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Túmulo do futebol? Torcida palmeirense reage e faz festa para Borja
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vinciusVinícius de Moraes, o genial poetinha-diplomata, um dia, na boate Cave, irritou-se com o palavrório incessante e desabafou dizendo a frase que se tornou imortal: “São Paulo é o túmulo do samba”. Frase injusta, no mínimo. Basta lembrar Adoniram Barbosa. Basta ver a pujança dos blocos de rua, basta ver como as escolas de samba melhoram ano a ano. (A caricatura é do Eric)

O samba paulista resistiu ao vaticínio de Vinícius de Moraes. Sofre agora com a tentativa de asfixia dos blocos de rua, comandada pelo poder público. Mas a verdade, entre o desabafo do compositor e a ação do prefeito, distantes algumas décadas,  é que há samba em São Paulo. E ele é vencedor.

As torcidas de futebol resistem à tentativa de transformar São Paulo em túmulo de futebol, como bem disse o amigo Alexandre Lozetti. A mais perseguida é a do Palmeiras. Talvez por ser a mais feliz e a que tem tido mais motivos de comemoração no último ano. Não pode fazer festa na rua, não pode recepcionar seus jogadores na chegada ao seu estádio. Não pode festejar na rua o título ansiado por mais de 20 anos.

E agora, os palmeirenses, tiveram dificuldades em receber Borja, seu novo futuro ídolo e goleador.

Haveria uma recepção enorme no portão 3 de Cumbica. A Infraero proibiu. Determinou que o jogador sairia do aeroporto sem ter contato com a torcida. Como se fosse um bandido algemado. Muita gente desistiu da recepção. Mesmo assim, a quantidade de fiéis verdes era grande. Gritavam e seu grito foi ouvido.

Houve então a mudança para o portão 2, bem menor. Há a possibilidade de a diretoria do clube ter comandado uma intermediação que permitiu o contato torcedor-ídolo, que é o que mantém o futebol vivo, como a grande paixão nacional. Se for verdade, fez muito bem. Paulo Nobre, o antigo presidente, foi a favor do fechamento da rua Palestra Itália e de jogos com torcida única.

Foi um ato de resistência dos bravos palmeirenses que foram ao aeroporto. Deveria continuar sempre, contra promotores mediáticos, gerentes de aeroporto e todo tipo de burocrata que não entende nada de futebol.

Não duvido que a restrição aos palmeirenses se estenda a outras torcidas. A do São Paulo, por exemplo, tomará as ruas que levam ao seu lindo estádio. Haverá mais de 40 mil torcedores incentivando o time contra a Ponte Preta. Uma festa incrível, uma festa de pessoas que amam seu clube e o acolhem em momento difícil. Uma ato de amor que deveria ser incentivado. Esperemos para ver se a acolhida ao ônibus continuará existindo ou se também entrará no index repressor dos promotores. Se um deles estiver acordado no domingo e vir aquela festa, é capaz de, no dia seguinte, proibir tudo. Antes, chamarão as televisões. Afinal, quem não está no BBB, precisa estar na mídia de alguma forma.


Meu nome é Leila, mas pode chamar de retrocesso
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Um trator está atropelando o poder de Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras. Atende pelo nome de Leila Pereira, 52 anos e candidata ao Conselho na eleição do dia 11. Em torno dela, juntaram-se figuras importantes do clube, como oe ex-presidentes Mustafá Contursi, Luiz Gonzaga Belluzzo e o ex-ministro Aldo Rebelo. É a “chapa do Mustafá”, que vai se aproveitar muito da votação conseguida por Leila, já que a votação é proporcional. Paulo Nobre vai ficar tão isolado, que dificilmente poderá se candidatar daqui a dois anos, no final do mandato de Maurício Galiotte.

O trator Leila é movido a dinheiro, muito dinheiro. Ela é dona da Faculdade das Américas e de mais 11 empresas, que têm um capital acumulado de R$ 2,1 bilhões. As empresa são Sociedade Educacional das Américas S/A (nome da razão social da Faculdade das Américas), Adobe Assessoria de Serviços Cadastrais S/A, Crefipar Participações e Empreendimentos S/A, Borgia Participações e Empreendimentos S/A, Sedona Cobrança e Assessoria S/A, Panda Agência de Publicidade e Propaganda S/A, Agropecuária Arauc S/A, Bamércio Factoring Sociedade de Fomento Comercial S/A, R.L. Participação e Empreendimentos Comerciais S/A, CNV – Empreendimentos Imobiliários S/A, City Táxi Aéreo Ltda e Bamércio S/A Previdência Privada.

Ela também é dona da Crefisa, com capital acumulado de R$ 1 bilhão. Os dados são do Diario do Grande ABC.

O sonho de ser presidente do Palmeiras pode se realizar apenas daqui a oito anos, depois de cumprir dois mandatos de conselheira. Mas sua candidatura é eivada de suspeitas. Ela chegou a dar entrevista no ano passado, dizendo que não é sócia do clube, mas conseguiu passar por cima disso, graças a Mustafá, que avalizou sua candidatura, garantido que ela é socia benemérita desde os anos 90. O marido de Leila, José Roberto Lammachia é sócio desde 1955.

Para impulsionar sua candidatura, Leila, conforme mostram os trepidantes Danilo Lavieri e José Edgar Mattos, conseguiu R$ 1,3 milhão para o carnaval da Mancha Verde, pela Lei Rouanet. No ano passado, já havia doado R$ 250 mil aos sambistas.

Um dos grandes acertos de Paulo Nobre foi afastar-se das torcidas organizadas. Um avanço que deveria ser seguido por outros dirigentes. Agora, vem o retrocesso. Ganhar eleição com dinheiro jorrando – ela bancou a contratação de Guerra e os salários de Barrios – e com a adesão nem um pouco desinteressada da Mancha – é como criar um poder paralelo no Conselho. Sua votação que será extraordinária a levará a tentar antecipar o poder que só poderá exercer de verdade daqui a oito anos. Galiotte, que a apoia agora, poderá sofrer brevemente.

Uma luta de dois milionários – Nobre e Leila – só pode fazer bem a curto prazo a um clube. Mais para frente, poderá trazer de volta a luta fratricida que sempre fez muito mal ao Palmeiras.

picadinhomenon

FRANCA ESTÁ NO BOM CAMINHO – Franca recebe o Paulistano hoje no ginásio Pedrocão. O time dirigido por Helinho Garcia tem 10 vitorias e sete derrotas na competição. Não são números espetaculares, mas eles ganham força quando se lembra que a equipe venceu sete das últimas nove partidas. Uma das conquistas foi contra o poderoso Flamengo, no Rio. A projeção da tabela também favorece Franca, que, até o final do campeonato, fará sete jogos em casa e quatro fora. Hoje, a luta é para ficar entre os quatro primeiros, que entram diretamente nos playoffs. Algo que parecia impossível no início do NBB, pois o clube convive com orçamento pequeno. A solução é apostar em jogadores formados na cidade como Alexei, Cauê, Antônio e João Pedro.

DROGBA, VAGABUNDO DA BOLA – Se o nível continuar baixando assim, vão descobrir petróleo la na Av. Radiantes.

MIMIMI COM VAMPETA – A real é a o seguinte: Vampeta tem o direito de cobrar quanto quiser pelo jogo. A torcida do São Paulo vai se quiser. Se não quiser, vai no Morumbi, contra a Ponte. Só não pode abandonar o time como no Paulistão do ano passado. Não pode ir apenas quando estiver jogando bem.

 

 


Ceni vai aposentar Lugano
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Menon

Um dos momentos mais marcantes da despedida de Rogério Ceni em 2015, foi quando ele passou a faixa de capitão para Diego Lugano. Dois ídolos recentes do clube e um sinal de que estava próximo o retorno do uruguaio ao clube. Agora, com Ceni como treinador, está decidido: todas as vezes que estiver em campo, Lugano sera capitão. E o outro lado da histórias: serão poucas vezes. O contrato de Lugano, que termina em junho, dificilmente será renovado. Ceni vai aposentar o amigo.

Ficou evidente na entrevista que deu ao querido amigo Marcelo Prado. “Lugano não vai atuar todas as partidas…Vamos tentar usufruir do que o Lugano pode oferecer que é sua experiência no vestiário, a sua experiência no dia a dia”…

Mas, jogar, vai?

Em outras entrevistas, Ceni enfatizou que:

1) Lugano é para jogar na sobra, no esquema com três zagueiros.

2) Ele tem optado por Breno. É mais versátil e pode adiantar um pouco, como volante, permitindo a mudança de esquema para apenas dois zagueiros.

3) Repetidas vezes ele falou que Vitor Tormena, que foi emprestado ao Novorizontino o agrada muito. “Poderia ter trazido (para a Florida Cup) o Tormena, o Kal, o Artur…Mas o Paulistão só permite 25 jogadores de linha e eu não posso trabalhar com 33 atletas. Eles não teriam o mesmo interesse. No meio do ano, tem Lugano vencendo contrato…

É claro, né? Lugano terá todo o respeito de Ceni. Foram campeões do mundo junto. Será o capitão, terá sua história respeitada, mas o segundo semestre terá outros personagens. Kal ou Tormena?

picadinhomenon

CHINA NÃO QUER? MANDA PRA CÁ  O Tianjin Quanjian conseguiu o acesso à principal divisão do futebol chinês. E resolveu se reforçar. Sonha com Diego Costa. E não quer mais Jadson. A rescisão foi feita e ele está no mercado. Interessa a gigantes como São Paulo e Corinthians, seus últimos clubes. Perceberam? A gente agora aceita o que a China não quer. Nossos times são formados por jogadores novos que brevemente irão para a Europa. E por outros que não conseguem lugar na Europa. E nem na China. A falta de dinheiro e a globalização mundial explicam. Mas a falta de gerenciamento também. Nossos dirigentes são fraquíssimos.

FELIPE MASSA ESTÁ DE VOLTA – Felipe Massa voltou à Fórmula-1. Defenderá a Williams. Massa perdeu um título mundial na última volta, por menos de um quilômetro. Não teve outras chances, decepcionou, mas é um piloto que construiu sua história. Assim como Rubens Barrichello, não foi campeão, não foi genial como Fittipaldi, Piquet ou Senna. Mas também não fez trapaça e nem foi expulso da Fórmula 1.

PAULO NOBRE, UM DITADOR – Paulo Nobre rompeu com Mauricio Galiotte, seu sucessor. Sucessor eleito com seu apoio. Galiotte se recusou a vetar a candidatura de Leila Pereira, dona da Crefisa, ao Conselho Deliberativo. Mas, é ele quem decide isso? Ele que decide se a candidatura é legal ou não? Nobre está irritado também porque Galiotte resolveu assinar novo contrato de patrocínio com a Crefisa. E se não assinasse, quem pagaria a grana toda que o clube recebe de seu maior patrocinado? Nobre? Nobre é ex. E ex precisa se mancar, sumir um pouco. O Palmeiras não é seu brinquedinho. Galiotte não é marionete.

 


Paulo Nobre traiu a torcida do Palmeiras
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Em Porto Alegre, três amigos se juntaram na manhã do ENEM em uma praça em frente à uma escola. Com cadeiras de praia, bermudas e cerveja, ficaram “de camarote” vendo o sofrimento dos alunos que chegam atrasados à prova. Um ato tão mesquinho que me fez vacilar na convicção de que o brasileiro é o melhor do Brasil. Me abalou por instantes, logo me convenci que gente assim é minoria e que existe no mundo todo;

Joaquim Silverio dos Reis, o traidor

Joaquim Silverio dos Reis, o traidor

O melhor do futebol brasileiro é o torcedor. Vivemos em um futebol sem leis, com promotores midiáticos sempre prontos a aparecer, com árbitros arrogantes e prepotentes, sempre prontos a fazer valer a “otoridade”, temos dirigentes que tem o nível do futebol do Sudão do Sul, temos desrespeito às leis, como o que se viu no jogo do Santos contra a Ponte. “Se não existe Deus, tudo é permitido”, disse Fiodor Dostoievski. É o que vivemos no Brasil. Se a eleição não é válida, tudo é permitido.

O oxigênio vem do torcedor. A magnífica campanha do “cheirinho” em que a torcida do Flamengo embalou o sonho de recuperação rumo ao título que não veio, o acolhimento da torcida do São Paulo, lotando o Morumbi para salvar um time horrível de um vexame inédito…

Há outros exemplos, mas nada como as demonstrações explícitas de amor que a torcida do Palmeiras tem dado. Um amor que não cabe no seu estádio e se espalha pelas ruas. Principalmente na Palestra Itália. Ali, é o palco da comunhão, da integração, do amor. Quem não é Avanti, quem não tem como ir ao templo, fica de fora gritando o seu amor. Não existe religião no mundo com uma prova de amor tão grande.

Estes torcedores do Palmeiras sofrem atroz perseguição de quem não gosta de futebol. E de quem não gosta de povo. Tem uma

Paulo Nobre quer ver a torcida em casa, em frente da televisão

Paulo Nobre quer ver a torcida em casa, em frente da televisão

Maria Antonieta – nome mais apropriado impossível – que não quer festa porque atrapalha os moradores do bairro. Não quer shows. Não quer povo. Ela se esquece que o Palmeiras e o amor do palmeirense estão lá há muito mais tempo do que julga sua vã filosofia. Domina o bairro mesmo antes de ela nascer.

Maria Antonieta é parceira de Paulo Castilho, personificação dos promotores. Eles, através dos tempos, impediram festa no estádio. Impuseram torcida única. Agora, querem afastar a festa das ruas. Beijar na boca, pode?

A leitura é clara. Futebol é para quem tem dinheiro e consegue ser sócio torcedor. A patuleia que fique em casa. Que pague os pacotes impostos pela televisão. Queremos estádios cheios de “gente de bem”, famílias que cairiam bem em uma pintura de Norman Rockwel, todos lindos, ricos, como se fosse em um pic nic. Mas sem comida.

E Paulo Nobre escolheu seu lado. Ele aprova a proibição de festa na rua. Ele é defensor da torcida única. Ele acredita ser dono do estádio. Em seu desvario, chegou a brigar com dirigentes do Flamengo que estavam em um camarote. Paulo Nobre acredita em apenas um tipo de amor. O dos antigos coronéis, que “compram a garota” com muito dinheiro e depois a exibem por aí como um lindo troféu. Ninguém pode tocar. O amor de Paulo Nobre pelo Palmeiras é obsessivo. E antisséptico. Nada de frecnh kiss. Do tipo que só beija na boca se usar lysterine antes.

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Paulo Nobre é moderno como uma pinup enrugada
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homemperfeitoQuem espera o cartola perfeito, morre no banco. É o que penso dos nossos dirigentes. Falo isso por conta de uma mensagem recebida no domingo à noite.

O palmeirense Turco Simão me mandou um whatts ontem. Ele é um amigo das antigas, juntamente com o corintiano Pelado Lopes. Há tempos, os três não saímos juntos. E não sairemos mais, devido a sérias divergências políticas. Quem sabe um dia, com a volta da Democracia.

Mas deixemos a política de lado. Turco Simão é mercurial. Ele defende amigos e pontos de vista à morte. Quando é do Palmeiras, então. Tudo é do bom e do melhor, como uma pizza margherita do Speranza.

Ele discordou de uma outra postagem em que saudei Paulo Nobre, Siemsem e Bandeira como os três patetas. Ele argumenta que Paulo Nobre é “o mais moderno dos dirigentes dos clubes do Brasil”. Alguém que rompeu com as organizadas, que administra o clube com seriedade e é um torcedor que colabora com o clube.

pinupupraiaEu acho Paulo Nobre tão moderno como uma pinup girl. Bonita, sensual, mas com uma estética ultrapassada. Afinal, foram criadas nos anos 40. Imaginemos como estão agora aquelas meninas travessas. Mas, antes de tudo, é preciso deixar claro que Paulo Nobre é um ótimo presidente. Ganhou a Copa do Brasil e vai ganhar o Brasileiro. E rompeu com as organizadas, algo muito importante para o futebol brasileiro.

Mas o que há de moderno na gestão Nobre? Ele recorreu a uma entrevista coletiva para palpitar no erro do jogo Flamengo x Fluminense, que ajudou o Flamengo. Uma coisa extemporânea, porque, ele mesmo reconheceu, Henrique estava impedido. Ele gritou e esperneou por conta da tal interferência externa. E não limitou suas críticas ao árbitro. Falou em “mão grande” sem nada provar. Comportou-se como Levir “campeonato manchado” Culpi. Que modernidade há ali? Eurico não faria pior.

Nobre recorreu à velha tática da pressão. Reclamo muito aqui para ter a compensação ali. E ela veio no próximo jogo. Paulo Nobre também é personalista ao extremo. E muito pior que cartolas antigos. Nunca vi os velhos levantarem taça de campeão. Uma modernidade trazida por Paulo Nobre e outros.

É favorável à tese da torcida única, algo que eu considero um veneno para o futebol brasileiro. Ele considera o estádio a “sua casa”, o “seu brinquedo” e não quer ninguém por ali. Nobre foi importante para o Palmeiras na discussão contra a W Torre, em que o clube saiu amplamente vitorioso em uma arbitragem.

Mas ser bom para o clube não significa ser moderno. Há modernidade em emprestar parte de sua fortuna ao clube? É um mecenato, mesmo com um contrato pétreo que determina como e quando o Palmeiras pagará. Ajudar o clube com seu dinheiro pode ser moderno para quem não ouviu falar em Romeu Ítalo Rípoli.

A verdade é que não gosto de cartola. Não gosto da “modernidade” de hoje em que se discute qual é o melhor presidente, quem é o melhor CEO. Nem sabia o que é isso, aprendi há pouco. Não vejo nada de bom em ninguém. Sempre desconfio. E me recuso a torcer por cartola, para mim são o que há de pior em nosso futebol.

Já falei muito bem de Andrés Sanchez. E, aqui e agora, me penitencio. E, mesmo assim, acho que ele fez mais para o Corinthians do que Paulo Nobre para o Palmeiras. E foi mais moderno, ao mudar o estatuto do clube.

Minha mágoa com presidentes de clubes grandes como Paulo Nobre e TODOS os outros é que aceitam ser capachos de Reinaldo Carneiro de Bastos e de Marco Polo del Nero. Não se colocam contra a direção do futebol brasileiro, não falam nada sobre a corrupção na CBF, não lutam por um calendário melhor, não se unem, não se revoltam. Ficam à mercê da RGGT, que tem o dinheiro. E olha que nem todos são milionários como Paulo Nobre.

Para mim, todos são ultrapassados, todos são maléficos ao nosso futebol, mesmo quando dirigem bem o seu clube.

Paulo Nobre é moderno como uma pin up enrugada.

 

 

 


Começa o saldão de Alexandre Mattos, o gastador. Quem vai levar?
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alexandremattosApós as eliminações no Paulista e na Libertadores, o Palmeiras começa a preparação para o Brasileiro. Cuca disse que precisa de novos jogadores e também deixou claro que alguns serão dispensados para “enxugar” o elenco.

Há realmente um excesso de jogadores. Fiz uma busca no site oficial do Palmeiras e vi que há 21 atletas disputando as quatro vagas disponíveis para meias e atacantes. Muita gente vai sair. Os mais cotados são o atacante Luan e o meia Fellype Gabriel, que sofreram com contusões e não atuaram na temporada.

A lista do Palmeiras:

ATACANTES – Cristaldo, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Lucas Barrios, Alecsandro, Rafael Marques, Roger Guedes e Luan.

MEIAS – Cleiton Xavier, Robinho, Allione, Regis, Moisés e Fellype Gabriel.

15 para quatro vagas. Se o treinador levar oito para o jogo, sete ficam de fora, apenas treinando. Muitas vezes fazendo bico. Aqui, parece natural que o facão passe por Fellype Gabriel, Luan, Moisés e Régis. Os três últimos foram contratados em 2016 e praticamente não são utilizados (Moisés vinha bem, mas sofreu grave contusão). São fruto da falta de planejamento de Alexandre Mattos, que pega o dinheiro de Paulo Nobre e gasta sem pensar no amanhã.

Além destes, Erik não tem rendido o que se esperava. Cristaldo e Rafael Marques vão ser ameaçados duramente por Roger Guedes. Lucas Barrios vai continuar se ficar na reserva de Alecsandro, algo muito justo pelo que se viu até agora?

Indiscutível mesmo é Gabriel Jesus.  Dudu, Cleiton Xavier, Robinho, Alecsandro e Roger Guedes estão bem cotados.

VOLANTES – Arouca, Gabriel, Jean, Mateus Sales, Rodrigo, Tiago Santos

Seis para duas vagas. Dois em campo, dois no banco e dois no ócio. Cuca, após a eliminação para o Santos, disse que o Palmeiras tem muitos jogadores jovens, que ainda vão dar alegrias mas que não estão prontos. Pe-ri-go, pe-ri-go para Sales. Arouca ainda não rendeu o que se esperava. Jean foi deslocado para a lateral. E Rodrigo, também chegado há pouco, se contundiu e nem estreou.

LATERAIS – João Pedro, Lucas, Victor Luiz, Egídio e Zé Roberto

O deslocamento de Jean para a direita é um sinal de que a batata de Lucas e Joao Pedro está assando. Na esquerda, Zé Roberto conta com a polivalência que pode lhe garantir também um lugar como volante ou meia. Victor Luiz corre perigo.

ZAGUEIROS – Vitor Hugo, Thiago Martins, Edu Dracena, Nathan, Leandro Almeida e Roger Carvalho.

Muita gente vai rodar em uma área onde apenas Vitor Hugo mostra constância. Edu Dracena ainda não mostrou o futebol do Santos. Alias, esse mesmo futebol não havia sido mostrado no Corinthians. Thiago Martins é um jovem em busca de oportunidades que Nathan, outro jovem, não teve recentemente (em 2014 jogou bastante). Leandro Almeida está queimado e pode fazer parte da negociação com Roger Guedes. Já Roger Carvalho não mostrou muito serviço quando jogou.

São 32 jogadores, fora os goleiros. Cuca vai pedir pelo menos um zagueiro e um volante. Muita gente vai sair. Façam suas ofertas, afinal não há comedimento no planejamento do perdulário Alexandre Mattos.

 

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Paulo Nobre e a cachoeira de clichês
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Menon

A torcida palmeirense pode ficar tranquila. É tudo uma questão de liga. Uma questão de encaixe. E Cuca vai resolver.

Palavras de Paulo Nobre.

Outras: há dois meses muita gente, inclusive jornalistas, dizia que o elenco é forte. O que mudou? Alexandre Mattos é um excelente profissional.

A principal: assumo a responsabilidade.

E daí? O time está por um fio na Libertadores. Está por um meio fio no Paulista. E ele assume. O que adianta assumir?

E joga a toalha. Como Cuca também. O foco é o Brasileiro. Com mais reforços. Depois de 71, mais reforços.

E o que foi tomado de atitude? Os treinos foram mudados para Atibaia. A velha e milagrosa Atibaia.

Deve ser a água.

 

 


Mattos esbanja o dinheiro de Nobre. E o Palmeiras é que paga a conta
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O Palmeiras tem muitos erros. Os principais, em minha opinião são:

1) ausência de protagonistas – Há muitos jogadores de bom nível, pode-se até falar – talvez um pouco exageradamente – que o clube tiopatinhastem três times prontos para entrar em campo, mas quem é mesmo que resolve? Que assume a bronca? Que diz “deixa comigo”?

2) ausência de um armador – Valdivia saiu e veio Cleiton Xavier. Ou seja, o chileno foi substituído por alguém que joga menos que ele e que se machuca por mais tempo.

E a culpa?

É de Alexandre Mattos, sem dúvida.

O cara recebe uma montanha de dinheiro do milionário Paulo Nobre e gasta contratando jogadores de baciada. Foi assim em sua chegada, quase 30 incorporações. E reposições aos montes. Agora, em 2016 chegaram oito: Dracena, Rodrigo, Erik, Jean, Moisés, Roger Carvalho e Vagner. Quem joga? Quem pode mudar algo?

Imagino se Paulo Nobre, que é piloto sem sucesso,  contratasse Alexandre Mattos para montar uma escuderia de Fórmula 1. Quantos pilotos, quantos engenheiros, quantos cozinheiros viriam a cada semestre.

A verdade é que Alexandre Mattos esbanja o dinheiro de Paulo Nobre. E quem vai pagar a conta é o Palmeiras.


Paulo Nobre trata Palmeiras como um brinquedo
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Menon

O presidente Paulo Nobre está no seu último ano à frente do Palmeiras. Já foi reeleito e, segundo o estatuto, não poderá competir pela terceira vez seguida. Será difícil para ele ficar longe do clube que dirige como uma propriedade particular, um brinquedo muito caro.

Paulo Nobre, um milionário, colocou muito dinheiro no clube. Vai receber tudo de volta, através de um acordo que não prejudica o clube. Talvez por isso se sinta cada vez mais dono.

Já repararam que todo novo contratado do Palmeiras em 2016 chega ao clube dizendo que a meta é ser campeão do mundo? Todos pensam isso? Todos? Ou estão apenas repetindo um discurso ufanista do presidente? Presidente que se comporta como torcedor, que levanta taça e usa máscara de Ricardo Oliveira.

Paulo Nobre trata o estádio do Palmeiras como o estádio do Palmeiras. E de mais ninguém. Ele gostaria que nenhum torcedor de outro time aparecesse por lá. Faz de tudo para que não haja torcida rival. E gostaria que a torcida do Palmeiras nem acompanhasse o clube em outros campos. Não gosta de torcida, já disse que lugar de criança é em casa.

Nobre não é de diálogo. Fernando Galluppo, sócio do clube gosta de dizer eu ele constrói muros em vez de pontes. “Foi assim com as organizadas, foi assim com a torcida do Rosario Central, quer o campo apenas para ele e foi assim com a Fox. Não conversa nunca”.

Os jogadores do Palmeiras são proibidos de dar entrevista à Fox porque Nobre se irritou com brincadeiras e ironias feitas pelo jornais Mano, do Fox Sport Radio, em relação ao departamento médico do clube. Já havia sido assim quando proibiu participação de jogadores no programa de Neto.

Galuppo reclama muito da decisão de Paulo Nobre em terminar com o basquete palmeirense, que não está mais no NBB. “Ele disse que o custo de R$ 4 milhões por ano era muito dinheiro e acabou. Não aceitou nenhum argumento e o clube agora só participa das categorias de base.

Em três anos de comando, Paulo Nobre terá seu sexto treinador, possivelmente Cuca. Passaram por lá Gilson Kleina, Gareca, Dorival Jr., Osvaldo e Marcelo, ambos Oliveira. Ele tem pressa. Quer títulos antes que o brinquedo se vá.


Palmeiras deixa São Paulo na poeira. Kelvin é a prova
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Menon

Um vizinho quer comprar um carro.

O outro se antecipa e fecha o negócio.

O primeiro, para reagir, compra um carro estrangeiro e diz que é melhor.

O carro estrangeiro não deslancha.

O carro brasileiro (o primeiro disputado pelos vizinhos), depois de um início titubeante, voa.

O primeiro vizinho, para fazer o carro estrangeiro funcionar, contrata motorista do mesmo país.

E, agora, compra outro carro. Justamente um carro reserva, que seu vizinho não quis mais.

São Paulo. Palmeiras. Dudu. Centurión. Bauza. Kelvin.

E o que eu acho de Kelvin? Não tem nada a ver com isso. É apenas o símbolo de uma situação.

Um bom jogador. Ofensivamente, se atrapalha por não passar a bola. Talvez por estar na reserva e por querer mostrar serviço, mostrou-se fominha no Palmeiras.

Kelvin consegue também um bom trabalho de recomposição pelo lado do campo, voltando para ajudar o lateral.

Pode ajudar o São Paulo, principalmente porque Wilder deixará o clube no meio do ano.

Mas, voltando à comparação entre as contratações. O Palmeiras, hoje está bem à frente do vizinho. Tem mais dinheiro. Pode contratar mais e antes.

Culpa e mérito de quem?
Lembremos o que disso o poodle da Cinira quando tirou Kardec do Palmeiras (uma jogada lícita e ousada, que só merece elogios).

“O Palmeiras é dirigido de forma juvenil”, disse o poodle.

E, graças a ele e sua parceira de vida e negócios, tudo mudou.

Méritos para Paulo Nobre, o milionário que não é nada juvenil.

O São Paulo é quem corre atrás.