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Vasco não precisa de Eurico. Eurico precisa do Vasco
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Menon

“Eurico Miranda é o câncer do futebol brasileiro”.

A frase acima sempre me incomodou. Não gosto de comparações com doença, principalmente câncer. E sempre achei que, se Eurico saísse de cena, pouca coisa mudaria. Tem muita gente como Eurico na direção do futebol brasileiro. Gente mais elegante, mais fina, mais educada, mas também compromissada com a falta de gestão na CBF, por exemplo. Nenhum dirigente brasileiro se diferencia de Eurico na hora de manter del nero, marin, ricardinho teixeira no comando do nosso esporte preferido.

Eu cheguei – tolinho que sou – a me iludir. Eurico é tosco, mas ama o Vasco.

Perdão.

Eurico ama Eurico.

E é mentira que o Vasco precisa dele, como repete sempre, com empáfia.

Não saio porque o Vasco precisa de mim.

Tudo indica que Eurico é que precisa do Vasco. Que Eurico ama Eurico e euriquinho.

Quem ama o clube não permite que chegue às manchetes como chegou. Com suspeita de saque. Com rescisões apressadas de jogadores de Carlos Leite.

A relação é complicada. Jogadores de Carlos Leite com bom mercado (Mateus Vital e Paulinho) saem ou podem sair. Jogadores sem mercado (ainda que bons) como Wellington e Breno assinam por três anos.

Eurico deixa o Vasco sob suspeita. A frase tem dois sentidos. Eurico está sob suspeita. O Vasco está sob suspeita. Quem ama, não mata. Eurico não mata, mas fere o Vasco.


Coutinho no lugar de Dembélé. E depois, de Iniesta
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Assim como o rio corre para o mar, assim como não há amasso sem beijo e pizza sem queijo, Philippe Coutinho tomará o lugar de Iniesta e jogará ali, por trás do tridente. Só que não vai ser agora. Iniesta tem 33 anos e ainda joga muita bola. Quando parar, ou Barça já tem o substituto definido. O que, evidentemente, não significa que o brasileiro ficará esperando por dois ou três anos.

O Mundo Deportivo, jornal da Catalunha, aponta outras três possibilidades de atuação de Coutinho no time titular. Internamente, no lugar de Raktic ou aberto nos lugares de Messi ou Dembélé. Eliminemos, para atestar nossa sanidade mental, Messi.

Raktic? Não acredito. Esse lugar vai ficar com outro brasileiro, muit menos badalado. Paulinho tem dado outra dinâmica ao Barcelona, com seu jogo de ruptura, menos técnico que o do croata, mas necessário para que o time de Valverde mude de estilo. Paulinho tem menos passe, mas mais força, mais chegada, mais cabeçada e muito mais capacidade de romper as linhas.

Temos, então, uma dura notícia para o francês Ousmani Dembélé. Apesar de destro, Coutinho joga muito bem pela esquerda, com arranque, drible e o chute cruzado, com a direita. Muito zagueiro deslocou a coluna por causa disso. E há ainda outra opção, um pouco mais atrás, formando dupla com Iniesta e com o Barça abrindo mão de seu incomparável 4-3-3.

São muitas opções dadas por Coutinho. E já tem catalão, em evidente exagero, dizendo que não teria lugar para Neymar nesse time. É a voz da paixão.  A voz da loucura de quem se viu traído.


Neres, Malcon e Richarlison estarão na Copa. Do Catar
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Há poucas vagas no trem Brasil que chegará à Rússia em pouco tempo. Tite conseguiu uma classificação espetacular e, nada em seu passado, indica que dará chances a quem não esteve com ele em algum momento. Prefere Diego, que não tem jogado nada do que alguns esperavam. Aliás, acho que esperavam de Diego um futebol que ele nunca mostrou. Altas expectativas de uma torcida enorme e apaixonada.

Assim, não vejo que haverá chances para David Neres, Richarlison ou Malcon. E, caso a tenham, não acho que mudará muito. Não conseguirão ir a Moscou. Mas o Catar está logo aí, o que pode ser bom para eles, mas é péssimo para o futebol mundial. Não há sentido esportivo ou ético que justifique uma Copa no Catar.

O futebol que os três garotos da turma-97 estão jogando, ao contrário, prenuncia um futuro brilhante e já justifica uma convocação.  Malcon chegou ao Bordeaux em 2016 e é um dos destaques do campeonato francês. Richarlison e Neres chegaram em 2017 e estão fazendo sucesso no Ajax e no Watford, respectivamente. Já se fala, com ênfase, no desembarque de Malcon e Neres em ligas maiores.

Se eles não fossem brasileiros, já estariam garantidos no Catar. Ou, possivelmente, na Copa da Rússia. Aqui, o que pode tornar a vidas deles mais complicada é a chegada de mais e mais jogadores de qualidade na base brasileira. Terão a concorrência de Paulinho, Lincoln, Alanzinho, Vinícius Jr. e Brenner, todos do terceiro milênio.

O surgimento de novos jogadores no Brasil é algo incomparável, algo que faz bem ao futebol. Um jovem europeu, ao chegar à seleção principal, tem uma carreira constituída e sólida na base. Um jovem brasileiro que tem uma carreira sólida na base, pode ser surpreendido pela descoberta tardia de algum outro da mesma idade e que nunca esteve na seleção. Alguém que deixou o Brasil com 15 ou 16 anos, por exemplo, e não é conhecido por ninguém. Um bom exemplo é o goleiro Ederson, que estará na Rússia e, muito provavelmente no Catar.

Pena que aproveitemos tão pouco de nossas joias. Neres jogou oito partidas pelo São Paulo. Richarlison fez 67 pelo Fluminense e Malcon jogou apenas 73 jogos pelo Corinthians. Fizeram um total de 32 gols. Na Europa, já marcaram 33 vezes. E contando…

 

 


Pouco Neymar para muita retranca
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Catenaccio italiano. Ferrolho suíço. E o que a Inglaterra apresentou contra o Brasil, como se chama. R E T R A N C A. Me lembrou de uma foto da seleção do Uruguai, no Maracanã, na véspera do jogo decisivo da classificação para a Copa de 94. Os 22 jogadores, mais dirigentes e ídolos da Copa de 50 posaram na frente do gol. Um recado de que não passaria nada. Romário não viu a foto e logo fez dois gols e acabou com a pose celeste.

Neymar foi o melhor do Brasil no duro teste. Um lindo passe de trivela para Gabriel Jesus, algumas arrancadas, bons passes, mas faltou muito. Faltou porque nada mais funcionou e tudo ficou em suas mãos. Ou pés. Precisava ter brilhado mais, ousado mais, triplicado o que fez. Talvez assim, o Brasil vencesse.

E, se o brilho de Neyar foi insuficiente, o motivo está na má partida dos outros. Ao se fechar, com cinco zagueiros e três volantes e tendo pouca velocidade de contra-ataque, a Inglaterra deu um grande espaço para o Brasil trabalhar no meio-campo.

E não funcionou.

Faltou a projeção de Paulinho ou até de Casemiro. Uma chegada forte, vida de trás. Só apareceu com Fernandinho.

Faltou jogo ofensivo aos laterais. Daniel estava irritado e Marcelo, blasé. Pouco ataque.

Faltou drible.

A meu ver, Tite deveria ter colocado Willian ao lado de Coutinho, saindo Renato Augusto. Ele preferiu tirar Renato Augusto e colocar Fernandinho. Uma opção válida que ele tem levado em conta.

Em resumo, no dia em que pôde escalar sua seleção principal, com todos os titulares, Tite não conseguiu descobrir o segredo do cadeado. Precisava de um mágico. E o mágico foi bom, apenas. Precisava ser ótimo, já que os assistentes….


Barca tricolor tem time completo e mais o banco
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Uma enorme barca, mais para transatlântico, partirá do Morumbi no início do ano. Muitos jogadores deixarão o clube.  O pensamento da diretoria é contratar alguns nomes de peso e completar o elenco com a ascensão de jogadores da base. Mas, tudo depende de qual divisão o São Paulo disputará em 2018.  Se estiver na A, o investimento é maior. A relação dos que saem ou devem sair é a seguinte.

Denis – O contrato termina no final do ano e ele não fica. Teve todas as chances para ser titular e não se firmou.

Renan Ribeiro – Se Denis não se firmou como sucessor de Ceni, Renan não se firmou como sucessor de Denis.

O São Paulo procura um goleiro que traga confiança ao time. O nome mais cotado é o de Weverton, do Furacão. Valter, do Corinthians, também é uma possibilidade. Sidão, Lucas Perri e mais um goleiro da base serão os outros nomes para 2018. Sidão, que tem melhorado nos últimos jogos, ainda não é unanimidade.

Buffarini – Ele tem mercado na América do Sul e já foi citado como reforço de Boca e San Lorenzo.

Bruno – Tem contrato longo, mas pode ser envolvido em negociações. Nunca se firmou.

Lugano – Contrato termina no final do ano. Ele vai continuar a carreira em outro clube, em outro país. Quer jogar por mais dois anos.

Rodrigo Caio – O São Paulo acende velas diariamente para receber uma oferta em torno de 15 milhões de euros.

Aderllan – Veio da Europa e não é levado em consideração. Um mistério. Um novo Douglas?

Breno, que está fazendo um bom (apenas bom) trabalho no Vasco, pode voltar. Militão pode assumir a zaga.

Edimar – Contrato termina no final do ano.

Junior Tavares – Pode sair para o futebol holandês. No clube, é considerado um jogador para explodir em 2018.

Jucilei – Os chineses pedem 8 milhões de dólares e o São Paulo tenta negociar um preço menor.

Cícero – Já saiu. Não participa mais do elenco e fica apenas até o final do ano.

Thomaz – O São Paulo busca um clube para ele.

Wellington Nem – Sofreu várias contusões e não ficará.

Denílson – Contrato até o final do ano, apenas.

Marcinho – Começou bem, caiu e não fica.

As categorias de base do São Paulo têm cinco jogadores de bom nível para a função de atacante pelo lado do campo: Paulinho Boia, Paulinho, Marquinhos Cipriano, Murilo e Caíque. Tem idade entre 18 e 20 anos. Alguns, ou pelo menos um, será levado em conta para substituir Nem, Denílson e Marcinho.

Gilberto – O artilheiro do time disse que deseja sair, para ser titular. No São Paulo, Pratto é indiscutível.

Brenner, de 17 anos, é uma opção. Mas algum reforço deve vir.

Cueva – Se o São Paulo receber uma boa oferta, não pedirá uma ótima oferta.

O trabalho vai ser duro e há um consenso de que a equipe, como em 2017, não pode ser montado durante o Brasileiro.


Paulinho, o quebra-muros, o rompe-linhas, virou heroi na Espanha
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OS Flinstones, em espanhol, são os picapiedras. Como Paulinho

 

Ernesto Valverde, técnico do Barcelona, quando questionado sobre a contratação do questionadíssimo Paulinho, disse que ele era um jogador diferente do que havia no elenco, um jogador forte, vertical e que ajudaria muito o time. Após, a vitória sobre o Getafe, conseguida com um gol de Paulinho, a cinco minutos do final, ele disse: “Estava muito difícil chegar à ultima linha. Precisava mudar alguma coisa porque estávamos batendo em um muro”.

Ele olhou para o banco e entre André Gomes e Paulinho escolheu o brasileiro. Que fez o gol ao seu estilo. Avançou verticalmente, pediu a bola a Messi (ah, como é ótimo pedir uma bola a Messi), recebeu o passe, avançou, abriu o braço, impediu a chegada de um defensor e chutou cruzado. O muro estava rompido. A última linha estava vencida. Paulinho é isso, o quebra-linhas, o rompe-muros (ou vice versa). E é também o herói do jogo, como disseram os jornais da Espanha.

El Mundo Deportivo: “Paulinho recebeu a bola, controlou na corrida, afastou-se do agueiro e soltou um chicotaço cruzado que superou o goleiro Guaita. Paulinho, uma contratação de que se duvidou muito, mas que foi decisivo e Getafe para dar o triunfo ao Barça”

El Mundo: “Paulinho. Faz me rir por haver se exilado na China. Por haver baixado até os bueiros do futebol, porque na superfície ninguém reparava nele. Por haver fracassado no Tottenham. Mas, sobretudo por haver custado 40 milhões de euros. Paulinho, cuja apresentação teve o glamour de uma partida de bingo em um hotel, se calou ante tanta troça. E respondeu em Getafe. Ali, não esquecerão a fortaleza de seu corpo, onde se estralou o pobre Djené. Tampouco a flexibilidade de seu pé, um martelo que permitiu ao Barça salvar o triunfo em uma tarde com cheiro de naftalina” (…) Messi atendeu o pedido de Paulinho para abrir a fechadura, intrometer-se entre os defesas, acabar com a fama de proscrito e libertar a um Barcelona, que se mantém pleno na Liga.

 

 

 

 


Paulinho foi contratado para mudar o Barcelona
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A contratação de Paulinho causou espanto entre torcedores do Barcelona espalhados pelo mundo. Todos têm dificuldades em ver o estilo do titular da seleção brasileira se encaixar no jeito Guardiola de ser, com o culto à posse de bola e à troca de passes. São viúvas de algo que já se modificou a partir da chegada de Luís Henrique e que parece se aprofundar agora, com a chegada de Ernesto Valverde e a saída de Neymar.

É um novo Barcelona em construção. E Paulinho foi uma contratação cirúrgica. O Barça tentou ainda antes da saída de Neymar, oferecendo 20 milhões de euros aos chineses, que bateram o pé e exigiram o que conseguiram: 40 milhões de euros, o valor exato da multa.

Um indicativo de que o Barça queria Paulinho e mais ninguém. O clube catalão consultou Tite, que recuperou Paulinho para a seleção brasileira, depois de uma péssima copa sob o comando de Felipão.

Ora, alguém consulta o treinador da seleção e gasta 20% do que arrecadou com a saída de Neymar para ter um jogador que não se adapta a um esquema? Para mim, a leitura é outra. Paulinho foi contratado para mudar o esquema. Fica mais claro ainda com a declaração de Valverde: “Paulinho é um jogador muito importante no Brasil, um jogador que tecnicamente é importante, um jogador forte que nos pode ajudar desde outra perspectiva. Não há outro jogador como ele no elenco”

Ou seja, Paulinho veio para mudar o Barça. Desde o apito inicial, ou desde o banco. Depende dele.

Paulinho é o típico quebra-linhas. As tais duas linhas de quatro precisam ser atacadas também com a infiltração dos volantes. Mal comparando, é o que Thiago Mendes faz e Petros não faz. É o que Paulinho faz e Busquets não faz. Os dois podem jogar juntos, com a saída de Raktic. Ou os três, com um descanso a Iniesta (que não vai jogar todas).

Capaz de fazer três gols no Uruguai em Montevidéu, me causa espanto que Paulinho cause tanta rejeição nos culés brasileiros. A realidade está aí para todos verem. Paulinho foi monstro no Corinthians, ganhou Libertadores, ganhou Mundial e está sendo monstro na seleção. Os puristas guardiólicos preferem lembrar de seu insucesso com Felipão e no Tottenham. Faz parte da má vontade que existe contra o futebol brasileiro. Um vira-latismo que não se sustenta quando se dá uma rápida olhada sobre a história do futebol mundial.


Paulinho x Vinícius Jr., um duelo que faz bem para o Brasil
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No sábado, Vinícius Jr. entrou e mudou um jogo. Deu um belo chapéu e sofreu o pênalti que deu a VITÓRIA sobre o Coritiba. No domingo, Paulinho começou desde o início e foi fundamental na vitória do VASCO sobre o Galo. Fez história ao superar Vinícius Jr e Brenner, do São Paulo, tornando-se o primeiro jogador nascido em 2000 a marcar em um Brasileiro.

Quem é melhor? A batalha tomou conta das redes sociais. Os vascaínos curtindo, com todo o direito, o momento de glória de seu garoto, afirmavam que Vinícius Jr. era marketing e só. Que o bom da dupla é Paulinho. Como se apenas um fosse bom. E o pessoal do Flamengo, argumentava sacando o talão de cheques. O Real Madrid pagou 45 milhões de euros por quem mesmo? Como se o argumento pecuniário resolvesse tudo.

Para mim, vence o futebol brasileiro, cumprindo sua gloriosa missão de se renovar a cada ano, a cada semestre. Os dois e mais Alanzinho, do Palmeiras, foram fundamentais no Sul-americano sub-20. Os três e mais Brenner podem trazer o mundial da categoria para o Brasil.

Procurei o amigo Dassler Marques, especialista em futebol. E em futebol de base também. Pedi que ele falasse sobre os dois.

“Os dois estiveram juntos no título sulamericano. Foram os dois melhores do Brasil. Começaram no mesmo nível, mas do meio para o final, Vinícius se tornou protagonista. Ele é um jogador inventivo, ousado, grande poder de drible, qualidade nas duas pernas, presença física, assistência e gols. Se melhorar o trabalho sem bola e jogar mais coletivamente,ser menos individualista, tem tudo para ser um dos melhores do mundo. Por isso, o Real Madrid pagou tanto. A expectativa sobre ele é muito grande, muita pressão para quem acabou de fazer 17 anos.

O Paulinho entrou em um cenário com menos expectativa, o que facilita. É forte, inteligente, eficiente, sabe construir jogo e vem de temporadas muito boas na base.

Os dois são muito bons e é besteira diminuir o Vinícius Jr por conta do que o Paulinho fez contra o Galo, até porque o Vinícius também jogou bem contra o Coritiba”

O bacana, eu acho, não é partir para comparações excludentes e sim imaginar os dois, na Copa de 2022, formando um trio com o recém trintão Neymar.

 

 


Paulinho comanda Vasco do terceiro milênio
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Olhem duas fotos de Paulinho, que se transformou, contra o Galo, no primeiro jogador nascido a partir de 2000 a fazer um gol no Brasileiro. E foram logo dois, superando Vinicíus Jr, do Flamengo, o garoto que vale um estádio, e Brenner, do São Paulo. Olhem como Paulinho ganhou força. Como o Paulinho sub-15 é diferente do Paulinho sub-17.

Ganhou força e não perdeu habilidade, o que é muitíssimo importante. Com 17 anos, foi o destaque do Vasco, que terminou o jogo ainda com Paulo Vítor, 18, Mateus Vital 19, e Guilherme Costa, veteraníssimo, com 23, em campo.

É o caminho para o futebol brasileiro, fadado a vender jovens promessas. É só lembramos de Douglas, também do Vasco, que foi para o Manchester City há alguns dias, com menos de 20 anos e menos de 40 partidas pelo clube.

Paulinho, Brenner e Vinícius Jr. podem formar o ataque do Brasil no Mundial sub-17. Todos profissionais. Todos já com o Brasileiro no currículo.

É o futebol que se renova a cada semestre.

Paulinho estreou contra o Vitória e deu um passe para gol. Jogou contra o São Paulo e foi muito bem. E, agora, fez dois no Galo.

Importante saber que, talvez, não jogue bem na próxima. Ou nas próximas. Importante ter paciência e preservar o garoto. Importante saber também que, talvez não seja nada disso e que ele já esteja pronto para jogar como Gabriel Jesus, Douglas e tantos outros.

Importante é ficar feliz pela renovação e por ver o Vasco bem melhor do que se previa. Um Vasco forte e renovado. Vascão terceiro milênio


Onze micos e muita decepção
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Alguns foram contratados. Outros, já estavam no elenco esperando a sua hora. Outros, retornaram ao porto seguro. E todos, de uma micoleaomaneiro ou outra falharam. Decepcionaram muito. É a seleção das decepções nesse semestre de 2016.

DENIS – Chegou ao São Paulo em 2009 e pacientemente esperou uma oportunidade de substituir Rogério Ceni. E mostrou uma insegurança muito grande para sair do gol, principalmente em jogadas pelo alto. Debaixo das traves, vai bem, mas é pouco.

LUCAS – Veio para o Palmeiras respaldado por uma boa temporada no Botafogo e está indo muito mal. Tem boa presença ofensiva, mas falha bastante na defesa. Tenta compensar com vitalidade, mas fica na violência. Perdeu o lugar para Jean, volante.

LUGANO – A torcida esperava muito dele. Mais do que ele poderia dar. As contusões e a idade estão presentes e ele tem jogado pouco. Demorou para entrar em forma, fez algumas boas partidas e cometeu alguns erros graves. Seu lugar pode ser tomado também por LEANDRO ALMEIDA, herança de Marcelo Oliveira e que cometeu, contra o São Bento, o erro mais tosco do ano.

HENRIQUE – Pivô de uma disputa entre Flamengo e Fluminense, não tem dado segurança nenhuma à zaga do Flu. É um jogador muito caro que não corresponde. Difícil imaginar que fizesse parte da seleção na Copa de 2014. LUCÃO, do São Paulo é outro concorrente fortíssimo. Os erros que cometeu em Itaquera, contra o Corinthians, foram primários.

PIKACHU – É lateral pela direita, mas eu o escalei na esquerda porque tinha de estar na seleção. Foi a contratação mais cara do Vasco e não consegue render.

CRISTIAN – Esse é o grande erro do Corinthians. Voltou ao elenco depois de um tempo na Turquia e jogou pouquíssimas vezes. Quase nunca joga, mas recebe altíssimo salário. Sua contratação foi uma cara e frustrante homenagem.

DIEGO SOUZA – Veio do Sport para o Fluminense, que superou concorrentes também interessados, ficou algumas partidas e voltou a Recife. Nenhum profissionalismo. Nenhum futebol.

CENTURIÓN – Veio no ano passado do Racing, em troca de R$ 14 milhões. Começou bem, fez gols decisivos, mas caiu muito. Com Bauza, teve muitas oportunidades mas mostrou apenas vontade de ajudar a marcação. No ataque, errou muito.

ERIK – Veio do Goiás por R$ 13 milhões, após um bom Brasileiro. Fez algumas boas partidas, mas caiu muito. Hoje, entra pouco e quando o faz não acrescenta qualidade ao time.

PAULINHO – Veio para o Santos e logo teve de explicar porque havia posado com a camisa do Corinthians. Mas não foi o único problemas. Não jogou nada e perdeu lugar para Serginho, Ronaldo Mendes e outros. Quando entra em campo, vem a saudade de Geuvânio e Marquinhos Gabriel.

FRED – Uma enorme seca de gols e ainda protagonizou a ópera bufa “A volta dos que não foram”. Sente-se dono do Fluminense e entrou em rota de colisão com Levir Culpi. Prometeu sair e voltou rapidamente.

Há outros nomes que poderiam estar na lista: Régis, Cleiton Xavier, Carlinhos, Guilherme, Barrios, Rildo e André.