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Ricardo Rocha, defensor da base, fala sobre o futuro do São Paulo
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Menon

Estreou na TV UOL o “A Rússia é logo ali”, apresentado por Fernando Vannucci. Estarei com ele, sempre na véspera e um dia após os jogos do Brasil. Ricardo Rocha estava ao meu lado no PROGRAMA DE ESTREIA.

Ricardo falou sobre suas participações em programas de televisão durante a Copa. “Você me criticou, agora é preciso dizer que está tudo muito bem estruturado e não vai atrapalhar de modo algum meu trabalho no São Paulo, que é o que importa. Todo mundo terá dez dias de Copa e vou usar esse tempo para participara da Copa, à minha maneira, em alguns programas. No dia da reapresentação, estarei lá para receber os jogadores e tocar em frente nosso projeto”.

Já há algumas possibilidades de contratação para os lugares de Marcos Guilherme e Valdívia, mas, nas reuniões, Ricardo Rocha defende que a base deve ser privilegiada. “Antes de buscar alguém, vamos ver os nossos meninos”, afirma, antes de citar nomes e nomes de gente da base que ele admira. Cita Toró e Helinho, mas também fala de Anthony, dos zagueiros Rodrigo e Walce e até do lateral Tuta, que está na reserva de Caio.

Ricardo Rocha é puro entusiasmo. Descreve as qualidades dos garotos, fala em dar uma aulas de “zagueiro para zagueiro” com Rodrigo e Walce, cita seu entusiasmo co Araruna (“O Jardine falou das suas qualidades e ele confirmou em campo”) e mostrou seu contentamento com o momento atual do time. “Estamos criando uma gordura boa. O segundo turno é mais difícil porque quem está mal, contrata para não cair e quem está bem, contrata para ser campeão. E nós estamos nessa briga aí”.

Por fim, falou que sente Nenê como um garoto, com muita personalidade e correndo muito, por todo o campo. Everton recebe muitos elogios, resumidos em uma pergunta: “você viu como o Nenê e o Diego Souza melhoraram com a chegada dele? Ele faz o time melhorar”. E disse qual o conselho que dá a Nenê e Diego Souza antes dos jogos: “vocês são os mais experientes. Precisam entrar em campo e serem fdp. No bom sentido, é lógico”.

Vejam o programa. Foi muito legal.


Nenê comanda baile tricolor
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A contratação de Nenê foi criticada por muita gente. Eu, inclusive. Com muita acidez. Cheguei a dizer que seu contrato de dois anos era um plano de aposentadoria.

Cala-te boca!!!

De aposentado, não tem nada. Está jogando muito. É um dos melhores do campeonato. Corre muito. Corre certo. Tem ótima colocação em campo. Dá ritmo ao time e também sabe parar com o ritmo dos rivais. Faz cera, breca o jogo. E tem bola parada.

Contra o Vitória, iniciou a vitória com um gol de pura técnica. Golaço. Depois, recebeu falta de Yago, que foi expulso de forma injusta.

E como Nenê não tem nada com isso, fez o segundo, com chute forte. O segundo tempo começou com o terceiro gol. Belo chute de Everton, ótima contratação.

Foi a melhor partida do São Paulo no Brasileiro. O time, que tem como melhorar, pode sonhar alto.

 

 


São Paulo vence no erro de Diniz
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O São Paulo venceu o Atlético-PR por 1 x 0 e chegou a 20 pontos em 11 jogos. No ano passado, ao final do primeiro turno, 19 partidas, tinha apenas 18. Derrubou também um tabu de 21 jogos e mostrou bastante maturidade. É um time que, se continuar assim, tem todas as condições de chegar à Libertadores-19.

Foi um jogo igual e os três pontos vieram porque o São Paulo, além de suas qualidades, aproveitou-se da tal convicção de Fernando Diniz. O time está muito mal no campeonato, a torcida está apreensiva e o goleiro solta bola para o zagueiro dentro da área. Houve a tomada de bola e o pênalti, que Nenê converteu.

É proibido dar chutão. Não cabe nas convicções de Fernando Diniz. Quando o Atlético empatou com o São Paulo, no Morumbi, classificando-se para a fase seguinte da Copa do Brasil, o treinador respondeu sobre a pressão que o adversário fizera em muitos momentos no goleiro Santos. Ele respondeu que o papel do treinador também é ensinar e que Santos, há 12 anos no clube, estava aprendendo, enfim, a jogar com os pés.

Vai continuar aprendendo. Eu repito minha ideia. Um treinador obcecado por suas convicções, na verdade está desrespeitando o clube que o contratou. Porque muito mais importante que as convicções de Diniz é a classificação do Furacão, mais uma semana no Z-4.

O São Paulo, que não tem nada com isso, se fechou após fazer o gol, aos 16 minutos. Recebeu ajuda da torcida rival que passou a vaiar seus jogadores, levando-os a um grande nervosismo. Time fraco, mal treinado e vaiado em casa é presa fácil.

Não foi tanto assim, porque os jogadores foram valentes e acuaram o São Paulo. Algo comum o São Paulo recuar, mas havia uma diferença. O contra-ataque estava armado. Mesmo atrás, o São Paulo teve algumas poucas oportunidades.

É um São Paulo que perde pouco. Apenas uma derrota em onze jogos. Um time forte mentalmente, que sabe lutar por uma vantagem, ainda que mínima, e que precisa melhorar, é claro. Mas os sinais são bons. Se souber tratar bem das perdas que poderão ocorrer na janela e se conseguir reforçar algumas linhas, pode mesmo ser tratado como alguém que corre por fora rumo ao título. Por enquanto, não. Por enquanto, pode brigar na Libertadores.


São Paulo tem média de campeão. Está na briga
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Uma lei não escrita do Campeonato Brasileiro diz que time com dois pontos por rodada é campeão. Com 76 pontos. O Corinthians venceu no ano passado, com 72. E teria conseguido o título com 64, pois de 63 o Palmeiras não passou.

Pois o São Paulo chegou a essa marca na oitava rodada. Quatro vitórias e quatro empates. Vai dormir líder, mas deve ser ultrapassado pelo Flamengo.

Os números são bons. No final do primeiro turno do ano passado, tinha 18 pontos. Agora, tem 16.

O mais importante é que o São Paulo tem um time. Não dá para escalar, mas tem. Um núcleo duro e muito rodízio.

Seja qual for a escalação, é um time vibrante. Um time que não dá nada de graça. E que tem Nenê em estado de graça. E com Diego Souza recuperado.

Contra o Botafogo, o time começou melhor, acertou a trave e sofreu um golaço. Reagiu em seguida, com pênalti que uns dariam e outros não.

Veio o segundo, com belo passe de Marcos Guilherme (fará falta) e o terceiro, em contra-ataque. O jogo parecia definido e Aguirre tirou os três que marcaram.

Shaylon foi bem, acertou lindo passe para Valdivia, que errou muito. E Liziero, que acertou tudo.

Fica o alerta por ter levado o segundo gol em uma bola parada. Erro feio.

Tudo está no início, não há nada definitivo, mas, por exemplo, pode perder do Palmeiras no sábado e, mesmo assim, estará dois pontos na frente do rival. O que se pode dizer é que o  São Paulo está na briga.

 


Com Nenê, São Paulo volta a ser protagonista
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A torcida do São Paulo tem um grito que, nos últimos tempos, além de não se justificar, virou até piada: “o campeão voltou”.

Não se trata disso, que fique claro. Mas o time voltou a ser protagonista. Venceu o América-MG. O que significa?

Primeira vitória fora de casa.

Aproveitamento de 60%, zona de Libertadores.

Tem 13 pontos em sete jogos. No ano passado, tinha 18 ao final do primeiro turno.

Pela primeira vez no campeonato, venceu com dois gols de diferença.

São números.

O mais importante, porém, é a postura em campo. Um time que luta tanto para fazer um gol como para não sofrer.

O time não dá nada de graça.

O comando é de Nenê. Sabe jogar, sabe passar e tem bola parada. E é chato para caramba. Faz falta, sofre falta, cai no gramado, segura o jogo.

Fez um belíssimo gol de falta. No pênalti, fez a obrigação. Colocou para dentro.

Nenê está conseguindo jogar os 90 minutos. O que ainda é difícil para Diego Souza, que está se recuperando e fez mais um gol. Novamente em passe de Everton, certeira contratação.

Aguirre acertou tudo novamente. Entrou com Araruna, que ajudou bastante Militão. Atrás, fez o primeiro gol em contra-ataque.

Com a vantagem no segundo tempo, recuou e, o que é importante, manteve o jogo de transição, com Trellez, Valdivia e  Liziero.

Teve 236 passes, 103 a menos que o rival. E acertou seis chutes contra três. Ou seja, jogando de maneira pragmática, mandou no jogo.

 


Cautela excessiva de Aguirre prejudica o São Paulo
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Com quatro rodadas, é possível dizer que, dificilmente, o São Paulo passará por sofrimentos como dos últimos anos no Brasileiro. Mas, fica claro também que, se quiser algo mais do que não sofrer, Diego Aguirre precisa ser menos cauteloso do que é. O empate por 2 x 2 com o Galo tem muito a ver com isso.

As duas primeiras substitituições foram terríveis.

Ao final do primeiro tempo, trocou Bruno Alves por Marcos Guilherme. O motivo? Tinha um cartão amarelo em dividida com Fábio Santos, que levou a mesma punição. Recuou Régis para a zaga, abandonando a linha de três. Foi muito ruim. Régis não é um bom marcador e o Galo passou a levar muito perigo por ali. E Fábio Santos ficou pendurado até o final. Precisava ter trocado?

Aos dez minutos, Nenê precisou sair. E Aguirre, que poderia colocar Cueva, Valdivia ou Lucas Fernandes, optou por Liziero. Uma opção novamente cautelosa. Nada de transição pelo meio. O time dependia, para levar a bola à frente, das parcerias Liziero/Reinaldo e Marcos Guilherme/Régis. Muito pouco.

E o Galo passou a atacar ainda mais. Empatou com Roger o Guedes e desempatou com Ricardo Oliveira. Falha de Arboleda, o melhor do time, e de Diego Souza, no primeiro pau. O mesmo Diego Souza que havia atrapalhado a zaga do Galo no primeiro gol do São Paulo, o primeiro de Éverton, outro que jogou bem.

O gol saiu no momento em que Cueva entrava em lugar de Hudson, aos 33 minutos. Poderia ter entrado antes. Deveria ter entrado , antes. E, com três minutos em campo, o peruano deu lindo passe para Diego Souza empatar o jogo.

Daí, até o final, os dois times buscaram o gol que valeria a liderança. Os dois com muita velocidade. Lá e cá. E ninguém marcou. Ninguém pode reclamar do placar, mas o são-paulino pode – e muito – reclamar da falta de ousadia de seu treinador. Assim como no jogo contra o Fluminense, tentou garantir a vantagem mínima.


Onze apontamentos sobre Diego Aguirre no São Paulo
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Contra o Fluminense, Diego Aguirre completou dez jogos no comando do São Paulo. Já é possível apontar características de seu trabalho, mostrar fatos e fazer uma primeira análise. Não é porque foi contratado por indicação de Lugano que deve merecer um tempo especial. Treinador de time grande é para ser cobrado. Bem, vamos lá.

  1. O elenco não foi indicado por ele – Uma prática que deve se tornar cada vez mais comum em clubes de futebol. O treinador deve fazer suas indicações, é lógico, mas o clube não pode seguir todas. O ativo é do clube. Então, se tem interesse em um jogador X, até por uma possibilidade futura de negócios, deve trazer, independentemente da opinião do técnico. Caso contrário, pode ficar com micos como Leandro Donizete, herança de Dorival ao Santos.
  2. O elenco é caro e qualificado – No caso, uma coisa tem pouco a ver com a outra. Os jogadores caros – Diego, Trellez e Jean – ainda (?) não renderam o que se esperava. Mas é bom e permite substituições sem sustos. São cinco bons zagueiros. São quatro volantes de nível semelhante. E há boas opções para o lado de campo. Dá para montar um bom time, dá para fazer um bom trabalho, apesar de carências conhecidas.
  3. Aproveitamento é ruim – Não é opinião, é fato. Com Aguirre, o São Paulo tem 43% de aproveitamento. É muito pouco. São apenas três vitórias e o mesmo número de derrotas. Não adianta dizer que a derrota contra o Corinthians foi sofrida. A vitória contra o Paraná também foi. Não adianta dizer que Jean falhou contra o São Caetano. No jogo seguinte, o goleiro retribuiu o erro com juros e correção monetária.
  4. Erro recorrente – Os 43% de aproveitamento poderiam ser 54% se o time não tivesse sofrido gols no final das partidas contra Corinthians e Fluminense. Nos dois casos, o castigo veio por conta de uma postura extremamente defensiva. Nada contra times que jogam no contra-ataque, mas é preciso que haja contra-ataque. Não houve nesses dois jogos. E nem nos minutos finais contra o Ceará. É algo a ser corrigido. O erro foi mostrado e o treinador tem obrigação de resolver rapidamente.
  5. Defesa forte – Parece claro, e isso é muito bom, que o São Paulo está se tornando um time difícil de ser vencido. Sofreu apenas sete gols nos dez jogos. A partir daí, pode se transformar em um time que, se não dá prazer, pelo menos não dá agonia ao torcedor. Um lance típico do que pode ser o São Paulo foi o contra-ataque puxado por Marcos Guilherme contra o Fluminense. Terminou com Everton chutando na trave. Com defesa forte e contra-ataque eficiente, é possível chegar longe.
  6. Um time mentalmente forte – O maior exemplo foi contra o Rosario Central. Mesmo com um jogador a menos por 45 minutos, o São Paulo foi estoico na defesa. Lutou pelo resultado com galhardia. Muito diferente do que se via antes.
  7. Liziero – Sua incorporação ao elenco e, quase imediatamente, ao time titular é um grande acerto. Um exemplo de jogador que cumpriu seu ciclo de aprendizagem na base e que está pronto para jogar. O que não significa que seja um gênio e que não possa melhorar.
  8. Brenner – Quando se fala em time que não tem contra-ataque, fica difícil entender o ocaso de Brenner. O fato de haver congelado contra o Palmeiras e de mostrar instabilidade emocional contra o Paraná (caiu no choro ao ser substituído) podem ajudar a explicar. Mas ele merece novas chances.
  9. Nenê, Cueva e Shaylon – Nenê é o símbolo do time. Arma, desarma, faz falta, sofre falta, chuta e é chutado. Tem ajudado até na recomposição. Cueva não tem o mesmo espírito. Muito pelo contrário. Mas sabe jogar bola e deve ser aproveitado. Imagino a linha de meias com ele, centralizado, Nenê na direita e Everton na esquerda. Aguirre deve recuperá-lo, a nãos ser que seja dado como caso perdido. Shaylon nunca entrou em campo com Aguirre. Inexpicável.
  10. Variação tática – Um grande mérito de Aguirre foi abandonar a obsessão pelo 4-2-3-1. Ele até é usado, mas o 3-5-2 também passou a ter lugar. E até o 5-3-2. Mudanças simples, a partir da mudança de posição de Militão, deslocando-se um pouco para a direita. Ele não adapta jogadores ao que pensa. Pensa conforme os jogadores que tem.
  11. Pressão sempre – Aguirre está pressionado. Nada de demissão, absolutamente. Mas está pressionado porque não venceu Ceará e Fluminense. Isso o obriga a ganhar do Galo, em casa. Tudo porque não teve contra-ataque e nem ataque nos dois jogos citados. Os oito primeiros jogos do São Paulo são bem acessíveis (não significa que sejam fáceis) e é possível fazer 16 pontos, o que é média de campeão. Depois de Paraná, em casa, Ceará e Fluminense, fora, vem, pela ordem: Galo, casa, Bahia, fora, Santos, casa, América, fora e Botafogo, casa. Com tempo para treinar. É a chance de conseguir um número de pontos que dê segurança para os jogos seguintes.

Nenê comanda um São Paulo muito chato. Para os outros
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O São Paulo era um time muito chato.  Para os seus torcedores. Jogadores que passeavam em campo. Agora, é um time chato para os rivais. Um time aguerrido, lutador e que sabe defender. O comando do novo estilo é de Nenê, batalhador, cavador de falta, reclamão, marcando até saída de bola do rival.

A notícia ruim para o torcedor é que, se o time melhorou muito na questão anímica e de postura tática, o produto futebol ainda está em falta. Há carências que precisam ser arrumadas para que o time possa ir além da falta de sustos no Brasileiro. Ficaram evidentes contra o Fluminense, também um time que luta muito, o tempo todo.

O São Paulo começou melhor e, quando fez o gol com Militão, era rei das finalizações. Bem mais presente no ataque. E, a partir daí, é que as coisas complicaram. O Fluminense atacou mais, o São Paulo passou a se defender com cinco e, o que é muito grave, sem nenhum poder de contra-ataque.

Para mim, Diego Souza pode ser importante para o São Paulo. Mas com uma referência à sua frente. Alguém para fazer a parede, alguém que o ajude a chutar de fora da área. Pode também cabecear com perigo. Mas não pode puxar contra-ataque. Principalmente porque parece estar acima do peso.

No segundo tempo, o Fluminense trocou o zagueiro Frazan pelo atacante Mateus Alessandro, bem aberto na direita, e o São Paulo ficou ainda mais sufocada. Trocou Liziero, amarelado, por Edimar. E foi se segurando.

O contra-ataque só apareceu a partir dos 30 minutos, quando Marcos Guilherme substituiu Regis. Ele entrou muito bem, fazendo tudo o que Nenê estava fazendo. A troca de Diego Souza por Trellez não acrescentou nada. Melhor seria Lucas Fernandes ou Cueva.

Abel colocou Pablo Diego e Robinho e continuou atacando. Foi recompensado com o gol, mais um, de Pedro.

Um gol merecido para quem lutou muito.

Um gol que serve de aviso ao São Paulo. Assim como o Corinthians, no Paulista, quem apenas se defende sem contra-ataque, dificilmente segura o resultado.


Nenê e Arboleda foram gigantes em Rosario
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Nenê e Arboleda comandaram o São Paulo no Gigante do Arroyito. O time, que jogou com um a menos por 45 minutos, trouxe um empate e disputa a vaga em casa. Precisa vencer. E pelo espírito demonstrado, é possível.

A cada jogo, o São Paulo dá ao torcedor a esperança que os tempos de preguiça estão ficando para trás. O time teve, sim, preocupação defensiva, mas não deixou de atacar. Foi valente, disputou todas as divididas com vontade e mostrou que estava ali para mostrar que futebol tem a ver com suor e raça.

Nenê foi o comandante. Experiente, segurou a bola, atacou e deu piques defensivos também. Depois da expulsão de Rodrigo Caio aos 36 minutos, mostrou toda a “chatice” de seu estilo de jogo. Ele segura a bola, toca, encara, briga, provoca…Um jogador que está em campo para vencer? Mas nem todos são assim? Deveria ser, mas no São Paulo, não.

Ainda no primeiro tempo, o São Paulo teve dois grandes contratempos. Perdeu Reinaldo, com contratura muscular. Liziero foi para a lateral e entrou Lucas Fernandes, que fez uma partida muito colaborativa. Personalidade. Depois, a expulsão de Rodrigo Caio. Me pareceu um pouco exagerada, mas não foi nenhum grande erro.

Então, Arboleda cresceu. Muito. O time abandonou a linha de três atrás e montou duas linhas de quatro. Militão passou a ser zagueiro, juntamente com Arboleda e Regis recuou. Ficou melhor ainda quando Bruno Alves entrou no lugar de Regis, com Militão na lateral. O Rosario pressionou muito, cruzou bastante e Arboleda foi rei.

Aguirre acertou ao tirar Trellez. Já que a bola não chegava até ele e como ele não chegava até a bola, melhor sair. O problema é que Valdivia entrou e mostrou falta de ritmo. Não foi o homem de contra-ataque que precisava.

O ponto foi importante e a evolução mostrada melhor ainda. Interessante notar que Aguirre fez três substituições e nem assim Cueva foi levado em conta. E parece cada vez mais claro que Trellez é muito fraco.


São Paulo tem raça. Falta time
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A mudança de comportamento anímico pode e deve ser saudada como algo muito importante, mas será um erro se for usada para mascarar outro fato: o São Paulo não tem um bom time.

E as maiores dificuldades estão justamente nos pontos em que se gastou muito dinheiro no início do ano:

TRELLEZ – Seguramente, é o pior atacante tricolor dos últimos anos. Luis Fabiano, Lucas, Kaká, Calleri, Lucas, Pato, Pratto, Neres, Araújo e, sem vacilar, Centurion, Michel Bastos e Gilberto são melhores. Nos dois jogos contra o Corinthians, teve duas grandes chances. Errou as duas. No primeiro, Nenê consertou. Se um time joga atrás e aposta no contra-ataque, precisa de um centroavante que não erre tanto. Custou 6 milhões.

DIEGO SOUZA – Uma série de erros que culminou na atuação horrível contra o Corinthians. É meia e veio como centroavante. Foi lanclan juntamente com Nenê, a dupla da lentidão. É fez a opção errada no contra-ataque final, perdendo a bola e fazendo falta. Lívido, bateu o pênalti com o entusiasmo de uma criança que ganha uma cenoura na Páscoa. A desconfiança da torcida se transforma em ódio. Custou 10 milhões.

JEAN – Se não conseguiu tirar o lugar de Sidão, não é o goleiro que o time precisa. Custou 10 milhões.

MILITÃO – Esgotou suas possibilidades como lateral. Não vai crescer mais.

CUEVA – Ele só pensa naquilo, a Copa. Como o Peru tem boas chances de passar à segunda fase, deve ser vendido.

É preciso contratar bem. Régis fez um bom Paulista e pode dar certo. Gonzalo Carneiro tem problemas no púbis e nan se sabe se está pronto para jogar.

O São Paulo tem um bom ponto de partida. Agora, depende da competência de Raí.