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Muricy? São Paulo precisa de goleiro e lateral
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Menon

A situação está ruim? Chama o Marco Aurélio Cunha.

A situação está ruim? Atende a torcida e contrata o Lugano.

A situação continua ruim? Renova o contrato do Lugano.

A situação piorou? Coloca o Lugano para conversar com os torcedores.

A situação está ruim? Coloca o Rogério Ceni de treinador.

A situação está ruim? Demite o Rogério Ceni e espalha que ele deixou uma herança maldita em sua passagem.

A situação está ruim? Coloca o Raí no Conselho de Administração.

A situação está ruim com o Dorival? Chama o Muricy para dar uma palestra.

Assim caminha a administração do presidente Leco. Fazemos o que o cliente deseja. Agradamos a torcida. E assim podemos dizer, sem corar, que não temos responsabilidade alguma sobre o que está acontecendo.

Me inclua fora dessa. O problema são os outros

O que Muricy poderá fazer para ajudar o São Paulo? Desfilar sua “sãopaulinidade”, termo criado pelos dirigentes e que eu não faço ideia do que seja. Espero que não aquela visão eugenista do antigo presidente, que admirava Kaká por ter todos os dentes na boca?

Muricy vai dizer que o São Paulo é um boeing. Que é preciso respeitar o clube. Que é preciso dar mais que 100%. Que aqui é trabalho. Porra? O que mais ele pode fazer?

O que deveria ter sido feito há tempos e que não pode mais ser feito?

Como saber o óbvio, por exemplo.

Que um time que tem Sidão, Renan Ribeiro e Denis não tem um goleiro confiável? É tão claro, tão evidente. Marco Aurélio Cunha, Rogério Ceni, Leco, Jacobson, Medici e Pinotti não perceberam isso? Quem errou? Quem não corrigiu? Um time pode até ser campeão com um goleiro assim, médio no máximo, mas esse time, não. Um goleiro fraco pode ser o único problema do time, mas não pode ser um problema a mais. Porque, então, tudo aumenta de proporção.

Que o time tem laterais fracos. Buffarini, Bruno, Junior Tavares e Edimar têm problemas. Problemas identificados há tempos, exceto os de Tavares, que apareceram com nitidez com o correr do campeonato. E dava tempo de corrigir. Dava tempo. E nada foi feito.

Que o São Paulo sucumbe à cabeçadas de Léo Gamalho? Onde está o erro? No cruzamento? Na zaga?

Que o reserva imediato de Petros é Militão, que precisa jogar na lateral porque não tem lateral? Que a outra opção é Araruna, que também precisou jogar na lateral?

Que Denílson, Thomaz e Marcinho são opções frágeis.

Faltam 15 rodadas.

Sobram problemas graves.

Muricy não vai resolver nada.

Ele é apenas um factoide desesperado.

O próximo, se nada mudar, será a demissão de Dorival Jr.

Ela será realidade se a situação não der mostras de melhora nas próximas cinco rodadas. Virá, então, um novo treinador para dar uma chacoalhada no time. Um choque de emoção. O choque de gestão não virá.


Pinotti coloca os pés no chão
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A entrevista de Vinicius Pinotti foi boa. Direto, sem pestanejar, foi muito claro. “A situação é horrível. Estamos temerosos. Estamos trabalhando bastante e não é de agora”. Reconhecer que a situação é horrível é um avanço muito grande para os lados do Soberano, que, aliás, é um apelido que Pinotti sempre repudiou.

É um avanço porque Pinotti falava, lá atrás, ainda com Ceni, que o São Paulo estar na zona de rebaixamento era algo circunstancial. E Leco chegou a dizer que não tinha responsabilidade nenhuma na situação ruim do São Paulo. Agora, pelo menos um sabe que tudo está mal. Horrível, como ele disse.

O clube aceitou uma conversa com um comitê de torcedores de todos os tipos, de organizados a sócios. Sempre sou contra receber torcedor, mas, pelo menos dessa maneira afasta-se a possibilidade de invasão. A barbárie precisa ser evitada. E a torcida, por tudo o que tem feito, merece ser ouvida.

Pinotti afirmou ainda que aceita opiniões contrárias e que sabe conviver com a democracia. Importante alguém, seja quem for, falar isso nos dias de hoje. Ele abriu as portas para Muricy e disse que está satisfeito com Dorival.

Bem, estar satisfeito não significa manutenção. Se faltarem dez rodadas e o São Paulo ainda não tiver reagido, Dorival cai, sem dúvida. E é normal que caia. Se não resolveu agora, vai esperar o quê? A Segundona?

Por fim, nada foi falado sobre laterais. E a permanência na Série A será facilitada se resolverem o assunto.


Leco e Pinotti dormem no ponto e atrapalham Dorival Jr.
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Menon

O São Paulo tem muitos problemas. Um deles, que piorou muito com a chegada de Dorival Jr., tem um antídoto que poderia melhorar muito a situação do clube. Falo do sistema defensivo, que tomou 19 gols em dez jogos sob o comando do novo treinador. Pode-se dizer que o problema da defesa começa quando o centroavante não dá o primeiro combate, pode-se argumentar que falta recomposição dos pontas, pode-se dizer que os volantes não estão colaborando, mas pode-se dizer também o óbvio. Há um LADO DIREITO que falha muito. Uma   AVENIDA que prejudica o TRABALHO de Dorival, que tem qualidades, mas não é especialista em evitar quedas.

Então, chegou a data Fifa. O campeonato é suspenso por duas semanas. Seria o momento ideal para uma contratação cirúrgica. Precisamos de um lateral que marque bem. Não precisa ser um gênio, apenas alguém que ajude a fechar o lado direito, que não tome dribles humilhantes, que não seja uma avenida. Alguém que ajude o time a não sofrer gols como foram contra o Grêmio, o Coritiba, o Bahia, o Palmeiras, sempre pela direita. E pela esquerda, também, mas em menor quantidade.

Era a hora de Pinotti, Leco, Dorival, o filho do Dorival, o incensado departamento de estatísticas se reunissem em uma sala por cinco horas. Vídeos, troca de informações, um brainstorm. E definir dois nomes para as laterais. E contratar um deles, no mínimo, rapidamente. E por que rapidamente? Para que o treinador pudesse trabalhar com o novo reforço por dez dias. Montar um bom esquema de cobertura, determinar funções e definir como o novo jogador ajudaria a fechar a casinha.

Nada disso foi feito. E Dorival está treinando Militão por ali. Acho que foi uma decisão perfeita, diante do que se tem. É um jogador técnico, e que, apesar de jovem, ter personalidade. Mas é uma improvisação.

E, enquanto não contrata, o São Paulo manda Douglas para a Chapecoense. Um PREVISTO movimento. Mas, por que a Chapecoense, rival direto na luta contra o rebaixamento? Não dá para entender.

O São Paulo está mal, tem uma janela para se reforçar e reforça o adversário.

Está difícil entender.

 


Pinotti: “São Paulo não tem problemas de elenco e não vai cair”
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O blog entrevistou Vinícius Pinotti, diretor executivo  de futebol do São Paulo.

O São Paulo cai?

Não cai. De jeito nenhum.

Por que você fala isso? Porque time grande não cai? Muitos caíram

Nada disso. Eu não falo nada baseado em ditado ou em sorte ou azar. Não cai porque estamos trabalhando duro e muito bem. Fizemos mudanças na hora certa e o resultado vai aparecer.

Você parece tranquilo? Dormiu bem?

Passei a noite praticamente em claro depois da derrota para o Coritiba. Não gostei do trabalho do juiz e também lamentando os nossos erros, perdemos gols que poderiam ter definido o jogo. Mas não cai não. Quero ressaltar que agora contratamos o Altamiro Bottino, nosso coordenador científico, que vai ajudar no curto, médio e longo prazos.

Você teve uma reunião hoje. Novas contratações?

Sinceramente, eu acho que o problema do São Paulo não é mais de elenco. O grupo foi qualificado e agora é hora de aprimoramento e de melhora.

Tem tempo para isso?

Tem, sim. O time já está melhorando e tem rendido melhor, apesar da derrota. O trabalho do Dorival Jr. está aparecendo e temos alguns ajustes pontuais a fazer. Estamos trabalhando para isso.

Quando você fala em ajustes pontuais, a torcida pensa em Bruno.

Ah, não vou citar nomes, não vou crucificar ninguém. O que eu posso dizer é que o Dorival gosta do Bruno e acredita em um bom rendimento dele.

O Jonatán Gómez é um jogador para resolver?

Ele não é o craque do time, ele não é o camisa 10 que vai resolver, mas é um jogador tático, um jogador aguerrido e compromissado. Carregava o Independiente Santa Fe nas costas. Quando o time crescer, ele vem junto. E fez um bom jogo contra o Coritiba

A saída do Wellington Nem, contundido, vai abrir espaço para o Brenner?

O Dorival que escala, mas o Brenner, todo mundo sabe, é um jogador de muito futuro. Estamos fazendo um novo contrato com ele e, como o Dorival sabe muito bem a hora de lançar garotos, temos confiança que ele pode ajudar ainda o São Paulo talvez esse ano.

 


Hernanes é um grande acerto de Leco e Pinotti. Mesmo que não dê certo
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Hernanes, desenhado aqui pelo genial Mario Alberto, está de volta ao São Paulo. É uma contratação importantíssima, principalmente pelo momento ruim que time passa. É um jogador de alta capacidade técnica, com bom desarme, ambidestro e boa chegada no ataque. Tem identidade com o clube e tem muita personalidade. Em seu currículo, constam 35 gols em 218 jogos pelo clube.

Impossível contestar uma contratação assim. Mesmo os opositores de Leco. Bem, em seu vídeo de apresentação, Hernanes não precisa dizer que veio graças aos esforços de Leco e Pinotti. Desnecessário, não é?

Hernanes foi um grande acerto do São Paulo.

E se não der certo?

Hernanes tem 32 anos e já há algum tempo não está jogando bem. Seus números na Itália eram declinantes. Na Lazio, onde foi ídolo, fez 41 gols em 156 jogos. Depois, na Inter foram sete gols em 52 jogos e na Juve, dois gols em 35 jogos.

Foi para a China. Não se adaptou onde também não jogou bem. Fez um gol em apenas seis jogos no Heibei.

Qual Hernanes volta? O mesmo que foi? Lógico que não, nunca é assim. Mas é alguém que pode ajudar muito o São Paulo. Pode formar uma linha de três com Jucilei e Petros, o que faria Dorival sair da zona de conforto e deixar de jogar com dois atacantes pelo lado. Eu jogaria com Jucilei, Petros, Hernanes, Cueva (até quando?), Marcinho e Pratto.

O time ganha esperança. Ganha respeito. Só isso justifica a vinda de Hernanes. Se jogar bem, será um grande acerto. Se fracassar, não terá sido um erro.


São Paulo é uma comédia de erros. Walter é o capítulo mais recente
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A comédia de erros que tem sido a gestão Leco/Pinotti à frente do futebol do São Paulo teve outro exemplo com a tentativa de contratação do goleiro Walter, reserva de Cássio no Corinthians.

Capítulo 1

Dorival Jr. detecta o maior problema do São Paulo e pede a contratação de um novo goleiro.

Capítulo 2

O São Paulo faz uma oferta por Walter

Capítulo 3

Corinthians recusa a oferta do São Paulo

Capítulo 4

Walter, como consolo por não sair, recebe um aumento

Capítulo 5

O São Paulo continua com Renan Ribeiro

Capítulo 6

Renan Ribeiro se sente desprestigiado e com certeza de que seus tempos de reserva voltarão. Agora ou em 2018. A não ser que o time caia.

Moral da história – Corinthians e Walter se deram bem. São Paulo se deu mal. E, em vez de ganhar um novo goleiro, continua com o anterior, agora sob o peso da desconfiança.

Tudo é amadorismo no São Paulo. O novo estatuto, vendido como algo renovador na gestão do clube, mostra-se um conto de quimera. Haveria diretores remunerados, buscados no mercado, longe dos vícios gerenciais existentes em diretores amadores.

Para o futebol, foi contratado Vinícius Pinotti, alguém vindo da área empresarial e sem nenhum vínculo com o futebol, além de haver ajudado na contratação de Ricardo Centurión. Daí, foi para o marketing e agora para o futebol. Qual a vivência dele com jogadores? Qual a presença dele no mercado futebolístico? Qual o histórico dentro do futebol?

O São Paulo está trocando pneu de um carro em alta velocidade. O piloto era inexperiente. E o chefe da equipe, ainda mais.

Uma comédia de erros que pode terminar em tragédia.


Pinotti, você não está preocupado? A torcida está desesperada
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Menon

Durante a semana, o São Paulo apresentou Arboleda e Gómez, novos contratados. Estava lá e prestei bastante atenção quando um colega perguntou a Vinícius Pinotti, diretror de futebol, se ele estava preocupado com a situação do São Paulo no campeonato.

A resposta veio de maneira direta, sem titubeio. Voz firme, sem nenhuma mudança. Rosto confiante, ems consonância com a voz. “Nenhuma preocupação. Nenhuma”. A empresa de Pinotti, no ramo de beleza feminina, é muito sólida. Mesmo assim, eu o imaginei respondendo a alguma pergunta desse tipo dos diretores. Levaria confiança, sem dúvida.

Futebol é diferente de empresa. Futebol envolve paixão. E os “acionistas” entendem de futebol tanto quanto os Pais da Pátria, tanto quanto os Cardeais, tanto quanto os dirigentes, remunerados ou não. E a torcida está desesperada. Depois da derrota contra o Flamengo, o time já está na zona de rebaixamento.

Pode-se fazer uma segunda análise, sobre a proximidade com os outros em situação ruim, mas ficar contando número de gols sofridos e marcados, é uma ofensa ao São Paulo, por sua história. É coisa para Pinotti fazer. Como ouvir Avaí e Ponte e torcer os dedos pela Ponte.

Pinotti precisa se reunir com Leco e Ceni urgentemente, caso ache que Ceni mereça continuar. Aliás, colocar multa de R$ 5 milhões para um treinador inexperiente, é coisa que ninguém faria em sua empresa. Leco fez. Bem, na necessária conversa com Leco e Ceni, é preciso montar uma estratégia de guerra.

O treinador perdeu seu auxiliar. Precisa de ajuda.

Um clube grande não pode ficar montando elenco durante o campeonato. E um terço dele já está indo embora. E Pinotti, você precisa se preocupar e muito. Quando um time precisa mudar e o treinador precisa se limitar a Denílson, Wellington Nen (entrará em forma) e um garoto como Shaylon para mudar o jogo, é porque a situação é muito difícil.

Chama o Leco para conversar. E fique muito preocupado, Pinotti. Futebol não é sabonete, não.


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