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Osmar Loss, 28%. Diniz, quatro derrotas
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Menon

Mais uma derrota do Corinthians de Osmar Loss. A terceira em seis jogos no Brasileiro. Cinco pontos conquistados em 18 disputados. 27,7% de aproveitamento. Aonde vai parar?

Rumo ao título, parece difícil. Está onze pontos atrás do líder.

Loss sofre com desfalques. São muitos, desde a seleção brasileira até a paraguaia, além de contusões. Mesmo assim, não dá para ter média de rebaixado. Empatar em casa com o Vitória e perder fora para o Bahia não o qualifica nem para o campeonato baiano.

E Diniz? Quatro derrotas seguidas. Bruno Guimarães, volante, na zaga e Rafael Veiga, meia, como volante. Maior posse de bola e menos finalizações.

Todo o cenário de sempre. Um treinador fiel às suas convicções e pouco se importando com o clube. O rebaixamento é uma possibilidade concreta.


Loss adota discurso perigoso
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Foram quatro jogos e três derrotas. E Osmar Loss, ao analisar desempenho tão ruim, justifica com…”desempenho”. Para ele, o Corinthians foi excelente contra o Millonarios, jogou bem contra o Flamengo e foi superado pelo Inter porque os gaúchos estavam treinando há uma semana, enquanto seu time estava esgotado fisicamente.

Então, tá. Pode ser tudo verdade, mas 25% de aproveitamento é inaceitável. É número de rebaixamento.

Evidentemente, nenhum treinador que perde seguidamente vai dizer que o time está jogando mal. Nem o comandante do time do Vaticano faria isso.

Então, o problema não é Loss dizer que o time está jogando bem, é acreditar que o time está jogando bem.

Ele chegou a dizer que no primeiro tempo contra o Flamengo o Corinthians chutou mais, mas que ele preferiu o segundo tempo.

Chutar a gol é um detalhe.

O discurso de Loss é o dos universitários. O que importa é o desempenho e não o resultado. E, se você discorda, é um reles resultadista.

E a verdade é outra. Esporte é vitória. O desempenho importante é estar no topo da tabela.

Difícil vencer sem atacar. E o Corinthians está jogando muito atrás. Está sendo dominado. E se estivesse dominando? Nada mudaria. O desafio seria o mesmo: vencer.

Fica difícil, quando o time só muda de atitude quando sofre o gol, como foi contra o Flamengo.

E há problemas no elenco.

Mantuan está jogando mal. Voltar a escalar Kazim é inexplicável. Marquinhos Gabriel faz hora-extra. Sem falar de desfalques por contusão e seleção.

Pode-se até dizer que Loss está em meio a uma tempestade. O melhor jeito de enfrentá-la não é dizendo que está sentindo uma brisa agradável.

 


Corinthians joga bem e perde. Sinal de alerta
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Perder é ruim. Perder em casa é pior. Mas a derrota para o Millonarios não é para desespero. Foram 20 finalizações, sete delas no gol. Em seu gol, foram três bolas. Uma entrou, em lindo chute.

O goleiro Farinez, venezuelano de 19 anos, foi o melhor em campo. Seu trabalho, apesar de bom, foi facilitado pelo excesso de chutes de fora da área.

E aí está o sinal de alerta. Foram muitos chutes de fora porque o Millonarios se fechou bem, resistindo até às investidas muito boas de Maycon.

E o centroavante? Aí está o problema. A carta “cruza na área” não deu certo. Faltava o nove. Roger não está inscrito. E Júnior Dutra não é bom. Fica ruim quando a opção “falso nove” não funciona.

É um aviso. Mas, é bom lembrar que o time jogou bem.


Duas meias-verdades entre Corinthians e Carille
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Menon

Existem dois pontos mal esclarecidos na saída de Carille do Corinthians. O primeiro é quando se diz que ele foi em busca de independência financeira. Ora, ele é profissional, tem todo o direito de buscar um salário muito maior do que o que recebe atualmente. Cinco vezes maior.  Ele não deve nada ao Corinthians e o Corinthians não deve nada a ele. Foi pago em dia e trabalhou duro. Recebeu uma nova oferta e vai ganhar mais dinheiro. Ponto. Mas, não me falem em necessidade ou urgência de independência financeira.

Quem está no Corinthians há 18 meses, ganhando R$ 300 mil por mês já atingiu independência financeira faz tempo. Pode-se dizer que ele não ganhava o que merecia, que tem treinador ganhando o dobro e produzindo metade, tudo bem. Mas independência financeira, não. O que ele vai conseguir, com méritos, é a independência financeira de seus netos. São mais de R$ 30 milhões. Uma mega sena.

O segundo ponto é Osmar Loss. Considero muito natural que ele seja escolhido como sucessor. Está no clube há um tempo, trabalhou na base, foi vitorioso e tem toda a capacidade de manter o fio condutor que se estabeleceu no clube. Um estilo de treinador. Um estilo de jogo mais cauteloso, compacto, com defesa forte e sem correr riscos.

A discordância é que, com o elenco do Corinthians, o treinador é obrigado a optar por esse estilo. Como se o Corinthians fosse um coitadinho, cheio de pernas de pau. Como se pudesse jogar apenas dessa maneira. Ora, o elenco do Corinthians tem Cássio e Fagner, na seleção brasileira. Tem Rodriguinho, que poderia estar na seleção. Tem Maycon, que estará na seleção. Tem Jadson, que já esteve na seleção e que voltou a jogar bem. Tem Henrique, um zagueiro de bom nível e que já disputou Copa. Tem Balbuena, um zagueiro ainda melhor que Henrique. Tem Romero, que considero bom jogador.

O grupo está no topo do Brasil.

Se Andrés quisesse contratar um treinador com estilo diferente, mais ofensivo, poderia, sem dúvida. Poderia dar errado, mas a culpa não seria dos jogadores. Mas ele, acertadamente, resolveu manter o que está dando certo.


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