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São Paulo brinca com a sorte e coloca jovens na fogueira
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Menon

O São Paulo terminou o ano passado comemorando a fuga do rebaixamento. Perdeu dois jogadores importantes, Pratto e Hernanes. E começa 2018 com quatro garotos fazendo seu primeiro jogo como profissional – Paulo Henrique, Pedro Augusto, Marquinhos Cipriano e Ronny – e ainda Bissoli, que tinha 20 minutos no ano passado. Terminou levando olé. E com uma derrota por 2 x 0.

O lançamento de jogadores iniciantes em massa veio terminar com o que estava errado desde o início. Desde que o ano começou o site do clube trouxe expectativas imensas sobre os jogadores. Criou-se ate a hashtag #abasevemforte. Quem viu, soube que Pedro Augusto gosta de psiquiatria e psicologia. No ano passado, soubemos que Araruna é ótimo aluno. Soubemos também que Paulo Henrique é amigo de Pedro Augusto. Que o pai de Bissoli jogou no sub-20 do São Paulo. Que Ronny era maior que os garotos de sua idade, quando tinha 12 anos. E que Petros mostrou toda sua importância e liderança ao raspar a cabeça dos garotos que estavam subindo.

E no jogo? Contra o São Bento? Nada de impressionante. Nada de maravilhoso. E não se deve criticar, é muito cedo. Todos podem se dar bem na carreira, todos podem ajudar o time no futuro, mas, por enquanto, ninguém justificou o lançamento. Bissoli, Sara (que não estreou) e Cipriano seriam mais importantes na Copinha.

Foi muito marketing. E muita pressão sobre meninos.

O que se pode criticar é Sidão. Como ele não vai naquela bola do primeiro gol? Fica debaixo dos paus, não vai de encontro com a bola. Não vai porque não sabe ir. Porque é baixo. Porque não tem currículo para comandar o São Paulo e ser garantia para nada.

E Maicosuel? Dois dribles antológicos de Régis. Não pode, não é.

Bem, foi o primeiro jogo da base. No sábado, atuarão os mais experientes. Como Brenner. 18 anos.


Anderson Martins é uma bela contratação
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A chegada de Ânderson Martins deixa o São Paulo mais forte. Agora, com ele, Rodrigo Caio e Arboleda, o time passa a ter três zagueiros de bom nível

Ânderson é forte, bom mas divididas é com bom senso de cobertura. Com a sua chegada, o Vasco fechou a casinha, deu uma banana para o rebaixamento e levou o Vasco à Libertadores.

E Militão?

O garoto que resolveu o problema da lateral direita, corre riscos de perder espaço. O São Paulo busca um jogador da posição, o que faria Militão voltar ao início da carreira, quando jogava como zagueiro ou volante.

E terá a concorrência de Ânderson, Rodrigo Caio, Arboleda, Bruno Alves, Jucilei, Hudson e Petros. Se fosse ele, ficaria na direita.

São boas opções para Dorival Jr.  Tudo indica que terá um time pra chamar de seu, sem necessidade de reconstrução no meio da temporada.

 


Torcida do São Paulo merece um time à sua altura
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Menon

Time grande não cai, grita nas redes sociais, nos bares, nos batizados, casamentos, intifadas e onde mais seja, a torcida do São Paulo.

Grita com orgulho, grita alto (pleonasmo, eu sei), grita com razão. Afinal, o time não caiu muito por causa da atuação da torcida. Mostrou uma solidariedade imensa a uma equipe que não se acertou com Ceni, a outra equipe que foi destroçada pela diretoria, ao time cambaleante montado por Dorival e agora, com muito mais razão, ao time que tem a atual maior série invicta do Brasileiro.

A torcida do São Paulo mostrou uma cara bonita, amiga, muito diferente do que fez uma pequena facção de criminosos, que, no ano passado, invadiu o CT, agrediu jogadores e roubou material esportivo do clube. Ladrões.

Enfim, a torcida do São Paulo tem todo o direito de comemorar…o que tem para comemorar. Sua própria atuação na luta para manter o time na elite do futebol brasileiro.

O triste é que o que restou a comemorar é isto. Apenas. Já há algum tempo, o São Paulo passa por um período horrível. Os últimos títulos foram em 2012 e 2008. Em 2018, a primeira luta é para que não seja igualada a marca de 13 anos sem título no Paulista, até agora o maior jejum da história. A seca foi de 1957 a 1970, quando o São Paulo dedicava suas forças à construção do Morumbi.

O canto mais famoso da torcida tricolor está datado e desatualizado. Nunca fui rebaixado. Tenho Libertadores. Não alugo estádio. Todos os paulistas têm Libertadores e todos têm estádio.

A torcida merece muito mais do que essa mediocridade. O clube merece muito mais do que essa alegria por vexame evitado.

A boa notícia é que há uma base para o ano que vem. O time que termina o campeonato é bom. Hernanes, Petros, Jucilei, Cueva e Pratto teriam lugar garantido em todos os grandes brasileiros. Militão é um presente de Cotia que se transformou em realidade. Rodrigo Caio é um bom jogador e, mais do que isto, uma boa fonte de renda.

O time precisa de ajustes como um grande goleiro, um bom lateral-esquerdo, mais dois ou três jogadores experientes e abrir as portas para Cotia, com Brenner, Artur, Liziero, Helinho…

A má notícia é que o gerenciamento desta transição do bom time de agora para um time campeão daqui a alguns meses está nas mesmas mãos de sempre. E nem vou citar nomes aqui. Não é o caso. Os que desejam tirar os que aí estão são tão ultrapassados quanto. É impressionante como o São Paulo não consegue, entre seus dirigentes, criar alguém com ideias arrojadas, modernas, que consiga tratar os jogadores com amor, que faça com que tenham prazer em jogar no clube, que consigam bons patrocínios e que resolvam a triste equação de Cotia. Qual equação? Quem é ótimo, faz dez jogos e vai embora. Quem é bom, não consegue se firmar porque o lugar fica com jogadores vindos de outros clubes. Jogadores médios ou fracos como Marcinho, Denílson e outros.

O São Paulo precisa mudar por dois  motivos, ao menos: 1) sua torcida merece e 2) até quando ela vai conseguir consertar as besteiras feitas pelos dirigentes?


Confesso meu time. E Jô será um desfalque terrível
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Menon

Vou confessar para qual time eu torço. É o Franca Basquete. Muito antes da chegada oportunista – e boa para o clube, não se pode negar – do presidente da Fiesp, defensor do fim dos direitos do trabalhador, eu já torcia para Franca.

O time se chamava Clube dos Bagres e foi mudando de nome, sempre de acordo com o novo patrocinador. É a sina do esporte olímpico no Brasil. Mas o que interessa é a ideia de um esporte representar uma cidade, como o basquete francano faz há 50 anos.

Hoje, sob o comando de Helinho, enfrenta o Paulistano, time muito bom, na final do campeonato paulista. Um título que não vence há dez anos. Uma digressão: nos anos 80, havia torneios importantes no Ibirapuera. Torneios internacionais, sempre com a presença de Porto Rico, de Mincy, Santiago, Morales e outros cobras. O Brasil era melhor, tinha muita gente boa. Entre eles, Hélio Rubens. E no intervalo, Helinho, ainda menino, ficava arremessando da linha de lance livre. Talvez por isso tenha sido tão bom no quesito, com aproveitamento de 90%.

E, segundo os amigos do Franca Basquete da Depressão, o time perdeu o primeiro jogo por falta de bom aproveitamento no lance livre. Uma questão que decide jogos.

E…aí entra o Jô. O campeonato brasileiro, que vinha em um marasmo grande com a disparada corintiana, ganhou ares de suspense com a queda do time e a melhora de Palmeiras e Santos. Se o Corinthians perder domingo, teremos mais seis rodadas de enfartar. E tudo poderá fazer diferença. Tudo. Todo detalhe poderá decidir quem será o campeão.

E (caramba, o terceiro parágrafo começando com E), o Corinthians, com certeza não terá Jô em algum desses jogos. Ele foi citado por haver dado um coice no zagueiro Rodrigo, já nos acréscimos do jogo contra a Ponte Preta.

Uma agressão totalmente desnecessária. Jô teve um comportamento que nada lembra o novo Jô, um dos grandes nomes do atual campeonato. Ora, quem sou eu, que nunca disputei nenhum campeonato para dizer que Jô deveria haver se comportado melhor e não cair em alguma esparrela de Rodrigo ou de seu próprio passado. Não vivi a situação que ele está vivendo, de muito estresse e muita cobrança. Quem sou eu? Sou a própria consciência de Jô. Ele, com certeza, está pensando o mesmo que eu escrevo aqui.

E deveria pensar que seu reserva é o Kazim. E ter feito como Petros, que está pendurado há 12 rodadas e não leva o amarelo.

Por fim, repito o meu ponto de vista para o caso atual e todos os outros que aconteceram e que irão acontecer. Para mim, o futebol tem 90 minutos. O árbitro deve ser cobrado pelo que marcou certo, pelo que marcou errado, pelo que marcou a mais e por aquilo que não marcou. Se o juiz não viu o coice de Jô, punição para o juiz. E segue o jogo. Não se pode, a meu ver, ficar punindo tudo o que se passou e não foi visto. E há a possibilidade que, com certeza não se concretizará, de uma punição de 12 jogos. Um absurdo. Nenhum árbitro, por maior lambança que faça, pega uma punição assim.

 


Dorival uniu os bons e o time melhorou muito
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Menon

A frase “futebol é só juntar os melhores, não tem segredo” não cabe mais. É do tempo em que se dizia que Lula, o técnico do Santos, jogava onze camisas para o alto e…pronto, lá vinha outra goleada.

Já não há tantos craques (eles estão na Europa) para prescindir de tática. Mas há o outro lado da coisa. Se há poucos destaques individuais em um time, porque não juntá-los?

Entrevistei Ney Franco no início de 2013, antes da pré temporada e perguntei como Ganso e Jadson atuariam juntos. Ele disse que não era possível. Que jogaria um ou outro, porque não abria mão de dois jogadores abertos pelo lado do campo. Os dois não jogaram juntos e Jadson foi brilhar no Corinthians, ao lado de Renato Augusto.

Lucas Pratto, em entrevista ao João Canalha, disse que não entendia porque no Brasil todos os times jogavam com dois extremos. Todos. Uma unanimidade que não permite dois meias juntos.

Dorival, não. Desde a chegada de Hernanes, ele fez de tudo para que ele e Cueva jogassem juntos. Fez mudanças para que a parceria desse certo. E parece ter chegado ao ponto ideal.

Hernanes chegou e disse que gostaria de jogar mais à frente, perto do gol adversário. Dorival aceitou, tirou Jonatan Gomez e deslocou Cueva para a esquerda. Não deu muito certo porque Cueva era frágil  na recomposição. Seu futebol caiu. E a torcida começou a ofender o peruano, dizendo que ele só jogava bem na seleção de seu país. Lógico, né? Lá ele continuava jogando pelo meio, como um armador centralizado, vaga que havia perdido para Hernanes.

Dorival, então, recuou Hernanes para o lugar de Jucilei, colocou Lucas Fernandes na esquerda e trouxe Cueva de volta para o meio. O peruano voltou a jogar bem, mas Hernanes teve uma queda. E Lucas Fernandes decepcionou. Até os chutes de longe, ponto alto em seu currículo, diminuíram.

Chegou, então, a terceira mudança. Jucilei voltou ao time, como primeiro volante. Petros e Hernanes colocaram-se a seu lado, mais adiantados. E Cueva fechou a ponta do losango. Muitas vezes no jogo, Hernanes se aproxima de Cueva e o diálogo entre eles flui com muita qualidade. Saiu assim o segundo gol contra o Santos.

O time está em seu melhor momento porque Dorival abriu mão do esquema com dois extremos e, principalmente, porque fez isto para ter Hernanes e Cueva bem próximos.

Juntou os bons e uniu-se a eles.


São Paulo joga mal e consegue três vitórias. Sidão foi o herói
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Menon

Duas defesas nos acréscimos e uma outra, ainda no primeiro tempo, fizeram com que Sidão tivesse seu nome gritado pela torcida, no Morumbi. Foram defesas plásticas e salvadoras, quando o Sport mandava no jogo. Defesas que garantiram três pontos e a saída da zona de rebaixamento.

Enquanto o São Paulo vencia, o Avaí e o Fluminense perdiam. O Vitória também, mas conseguiu uma virada espetacular no Rio. Foram resultados espetaculares para o São Paulo, que não fez uma boa partida.

Bastava vencer. E os jogadores parece que sentiram o tamanho da responsabilidade. Tiveram um comportamento muito fraco, animicamente falando. Não parecia o time vibrante do jogo anterior, contra o Corinthians. O Sport é que marcou pressão e o São Paulo tinha apenas o contra-ataque.

A causa? Edimar não apoiava. E Militão também não. Ele tinha muito trabalho com Rogério, Mena e Sander. E depois, com Thomaz. Sem ligação pelos lados, o São Paulo vivia da troca de passes entre Cueva, Hernanes e Lucas Fernandes. Muito pouco. O gol saiu em raríssima jogada pelo lado, com Edimar.

E, se Militão não apoiava, Marcos Guilherme não recompunha. E o garoto sofreu. E fez grande partida, defensivamente falando. Assim como Petros, novamente muito bem

As substituições de Dorival não me agradaram. Jucilei seria uma opção preferível a Gómez. E Marcinho mostrou-se uma opção totalmente equivocada. Aí, não é culpa do treinado e sim do jogador, totalmente alheio ao jogo. Sem atacar e sem defender. Shaylon? Seria melhor Gilberto, com o recuo de Pratto.

O Sport teve o campo e, quando criou boas chances, Sidão estava lá.

Talvez agora, sem a pressão do rebaixamento, o São Paulo consiga jogar melhor. Porque, se continuar assim, poderá sofrer muito ainda no campeonato.


Arana apimenta o clássico. Que ótimo!
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Menon

Guilherme Arana falou o que todo corintiano gostaria de ouvir. Que seria um ano perfeito 2017 terminar com o Corinthians campeão e o São Paulo rebaixado. Um sonho que o são-paulino viveu em êxtase há dez anos. Foi campeão e o Corinthians caiu.

O futebol é o esporte mais popular do mundo porque cria paixões. A melhor coisa do mundo é ver o seu time campeão A segunda melhor coisa é ver o rival na lama. Na segunda divisão. Quando as duas coisas acontecem ao mesmo tempo, é o Paraíso. Não há nada melhor. Arana falou a verdade. Falou a essência do futebol.

Eu sou a favor de todo tipo de provocação, de todo tipo de drible (lambreta inclusive), em qualquer momento do jogo. Nada daquela conversa de que só se pode driblar quando o jogo ainda não está resolvido. Tudo vale. Não gosto é do desrespeito. É preciso ter respeito e dignidade na hora da vitória. Aquelas embaixadinhas do Edílson, por exemplo, contra o Palmeiras. Para mim, foi horrível, foi desrespeito com colegas vencidos.

A vitória do River contra o Jorge Wilstermann é um exemplo. A torcida pedia olé e o River não atendia. Jogava sério, buscava mais gols e chegou aos oito. O maior respeito é tratar como igual, mesmo que não seja igual, é jogar sempre para vencer.

A declaração de Arana certamente motivará mais os jogadores do São Paulo? Acredito que motivará mais em nível pessoal. Talvez cresça a animosidade contra o lateral. No cômputo geral, se houver motivação extra, é um erro. Os jogadores do São Paulo ganham bem, ganham em dia e estarão em sua casa. Casa lotada. E precisam tirar o time de uma situação incômoda. E precisam evitar um vexame histórico. Então, há muitos motivos para motivação. Não precisa de mais.

Antes do jogo contra o Vitória, o zagueiro Kanu disse que ele e os seus companheiros iriam treinar muito para tentar atropelar o São Paulo. Tentar, vejam bem. A declaração elevou os ânimos dos são-paulinos, que responderam depois. Não vi nada de desrespeitoso no que ele falou. E também não vi nada de exagerado na resposta de Petros. Só aquele papo de que havia pais de família que não mereciam desrespeito. Bobagem, caretice. Se fossem solteiros, mereceriam? Ou não reagiriam?

Futebol é bom assim. Com ânimos exaltados, com campo lotado, com bandeira, batuque, cerveja, duas torcidas, dribles, jogadas duras e leais e um abraço (ou não) no final. Como em São Paulo, muitos desses ingredientes são proibidos por nossas autoridades incompetentes, viva a provocação de Arana.


Muricy? São Paulo precisa de goleiro e lateral
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Menon

A situação está ruim? Chama o Marco Aurélio Cunha.

A situação está ruim? Atende a torcida e contrata o Lugano.

A situação continua ruim? Renova o contrato do Lugano.

A situação piorou? Coloca o Lugano para conversar com os torcedores.

A situação está ruim? Coloca o Rogério Ceni de treinador.

A situação está ruim? Demite o Rogério Ceni e espalha que ele deixou uma herança maldita em sua passagem.

A situação está ruim? Coloca o Raí no Conselho de Administração.

A situação está ruim com o Dorival? Chama o Muricy para dar uma palestra.

Assim caminha a administração do presidente Leco. Fazemos o que o cliente deseja. Agradamos a torcida. E assim podemos dizer, sem corar, que não temos responsabilidade alguma sobre o que está acontecendo.

Me inclua fora dessa. O problema são os outros

O que Muricy poderá fazer para ajudar o São Paulo? Desfilar sua “sãopaulinidade”, termo criado pelos dirigentes e que eu não faço ideia do que seja. Espero que não aquela visão eugenista do antigo presidente, que admirava Kaká por ter todos os dentes na boca?

Muricy vai dizer que o São Paulo é um boeing. Que é preciso respeitar o clube. Que é preciso dar mais que 100%. Que aqui é trabalho. Porra? O que mais ele pode fazer?

O que deveria ter sido feito há tempos e que não pode mais ser feito?

Como saber o óbvio, por exemplo.

Que um time que tem Sidão, Renan Ribeiro e Denis não tem um goleiro confiável? É tão claro, tão evidente. Marco Aurélio Cunha, Rogério Ceni, Leco, Jacobson, Medici e Pinotti não perceberam isso? Quem errou? Quem não corrigiu? Um time pode até ser campeão com um goleiro assim, médio no máximo, mas esse time, não. Um goleiro fraco pode ser o único problema do time, mas não pode ser um problema a mais. Porque, então, tudo aumenta de proporção.

Que o time tem laterais fracos. Buffarini, Bruno, Junior Tavares e Edimar têm problemas. Problemas identificados há tempos, exceto os de Tavares, que apareceram com nitidez com o correr do campeonato. E dava tempo de corrigir. Dava tempo. E nada foi feito.

Que o São Paulo sucumbe à cabeçadas de Léo Gamalho? Onde está o erro? No cruzamento? Na zaga?

Que o reserva imediato de Petros é Militão, que precisa jogar na lateral porque não tem lateral? Que a outra opção é Araruna, que também precisou jogar na lateral?

Que Denílson, Thomaz e Marcinho são opções frágeis.

Faltam 15 rodadas.

Sobram problemas graves.

Muricy não vai resolver nada.

Ele é apenas um factoide desesperado.

O próximo, se nada mudar, será a demissão de Dorival Jr.

Ela será realidade se a situação não der mostras de melhora nas próximas cinco rodadas. Virá, então, um novo treinador para dar uma chacoalhada no time. Um choque de emoção. O choque de gestão não virá.


Felipe Melo, bom de bola, foi derrotado pelo Pitbull midiático
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Menon

Felipe Melo é mais do que bom. Tem qualidades inatas à posição – marca muito bem – e tem qualidades raras em sua posição – o passe longo e a inversão de jogadas. E tem muita experiência. Marca bem, passa bem e é experiente. Com tantas qualidades e participando de um elenco forte, seria questão de tempo se transformar em referência, técnica e de liderança, e ser um ídolo verde. Bastava isso. Bastava um pouco de paciência.

Mas Felipe Melo queria mais. Mais rapidez. Não se contentou em seguir o caminho de um Dudu, por exemplo. Quis encurtar o tempo. E recorreu ao seu personagem. Sai de cena o volante bom de bola e entra o pitbull. O que fala muito, o que grita, o que tenta intimidar e o que adora redes sociais. Trocou o caminho íngreme rumo à idolatria, aquele feito de silêncio externo e muita conversa interna, pela necessidade extrema – ego?- de falar clichês.

Essa opção foi facilitada pelo fato de a torcida do Palmeiras, como muitas outras, ser carente. Todas acham que os jornalistas ajudam os rivais. Então, se assumir como um defensor do torcedor, conta muito. É campo semeado para o florescimento da flor Demagogia.

Não é o único. Vocês já repararam que quando um time vence o jogo, na segunda-feria a assessoria de imprensa coloca no site oficial parte da conversa que os jogadores têm antes de entrar em campo? Não sei se é antes ou depois daquela reza em altíssimo som. Mostra-se então um jogador gritando e esbravejando palavras de autoajuda. Parece que o jogo foi ganho por causa daquilo. Mas, eles não falam as mesmas coisas quando perdem? Quando o time perde, a conversa dos jogadores não vai para o site oficial.

Petros é um exemplo. Antes do jogo contra o Vasco, entrou na roda de jogadores e gritou como se fosse um Tarzan. “Tem jogador que falou que vai atropelar a gente, eu ninguém atropela, eu chego antes….” NOTA: reparem no estilo Léo, do Santos, “tem jogador que disse”, só que nunca fala o nome do jogador. Bem, o São Paulo venceu e Petros fez uma falta duríssima, que poderia valer o vermelho e afastar a vitória. Mas o vídeo está lá, no site do clube. Petros é o fodão. Já vi torcedor do São Paulo maravilhado com palavras de Banguelê, um volante tosco, que não acerta um passe, mas que falava e gritava e berrava.

São a turma da mídia. Felipe Melo é o Rei. Vou dar murro na cara de uruguaio. Aqui é Palmeiras, porra. Ousadura. Pontapé com responsabilidade. Aliás, foi com responsabilidade contra a Holanda, na Copa? E contra Costa do Marfim, ele reagiu a tanta pancada dos africanos? Não, né? Foi uma candura.

Tem mais Felipe Melo. Desarmou um jogador do Botafogo de Ribeirão Preto, que tentou lhe aplicar um chapéu e ficou no chão. Lá foi Felipe Melo gritar contra alguém deitado no chão. Qual o sentido? Levar a massa à loucura. Felipe Melo faz dancinha na Vila, após uma vitória contra o Santos. E argumenta dizendo que é natural, que futebol é assim, que é bacana provocar. CONCORDO TOTALMENTE. Mas, e quando Henrique Ceifador fez seu gesto característico após um gol contra o Palmeiras? Lá foi Felipe Melo puxar briga.

Sempre joga para a galera. Quer ser ídolo em pouco tempo, sem amassar grama. Só com pastilha Valda na garganta, para poder gritar e gritar e gritar.

Na verdade, Felipe Melo é um líder de si mesmo. Um herói de si mesmo. Nada justifica, por exemplo, sua briga verbal com Roger Guedes em um treino. Falava coisas como tem de respeitar meu currículo, não sou moleque, blablablá. Brigou com o Neto – não digo que esteja errado – mas em que isso ajuda o clube? Nada. Ajuda apenas a solidificar a imagem do machão, do que tem colhão, daquele que veio defender o Palmeiras e sua torcida dos algozes. Quais algozes? Ah, não sei, mas que tem, tem, aqui é Palmeiras, porra.

Felipe Melo nunca se livrou do personagem. Nunca se livrou de sua personalidade ególatra. Pena. O Pitbull venceu o Jogador. Bom jogador. Mais que bom.

 


7 motivos para o São Paulo não cair
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Menon

during the Serie A match between Juventus FC and Torino FC at Juventus Arena on October 31, 2015 in Turin, Italy.

Uma queda de time grande não é uma queda anunciada. Ela vai se construindo a cada dia. E começa antes do início do campeonato. Começa anos antes. Começa fora de campo, com falta de gestão, falta de transparência e de democracia. O São Paulo, o ameaçado da vez, mudou estatuto, prorrogou mandato, teve presidente ladrão e jogou a sujeira para debaixo do tapete.

Seguiu a cartilha da queda direitinho, mas algumas atitudes da diretoria e algumas características do elenco deixam aberta a possibilidade de reação. São a vacina contra o mal.

  1. O fator HPPrL – Hernane Petros e Pratto são profissionais comprometidos, de muita personalidade e com liderança. São atletas que cuidam do físico e respeitam a profissão. São comandantes que podem levar o restante da tripulação a remar para o mesmo lado e evitar a queda. Hernanes e Pratto, além disso, possuem bom nível técnico, mais do que Petros, que considero inferior a Thiago Mendes. Lugano é o quarto elemento da turma, apesar de não entrar em campo
  2. Cueva – O peruano deu sinais de reação  na derrota contra a Chapecoense e os confirmou contra o Vasco. Ele foi o melhor jogador do ano passado e sua queda de rendimento foi terrível para o time. No gol contra o Vasco, deu um passe espetacular para Pratto. E, na comemoração, ficou demonstrado a diferença entre os dois. O argentino vibrou muito e o levantou para que todos vissem. Estava jogando pelo grupo, estava dando moral a Cueva, que, praticamente não reagiu. Mostrou apenas timidez. De Cueva, pode-se esperar apenas bom futebol. De Pratto, bom futebol e comprometimento.
  3. Poucos gols sofridos – O São Paulo está em 18º lugar, antes de completar a 16ª rodada. Se vencer, ficará em 16º. E é a sétima melhor defesa, ao lado de Palmeiras (quinto lugar) e Avaí (17º). Tem saldo negativo de três gols, muito melhor que os seus concorrentes como Atlético-GO (16), Vitória (13), Avaí (8), Furacão (8), Coritiba (5), e Chape (6). É um time que não foi goleada nenhuma vez, embora tenha levado três gols de Corinthians e de Santos.
  4. Boa atuação na janela – O que ajuda um time grande a não cair é ter dinheiro (ou crédito) para se reforçar. O São Paulo, que perdeu muitos jogadores importantes, conseguiu reforços de bom nível. Arboleda e Petros estão jogando bem. Gómez, não, mas tem comprometimento. Hernanes e Marcos Guilherme são esperanças baseadas em bom futebol. Ainda há boas opções no elenco como Jucilei, o mais regular do time, Renan Ribeiro e reservas como Marcinho, Lucas Fernandes e Gilberto. Tem ovos para fazer uma omelete salvadora.
  5. Morumbi – O São Paulo realizou sete jogos em casa. Ganhou quatro – Palmeiras, Vasco, Vitória e Avaí – empatou com Fluminense e Dragão e perdeu para o Galo. Disputou 21 pontos e ganhou 14. É um aproveitamento de 66,6%, quatro pontos a cada dois jogos. Se mantiver essa média até o final do campeonato, terá conseguido 38 pontos. Faltará pouco para os 46 salvadores.
  6. Torcida – A torcida do São Paulo tem comparecido e ajudado o time. Um papel muito bonito por perceber que a razão de sua paixão está sofrendo. O time está na rabeira e tem a quarta melhor média de público como mandante. Na quinta-feira ,de frio, às 19h30, havia 23 mil contra o Vasco. Contra o Grêmio, já foram vendidos 25 mil ingressos.
  7. Dorival Jr. – Considero Rogério Ceni uma vítima e não o culpado pela situação. Mas há um novo treinador e ele acertou em algumas coisas. Optou por um jogo de posse de bola e pela manutenção de um time-base. A posse de bola faz com que o time tenha domínio tático do jogo e evite loucuras que eram comuns antes, com um time muito desequilibrado, algo que Ceni já tratava, sem muito sucesso, de corrigir. E a manutenção de uma base faz com que o time evolua. Além disso, Dorival detectou que Júnior Tavares estava muito mal na marcação e o trocou por Edimar. Dará certo?  Dorival conseguirá recuperar Wellington Nem? E o ataque, conseguirá ser mais efetivo? Até agora, foram apenas 15 gols. São desafios prontos para Dorival e suas primeiras atitudes dão esperança de solução.