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São Paulo tem uma torcida muito maior que a diretoria
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Só há uma certeza quanto ao jogo São Paulo x Cruzeiro. O Morumbi, maior e mais bonito estádio da cidade, estará lotado. Mais bonito é algo subjetivo, tem a ver com valores estéticos e não com modernidade. E estará lotado não por conta de uma campanha espetacular ou promissora.

Não, a campanha é agônica e vergonhosa. O Morumbi estará lotado como prova de amor. E de inteligência. A torcida do São Paulo percebeu que só o seu amor e só a sua presença podem ajudar o time a escapar da maior vergonha de sua história cheia de glórias.

A torcida resolveu abraçar o time, acarinhar os jogadores. É o que restou diante de um trabalho horrível feito pelos cartolas, que não souberam prever um desmanche, que venderam jogadores a rodo e completaram o elenco há poucas rodadas. Ainda falta Maicosuel, que veio, jogou 45 minutos e está fora, por contusão. Incompetência de quem não viu seu histórico recente de afastamentos por contusão? Ou de quem não notou algum problema grave nos exames médicos realizados quando de sua contratação?

Os são-paulinos perceberam a gravidade da dicotomia que lhes foi apresentada: ou eu fico em casa, sentado no sofá, xingando a diretoria, ou vou até o Morumbi gritar o nome dos jogadores até o final. A opção foi clara. A alternativa será ver o time jogar na Série B, sem domingos. Ou melhor, com domingos destinados ao sofá, torcendo contra os rivais da Série A. Pior ainda, domingos livres para visitar e receber visitas da Sogrona.

Enfim, a torcida percebeu que é melhor que a diretoria. E que o time montado pela diretoria. Está fazendo sua parte, com paixão e amor. É uma das grandes personagens do Brasileiro-17


Maicosuel e São Paulo: um caso de amadorismo varzeano
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Maicosuel, que está sem jogar no São Paulo, pediu para ficar sem receber salários até que reúna condições físicas para atuar novamente. O São Paulo, rapidamente, aceitou. Não teve a nobreza do Botafogo, que recusou semelhante oferta de Montillo. Depois, o argentino se aposentou.

Os dois estão errados. Maicosuel fez exames médicos no dia 6 de junho, deu sua primeira entrevista como jogador do São Paulo no dia 7 de junho e estreou no dia 8. Jogou apenas 45 minutos. E não mais voltou. Foram feitos novos exames e detectou-se desequilíbrio muscular.

Das duas, uma: ou Maicosuel teve problemas durante o jogo ou os exames do dia 6 foram mal feitos. Se ele se contundiu durante o jogo, estava prestando serviços ao São Paulo. Se os exames foram mal feitos, a culpa é do São Paulo. Por que o jogador deveria ficar sem receber, em um caso ou em outro?

É uma prova a mais da fragilidade das relações trabalhistas no futebol profissional. Jogador recebe direito de imagem e se recusa a dar entrevista. Aliás, direito de imagem é uma maneira de burlar o fisco? Clube tem o direito de multar jogador porque criticou a torcida ou o clube. Não pode, é contra a lei. Se não gostou, demite. Multa é um abuso que não existe em profissão alguma.

O caso é grave. Maicosuel foi contratado para jogar e não joga. Quem fez os exames? Quem errou? É muito pior que o caso Cueva, que ficou fora do jogo contra a Ponte por haver usado, por determinação dos médicos, um spray com substâncias proibidas. Seria pego no antidoping.

E Leco acha mesmo que a diretoria não teve culpa alguma no festival de fracassos futebolísticos de 2017?

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São Paulo fechou a casinha. E perdeu a chave
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O desempenho defensivo do São Paulo no Brasileiro é digno de elogios. O time que, no início do ano, sofria dois gols por jogo, levou apenas cinco em sete partidas. Passou quatro dos sete embates em branco, sem ser vazado. E os números seriam ainda melhores, não fosse a partida contra o Corinthians, totalmente fora da curva. Um 3 a 2 que não combina com a efetividade defensiva do time de Ceni.

E, infelizmente, para os tricolores, não combina também com o poderio (?) ofensivo.

Sim, ao mudar seu estilo (suas idéias, também?), Ceni não conseguiu manter a força do ataque. Ou, pelo menos, parte dela. O antigo (há poucos meses) ataque do São Paulo se resume agora a oito gols marcados em sete jogos. É uma mudança muito radical. O time, que chegou a ter um placar médio de 3 x 2 por jogo, hoje tem 1,14 a 0,7.

A mesma palavra explica a intenção de Ceni e a dificuldade para que se encontre um time equilibrado. Transição. A mudança de um time ofensivo e desequilibrado para outro, pragmático e eficiente, deu errado por causa da…transição. Falo da transição da defesa para o ataque.

Ela piorou muito quando Cueva se machucou, em um jogo do Peru. Talvez a recuperação tenha sido precipitada, não sei, mas a verdade é que o peruano perdeu ousadia, velocidade e eficiência.

E quem poderia substituir Cueva? Maicosuel, que jogou apenas 45 minutos? Shaylon, que Ceni ainda considera verde? Lucas Fernandes, que está voltando a ter chances agora? Thomaz?

E quais as outras opções? Pelos lados do campo? Luiz Araújo saiu. Wellington Nem se contundiu e está voltando agora. Morato só joga no ano que vem. Leo Natel jogou dez minutos. E Marcinho? Como os laterais estavam machucados ou atuando mal, Marcinho foi deslocado para a ala. Tem a liberdade para atacar, mas, contra o Corinthians, por exemplo, foi obrigado a ficar recuado no início do jogo porque Arana e Romero tomaram a iniciativa. E ele precisou apenas marcar. E ainda não tem todos os macetes da posição. Falhou no gol do próprio Romero e no gol de Lucca, da Ponte. Com ajuda prestimosa de Lucão. Sobra então Júnior Tavares, que está indo bem, mas não está indo muito bem;

Há uma terceira opção: os volantes. Dominar a bola em seu campo e levá-la ao campo rival. Juntar-se aos meias, buscar os atacantes, chutar de fora. Pode ser Thiago Mendes. Pode ser Cícero. Os dois chutam bem, mas o rendimento não tem sido tão bom a ponto de suprir as necessidades. Mendes rendeu mais que Cícero.

O que pode mudar?

Militão, que ainda dá os primeiros passos como profissional? Promissores passos, mas os primeiros.

 

Wesley, Buffarini, Bruno ou Araruna se firmarem na lateral e liberarem Marcinho para o ataque? Além disso, seria recomendável que melhorassem o nível de cruzamentos.

Pratto mais recuado e Gilberto na área?

Não são ideias novas. Ceni já tentou várias delas. Uma coisa ou outra pode dar certo, mas nada é algo que possa surpreender, que cause frisson, que traga expectativas. A melhor opção, sem dúvida, seria uma melhora de Cueva.

O primeiro grande desafio de Ceni foi trancar a defesa. Ele conseguiu, com méritos. Montou um cadeado. Agora, precisa achar a chave que possibilite um time mais aberto e que faça gols necessários para que o time consiga, por exemplo, 60 pontos no campeonato. Mais do que isso, é muito difícil.


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