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Corinthians-17 entra na história
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Três a um no Sport e o Corinthians continua sua marcha batida, imparável rumo à história. Não estará, por certo, no panteão dos grandes times do futebol brasileiro. Não estará junto com o Flamengo de Zico, o São Paulo de Telê, as Academias e o Corinthians de 98 a 2000. Muito menos do Santos de Pelé.

Não estará porque ninguém estará. Porque é impossível estar. Nenhum saudosismo na afirmação, apenas a constatação que é impossível fazer times de magia quando nossos magos aqui não estão. Os grandes jogadores brasileiros estão na Europa. As grandes revelações estão na Europa. Então, Pelé, Zito, Lima, Coutinho, Pepe e Dorval estariam na Europa. Raí, Muller, Palhinha e Cafu estariam na Europa. Edu, Leivinha, César e Nei estariam na Europa. Sem falar de Ademir, o Divino. Vampeta, Edílson, Marcelinho, Ricardinho e Rincón…

Alguns dos citados foram, mas não todos ao mesmo tempo e agora.

Então, por que o Corinthians de Carille estaria na história, se não tem um futebol que se compare ao dos grandes esquadrões ?

Simples. Por conseguir um rendimento efetivo maior do que aqueles grandes times. São 14 vitórias e cinco empates. Algo inacreditável e difícil de ser alcançado. Inclusive pelo Corinthians atual, que terá novamente um turno duro pela frente, terá novamente desafios a serem vencidos. Mas para quem venceu o Palmeiras e o Grêmio fora de casa…

Por fim, é preciso tomar cuidado com  a generalização. O Corinthians não é tão patinho feio assim. Tem feito ótimos jogos e produzido lindas jogadas. Os dois últimos gols de Rodriguinho. Jô tem sido um atacante letal, pela esquerda. Arana e Maicon vão tomar o avião em pouco tempo.

O Corinthians é um alento para a realidade de nosso futebol. É possível jogar bem, ser efetivo e com algumas cerejas no bolo. O patinho feio tem momentos de cisne. E, o que eu acho muito importante, o Corinthians é o fim da muleta para muita gente. Reclama de falta de tempo para treinar, reclama de juiz, reclama de gramado, reclama, reclama, reclama….Bem, se o Carille fez, faça também.


Timão vence com justiça e ajuda da zaga tricolor
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O Corinthians teve o controle de grande parte do clássico, se aproveitou disso e venceu a bela partida. E foi ajudado pela fragilidade da zaga tricolor. É um setor fundamental para equipes equilibradas. E equilíbrio sobra no Corinthians e falta no São Paulo.

Desde o início, o Corinthians dominou. Aproveitou-se de uma escalação muito defensiva e foi para cima. Obrigou Marcinho a jogar realmente como lateral, sofrendo com Romero e Arana. E quando o primeiro gol saiu, fazia jus à velha expressão: “estava maduro”. Um lindo passe de Marquinhos Gabriel para a entrada em diagonal de Romero, um jogador subavaliado.

O São Paulo se mexeu. Cícero e Militão avançaram, o time passou a trocar passes e empatou, com a cabeçada de Gilberto. A partir daí, o jogo mudou. O Corinthians é que passou a apostar no contra-ataque, contra um São Paulo que controlava a partida.

Então, Maicon, avançado, errou um passe bisonho. Ridículo. Houve o contra-ataque, pela direita, houve cobertura ruim de Douglas e houve erro de Lucão. Renan Ribeiro não errou e muito menos Gabriel.

No segundo tempo, o São Paulo fez uma linha de quatro, com Bruno em lugar de Lucão. Marcinho passou a jogar adiantado. Passou a incomodar e não ser incomodado por Arana.

O Corinthians recuou, mas tinha o jogo nas mãos. E fez o terceiro, após uma linda troca de passes que terminou com pênalti de Douglas em Jô. Jadson deu susto, mas marcou.

Ceni colocou Thomaz e Wellington Nem. Carille colocou Clayton e Clayson. E o jogo ficou suicida para o São Paulo, com um 4-2-4 que permitia escapadas de Jô pela esquerda. Poderia fazer um gol, poderia sofrer dois.

E fez, com Nem. E partiu para o abafa, com a defesa aberta. Poderia empatar. Poderia levar o quarto. Nada aconteceu. O Corinthians venceu, como a lógica apontava. É um time mais bem montado, mais bem treinado e jogando em casa. O São Paulo fez uma partida digna. Mas não tem dignidade que resista a zagueirada ruim.


São Paulo gasta ou é sofrência até dezembro
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Pablo e a sofrência vão embalar o Brasileiro do São Paulo

Horas antes do clássico do desespero entre Cruzeiro e São Paulo, o executivo Roberto Menin, do Banco Intermedium e da construtora disse que a torcida tricolor poderia ter uma grande notícia nos próximos dias. Patrocínio. Dinheiro. É o que pode fazer o São Paulo sair da lamaceira em que está.

Não que o elenco seja tão ruim como a torcida pinta. Inclusive, os resultados são muito abaixo do que o grupo de jogadores pode apresentar. Tanto em resultado como em organização. No jogo contra a Raposa, o São Paulo não foi pior. Teve até boas chances no primeiro tempo, mas quando sofreu um gol ridículo, com participação elétrica do gandula e sonolenta de Maicon, mas quando precisou reagir, não tem como: o elenco falha.

As contratações foram baratas e o pessoal da base não está confirmando o que se falava e esperava dele. Então, o que se vê é o seguinte:

Cueva é o único armador do time. Jogou aberto na esquerda, para puxar o contra-ataque. Mas o peruano não está bem fisicamente. Teve uma distensão muscular e voltou após 17 dias, o que é apressado. E quando ele não joga, o substituto é Thomas, um jogador sem currículo algum. Eu não acredito em contos de fadas: jogador de 30 anos que está jogando na Bolívia não é solução para nada. Resumindo: o time não tem como jogar com dois armadores porque Thomas, Shaylon e Lucas Fernandes não estão à altura. E o único bom está machucado.

No início do ano, Ceni contava com quatro atacantes rápidos pelo lado do campo: Neres, Nem, Luiz Araújo e Neílton. Neres foi para a Holanda, Nem para o Reffis, Neílton foi despedido e Luiz Araújo caiu muito. Fora contratados Morato, que fez um bom jogo e se contundiu, e Marcinho, que não vai resolver nada.

Junior Tavares caiu muito, inclusive no ataque, seu forte. João Schmidt está de saída. Bruno é bom no ataque e Buffarini é bom na defesa. Maicon não é o deus da zaga coisa nenhuma.

O São Paulo precisa de reforços. Ou vai ouvir Pablo o ano inteiro


Corinthians é a quarta força no Brasileiro. E pode buscar novo título
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Eder Santos viu uma mãozinha de Aranha no gol de Romero

O Corinthians ganhou o título paulista surpreendendo a todos que o consideravam a quarta força do estado. Eu considerava a terceira, juntamente com o São Paulo. O time foi muito bem treinado por Fábio Carille, que montou um bom sistema defensivo e foi ganhando de todo mundo. Ganhou até do Palmeiras, com dez em campo. Não é o estilo de jogo que eu gosto, mas como eu não sou um iluminado, cheio de convicções, do tipo que só vê mérito em quem vence conforme o meus conceitos, aplaudo e muito o título. Aliás, torcedor não precisa ligar muito para jornalista, não. Pelo menos, para mim. Adoro futebol, sou bem informado, mas na fila do pão, não sou ninguém. Quem entende mesmo é o treinador.

No domingo, começa o Brasileiro. O Corinthians, a meu ver, é novamente a quarta força. Está atrás de Flamengo, Galo e Palmeiras. E não é a quarta força sozinho. Santos, Fluminense, Grêmio e São Paulo estão juntos, neste segundo bloco. Um pouco mais, um pouco menos. E o que significa isso, quando falamos de Corinthians? Que pode ser campeão brasileiro.

Vai ser mais difícil. O Brasileiro é por pontos corridos e é preciso ter um ataque mais efetivo. Mas o time está melhorando nesse aspecto, a partir de um posicionamento mais adiantado de Rodriguinho. É preciso ter um elenco que dê resposta quando titulares forem suspensos por contusão ou punição. Não vejo Kazim, por exemplo, como um jogador capaz de assumir a posição.

Mas há muitas qualidades: de Cássio a Arana há um bloco compacto e constante. Erram pouco. Maicon é muito bom. Rodriguinho está bem e Jadson é o destaque. E, além de tudo, há rivais que terão jogos muito duros pela Libertadores. E como treinador adora poupar jogador, serão prejudicados na luta pelo Brasileiro.

O Corinthians é candidato. Não é favorito, mas é difícil que fique fora dos seis primeiros. E pode ser campeao, sim senhor


Bola pro mato, São Paulo. O jogo é de campeonato
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Antes de tudo é bom dizer que o Mirassol é um time muito bem treinado e que sabe exatamente o que fazer em campo. Tem bom passe, trata bem a bola e não se desesperou diante do domínio do São Paulo, principalmente quando se fala em posse de bola.

Um time perigoso.

E contra um time bom e perigoso, o São Paulo fez o primeiro gol aos nove minutos. Nada melhor. E continuou a marcar pressão e a ter domínio do jogo. O gol não saiu e o Mirassol começou a se soltar. Teve três chances seguidas entre os 30 e 40 minutos. Começou o segundo tempo com a mesma postura altiva. Não tinha medo de jogar.

No início do segundo tempo, escrevi no comentário ao vivo do UOL que o São Paulo precisava fazer um gol logo para que o jogo não se complicasse. E Rodrigo Caio fez. Rogério Ceni, então, fez três substituições que me passam a impressão que foram feitas porque ele considerou o jogo terminado.

  1. Neílton em lugar de Luiz Araújo, que havia perdido um gol – Rogério disse que montou um elenco com quatro jogadores de lado de campo – Neres saiu e Nem está machucado – para ter sempre intensidade e para manter o ritmo. Teoricamente está certo, mas Neílton é fraco. Não vai bem no ataque e nem na recomposição.
  2. Buffarini em lugar de Cícero – Rogério explicou que montou uma linha de três zagueiros com Buffarini, Maicon e Rodrigo Caio e que pediu liberdade total aos alas Bruno e Júnior. Não entendi. Buffarini é rápido, mas é baixo. E, pela televisão, o que vi foi Junior Tavares de volante e Buffarini na esquerda. Fiquei com a impressão que foi um preciosismo, algo para mostrar que é possível mudar o time sem trocar jogadores, algo para dizer que Buffarini joga bem em três posições.
  3. Lucas Fernandes em lugar de Cueva – Nitidamente, foi uma troca para homenagear Lucas que é um futuro grande jogador. Estava parado há nove meses por conta de operações no joelho e no ombro. Em casa, com o jogo definido, seria o momento exato para que ele entrasse e recebesse aplausos. Só que não estava decidido e Cueva, o melhor do elenco, saiu.

Enfim, são substituições que eu considerei erradas. Mas o time ganharia do mesmo jeito se Edson Silva ainda estivesse no São Paulo e não no Mirassol. Ou se Lugano estivesse em campo. Maicon é bom, mas errou feio. Não pode tentar sair jogando daquela maneira, nem se acertar. Ainda mais errando. E ele já havia errado feio no primeiro tempo.

O São Paulo tem um estilo de jogo agressivo e o tem mantido em todos os jogos. Não é o caso de trocar, mas apenas de saber que nada é tao definitivo. Dar um chutão também pode ser importante. Seria o chutão da vitória. No segundo gol, nova falha da defesa, permitindo a chegada de Xuxa.

São erros que podem ser corrigidos. Com certeza serão. O conceito não pode ser mudado. Mas é preciso cuidado na hora decisiva. Outro ponto: não vejo Sidão como um grande goleiro. Nem com os pés e não com as mãos. Jogou bem, com as mãos, mas errou uma saída feia com os pés. Pode até ser titular, afinal Denis teve um ano para dar confiança ao time e não conseguiu. Mas dizer que Sidão merece a vaga porque é bom com os pés, é forçar muito. Bom é o Neuer e foi o Ceni.


Majestoso na Florida. Bom para os dois. E para nós, também
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MAJESTOSO NA FLORIDATem São Paulo x Corinthians, tem Corinthians x São Paulo. Na Florida, em campo ruim, com pouca gente. E daí?. É a primeira decisão do futebol paulista no ano. É Majestoso. É o futebol de volta, para nos alegrar.

O jogo é bom para os dois. Para quem ganhar e para quem perder. Quem ganha, recebe aquele ânimo extra para o início de trabalho de seu treinador. Quem ganha, é campeão. Sempre bom, não é? E quem perde, não receberá uma pressão enorme, não será cobrado. E terá recolhido, porque é um bom treinador, subsídios para melhorar.

Os dois times devem começar no 4-1-4-1 e o São Paulo com alguma mobilidade a mais, graças a Rodrigo Caio. Ele pode retroceder alguns metros para formar uma linha de três com Maicon e Breno, liberando os laterais.

Camacho e Gabriel. Thiago Mendes e Rodrigo Caio. Duas duplas de volantes que reúnem quatro jogadores que tratam bem a bola. Não são apenas a turma do desarme, sabem passar e até chegar ao ataque. Gabriel, menos que os outros três.

Nas alas, estarão Nem, Araújo, Marlone e Romero. O Corinthians tem Marquinhos Gabriel, um substituto melhor que Neílton. Interessante será notar como eles conseguirão fazer a transição para o meio do ataque. Contra o Vasco, Romero e Marlone fizeram essa tarefa com grande categoria, com uma tabela de alto nível. Araújo e Nem também fizeram, juntando-se a Cueva. Houve muita movimentação, mas nada de gols.

Rodriguinho ou Cueva? No último jogo, Cueva teve uma liberdade absurda e matou o jogo.

E as defesas? Se equivalem?
Esperemos até as 21 horas.

Nosso velho amigo, o futebol, está de volta.

picadinhomenon

DUAS PALAVRINHAS SOBRE UM CAMPEAO – Carlos Alberto Silva morreu aos 77 anos. Cobri sua passagem no Corinthians. Vou levar comigo a imagem de uma pessoa agradável e conversadora. Piadista, gostava de fazer sempre a mesma brincadeira. “Pode ser uma palavrinha”, a gente perguntava. “Cu”, ele respondia. “Só tem duas letras”. E depois, falava bastante.

carlos alberto silvaFoi campeão brasileiro pelo Guarani, com o fantástico ataque Capitão, Careca e Bozó. Ganhou a medalha de prata na Olimpíada de 88, com um ataque formado por Romário, Careca e Bebeto. Foi trocado por Lazzaroni e seu 3-5-2. Fiel sempre ao estilo ofensivo, cometeu um grande erro quando estava no Palmeiras. Era decisão contra o Grêmio, que ganhava por 2 a 0 no Sul. Trocou o volante Amaral pelo atacante Alex Alves, desorganizou o time e levou de cinco. Já eram tempos de mais cuidados defensivos, já era o início de seu declínio.

No São Paulo, em 1980, inventou o maior quarto zagueiro da história do clube. Em depoimento ao meu livro “Tricolor Celeste”, ele contou como transformou o desacreditado meia Dario Pereyra em um mito na história do clube.

“O Dario havia custado muito dinheiro para o clube e mesmo assim nunca recebi pressão para que ele jogasse. Mas percebi que precisava fazer alguma coisa. Um jogador como aquele não podia ficar de fora. Falei com ele que precisava mostrar mais interesse, que não adiantava nada ficar triste, que todo mundo queria ajudar e que era hora de ele mostrar mais. A partir daí, ele começou a se interessar mais, se aproximou de mim e a perguntar se tinha ido bem no treino.”

A chance foi dada em 13 de julho de 1980, contra o Corinthians, que o São Paulo não vencia desde 1976. O jogo estava 0 a 0 até a metade do segundo tempo, quando Carlos Alberto tirou o zagueiro Gassen, que estava sofrendo com Geraldão, e colocou Dario na zaga. “Pedi para ele ficar atento na bola alta para o Geraldão. Não perdeu nenhum lance até o final do jogo. Em toda minha vida, só vi o Ricardo Rocha, que lancei no Guarani, como alguém do mesmo nível do Dario”.

 

 

 

 


Michel Bastos no Palmeiras. Presente das milícias tricolores
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Michel Bastos tem 33 anos. Tem bom chute e bom cruzamento. Cobra faltas. Tem experiência internacional. É um jogador com mercado ainda no futebol brasileiro, não mais na Europa. Tem bola para time grande. E trocou o São Paulo pelo Palmeiras. Uma saída determinada pela intransigência e violência de pessoas que se acham acima do clube. Os torcedores “normais” de pouca presença nos estádios. E os marginais, verdadeiras milícias fascistas que invadem um local de treinamento, roubam bolas, camisas e agridem jogadores.

Em 2014, quando chegou, Michel Bastos foi muito bem. Jogou mais do que Kaká, apontado como o responsável pelo vice campeonato brasileiro. Em 2015, jogou bem. Em 2016, o São Paulo teve bons momentos na Libertadores com presença significativa do jogador, que fez gols decisivos.

Mas houve um momento em que o futebol de Bastos caiu. Normal, afinal não é um gênio. Caiu. Bastante. E a torcida começou a vaia-lo. Se o colesterol de Michel subia, tome vaia. Se a pressão caísse, tome vaia. Se ele dançasse valsa, vaia. Se votasse no Aécio, Dilma, Marina, Marine Le Pen ou Amanda Nunes, vaia nele.

Então, um dia, após um gol, Michel Bastos cometeu o Sacrilégio. Mandou a torcida calar a boca. Rompeu todos os limites. Sim, porque a Torcida, essa entidade suprema, acima da lei e de tudo o mais, permite tudo: gol perdido, passe errado, frango de goleiro, só não permite ser contestada.

A plebe ignara, o ajuntamento de cordeiros que se tornam lobos vorazes, exigiu a saída de Michel.

E Michel errou. Porque, me desculpem, quem ganha o que ele ganha, não pode se abater. Tem o direito de mandar a torcida calar a boca, mas tem a obrigação de jogar com o mesmo nível de entrega e de qualidade técnica.

Não conseguiu. Perdeu a razão.

E readquiriu a razão quando os bandidos pediram autorização em seus postos de trabalho, conseguiram uma folga e foram ao local de treinamento dos jogadores e agrediram Michel Bastos, Wesley e Carlinhos. Se não houvesse segurança, talvez fossem linchados.

Ora, quem é agredido em um local de trabalho, tem toda razão em não querer trabalhar mais para aquele empregador que não lhe garante condição de trabalhar. Se, até então, Michel Bastos era um manhoso, passou a ser um agredido. Passou a ter mercado novamente. Os adversários não gostariam de ter um fingido no elenco. Mas um agredido, sim. Exceção é o São Paulo de Carlos Miguel Aidar que abriu espaço para Wesley, que teve comportamento vergonhoso no Palmeiras.

Michel Bastos, de 21 gols em 123 jogos, é mais uma vítima de parte da torcida tricolor. Como Maicon, capitão do Grêmio na conquista da Copa do Brasil.

É a vitória das milícias.


Ceni é a bala de prata de Leco?
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A contratação de Rogério Ceni como treinador do Brasil transcende as quatro linhas do gramado. Ainda mais quando se sabe que haverá eleição no clube em abril e que Leco será candidato. O candidato que comandou a realização de um novo estatuto baladepratapara o clube – algo importantíssimo – e o presidente que trouxe o maior ídolo da história do clube de volta ao Morumbi.

É um discurso forte. Mas há outro se contrapondo. Conselheiros da Oposição e mesmo alguns que apoiam (apoiavam?) Leco passaram a ver a contratação de Ceni como mais um factoide. O maior de todos. E também o último, pela proximidade do final do ano. O argumento eleitoral destas pessoas é que Leco não dirige o clube com um plano definido e que recorre a fatos de impacto que tem resultado imediato mas que logo se esvai. Ao mesmo tempo que dizem isso, correm a elogiar Ceni, que é a maior unanimidade na história do São Paulo.

Os outros factoides, segundo esse argumento são:

DIEGO LUGANO – Um ídolo eterno, um desejo da torcida. Uma contratação cômoda, que não tem rejeição. Mas, perguntam até de forma malvada, não é caro pagar R$ 280 mil mensais para quem não joga. Um animador de torcida, chegam a dizer.

MAICON – A torcida queria, o prazo de inscrição na Libertadores estava acabando e o Porto exigia muito dinheiro. E o São Paulo pagou muito dinheiro. Um dinheiro que, segundo os opositores poderia ser mais bem aplicado. Talvez até para a manutenção de Ganso, o que eu considero impossível. Ganso queria voar e jogador quando quer sair, ninguém segura.

MARCO AURÉLIO CUNHA – É um dos conselheiros mais bem votados e com enorme aceitação da torcida. Teria vindo no desespero e dado resultado imediato. Resultado que não se mantém.

A eleição do São Paulo terá pelo menos três candidatos, talvez quatro. Leco, Roberto Natel e um nome apoiado por Abílio Diniz, que tem como meta fixa derrotar Leco. Ele não se conforma com a demissão do amigo Milton Cruz. O quarto nome deve sair do grupo do ex-presidente Fernando Casal de Rey, uma pessoa muito respeitada no clube, mas que sofre resistência por causa do genro, o folclórico Newton do Chapéu.


Nacional jogou mais e venceu. Se fosse o contrário, seria épico e injusto
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menon

 

Se o São Paulo vencesse o jogo, seria daquelas vitórias para se lembrar por muitos anos. Sem Ganso, com Maicon expulso, sem Kelvin com Mena e Hudson ainda com problemas físicos… Seria, mas não foi.

O que se viu foi a lógica de um time melhor e mais bem montado superando um outro com todos aqueles problemas do primeiro parágrafos. Muita coisa para ser superada. E o São Paulo não conseguiu.

Dominou períodos do jogo, o ínicio e o fim do primeiro tempo, mais alguns minutos aqui e ali, com valentia e muita luta. No sufoco, na alma…

Mas o futebol estava do outro lado. Mais toque, mais coordenação, mais postura, todos sabendo o que fazer em campo.

Há tempos que não me seduz essa história de jogo de Libertadores, de estilo Libertadores.

Futebol é futebol.

Eu acho que Bauza errou em algumas coisas. Ytalo foi mal. Carlinhos poderia fazer mais que Daniel. Quando Maicon foi expulso, ele colocou Hudson e deixou Lugano no banco. Mas é minha opinião. Quem garante que o time iria bem do meu jeito? O Nacional é melhor, eu repito.

Para terminar, Maicon foi muito juvenil. Vestiu a carapuça do xerife e preferiu intimidar. Deu chance para uma expulsão injusta.

A real é que o sonho da Libertadores acabou. E o que sobrou?


São Paulo fez uma loucura em contratar Maicon. Parabéns
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maiconOs números indicam uma contratação maluca. Ou, no mínimo, muito arriscada. São 6 milhões de euros (R$ 22 milhões) mais 50% dos direitos de Lucão e Inácio por Maicon. Dinheiro de pinga na Europa. Uma montanha de dinheiro para nosotros. E estamos falando de um clube com dificuldades financeiras.

O São Paulo acertou. Um grande clube, na hora de crise, precisa mostrar que é gigante. Um clube como o São Paulo precisa sanar suas finanças, mas precisa também ganhar títulos. Com títulos, fica mais fácil pagar dívida.

A situação da zaga do São Paulo é dura. Lugano vai se aposentar em um ano. Rodrigo Caio deve ser vendido para a Europa. Lucão não desabrochou. E Lyanco, jogador da seleção brasileira e também da seleção sérvia parece uma aposta capaz de se concretizar.

O que restaria ao São Paulo sem Maicon?

Ficar com essa turma até o final do Brasileiro?
Contratar outro zagueiro?

E o que o São Paulo ganha com Maicon?

O melhor jogador do time é mantido para a Libertadores.

O elenco começa a ser montado para os próximos anos. Cueva já veio. Ganso negocia para ter o contrato renovado.

Com Maicon, a montagem da defesa fica mais fácil. Se Rodrigo Caio sair, se Lugano se aposentar, dá para jogar com Maicon e Lyanco (estou falando do meio de 2017) e ver como está o pessoal da base. Militão, dizem, joga muito.

E o São Paulo ganha também o respeito de sua torcida. Os fanáticos dirão que tem um zagueiro de 6 milhões de euros. Mais que o Cyborg, que era o homem de 6 milhões de dólares.

Torcida confiante vai ao estádio. A renda aumenta. O dinheiro aumenta. Assim, é possível montar time melhor. Com time melhor, é possível ser campeão etc.

Clube grande precisa fazer loucura. O São Paulo fez.

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