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Basílio, revoltado com o time, vê a reação começar contra o Palmeiras
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Menon

Basílio está triste, revoltado e envergonhado com o futebol apresentado pelo Corinthians atual. Ídolo da torcida e autor do gol que tirou o time de um jejum de quase 23 anos sem títulos em 1977, o eterno camisa 8 não se conforma em ver um grupo tão sem alma em campo, apático e vendendo barato as derrotas. Em sua opinião, muitos jogadores que chegaram “não têm identidade com o clube, se assustaram”, a diretoria demorou demais para trocar o técnico Osmar Loss, devia ter investido num comandante “maduro e conhecedor da história corintiana”, mas aprovou a chegada de Jair Ventura.

Fala do desempenho em campo com conhecimento de causa, pois vai à arena Itaquera em todos os jogos e assiste pela tevê os duelos longe de casa. Acredita, porém, que a volta por cima pode acontecer já diante do Palmeiras, domingo, jogo que “todos querem aparecer” e que o novo técnico tem tudo para estrear bem.

Basílio, o Corinthians virou alvo de chacotas, não consegue mais se impor, o que pode dizer sobre essa situação?

O time vai reagir já, já com essas mudanças (saída de Osmar Loss e chegada de Jair Ventura). Tem um clássico importante domingo com o Palmeiras que pode ser o início da volta por cima. Mas sobre o último jogo, não dá para enfrentar o Ceará e não dar um chute a gol no primeiro tempo. Foi terrível. Depois tive de buscar minha esposa de viagem, mesmo assim revi o segundo tempo e não melhorou.

Qual o motivo para essa queda de rendimento?

O time perdeu o perfil, está todo mudado e não consegue mais ganhar. Nessa situação difícil, precisa ao menos somar empates e nem isso consegue. O elenco está desmoralizado, estamos ouvindo um monte de bobagens. Mas com um clássico pela frente, essa é a hora de mostrar reação, todos gostam de um jogo desses.

Mas o Palmeiras está embalado…

Quem é contratado para jogar no Corinthians tem de mostrar personalidade nesses jogos grandes. Há dois meses estava conversando com dirigentes e conselheiros do clube que queriam minha opinião sobre as contratações e o futuro. Vi muita gente chegando assustada. Se você vai para o bicampeão paulista e atual campeão brasileiro, tem de se impor. É muito melhor atuar num clube vencedor, você se mostra para a seleção brasileira e até mesmo para clubes de fora. Mas muitos estão decepcionando. Se não tiver personalidade, está acabado.

Mesmo assim confia numa melhora diante logo do maior rival?

Meu sentimento diz que sim. Quando estávamos nos piores momentos no Corinthians, sempre demos a volta por cima nos clássicos. Nesse ano ganharam uma vez do Corinthians e pensaram que tudo estava definido. Fizeram (torcedores palmeirenses) até piadinhas. Estou saboreando a vitória na casa deles até agora. Não podemos desistir jamais, é ter perseverança, calma, tranquilidade para dar continuidade nesses triunfos.

Você disse que a reação pode vir com a troca do técnico. A diretoria devia ter tirado o Loss há mais tempo?

Houve uma demora muito grande para a troca. Pelo visto em campo, já era sabido que ele não tinha experiência para assumir o time agora e ficar tanto tempo. Foi auxiliar do Fábio Carille por pouco mais de um ano e já assumiu. Muito cedo para isso. O Carille demorou oito anos para ser efetivado. Faltou aprendizado. O Loss é um tremendo profissional, mas o relacionamento com o amador é diferente em relação ao time de cima. Aqui você senta numa cadeira e tem do lado uma diretoria, a comissão técnica do outro, uma torcida na frente e um time atrás. Tudo isso requer experiência, disposição, equilíbrio. Se não tem, acaba tropeçando.

Então, a diretoria é a maior culpada do fracasso?

Todos são responsáveis, mas não é hora de ficar acusando Pedro, João ou Maria. Nada de ficar transferindo culpa, é hora de os corintianos darem as mãos, pois o time tem potencial para superar o momento ruim, é só acreditar.

Na sua opinião, qual devia ser o perfil do substituto?
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Tinha de vir agora alguém experiente e com identidade com o torcedor corintiano. Para trabalhar forte e rápido para resgatar a confiança e tirar o time dessa situação incômoda.

A diretoria, porém, apostou no novo. O jovem Jair Ventura (39 anos), que fracassou no Santos recentemente, foi o contratado, o que achou?

Apenas de falar em alguém experiente, achei uma boa a chegada do Jair Ventura. Ele é novo, mas mostrou qualidade no Botafogo. Apesar de não ter conseguido repetir no Santos, acho que pode ter a identidade que o Corinthians quer investir. Vamos acreditar, eu confio nele.

Mas e essa fama de retranqueiro…

Conversei com o (Serginho) Chulapa (auxiliar técnico do Santos) e ele elogiou bastante o Jair Ventura. Disse que é um jovem cheio de novidades. E não o vejo como retranqueiro. Os times jogam de acordo com seu esquema. E ninguém quer ver sua equipe jogando aberta e levando gols.

Então, aceitaria ver um Corinthians mais precavido?

O Jair Ventura precisa primeiro conhecer a casa. Tem de fazer como o Carille, arrumar a defesa, depois o meio para depois ter a confiança de montar um Corinthians tão grande como quem está  na sua frente.

O Corinthians ganhou o Paulista, mas fracassou na Libertadores e está mal no Brasileiro. Isso pode interferir na Copa do Brasil?

O Brasileirão eu já descarto. Título está praticamente fora de cogitação e tem de lutar para fugir da situação incômoda. Mas, com organização, ainda pode até sonhar com um quarto ou quinto lugar. Mas a Copa do Brasil está nas mãos do time. Faltam poucos jogos e não tenho medo de nada (enfrenta o Flamengo na semifinal). Com um pouco de organização dá para buscar o título e voltar à Libertadores no ano que vem.

Nem pensa em luta contra o rebaixamento no Brasileirão como já andam falando? São só sete pontos do primeiro a cair.

Não vejo o time lutando contra o rebaixamento, têm equipes muito piores na competição. Acredito em luta por vaga lá em cima. Contudo, uma mudança de postura se faz necessário.

Mesmo com essa falta de segurança defensiva, com o time levando tantos gols…

Com o Carille, o time tinha uma obediência tática impressionante. Jogava para não sofrer gols, com a segurança de dois jogadores, o Gabriel e o Maicon, que davam segurança à zaga e liberdade para Rodriguinho e Jadson criarem e para Romero e Jô aparecerem na frente. Não temos um atacante como o Jô, mas quem faz muita falta é o Maicon. Não encontramos um substituto com sua característica. O Maicon defendia, organizava o meio e partia como surpresa. Mesmo sem um supertime, o Corinthians era aplicado. Agora, realmente leva muitos gols, em todos os jogos. Mas o novo técnico pode arrumar a casa.

A ENTREVISTA FOI FEITA PELO JORNALISTA FÁBIO HÉCICO


O que segura Osmar Loss? A loira do banheiro?
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Menon

Osmar Loss assumiu o Corinthians após a surpreendente saída de Fábio Carille, rumo à Arábia Saudita. O primeiro jogo foi uma derrota por 2 x 1 para o Internacional, em Porto Alegre. Poderia ser um empate, mas houve o erro fatal de Mantuan no último minuto do jogo. Até a parada para a Copa, foram seis jogos no Brasileiro: uma vitória, três derrotas e dois empates. Cinco pontos em 18 disputados. 27,8% de aproveitamento.

Muito ruim. Mas havia algo a pensar. Apesar de trabalhar há tempos no clube, em contato direto com Carille, não era o “seu time”. Não tinha tempo para treinar. Era difícil colocar em prática as suas ideias, sejam elas quais forem. Chegou, então, o período de trabalho. Ele trabalhou duro. Lógico. É um profissional sério e dedicado.

E o que se viu, após a Copa? Três vitórias, um empate e quatro derrotas. Dez pontos em 24 possíveis.  Aproveitamento de 41,7%.

Melhorou um pouco. Pouco demais. A média geral de Loss no Brasileiro é de 35,71%. Praticamente um ponto por jogo.

Com resultados tão ruins, o Corinthians está a sete pontos do sexto colocado, que o colocaria na Libertadores. E também a sete pontos da zona de rebaixamento, trazendo o pesadelo de 2007 de volta.

Deixemos os números de lado. O resultadismo. Vamos falar de desempenho.

O Corinthians está jogando bem?

Não está. Sob nenhum aspecto.

O sistema defensivo, sempre muito forte com Tite e Carille, está muito frágil. O jogo aéreo passou a ser um grande perigo. Contra o Fluminense, ficou claro. Lembremos do gol. Pedro ganhou de cabeça e ajeitou para Gum. Gum cabeceou. (Duas disputas pelo alto perdidas no mesmo lance). E ainda houve um outro gol de cabeça, anulado. Também com Gum. Ganhou no alto dos zagueiros corintianos. Só não valeu porque a cobrança de escanteio fez uma curva por fora do campo.

A proteção aos zagueiros piorou. O ataque, com centroavante ou sem centroavante  não funciona.

Loss escala bem?

Não. E seu grande erro foi não acreditar em Pedrinho. Demorou para dar oportunidade ao seu jogador mais talentoso. Alguém que conheceu na base. Uma dupla que funcionou muito bem. Outro erro é manter Pedro Henrique, que está jogando muito mal. Sua opção por não ter centroavante, com Romero como “falso nove” deu certo por pouco tempo.

Loss substituiu bem?

Não. O time não reage. Aquela sensação que existia com Carille – a qualquer hora, o Corinthians reage e vence – acabou. Agora, a sensação é outra. Se toma um gol, o jogo está perdido.

Existe algo que Loss ainda possa fazer?

Sem desmerecer o seu conhecimento e sua dedicação, não vejo como. Que coelho ele pode sacar da cartola?

Então, não há nada que diminua a “culpa” de Loss?

Sim. O time foi desmanchado e as contratações foram ruins. Balbuena, Pablo, Arana, Maycon, Rodriguinho e Jô saíram. Quem veio não está à altura. Roger, por exemplo? Quem contratou esse jogador. Roger fracassou no São Paulo. No Palmeiras. No Inter. Teve algum sucesso na Ponte e no Botafogo. Era claro que não daria certo. E ele foi contratado.

Então, o que mantém Osmar Loss no comando do Corinthians?

A lenda urbana. A loira do banheiro. Uma teoria que ganha ares de veracidade, apesar de não ser embasada na realidade.

Trocar treinador é ruim. Não é moderno. Na Europa não é assim. É preciso ter tempo de trabalho.

A teoria pega no Corinthians. Por que? Porque teve um grande exemplo no próprio clube. Tite levou o clube a um grande vexame internacional. Uma vergonha ser eliminado na Libertadores pelo Tolima. Andrés o manteve. E Tite mudou a história do clube, conquistando a Libertadores e o Mundial no ano seguinte. Então, o Corinthians é um campo propício para que a teoria floresça. Como dizia minha tia Cida, “assombração sabe para quem aparece”.

Há muitos e muitos exemplos de como a troca de treinador pode levar um time à reação. O São Paulo cresceu com Aguirre. O Palmeiras melhorou com Felipão. O Santos está se transformando com Cuca. E o Furacão, livre de Fernando Diniz, é outro time.

Mesmo Andrés sendo adepto da teoria da loira do banheiro, da manutenção de treinador a todo custo, Osmar Loss não resistirá a uma eliminação em casa para o Colo Colo.

E se ele se classificar?

Se a classificação vier, o Corinthians terá o Palmeiras pela frente na Libertadores. Como já tem o Flamengo pela frente na Copa do Brasil.

Fica a questão: vale a pena enfrentar essas duas paradas com Osmar Loss? Ou seria bom ter um novo treinador antes que elas ocorram?

Se Osmar Loss passar pelos dois testes, subirá de patamar.

Se perder, o Corinthians terá o semestre perdido e um Brasileiro muito duro pela frente. E duro para não cair. Não, para ser campeão.

Me parece que nesse jogo de “se ganhar é bom, se perder é ruim”, o Corinthians corre muito mais riscos que seu treinador.

 


Loss mata o Corinthians. Mata-mata salva?
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Menon

Depois da derrota para o Grêmio, fica mais forte a sensação de fim de feira para o Corinthians no Brasileiro. Está a 12 pontos do líder, que ainda não jogou na rodada.

A salvação está no mata-mata. Passar pelo Colo Colo e encarar o Palmeiras na Libertadores. Uma classificação seria sinônimo de redenção. Ou passar pelo Flamengo no jogo das multidões na Copa do Brasil.

Enquanto o mata-mata não chega, Loss vai matando o Corinthians. O time não se acerta. Foram oito derrotas em 18 jogos. E nada melhora. Contra o Grêmio, a ideia de falso nove fracassou.

E Loss reclama de falta de tempo para treinar. Mas, e a parada da Copa? Treinou, treinou e nada de melhorar.

E Loss sempre tem uma justificativa. Sempre. Fala bonito e…só.


Osmar Loss errou na ação e na reação
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Menon

Osmar Loss cometeu dois grandes erros contra o São Paulo.

O primeiro erro foi na escalação. Ele acertou o diagnóstico e errou no remédio.

O acerto foi apostar em um jogador aberto pelo lado, deixando o campo maior.

Mas, com Marquinhos Gabriel? Um jogador extremamente desanimado. Teve um bom período no Santos, como puxador de contra-ataque e nada mais. A torcida o odeia.

Mas, com Marquinhos Gabriel contra Militão? Tudo para dar errado, como deu. Militão é o maior marcador do futebol brasileiro. Estou falando de lateral. Muito difícil um bom atacante passar por ele. Ainda mais, Marquinhos Gabriel.

O ideal seria Pedrinho. Ou então Pedrinho na direita e Romero na esquerda. Ou até Clayson que, quando não é desleal, rende mais ou menos.

É difícil entender porque Marquinhos Gabriel, Clayson e mesmo Romero tenham mais chances que Pedrinho

O segundo erro foi não reagir à opção de Aguirre por dois laterais. Edmar e Reinaldo tamparam o lado direito do ataque corintiano, com Romero e Fagner. Mais do que isso: Reinaldo atacou muito e ainda fez dois gols.

Ou seja, Loss errou na escalação. E errou para reagir à escalação surpreendente de Diego Aguirre.

Mas, fala bem, tem convicções e é novo. Tudo o que a modernidade exige. Além de termos complicados.

O Corinthians resiste?

 

 


O clássico de Jean e Osmar Loss
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Paulo Batista

De olho no Flamengo, São Paulo tem o Timão pela frente. (Paulo Batista)

Um clássico é a ocasião ideal para que jogadores marquem presença na história do clube ou, no mínimo, para serem vistos com outros olhos, com mais benevolência por parte da torcida.

Ronaldo estreou defendendo pênalti de Dario Pereira. Cueva marcou, com cavadinha, em Cássio. Ronaldo é ídolo até hoje. Cueva desperdiçou a chance, ao tratar a instituição como um animal de estimação que já não merece estima.

Jean, o goleiro, tem sua chance hoje. Uma boa partida, uma defesa marcante e será esquecido ou diminuído o vexame contra o São Caetano.

Na boa? Acho difícil. Jean não me parece um goleiro capaz de grandes façanhas. Não é um tipo para marcar época. Teve boa sequência e não conseguiu tirar o posto de Sidão. Para mim, vai acabar superado por Lucas Perri.

Osmar Loss assumiu o posto de Fábio Carille e sofreu uma avalanche de derrotas. Uma vitória contra o São Paulo, embora seja algo recorrente nos últimos tempos, pode lhe dar novo fôlego. E dar início a uma carreira vitoriosa?

Na boa? Não acredito. Loss me parece um treinador rolando lero, cheio de termos modernosos, de personalidade forte e de resultados fracos.

Outro dia, soltou a seguinte frase sobre a data de estreia do atacante Jonata  “jonatas depende de sua biotipia… precisa de mais aquisição para jogar”.

Mas é Majestoso. Quem sabe as valências cognitivas e esportivas de Jean e Loss estejam de acordo com seu mapa astral…

 


Osmar Loss, 28%. Diniz, quatro derrotas
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Mais uma derrota do Corinthians de Osmar Loss. A terceira em seis jogos no Brasileiro. Cinco pontos conquistados em 18 disputados. 27,7% de aproveitamento. Aonde vai parar?

Rumo ao título, parece difícil. Está onze pontos atrás do líder.

Loss sofre com desfalques. São muitos, desde a seleção brasileira até a paraguaia, além de contusões. Mesmo assim, não dá para ter média de rebaixado. Empatar em casa com o Vitória e perder fora para o Bahia não o qualifica nem para o campeonato baiano.

E Diniz? Quatro derrotas seguidas. Bruno Guimarães, volante, na zaga e Rafael Veiga, meia, como volante. Maior posse de bola e menos finalizações.

Todo o cenário de sempre. Um treinador fiel às suas convicções e pouco se importando com o clube. O rebaixamento é uma possibilidade concreta.


Loss adota discurso perigoso
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Foram quatro jogos e três derrotas. E Osmar Loss, ao analisar desempenho tão ruim, justifica com…”desempenho”. Para ele, o Corinthians foi excelente contra o Millonarios, jogou bem contra o Flamengo e foi superado pelo Inter porque os gaúchos estavam treinando há uma semana, enquanto seu time estava esgotado fisicamente.

Então, tá. Pode ser tudo verdade, mas 25% de aproveitamento é inaceitável. É número de rebaixamento.

Evidentemente, nenhum treinador que perde seguidamente vai dizer que o time está jogando mal. Nem o comandante do time do Vaticano faria isso.

Então, o problema não é Loss dizer que o time está jogando bem, é acreditar que o time está jogando bem.

Ele chegou a dizer que no primeiro tempo contra o Flamengo o Corinthians chutou mais, mas que ele preferiu o segundo tempo.

Chutar a gol é um detalhe.

O discurso de Loss é o dos universitários. O que importa é o desempenho e não o resultado. E, se você discorda, é um reles resultadista.

E a verdade é outra. Esporte é vitória. O desempenho importante é estar no topo da tabela.

Difícil vencer sem atacar. E o Corinthians está jogando muito atrás. Está sendo dominado. E se estivesse dominando? Nada mudaria. O desafio seria o mesmo: vencer.

Fica difícil, quando o time só muda de atitude quando sofre o gol, como foi contra o Flamengo.

E há problemas no elenco.

Mantuan está jogando mal. Voltar a escalar Kazim é inexplicável. Marquinhos Gabriel faz hora-extra. Sem falar de desfalques por contusão e seleção.

Pode-se até dizer que Loss está em meio a uma tempestade. O melhor jeito de enfrentá-la não é dizendo que está sentindo uma brisa agradável.

 


Corinthians joga bem e perde. Sinal de alerta
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Perder é ruim. Perder em casa é pior. Mas a derrota para o Millonarios não é para desespero. Foram 20 finalizações, sete delas no gol. Em seu gol, foram três bolas. Uma entrou, em lindo chute.

O goleiro Farinez, venezuelano de 19 anos, foi o melhor em campo. Seu trabalho, apesar de bom, foi facilitado pelo excesso de chutes de fora da área.

E aí está o sinal de alerta. Foram muitos chutes de fora porque o Millonarios se fechou bem, resistindo até às investidas muito boas de Maycon.

E o centroavante? Aí está o problema. A carta “cruza na área” não deu certo. Faltava o nove. Roger não está inscrito. E Júnior Dutra não é bom. Fica ruim quando a opção “falso nove” não funciona.

É um aviso. Mas, é bom lembrar que o time jogou bem.


Duas meias-verdades entre Corinthians e Carille
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Menon

Existem dois pontos mal esclarecidos na saída de Carille do Corinthians. O primeiro é quando se diz que ele foi em busca de independência financeira. Ora, ele é profissional, tem todo o direito de buscar um salário muito maior do que o que recebe atualmente. Cinco vezes maior.  Ele não deve nada ao Corinthians e o Corinthians não deve nada a ele. Foi pago em dia e trabalhou duro. Recebeu uma nova oferta e vai ganhar mais dinheiro. Ponto. Mas, não me falem em necessidade ou urgência de independência financeira.

Quem está no Corinthians há 18 meses, ganhando R$ 300 mil por mês já atingiu independência financeira faz tempo. Pode-se dizer que ele não ganhava o que merecia, que tem treinador ganhando o dobro e produzindo metade, tudo bem. Mas independência financeira, não. O que ele vai conseguir, com méritos, é a independência financeira de seus netos. São mais de R$ 30 milhões. Uma mega sena.

O segundo ponto é Osmar Loss. Considero muito natural que ele seja escolhido como sucessor. Está no clube há um tempo, trabalhou na base, foi vitorioso e tem toda a capacidade de manter o fio condutor que se estabeleceu no clube. Um estilo de treinador. Um estilo de jogo mais cauteloso, compacto, com defesa forte e sem correr riscos.

A discordância é que, com o elenco do Corinthians, o treinador é obrigado a optar por esse estilo. Como se o Corinthians fosse um coitadinho, cheio de pernas de pau. Como se pudesse jogar apenas dessa maneira. Ora, o elenco do Corinthians tem Cássio e Fagner, na seleção brasileira. Tem Rodriguinho, que poderia estar na seleção. Tem Maycon, que estará na seleção. Tem Jadson, que já esteve na seleção e que voltou a jogar bem. Tem Henrique, um zagueiro de bom nível e que já disputou Copa. Tem Balbuena, um zagueiro ainda melhor que Henrique. Tem Romero, que considero bom jogador.

O grupo está no topo do Brasil.

Se Andrés quisesse contratar um treinador com estilo diferente, mais ofensivo, poderia, sem dúvida. Poderia dar errado, mas a culpa não seria dos jogadores. Mas ele, acertadamente, resolveu manter o que está dando certo.


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