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Arquivo : maicosuel

Maicosuel merece uma investigação
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Menon

O São Paulo precisa fazer uma investigação interna que responda a algumas perguntas:

  1. Quem indicou Maicosuel? Ceni ou a equipe de scout?
  2. Quem aceitou pagar 1 milhão de euros?
  3. Quem aprovou, clinicamente falando, sua contratação?
  4. Quem aceitou pagar R$ 300 mil por mês?
  5. Quem dispensou, Dorival ou Raí?
  6. Quem aceitou pagar seus salários de forma integral durante seis meses de empréstimo ao Grêmio?
  7. Não seria melhor uma recuperação no famoso Reffis?

Tottenham aposta em Lucas; o Grêmio em Maicosuel
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Tottenham, da Inglaterra, e Grêmio, do Brasil, fazem, no mesmo dia, apostas em jogadores desvalorizados. Apostas que mostram o desnível do futebol brasileiro em relação ao inglês, tamanha a diferença entre Lucas e Maicosuel. Diferença econômica, é claro, porque não há nível de comparação entre os jogadores brasileiros e os ingleses. A História comprova. E também, é imperativo dizer, o Grêmio é muito maior que o Tottenham. Maldita economia que nos faz sempre estar no sótão do futebol.

Lucas saiu do Brasil com 20 anos. E hoje, aos 25, está muito desvalorizados. Custou 40 milhões de euros ao PSG e sai por 28 milhões. Os franceses perderam 30% do que gastaram nele. Quando saiu, o São Paulo esperava por uma revenda em pouco tempo para um dos grandes da Europa, por muito mais que os 40 milhões, o que, pelo mecanismo de solidariedade lhe renderiam um bom dinheiro. Não foi o que ocorreu. O PSG ficou rico e decidiu que não havia mais lugar para Lucas. O clube cresceu e o jogador encolheu.

Quando Lucas deixou o Brasil, a demência que rege a rivalidade entre torcidas, fez com que são-paulinos ousassem compará-lo com Neymar, após haver marcado 33 gols em 128 jogos pelo clube. No PSG, jogou 229 vezes e fez 46 gols. Teve bons momentos, mas nunca se firmou. E teve um comportamento que considero muito errado, comparado com o de Kaká no Real Madrid. Acomodou-se. Acostumou-se em jogar pouco. Só reagiu, quando, do banco passou às tribunas. Deveria ter saído antes. Deveria ter lutado antes. Que, em seu novo clube, mostre a paixão pelo futebol e a vontade de vencer que tinha antes.

Maicosuel é outro caso. Não há comparação entre ambos. Ele é apenas mais uma aposta do Grêmio em jogadores encostados. Pode dar certo ou não. Acho muito difícil. O São Paulo pagou R$ 3,6 milhões por ele no ano passado. Praticamente o que receberá agora, pela venda de Lucas ao Tottenham. Para “se livrar” de Maicosuel, pagará metade do seu salário enquanto estiver no Grêmio. No São Paulo, ficou marcado por muitas contusões e poucos jogos. E também por haver recusado receber salários enquanto não se recuperasse; O São Paulo acertou. Um acordo que, de parte a parte, atenta contra o profissionalismo.

Voltou das férias treinando muito forte. Foi elogiado por todos, mas, na estreia, levou alguns dribles humilhantes na derrota por 2 x 0 para o São Bento. Parece que houve indisciplina, após isso.

Enfim, é assim. Um gigante brasileiro precisa se contentar em recuperar um jogador que não deu certo em outro gigante. E o Tottenham, que venceu o campeonato inglês apenas duas vezes, a mais recente delas há 47 anos (temporada 60/61), fica com Lucas.


São Paulo brinca com a sorte e coloca jovens na fogueira
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O São Paulo terminou o ano passado comemorando a fuga do rebaixamento. Perdeu dois jogadores importantes, Pratto e Hernanes. E começa 2018 com quatro garotos fazendo seu primeiro jogo como profissional – Paulo Henrique, Pedro Augusto, Marquinhos Cipriano e Ronny – e ainda Bissoli, que tinha 20 minutos no ano passado. Terminou levando olé. E com uma derrota por 2 x 0.

O lançamento de jogadores iniciantes em massa veio terminar com o que estava errado desde o início. Desde que o ano começou o site do clube trouxe expectativas imensas sobre os jogadores. Criou-se ate a hashtag #abasevemforte. Quem viu, soube que Pedro Augusto gosta de psiquiatria e psicologia. No ano passado, soubemos que Araruna é ótimo aluno. Soubemos também que Paulo Henrique é amigo de Pedro Augusto. Que o pai de Bissoli jogou no sub-20 do São Paulo. Que Ronny era maior que os garotos de sua idade, quando tinha 12 anos. E que Petros mostrou toda sua importância e liderança ao raspar a cabeça dos garotos que estavam subindo.

E no jogo? Contra o São Bento? Nada de impressionante. Nada de maravilhoso. E não se deve criticar, é muito cedo. Todos podem se dar bem na carreira, todos podem ajudar o time no futuro, mas, por enquanto, ninguém justificou o lançamento. Bissoli, Sara (que não estreou) e Cipriano seriam mais importantes na Copinha.

Foi muito marketing. E muita pressão sobre meninos.

O que se pode criticar é Sidão. Como ele não vai naquela bola do primeiro gol? Fica debaixo dos paus, não vai de encontro com a bola. Não vai porque não sabe ir. Porque é baixo. Porque não tem currículo para comandar o São Paulo e ser garantia para nada.

E Maicosuel? Dois dribles antológicos de Régis. Não pode, não é.

Bem, foi o primeiro jogo da base. No sábado, atuarão os mais experientes. Como Brenner. 18 anos.


São Paulo tem uma torcida muito maior que a diretoria
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Só há uma certeza quanto ao jogo São Paulo x Cruzeiro. O Morumbi, maior e mais bonito estádio da cidade, estará lotado. Mais bonito é algo subjetivo, tem a ver com valores estéticos e não com modernidade. E estará lotado não por conta de uma campanha espetacular ou promissora.

Não, a campanha é agônica e vergonhosa. O Morumbi estará lotado como prova de amor. E de inteligência. A torcida do São Paulo percebeu que só o seu amor e só a sua presença podem ajudar o time a escapar da maior vergonha de sua história cheia de glórias.

A torcida resolveu abraçar o time, acarinhar os jogadores. É o que restou diante de um trabalho horrível feito pelos cartolas, que não souberam prever um desmanche, que venderam jogadores a rodo e completaram o elenco há poucas rodadas. Ainda falta Maicosuel, que veio, jogou 45 minutos e está fora, por contusão. Incompetência de quem não viu seu histórico recente de afastamentos por contusão? Ou de quem não notou algum problema grave nos exames médicos realizados quando de sua contratação?

Os são-paulinos perceberam a gravidade da dicotomia que lhes foi apresentada: ou eu fico em casa, sentado no sofá, xingando a diretoria, ou vou até o Morumbi gritar o nome dos jogadores até o final. A opção foi clara. A alternativa será ver o time jogar na Série B, sem domingos. Ou melhor, com domingos destinados ao sofá, torcendo contra os rivais da Série A. Pior ainda, domingos livres para visitar e receber visitas da Sogrona.

Enfim, a torcida percebeu que é melhor que a diretoria. E que o time montado pela diretoria. Está fazendo sua parte, com paixão e amor. É uma das grandes personagens do Brasileiro-17


Maicosuel e São Paulo: um caso de amadorismo varzeano
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Maicosuel, que está sem jogar no São Paulo, pediu para ficar sem receber salários até que reúna condições físicas para atuar novamente. O São Paulo, rapidamente, aceitou. Não teve a nobreza do Botafogo, que recusou semelhante oferta de Montillo. Depois, o argentino se aposentou.

Os dois estão errados. Maicosuel fez exames médicos no dia 6 de junho, deu sua primeira entrevista como jogador do São Paulo no dia 7 de junho e estreou no dia 8. Jogou apenas 45 minutos. E não mais voltou. Foram feitos novos exames e detectou-se desequilíbrio muscular.

Das duas, uma: ou Maicosuel teve problemas durante o jogo ou os exames do dia 6 foram mal feitos. Se ele se contundiu durante o jogo, estava prestando serviços ao São Paulo. Se os exames foram mal feitos, a culpa é do São Paulo. Por que o jogador deveria ficar sem receber, em um caso ou em outro?

É uma prova a mais da fragilidade das relações trabalhistas no futebol profissional. Jogador recebe direito de imagem e se recusa a dar entrevista. Aliás, direito de imagem é uma maneira de burlar o fisco? Clube tem o direito de multar jogador porque criticou a torcida ou o clube. Não pode, é contra a lei. Se não gostou, demite. Multa é um abuso que não existe em profissão alguma.

O caso é grave. Maicosuel foi contratado para jogar e não joga. Quem fez os exames? Quem errou? É muito pior que o caso Cueva, que ficou fora do jogo contra a Ponte por haver usado, por determinação dos médicos, um spray com substâncias proibidas. Seria pego no antidoping.

E Leco acha mesmo que a diretoria não teve culpa alguma no festival de fracassos futebolísticos de 2017?

Tags : maicosuel


São Paulo fechou a casinha. E perdeu a chave
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O desempenho defensivo do São Paulo no Brasileiro é digno de elogios. O time que, no início do ano, sofria dois gols por jogo, levou apenas cinco em sete partidas. Passou quatro dos sete embates em branco, sem ser vazado. E os números seriam ainda melhores, não fosse a partida contra o Corinthians, totalmente fora da curva. Um 3 a 2 que não combina com a efetividade defensiva do time de Ceni.

E, infelizmente, para os tricolores, não combina também com o poderio (?) ofensivo.

Sim, ao mudar seu estilo (suas idéias, também?), Ceni não conseguiu manter a força do ataque. Ou, pelo menos, parte dela. O antigo (há poucos meses) ataque do São Paulo se resume agora a oito gols marcados em sete jogos. É uma mudança muito radical. O time, que chegou a ter um placar médio de 3 x 2 por jogo, hoje tem 1,14 a 0,7.

A mesma palavra explica a intenção de Ceni e a dificuldade para que se encontre um time equilibrado. Transição. A mudança de um time ofensivo e desequilibrado para outro, pragmático e eficiente, deu errado por causa da…transição. Falo da transição da defesa para o ataque.

Ela piorou muito quando Cueva se machucou, em um jogo do Peru. Talvez a recuperação tenha sido precipitada, não sei, mas a verdade é que o peruano perdeu ousadia, velocidade e eficiência.

E quem poderia substituir Cueva? Maicosuel, que jogou apenas 45 minutos? Shaylon, que Ceni ainda considera verde? Lucas Fernandes, que está voltando a ter chances agora? Thomaz?

E quais as outras opções? Pelos lados do campo? Luiz Araújo saiu. Wellington Nem se contundiu e está voltando agora. Morato só joga no ano que vem. Leo Natel jogou dez minutos. E Marcinho? Como os laterais estavam machucados ou atuando mal, Marcinho foi deslocado para a ala. Tem a liberdade para atacar, mas, contra o Corinthians, por exemplo, foi obrigado a ficar recuado no início do jogo porque Arana e Romero tomaram a iniciativa. E ele precisou apenas marcar. E ainda não tem todos os macetes da posição. Falhou no gol do próprio Romero e no gol de Lucca, da Ponte. Com ajuda prestimosa de Lucão. Sobra então Júnior Tavares, que está indo bem, mas não está indo muito bem;

Há uma terceira opção: os volantes. Dominar a bola em seu campo e levá-la ao campo rival. Juntar-se aos meias, buscar os atacantes, chutar de fora. Pode ser Thiago Mendes. Pode ser Cícero. Os dois chutam bem, mas o rendimento não tem sido tão bom a ponto de suprir as necessidades. Mendes rendeu mais que Cícero.

O que pode mudar?

Militão, que ainda dá os primeiros passos como profissional? Promissores passos, mas os primeiros.

 

Wesley, Buffarini, Bruno ou Araruna se firmarem na lateral e liberarem Marcinho para o ataque? Além disso, seria recomendável que melhorassem o nível de cruzamentos.

Pratto mais recuado e Gilberto na área?

Não são ideias novas. Ceni já tentou várias delas. Uma coisa ou outra pode dar certo, mas nada é algo que possa surpreender, que cause frisson, que traga expectativas. A melhor opção, sem dúvida, seria uma melhora de Cueva.

O primeiro grande desafio de Ceni foi trancar a defesa. Ele conseguiu, com méritos. Montou um cadeado. Agora, precisa achar a chave que possibilite um time mais aberto e que faça gols necessários para que o time consiga, por exemplo, 60 pontos no campeonato. Mais do que isso, é muito difícil.


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