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Liberté. Égalité. Fraternité. França unida não foi vencida
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Menon

A França é campeã do mundo, colocando em prática os clichês que treinadores brasileiros adoram repetir: 1) se o coletivo funcionar, vai aparecer o individual e 2) nenhum de nós é mais forte que todos nós juntos.

Bobagens de autoajuda.

A verdade é que Deschamps montou um time compacto e eficiente. Teve alguns apagoês como levar três gols da desorganizada Argentina, mas, em geral não sofreu.

Teve um caminhar muito melhor que a Croácia, que precisou de prorrogação para eliminar Dinamarca, Rússia e Inglaterra, enquanto a França vencia Argentina, Uruguai e Bélgica.

O primeiro gol saiu de um erro de Pitanga, que caiu no conto de Griezmann. Depois, o gol de Perisic, que fez grande Copa. E o gol de Griezmann, com o VAR confirmando um pênalti imbecil, fruto de uma determinação imbecil da FIFA.

Com 2 x 1 contra, a Croácia passou a atacar ainda é a França teve o grande mérito de reagir.

E apareceram as individualidades. Pogba, melhor jogador jovem do Mundial Sub-20 2013, melhor jogador jovem da Copa-14, coroou seu bom Mundial para ótimo passe para Mbappé e para a conclusão da jogada, de canhota.

Mbappé fez o quarto e Lloris, com sua irresponsabilidade, deu nova vida à Croácia.

E deu França. Igualité. Fraternité. Em campo, com um time unido e lutador.

Liberté para os craques.

E que a miscigenação da sociedade francesa não se restrinja à seleção nacional. E que descendentes de africanos não precisem jogar bola para se sentirem aceitos. E respeitados.

 


Hazard foi pouco contra a França
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A Bélgica que Tite esperava dia 6 em Kazan, apareceu dia 10 em São Petesburgo. Linha de três, dois volantes, três meias e Lukaku como centroavante. Falta um. Chadli, ora lateral, formando quatro defensores, ora mais avançado.

Hazard era um dos meias. O único que jogou em seu nível. Brilhante, na esquerda, no meio, na direita. Armando e  também combatendo. Uma ótima Copa, titular em quantas seleções forem feitas por aí.

Foi pouco contra a França que teve mais gente em alto nível. Matuidi foi ótimo, marcador implacável é bom passe. A Pogba, tocó danzar con la fea, como dizem os argentinos, e ele conseguiu tornar um pouco menos brilhante o jogo de Hazard.

Mbappé é o grande brilhante do futebol mundial, a maior promessa de jogador predominante nos próximos cinco anos. Deu dois passes antológicos para Giroud.

Giroud é um legítimo representante da linhagem de Dugarry e Guivarch. Ruim. Muito ruim. Deve ser superstição ganhar a Copa com centravante ruim.

Melhor acreditar em superstição ou até bruxaria do que na nova tese que viceja: não precisa marcar, basta recompor.

Venceu o melhor, novamente com um gol de cabeça de zagueiro. Varane contra o Uruguai e Umtiti contra a Bélgica. Faltou o gol contra de Courtois. Não haverá, ele não é Muslera.

Fazendo um paralelo com a atuação do Brasil, é notório que Pogba, Canté e Matuidi, juntos, são muito mais fortes defensivamente do que Fernandinho e…quem mais, mesmo?

A ótima geração belga, de Courtois, Bruyne e Hazard, pode ficar em terceiro e superar o time de Pfaff, Gerets e Scifo, quarto lugar em 86.

Não é pouco, podiam ter ido mais longe, mas como comparar ao glorioso futebol brasileiro? O que fizeram com o futebol brasileiro, dirigido sob o signo da desonestidade há décadas?

Por fim, bom ver dois times multiculturais jogando bem. Pena que a integração não seja também na sociedade francesa e nem na belga. Bélgica, aliás, que foi governada pelo Rei Leopoldo, um genocida.


França pode repetir a Holanda?
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Em 1974, a Holanda surpreendeu o mundo com um futebol revolucionário. Perdeu a final para a Alemanha, por 2 x 1 e, para chegar lá, passou pelos gigantes sul-americanos: 2 x 0 em Uruguai e Brasil e 4 x 0 na Argentina.

Em 2018, a França não surpreende ninguém no mudo globalizado e com seu futebol nada revolucionário. Para chegar às semifinais, eliminou os gigantes Argentina (4 x 3) e Uruguai (2 x 0). E talvez tenha de repetir 86, 98 e 2006 para superar o Brasil, se quiser chegar à final, como a Holanda.

É um bom time, com a zaga Umtiti e Varane e com o meio-campo Matuidi, Cante, Pogba, Griezmann. Mbappe é uma estrela em ascensão, capaz de um jogo monstruoso contra a Argentina e de uma simulação ridícula contra o Uruguai. Giroud não é um dos dez mais. Hernandez, Pavard e Lloris são ótimos coadjuvantes.

Pode vencer o Brasil, se for o Brasil. Pode vencer a Bélgica, se for a Bélgica. Mas pode, sim, ser vencida pelo Brasil.

Esperemos.


Neymar, Coutinho e Jesus. Um trio de ouro que ninguém mais tem
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Trio de Ouro

Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas criaram o Trio de Ouro, que fez grande sucesso nos anos 50 do século passado.

Gabriel Jesus marcou na dura vitória do City 100% sobre o ótimo Napoli. Coutinho fez um dos sete gols do Liverpool sobre o fragílimo Maribor. Firmino fez dois, mas vamos falar dos outros dois. Jesus e Coutinho formam uma dupla de coadjuvantes para Neymar que ninguém mais tem. Um trio de ouro.

Cristiano Ronaldo é mais que Neymar, mas não tem ninguém a seu lado. Ninguém de nível. Bernardo Silva é o melhor.

Messi é o maior de todos. Tem Dybala e Di Maria, mas eles ainda não renderam. A Argentina, enquanto time, não existe. É um bando de bons jogadores esperando Messi resolver. Tudo pode mudar, pois Sampaoli é bom treinador, mas ainda não.

Alemanha, Bélgica e França são concorrentes fortes do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. São times bons, com alguns trios (Pogba, Mbappé e Griezman; Hazard, De Bruyne e Lukaku; Kroos, Muller e Draxler) mas não tem um destaque. Podem até vencer a Copa, principalmente Alemanha e França.

Mas ninguém tem um trio tão homogêneo como o Brasil. Neymar tem companheiros que fariam inveja a CR7 e Messi, os melhores do mundo. Com esses três, Tite tem uma base muito boa. Um trio de ouro, com coadjuvantes ótimos como Paulinho, Marcelo e Daniel Alves. Dá para fazer um grande time.


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