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Arquivo : matheus vital

Decisão de Vital deve ser respeitada
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Menon

Tenho muitos amigos corintianos. Dois deles tiveram reações opostas ao fato de Matheus Vital não comemorar o gol que marcou contra o Vasco, seu ex-time.

Fernanfo argumentou que o gol era importantíssimo para o clube e a torcida e que ele deveria comemorar. Se está com saudades, se está triste porque fez o gol, que volte para o Vasco.

Moacyr, o engenheiro Pinduca, elogiou Vital, a quem chamou de grande homem. Mostrou respeito ao Vasco, o clube que o revelou e que lhe deu tudo na vida.

Tudo mesmo. Aos nove anos, Matheus Vital viu a mãe ser assassinada em um assalto. “O Vasco fez tudo por mim. Colocou uma psicóloga 24 horas ao meu lado”, disse, quando chegou ao Corinthians.

O que eu acho? Fico balançado com os dois argumentos, mas a questão aqui é outra. Eu, como jornalista, tenho o direito de julgar a decisão dele? Uma questão de foro íntimo, uma decisão tomada sob emoção? E com variáveis que eu nem conhecia, como o assassinato da mãe?

Sinceramente, acho que não é minha função. Não é meu direito. Convivi profissionalmente com grandes jogadores a quem considero seres humanos desprezíveis. Gênios da bola que não reconheceram filhos, por exemplo. Quando analisei suas atuações, nunca pensei nas divergências morais que tinha com eles.

Falar de futebol já não é fácil. Imagina ser juiz de comemoração alheia.

 


E o Pedrinho, Carille?
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Menon

O Corinthians tem demonstrado problemas ofensivos. Nos últimos jogos, fez apenas um gol. Contra o Palmeiras, em casa, passou em branco e perdeu a primeira partida da decisão. Então, para o último jogo do Paulista, aquele que vale título, Fábio Carille resolveu mudar o ataque. Mudanças táticas e técnicas.

Abriu mão de um jogador mais fixo na área, já que Júnior Dutra e Sheik não foram bem e que Kazim é café-com-leite. Voltou a usar o esquema com “falso nove”, unindo Rodriguinho e Jadson, que retorna, pelo meio.

Não pode contar com Clayson, expulso, e optou por Romero como substituto. Manteve Matheus Vital.

Resumindo: muda o esquema, troca dois atacantes e…Pedrinho continua no banco.

Acho um típico caso de fidelidade a uma ideia que não está dando bons resultados. Carille não vai atacar o Palmeiras, de início. Vai se resguardar, torcer por um primeiro tempo de igualdade e, lá pelos dez ou 15 minutos do segundo, coloca Pedrinho em campo.

E por que não, desde o início?

Imagino duas justificativas. Se jogar muito aberto e sofrer um gol, tudo acaba. E a segunda vem acompanhada de um pensamento do tipo: e se o Pedrinho não estiver bem, quem coloco para mudar o jogo, se ninguém tem características técnicas e ofensivas como ele?

Pode dar certo, Carille é bom treinador e conhece seus jogadores. Ele deve saber mais do que todos se Jadson está pronto para voltar a mostrar um bom futebol, algo que não é visto há tempos. Deve saber o que Vital tem a mais que Pedrinho.

Eu fico na dúvida. Para mim, Carille está sendo muito pouco ousado para o jogo que vale título e que precisa vencer no campo do adversário. Está pensando muito burocraticamente , preso a uma fórmula que não tem dado alegrias e nem resultados. Depois de Pedrinho, se ainda estiver mal, coloca Danilo para cabecear. Pouco, muito pouco contra o Palmeiras.

 


Ano começa complicado para Vasco e Fluminense
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Menon

Tirando Palmeiras e Flamengo, a situação dos grandes clubes não está boa, não. Há pouco dinheiro para ir às compras e ninguém está esbanjando. É um tal de me da 50% do seu jogador que eu te dou 35% do meu e mais um troco que eu tenho de receber o time tal, além de uma caixa de paçoca e um chickabon. Tem mais escambo do que compra.

As piores situações são de Vasco e Fluminense. O Vasco sofre com a instabilidade política, algo que pode melhorar após a definição sobre a tal urna 7. É preciso definir quem manda. Assim, fica mais fácil negociar. O time já perdeu Anderson Martins (São Paulo), Madson (Grêmio) e Matheus Vital (Corinthians).

O Fluminense sofre com a falta de dinheiro. Acabou já há um ano a parceria com a Unimed e não houve reposição. Com os salários atrasados, jogadores vão buscar seus direitos na Justiça. Scarpa conseguiu a rescisão e vai para o São Paulo. Cavalieri está tentando. Henrique conseguiu também a rescisão e vai para o Corinthians. Henrique Ceifador também está na mira do Corinthians e Wendel foi para o Sporting.

Com as rescisões, o Fluminense perde força no mercado. Como vai receber por um jogador que está livre? O Vasco, ao menos, conseguiu Erazo e Henrique Almeida está próximo.

Se nada mudar, o Vasco fará numeração na Libertadores. E o Flu correrá muitos riscos de rebaixamento no Brasileiro.


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