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Pimenta: “São Paulo não cai, mas é insuportável ver o time jogar”
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Menon

O blog conversou com Mesquita Pimenta, presidente do São Paulo nos anos 90 e candidato derrotado na última eleição. Ele mostrou-se preocupado com a situação atual do clube e do time e disposto, como presidente do Conselho Consultivo e membro do Conselho de Administração, a colaborar com o presidente Leco.

Como o senhor vê a situação atual do time?

Muito preocupado. Na verdade, é insuportável ver o São Paulo jogar. O rendimento é muito fraco. O Rogério reclamou da barreira no lance do primeiro gol. Ele tem razão, mas não foi isso que definiu o resultado.

Existe a possibilidade de o time cair?

Existe, sim, mas não vai cair. Há muitos jogos pela frente, há jogadores chegando e principalmente, graças a Deus, tem times piores que o São Paulo. Piores e com menos poder de investimento. Tem que melhorar logo.

O que o senhor acha da chegada de jogadores no meio do campeonato?

Dificulta o trabalho do treinador, sem dúvida. Talvez tenha sido um erro de planejamento, mas não vou afirmar isso.

E o clube como está?

A situação financeira é ruim, com uma dívida muito grande. A dívida precisa ser atacada. Há  um consenso de que 70% do dinheiro arrecadado com venda de jogadores, seja utilizado para cobrir a dívida e outros 30% para remontagem do time. Tomara que o Leco cumpra esse consenso.

O que o senhor faria se fosse o presidente do clube?

Fui candidato para ajudar e perdi. Não tem porquê dizer o que faria. Minha intenção, como membro do Conselho de Administração, é ajudar o Leco. Meu e de todos os outros membros. Tomara que ele esteja aberto para ouvir.


São Paulo Vitrine Clube caminha para a Segundona
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Menon

O São Paulo Futebol Clube é o mais vencedor do futebol brasileiro.

O São Paulo Vitrine Clube é o mais vendedor do futebol brasileiro.

Caminha para um grande fracasso.

Se o conceito vitrine for mantido, cairá para a segunda divisão, não necessariamente em 2017.

Mas que a queda virá, virá. Em pouco tempo.

O clube que ficou 13 anos na fila e que tinha a desculpa da construção do Morumbi, caminha para uma seca ainda maior. De títulos, sem dúvida. Talvez com um título indesejado da série B

O Argentino Jrs é um time vitrine. Revelou Maradona e Redondo. E?

Qual o sentido em se vangloriar, como Pinotti fez, de ser uma vitrine maior e melhor que o Corinthians? Revela mais, vende mais, vende melhor e….e daí? Fica mais rico e o dinheiro vai para cobrir um buraco que nunca diminui?

Sabe quem é bom vendedor? O Atlético Nacional, que foi campeão da Libertadores, vendeu Copete, Berrio, Borja, Guerra e mais um monte e continua sendo campeão.

O São Paulo não ganha nada faz tempo, vende um monte de gente e continua devedor. Quem explica?

Pinotti e Leco repetem a frase: “se o jogador não quer ficar no São Paulo, tem de sair”. Tem lógica, mas é necessário pensar mais longe analisar dois pontos.

  1. Por que todo mundo quer sair do São Paulo?
  2. Quem quer sair, sai? Do jeito que quer? A hora que deseja?

Quanto à pergunta 1, mostra-se uma falta total de comprometimento com o clube, com o seu projeto, com a sua história. Algo está muito errado. No clube ou na cabeça de jogadores que preferem jogar no Vitória (Neílton e Kieza) ou no Sport (Rogério).

Se um jogador em vez de ouvir o responsável pelo departamento de futebol se vangloriar de que o time é uma vitrine, ouvisse outro discurso falando de resgate de glórias antigas, falando de futuro, falando de ser, em pouco tempo, o melhor do Brasil, falando em voltar a reinar na América, se comprometesse com um projeto, com uma história e tivesse vontade de lutar por títulos e ficasse.

Mas, se não quer, sai? Não é assim. Em um clube grande não é assim.

Um clube grande, que não sonha em ser vitrine e sim em ser campeão, pode perder jogador. Mas, na hora que quiser, nas condições que quiser e pelo preço que quiser.

Vejamos o caso Thiago Mendes. Ceni queria a sua permanência, pensando em um trio com Jucilei e Petros. No mês passado, houve uma proposta do Lille e a diretoria recusou. Ceni, com certeza, pensou que a recusa tivesse a ver com o seu pedido. Nada disso.

A permanência não tinha a ver com o pedido de Ceni.

A saída teve a ver com o pedido de Thiago Mendes.

Esta é a diferença. Além de o fato de o Lille haver aumentado a oferta em 1 milhão de euros.

Um clube grande não pode ficar à mercê dos pedidos e dos sonhos dos jogadores. Este é um time-vitrine. Um grande time, um time campeão, decide as coisas de acordo com o seu projeto.

O São Paulo precisa de um comandante de pulso firme que chegue em Thiago Mendes e diga: “você quer sair, mas eu quero que você fique para a gente ser campeão”. Ou, então, em um rasgo de sinceridade: “você quer sair, mas eu quero que você fique para que a gente  não sofra com a possibilidade de rebaixamento”.

Não adianta ter pulso firme apenas para multar jogador em 20% por haver criticado a torcida. Isso é fácil.

Um clube grande precisa de pulso firme, precisa de projetos grandiosos.

Não pode estrear jogador na rodada 11. Talvez três. Se não for três, sobrará Petros para a rodada 12.

Não pode contratar Maicosuel em um dia e colocar o jogador em campo no dia seguinte. E, depois ficar quatro jogos no departamento médico. O que aconteceu? Contusão grave? Veio bichado?

Um clube grande não pode chegar em julho e ter apenas um campeonato para disputar, por conta de eliminações seguidas. E estar, após dez rodadas, lutando para sair da confusão.

Um clube grande não pode ter como meta, em julho, apenas e tão somente, fugir da humilhação em dezembro.

O São Paulo precisa de um presidente que sonhe alto e que não se orgulhe de dirigir uma vitrine. Precisa de um presidente que faça a dívida acabar, já que tanto dinheiro entra.

Acorda, Leco.

O São Paulo não pode viver refém de cardeais que estão em uma ciranda maluca que leva o clube para o buraco. Juvenal, Aidar, Leco, Pimenta… O São Paulo precisa de oposição e não de dissidências.

Acorda, São Paulo.

 


Ceni e novo estatuto aproximaram Casares de Leco
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No final do ano passado, Julio Casares era a grande noiva do processo eleitoral do São Paulo. Conselheiro mais bem votado nas duas últimas eleições, aparecia como objeto de desejo da oposição, que buscava um candidato que ampliasse sua base eleitoral, uma defecção das hostes situacionistas para apoiar com gosto e fé. Casares era o nome escolhido para enfrentar Leco e também Roberto Natel, o vice do presidente, que havia deixado o cargo para também se candidatar. Com três candidatos – Leco, Natel e Casares – a oposição se via com muitas chances de vencer.

Casares também era o sonho de Leco. O presidente lutava para que não houvesse defecções, principalmente a de Casares, que, além do prestígio clube, faz parte do Participação, mesmo grupo político do presidente. Mais do que isso, é o coordenador do grupo. Seria desconfortável explicar uma candidatura que não é aceita nem pelo seu vice e nem pelo coordenador de seu próprio grupo político.

No início de dezembro, quando Rogério Ceni foi apresentado, Julio Casares estava lá, no CT da Barra Funda. Andando de um lado para o outro, radiante, cumprimentando todos com entusiasmo. Ele estava afastado de Leco e sua ida ao CT tinha todo o jeito de lançamento informal de candidatura. Atitude de candidato, que ele jurava não ser. Jurava e ninguém acreditava. Ele repetia que não tinha condições de deixar seu emprego na TV Record e que não era o momento de se candidatar.

Na verdade, a contratação de Ceni o havia aproximado de Leco. Ele viu a vinda do grande ídolo para o clube como uma jogada de mestre, como algo grande. Marco Aurélio Cunha foi o primeiro a colocar o nome de Ceni na mesa, quando se falava muito em Roger. Por que Roger, se há alguém totalmente identificado com o clube, alguém que já decidiu ser treinador? E se Rogério quer ser treinador, terá de ser no São Paulo. Marco Aurélio sugeriu antecipar o inevitável. Casares gostou e não se importou de a ideia ter sido formulada por alguém com quem teve os debates mais acalorados da última eleição, quando Juvenal Juvêncio apoiou Aidar e Cunha foi o cérebro atrás da campanha de Kalil Rocha Abdalla, ninguém sabe, ninguém viu onde está.

Casares mostrou-se entusiasta também da ideia do novo estatuto, levada em frente por Leco. Ele participou com 27 propostas, algumas delas aprovadas no Conselho. Ele vê o novo estatuto como um momento único no clube, um rito de passagem para dias mais profissionais. Um estatuto em que o presidente não tem o poder absoluto e que permite a ele se cercar de gestores. Um presidente que talvez não precise se dedicar tanto ao clube, mas isso é assunto para a nova eleição.

Quando a decisão de não ser candidato foi, enfim, cristalizada, quando todos aceitaram que era verdade o que dizia e não apenas conversa para se valorizar e esperar a hora certa para se lançar, a oposição já estava vendo outros nomes. Já não contava com uma das duas prováveis defeções. A mais importante delas, a que sonhava apoiar. Mesmo assim, havia Roberto Natel, o que garantiria três candidatos e uma sangria nos votos de Leco. Foi então que Natel abdicou da candidatura. Viu que não teria chances. E voltou ao ninho. Um movimento semelhante ao do próprio Leco, quando foi preterido por Juvenal em favor de Aidar. Voltou e virou presidente do Conselho. Talvez seja o caminho sonhado por Natel, para implantar sua candidatura para a próxima eleição.

A oposição, então, procurou outros nomes. Opice Blum estava queimado por haver ido com muita sede ao pote e haver condenado Ataíde Gil Guerreiro sob a bizarra e ridícula acusação de tentativa de assassinato de Carlos Miguel Aidar. Era preciso um candidato forte e não alguém folclórico como Newton do Chapéu. E a escolha foi por Pimenta, o dono de todas as glórias no início dos anos 90. É uma candidatura forte e bem organizada. São os dois grupos de cardeais novamente frente a frente. Juvenal Juvêncio e Antonio Leme Nunes Galvão estão mortos, mas seus grupos estão se digladiando novamente. A mesma velha história que talvez mude com a nova estrutura de poder a ser implantada com o novo estatuto. Mas que só mudará, com certeza, com a abertura do clube para que sócios torcedores possam participar com voto e voz. Afinal, quem paga um título de sócio torcedor, com certeza não é palmeirense, como uma conselheira que deu seu depoimento a favor de Pimenta.


Pimenta comemora apoio de 100 conselheiros. E do cardeal Casal de Rey
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Uma reunião selou o aguardado apoio de Fernando Casal de Rey a José Eduardo Mesquita Pimenta na eleição do São Paulo, marcada para abril. Eles formaram a dupla que comandou o São Paulo na conquista das duas Libertadores e dois Mundiais em 1992/93. Pimenta era o presidente e Casal de Rey, o diretor de futebol. De Rey sucedeu Pimenta na eleição seguinte. O grande sucesso da dupla é o mote da campanha. Algo como “os bons tempos estão de volta”.

Com o apoio de Fernando Casal de Rey, Pimenta comemora a união da Oposição e garante ter o apoio de 100 conselheiros. Agora, o grupo conversa para escolher o vice-presidente e o coordenador da campanha, que será lançada no dia 22, na rua Amauri.

Pimenta e De Rey consideraram natural e esperada a renúncia de Roberto Natel. E não se surpreenderão com seu apoio e participação na campanha de Leco.


Pimenta cai e Lusa tenta Guto Ferreira
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Na manhã de domingo, após a derrota por 3 a 2, em casa, para o Atlético-PR, o presidente Manuel da Lupa e o vice-presidente de futebol Roberto Santos decidiram pela troca de treinador da Portuguesa. Sai Edson Pimenta, muito ligado a Candinho, executivo de futebol, e corre-se agora atrás de um nome. O primeiro da lista é Guto Ferreira, que treinava a Ponte Preta. Na quarta-feira, contra o Criciúma, no Canindé, o time será dirigido por Gerson Sodré.

Sob o comando de Pimenta, a Portuguesa conseguiu apenas uma vitória no Brasileiro, por 2 a 1 contra o Fluminense. Empatou com Corinthians, Cruzeiro, Internacional e Náutico e perdeu as últimas três, para Goiás, Santos e Atlético-PR.

O clube tem pouco dinheiro e tenta de todas as maneiras possíveis buscar reforços. O elenco, por exemplo, não tem um lateral-esquerdo. A negociação com Luís Ricardo e o São Paulo está suspensa com a queda de Adalberto Batista no Tricolor.

Tags : pimenta


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