ternura e na sinceridade do cantinho da saudade.

Torcer para Juventus e Lusa é criar canais próprios de informação. Nada de grande imprensa, nada de televisão, apenas e tão somente algumas rádios. A televisão passa o Sassuolo, passa o Beksitas, passa a terceira divisão da Islândia, mas não desloca uma equipe para mostrar um jogo desses. É encontrar parceiros de cornetagem virtuais, porque é difícil achar um igual, um parceiro de lamentação e de alegria. É como participar de uma seita.

É um ato de resistência. É gritar aos quatro cantos do Universo que o amor ao futebol não pressupõe títulos. Não é preciso ter uma sala cheia de troféus, não é preciso comprar um container para guardar taças, não é preciso gritar é campeão. Basta xingar o juiz de ladrão, basta chamar o lateral de mardito, o goleiro de morfético ee o ponta de lazarento. Sim, porque no futebol de que tratamos aqui, não só as ofensas são old fashion. Aqui, ainda existe ponta e beque. Se bobear, tem harfe. Nada de winger, double six ou box to box.

Para torcedores assim, só resta o campo, mesmo que lutem para não cair. Se não for o futebol, o que lhes resta? Gritar que seu programa de sócio-torcedor é mais completo, dá direito até a foto com o Pateta na Disney, berrar que o CT é número um, que seu diretor de futebol é mais ágil e que o CEO sabe a abertura Nimzovitch no xadrez? É futebol, só. No caso de hoje, podem entrar também em um concurso de camisa mais bonita. Sérios rivais para a verde e preta do América Mineiro.

São duas torcidas diferentes. A Portuguesa com sua turma móvel, sempre atrás do goleiro rival, uma torcida com pensamento em Dom Sebastião, esperando um Redentor…A do Juventus, mais moderna, imitando cânticos argentinos…Até acho um pouco modinha. Tenho lembranças da Ju Jovem.

O futebol é paixão, mas também é lúdico. Pegar o metrô, descer a rua dos Trilhos, caminhar até a Esfiha (sim, com letra maiúscula) ver os amigos de paixão, sentir-se incluído, sentar a bunda no cimento, com um bom espaço, comer alguma comida horrível e amar. O seu clube de coração. E o futebol.


Leão pede aos grandes: “tragam jogadores à Lusa. Eu cuidarei deles.”
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leaolusa2Emerson Leão aceitou o cargo de consultor de esportes da Portuguesa. Não vai ganhar nada. O acordo começou após uma entrevista no canal Fox. Disse que estava muito triste com a situação atual da Lusa e que gostaria de ajudar. Alexandre Barros, então candidato a presidente, ouvi e anotou. Ganhou a eleição, telefonou e marcou uma reunião. E o acordo foi fechado. Ele não irá indicar o treinador, mas estará pronto para dar opiniões.

E credibilidade é o nome do que Leão acredita que possa aportar à Portuguesa. “Dizem que a Portuguesa deveria pedir jogadores que os grandes clubes não estão usando. Eu acho o contrário. Se um grande time tem um jogador que não usa e não pensa em usar, por que ficar com ele? É muito melhor o jogador atuar. E há algum lugar melhor que a Portuguesa. Eu chego para dar credibilidade a esse tipo de transação. Podem trazer que eu me responsabilizo, eu serei o guardião. E por que podem confiar em mim? Porque sempre confiaram e não decepcionei”.

O mesmo raciocínio da credibilidade à prováveis patrocinadores. “A Portuguesa é o clube da colônia portuguesa. Eles precisam ajudar. E se quiserem ajudar, eu me responsabilizo. Serei o guardião de toda oferta, o dinheiro será bem cuidado”. Na busca de jogadores, entrará também a credibilidade de Luis Iauca, que também faz parte da direção. Com ele, os jogadores saberão – assim pensa Alexandre Barros – que os salários serão pagos em dia. Um tipo de incerteza que afastou muita gente da Lusa.

Para Leão, a Portuguesa deve abandonar todo tipo de gigantismo ou sonho alto. “Tem de ter os pés no chão e saber que não tem nada. Essa é a parte boa. Saber que não tem nada. E quem não tem nada, precisa de reconstrução. Eu gosto do papel de reconstrução e sou amigo da Portuguesa. Estou aqui para ajudar”.

 


Lusa vende 6 mil ingressos e pretende chegar a 12 mil para decisão
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A Portuguesa faz jogo decisivo contra o Vila Nova, sábado às 19h no Canindé. Vale vaga para a Série B em 2016. O Vila ganhou a primeira por 1 a 0. Para subir a Lusa precisa ganhar por dois gols de diferença. Ou vencer por 1 a 0 e garantir a vaga nos penais.

petA meta dos dirigentes é levar 12 mil torcedores para o jogo. Foram colocados 15 mil ingressos à venda, 1400 deles dedicados ao Vila Nova. Até agora, a Lusa conseguiu vender 7 mi ingressos.

Uma grande parte faz parte do projeto Futebol Sustentável, em parceira com a Federação Paulista de Futebol. São cinco mil ingressos que podem ser trocados por duas garrafas Pet. A cada ingresso trocado, a Portuguesa recebe R$ 5 da Federação.

A procura é enorme.. Está praticamente esgotado. Donos de padaria estão levando garrafas Pet e dando os ingressos para funcionários e clientes. Muitos torcedores da Lusa estão levando amigos de outras torcidas para a troca, de forma a lotar o estádio.

Há ainda ingressos a R$ 10, R$ 40 e R$ 60, todos com direito à meia entrada.

 


Corinthians e São Paulo buscam reforços na Portuguesa
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A vida de Antônio Ribeiro, o Dunga, não é fácil. Diretor de futebol da Portuguesa, vive no limite entre a falta de dinheiro e as dívidas. Como montar um time assim? Com muitas dificuldades, conseguiu. Alguns jogadores, como Bolívar e Felipe, saíram por falta de pagamento. Aos trancos e barrancos, a Portuguesa conseguiu, na terceira rodada do segundo turno – faltam seis – entrar no G-4 de seu grupo.

E, justamente agora, mais dois problemas aparecem. O Corinthians tenta ficar com o artilheiro Guilherme Queiróz – nove gols em 11 jogos – e o São Paulo, com o lateral direito Gustavo Cascardo.

“Quanto ao Queiróz, não houve uma consulta à Portuguesa, mas já ouvi alguma coisa, sim. Nós estamos bem guarnecidos e tenho certeza que ele vai ficar até o final da Série C”, diz Dunga.

Ele disse que rejeitará inclusive um tipo de transação que tem sido comum. “A gente se descuida do pagamento, os atletas entram na Justiça e vão para outro clube. A Portuguesa fica com uma compensação financeira. Não quero isso. Está tudo certo com o Queiróz e precisamos dele para o acesso”.

Gustavo Cascardo fez poucos jogos pela Lusa. O último, foi contra o Madureira, segunda-feira; Entrou no segundo tempo e foi fundamental para que o empate de 1 a 1 se transformasse em vitória de 4 a 2, com dois passes perfeitos, aproveitados por Queiróz e Hugo. Deu entrevistas, reafirmando amor ao clube – chegou à Lusa com 11 anos – e, na quinta-feira, não treinou. Na sexta, seu advogado João Henrique Chiminazzo entrou na Justiça, pedindo liberação do jogador, alegando salários atrasados.

“Na verdade, a gente havia entrado com as guias de recolhimento do FGTS e outras coisas antes do pedido dele. Isso é o que vale. E tudo está pago. Esse advogado tentou liberar o Pato do Corinthians e não conseguiu. Nosso jogador também não vai sair”, diz Dunga.

Como Chiminazzo é advogado de Pato, criou-se na Lusa, a certeza que o São Paulo será o próximo clube do jogador de 18 anos. Foi assim com o goleiro Carlinhos, no semestre passado. Em 2015, por falta de pagamento, a Portuguesa perdeu o volante Renan para o Atlético-PR, o atacante Luan para o Inter e o meia Gabriel Xavier, para o Cruzeiro.

O salário de Cascardo é de R$ 800. E mesmo assim, atrasa, Dunga? “A Portuguesa tem dificuldade em pagar qualquer salário. Toda quantia, pequena ou grande é uma dificuldade”.

 

 

 


Alex Reinaldo é o quinto reforço da Portuguesa
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O lateral-direito Alex Reinaldo, de 24 anos, será apresentado na sexta-feira como reforço da Portuguesa. É a quinta contratação, a primeira vinda da Série A do Paulistão. É velocista e fez bom campeonato pelo São Bento, como me informa o companheiro Luiz Ademar, do Blog Futebol Caipira.

Antes dele, chegaram o meia Francisco Alex, que se destacou na campanha do Água Santa, de Diadema, que conseguiu o acesso, e o zagueiro Anderson Luiz, de 33 anos, que ajudou o Boavista a escapar do rebaixamento no Rio. O zagueiro foi indicação do treinador Junior Lopes.

Ele pediu também a chegada do goleiro Felipe. São dois homens de confiança para a montagem de uma nova defesa. Ela será completada pelo lateral-esquerdo Dieyson, que foi revelado pelo Vasco e estava no Icasa.

Outros nomes estão sendo sondados, como o lateral-direito Lucas Neílton, que subiu com o Novorizontino e o meia Danilo Sacramento, comandante da Ferroviária na conquista do título da A-2. Fabinho Capixaba não continuará e Tom será no máximo o terceiro goleiro. Mais um virá.

Os nomes estão dentro da previsão de José Reis, executivo de futebol. Ele sempre disse que buscaria jogadores na Série A-2. Gente jovem, com vontade de vencer e alguns experientes, como Anderson Luiz.

Nas redes sociais, os torcedores reclamam. Não há motivos. A falta de dinheiro impede nomes conhecidos. O jeito é torcer para que os que vieram possam dar conta do recado.


Lusa será jovem, rápida, aguerrida e barata. Como Tiago Adam
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Conversei com José Reis, 41 anos, executivo de futebol da Portuguesa. Não citou nomes, mas deixou claro o perfil de jogadores que o time terá na Série C.

Como está a montagem do elenco para a Série C?

Pretendo ter 18 jogadores treinando a partir do dia 4 de maio. Assim, será possível o treinador Junior Lopes montar o time que estreará no dia 16, contra o Londrina.

Como são os jogadores que virão?

São jogadores que precisem levantar a cabeça para olhar o escudo da Portuguesa. Não queremos jogadores que abaixem a cabeça para olhar o escudo. São jogadores jovens e com perfil técnico da Série C, gente de muita velocidade e vontade de vencer.

De onde virão esses jogadores?

Essencialmente da Série B e da Série A-2 do campeonato paulista, que tem bom nível. Também são jogadores do Norte e Nordeste. Fiz um mapeamento e listei 65 nomes. Agora, o Junior Lopes vai trazer a lista dele, que é bem menor e vamos procurar os nomes, a partir do esquema tático que será adotado e dos salários que pagaremos.

Quanto será a folha salarial?

Em torno de R$ 220 mil, pouco mais que a metade do que a Portuguesa paga hoje. A realidade é Série C e pronto. O que ajuda muito é a camisa da Portuguesa. Já senti isso nos jogadores que procurei.

C0mo é a conversa?

Começo dizendo que o salário é de Série C. E que a premiação é de Série C. Mas que é muito melhor ganhar salário de Série C em São Paulo e na Portuguesa do que no Tupi, por mais respeito que o Tupi mereça. Se um atacante faz cinco gols aqui é mais falado do que o que faz dez gols lá.

E os salários atrasados?

Infelizmente, a imagem da Portuguesa está manchada. Mas muita gente que está vindo é porque tem confiança em mim. Estou garantindo que não vai atrasar.

O  que você acha de Tiago Adam, artilheiro da série A-2, pela Ferroviária. Está no seu perfil?

É um jogador jovem e de alto nível técnico. Pertence ao Atlético-PR e foi muito bem na A-2. Quem quiser descobrir os jogadores que queremos, pode dar uma olhada na A-2. Nem precisa ser do time campeão.

E veteranos?

Nós precisamos uns três jogadores para aguentar o tranco. O Caxias é nosso adversário. Esta com a alma ferida porque foi rebaixado. Se o Caxias ganhar dois ou três jogos, vai colocar 10 mil torcedores para apoiar o time. Precisa aguentar o tranco.

Você já tem o Valdomiro?

Mas não tem dinheiro para pagar. Como eu disse, a folha vai cair muito. Do atual elenco da Portuguesa, Um terço dos atuais jogadores consomem metade da folha atual.

E Paulo Baier?

Esse nome não foi citado em nossas reuniões de trabalho.

Você buscará jogadores no Tombense, ex time de Junior Lopes e Madureira, que são rivaisl? E no Sul?

No Tombense, não porque todos os jogadores têm donos, são do Eduardo Uram. O Madureira já perdeu seus principais jogadores e montará um time com 40% de jovens da base. A base deles é forte. Não dá para tirar ninguém de lá. Quanto ao Sul, acho folclore esse negócio de que só lá existe jogador raçudo e comprometido. Pode ser de lá, sim, mas não necessariamente.

Virão jogadores dos grandes de São Paulo?

Já tive reunião com um time grande e me foi oferecida uma lista. Nós vamos aceitar jogadores que se adaptem ao nosso perfil e não jogadores que estão sendo dispensados porque não conseguem jogar. Não adianta vir alguém que ganha muito e que não terá problemas de salário porque o outro time banca tudo. Qual o comprometimento que ele terá?

Dá para subir com uma folha de R$ 220 mil?

O Macaé subiu com R$ 180 mil e salários atrasados.


Lusa contrata Junior Lopes para a Série C do Brasileiro
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Lopes Jr, treinador que levou o Tombense à semifinal do Campeonato Mineiro, sendo eliminado pela Caldense, chega hoje à São Paulo para assinar contrato com a Portuguesa. O anúncio será feito após a assinatura. Com 42 anos, Lopes Jr fez um bom papel no Macaé, no ano passado, já trabalhou como auxiliar em clubes cariocas e teve passagens pelas seleções de base do Brasil.

Terá a tarefa de montar uma equipe para conseguir o acesso. Para isso, terá em mãos, um orçamento mensal de R$ 300 mil. Do grupo atual de jogadores, Ferdinando e Edno já deixaram a Lusa, após o rebaixamento no Paulistão. E há 14 jogadores que terão o contrato terminado no final do mês. Muitos deverão sair, mas antes, enfrentarão o Ituano pela segunda fase da Copa do Brasil.

O novo treinador é filho de Antônio Lopes, que teve muito sucesso no Vasco e que dirigiu a Portuguesa nos anos 90. Há uma expectativa, na Lusa, que o pai ajude o filho. Como tem muitos contatos – trabalhou também no Atlético-PR – poderia ajudar a convencer atletas a atuarem em um clube que tem sido marcado pelos constantes atrasos salariais.