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Ah, Palmeiras…
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Menon

Foi ótimo para o presidente eleito. Muito aplaudido em um campo de futebol de um país que vaia até minuto de silêncio.

Foi ótimo para a CBF que tenta se aproximar do presidente, que é próximo de Petraglia, que é inimigo da CBF. Cartolas da CBF de aproveitam da festa para se aproximarem do Poder. Fariam a mesma coisa se Boulos fosse o eleito.

Não vejo nada de bom para o Palmeiras. Sua festa espetacular e merecidíssima é ofuscada por um político. E o clube vê sua imagem acoplada ao poderoso da vez. Um clube oficial.

O palmeirense que for a favor da demarcação de terras indígenas, contra a reforma da Previdência, a favor de cotas raciais e do empoderamento feminino e outras pautas humanistas estará sujeito a ouvir algo do tipo: “Tá achando ruim? Vai reclamar pro homem, seu companheiro de time”.

O Palmeiras foi fundado por imigrantes. E os imigrantes, como os refugiados, NÃO SÃO a escória do mundo.

 

 

 

 

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Palmeiras aumenta a distância
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E o seu time? Como está se preparando para a próxima temporada?

O Palmeiras, campeão brasileiro, já contratou Zé Rafael e Arthur. Aliás, já havia contratado há meses. Não eram necessários agora. Luxo.

Agora, tem Borja, Deyverson e Artur para a “centroavância”.

E tem Lucas Lima, Scarpa, Moisés, Guerra e Zé Rafael para do meio para a frente. Rafael Veiga pode voltar. E Hyoran.

Não, amigo, não embarqe na onda de que um elenco forte assim vai rachar. Vai se perder por ciúmes. Felipão dá jeito. O clube vai disputar tudo novamente. Com muitas chances.

Fernando Prass e Jaílson continuam. Dracena também. Continuam sendo úteis quando se lembra que são vários campeonatos por vir.

O Palmeiras saiu na frente. De novo. Quando seu time contratar o primeiro reforço para 2019, talvez o Palmeiras já tenha contratado o segundo para 2020.

 


Falta pouco, Palmeiras! São Paulo só depende de si
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O Palmeiras fez sua parte. Ganhou os três pontos, mas o título ainda não veio. Pode ser no domingo, com uma vitória sobre o Vasco, em São Januário.

O bom é que, após um primeiro tempo que colocou uma pulga atrás da orelha dia torcedores, ainda ressabiado com aquele empate com o Paraná, o time fez quatro gols, com direito a muito sangue de Deyverson, e está mentalmente forte para garantir o campeonato o mais rapidamente possivel.

Dudu fez um grande jogo e é o cara do título que virá. Está vindo.

O Flamengo se manteve na briga conseguindo uma boa vitória sobre o Grêmio. Mandou no jogo. E, quando o Grêmio, depois dos 20 do segundo tempo, passou a pressionar bastante, o Flamengo apostou com sucesso nos contra-ataques.

O primeiro gol veio com falta de Uribe em Cortez. E o goleiro César fez uma defesa espetacular em cabeçada de Geromel, aos 43 do segundo tempo.

A vitória do Flamengo era a única possibilidade de o campeonato não acabar. Mais cedo, o Inter havia perdido em casa para o Galo. Perdeu gás o Colorado e está subindo o Atlético, com a terceira vitória seguida.

A derrota dos times gaúchos abriu caminho para o São Paulo chegar em quarto lugar e garantir um lugar na fase de grupo da Libertadores.

Basta empatar com o Vasco para ficar um ponto à frente do Grêmio. E lutar para garantir a vantagem mas duas últimas rodadas. O São Paulo enfrentará o Sport em casa e a Chape fora. O Grêmio visita o Vitória e e o Corinthians.


Boca x River é o clássico da covardia. Brasileira
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Boca e River vão decidir a Libertadores. A última decisão em dois jogos. A última decisão antes da gourmetização do campeonato mais bacana que há. É um momento grandioso do futebol argentino.

Ele nasceu e se desenvolveu baseado na rivalidade/ódio. Boca odeia River. Independiente odeia Racing. San Lorenzo odeia Huracán, como Lanús detesta Banfield. Gimnasia odeia Estudiantes. Rosário x NOB. E por aí vai. Cada clube de bairro tem seu rival. No próprio bairro ou fora dele.

Então, quando a maior de todas as rivalidades (50% da população envolvida), decide o título, o que temos é a consagração de um estilo de vida, até mais do que uma maneira de encarar o futebol.

A Argentina só fala no clássico. A América vai parar. A repercussão é mundial. Eles merecem. Mas não precisava ser assim.

Palmeiras e Grêmio têm culpa. Corinthians também.

Comecemos pelo menos “culpado”. O Corinthians, com péssimo futebol, caiu diante do Colo Colo. Se passasse, teríamos Corinthians x Palmeiras, algo semelhante a Boca x River.

Não houve.

Mas poderia haver Palmeiras x Grêmio na final.

Poderia, porque Boca e River não são superiores. Foram apenas mais corajosos. E mais respeitadores de sua história.

O River foi a Porto Alegre e deu um baile no Grêmio. Um estranho Grêmio, longe de suas características e abduzido pelo tal “espírito de Libertadores”. O quê? Defender uma vantagem mínima até o limite da irresponsabilidade.

É só comparar o que fez o Grêmio com o que fez o Boca em São Paulo. Schelotto, como Renato, também tinha uma vantagem a defender. E atacou. Atacou o Palmeiras sem medo e com autoestima nas nuvens.

Dois pontas, um centroavante e um jogo de igual para igual. Empatou em 2 x 2. Como havia vencido em casa a um acoelhado Palmeiras, carimbou o passaporte rumo à grande final.

Boca e River merecem estar na decisão. Mas é bom lembrar que derrotaram dois times covardes: a galinha tricolor de Renato e a galinha alviverde de Scolari


Felipão não entende papel da Imprensa
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Luis Felipe Scolari está na história do futebol mundial. Ganhou uma Copa do Mundo e ficou em quarto em outras duas. E o currículo vitorioso não para por aí. Tem Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil.

Ultrapassado? Campeão. Novamente, daqui a um menos de um mês.

O que Scolari não aprende – é uma pena – é o papel da Imprensa. Para ele, os jornalistas devem ser um apêndice do clube que dirige. Devem fazer parte da Família Scolari.

Foi assim em 2014. Na estreia, contra a Croácia, o juiz deu um pênalti ridículo a favor do Brasil. As críticas vieram. Scolari reagiu, falando em um complô estrangeiro contra o Brasil. E conclamou jornalistas brasileiros a abraçarem a causa. Como se jornalistas fizessem parte da corrente prá frente.

Agora, no Palmeiras, dois casos. Interrompeu uma entrevista de Deyverson, com a justificativa de que o centroavante tem uma “ficha solta”. Ora, decidir quem fala ou não, deve ser função da assessoria de imprensa e não do treinador.

E Scolari exigiu que Alexandre Mattos telefonasse ao repórter André Hernan. O motivo? Ele, como ótimo profissional que é, descobriu as escalações do Palmeiras nos dois jogos contra o Boca.

Ora, ligou para dizer o quê? A única razão que imagino é algo do tipo: você devia ajudar a gente ou então: exijo saber quem te deu a informação.

Duas opções indignas. Duas opções de quem não entende o que é jornalismo.

Não acredito que Scolari seja o mesmo homem violento do século passado, quando agrediu o jornalista Gilvan Ribeiro. Mesmo assim, evoluindo, não sabe o papel da Imprensa.


Felipe Melo é ídolo por que mesmo, hein?
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Em 1985, eu era bancário. Caixa na agência do Hospital das Clínicas. Banespa, que nem existe mais. E recebi um convite para trabalhar na assessoria de imprensa da Secretaria do Interior. Aceitei na hora, troquei o certo pelo duvidoso. Foi a decisão mais correta que tive na vida. O secretário era dr Chopin Tavares de Lima, um homem admirável. Muito criativo, desenvolveu programas como Interior na Praia (crianças do interior passavam férias na praia) e Redescobrindo o Interior (crianças da capital passavam férias em cidades do interior). Eram experiências marcantes. João Dória, o novo governador, vai recriar a Secretaria do Interior.

Dr Chopin era também mordaz. Irônico ao extremo. Quando algum político que ele não gostava era muito elogiado (e ele não via justificativa), interrompia o interlocutor e dizia assim: “me diga uma coisa, caro amigo, Fulano de Tal é bom por que mesmo?”.

É o que fico pensando a respeito de Felipe Melo. É ídolo do Palmeiras, por que mesmo? Certamente não é por suas qualidades. Um bom volante, com poder de marcação e com capacidade de iniciar jogadas, ao ter a bola dominada. Passa bem, consegue lançar e é até bonito ver as inversões de jogada que consegue.

Se Felipe Melo se contentasse com isso – que não é pouco – ajudaria muito mais o Palmeiras do que com suas outras “qualidades”. Aquelas que a torcida aplaude e que só prejudicam o clube. Felipe Melo é o pitbull, o machão, o cara da Libertadores, o que seria o comandante do Palmeiras na busca do título. Ficou na promessa, ano passado e agora. Os dois momentos que o marcaram foram um murro na cara do jogador uruguaio e uma expulsão com três minutos de jogo contra o Cerro Porteño.

Nos jogos contra o Boca, esteve bem tecnicamente, mas, na Bombonera, o instinto falou mais alto. Não havia necessidade alguma daquela falta, com o pé quase na cabeça do rival. Weverton salvou, mas na cobrança do escanteio, Benedetto marcou, com falha conjunta de Felipe Melo e de Moisés. Em São Paulo, novamente estava jogando bem, mas, de maneira totalmente inexplicável, desistiu da jogada em que Benedetto marcou o segundo gol do Boca. Ninguém entendeu.

E no Brasileiro? Em  um torneio de pontos corridos, a constância é a chave de tudo. E ele, pelo acúmulo de amarelos e vermelhos, deixou o time na mão algumas vezes. Nada que atrapalhe a conquista do título, que considero quase uma realidade, mas seu papel não foi preponderante.

Thiago Santos, que é menos técnico, teria dado mais ao Palmeiras do que Felipe Melo. Ou menos. Menos confusão. A verdade é que certa idolatria por Felipe Melo não se sustenta pelo que ele dá ao time, mesmo com seus belos passes.

Dr. Chopin, se gostasse de futebol, diria assim: “caro Beronha, esse Felipe Melo é ídolo por que mesmo, hein?”


A lição de Scolari
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“Seria uma vergonha mundial”. Foi assim que Felipão respondeu à uma pergunta sobre a possibilidade de o Palmeiras estar arrependido de não haver eliminado o Boca, seu algoz, na primeira fase da Libertadores.

A eliminação teria se consumado se o Palmeiras houvesse entregado um jogo para outro time. Perdido por querer.

A resposta quase irritada de Scolari traça uma linha ética importantíssima. Felipão manda jogar outra bola em campo, orienta gandulas a retardar jogo, já pediu para cometem a orelha de Edílson, outro dia mesmo prometeu troco para jogadores do Cruzeiro, enfim, não é o Rei do Fairplay.

Pois foi ele que disse: desonestidade, não.

Porque é disso que se trata: mutreta, lambança, trampa, ladroagem, rapinagem, ofensa ao esporte.

E, ao perguntarem uma coisa dessas, ao naturalizar em essa possibilidade, os repórteres, na minha opinião, ofendem o entrevistado. É o mesmo que dizer: “valeu a pena ser honesto?”, ou, “se você tivesse sido desonesto na época, o Palmeiras estaria na final?”

Scolari, que nem era o treinador na primeira fase, foi duro, não titubeou e se colocou como um esportista e não como um falsário. O zagueiro Luan também foi direto: “você prejudicaria uma empresa concorrente”?

O Palmeiras não será campeão. Mas esta limpo. Se houvesse se rendido à mutretagem e ficado com a taça, sempre haveria uma nódoa.

Foi assim com Alemanha e Àustria no jogo da vergonha na Copa de 82 e com Bernardinho em 2010.

Felipão é de outra cepa.

 


Boca é exemplo para brasileiros
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Menon

O Boca está na final da Libertadores. Porque joga de acordo com sua grandeza histórica. Porque joga além de sua grandeza técnica.

Veio ao Brasil e jogou no ataque. Um 4-3-3, com Villa e Pavón abertos e Ávila centralizado. Nada de retranca, nada de pontapé, nada da tão famosa catimba.

Jogo limpo.

Agora, pensemos na postura de clubes brasileiros. O Corinthians, por exemplo, acoelhado contra o Flamengo e o Cruzeiro, na Copa do Brasil. E o próprio Cruzeiro, sempre na conta do chá.

Se jogasse assim contra o Palmeiras, o Boca talvez sofresse os mesmos dois gols que sofreu. E quantos faria?

A seu favor, o Boca teve a pobreza tática do Palmeiras, apostando sempre na “casquinha” para Deyverson.

Muito pouco.

O melhor do Palmeiras foi Felipe Melo. E o pior foi o comportamento do time no segundo gol do Boca. Parecia treino. Deixaram Benedetto finalizar. Com participação de Felipe Melo.

O Boca foi muito mais do que é.

O Palmeiras foi muito menos do que poderia ser.


César: “Deyverson não é maluco e Verdão vai ganhar na Bombonera”
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César Augusto da Silva Lemos foi titular do Palmeiras de 1967 a 1974. Centroavante, disputou 325 jogos e fez 182 gols. Jogador muito intenso, não fugia do pau, não rejeitava confusão e ganhou o apelido de César Maluco. “Eu não gostava. Era um tempo diferente, se me chamavam de maluco, significava que eu era doido, então ia precisar de psiquiatra ou hospício. Era igual nos anos 60, se chamasse alguém de veado, era murro na boca. Agora, a turma até comemora”.

Mas não adianta. Teve de aceitar: “Meu neto me chama de vovô César Maluco. Vou reclamar com ele?”

E o Deyverson, César? É maluco?

Não, nada disso. Ele é um menino alegre, todo mundo gosta dele. Levou um vermelho injusto contra o Ceará, os dois levantaram o pé. E ele está começando agora, é só conversar com ele. O Felipão sabe conversar. Felipão é campeão do mundo, quando ele fala o jogador respeita, sabe quem tá na frente dele. Felipe Melo é outro cara incompreendido. Comanda o time, joga na bola, devia ser capitão. Se der algum problema, o Scolari resolve.

O velho centroavante gosta das três opções do Palmeiras atual. Deyverson é oportunista, Bigode é velocista e Borja, o mais clássico dos três. Bate bem na bola. Pode render mais. “Precisa de carinho com ele. A torcida precisa ajudar. O problemas é que as bolas não estão chegando para ele como chegam para os outros dois”.

Qual jogador do Palmeiras você mais admira, César?

Gosto de todos, mas o Dudu é maravilhoso. Ele pode ser sempre o melhor em campo. Precisa abandonar uma gracinha ou outra e só jogar bola. Ninguém segura. O Oswaldo Brandão, que era nosso treinador, me puxava a orelha. Eu achava ruim, mas hoje eu sei que estava certinho. O Dudu precisa ouvir mais”.

Não é um problema. Nada é um problema. César tem uma certeza futebolística. “O Palmeiras vai ganhar o Brasileiro e a Libertadores. No Brasileiro, é só ganhar do Flamengo que tá definido. A Libertadores é mata-mata e Felipão é o rei do mata-mata”.

E o jogo contra o Boca?

“Cara, vamos ganhar as duas. O Palmeiras está numa alegria imensa, virou uma família, está no pique e ninguém segura. Tem de chegar na Bombonera de cabeça alta, sem ter medo de nada e sem aceitar provocação. É só jogar bola e faturar”


Palmeiras decola e São Paulo dá adeus
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Menon

O clássico confirmou a tendência detectada há alguns jogos. O Palmeiras quebrou o tabu e confirmou que é o favorito ao título. O São Paulo perdeu e a meta possível, agora, é a Libertadores.

A vitória foi construída no primeiro tempo. Não que o Palmeiras tivesse jogado maravilhosamente, mas teve concentração total. Muito foco no jogo. Ligado o tempo todo.

Foco e concentração são armas imprescindíveis ao time pior. No caso, o São Paulo. O Palmeiras pode se dar ao luxo. O São Paulo, não. E o time de Aguirre, como se dizia antigamente, estava avoado em campo.

E o Palmeiras fez dois gols de cabeça. O primeiro com o bom Gómez, aproveitando-se do mau posicionamento de Ânderson Martins, mal no jogo.

O segundo gol do Palmeiras saiu também de escanteio. Só que a favor do São Paulo. Um contra-ataque aproveitando a péssima recomposição do rival. A bola bateu na trave e o Palmeiras teve ainda nova chance. Deyverson matou o jogo. Talvez Sidão pudesse ter pego.

No segundo tempo, o Palmeiras ficou atrás e apostou no contra-ataque. Uma tática facilitada pela postura do São Paulo, que voltou sem meio-campo. Jucilei e Hudson na armação, Rojas e Everton dos lados e Diego Souza e Gonzalo Carneiro na área. Uma variação era o recuo de Diego Souza.

Fácil de marcar. Fecha os lados e toma cuidado com os cruzamentos. Foi o que se viu. Domínio verde e com chances de contra-ataque, principalmente por ter mais gente no meio. Gente mais talentosa, aliás.

Felipão ainda colocou Bigode. Cito o fato apenas para mostrar a diferença de nível de bancos. Bigode x Carneiro.

Aliás, é difícil entender a entrada do uruguaio e não do colombiano Trellez. Carneiro parece ser muito ruim.

Enfim, fez-se justiça. Cada um no seu quadrado. O Palmeiras de Scolari é o verdadeiro, não o de Roger. E o São Paulo precisa mostrar que não é só valentia e comprometimento. Que, aliás, também estão rareando no segundo turno.