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Palmeiras decola e São Paulo dá adeus
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Menon

O clássico confirmou a tendência detectada há alguns jogos. O Palmeiras quebrou o tabu e confirmou que é o favorito ao título. O São Paulo perdeu e a meta possível, agora, é a Libertadores.

A vitória foi construída no primeiro tempo. Não que o Palmeiras tivesse jogado maravilhosamente, mas teve concentração total. Muito foco no jogo. Ligado o tempo todo.

Foco e concentração são armas imprescindíveis ao time pior. No caso, o São Paulo. O Palmeiras pode se dar ao luxo. O São Paulo, não. E o time de Aguirre, como se dizia antigamente, estava avoado em campo.

E o Palmeiras fez dois gols de cabeça. O primeiro com o bom Gómez, aproveitando-se do mau posicionamento de Ânderson Martins, mal no jogo.

O segundo gol do Palmeiras saiu também de escanteio. Só que a favor do São Paulo. Um contra-ataque aproveitando a péssima recomposição do rival. A bola bateu na trave e o Palmeiras teve ainda nova chance. Deyverson matou o jogo. Talvez Sidão pudesse ter pego.

No segundo tempo, o Palmeiras ficou atrás e apostou no contra-ataque. Uma tática facilitada pela postura do São Paulo, que voltou sem meio-campo. Jucilei e Hudson na armação, Rojas e Everton dos lados e Diego Souza e Gonzalo Carneiro na área. Uma variação era o recuo de Diego Souza.

Fácil de marcar. Fecha os lados e toma cuidado com os cruzamentos. Foi o que se viu. Domínio verde e com chances de contra-ataque, principalmente por ter mais gente no meio. Gente mais talentosa, aliás.

Felipão ainda colocou Bigode. Cito o fato apenas para mostrar a diferença de nível de bancos. Bigode x Carneiro.

Aliás, é difícil entender a entrada do uruguaio e não do colombiano Trellez. Carneiro parece ser muito ruim.

Enfim, fez-se justiça. Cada um no seu quadrado. O Palmeiras de Scolari é o verdadeiro, não o de Roger. E o São Paulo precisa mostrar que não é só valentia e comprometimento. Que, aliás, também estão rareando no segundo turno.


Dudu destrói o Colo Colo
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Dudu deu lugar a Hyoran aos 30 minutos do segundo tempo. Foi muito aplaudido. Com merecimento. Fez uma partidaça. Um resumo insuficiente seria citar o golaço que abriu o placar. Recuperou uma bola no meio campo e a carregou até perto da área, de onde disparou uma bomba. E ainda sofreu o pênalti que Borja converteu.

Foi muito fácil o jogo. Afinal, ele começou com uma vantagem de dois gols. A tranquilidade aumenta. Graças também à segurança transmitida por Thiago Santos.

Mais uma barreira transposta. Agora, é esperar Boca ou Cruzeiro, grandes rivais. E no sábado, tem São Paulo, pelo Brasileirão.


Deyverson provoca, não segura a onda e pode prejudicar o Palmeiras
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No ano passado, gostei muito da apresentação de DEYVERSON no Palmeiras. Um cara simples, simpático e que me impressionou por ter a noção da grandeza do clube que defenderia. Alguém fora dos parâmetros “profissionais” dos jogadores de hoje. Bem, o início não foi fácil, ele se recusou a participar de uma decisão por pênaltis, passou a ser uma opção muito distante e tudo indicava que sua passagem pelo Palmeiras seria efêmera.

Com a chegada de Felipão, voltou a ter chances e tratou de aproveitá-las. Deu resultado, fez alguns gols, mas seu comportamento em campo tem sido ridículo. O Palmeiras disputa três competições e ele esteve suspenso nas três. Vive procurando briga, vive fingindo contusões (Neymar, perto dele é Robert de Niro) e adora uma provocação.

Das duas uma?

Deyverson  está sob pressão para dar certo e por isso perde a cabeça, com atitudes ridículas.

Deyverson é chato mesmo. Uma mala incorrigível.

De uma forma ou de outra, o Palmeiras pode se prejudicar. E temos uma pergunta. O que ele aporta em campo, como jogador, vale a pena diante da confusão que sempre o cerca.

Interessante notar que Deyverson não aguenta um gato pelo rabo. Ele provoca e não segura a onda. Contra o Corinthians, provocou com a piscadinha e depois abriu a boca. Seus companheiros de time precisaram se comportar como seguranças dele para que não entrasse em briga com os rivais.

E agora, contra o Cruzeiro? Deu umas embaixadinhas e levou, de troco, dois empurrões. O que fez? Encarou? Nada disso, ficou rolando na grama, como um poodle. E ainda levou uma bronca de Fred.

O comportamento varzeano de Deyverson pode atrapalhar muito o Palmeiras.

 

 


Palmeiras almoça líder. Macarrone da mamma vai bombar
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O almoço de domingo é uma das lembranças mais felizes da infância. Mamãe fazia macarrão com molho de tomate e brachola. Ou frango assado. Cada um tinha um pedaço do frango para chamar de seu. Meu pai ficava com a coxa. O peito era meu. E a gente pegava aquele osso para brincar. Eu e minha irmã.

Depois, mudei para a casa da minha avó. E o ritual era o mesmo, só que  mais farto. Dona Stela, a vó, gostava era mesmo de banquete. Comprava tudo no açougue ou na padaria. Muito macarrão e muita carne.

Domingo é dia de futebol e almoço em família. Instituições incrustadas no nosso imaginário coletivo. O almoço vem de mais tempo. É uma tradição que se mantém, às vezes imutável, às vezes um pouco modificada. O futebol é mais recente e bate de frente com o almoço. Em qual de nossas famílias, a mamma ou a nona não ficou magoada porque um filho foi jogar e voltou tarde? Ou outro saiu mais cedo para ir ao estádio? Mas precisa sair quatro horas antes, come um pouquinho, mas que fanatismo….

Hoje, o almoço nas famílias palmeirenses será muito feliz. O time ganhou com facilidade do Cruzeiros. Ambos com desfalques e o Palmeiras rendeu muito mais. Um lindo gol de Lucas Lima, bela cabeçada de Hyoran e um de pênalti, o primeiro de Gustavo Gómez, um zagueiro que pode marcar época no Palmeiras. Mesmo sendo muito bom, ele se atrapalhou em uma bola no primeiro tempo, o que permitiu que o árbitro cometesse mais um dos erros tão comuns no Brasil.

O Palmeiras é líder, pelo menos até as 16 horas. Os descrentes podem dizer que isso não é nada. É muito. Coloca pressão em cima de São Paulo, principalmente, e o Inter.

É hora de comemorar. Com tudo o que a mamma souber fazer. E, aliás, o texto aqui é historicamente defasado. O Palmeiras, há muito, não é só Itália. Ele soube se expandir por todas as classes e cores. Por isso, é gigante. Mas, cá entre nós, não tem nada melhor que uma bela brachola. Concordam?


Papelão de Sassá e do Palmeiras
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Menon

Cruzeiro e Palmeiras fizeram um belo jogo. Tecnicamente, não, mas com boas alternativas. Cruzeiro melhor no primeiro tempo, Palmeiras no segundo. Um resultado justo. E um papelão no final.

O que o Palmeiras tinha a reclamar no final do jogo? A contusão de Fábio parou o jogo por dois minutos e meio e o árbitro deu mais três. Para que brigar? Lutou quanto foi possível e não conseguiu o segundo gol. Dê a mão ao rival e desça para o vestiário.

Mas, não. Deyverson não consegue ficar longe de um bolinho. Adora um empurra-empurra. E seus colegas de equipe se transformam em seguranças dele. Não tem um jogo em que não apronte alguma coisa, vive expulso ou suspenso.

E Sassá?

Um murro na boca de um colega de profissão em um jogo que lhe deu a vaga na final? Qual o motivo? O que pode explicar uma agressão assim?

Se não tem capacidade para entender o que é esporte, o que é um jogo, que pense pelo menos de maneira pragmática. Ganhamos, não quero mais briga. Nada disso. Está suspenso. Fora da final.

Violento e burro.


Quem para o Palmeiras, locomotiva verde?
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Menon

A curva ascendente do Palmeiras no segundo turno aponta o time de Scolari com grandes chances de ficar com o título do Brasileiro. O grande favorito.

O Palmeiras terminou o primeiro turno com 33 pontos, em sexto lugar. Agora, tem 50 pontos e está em segundo. Ou seja, em sete partidas, ganhou metade dos pontos que havia amealhado em 19 jogos.

O aproveitamento no primeiro turno foi de 57,89%.  No returno, é de 80,95%. Uma melhora de quase 25%.

A comparação com os outros rivais é muito boa para o Palmeiras. Enquanto conseguiu 17 pontos, o que fizeram os outros? Inter (12), Flamengo e Grêmio (11), São Paulo (10) e Galo (9).

É ou não é uma escalada vertiginosa? Mas números não definem tudo. O importante é ver a diferença do futebol praticado pelo time. É muito melhor que os outros, embora não seja um esquadrão internacional.

Nem vi Palmeiras x Sport, mas vi São Paulo, América, Inter e Corinthians. Que pobreza! Dois jogos horríveis. Amanhã, falarei sobre eles.

O elenco do Palmeiras é muito melhor. No ataque, as opções são Willian, Deyverson e Borja. E há outros exemplos.

Vai ser difícil segurar.

 


Corinthians, justo campeão. Parabéns, Palmeiras
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Terminou a briga do campeonato paulista. O STJD confirmou o título para o Corinthians. O Palmeiras desistiu de novos recursos.

Eu fico em cima do muro. Não sei quem está certo.

O título do Corinthians é justo. Foi conquistado no campo. O time não tem culpa nenhuma da confusão armada por Marcelo Aparecido Ribeiro da Silva, que deu um pênalti de Ralf em Dudu e depois, misteriosamente, mudou de ideia. O jogo foi paralisado por dez minutos. E eu acho que um jogo de futebol deve terminar com 90 minutos, não deve ficar se estendendo por aí.

Então, o Palmeiras não deveria recorrer?

Teoricamente, não. Mas o clube fez muito bem. Colocou o dedo na ferida. A arbitragem paulista é ruim. A brasileira, também.  E é possível desconfiar que o árbitro teve ajuda externa na decisão. O que não poderia ter ocorrido.

O Palmeiras lutou pelo que achou direito. Foi até aonde seria possível ir. Lutou por suas ideias. Enfrentou a FPF. Rompeu com ela. Fez um bem danado ao futebol brasileiro. Tomara que continue nesta trilha. Que comande uma cisão na FPF. Que enfrente o presidente que não faz nada pelos clubes.

Parabéns aos dois.

 


Ramires foi o melhor de Bahia x Palmeiras
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Posso estar sendo precipitado, mas acho que vi um grande jogador nascendo. Ramires, de 18 anos, jogou como um veterano. Tomou conta do meio campo no jogo Bahia x Palmeiras.

Muito calmo, acertou 32 passes e errou seis. Frieza impressionante ao driblar Felipe Melo (ficou sentado) e dar ótimo passe para Gilberto fazer o gol do Bahia.

Fez ainda três desarmes. Não é daqueles jogadores espetaculares, com muitos dribles. Mas sua constância no jogo foi impressionante. Um produtor de jogo.

E o Bahia, que não é novo nem nada, renovou, na sexta-feira, seu contrato. Agora, vai até 2022. Bahia vai ganhar dinheiro com ele.

O Bahia começou dominando o jogo, a partir de uma boa marcação alta. O Palmeiras tinha dificuldade em sair da defesa. Como Hyoran jogava centralizado, o time não tinha jogadas pelos lados do campo.

A história mudou com as entradas de Dudu e Willian. Com pouco tempo em campo, mudaram o jogo. O gol saiu. Linda cabeçada de Felipe Melo.

E ficou a impressão de uma virada.

Não veio.

Seria injusto com Ramires.


Felipão, Jair, Mano, Aguirre e o medo de gol
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Menon

Jair Ventura assumiu o Corinthians. Perdeu de 1 x 0 para o Palmeiras e empatou sem gols com o Flamengo.

Em dois jogos, aproximadamente 190 minutos de futebol, chutou exatamente ZERO bolas ao gol. Zero.

Alguns amigos corintianos, pasmem, elogiam o treinador. Ele teria dado consistência defensiva ao time. Tucanaram a retranca.

Fica claro que, a continuar assim, o Corinthians conseguirá a classificação apenas nos pênaltis.

E o Palmeiras? Felipão disse uma frase assombrosa. “precisamos ter muito cuidado quando tivermos a posse de bola”. Ora, não seria o contrário? Se eu tenho a bola, é bom o rival ter cuidado?

Com o dinheiro que tem, com os jogadores que tem, o Palmeiras podia ser mais agressivo na busca do segundo gol. Marca um e recua, em busca de um contra-ataque. Se tivesse outra postura, poderia, quem sabe, golear o Corinthians.

O Cruzeiro ganha o prêmio de Melhor Retranca Fora de Casa. Ao contrário do Corinthians, tem boa opção de contra-ataque. Mesmo assim, parece sempre ser um time que aposta na decisão por pênaltis. Fábio garante.

O Flamengo ataca, ataca e chuta pouco. Troca passes, mas usa pouco os lados do campo. Não é um cultor da retranca, mas é pouco efetivo.

O São Paulo faz um gol e volta correndo para a defesa. Rejeita a bola e aposta na velocidade de Rojas e Everton. Pode dar certo, como contra o Bahia. Pode dar errado como contra o Corinthians, no Paulista. A classificação foi para o ralo aos 48 do segundo tempo.

Há muitas maneiras de jogar. E não sou eu que vou dizer para todos jogarem no 2-3-5 para termos grandes goleadas, em memória a um passado que não existe mais.

Mas é preciso ter, ao menos duas atitudes diferentes.

Os bons times, ao marcarem o primeiro gol e sentirem o abalo do rival, precisam buscar logo o segundo. Instinto assassino. Como hienas quando sentem cheiro de sangue.

E os times que dão a bola para o inimigo, precisam ter a possibilidade concreta do contra-ataque. Dois pontas que façam a recomposição, mas que saiam rapidamente para o ataque. E um centroavante.

Não dá para recuperar a bola e, em vez do gol, correr em direção às bandeirinha de escanteio e lá ficar em uma briga quase obscena pela bola.

Dá para melhorar nosso futebol. Basta diminuir o medo de jogar.


Gustavo Gómez precisa jogar todas
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Menon

O trabalho de Felipão no Palmeiras é bom. Muito bom. Não só pelos resultados, mas também pela recuperação de Deyverson.

Ele conseguiu montar dois bons times. Grupos homogêneos que se revezam no Brasileiro e nas Copas.

A sucessão de jogos cristaliza algumas opções. Felipe Melo, por exemplo, deve ficar no time do Brasileiro. Como é estopim curto, sempre é um perigo em mata-mata.

A segunda questão é Gustavo Gómez. O paraguaio é muito bom. Está em um patamar acima dos outros zagueiros. Ele deve atuar o máximo possível.

É um jogador duro no combate, bom pelo alto e rápido por baixo. Inexplicável que não forme com Balbuena a zaga da seleção paraguaia.

O gol do Cruzeiro poderia ser evitado por Gómez? Difícil dizer. O erro não foi individual, foi global. Posicionamento confuso, com marcação alta e zagueiro lento. Como nos tempos de Valentim.

Qual o principal campeonato jogado pelo Palmeiras? Felipe não faz diferença, mas é evidente que o torcedor adora um mata-mata. E vem Libertadores por aí. Seria importante ter Gómez em campo.