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Camisa de Senna, futebol de Nakajima
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Menon

Saudades do Diário Popular. Muitos amigos. Um deles, Nelson Nunes é quem fez o desabafo acima, que transformei em título do post.

O coração alvinegro extrapola o sentimento. Pode até ser exagero. Mas que o Corinthians jogou mal, jogou. Homenageou Ayrton Senna na camisa, mas quem parecia estar em campi era Satoru Nakajima.

Paquetá é um ótimo jogador. Fez dois gols e iniciou a jogada do terceiro, mas teve sua vida facilitada pela defesa. Dois gols de escanteio. A bola via e ninguém consegue tirar.

Gabriel, como lateral, foi péssimo. Levou um baile de Vitinho.

O ataque não funcionava e Jair Ventura colocou um sub-20, Pedrinho, e dois sub-40, Danilo e Sheik. Vai virar de que jeito?

O time ficou aberto e levou o terceiro.

Na decisão da Copa do Brasil, o time precisa jogar muito mais. Como? Buscando força na mística da camisa e na força da torcida. Porque, além disso que entraram, tem o Roger. Não é animador.


Treze nomes para Tite iniciar a renovação necessária
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A preparação da seleção brasileira começou errada. Tite não deveria continuar depois do trabalho regular e morno apresentado no Mundial da Rússia. E o segundo erro vem com os amistosos contra EUA e El Salvador. O que acrescentam estes adversários? Nada. Acho que a seleção deveria voltar a se reunir apenas em 2019, mas como teremos Copa América no Brasil é correto antecipar os trabalhos.

Da turma que foi à Rússia, eu daria um descanso para Neymar. Já que os rivais serão EUA e El Salvador, deixemos nosso maior craque de lado. Ele não é necessário e sua ausência temporária facilitaria dar chance a novos jogadores. O que eu acho, deveria ser a prioridade da convocação.

Também deixaria fora Thiago Silva e Miranda, que já passaram dos 30. Marcelo também. Ele é ótimo, mas fez duas Copas ruins. Pode voltar depois. Fernandinho e Paulinho, eu deixaria fora de qualquer plano. Duas Copas ruins de cada um. E olha que sempre fui fã de Paulinho. Taison? Não. Não. Alisson, também não levaria. Daria chance a Ederson.

Eu chamaria 13 jogadores novos. É hora de iniciar um novo ciclo. Nem todos chegarão ao Catar, mas a primeira chance deve ser dada agora.

Militão – É ótimo marcador, o melhor do Brasil no um contra um. Além de lateral, pode jogar de zagueiro também. Tem nove anos a menos e 20 centímetros a mais que Fagner.

Felipe –  É titular do Porto há dois anos e grande destaque do time. Tem altura (1,90m) e técnica. Tem 29 anos.

Dedé – O melhor zagueiro do Brasil. O melhor zagueiro brasileiro. Estava na lista dos 35. Tem 30 anos.

Arana – Misto de Marcelo e Filipe Luis, o que não significa que seja melhor que eles. Mas, aos 21 anos, é o substituto natural.

Maycon – Também com 21 anos. Volante que marca e chega ao ataque.

Arthur – Vai ser titular rapidamente, formando dupla com Casemiro. Marcará época na seleção. Foi um grande erro não estar na Copa da Rússia. Tem 22 anos.

Malcom – Agora, pelo Barcelona, tem tudo para aparecer ainda mais. Outro com 21 anos, vai ficar com o lugar de Willian.

Lucas Paquetá – Estava na lista dos 35 e dever ter oportunidade, apesar de haver decaído um pouco. Tem 21 anos.

Vinicius Júnior – Tem 18 anos e joga pelo Real Madrid. Precisa explicar?

Richarlison – Tem 21 anos e estreou pelo Everton fazendo dois gols. Veio do Watford. Tem experiência na Europa, força e técnica.

David Neres – Tem 21 nos, 54 jogos, 23 gols e 11 assistências pelo Ajax.

Pedro – Tem 21 anos e 25 gols pelo Fluminense. Tem grande poder de finalização e cabeceio. É um tipo de jogador que faz falta ao futebol do Brasil.

Paulinho – Apenas 18 anos, uma das grandes revelações recentes do futebol brasileiro.

Acho que a base da renovação passa por eles. Muitos estarão no Catar.

Apenas por curiosidade: eu escalaria a seleção com Ederson, Militão, Marquinhos, Dedé e Arana; Casemiro e Arthur; Douglas Costa, Coutinho, Richarlison e Pedro.

Dá para ganhar de EUA e El Salvador.

E vocês, convocariam quem?


Tite e a viagem atrasada ao Sul. Artur está em Barcelona
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Na padaria, encontrei o colega Dias, nordestino fanático pelo Botafogo. É um caso comum. “Era moleque, ouvia a Rádio Nacional, que transmitia jogos do Rio e virei botafoguense”. E depois, recita grandes times do time da Estrela Solitária. Agora, está triste. “Meu time é endividado. Estão loucos para vender o Rabelo e o Fernandes por uma merreca. E depois, contratam jogador ruim como Aguirre e Leo Valencia. É o fim do futebol”.

Dias não entende o que Tite foi fazer no jogo. “Vai observar, quem? Rodrygo, do Santos? O Rabelo? Todo mundo já conhece. O Rodrygo já vai para a Espanha e o Rabelo para algum lugar. Não tem nada para ver nesse jogo”.

E é verdade. Tite vai lá, olha e nada vai resultar da visita. No fim, ele convoca os que estão fora.

É o caso de sua presença no campo para ver Grêmio x Flamengo. É um tipo de visita que deveria ter dado resultado no ano passado ou no primeiro semestre. Tite, com certeza, viu Artur jogar. Chegou a convocá-lo. E viu Vinícius Jr também. Não levou nenhum dos dois ao Mundial. Hoje, um mês após a Copa, Artur “deslumbra” (foi esse o título de um jornal) no Barcelona e Vinícius Jr. é muito elogiado no Real Madrid. E, na Copa, estavam Fernandinho, Paulinho e Fred (contundido), além de Taison, que não atuou.

Agora, ele foi ver quem? Paquetá? Esse é tão bom que já esteve na lista de 35 da Copa. Geromel? Esteve na Copa e já passou dos 30. Everton Ribeiro? Esperemos para ver quem será convocado. Para mim, são visitas a campo para matar saudades e fazer uma política de boa vizinhança. Espero que se comporte e não vibre em algum gol do Corinthians, como fez no ano passado


Jael, cruel com o Flamengo, bonzinho para o São Paulo
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Jael, centroavante, bate o pênalti como se fosse um massagista.

Jael, centroavante, faz um gol de… centroavante. Cabeceou a bola e a cabeça do colega Marinho.

Jael, centroavante, dá um passe lindo, passe de meia, para Marinho, o ponta maluquinho, fazer o segundo.

Jael, o cruel, foi o carrasco do Flamengo. O time reserva, com Douglas, Mateus Henrique e  Marinho, conseguiu o que o time titular não conseguiu há dias: vencer o Flamengo.

Flamengo, que teve Vitinho, Everton Ribeiro, Geuvânio, Paquetá, Lincoln e Marlos, todos bons de bola, com muito toque, mas pouco chute.

Jael colocou o seu Grêmio perto da ponta. E acendeu a esperança dos são-paulinos.

É só ganhar do Vasco que será líder?

Só? Precisa jogar muito mais do que na derrota para o Colón.

Caso contrário, pode até perder.

 


Renovação sente falta de um 9 e de um 10
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É hora de um novo ciclo na seleção. De um trabalho já visando 2022, com gente jovem chegando para se juntar ao que restou da Copa da Rússia.

Eu trabalharia com Ederson, Alisson, Marquinhos, Casemiro, Coutinho, Neymar, Jesus, Firmino e Douglas Costa.

À essa base, juntaria Dedé, o grande zagueiro do Cruzeiro. Tem 30 anos.

A renovação viria com Militão (São Paulo), Thuller (Flamengo), Felipe (Porto), Guilherme Arana (Sevilla), Maycon (Shakhtar), Paquetá (Flamengo), David Neres (Ajax), Paulinho (Leverkusen), Vinícius Jr (Real Madrid), Richarlison (Wattford). Ainda há Fernando (Shakhtar), Lyanco (Torino), Pedrinho (Corinthians), Jorge (Monaco) e Malcon (Monaco. E Rodrygo. É Thiago Maia.

Dos nomes jovens citados, Arthur é o melhor. Jogador para ser titular nas três próximas Copas. Deveria ter jogado na Rússia. Felipe, Vinícius Jr, Paulinho, Maycon e Militão me parecem prontos para grandes responsabilidades.

Então, está tudo bem?

Longe disso.

Não vejo um atacante com bom cabeceio, com poder de decisão, capaz de ganhar a disputa no ombro, no tranco, com chute cruzado. Alguém capaz de fazer os gols que a Croácia fez na Inglaterra.

Não é por acaso que Ricardo Oliveira e Fred ainda tenham mercado.

Meu amigo Luís Augusto Mônaco, do espetacular http://chuteirafc.cartacapital.com.br/ lamenta a auseausê de um 10 pensador. Um Alex. Se não der, um Ganso ou Lucas Lima mais dinâmicos.

Sem esse tipo de jogador, a construção de jogadas se faz muito pelos lados, com triangulações e aproximação. Vinícius Jr, Neres, Richarlyson, Pedrinho, Malcon, Rodrygo são bons exemplos, mas não se faz um time de uma única maneira.

O trabalho principal de Tite é descobrir um centroavante e um meia pensador para seu time. Pensador e dinâmico. Tem quatro anos para isso.


Time do povo vence com garotos e lidera com folga
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Chute de Paquetá e gol de Vizeu. Os garotos resolveram e o Flamengo derrotou o Corinthians. Chegou a 20 pontos, quatro a mais que Grêmio e São Paulo. Pode diminuir, se o Flu vencer o Paraná. Mesmo assim, a liderança estará garantida por mais uma rodada.

Vitória muito justa. Foi melhor a maior parte do jogo e poderia até ter marcado antes, não fosse outra partida ruim de Henrique Dourado.

E se o Flamengo teve Vizeu, Paquetá, ViniViní Jr e Lucas e Jean Lucas, o Corinthians, depois de ficar recuado a maior parte do jogo, tentou o empate com Roger, Marquinhos Gabriel e, ele, Kazim. Não deu. Foi a terceira derrota em quatro jogos de Osmar Loss.

Sobrou a reclamação no final, com o encerramento do jogo quando a bola caminhava para Roger. Daronco acertou, pois havia apitado antes, quando o zagueiro havia despachado a bola.


Paquetá e Vinícius Jr. sofrem com a lógica torta de Dourado e Álvaro Dias
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Alguma, ele fez.

A frase, aparentemente banal, carrega uma crueldade imensa. Foi muito usada nos tempos da Ditadura. Alguém era preso e, mesmo sem saber o motivo, os “cidadãos de bem” justificavam a prisão. Alguma, ele fez.

O agredido é culpado pela agressão. Triste lógica. Tristes trópicos.

O senador Álvaro Dias afirma que é contra a violência, mas (sempre há um mas) que os atentados contra o acampamento de fãs do presidente Lula podem ter sido represália a uma provocação? Qual? Não explica. Ou, tudo pode ser uma encenação. Como? Também não explica. Depois da descaracterização e das dúvidas lançadas ao vento, diz que é contra a violência.

O volante Rodrigo Dourado, campeão olímpico, ao analisar a expulsão de Pottker, seu companheiro de Inter, por dar uma cabeçada em Paquetá, usou a lógica torta de Álvaro Dias. Para ele, os garotos do Flamengo são bons de bola, se entusiasmam com o Maracanã cheio e partem para a provocação, o que leva à reação. A agressão justificada. Na conta do agredido.

No caso de Rodrigo, ao contrário de Álvaro Dias, fica mais fácil imaginar qual é a provocação. Ela é futebolística, com pés passando por cima da bola, com dribles em excesso, tudo ao estilo Neymar.

Contra Rodrigo Dourado, fica a lembrança de como foi covardemente agredido por Edílson, em um Grenal recente. Quem sofreu na cara a dor de um murro, de uma violência injustificável, não pode ser conivente com nada. Álvaro Dias, que conheceu a ditadura, também não deveria usar argumento tão tosco, mas é melhor esperar alguma coisa de um volante do que um senador.

E o que fazem Vinícius Jr. e Paquetá?

Jogam futebol de alto nível. Não agridem, não mordem, não chutam. Driblam e passam. São bons de bola.

E são muito chatos. Como Neymar.

Nada que justifique uma agressão, mas são chatos.

Não há nada nas regras de futebol que justifique uma punição ao drible-humilhação. Aquele no meio de campo, de lá pra cá, de cá pra lá, sem projeção vertical e sem consequência técnica alguma. É apenas humilhação. Pode trazer dividendos práticos em caso de o rival se desesperar e levar um cartão. Ou ser expulso.

Mesmo assim, mesmo com um retorno prático, eu acho o drible humilhação uma bobagem.

Por ser humilhação. Por não ter esportividade. Típico de quem não sabe vencer.

Não sou eu que vou pedir que não façam mais. Não sou eu que vai justificar a agressão. Não sou eu que vai condenar Paquetá e Vinícius Jr. Seria muita covardia exigir dignidade e humanidade de dois meninos no país em que Álvaro Dias é senador e pode ser presidente.


Flamengo tem espírito perdedor
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Na 17ª rodada do Brasileiro, o Flamengo enfrentou o Corinthians em Itaquera. Foi ajudado com a anulação de um gol de Jô, mas poderia ter vencido o jogo. Diego perdeu um gol feito. Chegou a 29 pontos e ficou a 12 do próprio Corinthians. Difícil sonhar com título, mas as esperanças renasciam.

E o que se viu nas duas rodadas seguintes?

Na 18ª, o Flamengo vencia o Santos, no Pacaembu, e permitiu uma virada em oito minutos. O Corinthians foi até Minas, fez 1 a 0 no Galo. No final do jogo, marcou o segundo.

Na 19ª rodada, o Corinthians fez o trabalho de casa, vencendo o ascendente Sport, em Itaquera. E o Flamengo, também em casa, perdeu para o Vitória, que continua no Z-4, apesar da vitória, com gol de pênalti de Neílton sobre o goleiro que pegou pênalti de Messi e CR7.

A tal frase “deixaram chegar….” e o tal cheirinho não se justificam. E, não é de hoje, como mostra o texto do Miguel Caballero. Nos últimos anos, o Flamengo tem se mostrado um clube sem poder de decisão, um clube que amarela na hora necessária. Os tais jogos que precisam ser vencidos, as tais finais dentro dos pontos corridos não são para o Flamengo. Foi assim na Libertadores, por exemplo, perdendo todos os jogos fora de casa. E tem sido assim no Brasileiro.

A 18 pontos do líder, está na hora de o Flamengo pensar em conquistar uma vaguinha para a Libertadores. No más.

O jogo contra o Vitória mostrou uma escalação pronta para o tudo ou nada. Quatro zagueiros, um volante (Arão), três meias (Everton Ribeiro, Everton e Diego) e dois atacantes: Geuvânio e Vizeu. Um time para sair na frente rapidamente. Mas, e se não sair?

Não saiu. O Vitória aguentou a pressão e fez o primeiro, após uma falha grotesca de Arão. Mas, se é para jogar com um volante só, não seria melhor jogar com um que saiba rifar a bola, fazer o jogo sujo?

Zé Ricardo mostrou falta de convicção. Escalou um time em um esquema que ele não acredita. Trocou Geuvânio por Berrio. Depois que sofreu o segundo, tirou Everton, meia, e colocou Vinícius Jr, o garoto que vale um estádio. O esquema passou a ser o 4-1-2-3. E, depois o 4-0-3-3, com Paquetá em lugar de Arão.

Jogador de base geralmente não entra no time quando a situação está boa. Entra na pior e vai mostrando serviço. Mas, é correto tentar uma virada assim, nos últimos 20 minutos com Vinícius Jr. e Paquetá?

O Flamengo perdeu. Mais uma vez, quando precisava ganhar. É um time sem força mental e que não resiste à pressão de sua torcida. Uma torcida que também é iludida pelo que chamo de Flapress. Me lembro da apresentação de Diego, quando um repórter perguntou: “como se sente chegando no maior clube do Brasil?”

Há uma narrativa que transforma todo reforço em craque. Nem falo de Diego ou Everton Ribeiro, mas Geuvânio foi recebido como se fosse Robben.

O oba-oba cria lendas. A mais fantasiosa de todas é: “deixaram chegar, agora aguenta”… Nesse aspecto, o Flamengo não assusta ninguém


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