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Minha seleção do Brasileiro-17
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Menon

Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.

 


E a outra metade, Patón?
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Menon

Em sua primeira entrevista como treinador do São Paulo, Edgardo Bauza disse que se dedicaria, como primeira tarefa, a melhorar o sistema defensivo do São Paulo. Os 47 gols sofridos em 38 jogos o assustavam.

Pode-se dizer que conseguiu sucesso. Em dez jogos no ano, o São Paulo sofreu seis gols. Média muito boa. Para isso, treinou muito, mudou a forma de jogar de alguns jogadores e optou por Mena, mais defensivo que Carlinhos.

Agora, precisa melhorar o ataque. Foram apenas 11 gols em 10 jogos. Muito ruim. Pior ainda, quando se lembra que quatro gols foram no mesmo jogo, contra o Água Santa.

Um time não pode ser formado por setores estanques. Não se pode ter uma defesa ruim e um ataque ótimo. Ou o contrário, como é o São Paulo. O sistema defensivo deve ser ajudado pelo centroavante. O sistema ofensivo deve ser ajudado com uma boa saída de bola, desde a defesa.

O que deve melhorar rapidamente?

1) a fluência do jogo. Bola precisa chegar mais até Ganso, que não tem companhia na armação.

2) força pelas laterais. Michel, Centurión e Wesley não são pontas. Talvez Patón opte por eles para que o sistema ofensivo seja ajudado. Nesse caso, temos o drama do cobertor curto, que só resolve um problema de cada vez. Ou leva calor á cabeça ou aos pés.

E, por falar em rapidamente, tem jogo contra o River no dia 10.

Ou o time melhora, ou corre o risco de eliminação ainda na primeira fase da Libertadores.


São Paulo merecia a vitória
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Menon

Dois chutes na trave, com direito a bola entrando e juiz não vendo. E veio o gol. Só que foi do rival. E isso mudou muito o jogo. Vamos brincar de se? Se o juiz tivesse dado o gol legítimo de Kardec – uma cabeçada muito boa, que bateu no travessão e caiu dentro do gol – se Ganso tivesse acertado o gol e não o travessão…. Se Hohberg não tivesse feito um golaço. Bem, aí é mérito dele.

Então, o time poderia estar ganhando por 2 a 0 e estava perdendo por 1 a 0. Correu atrás e dominou o jogo. Jogadas pela esquerda, com Michel Bastos, Ganso e Mena. Não havia espelhismo pelo outro lado, porque Centurión jogou mal novamente.

Mas, nem tudo foram flores. A defesa se atrapalhou e o Cesar Vallejo teve duas boas chances. Se não fosse futebol, se fosse um esporte de chances concretizadas, era coisa de 4 x 3 para o São Paulo. Mas não foi assim.

No segundo tempo, o São Paulo mudou. Deixou o jogo pelas laterais e apostou mais na aproximação de Thiago Mendes e Hudson pelo meio, unindo-se a Michel e Ganso. Curiosamente, Hudson estava mais agressivo que Thiago.

Bauza trocou Kardec por Calleri. E Calleri fez um gol de centroavante. Recebeu um lançamento espetacular de Ganso, ganhou do zagueiro no corpo e tocou por cima de Libman.

O São Paulo continuou dominando. Cesar Vallejo assustou um pouco, mas foi sufocado nos cinco minutos finais. Domínio total do São Paulo.

Importante notar isto. O São Paulo sufocou o rival. Coisa rara de se ver nos últimos anos.

Se fosse Bauza, eu faria a moçada treinar finalização. Muitas vezes.

E colocaria muitos reservas contra o Água Santa.

Deixaria os titulares para os três jogos seguintes: dia 10, Cesar Vallejo, dia 14, Corinthians em Itaquera e dia 17, Strongest no Pacaembu. Ou não? Acredito na classificação


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