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São Paulo, mais líder, tem rodada quase perfeita
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Menon

O São Paulo venceu a Chape por 2 x 0, chegou a 41 pontos no final do primeiro turno, algo que nunca havia conseguido antes, e aumentou de um para três pontos a vantagem para seu escolta. Agora o Inter, não mais o Flamengo.

E tudo isso com um time com vários reservas. É preciso lembrar que o time terminou sua última partida as 23h45 da quinta-feira. Em Santa Fé, na Argentina.

E 67 horas depois, com viagem e tudo, estava em campo novamente.

Não era mais líder. A pressão era grande.

E voltou a ser líder aos três minutos, com Shaylon completando cruzamento de Edimar.

Tudo resolvido?

Nada disso.

A Chape foi trocando passes e ganhando espaço. Nada que ameaçasse muito. Mas o São Paulo, recuado, não tinha contra-ataque.

Se marcasse mais um gol, o São Paulo poderia, por exemplo, descansar Everton, que joga muitas vezes seguidamente.

Ao contrário, precisou tirar Nenê, Rojas e Hudson do banco. E o sossego só chegou com o segundo gol, jogada de Hudson e Rojas. Vindos do banco.

Rodada perfeita?

Quase.

Poderia ser se Camilo não tivesse feito aquele maravilhoso gol de falta no último lance do jogo.

Líder, com muita justiça, o São Paulo precisa evoluir ainda. Poderá, sim, se não tiver problemas com cartões e contusões.

 

 


São Paulo líder. Contratações perfeitas explicam.
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Reinaldo lança Everton, que acha Diego Sousa na área. Gol.

Rojas faz boa jogada na direita e toca para Nenê. Gol.

Lançamento de Hudson, Trellez recebe, se complica e, marca na segunda tentativa.

Três boas jogadas, feitas por jogadores que chegaram em 2018.

Foram contratações perfeitas do São Paulo. O que não significa que sejam jogadores perfeitos. Apenas jogadores que chegaram e resolveram. Alguns de graça. Outros, custando caro.

Everton é o melhor do time. Rei do contra-ataque, ótimo cruzamento. Custou $15 milhões. São Paulo foi ousado em pagar a multa.

Joao Rojas ajuda a defesa na direita e puxa bons contra-ataque. Foi indicação de Aguirre, que o descobriu no Talleres, já em fim de contrato.

Como o São Paulo, na análise de Aguirre, é um time de resposta, fica fácil entender a importância dos dois.

Reinaldo foi reintegrado, após temporadas na Ponte e Chape. Está jogando muito.

Hudson voltou ao clube após uma temporada no Cruzeiro. Foi trocado por Neílton. Sério. É o melhor volante do time.

E os dois velhinhos.

Diego Souza custou $ 10 milhões. Demorou a jogar bem. Quase saiu.

Nenê veio do Vasco, em fim de contrato. Muita gente, como eu, não acreditou e falou mal. Jogou bem desde o início. É o condutor do time.

Cada um deles fez 11 gols no ano.

O jogo contra o Sport foi fácil. O time pernambucano ficou atrás e, como não tem contra-ataque, foi presa fácil. Facílima, após o erro de Gabriel.

O São Paulo controlou o jogo, decidido após o segundo gol.

Deu tempo para poupar os velhinhos, estrear Everton Felipe e dar chance a Shaylon e Trellez.

Então, o susto com o gol do Sport e o alívio, com Trellez.

São Paulo colhe o que plantou.


São Paulo vai enquadrar Diego Souza e Brenner. Nenê e Arboleda também
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Além da derrota contra o Colón, o São Paulo está muito preocupado com o comportamento do veterano Diego Souza e do garoto Brenner. Eles serão chamados no “cantão” para uma dura conversa.

A desaprovação ao pontapé criminoso de Diego Souza no zagueiro do Colón foi total. Tanto pelo aspecto esportivo quanto pela questão prática.

Envolvendo dinheiro.  O raciocínio é o seguinte: como fica se o São Paulo ficar fora da Sul-americana e de classificar para a Libertadores e se Diego Souza for punido por seis jogos?

As três possibilidades são completamente possíveis. E levaram o clube à necessidade de contratar um novo centroavante. Um ônus que a diretoria credita ao que considera irresponsabilidade de Diego Souza.

A conversa com Brenner também será dura. Descontrolado é o termo usado para definir o jogador. Em um jogo, chora ao ser substituído. Em outro,como contra o Colón, é expulso de forma ridícula.

A análise é dura: Brenner estaria mal-acostumado ao sucesso que teve nas categorias de base e à participação nos treinos da seleção. Precisa provar muito e não está conseguindo.

Nenê também decepcionou a diretoria ao reclamar de maneira acintosa ao ser substituído contra o Cruzeiro. A união do grupo é fundamental para que o clube possa ter sucesso. E a sua atitude não ajudou em nada. Também será chamado para uma conversa, mas seu caso é menos grave.

E Arboleda será o quarto jogador a ser advertido. Não caiu nada bem o acidente automobilístico na madrugada.

 


Derrota deixa o São Paulo nu
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Matias Fritzler acertou um chute de fora da área e garantiu a vitória do Colón. Um gol em duas finalizações. Justo? Injusto? Esqueçamos o gol. O jogo e não a derrota traz muita preocupação ao clube.

O São Paulo mostrou muita dificuldade em impor o jogo. Dá a impressão que só sabe jogar em contra-ataques. Com a bola no pé (teve 64% de posse de bola) o que se viu foi um festival de cruzamentos. 37 no total.

Faltou drible, jogadas pelo lado do campo, faltou variação.

Sobrou nervosismo. Diego Souza deu uma entrada criminosa, pontapé por trás. Merecia ser expulso.

Brenner foi expulso por um empurrão grotesco. O garoto mostra imaturidade: um dia, chora e no outro, é violento.

Gonzalo não mostrou nada, pela terceira vez. Está bem fisicamente? Só entra no final? A verdade é que Gonzalo e Brenner não justificam, em campo, uma superioridade sobre Trellez, que é fraco. Mesmo Lucas Fernandes merece mais.

Rojas e Everton foram mal no mano a mano. Não ganharam jogadas no lado, não criaram jogadas. Nenê fez isso, pela esquerda.

Shaylon foi bem. Bons passes para Nenê.

O São Paulo precisa mostrar que sabe jogar com posse de bola. Só contra-ataque é muito pouco.


São Paulo, mortal, sai fortalecido do Inferno
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O São Paulo fez sua melhor partida no Brasileiro. Venceu o Cruzeiro,fora de casa, e se manteve no segundo lugar, a dois pontos do líder Flamengo.

Foi a terceira vitória em quatro jogos pós Copa. 75% de aproveitamento em uma sequência infernal, que tinha o líder Flamengo, Grêmio e Cruzeiro, todos fora, e o Corinthians, campeão brasileiro, em casa.

Com os nove pontos, o time se fortalece para uma sequência bem mais acessível, com Vasco (c), Sport (f), Chape (c), Paraná (f), Ceará (c) e Fluminense (c).

A vitória contra a Raposa veio em dois contra-ataques mortais, ambos com participação de Rojas e Reinaldo. Gols de Everton e Diego Souza.

Everton foi uma contratação cirúrgica. Rojas caminha para isso. Reinaldo voltou muito bem e Diego Souza está bem.

Ao contrário do jogo contra o Grêmio, o São Paulo não foi massacrado. Recuou, sim, mas com a opção de saída. Mérito do time, mas também demérito do Cruzeiro.

Outros pontos positivos do time:

Luan foi muito bem em sua estreia real. Personalidade para reviver a dupla da base, com Liziero. Marcou bem e mostrou bom passe.

Bruno Alves mostrou, novamente, que é titular. Mesmo que esteja no banco. Por isso, Anderson Martins forçou o amarelo.

Araruna é ótimo coadjuvante. Bom reserva para três posições.

Por fim, Nenê. Estava bem, apesar de sofrer dois desarmes de Dedé. Reclamou muito ao sair. E vibrou muito com o segundo gol. Que a segunda atitude supere a primeira.


Uma conversa para recuperar Cueva
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Cueva na Europa, China ou em algum clube árabe?

Enquanto propostas não chegam, a ideia é conversar com o peruano e convencê-lo a se integrar emocionalmente ao projeto do São Paulo, que é lutar pelo título.

O responsável pela conversa e pela tentativa de mudança anímica de Cueva não foi definido, mas deve ser Ricardo Rocha, que tem, entre suas funções, a de estar sempre atento às necessidades e obrigações dos jogadores.

O clube avalia que, apesar do pênalti perdido, Cueva fez um bom Mundial.

Na análise sobre a manutenção do peruano  há dois pontos a serem analisados: 1) Nenê e Cueva podem jogar juntos e 2) Nenê tem reserva?

Se a primeira é uma incógnita, a segunda, para a comissão técnica, é uma certeza. Não, não tem. Shaylon é considerado um jogador clássico, mas de pouca dinâmica.

Então, é hora de falar com Cueva.

 


Ricardo Rocha, defensor da base, fala sobre o futuro do São Paulo
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Estreou na TV UOL o “A Rússia é logo ali”, apresentado por Fernando Vannucci. Estarei com ele, sempre na véspera e um dia após os jogos do Brasil. Ricardo Rocha estava ao meu lado no PROGRAMA DE ESTREIA.

Ricardo falou sobre suas participações em programas de televisão durante a Copa. “Você me criticou, agora é preciso dizer que está tudo muito bem estruturado e não vai atrapalhar de modo algum meu trabalho no São Paulo, que é o que importa. Todo mundo terá dez dias de Copa e vou usar esse tempo para participara da Copa, à minha maneira, em alguns programas. No dia da reapresentação, estarei lá para receber os jogadores e tocar em frente nosso projeto”.

Já há algumas possibilidades de contratação para os lugares de Marcos Guilherme e Valdívia, mas, nas reuniões, Ricardo Rocha defende que a base deve ser privilegiada. “Antes de buscar alguém, vamos ver os nossos meninos”, afirma, antes de citar nomes e nomes de gente da base que ele admira. Cita Toró e Helinho, mas também fala de Anthony, dos zagueiros Rodrigo e Walce e até do lateral Tuta, que está na reserva de Caio.

Ricardo Rocha é puro entusiasmo. Descreve as qualidades dos garotos, fala em dar uma aulas de “zagueiro para zagueiro” com Rodrigo e Walce, cita seu entusiasmo co Araruna (“O Jardine falou das suas qualidades e ele confirmou em campo”) e mostrou seu contentamento com o momento atual do time. “Estamos criando uma gordura boa. O segundo turno é mais difícil porque quem está mal, contrata para não cair e quem está bem, contrata para ser campeão. E nós estamos nessa briga aí”.

Por fim, falou que sente Nenê como um garoto, com muita personalidade e correndo muito, por todo o campo. Everton recebe muitos elogios, resumidos em uma pergunta: “você viu como o Nenê e o Diego Souza melhoraram com a chegada dele? Ele faz o time melhorar”. E disse qual o conselho que dá a Nenê e Diego Souza antes dos jogos: “vocês são os mais experientes. Precisam entrar em campo e serem fdp. No bom sentido, é lógico”.

Vejam o programa. Foi muito legal.


Nenê comanda baile tricolor
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A contratação de Nenê foi criticada por muita gente. Eu, inclusive. Com muita acidez. Cheguei a dizer que seu contrato de dois anos era um plano de aposentadoria.

Cala-te boca!!!

De aposentado, não tem nada. Está jogando muito. É um dos melhores do campeonato. Corre muito. Corre certo. Tem ótima colocação em campo. Dá ritmo ao time e também sabe parar com o ritmo dos rivais. Faz cera, breca o jogo. E tem bola parada.

Contra o Vitória, iniciou a vitória com um gol de pura técnica. Golaço. Depois, recebeu falta de Yago, que foi expulso de forma injusta.

E como Nenê não tem nada com isso, fez o segundo, com chute forte. O segundo tempo começou com o terceiro gol. Belo chute de Everton, ótima contratação.

Foi a melhor partida do São Paulo no Brasileiro. O time, que tem como melhorar, pode sonhar alto.

 

 


São Paulo vence no erro de Diniz
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O São Paulo venceu o Atlético-PR por 1 x 0 e chegou a 20 pontos em 11 jogos. No ano passado, ao final do primeiro turno, 19 partidas, tinha apenas 18. Derrubou também um tabu de 21 jogos e mostrou bastante maturidade. É um time que, se continuar assim, tem todas as condições de chegar à Libertadores-19.

Foi um jogo igual e os três pontos vieram porque o São Paulo, além de suas qualidades, aproveitou-se da tal convicção de Fernando Diniz. O time está muito mal no campeonato, a torcida está apreensiva e o goleiro solta bola para o zagueiro dentro da área. Houve a tomada de bola e o pênalti, que Nenê converteu.

É proibido dar chutão. Não cabe nas convicções de Fernando Diniz. Quando o Atlético empatou com o São Paulo, no Morumbi, classificando-se para a fase seguinte da Copa do Brasil, o treinador respondeu sobre a pressão que o adversário fizera em muitos momentos no goleiro Santos. Ele respondeu que o papel do treinador também é ensinar e que Santos, há 12 anos no clube, estava aprendendo, enfim, a jogar com os pés.

Vai continuar aprendendo. Eu repito minha ideia. Um treinador obcecado por suas convicções, na verdade está desrespeitando o clube que o contratou. Porque muito mais importante que as convicções de Diniz é a classificação do Furacão, mais uma semana no Z-4.

O São Paulo, que não tem nada com isso, se fechou após fazer o gol, aos 16 minutos. Recebeu ajuda da torcida rival que passou a vaiar seus jogadores, levando-os a um grande nervosismo. Time fraco, mal treinado e vaiado em casa é presa fácil.

Não foi tanto assim, porque os jogadores foram valentes e acuaram o São Paulo. Algo comum o São Paulo recuar, mas havia uma diferença. O contra-ataque estava armado. Mesmo atrás, o São Paulo teve algumas poucas oportunidades.

É um São Paulo que perde pouco. Apenas uma derrota em onze jogos. Um time forte mentalmente, que sabe lutar por uma vantagem, ainda que mínima, e que precisa melhorar, é claro. Mas os sinais são bons. Se souber tratar bem das perdas que poderão ocorrer na janela e se conseguir reforçar algumas linhas, pode mesmo ser tratado como alguém que corre por fora rumo ao título. Por enquanto, não. Por enquanto, pode brigar na Libertadores.


São Paulo tem média de campeão. Está na briga
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Uma lei não escrita do Campeonato Brasileiro diz que time com dois pontos por rodada é campeão. Com 76 pontos. O Corinthians venceu no ano passado, com 72. E teria conseguido o título com 64, pois de 63 o Palmeiras não passou.

Pois o São Paulo chegou a essa marca na oitava rodada. Quatro vitórias e quatro empates. Vai dormir líder, mas deve ser ultrapassado pelo Flamengo.

Os números são bons. No final do primeiro turno do ano passado, tinha 18 pontos. Agora, tem 16.

O mais importante é que o São Paulo tem um time. Não dá para escalar, mas tem. Um núcleo duro e muito rodízio.

Seja qual for a escalação, é um time vibrante. Um time que não dá nada de graça. E que tem Nenê em estado de graça. E com Diego Souza recuperado.

Contra o Botafogo, o time começou melhor, acertou a trave e sofreu um golaço. Reagiu em seguida, com pênalti que uns dariam e outros não.

Veio o segundo, com belo passe de Marcos Guilherme (fará falta) e o terceiro, em contra-ataque. O jogo parecia definido e Aguirre tirou os três que marcaram.

Shaylon foi bem, acertou lindo passe para Valdivia, que errou muito. E Liziero, que acertou tudo.

Fica o alerta por ter levado o segundo gol em uma bola parada. Erro feio.

Tudo está no início, não há nada definitivo, mas, por exemplo, pode perder do Palmeiras no sábado e, mesmo assim, estará dois pontos na frente do rival. O que se pode dizer é que o  São Paulo está na briga.