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Arquivo : modesto roma jr.

Santos F.C não merece o ódio de exterminadores de baleia
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Menon

O candidato é escolhido em eleição limpa. O adversário derrotado opta por uma oposição feroz, desde o primeiro dia. E como tem um amigo na presidência do Congresso, consegue pautar uma ação de impeachment.

Podia ser Dilma, Aécio e Eduardo Cunha.

É Peres, Modesto Roma Jr e Marcelo Teixeira. Não é Congresso, é Conselho.

Há mais em comum. Tanto o presidente Peres como a presidenta Dilma erraram. Não fizeram um bom governo, algo impressionante, que impedisse traições de seu próprio grupo.

Deixemos as analogias de lado e pensemos no Santos.

O time com uma história maravilhosa, impossível de ser comparado, futebolisticamente falando, com os outros brasileiros. O time de Pelé.

O clube não é tão forte.

Tem um estádio muito pequeno, que não pode se comparar aos dos rivais,

A torcida, por um motivo ou outro, não tem lotado a Vila. É comum ver público com menos de dez mil pessoas.

A cota de televisão é bem menor que a dos rivais.

O patrocínio também é menor.

E, se os itens acima são atemporais, há um outro, imediato, que preocupa. O time está lutando para não cair.

Com um quadro assim, é hora de partir para uma guerra fratricida? É hora de estar cada um em uma trincheira, enquanto o Cuca tenta fazer o time andar?

Seria muito melhor uma união, ainda que temporária. Todos os grupos, alas, minialas, tendências, seitas, sei lá o quê deveriam estar unidos pelo Santos. Todos deveriam ajudar. Quem tenta derrubar Peres deveria estar em sua diretoria. Por opção do presidente ou sugestão dos contrários. Uma união para levar o time e o clube a um porto seguro. Descobrir maneiras de reforçar o elenco. De enfrentar as dívidas. Fazer um documento em cartório com itens a longo prazo a serem seguidos, obrigatoriamente, por todos os próximos presidentes.

Um exemplo? Montar uma tarefa de força para resolver o caso Carlos Sanches. Marcelo Teixeira, que tinha conhecimentos na Conmebol no tempo de Leoz, poderia integrar uma delegação santista que visitasse o novo presidente. Poderia assessorar o novo advogado. Uma coisa mínima.

Mas a impressão que fica, talvez injusta, é que os que pedem o impeachment, estão torcendo pela derrota santista no tribunal. E depois, no campo.

O Santos merece muito mais do que grupos contrários em guerra. Com sangue nos olhos e ódio na alma.

Como exterminadores de baleias.


Mais um dia de vexame do pobre futebol brasileiro
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Menon

Um passar de olhos pelo UOL mostra motivos de preocupação com o futebol brasileiro, incomparável dentro e fora dos gramados. Para o bem e para o mal. Três notícias vergonhosas.

A eleição do Vasco está sub judice. Uma urna foi impugnada. Na dita cuja, Eurico Miranda tem 90% dos votos, uma porcentagem infinitamente maior do que nas outras.

Conselheiros de oposição do Corinthians fizeram uma reclamação formal à diretoria por conta da presença de Andrés Sanchez em volta do gramado do estádio, sábado, quando o time se preparava para enfrentar o Palmeiras. Segundo eles, a presença de Andrés, que não tem cargo no clube seria benéfica à sua candidatura.

O empresário Luiz Taveira teria dado uma entrevista ao sitio Calciomercato, garantindo que Lucas Lima e Ricardo Oliveira não ficariam no Santos em 2018. Depois de levar uma bronca de Modesto Roma Jr. passou a desmentir a entrevista.

Eurico está certo?

Eurico roubou a eleição?

Andrés teria o direito de ver o treino daquela posição?

Andrés estaria usando a máquina?

Taveira é empresário ou é dirigente?

Modesto Roma Jr. forçou Taveira a desmentir o que havia dito? Ou ele não havia dito?

Não tenho respostas para tantas perguntas.

A única certeza que tenho é que não são perguntas pertinentes à grandeza de Vasco, Corinthians e Santos. São perguntas que demonstram claramente o nível baixíssimo de nossos dirigentes.

São perguntas e situações que não caberiam em uma liga amadora de Engenheiro Mendes, Astrapéia e Orindiúva, as estações ferroviárias que existiam entre Aguaí e Casa Branca.

É uma vergonha por dia.

 


Omelete de bacon e a comédia de erros nada modesta
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Menon

“Aqui na omelete de bacon, todo mundo é porco, ninguém é galinha. Na omelete de bacon,  galinha participa, o porco se compromete. Aqui, todo mundo está comprometido”.

Foi assim que Modesto Roma Jr. explicou a contratação de Levir Culpi para substituir Levir Culpi que havia sido demitido duas horas antes. Sim, Levir substituiu Levir. Não fui eu que errei a frase. Por falar em frase, o Modesto deve ter ingerido a ração do João Dória para cunhar uma frase tão enigmática assim.

Que palhaçada!

Levir Culpi é técnico de futebol há anos. Muitos anos ganhando muito bem. Deve ter um bom dinheiro acumulado. Como é que um homem desses, com mais de 60 anos e com polpuda conta bancária, aceita ser demitido e recontratado em poucas horas. Onde está o amor próprio, onde está a espinha ereta?

Modesto Roma Jr. passa a merecer o alcunha de modestíssimo. Demite, conversa com jogadores e aceita de volta? Quem é que manda? Os jogadores passarão a opinar também em relação ao orçamento e montagem do elenco?

Levir, que tirou Ronaldinho Gaúcho e Fred do time, vai poder sacar alguém que lhe deu o emprego de volta?

Quando vejo uma coisa assim, relembro de uma proposta que tenho para salvar o futebol brasileiro.

Artigo único: Cada time estrangeiro que contratar um jogador brasileiro será obrigado a levar também um dirigente brasileiro e lhe dar funções importantes no clube.

O nível aqui não melhoraria, afinal para cada dirigente ruim que se aposenta, aparecem dois. Basta ver a linhagem da corrupção na CBF: Havelange, Teixeira, Marin e talvez Marco Polo.

Não melhoraria, mas pioraria tanto o nível dos clubes europeus, obrigados a conviver com patetas e omeletes de bacon, que haveria, em pouco tempo, uma paridade diretiva.

Teria a mediocridade e a insuficiência cognitiva como parâmetros


Santos pensa torrar fortuna com Diego e Robinho. Gestão nota zero
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Robinho e Diego

Leio na MATÉRIA dos trepidantes  Samir Carvalho e Vinícius Castro que o Santos pensa em gastar parte dos R$ 50 milhões que poderá receber, pelo mecanismo de solidariedade devido à venda de Neymar do Barcelona para o PSG, na contratação de Diego. E de Robinho também, embora haja relutância pelo fato de a saída do jogador em 2015 tenha criado arestas.

Nem recebeu e já pensa onde gastar. Típico da gestão dos clubes brasileiros. Típico também de Modesto Roma Jr., que mandou uma carta à CBF acusando o repórter Eric Faria de haver prejudicado o clube no jogo contra o Flamengo. Disse que tinha imagens. Tinha nada. Pagou um mico e pode ser suspenso. É a chamada mão nervosa, boca nervosa, escrever ou falar antes de ver se há verdade no caso. Ejaculação precoce.

Um clube com dificuldades financeiras, com um estádio que nunca enche, apesar de ser minúsculo, deveria ter muitas outras prioridades antes de gastar a herança inesperada. Reformar a Vila? Criar um novo Centro de Treinamentos? Guardar o dinheiro por um ano até que o mercado se estabilize novamente e que qualquer tentativa de contratação do Peixe seja inflacionada de maneira irreal?

Esse déja vu dos clubes brasileiros é terrível. O Profeta de hoje é o mesmo Hernanes da década passada? O Diego que o Santos quer é aquele de 2002 ou esse que recebe as primeiras vaias da torcida do Flamengo? E Robinho? É o das pedaladas ou é o meia atual, que se mantém no Atlético mais pelo nome do que pelo rendimento atual? Podem ajudar, é lógico, mas nada será como antes.

Por que contratar Robinho? O Santos ainda deve a ele e tem reuniões constantes com a sua advogada para resolver o assunto. Não existe um novo Cazares por aí, alguém ainda desconhecido? Na base, não há um novo Robinho de 2002? Um novo Diego de 2002? O garoto Rodrygo, por exemplo?O que me assustou também foi saber que Lucas Lima recebe R$ 650 mil por mês.

A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa, disse Karl Marx. Os clubes brasileiros deveriam pensar nisso e não repetir o comportamento dos solitários onanísticos que, ao receberem uma herança inesperada, correm até a agenda e discam velhos números de velhas amantes. Algumas atendem, outras mudaram o número, outras morreram.


Timão teve Casão. E agora, se contenta com Kazim…. (Picadinho)
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Menon

Não me matem, eu sou apenas o mensageiro de más notícias. Não sou causa e nem efeito. Nem a frase do post é coisa minha. Ela e de casagrandeNelson Nunes, um dos grandes jornalistas com quem tive o prazer de trabalhar. Texto ótimo, visão acurada e com a capacidade de fazer uma pauta espetacular. Com ele, o repórter sempre era bem guiado. E o coração corintiano de Nelsinho Nunes sofre. Mas onde achar razão dentro de tanta emoção?

São épocas diferentes e é dura a comparação para todos os atacantes que foram ou forem contratados. Casagrande foi um dos grandes, com 103 gols marcados. Centroavante. Meia. Inteligente, questionador, muita raça em campo. Mas a questão é outra. Quem esperava tudo isso de Casagrande, após uma passagem por empréstimo à Caldense?

O Casagrande ídolo foi o Casagrande da base, um garoto como tantos outros que fizeram a história do Corinthians. Como Léo Jabá, por exemplo. Léo Jabá pode ser um novo Casagrande? Não sei. Kazim pode ser um novo Casagrande? Tenho certeza que não.

A situação política do Corinthians é terrível. O presidente Roberto Andrade, de mandato fraquíssimo pode sofrer um impeachment injusto. A situação econômica é péssima. Há problemas com o estádio e há problemas de caixa e uma coisa tem muito a ver com a outra. E, para complicar, o Palmeiras nada de braçada, com patrocínio forte e ainda aproveitando-se do empréstimo de pai para filho, de marido para amante, de Paulo Nobre, o Golden boy.

É hora de olhar para a base, como o São Paulo está fazendo. A solução pode vir daí. Ela não virá de Paulo Roberto, o volante reserva do Sport, já com 29 anos. Não virá com Jadson, dono de altos salários. Gabriel pode ajudar, mas há uma névoa de incertezas sobre suas condições físicas. Pablo? Pottker?

Está complicado. É hora de ter calma, de levar o barco devagar, pois o nevoeiro é perigoso. É hora de olhar para a história. Não a recente, que resultou na troca de Marciel por Willians, o do short verde (que bobagem a cor de roupa usada por um trabalhador), mas a de Rivellino, Edu Gaspar, Casagrande e que cada um complete sua lista de dez grandes revelações da base, ex-terrão.

picadinhomenon

O PRÍNCIPE BARRADO – Houve um tempo em que o Brasil ansiava por um novo Pelé. Zagallo pensou que fosse Ticão, neguinho de Bauru (muita coincidência) e o convocou para a seleção. Houve outros. O principal foi Ivair Ferreira, chamado de O Príncipe. Também ivairnascido em Bauru e que fez sua carreira na Portuguesa, onde jogou dos 12 aos 24 anos, antes de se transferir para o Corinthians. Em 1964, estava na decisão do Paulistão, quando a Lusa foi derrotada pelo Santos por 3 a 2. A Lusa tinha Orlando; Jair Marinho, Ditão, Wilson Silva e Edilson; Pampolini e Nair; Almir, Henrique Frade, Dida e Ivair. O Santos tinha Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho Guerreiro, Coutinho, Pelé e Pepe. O Rei venceu o Príncipe.

Ivair esteve também na lista de 47 jogadores pré selecionados por Vicente Feola para a Copa de 1966. Foi cortado, juntamente com Rinaldo, do Palmeiras. Edu, do Santos, e Paraná, do São Paulo, ficaram com as vagas.

Esta semana, o Príncipe Ivair foi barrado na Portuguesa. Um segurança o impediu de entrar no clube. Há culpados na história? Todo ex-jogador pode entrar no clube? São muitos pontos a se considerar, mas a tristeza é grande. O segurança (provavelmente não conhece nada da história da Lusa) também não conhece Ivair.

E eu apenas consigo me lembrar de Aldir Blanc, o gênio. “É o tempo, Maria, te comendo feito traça em um vestido de noivado”.

Felipe Mello – Achei uma ótima contratação do Palmeiras. O ano tem calendário diferente dos outros, as competições correrão simultaneamente e não há mais aquela possibilidade de vencer a Libertadores e fazer gazeta no Brasileiro. É preciso rodar. É preciso elenco. Felipe entra em um setor que foi muito bem, com Tche Tche e Moisés. Tem estilo diferente, é mais marcador, apesar de ter um bom passe. Mesmo quem não pensa nele como titular, há de reconhecer que é opção mais forte do que Thiago Santos. Quanto às expulsões, elas virão. Aqui, se expulsa até quem pensa em palavrão. Mas não esqueçamos que Gabriel Jesus foi expulso – e merecidamente – em um jogo importante.

Modesto Roma Jr – O presidente do Santos fala em Robinho e traz Kayke. A promessa tão megalomaníaca como vazia serve apenas para criar uma aura de desilusão sobra o novo contratado. Começa no clube como aquele que veio porque Robinho não pôde vir.

Calleri – Se o argentino voltar, o São Paulo terá dado um enorme salto de qualidade na montagem de um bom time. Mas é bom a torcida se acostumar com Colmán, o paraguaio.

Cabe mais um? A Fifa definiu que a Copa do Mundo terá 48 países. Nem o esfacelamento de muitas Iugoslávias e outros tantos de Uniões Soviéticas justifica. Eu só entendo o inchaço em uma situação específica: as Eliminatórias classificam 16 seleções para a segunda fase. A primeira fase reúne 32 times em um mata-mata, já no país sede. Os 16 classificados se unem aos 16 primeiros e segue o baile, como é agora. Apenas um jogo para definir as chaves. Pensando em termos de América do Sul, nas última copas, a quinta vaga foi jogada pelo Uruguai contra a Jordânia (Copa-14), Costa Rica (Copa-10), Austrália (Copa-06) e Austrália (Copa-02). Estes jogos seriam realizados já na sede, como um grande aperitivo. Ganhou, fica na Copa. Perdeu, foi eliminado e volta para casa.

 

 

 


Modesto Roma Jr derrota o Corinthians
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Menon

Ricardo Oliveira foi apenas o instrumento. Os gols que deram a vitória ao Santos foram mesmo de Modesto Roma Jr, 63 anos, acima do peso e com problemas cardíacos. O presidente que fez a lei ser cumprida. Enfrentou os piratas chineses, não cedeu ao mimimi de Ricardo Oliveira e preferiu ficar com seu belo centroavante do que com um belo punhado de dólares.

E Ricardo Oliveira mostrou que Modesto estava certo. Fez um gol de centroavante, após cruzamento de Serginho. Estava na área e marcou.

E fez uma obra de arte. Caneta em Allan Mineiro, transformou Yago em Boateng e terminou com cavadinha.

Uma vitória que traz luzes ao Santos, que havia sido derrotado pelo Red Bull.

Uma derrota que traz sombras ao Corinthians, que estava invicto. Allan Mineiro, Edílson, Williams… todos juntos em campo, de um lado só, pode ser um grande complicador.


Lucas Lima e a indigência mental do jogador brasileiro
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Menon

lucaslima

Vamos dar uma analisada sobre o caso Ricardo Oliveira/Santos/Lucas Lima

1) Depois de cinco anos nos Emirados Árabes (137 jogos e 96 gols marcados pelo Al Jazira e Al Wasb) o ex-jogador de Milan, Valencia, Inter, São Paulo e Santos resolveu voltar ao Brasil.

2) Os 35 anos falaram mais alto do que seu ótimo currículo.

3) Fez um contrato de R$ 40 mil com o Santos.

4) Foi um contrato de risco para os dois lados. Se jogasse mal, o Santos perderia pouco. Se jogasse bem, Ricardo ganharia muito com um novo contrato.

5) O Santos não acolheu Ricardo Oliveira porque é um clube bonzinho. Ricardo Oliveira não aceitou ganhar pouco porque adora o pastel da Eliete no Canal Era um risco duplo. Algo que o passado do jogador não merecia.

6) Deu tudo certo para os dois lados. Ricardo mostrou-se novamente um artilheiro letal. Virou ídolo da torcida. Assinou um novo contrato. Tão bom que não foi divulgado.

7) Um bom contrato pressupõe uma boa multa. É a garantia dos clubes.

8) Os chineses quiseram levar Ricardo Oliveira.

9) Acertaram um contrato salarial muito bom com o jogador e mandaram que ele se conversasse com o clube. Não queriam pagar nada ao Santos.

1o) Ricardo usou o argumento da “independência financeira” que é uma falácia. Qualquer jogador da base ganha R$ 10 mil, tem luvas e passa férias em Punta Cana. Sem nunca haver estreado. Se atuar por 15 anos profissionalmente, a R$ 10 mil mensais, terá recebido, ao final da carreira um total de R$ 1,8 milhão (sem contar 13º). Ou seja, ganhou uma vez na Mega Sena. Se poupou R$ 2 mil por mês, terá R$ 390 mil de aposentadoria, sem contar juros e correção monetária. Isso é independência financeira. Estamos falando de um hipotético jogador medíocre, que não teve sucesso na carreira.

11) Ricardo Oliveira já tem sua independência financeira há muito tempo. O que ele teria agora, é uma vida de nababo, de sheik. Ganharia por mês o que aquele jogador hipotético do meu exemplo ganharia na vida. Seria um milionário e teria garantido a independência financeira de seus filhos, netos e bisnetos.

12) E o que tem de errado nisso? Nada. Absolutamente nada.

13) O Santos, que já teve Pelé, Coutinho e Neymar, chegou a uma conclusão, que eu não sei bem qual é. Das duas uma. 1) Não pode viver sem Ricardo Oliveira. 2) Não pode conseguir um substituto sem receber os 12 milhões de euros da multa. Multa que é grande apenas porque Ricardo Oliveira recebeu um belo aumento de salários. Belo e merecido.

14) Os chineses, ao verem que não conseguiriam o jogador de graça, ofereceram 1/3 da multa. O Santos não quis. Ofereceram metade. O Santos não quis. Ricardo Oliveira prometeu pagar R$ 500 mil por mês. O Santos não quis.

15) Eu teria aceitado. Mas o presidente Modesto preferiu apostar na emoção, na luta por títulos do que em dinheiro em caixa. Foi mais torcedor do que gerente? Um inocente? Foi alguém que resolveu enfrentar os chineses? Um herói.

16) São muitas variáveis. Não conhecemos todas. Cada um que tenha sua opinião. Ou que faça como Glória Pires. O único que se sabe é que O SANTOS SEGUIU A LEI. SEGUIU O CONTRATO.

17) Ricardo Oliveira soltou um comunicado dizendo que será honesto e se dedicará até o final do contrato. No final, um trecho da Bíblia. Ora, ninguém precisa ser cristão ou usar sua fé para garantir que é honesto. Seja e pronto.

18) Lucas Lima foi perguntado sobre o assunto. Assunto com muitas variáveis e nuances, como vimos.

19) Sua opinião foi simples: Ricardo Oliveira merece um aumento.

20) Nenhuma palavra sobre calendário, sobre janela, sobre a idade do amigo, sobre a ética chinesa, sobre a “escravidão” que a multa proporciona, sobre a CLT ou direitos de imagem.

21) Nada. Apenas desnudou o pensamento da maioria dos jogadores: me dá um dinheiro aí, um caraminguá, me dá um agrado, quem sabe uma dúzia de pães de cará, uma bike, um púlpito, qualquer coisa. Me dá um motivo para que eu continue sem pensar sobre nada.

22) Se não der, não sei não. Pode pintar um bico, uma indisposição, uma depressão…Afinal, seria a “independência financeira” do Ricardo Oliveira.

 


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