Blog do Menon

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Já temos uma Selemengo
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Menon

O Flamengo foi com força ao mercado. Conseguiu reforços de primeiro nível. Seus torcedores, com certeza, já estão com caneta e papel na mão, desenhando campinhos. Arrascaeta no meio, Gabigo na área, Everton Ribeiro na direita e Bruno Henrique na esquerda. Bruno Henrique? Sim, como duvidar da força da grana que ergue e destroi coisas belas. E ainda tem Diego, Uribe, Vitinho e Berrio. Podem entrar, podem ser titulares e podem ser moeda de troca em várias negociações.

Há uma oferta por Miranda, Rodrigo Caio já está lá, Diego Alves pode ficar e Cuellar e muito bom. Onde há problemas? Willian Arão e Renê seriam solução para muitas equipes. Pará e Rodinei, sem dúvida, estão abaixo do time pretendido.

Seja o que sair dos campinhos do sonhos dos torcedores, é um time que disputa, no papel, o posto de melhor do Brasil com o Palmeiras. América do Sul? Não avancemos muito porque, mesmo com mais nomes, os clubes brasileiros têm perdido competições para os argentinos.

A realidade é que o Flamengo sai como candidato fortíssimo em alguns campeonatos e como favorito disparado no Carioca.

Os torcedores rivais, diante de Arrascaeta, Gabigol e quetais voltam no passado e se apegam ao trio Edmundo, Romário e Sávio, que não deu liga e virou motivo de chacota. Ou no Corinthians de Chulapa e Dunga, que também fracassou. Pode ser entendido como despeito, mas deve ser encarado como uma lição histórica. Cabe a Abel fazer o grupo de ótimos jogadores se transformar em um time vitorioso. Ele tem currículo e moral para isso.


Treze nomes para Tite iniciar a renovação necessária
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A preparação da seleção brasileira começou errada. Tite não deveria continuar depois do trabalho regular e morno apresentado no Mundial da Rússia. E o segundo erro vem com os amistosos contra EUA e El Salvador. O que acrescentam estes adversários? Nada. Acho que a seleção deveria voltar a se reunir apenas em 2019, mas como teremos Copa América no Brasil é correto antecipar os trabalhos.

Da turma que foi à Rússia, eu daria um descanso para Neymar. Já que os rivais serão EUA e El Salvador, deixemos nosso maior craque de lado. Ele não é necessário e sua ausência temporária facilitaria dar chance a novos jogadores. O que eu acho, deveria ser a prioridade da convocação.

Também deixaria fora Thiago Silva e Miranda, que já passaram dos 30. Marcelo também. Ele é ótimo, mas fez duas Copas ruins. Pode voltar depois. Fernandinho e Paulinho, eu deixaria fora de qualquer plano. Duas Copas ruins de cada um. E olha que sempre fui fã de Paulinho. Taison? Não. Não. Alisson, também não levaria. Daria chance a Ederson.

Eu chamaria 13 jogadores novos. É hora de iniciar um novo ciclo. Nem todos chegarão ao Catar, mas a primeira chance deve ser dada agora.

Militão – É ótimo marcador, o melhor do Brasil no um contra um. Além de lateral, pode jogar de zagueiro também. Tem nove anos a menos e 20 centímetros a mais que Fagner.

Felipe –  É titular do Porto há dois anos e grande destaque do time. Tem altura (1,90m) e técnica. Tem 29 anos.

Dedé – O melhor zagueiro do Brasil. O melhor zagueiro brasileiro. Estava na lista dos 35. Tem 30 anos.

Arana – Misto de Marcelo e Filipe Luis, o que não significa que seja melhor que eles. Mas, aos 21 anos, é o substituto natural.

Maycon – Também com 21 anos. Volante que marca e chega ao ataque.

Arthur – Vai ser titular rapidamente, formando dupla com Casemiro. Marcará época na seleção. Foi um grande erro não estar na Copa da Rússia. Tem 22 anos.

Malcom – Agora, pelo Barcelona, tem tudo para aparecer ainda mais. Outro com 21 anos, vai ficar com o lugar de Willian.

Lucas Paquetá – Estava na lista dos 35 e dever ter oportunidade, apesar de haver decaído um pouco. Tem 21 anos.

Vinicius Júnior – Tem 18 anos e joga pelo Real Madrid. Precisa explicar?

Richarlison – Tem 21 anos e estreou pelo Everton fazendo dois gols. Veio do Watford. Tem experiência na Europa, força e técnica.

David Neres – Tem 21 nos, 54 jogos, 23 gols e 11 assistências pelo Ajax.

Pedro – Tem 21 anos e 25 gols pelo Fluminense. Tem grande poder de finalização e cabeceio. É um tipo de jogador que faz falta ao futebol do Brasil.

Paulinho – Apenas 18 anos, uma das grandes revelações recentes do futebol brasileiro.

Acho que a base da renovação passa por eles. Muitos estarão no Catar.

Apenas por curiosidade: eu escalaria a seleção com Ederson, Militão, Marquinhos, Dedé e Arana; Casemiro e Arthur; Douglas Costa, Coutinho, Richarlison e Pedro.

Dá para ganhar de EUA e El Salvador.

E vocês, convocariam quem?


Tem coisa boa na seleção
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Amigos,

A verdade é que o Brasil estreará na Copa nas quartas-de-final contra Bélgica ou Inglaterra. Talvez a Colômbia. Um amigo mais exigente e muito desconfiado da ótima geração belga, diz que será na semi, contra Argentina, França, Uruguai ou Portugal.

É uma realidade, os adversários até agora e mais o México estão muito longe da elite do futebol mundial, apesar de o ranking da FIFA se derreter todo pela Suíça. Vai entender…

É realidade também que a Alemanha tinha molezas no Grupo e já deve estar procurando um biergarten para afogar as mágoas.

E a Argentina, também com duas babás, teve de ouvir muito Gardel na preleção para, no último suspiro, ganhar a vaga. A favorita Espanha empatou com Marrocos e o Irã segurou Cristiano.

Então, vamos elogiar o Brasil. Depois de três jogos, é possível um balanço. O amargor de até agora fica por conta da fragilidade dos rivais.

A defesa vai muito bem. A rigor, teve apenas a falha contra a Suíça. Miranda e Thiago vão muito bem. Marcelo é ótimo no apoio e tem algum problemas defensivos. O contrario de Filipe Luís, que entrou bem contra a Sérvia.

Fagner está bem. O único problema é a falta de altura, que não permite que ajude na bola aérea.

Casemiro ajuda a criar essa solidez. Um grande volante.

Coutinho é o melhor. Participativo, habilidoso e decisivo. Um solucionador. Ou faz o primeiro gol ou a primeira assistência.

Os outros estão jogando abaixo de seu nível, estão rendendo menos do que podem. Menos o goleiro, que não foi exigido.


Brasil ganha facilmente em teste inútil
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Deu a lógica. O Brasil ganhou facilmente da Rússia, anfitriã que suará sangue para passar à segunda fase do Mundial. Foi um segundo tempo de excelência em um jogo que confirmou a alto nível de Willian, cada vez mais merecendo um lugar no time titular. Philippe Coutinho também confirmou que é o melhor brasileiro depois de Neymar e  Paulinho novamente tem grande poder ofensivo, fazendo um gol, perdendo outro e sofrendo um pênalti.

E por que foi inútil?

Primeiramente, pela postura da Rússia no segundo tempo. No primeiro, jogou com linha de cinco e outra de quatro, uma retranca terrível. E a seleção sentiu dificuldades, as mesmas que teve contra a Inglaterra. O Brasil não conseguiu vencer as linhas russas, principalmente por não abrir o campo. Daniel Alves e Marcelo vinham muito pelo meio, o que facilitou para os russos. Douglas Costa e Willian não tentaram o drible, não ousaram no mano a mano, no um contra um.

No segundo tempo, o treinador da Rússia resolveu imitar o estilo Gorbatchov na política, ainda nos tempos da União Soviética. Resolveu ousar, enfrentar o Brasil, abandonou o seu estilo fechado e se desintegrou totalmente. Regalou espaços incríveis e o Brasil foi aproveitando. Fez três e poderia fazer mais.

Ou seja, o Brasil goleou uma Rússia que não existe e teve muitas dificuldades contra a Rússia real. Douglas Costa, que luta pela vaga, foi bem no segundo tempo e teve dificuldades no primeiro. Não dá para dizer que carimbou o passaporte. Seria verdade se tivesse destruído a retranca russa no primeiro tempo.

Também foi inútil pelo pouco tempo dado a Geromel. O que se sabe é que há três zagueiros confirmados: Miranda, Thiago Silva e Marquinhos. Geromel e Rodrigo Caio são os mais fortes concorrentes à quarta vaga. Rodrigo Caio nem foi relacionado para o jogo e Geromel atuou dez minutos. Difícil tirar uma conclusão.

Fagner e Taison tiveram seus minutos. Nada acrescentarão, se aprovados.

Firmino entrou no lugar de Gabriel Jesus. São dois bons atacantes, são os melhores do Brasil no momento, são fatos. Como fato é que estão abaixo de Careca, Muller, Romário, Bebeto, Zico, Chulapa, Ronaldo, Ronaldinho, Luis Fabiano e Fred, os que os precederam até 2010. São superiores a Fred e Jô de 2013. Poquito.


Mílton Cruz, invicto, vê Leco como culpado pela crise do São Paulo
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No domingo, dia 25, o líder Figueirense visitará o Criciúma, vice-lanterna do campeonato catarinense. Se não perder, o clube chegará a uma invencibilidade de 15 jogos, superando uma série de 2011. O time não perde desde 11 de novembro do ano passado, quando enfrentou o América-MG em casa e lutava para não cair para a série C. Além de liderar o Estadual, o Figueira promete muito trabalho ao Atlético-MG, a partir de quarta -feira, dia 28, pela terceira fase da Copa do Brasil. O nome do treinador é Mílton Cruz, mas pode chamar de Arsene Wènger, o francês que dirige o Arsenal desde 1996.

“É assim que eles estão me chamando. Já me ofereceram um contrato de três anos para continuar o trabalho. Vou assinar esses dias, é muito legal estar em um clube bem organizado e com um projeto a longo prazo”, conta Milton.

Ele assumiu com o Figueirense em penúltimo lugar na série B e levou o time à 12ª posição. Em seguida, recebeu a missão de diminuir a folha de pagamento e a média de idade. Missão dada, missão cumprida. O clube gastava R$ 1,5 milhão por mês e agora o orçamento é de R$ 700 mil.  A média de idade diminuiu de 31 para 24 anos. Ele indicou jogadores como André Luís, do Ipiranga de Erechim, artilheiro do campeonato. E trouxe também Denis, um velho conhecido dos tempos de São Paulo.

“Aceitou meu convite e está muito bem. Disse para ele que o Figueirense revelou goleiros bons como Thiago Volpi, Gatito e Muralha e que poderia ser um novo impulso na carreira dele. Abraçou nosso projeto, assinou por dois anos e está muito contente”, diz Milton.

Contente? Milton está muito mais do que contente. Repete várias vezes que está feliz, muito feliz. “A cidade é bonita, é perto de São Paulo, o time é muito organizado, o campo, os vestiários e o CT são de primeiro nível. E os investidores do clube sonham com o pé no chão. A ideia é subir esse ano para a A, se manter lá e alcançar o mesmo sucesso da Chapecoense. Uma coisa bem contínua, sem ficar caindo e subindo”.

Do São Paulo, onde ficou por 23 anos, Mílton Cruz tem boas lembranças e também mágoas. “Do time, não quero falar, não vou me intrometer no trabalho dos outros, até porque preciso cuidar do meu que toma muito tempo, mas, realmente foi triste sair”.

Mílton Cruz não acredita ter sido a vítima da guerra entre Leco e Abílio Diniz, seu amigo. Para ele, tudo vinha de antes. “É muito estranho homem ter ciúme de homem, mas é verdade. O Leco tinha ciúmes do Muricy e de mim também. Uma coisa inexplicável. Eles foram me colocando de lado, sem funções, até que me demitiram. Saí na boa, fiz um bom trabalho no Náutico e agora estou muito bem no Figueirense”.

Ciúme leva a comparações, que Milton acredita dominar, sem nenhuma dúvida. “Eu fiz história no São Paulo. Estive em todos os grandes títulos, de Mundial a Libertadores, nos Brasileiros. Revelei jogadores, como Kaká, Hernanes e Júlio Batista  e indiquei muita gente boa para o clube, como Miranda e Amoroso. Grandes presidentes como Juvenal Juvêncio e Marcelo Portugual Gouvêa, presidentes vencedores sempre me deram valor. Do Leco, só recebi ciúmes. E, se quiser comparar, me deixa de lado e compara o Leco com os outros presidentes, compara o São Paulo de agora com o de antes”

 


Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
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Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia “Parreira deve chamar fulano” e ele me explicava: “você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil”.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal “radar” de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém “atropelando” em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?


Diego Alfredo Lugano Moreno é História
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Menon

O primeiro a se dizer sobre a despedida de Lugano é que ele fez uma boa partida, bem ao seu estilo: discreto, praticando jogo de contato, usando os atalhos para evitar que a pouca velocidade trouxesse problemas, pressionando o juiz…. E por que foi uma boa partida? Porque Lugano, que não jogava há muito tempo, todo um turno, estava em forma física. Esteve treinando como nunca. E como sempre. Não vestiu pijamas. Estava pronto para jogar, contra o Bahia e em todos os jogos anteriores.

A despedida mostrou que ele deveria e poderia ter atuado muito mais vezes do que foi utilizado. Quantas vezes? Todas aquelas em que Lucão estava em campo. Ou Douglas. E também Bruno Alves. No mínimo. Desde que voltou, no ano passado, Lugano fez 37 partidas. Algumas muito boas (River no Monumental, Flamengo no Morumbi, Palmeiras no Morumbi) e nenhuma mal. Para se lembrar de um erro dele é precisa pensar muito. E ainda fez dois gols.

Mas, acabou. É passado. Diego Lugano não joga mais.

Entrou na História do clube. Assim, com Maiúscula.

Imaginem um concurso com notas sobre impulsão, toque de bola, passe, vigor nas divididas, cobertura entre Lugano e Mauro Ramos . de Oliveira, Oscar, Bellini, Miranda, Roberto Dias. O uruguaio talvez fosse o último colocado. Então, por que ele é o mais querido zagueiro de todos os tempos, por que ele é um dos mais amados jogadores de todos os tempos?

Estou falando do São Paulo, é lógico.

Porque ele é são-paulino.

Todo torcedor do São Paulo se sente representado ao vê-lo com a camisa das três cores. Todo torcedor são-paulino sabe que, se estivesse em campo, não conseguiria ter mais respeito e amor ao clube do que Diego Lugano. Poderia até jogar mais do que ele, mas não jogaria com mais amor.

E futebol é muito mais do que a soma das qualidades específicas exigidas para cada função.

Fosse assim, não seria futebol. Seria concurso público.

Diego é uma incógnita. Seus detratores o chamam de paneleiro e quem jogou com ele, como Calleri, Eguren “(Nunca tive um capitao como Lugano, primeiro ele cuida da gente e depois cuida dele”), Cavani, Alex diz, sem titubear, que ele é o Capitão. Alguém que sabe respeitar e se fazer respeitar. Dos mais velhos aos mais jovens. Brenner, de 17 anos, fez seu primeiro gol na despedida de Lugano. Ganhou a camisa, ganhou um beijo. E sempre se lembrará dele.

Outros dizem que é carniceiro. E não se conformam quando ele termina mais uma partida sem ser expulso. Poucas vezes, foi para o chuveiro antes de o jogo terminar.

Comparem Lugano com Felipe Mello.

Quem joga mais?

Quem se preocupa com o clube?

Quem trata bem os mais jovens?

Quem vai para a reserva e respeita a decisão:

Quem derruba técnico?

Felipe Mello é a resposta correta para as opções A e F.

Lugano é o capitão celeste mais carismático depois de Obdúlio. Lugano mudou a cara do futebol uruguaio, lutando contra Paco Casals para que a Celeste recebesse muito mais dinheiro. E para que os jogadores sem nenhuma expressão, da segundona uruguaia e também dos times pequenos, recebessem um mínimo de dignidade.

Como jogador, foi muito além do que poderia ir. Muito além do que estava determinado a ir. Superou suas falências e, assim, as desconfianças de todos com quem trabalhou.

Foi assim, com suor, com superação, dignidade e caráter, que deixou o futebol para entrar na História.

Leia agora porque LUGANO, HONRA E DIGNIDADE ESTÃO SEMPRE JUNTOS


Clube grande cai, sim. Está caindo
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Menon

Time grande não cai.

Os são-paulinos (tomo a parte pelo todo, uma grande parte, diga-se) gritaram exaustivamente a frase, em 2013 e 2015. Havia uma outra frase, de mesmo sentido. Time grande cai, mas time gigante não cai.

São frases divertidas, uma gozação bem feita contra os rivais Palmeiras e Corinthians. Mas são também frases a mostrar o último suspiro da tal soberania, varrida dos campos há uma década, com aquele coito interrompido que foi a vitória contra o Tigre, na sul-americana de 2012.

Gritar que não cai é o que restou a quem gritava é campeão com a mesma assiduidade que um ano substitui outro. Ou, lembrando um pouco mais longe, como um semestre substitui outro.

Não ganhamos, mas não caímos. Somos grandes e os outros são pequenos. Somos gigantes e os outros, vá lá…são apenas grandes. Somos soberanos e tudo é uma questão de tempo, pois daqui não cairemos.

Está caindo o São Paulo. Os avisos foram gritados, os sinais foram escancarados, mas a gerontocracia de ideias que dirige o clube há décadas, não viu e não ouviu. Preferiu a briga intestina (nos dois sentidos) à busca de uma solução, que poderia passar pela unidade. Talvez não ajudasse, porque as ideias do outro lado…ah, quais são, mesmo?

Quem gritava que time grande não cai, sabia que estava dizendo uma sandice. Palmeiras, Corinthians, Inter e tantos outros grandes representantes do futebol brasileiro caíram.

E, se clube grande não cai, time médio cai. Deitado em devaneios soberanísticos, a diretoria do São Paulo esqueceu que não há justiça no futebol. Um elenco melhor do que alguns outros, pode cair, sim. Não é o investimento que decide, não é uma análise crítica dos jogadores contratados. É o campo que resolve.

O São Paulo tem aproveitamento de 77,8% quando falamos de seu enfrentamento com Vitória, Avaí e Atlético-GO, seus companheiros de infortúnio. Não é suficiente. Precisa vencer os outros também. E, sempre é bom lembrar, o tal aproveitamento gigantesco foi construído no Morumbi.

A diretoria do São Paulo não pode se apegar a um clichê moribundo: “o São Paulo não merece estar nesse lugar”; Por que não? Pelo passado glorioso? Já vimos que não conta, que outros gigantes de foram.

Pelo futebol apresentado? Também não, apesar de não ter sofrido nenhuma goleada, nenhum vexame. Tivesse ocorrido, talvez o tal aviso tivesse sido ouvido.

Pelo elenco que o time tem?

Vamos conversar sobre isso. O elenco tem problemas graves. Não vou comparar com outros, não vou fazer uma análise posição por posição, mas o elenco do São Paulo tem carências enormes. E elas permitem que outros clubes, talvez mais fracos o ultrapassem.

Bruno e Buffarini, por exemplo. Um, é pior na defesa. Outro, é pior no ataque. Os dois são ruins no conjunto. As entidades Brunarini ou Buffaruno são assustadoras. O que defende melhor, levou dois dribles humilhantes na Vila. O que ataca melhor, não acerta cruzamentos.

Júnior Tavares. Esqueça a louvação a Cotia. Nem de lá, ele veio. Junior veio do Grêmio com a fama de indisciplinado, bom no ataque e ruim na defesa. A primeira, com dedicação aos treinamentos, ele afugentou. Nada de indisciplina. A segunda, confirmou-se em parte. Ele é um desafogo na esquerda. E é um tormento na defesa. Em um time equilibrado, ele teria sua função e poderia render muito. Em um time cheio de problemas, só os erros aparecem e de forma exponencial. Foi um erro deixar tudo nas costas de um garoto. Participou de praticamente todas as partidas do ano. E seu reserva, Edimar, só o departamento de análise e desempenho garante. É um jogador a ser burilado e não uma solução.

Rodrigo Caio é um bom zagueiro, apesar do pouco físico. Não é bom como outros que fizeram sucesso há dez anos. Miranda, Lugano, Fabão, André Dias, Rodrigo e Breno foram melhores. Fabão, sim. Pense um pouco e veja quem errou mais. Novamente, é a questão do momento. Se Rodrigo Caio estivesse lá, naquele tempo….Não está.

Pela fama que tem, Rodrigo Caio deveria ser a individualidade capaz de carregar o time nas costas. Como Roberto Dias fez há 50 anos. O mesmo vale para Pratto. Um grande jogador em um time fraco e desequilibrado, não deveria ser a salvação? Não tem sido. Cueva é o mesmo caso, apesar de haver melhorado um pouco.

Não é o caso de Jucilei, que tem rendido muito bem, mas que, pela posição em que joga não está ali para resolver. Como parece ser, não nos precipitemos, o caso de Arboleda.

Jogadores que deveriam decidir e não decidem. Jogadores fracos. Jogadores com uma responsabilidade técnica acima de suas forças. E o que mais?

Uma incógnita como Gómez, que foi bem na Colômbia, mas que fez dois jogos sem nenhum protagonismo.

Jogadores médios, que poderiam render em times bem organizados, como é o caso de Marcinho. E de Petros, que fala muito bem, que tem personalidade, mas que joga menos que Thiago Gomes. E Wellington Nem, que perdeu a velocidade em algum lugar do passado.

Jogadores jovens, como Lucas Fernandes, Brenner e Shaylon, a quem não pode ser dada a missão de salvamento. A eles, deveria ter sido dadas oportunidades de jogar. Mas, preferiram, por exemplo, Denílson.

E é um time assustado. Quando faz um gol, não resiste ao assédio, como qualquer adolescente esperando o primeiro beijo. Quando sofre um gol, se desmancha, como picolé ao sol.

É um time caindo. Está cumprindo os avisos que estão sendo dados há muito tempo. E que os ouvidos soberanos apenas ouviram. Mandaram a mensagem para o cérebro soberano. E que o cérebro soberano respondeu através da boca soberana. “Time grande não cai”. Cai, sim.


Sem Neymar, seleção de Dunga não entusiasma. A minha e a sua, também não
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Dunga falou várias vezes sobre um tal Centro de Inteligência que o ajudou na convocação. Pode ser ótimo, mas não rendeu nada deneymarcaricatura diferente do que estava sendo feito. O que se vê é uma seleção que não deixa o torcedor confiante. E nem feliz. Mas, justiça seja feita, o que poderia ser feito de melhor?

Qual o grande craque que fica fora da Copa América? Neymar, é claro. A opção por tê-lo na Olimpíada em vez da Copa América é um erro. O importante é usar a competição para montar o time para as Eliminatórias. Não vai ser feito. Neymar estará correndo atrás do tal grande titulo que o Brasil nunca conquistou, ao lado de jovens talentosos e que não estarão nas Eliminatórias.

E, se com Neymar, a seleção já não empolga, imagina sem ele. Temos mais do mesmo, sem craques. É o mesmo que dançar com a irmã. Um time bom, ok, mas que não mete medo em ninguém.

Eu me preocupo com os zagueiros. Miranda, Gil, Marquinhos e Rodrigo Caio são bons, uns melhores que os outros, mas apenas isso. Bons. O mérito é afastar David Luiz, o zagueiro feliz.

Casemiro e Filipe Luiz são os representantes do Brasil na final da Liga dos Campeões. São bons, mas não são decisivos. Filipe Luiz não é meu tipo de lateral, eu o acho muito conservador. E não marca tão bem assim.

Ganso poderia ser uma boa novidade. Poderia acrescentar algo à seleção. Mas, convenhamos, Ganso precisa ser mais constante no São Paulo para ser uma certeza na seleção.

E qual seria a sua seleção? Com certeza, não teria muitas diferenças. Com certeza, não entusiasmaria.


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