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Arquivo : militão

Anderson Martins é uma bela contratação
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A chegada de Ânderson Martins deixa o São Paulo mais forte. Agora, com ele, Rodrigo Caio e Arboleda, o time passa a ter três zagueiros de bom nível

Ânderson é forte, bom mas divididas é com bom senso de cobertura. Com a sua chegada, o Vasco fechou a casinha, deu uma banana para o rebaixamento e levou o Vasco à Libertadores.

E Militão?

O garoto que resolveu o problema da lateral direita, corre riscos de perder espaço. O São Paulo busca um jogador da posição, o que faria Militão voltar ao início da carreira, quando jogava como zagueiro ou volante.

E terá a concorrência de Ânderson, Rodrigo Caio, Arboleda, Bruno Alves, Jucilei, Hudson e Petros. Se fosse ele, ficaria na direita.

São boas opções para Dorival Jr.  Tudo indica que terá um time pra chamar de seu, sem necessidade de reconstrução no meio da temporada.

 


Dorival está preparando uma revolução?
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Do sábado, dia 6 até o domingo dia 14 de janeiro, o São Paulo vai trabalhar duro. Serão 15 sessões de treinamentos. Das 15, 12 serão fechadas. Apenas três treinos serão abertos. Apesar de os jornalistas poderem comparecer a três sessões, só haverá duas entrevistas coletivas. O time estreia no Paulista no dia 17.

Não quero questionar a clausura dos treinamentos. É uma opção do treinador. Ele ganha para treinar o time e escolhe a maneira que lhe agrada. Também não vou questionar a pouca atenção dada aos jornalistas. Ninguém é obrigado a dar entrevista. Ninguém é obrigado a falar com jornalista.

O que cabe aos jornalistas é questionar se o estilo escolhido por Dorival dará resultado. Sim, porque com tanto treino secreto, com tanto cuidado em não falar com jornalista, é de se esperar uma grande revolução no futebol brasileiro.

Dorival recuperará sua ideia de jogar com apenas um zagueiro?

Dorival vai brindar o futebol brasileiro com alguma coisa diferente do que se faz hoje, quando todos jogam com dois atacantes abertos pelos lados, com 4-2-3-1 ou 4-1-4-1?

Dorival está pensando em criar novas funções para algum jogador do elenco? Já sabemos que ele tomou a sensata decisão de transforar Junior Tavares em homem da segunda linha. Virá algo mais?

No ano passado, Dorival assumiu no olho do furacão. Teve pouco tempo para treinar. Se tivesse, talvez percebesse antes o que eu, modestamente, apontava aqui nesse cantinho: Jucilei tem de ser titular. Ou então, é preciso arrumar a lateral. Coloquei até a sugestão de meu irmão, o Passional: Militão é o homem ideal para a lateral direita.

Quem sabe com tanto tempo para treinar secretamente, Dorival consiga fazer o Jonathan Gomez e o Thomaz renderem o mínimo possível para vestir a camisa do São Paulo;

Bem, aí seria necessário muito mais tempo, não vamos exigir tamanho feito.

Não vamos exigir nada. Apenas que nossa curiosidade seja satisfeita: que maravilhas táticas e técnicas estão sendo engendradas nos treinos secretos do C.T da Barra Funda?


Minha seleção do Brasileiro-17
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Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.

 


Daronco prejudica São Paulo e é salvo pela defesa do Coxa
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Daronco apitou. E caminhou. Não apontou, não fez nenhum gesto. Apitou e ficou esperando alguma informação. E o juiz de linha lhe deu a informação. Totalmente errada. Disse que foi  mão de Edimar. E foi de Thiago Real. Wilson bateu bem o pênalti e colocou o Coritiba na frente em um jogo que interessava também a Sport, Vitória, Avaí e Ponte. Um absurdo.

O que se faz com um árbitro que comete um erro grosseiro desses? Possivelmente ganha um descanso no próximo domingo e volta no ano que vem, talvez ainda mais forte com tanta academia.

E o Coronel Marinho? Nada, vai continuar mandando na arbitragem.

O Coritiba é um time moldado para o contra-ataque. Sempre com Rildo.

O São Paulo é um time moldado para a posse de bola.

Então, com um a zero na frente, o jogo tinha toda a cara do Coxa. Esperar e fazer o segundo, só que a defesa falhou seguidamente em dois lances de bola alta. Bom lembrar a qualidade técnica de Militão, que fez seu segundo gol de cabeça no ano.

Então, perdendo, o Coritiba ficou nervoso. E o São Paulo optou por trocar passes, radicalizando essa proposta a partir da entrada de Júnior Tavares em lugar de Brenner, que é bom de bola, mas me pareceu, novamente, com pouca presença de área.

O Coritiba agora vai para o sufoco total em Chapecó. Perdeu gás no final, como em 2009.

E o São Paulo vai para a festa de despedida de Lugano, sonhando com uma vitória sobre o Bahia.


Dorival: “Falta um ponto e em 2018, vamos lutar por títulos”
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O blog entrevistou Dorival Jr. Foi muito agradável, é uma pessoa de bem e que falou sobre tudo o que foi perguntado. Só não deu o nome dos novos contratados, mas se fosse ele, eu também não daria.

Como vai ser o São Paulo de 2018?

Ah,  não vamos falar do ano que vem, não. Estamos trabalhando duro ainda em 2017 para salvar o São Paulo.

Mas, já salvou, né?

Nada disso, ainda precisamos de um ponto.

Ah, que exagero. O São Paulo tem 45. Ponte e Vitória têm 39 e se enfrentam…

Então, quem ganhar esse jogo ainda vai estar na briga

Tudo bem, mas o que se pode esperar do São Paulo no ano que vem?

Vamos brigar por títulos. Pode ter certeza disso.

Você vai ter o privilégio de montar o elenco, já a partir da base que se formou esse ano. Vai pedir muitas contratações? Dez?

Imagina, de jeito nenhum. Queremos contratações pontuais para que o time melhore. Queremos contratações do tipo Hernanes, de alto nível, para resolver. E vamos aproveitar a base. É um privilégio montar o elenco, mas vamos ter só 14 dias de treinamento antes de o campeonato começar. Não vai ser fácil.

Tem algum jogador da base que te deixa entusiasmado?

Tem o Anthony, do sub-17. É muito bom. E tem o companheiro dele, o Helinho. É sacanagem o que estes meninos jogam.

Tem outros da base?

Sim, mas não vou falar agora. Vou começar a temporada com alguns e depois da Copa São Paulo vou puxar mais dois.

E o Brenner?

Esse é questão de tempo, joga muito. É bom centralizado e também pelos lados.

Quando eu vejo o Brenner, eu penso no Ademílson, que fazia muitos gols na base, mas, que, quando chegou no profissional, sofreu muito porque a força física já não adiantava muito.

É verdade. O jogador da base precisa ser apoiado quando chega no time de cima. Pode estar pronto como o Zeca e o Lucas Veríssimo, que lancei no Santos. Por isso, é importante o sub-23. O Veríssimo eu tirei de lá. Veja o caso do Lucas Fernandes. Ele entrou, saiu, entrou e saiu. Quando entrar de novo, acho que vai render de forma contínua.

Já que você não quer falar de nomes de reforços, vamos falar dos emprestados. O que acha do Breno?

Gostaria de contar com ele. O São Paulo tem preferência para a volta.

Hudson?

Aí, é o contrário. A preferência é do Cruzeiro, então nem vou analisar.

O Artur, que está na MSL?

Não conheço bem, preciso analisar.

Iago Maidana?

Gosto dele, é bom jogador.

E o Kaká, se viesse para o São Paulo seria como o Lugano, que todos dizem ser um bom exemplo fora do campo, mas que não joga?

O Kaká tem muita condição de jogar ainda. Muito bom. Quanto ao Lugano, eu quero dar um testemunho. É um jogador de muito caráter. Ele é um exemplo. Não é escalado, mas treina com uma intensidade imensa. Outro, no lugar dele, poderia relaxar. Ele, não. Faz de tudo pelo grupo. Ele estava machucado e mesmo assim, viajava com a gente. Ninguém pode se queixar dele. É exemplar.

Crédito: RONALDO SCHEMIDT / AFP

E o Jean, goleiro do Bahia?

A diretoria trouxe o nome dele até mim e eu aprovei. Tem muitas qualidades.

E o Lucas Perri?

Tem grande futuro, é dois anos mais jovem que o Jean e vai subir um degrau no ano que vem.

Você falou em contratações pontuais que chegam para resolver. Eu vejo alguns problemas no time e gostaria de perguntar sobre eles. Contra o Vasco, o São Paulo fez um gol e recuou. Tudo normal, mas não tinha contra-ataque algum.

Nosso time não tem contra-ataque. Nosso time, até pelas características dos jogadores, aposta em muitos passes no meio, estamos trocando uns 700 por jogo. A saída de bola é qualificada, desde a zaga, com o Rodrigo Caio. Então, não tem contra-ataque, não tem a bola esticada, ela é conduzida. Poderia ter com o Wellington Nen, mas ele se contundiu. Para o ano que vem, teremos essa opção.

Será alternativo, como você diz. Mas como contratar um jogador bom para ser alternativo?

O jogador pode puxar o contra-ataque e também fazer outras funções. No Santos, era assim, como Geuvânio e o Marquinhos Gabriel. Aqui, até poderia ter com o Marcos Guilherme, mas ele tem muita condição defensiva, não dá para fazer os dois. Você perguntou de nomes, eu quero dizer que o Morato vai ficar. Ele renovou o contrato e terá pelo menos seis meses para mostrar futebol. Foi o tempo que ele ficou parado.

O fato de o time chegar no ataque através de muitos passes atrapalha o Lucas Pratto?

Não. A função dele é jogar de bico a bico da área adversária. Está sempre perto do gol. Quero explicar também que, além de trocarmos muitos passes, não temos muitas jogadas de fundo, com os laterais. O Militão e o Edimar não são para avançar, principalmente o Militão, que é um grande marcador. O Júnior Tavares apoia bem, tem grande potencial, mas o Edimar me dá mais segurança atrás.

Na ausência do Cueva, você usou o Shaylon, Lucas Fernandes, Maicosuel e Júnior Tavares. Isso mostra a importância dele, não?

O Cueva é muito bom. Eu o aproximei do Hernanes e o time rendeu bastante. Tem gente que chama o Hernanes de volante, ele é meia. O Cueva fez umas partidas na ponta, aberto, mas foi por conta dele, eu não pedi. Eu deveria ter fixado um jogador só na sua ausência, mas achei que um jogo era diferente do outro e resolvi variar.

Por que você demorou para fixar o Jucilei?

Porque ele não estava conseguindo jogar como nos tempos do Corinthians, quando roubava a bola e se aproximava da área adversária. Eu chamei para conversar e disse que, se não tivesse intensidade, não jogaria. Foi o mesmo que falei para o Vecchio, no Santos.

Quando você assumiu o São Paulo, você fez uma previsão melhor ou pior do que aconteceu com o time?

Não fiz previsão. Como você vai fazer previsão em um campeonato em que o último colocado ganhou duas seguidas e voltou a sonhar? Aqui não é o campeonato espanhol, é difícil prever alguma coisa. O que eu previ para o Vinícius Pinotti é que o time começaria a melhorar no segundo turno porque haveria mais tempo para trabalhar. Antes, haveria oscilações. A gente surpreendeu o Botafogo fora de casa e foi surpreendido pelo Coritiba no Morumbi.

Como foi o trabalho para reerguer o time?

Foi muito duro. A situação na tabela era ruim, não tinha tempo para treinar e a pressão era grande. Mudamos algumas coisas. Utilizamos bastante a psicóloga, Drª Anahy, aumentamos um dia de concentração, trouxemos os familiares para cá, mudamos a alimentação. Fizemos de tudo. Todo mundo ajudou. O Lugano foi muito importante.

O que mudou na alimentação?

(Juca Pacheco, assessor de imprensa, é quem explica). Nós passamos a jantar no estádio, após os jogos. No Pacaembu, no último jogo, tinha um buffet enorme para os jogadores. No Dia dos Pais, os jogadores receberam pais e filhos. Foi bacana. Ajudou.

Dorival, o que você acha da religiosidade dos jogadores, recebendo pastores na concentração?

Falaram que eu abri o Santos para os pastores. Não foi nada disso. Deixei entrar um amigo deles para tocar um violão. O treinador tem muito trabalho, rapaz, não dá tempo para ficar vendo se o jogador usa brinco, se reza ou não reza. Um dos problemas do futebol é que tem muita fofoca. Se a gente ganhar um jogo e for tomar pinga no bar, a torcida vê e diz que é água. Se a gente perder e for beber água, vão dizer que é pinga.


Torcida do São Paulo merece um time à sua altura
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Menon

Time grande não cai, grita nas redes sociais, nos bares, nos batizados, casamentos, intifadas e onde mais seja, a torcida do São Paulo.

Grita com orgulho, grita alto (pleonasmo, eu sei), grita com razão. Afinal, o time não caiu muito por causa da atuação da torcida. Mostrou uma solidariedade imensa a uma equipe que não se acertou com Ceni, a outra equipe que foi destroçada pela diretoria, ao time cambaleante montado por Dorival e agora, com muito mais razão, ao time que tem a atual maior série invicta do Brasileiro.

A torcida do São Paulo mostrou uma cara bonita, amiga, muito diferente do que fez uma pequena facção de criminosos, que, no ano passado, invadiu o CT, agrediu jogadores e roubou material esportivo do clube. Ladrões.

Enfim, a torcida do São Paulo tem todo o direito de comemorar…o que tem para comemorar. Sua própria atuação na luta para manter o time na elite do futebol brasileiro.

O triste é que o que restou a comemorar é isto. Apenas. Já há algum tempo, o São Paulo passa por um período horrível. Os últimos títulos foram em 2012 e 2008. Em 2018, a primeira luta é para que não seja igualada a marca de 13 anos sem título no Paulista, até agora o maior jejum da história. A seca foi de 1957 a 1970, quando o São Paulo dedicava suas forças à construção do Morumbi.

O canto mais famoso da torcida tricolor está datado e desatualizado. Nunca fui rebaixado. Tenho Libertadores. Não alugo estádio. Todos os paulistas têm Libertadores e todos têm estádio.

A torcida merece muito mais do que essa mediocridade. O clube merece muito mais do que essa alegria por vexame evitado.

A boa notícia é que há uma base para o ano que vem. O time que termina o campeonato é bom. Hernanes, Petros, Jucilei, Cueva e Pratto teriam lugar garantido em todos os grandes brasileiros. Militão é um presente de Cotia que se transformou em realidade. Rodrigo Caio é um bom jogador e, mais do que isto, uma boa fonte de renda.

O time precisa de ajustes como um grande goleiro, um bom lateral-esquerdo, mais dois ou três jogadores experientes e abrir as portas para Cotia, com Brenner, Artur, Liziero, Helinho…

A má notícia é que o gerenciamento desta transição do bom time de agora para um time campeão daqui a alguns meses está nas mesmas mãos de sempre. E nem vou citar nomes aqui. Não é o caso. Os que desejam tirar os que aí estão são tão ultrapassados quanto. É impressionante como o São Paulo não consegue, entre seus dirigentes, criar alguém com ideias arrojadas, modernas, que consiga tratar os jogadores com amor, que faça com que tenham prazer em jogar no clube, que consigam bons patrocínios e que resolvam a triste equação de Cotia. Qual equação? Quem é ótimo, faz dez jogos e vai embora. Quem é bom, não consegue se firmar porque o lugar fica com jogadores vindos de outros clubes. Jogadores médios ou fracos como Marcinho, Denílson e outros.

O São Paulo precisa mudar por dois  motivos, ao menos: 1) sua torcida merece e 2) até quando ela vai conseguir consertar as besteiras feitas pelos dirigentes?


São Paulo joga mal e consegue três vitórias. Sidão foi o herói
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Menon

Duas defesas nos acréscimos e uma outra, ainda no primeiro tempo, fizeram com que Sidão tivesse seu nome gritado pela torcida, no Morumbi. Foram defesas plásticas e salvadoras, quando o Sport mandava no jogo. Defesas que garantiram três pontos e a saída da zona de rebaixamento.

Enquanto o São Paulo vencia, o Avaí e o Fluminense perdiam. O Vitória também, mas conseguiu uma virada espetacular no Rio. Foram resultados espetaculares para o São Paulo, que não fez uma boa partida.

Bastava vencer. E os jogadores parece que sentiram o tamanho da responsabilidade. Tiveram um comportamento muito fraco, animicamente falando. Não parecia o time vibrante do jogo anterior, contra o Corinthians. O Sport é que marcou pressão e o São Paulo tinha apenas o contra-ataque.

A causa? Edimar não apoiava. E Militão também não. Ele tinha muito trabalho com Rogério, Mena e Sander. E depois, com Thomaz. Sem ligação pelos lados, o São Paulo vivia da troca de passes entre Cueva, Hernanes e Lucas Fernandes. Muito pouco. O gol saiu em raríssima jogada pelo lado, com Edimar.

E, se Militão não apoiava, Marcos Guilherme não recompunha. E o garoto sofreu. E fez grande partida, defensivamente falando. Assim como Petros, novamente muito bem

As substituições de Dorival não me agradaram. Jucilei seria uma opção preferível a Gómez. E Marcinho mostrou-se uma opção totalmente equivocada. Aí, não é culpa do treinado e sim do jogador, totalmente alheio ao jogo. Sem atacar e sem defender. Shaylon? Seria melhor Gilberto, com o recuo de Pratto.

O Sport teve o campo e, quando criou boas chances, Sidão estava lá.

Talvez agora, sem a pressão do rebaixamento, o São Paulo consiga jogar melhor. Porque, se continuar assim, poderá sofrer muito ainda no campeonato.


Cueva, a base e Dorival foram fundamentais na vitória
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O São Paulo conseguiu uma vitória importantíssima. Vitória que dá respiro e faz a vaca tirar a cabeça do brejo. Antes, como dizia meu irmão, o Passional, apenas os chifres estavam fora da lama.

Importante notar, como no ano passado, a força da base. Gol de Militão, que jogou muito bem, e tomou conta da lateral. E boa partida de Lucas Fernandes, que saiu por mostrar um certo cansaço.

Outro ponto foi a entrada de Cueva no segundo tempo. O peruano deu clarividência ao jogo e mostrou o bom futebol do início do ano. Ele, se jogar bem assim, é imprescindível ao time. Os dois gols saíram de jogadas dele. Ele, Hernanes e Lucas podem dialogar muito bem em campo. O São Paulo, na situação em que está, não pode se dar ao luxo de deixar bons jogadores no banco.

Dorival Jr. foi muito bem. Foi corajoso e mostrou-se à altura do clube que dirige. Em vez de jogar pelo empate, fez substituições corajosas, para vencer. No intervalo, colocou Cueva em lugar de Gómez e recuou um pouco Lucas Fernandes. O gol saiu logo aos sete minutos e Dorival poderia ter fechado o time, com um zagueiro a mais ou com mais um volante. Não; trocou Lucas Fernandes por Thomaz. Pode-se até discutir a qualidade de Thomaz, mas é um jogador ofensivo. A preocupação com a defesa foi apenas no final, com a entrada de Bruno Alves em lugar de Marcos Guilherme.

Ainda há um longo caminho a percorrer, mas o São Paulo deu um passo importante.


Leco e Pinotti dormem no ponto e atrapalham Dorival Jr.
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O São Paulo tem muitos problemas. Um deles, que piorou muito com a chegada de Dorival Jr., tem um antídoto que poderia melhorar muito a situação do clube. Falo do sistema defensivo, que tomou 19 gols em dez jogos sob o comando do novo treinador. Pode-se dizer que o problema da defesa começa quando o centroavante não dá o primeiro combate, pode-se argumentar que falta recomposição dos pontas, pode-se dizer que os volantes não estão colaborando, mas pode-se dizer também o óbvio. Há um LADO DIREITO que falha muito. Uma   AVENIDA que prejudica o TRABALHO de Dorival, que tem qualidades, mas não é especialista em evitar quedas.

Então, chegou a data Fifa. O campeonato é suspenso por duas semanas. Seria o momento ideal para uma contratação cirúrgica. Precisamos de um lateral que marque bem. Não precisa ser um gênio, apenas alguém que ajude a fechar o lado direito, que não tome dribles humilhantes, que não seja uma avenida. Alguém que ajude o time a não sofrer gols como foram contra o Grêmio, o Coritiba, o Bahia, o Palmeiras, sempre pela direita. E pela esquerda, também, mas em menor quantidade.

Era a hora de Pinotti, Leco, Dorival, o filho do Dorival, o incensado departamento de estatísticas se reunissem em uma sala por cinco horas. Vídeos, troca de informações, um brainstorm. E definir dois nomes para as laterais. E contratar um deles, no mínimo, rapidamente. E por que rapidamente? Para que o treinador pudesse trabalhar com o novo reforço por dez dias. Montar um bom esquema de cobertura, determinar funções e definir como o novo jogador ajudaria a fechar a casinha.

Nada disso foi feito. E Dorival está treinando Militão por ali. Acho que foi uma decisão perfeita, diante do que se tem. É um jogador técnico, e que, apesar de jovem, ter personalidade. Mas é uma improvisação.

E, enquanto não contrata, o São Paulo manda Douglas para a Chapecoense. Um PREVISTO movimento. Mas, por que a Chapecoense, rival direto na luta contra o rebaixamento? Não dá para entender.

O São Paulo está mal, tem uma janela para se reforçar e reforça o adversário.

Está difícil entender.

 


São Paulo fechou a casinha. E perdeu a chave
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O desempenho defensivo do São Paulo no Brasileiro é digno de elogios. O time que, no início do ano, sofria dois gols por jogo, levou apenas cinco em sete partidas. Passou quatro dos sete embates em branco, sem ser vazado. E os números seriam ainda melhores, não fosse a partida contra o Corinthians, totalmente fora da curva. Um 3 a 2 que não combina com a efetividade defensiva do time de Ceni.

E, infelizmente, para os tricolores, não combina também com o poderio (?) ofensivo.

Sim, ao mudar seu estilo (suas idéias, também?), Ceni não conseguiu manter a força do ataque. Ou, pelo menos, parte dela. O antigo (há poucos meses) ataque do São Paulo se resume agora a oito gols marcados em sete jogos. É uma mudança muito radical. O time, que chegou a ter um placar médio de 3 x 2 por jogo, hoje tem 1,14 a 0,7.

A mesma palavra explica a intenção de Ceni e a dificuldade para que se encontre um time equilibrado. Transição. A mudança de um time ofensivo e desequilibrado para outro, pragmático e eficiente, deu errado por causa da…transição. Falo da transição da defesa para o ataque.

Ela piorou muito quando Cueva se machucou, em um jogo do Peru. Talvez a recuperação tenha sido precipitada, não sei, mas a verdade é que o peruano perdeu ousadia, velocidade e eficiência.

E quem poderia substituir Cueva? Maicosuel, que jogou apenas 45 minutos? Shaylon, que Ceni ainda considera verde? Lucas Fernandes, que está voltando a ter chances agora? Thomaz?

E quais as outras opções? Pelos lados do campo? Luiz Araújo saiu. Wellington Nem se contundiu e está voltando agora. Morato só joga no ano que vem. Leo Natel jogou dez minutos. E Marcinho? Como os laterais estavam machucados ou atuando mal, Marcinho foi deslocado para a ala. Tem a liberdade para atacar, mas, contra o Corinthians, por exemplo, foi obrigado a ficar recuado no início do jogo porque Arana e Romero tomaram a iniciativa. E ele precisou apenas marcar. E ainda não tem todos os macetes da posição. Falhou no gol do próprio Romero e no gol de Lucca, da Ponte. Com ajuda prestimosa de Lucão. Sobra então Júnior Tavares, que está indo bem, mas não está indo muito bem;

Há uma terceira opção: os volantes. Dominar a bola em seu campo e levá-la ao campo rival. Juntar-se aos meias, buscar os atacantes, chutar de fora. Pode ser Thiago Mendes. Pode ser Cícero. Os dois chutam bem, mas o rendimento não tem sido tão bom a ponto de suprir as necessidades. Mendes rendeu mais que Cícero.

O que pode mudar?

Militão, que ainda dá os primeiros passos como profissional? Promissores passos, mas os primeiros.

 

Wesley, Buffarini, Bruno ou Araruna se firmarem na lateral e liberarem Marcinho para o ataque? Além disso, seria recomendável que melhorassem o nível de cruzamentos.

Pratto mais recuado e Gilberto na área?

Não são ideias novas. Ceni já tentou várias delas. Uma coisa ou outra pode dar certo, mas nada é algo que possa surpreender, que cause frisson, que traga expectativas. A melhor opção, sem dúvida, seria uma melhora de Cueva.

O primeiro grande desafio de Ceni foi trancar a defesa. Ele conseguiu, com méritos. Montou um cadeado. Agora, precisa achar a chave que possibilite um time mais aberto e que faça gols necessários para que o time consiga, por exemplo, 60 pontos no campeonato. Mais do que isso, é muito difícil.