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Guerrero é ótimo, mas muito mimimi
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Menon

Paolo Guerrero teria lugar na seleção brasileira. E na argentina, também. Na uruguaia, não. Suárez e Cavani são melhores. É um ótimo jogador. Tem técnica e força. Faz o pivô como ninguém, consegue dominar bolas mal passadas e servir companheiros. Não é um grande finalizador, como Fred, por exemplo. Aos 33 anos, não chegou aos 200 gols. A não ser que contemos o que fez no Bayern de Munique B.

Talvez pela técnica apurada, não gosta do jogo de contato. Fica de costas para o zagueiro, esperando a ligação direta, pelo alto. E reclama de toda dividida que essa postura permite. Reclama certo, como na falta de Mina, que originou o primeiro gol do Palmeiras. Reclama outras vezes, sem ter razão. Mina, Lugano, quem mais??? De todos, Guerrero reclama.

E não deixa a questão morrer em campo. Sai de lá e fala muito. Agora, exigiu que a diretoria do Flamengo reclamasse da marcação de Mina, que lhe deu alguns beliscões. Só o Mina? É um tipo de contato duro, faltoso, deve ser punido, mas não é nada de novidade. Muita gente faz isso. É do jogo.

Guerrero quer jogar sem contato? Impossível.  E dizer que o tipo de marcação de Mina não é futebol, já deixou de ser futebol, ah, Guerrero….Mimimi, né?

E não cola a tentativa de querer justificar o empate por conta de falhas do juiz. Não vi pênalti de Mina em Guerrero. No primeiro gol do Palmeiras, houve falta de Mina. Não houve penalti de Mina em Everton Ribeiro. E não houve falta de Mina no início do segundo gol verde. O que houve é Guerrero ficar deitado e reclamando.

Guerrero é muito maior que as suas reclamações.


Dudu comanda vitória necessária e ilusória
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Menon

O Palmeiras vinha de três derrotas seguidas e precisava vencer. Goleou. E teve em campo o Dudu-2016 que estava ausente há um tempo. Com a vitória, diminuiu a desvantagem para o líder. São várias notícias boas, mas que não podem esconder que o Palmeiras, apesar do bom segundo tempo, ainda precisa melhorar muito. E nem falo aqui do pênalti inexistente em Mina, responsável pelo empate, mas que não pode ser encarado como razão da vitória. O Palmeiras, com penalti ou não, mereceu vencer. E precisa jogar mais. Não há incoerência nisso.

Ainda no início do jogo lá estava Dudu, um dos mais talentosos do grupo, cobrando laterais na área. Ora, se o time prefere a bola na área ao passe curto, se prefere cruzamento alto a jogadas bem tramadas, que não seja Dudu o responsável por essa jogada. Ela que fique com Egídio, por exemplo. Ou Mayke.

Veio o gol do Vitória, após um passe errado de Felipe Melo, e o Palmeiras mostrou-se um time sem nenhuma paciência, correndo atrás com muito mais velocidade do que tirocínio. Um sufoco que o Vitória segurou bem até o penalti inexistente que Guedes converteu. E, no finalzinho, o belo gol de Dudu.

No segundo tempo, impressionou como o Palmeiras não conseguiu controlar o jogo. Deu muitas chances ao Vitória, inclusive com bola na trave. O jogo ficou um toma lá da cá inexplicável. Os dois tiveram chances. Como o Vitória se abriu e não conseguiu manter a mesma aplicação e como o Palmeiras tem jogadores de nivel melhor, a lógica se fez, com a bela jogada de Dudu para o gol de Mayke e para a bela jogada de Michel Bastos para o gol de Dudu.

No final, a pintura de David, com direito a chapéu em Egidio.

Vitória justa, mas para ser comemorada com moderação.

 

 


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