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Loss mata o Corinthians. Mata-mata salva?
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Menon

Depois da derrota para o Grêmio, fica mais forte a sensação de fim de feira para o Corinthians no Brasileiro. Está a 12 pontos do líder, que ainda não jogou na rodada.

A salvação está no mata-mata. Passar pelo Colo Colo e encarar o Palmeiras na Libertadores. Uma classificação seria sinônimo de redenção. Ou passar pelo Flamengo no jogo das multidões na Copa do Brasil.

Enquanto o mata-mata não chega, Loss vai matando o Corinthians. O time não se acerta. Foram oito derrotas em 18 jogos. E nada melhora. Contra o Grêmio, a ideia de falso nove fracassou.

E Loss reclama de falta de tempo para treinar. Mas, e a parada da Copa? Treinou, treinou e nada de melhorar.

E Loss sempre tem uma justificativa. Sempre. Fala bonito e…só.


Osmar Loss errou na ação e na reação
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Menon

Osmar Loss cometeu dois grandes erros contra o São Paulo.

O primeiro erro foi na escalação. Ele acertou o diagnóstico e errou no remédio.

O acerto foi apostar em um jogador aberto pelo lado, deixando o campo maior.

Mas, com Marquinhos Gabriel? Um jogador extremamente desanimado. Teve um bom período no Santos, como puxador de contra-ataque e nada mais. A torcida o odeia.

Mas, com Marquinhos Gabriel contra Militão? Tudo para dar errado, como deu. Militão é o maior marcador do futebol brasileiro. Estou falando de lateral. Muito difícil um bom atacante passar por ele. Ainda mais, Marquinhos Gabriel.

O ideal seria Pedrinho. Ou então Pedrinho na direita e Romero na esquerda. Ou até Clayson que, quando não é desleal, rende mais ou menos.

É difícil entender porque Marquinhos Gabriel, Clayson e mesmo Romero tenham mais chances que Pedrinho

O segundo erro foi não reagir à opção de Aguirre por dois laterais. Edmar e Reinaldo tamparam o lado direito do ataque corintiano, com Romero e Fagner. Mais do que isso: Reinaldo atacou muito e ainda fez dois gols.

Ou seja, Loss errou na escalação. E errou para reagir à escalação surpreendente de Diego Aguirre.

Mas, fala bem, tem convicções e é novo. Tudo o que a modernidade exige. Além de termos complicados.

O Corinthians resiste?

 

 


O clássico de Jean e Osmar Loss
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Paulo Batista

De olho no Flamengo, São Paulo tem o Timão pela frente. (Paulo Batista)

Um clássico é a ocasião ideal para que jogadores marquem presença na história do clube ou, no mínimo, para serem vistos com outros olhos, com mais benevolência por parte da torcida.

Ronaldo estreou defendendo pênalti de Dario Pereira. Cueva marcou, com cavadinha, em Cássio. Ronaldo é ídolo até hoje. Cueva desperdiçou a chance, ao tratar a instituição como um animal de estimação que já não merece estima.

Jean, o goleiro, tem sua chance hoje. Uma boa partida, uma defesa marcante e será esquecido ou diminuído o vexame contra o São Caetano.

Na boa? Acho difícil. Jean não me parece um goleiro capaz de grandes façanhas. Não é um tipo para marcar época. Teve boa sequência e não conseguiu tirar o posto de Sidão. Para mim, vai acabar superado por Lucas Perri.

Osmar Loss assumiu o posto de Fábio Carille e sofreu uma avalanche de derrotas. Uma vitória contra o São Paulo, embora seja algo recorrente nos últimos tempos, pode lhe dar novo fôlego. E dar início a uma carreira vitoriosa?

Na boa? Não acredito. Loss me parece um treinador rolando lero, cheio de termos modernosos, de personalidade forte e de resultados fracos.

Outro dia, soltou a seguinte frase sobre a data de estreia do atacante Jonata  “jonatas depende de sua biotipia… precisa de mais aquisição para jogar”.

Mas é Majestoso. Quem sabe as valências cognitivas e esportivas de Jean e Loss estejam de acordo com seu mapa astral…

 


Osmar Loss, 28%. Diniz, quatro derrotas
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Mais uma derrota do Corinthians de Osmar Loss. A terceira em seis jogos no Brasileiro. Cinco pontos conquistados em 18 disputados. 27,7% de aproveitamento. Aonde vai parar?

Rumo ao título, parece difícil. Está onze pontos atrás do líder.

Loss sofre com desfalques. São muitos, desde a seleção brasileira até a paraguaia, além de contusões. Mesmo assim, não dá para ter média de rebaixado. Empatar em casa com o Vitória e perder fora para o Bahia não o qualifica nem para o campeonato baiano.

E Diniz? Quatro derrotas seguidas. Bruno Guimarães, volante, na zaga e Rafael Veiga, meia, como volante. Maior posse de bola e menos finalizações.

Todo o cenário de sempre. Um treinador fiel às suas convicções e pouco se importando com o clube. O rebaixamento é uma possibilidade concreta.


Loss adota discurso perigoso
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Foram quatro jogos e três derrotas. E Osmar Loss, ao analisar desempenho tão ruim, justifica com…”desempenho”. Para ele, o Corinthians foi excelente contra o Millonarios, jogou bem contra o Flamengo e foi superado pelo Inter porque os gaúchos estavam treinando há uma semana, enquanto seu time estava esgotado fisicamente.

Então, tá. Pode ser tudo verdade, mas 25% de aproveitamento é inaceitável. É número de rebaixamento.

Evidentemente, nenhum treinador que perde seguidamente vai dizer que o time está jogando mal. Nem o comandante do time do Vaticano faria isso.

Então, o problema não é Loss dizer que o time está jogando bem, é acreditar que o time está jogando bem.

Ele chegou a dizer que no primeiro tempo contra o Flamengo o Corinthians chutou mais, mas que ele preferiu o segundo tempo.

Chutar a gol é um detalhe.

O discurso de Loss é o dos universitários. O que importa é o desempenho e não o resultado. E, se você discorda, é um reles resultadista.

E a verdade é outra. Esporte é vitória. O desempenho importante é estar no topo da tabela.

Difícil vencer sem atacar. E o Corinthians está jogando muito atrás. Está sendo dominado. E se estivesse dominando? Nada mudaria. O desafio seria o mesmo: vencer.

Fica difícil, quando o time só muda de atitude quando sofre o gol, como foi contra o Flamengo.

E há problemas no elenco.

Mantuan está jogando mal. Voltar a escalar Kazim é inexplicável. Marquinhos Gabriel faz hora-extra. Sem falar de desfalques por contusão e seleção.

Pode-se até dizer que Loss está em meio a uma tempestade. O melhor jeito de enfrentá-la não é dizendo que está sentindo uma brisa agradável.

 


Corinthians joga bem e perde. Sinal de alerta
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Perder é ruim. Perder em casa é pior. Mas a derrota para o Millonarios não é para desespero. Foram 20 finalizações, sete delas no gol. Em seu gol, foram três bolas. Uma entrou, em lindo chute.

O goleiro Farinez, venezuelano de 19 anos, foi o melhor em campo. Seu trabalho, apesar de bom, foi facilitado pelo excesso de chutes de fora da área.

E aí está o sinal de alerta. Foram muitos chutes de fora porque o Millonarios se fechou bem, resistindo até às investidas muito boas de Maycon.

E o centroavante? Aí está o problema. A carta “cruza na área” não deu certo. Faltava o nove. Roger não está inscrito. E Júnior Dutra não é bom. Fica ruim quando a opção “falso nove” não funciona.

É um aviso. Mas, é bom lembrar que o time jogou bem.


Duas meias-verdades entre Corinthians e Carille
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Menon

Existem dois pontos mal esclarecidos na saída de Carille do Corinthians. O primeiro é quando se diz que ele foi em busca de independência financeira. Ora, ele é profissional, tem todo o direito de buscar um salário muito maior do que o que recebe atualmente. Cinco vezes maior.  Ele não deve nada ao Corinthians e o Corinthians não deve nada a ele. Foi pago em dia e trabalhou duro. Recebeu uma nova oferta e vai ganhar mais dinheiro. Ponto. Mas, não me falem em necessidade ou urgência de independência financeira.

Quem está no Corinthians há 18 meses, ganhando R$ 300 mil por mês já atingiu independência financeira faz tempo. Pode-se dizer que ele não ganhava o que merecia, que tem treinador ganhando o dobro e produzindo metade, tudo bem. Mas independência financeira, não. O que ele vai conseguir, com méritos, é a independência financeira de seus netos. São mais de R$ 30 milhões. Uma mega sena.

O segundo ponto é Osmar Loss. Considero muito natural que ele seja escolhido como sucessor. Está no clube há um tempo, trabalhou na base, foi vitorioso e tem toda a capacidade de manter o fio condutor que se estabeleceu no clube. Um estilo de treinador. Um estilo de jogo mais cauteloso, compacto, com defesa forte e sem correr riscos.

A discordância é que, com o elenco do Corinthians, o treinador é obrigado a optar por esse estilo. Como se o Corinthians fosse um coitadinho, cheio de pernas de pau. Como se pudesse jogar apenas dessa maneira. Ora, o elenco do Corinthians tem Cássio e Fagner, na seleção brasileira. Tem Rodriguinho, que poderia estar na seleção. Tem Maycon, que estará na seleção. Tem Jadson, que já esteve na seleção e que voltou a jogar bem. Tem Henrique, um zagueiro de bom nível e que já disputou Copa. Tem Balbuena, um zagueiro ainda melhor que Henrique. Tem Romero, que considero bom jogador.

O grupo está no topo do Brasil.

Se Andrés quisesse contratar um treinador com estilo diferente, mais ofensivo, poderia, sem dúvida. Poderia dar errado, mas a culpa não seria dos jogadores. Mas ele, acertadamente, resolveu manter o que está dando certo.


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