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Corinthians 75 x Palmeiras 70. Vai ser duro, mas Corinthians vence
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Menon

Acredito em um ótimo rendimento do Palmeiras na fase final do Brasileiro. É o adversário mais concreto do Corinthians. Fiz uma projeção do que pode acontecer até o final do Brasileiro. Apesar do susto, dá Corinthians.

O Corinthians tem 54 pontos. O Palmeiras tem 43.

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Cruzeiro x Corinthians – Empate

Palmeiras x Santos – Vitória do Palmeiras

Corinthians 55 x 46 Palmeiras

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Corinthians x Coritiba – Vitória do Corinthians

Palmeiras x Bahia – Vitória do Palmeiras

Corinthians 58 x 49 Palmeiras

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Bahia x Corinthians – Empate

Dragão x Palmeiras – Vitória do Palmeiras

Corinthians 59 x 52 Palmeiras

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Corinthians x Grêmio – Vitória do Corinthians

Palmeiras x Ponte – Vitória do Palmeiras

Corinthians 62 x 55 Palmeiras

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Grêmio x Palmeiras – Vitória do Grêmio

Botafogo x Corinthians – Vitória do Botafogo

Corinthians 62 x 55 Palmeiras

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Palmeiras x Cruzeiro – Vitoria do Palmeiras

Ponte x Corinthians – Empate

Corinthians 63 x 58 Palmeiras

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Corinthians x Palmeiras – Empate

Corinthians 64 x 59 Palmeiras

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Vitória x Palmeiras – Empate

Furacão x Corinthians – Empate

Corinthians 65 x 60 Palmeiras

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Corinthians x Avaí – Corinthians

Palmeiras x Flamengo – Empate

Corinthians 68 x 61 Palmeiras

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Palmeiras x Sport – Vitória do Palmeiras

Corinthians x Flu – Vitória do Corinthians

Corinthians 71 x Palmeiras 64

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Flamengo x Corinthians – Vitória do Flamengo

Avai x Palmeiras – Vitória do Palmeiras

Corinthians 71 x Palmeiras 67

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Palmeiras x Botafogo – Vitória do Palmeiras

Corinthians x Galo – Vitória do Corinthians

Corinthians 74 x Palmeiras 70

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Furacão x Palmeiras – Vitória do Furacão

Sport x Corinthians – Empate

Corinthians 75 x Palmeiras 70


Palmeiras, mais cara decepção do ano. Ão, Ão, Ão, quarta-feira é obrigação
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Menon

Chagamos ao primeiro terço do sétimo mês do ano da graça de 2017 e o Palmeiras:

Não ganhou o Paulistão

Precisa vencer o Barcelona de Guayaquil, em casa, para avançar na Libertadores

Precisa vencer o Cruzeiro, fora de casa, para avançar na Copa do Brasil

Precisa vencer o Corinthians em casa, quarta-feira, para diminuir a desvantagem de 13 pontos em relação ao líder.

Sim, o Palmeiras milionário está TREZE pontos atrás do líder em DOZE RODADAS.

Uma diferença desse tamanho não se tira com menos de 13 rodadas. Um cálculo empírico, mas que tem fundo de verdade.

No final do jogo, William disse que o Corinthians está fazendo  uma campanha anormal e que alguma hora vai tropeçar. Há uma certa lógica, mas se o Palmeiras continuar mal assim, um tropeço do Corinthians vai ajudar é o Flamengo, que tem mostrando consistência na perseguição.

O time tem alguns problemas graves. Fernando Prass está muito abaixo do que pode. Não seria hora de Jaílton? Os laterais são fracos, tanto na direita como na esquerda. E Diego Souza vem aí. Mais um atacante? Precisa? É a maior deficiência do grupo?
O Palmeiras precisa reagir, para não flopar de vez. E a hora é quarta-feira.


Palmeiras bipolar fez segundo tempo horrível. Opinião dos palmeirenses
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Menon

Minha escala de quarta-feira previa o comentário online do jogo do Galo contra Jorge Wilsterman. Por isso, não vi a derrota do Palmeiras em Guaiaquil, contra o Barcelona. Pedi, então, a colaboração de amigos palmeirenses que estavam no tweeter.

O texto é deles.

O primeiro, se me dão licença, só me honra. É o professor Miguel Nicolelis, o maior cientista brasileiro vivo. “Primeiro tempo foi muito seguro, Barcelona não incomodou. Tivesse mantido o estilo, poderia ter ganho com facilidade. Mas time pediu para levar gol no segundo tempo. Recuou demais e não conseguiu passar do meio-campo. Não precisava esse sufoco”.

Antonio César Simão, o Turco Tote, meu amigo de 40 anos, desde quando eu entrei na Engenharia de Lins e ele já lá estava, foi na mesma linha. “Acho o Barcelona fraco, mas o Palmeiras não jogou, ainda mais no segundo tempo. Ficou na retranca o tempo todo, nitidamente jogou pelo empate. Então, tomou um gol besta. Não entendi nada se foi determinaoção do Cuca ou decisão dos jogadores”

O Alysson Rodrigues mandou um email, que vou resumir. “Palmeiras bipolar. Contra Bahia, Ponte Preta, Cruzeiro e Barcelona: só joga um tempo. Zé Roberto começou no lugar de Guerra; Borja, Dudu e William formaram a trinca de ataque. Organizado, Prass assistiu os 45 minutos sem ser incomodado e Bigode perdeu um gol feito.

No segundo tempo, ficaram visíveis problemas. O considerado Real Madrid das Américas não pode chegar em julho e não ter laterais titulares. Ou mesmo reservas. Juninho faz lembra o Rivaldo, aquele que veio do Avaí, sob tutela do Felipão. Tche Tche tem de ouvir uma palavra: banco. O volante box-to-box desapareceu. Luan foi o melhor em campo, o que mostra como foi o segundo tempo. O Palmeiras só finalizou uma vez, com Bruno Henrique. Ze Roberto – quem entende seu status de titular? – Dudu e Borja saíram para entradas de Guedes, Bastos e Keno. Pouco ajudaram nos bombardeios de cruzamentos do Barcelona.

São mudanças que colocam em dúvida os meias do elenco. Veiga e Hyoran custaram, juntos, R$ 13 milhões e não tem sequência. Mesmo com três campeonatos e 37 jogos no ano, Cuca não os utiliza. O castigo veio no último lance, com leve desvio de Bruno Henrique e a colaboração de Fernando Prass, que não pulou na bola. A partida de volta será muito difícil, porque o Barcelona tem contra-ataque eficiente e assim venceu o Botafogo, no Rio.

Mais comentários:

Des Por Qui To – “Primeiro tempo seguro, segundo tempo pediu para tomar gol. Luan, Bruno Henrique e Tiago Santos muito bem, ataque não existiu.

Bruno Moro – “Primeiro tempo razoável. Segundo tempo pediu para tomar gol…recuou demais. Interessante é que as substituições foram para ir para cima.

Era só tirar Dilma? “Primeiro tempo seguro. Segundo tempo não marcou tão bem nem atacou. Laterais fracos. Borja sumido. Dudu fora de ritmo. Guerra fez falta.

Lucas Silva: “Deu sono”

Felipe Paschoal? “Medo de ganhar. E o Borja é de uma má vontade…

Wilson Saulino: “Melhor não, Menon. Do jeito que somos corneteiros e mal humorados, se post será proibido no UOL.”

Obrigado a todos. Ficou bom.


Palmeiras é culpado por omissão. Como outros brasileiros
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Menon

A Conmebol definiu a punição do Peñarol por um jogo (UM JOGO) como mandante na próxima Libertadores uma multa de 150 mil dólares. Uma vergonha, não é uma punição, é um agrado. Um prego a mais na credibilidade da competição maior do continente. Só o fato de os portões estarem fechados, impedindo a saída tranquila de jogadores, que foram jogados à sanha dos rivais e de torcedores, que poderiam ter invadido o campo do Campeón del Siglo, ocasionando uma tragédia gigantesca.

O Palmeiras, que não tinha nada a ver com o jogo, foi punido por três jogos como visitante, por conta do comportamento selvagem de sua torcida organizada ao enfrentar (ou provocar, não se sabe) o comportamento selvagem da torcida do Peñarol.

Penas desproporcionais que mancham a promessa de mudanças na Libertadores.

E o que o Palmeiras tem a ver com isso?

Tudo.

O Palmeiras, como outros clubes paulistas, deram aval a Reinaldo Carneiro Bastos, obscuro presidente da Federação Paulista de Futebol para defendê-los na Conmebol.

O Palmeiras, como outros grandes brasileiros, votaram no Coronel Nunes para presidente da CBF. Coronel Nunes, um preposto de Marco Polo del Nero. Sabe o quê Marco Polo del Nero pode fazer pelo Palmeiras? Nada. Ele não pode viajar até o Paraguai para esbravejar, argumentar, defender o clube. Se for lá, pode ser preso.

Os clubes brasileiros não respeitam sua força. Eles se apequenam, mostra fraqueza. Então, as hienas se aproveitam e fazem a festa.

 


Três heróis improváveis do campeão Palmeiras
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Menon

tresporquinhosNo ano passado, Alexandre Mattos foi às compras com vontade. Muitos e muitos jogadores, alguns até como forma de “pedágio” a empresário, algo comum e necessário a todos os clubes. Em 2016, também não faltou dinheiro e disposição, mas as compras foram mais específicas, mais pontuais. E três delas se revelaram um sucesso incrível. Três heróis improváveis do merecidíssimo título palmeirense.

Jaílson, que eu chamo de Pantera Negra, foi a maior delas. G0leiro veterano, sem currículo expressivo, veio ao Palmeiras para ser o terceiro goleiro. Era reserva no Ceará. E, uma digressão, vemos aqui como é importante um clube grande ter um grande elenco. O Palmeiras tem três jogadores para cada posição. Só para lembrar de Arouca, contratado com grande nome e de Mateus Salles, destaque no ano passado, que nem são lembrados hoje. Mas, voltando a Jaílton, veio e assumiu a bronca quando Prass se contundiu e quando Vagner falhou.

Prass vai voltar e assumir o posto de titular. Jailson, porém, já inscreveu seu nome na história palmeirense, como alguém que apostou em seus sonhos e os concretizou. Ele pode, agora, escolher entre ser uma sombra para Prass ou buscar o sucesso como titular em outro time. Tem o poder de escolha, o que para ele, era apenas um desejo maluco.

Tchê Tchê é o menos improvável dos três heróis improváveis. Afinal, é enorme a lista de jogadores que se destacam em um time menor e são contratados para um grande clube. De cabeça, eu me lembro de Leão, Eurico, Luis Pereira, Baldocchi, Dudu, Nei…. O que impressiona nele é a rapidez com que assumiu a camisa de titular. Mais ainda. A rapidez com que se transformou em destaque do time, mostrando um futebol moderno, de contenção, bom passe e chegada ao ataque. O futebol moderno aponta para a extinção (exagero?) do jogador de meio campo com função específica. O volante cão de guarda. O armador talentoso e preguiçoso. Espera-se do meio-campista que seja “todocampista”, com, no mínimo, dinâmica e bom passe. E a revelação do Audax transformou-se rapidamente em confirmação do Palmeiras.

Moisés foi outra grande surpresa. Com passagem em muitos clubes, sempre mostrou força e vontade, mas nunca foi protagonista. No Palmeiras, com um canhão nos braços, com uma projeção vertical impressionante e com a mesma vontade de sempre, foi o grande destaque do time. Para mim, foi o grande destaque do Brasileiro. E sem que se possa dizer com desdém, se o Moisés foi o melhor, que bela porcaria foi o campeonato. Ele foi o melhor, o que dignifica, de certa forma, o Brasileiro. Um jogador que sua é muito importante nos dias em que vivemos.

Outras contratações muito boas fizeram o Palmeiras campeão. Roger Guedes é o mesmo caso de Tchê Tchê. Jean é um jogador muito regular há anos. Nunca tira menos que seis. Alecsandro é um matador, algo que, para mim, inexplicavelmente é pouco valorizado. E há outro herói improvável e que deve encher o palmeirense de orgulho. Gabriel Jesus e a prova que a base do Palmeiras existe. Está aí para ganhar títulos e encher os cofres do clube.

Parabéns ao Palmeiras. Por seu título inquestionável e por seus heróis improváveis, frutos de uma ótima política de contratação.

PS  – Peço desculpas aos leitores por haver chamado Jailson de Jaílton. Minha memoria afetiva me traiu. Estava pensando em Jailton, meu velho e finado amigo, mestre sala da Vila Braga, escola de samba comandada pelo senhor Ferreira, lá em Aguaí. O erro não tem desculpas, mas mostra ainda mais o valor de Jailson. Sua ascensão, tão justa e tão meteórica, surpreende até jornalistas que deveriam estar atentos a tudo. Desculpas a todos. Ah, e eu sei que ascensão meteórica é um clichê absurdo, principalmente porque ninguém viu ou verá um meteoro subir.

 

 


Voa, periquito, voa….Título vai ser na gaiola
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Menon

O belíssimo estádio palmeirense será palco do título brasileiro. Na próxima rodada, contra o Botafogo, ou na seguinte, contra a Chapecoense. A dúvida é esta. A certeza é que o Vitória jogará suas últimas fichas contra o rebaixamento, recebendo o campeão Palmeiras na última rodada.

Por que tanta certeza, se a diferença diminuiu? O Santos está a quatro pontos. O Flamengo a cinco.

Esqueça os números. O Palmeiras vai ser campeão porque quer ser campeão. Quer, mas não fica esperando cair do céu. Luta cada minuto, cada segundo, disputa cada centímetro de campo. Não cede nada sem suor. A exceção fica por conta do jogo contra o Santos, quando o time se portou muito mal. Especulou o empate e acabou perdendo.

No mais, o que se vê é um periquito de briga. Um pássaro selvagem.

Foi assim contra o Galo. Postura aguerrida, mente de campeão. Luta intensa, marcou primeiro, sofreu o empate e… foi buscar o segundo gol. Não ficou atrás, em busca do empate. Não fez, mas segurou o Atlético, que também lutou muito pela virada. Foi um jogo brigado, com jogadas de bom nível.

Se tudo der certo para os rivais, se todos venceram, o Palmeiras precisará de seis pontos para o título. Para não depender de ninguém. Eles virão. A torcida pode preparar a festa que Paulo Castilho não deixará acontecer.

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CRF X SEP – Tem cheirinho de….uma grande final de campeonato
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Menon

cabeca cabeçaO mantra da torcida do Flamengo está cada vez mais forte. “Tem cheiro de hepta no ar” se espalhou pelas redes sociais, pelos botecos (as redes sociais mais saborosas), pelas reuniões familiares, até as discussões de relacionamento estão suspensas temporariamente. A virada sobre o Vitória e o empate entre Palmeiras e Grêmio levaram a diferença entre Flamengo e Palmeiras a apenas um ponto.

A certeza quase mística que tomou conta do Palmeiras é um engano. Não tem nada de mística. É baseada na história do clube. O Flamengo tem duas famas que se justificam: é time de chegada e que, se não for brecado, consegue uma ascensão fulminante. Quem já não ouviu o tal “deixou chegar, agora aguenta”.

Foram cinco finais de brasileiro. E cinco títulos. E há mais uma série de títulos conseguidos contra o senso comum. O Mundial contra o Liverpool – goleado por 3 a 0 – o gol de Pet em 2001, jogando água no chopp do Vasco, a Mercosul vencida contra o próprio Palmeiras e tantos outros títulos. Historicamente, o Flamengo faz mais pontos no segundo turno do que no primeiro.

E o Palmeiras, historicamente, domina quando tem grandes times. As duas Academias, o time feito em cogestão com a Parmalat, grandes e grandes craques, grandes e grandes títulos. E o que pega para o Flamengo, é que o Palmeiras está jogando muito bem.

Então os dois fatores históricos se encontram: o gigante que supera suas dificuldades contra o gigante que vence quando tem um grande time. Como é o caso.

Os dois se enfrentam no campo do Palmeiras. A torcida verde fará seu papel em campo, lotando o estádio, como tem feito o ano todo. À torcida do Flamengo, restará a torcida virtual, fazendo o tal cheirinho ficar mais forte.

Seja qual for o resultado, não haverá definição. As emoções continuarão. Ainda bem


Palmeiras é o meu favorito ao título
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Menon

academiasegundaacademiaO Palmeiras não é o time maravilhoso que, em 1965, teve a honra de vestir a camisa da seleção brasileira e enfrentar o Uruguai naquele 7 de setembro que inaugurou o Mineirão. Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina e Ferrari, Dudu e Ademir, Julinho, Servílio, Tupãzinho e Rinaldo. A primeira Academia, formada pelo argentino Filpo Nunes.

Não é a segunda Academia. Um time que todos da época, torcedores ou rivais, sabem de cor. Começa com Leão e termina em Nei. LeãoEuricoluispereiraalfredoezeca;dudueademir;eduleivinhacesarenei.

 

Também não é o time espetacular que venceu o bicampeonato brasileiro em 93 e 94, com Edmundo, Evair, César Sampaio, Edilson, Zinho, Mazinho, Antônio Carlos, Roberto Carlos, Cléber….

palmeiras9394Não é. Mas quem é?

Hoje, um favorito não depende apenas de suas qualidades. Há outros fatores em jogo: se o rival terá desfalques pela Libertadores, o que a janela fará com os elencos, quem virá para reforçar o time. Antigamente, um time se mantinha por décadas ou anos. Hoje, o time que faz o primeiro jogo é diferente do que termina o 38º. Quem está aqui, pode ir para lá.

É difícil apontar o favorito. Principalmente, porque a opinião fica gravada e serve para cobranças enormes nas redes sociais.

Mas o Palmeiras é favorito.

1) Tem um bom elenco

2) Tem um bom time

3) Tem dinheiro para melhorar o bom time

4) Tem um bom treinador

5) Chega em ascensão anímica. Não foi eliminado com derrotas. Na Libertadores, saiu após um 3 x 3 espetacular em Rosario e uma goleada sobre o River. No Paulista, caiu nos pênaltis.

Os três primeiros jogos do Palmeiras são Furacão, em casa, Ponte, fora e Fluminense, em casa. Pode chegar com nove pontos à quarta rodada, quando enfrenta o São Paulo, no clássico.

Os rivais estão com mais problemas.

O São Paulo pode perder muitos jogadores: Calleri, Maicon e Rodrigo Caio.  Vai formar seu elenco durante a competição. O Corinthians ainda procura ser um time confiável. A substituição dos que saíram no início do ano não foi boa. O Santos sofrerá sem Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol.

O Inter está forte, mas há tempos não corresponde. Sem Allison e com Argel, não sei não.

O Flamengo de Murici patina.

O Galo, sim, é um adversário forte.

O Cruzeiro está buscando um treinador.

Enfim, se não é uma academia, o Palmeiras está na frente dos outros.

É o favorito.

Dificilmente ficará longe da Libertadores.


Palmeiras fora fragiliza a Libertadores. Mas não se pode falar em injustiça
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Menon

E o que os torcedores mais racionais esperavam – e temiam – se confirmou. O Palmeiras venceu o periquito2River Plate mas está eliminado da Libertadores. O roteiro só não se confirmou porque em Montevidéu não houve empate e nem jogo combinado. O Rosario venceu.

A eliminação de um time em ascensão deixa mais fraco o campeonato. O Palmeiras, se passasse, poderia ir longe. Poderia complicar muito a vida dos outros times. Principalmente porque não vejo um favorito na Libertadores-16. Há muito equilíbrio. E as três vitórias seguidas no Paulista mostram que o time de Cuca está jogando bem. Mais do que isso, está jogando cada vez melhor.

Foi injusta, então, a eliminação do Palmeiras?

Difícil defender essa tese.

1) O Rosario é um bom time, tem muita qualidade e não está abaixo do Palmeiras.

2) O Nacional, que pode ser considerado inferior tecnicamente, venceu o Palmeiras duas vezes. Ou seja, 66,7% dos seus pontos foram conseguidos em cima do Palmeiras.

O torcedor palmeirense pode lamentar alguns azares que teve no campeonato.

1) Na primeira rodada, esteve duas vezes à frente do River Plate e não conseguiu vencer.

2) Ainda na primeira rodada, o Rosario empatou com o Nacional em casa. Empatou no último minuto, com um penal inexistente. Um ponto a menos poderia dar menos moral aos argentinos, mesmo sabendo que a diferença final foi maior do que isso.

3) Na derrota contra o Nacional, em casa, o segundo gol uruguaio começou após uma falta não periquitomarcada a favor do Palmeiras.

4) O grupo, desde o sorteio, aparecia como difícil. Não tanto como o de Toluca, Gremio, LDU e San Lorenzo, mas difícil.

Não deu.

Ao Palmeiras, resta a certeza de estar no bom caminho. Cuca está fazendo um trabalho muito superior ao de Marcelo Oliveira. Ele prometeu um Palmeiras muito competitivo no Brasileiro. Pode entregar a promessa antes. O time está com boas chances no Paulista.


Palmeiras, sem brio e sem vergonha
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Menon

Deve haver uma explicação tática para a derrota do Palmeiras. Algo que fale em losango de base baixa, 4231 reativo, quadrado mágico, flutuação, transição etc e tal.

Deve haver uma explicação psicológica, que englobe Freud, Jung e outros gênios.

Deve haver uma explicação gerencial, com Mattos gastando mal o dinheiro do Nobre.

Deve haver alguma explicação esotérica, que fale do signo dos jogadores, da conjunção de Sol e Lua.

Deve haver uma explicação técnica que explique os dois gols em cobrança de escanteio e o terceiro gol do Água Santa, com oito passes sem interrupção.

Tudo pode explicar o 4 a 1.

Eu vou me ater a uma outra linha.

Faltou brio.

Faltou vergonha.

O jogo estava 4 a 1 e os jogadores trocavam passes como se estivesse 8 a 0 a favor. Como se o calor fosse de mil graus. Como se fosse um time sem passado, sem torcida, sem camisa a ser honrada.

Quando um time está perdendo de 4 a 1 é comum – e não digo que seja aceitável – que os jogadores se desesperem, corram feito loucos, participem das divididas com raiva e vergonha, apelem, façam faltas feias e sejam expulsos.

O Palmeiras?

Nada disso.

Perdeu de quatro sem nenhuma reação. Sem nenhum espasmo.

Sem nenhum brio.

Sem nenhuma vergonha.