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Vamos lotar o Canindé
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Menon

O trabalho do Paulo Batista mostra como é difícil para o torcedor da Portuguesa acompanhar seu time. Um fado fado ben triste, uma angústia.

Pois no domingo, não precisa de malabarismo. Basta ir ao Canindé as 10 da manhã e incentivar o time que tem um jogo de seis pontos contra o Juventus. Para ser campeão? Não, para não cair novamente.  A tristeza não acaba e e por isso é importante apoiar o time.

 

 

 


Como é duro torcer para a Lusa
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Não sou torcedor da Portuguesa, mas gosto do time. Acompanho sempre, mas estou desiludido. Fiquei com raiva do Alexandre Barros, que está montando times cada vez piores e deixei de ouvir a rádio dele.

Ontem, nem sabia o horário direito. Quando me lembrei, acionei no NetLusa, do amigo Lucas Ventura. Estava 1x 0 aos 28 minutos. Eu pensei que fosse o segundo tempo. Desliguei para ver apenas o final. Quando fui ver novamente, tive a surpresa. No exato momento, a Penapolense empatou, como o Lucas já previa.

Desliguei e fui para o Twitter. Passaram três minutos e sou avisado da virada da Penapolense. Fiquei irritado.

Passou um tempo e me arrisquei no NetLusa. Justamente na hora do empate. Saí imediatamente, para não dar azar.

Entro no twitter e leio o Felipe Higino escrevendo: a Lusa ainda vai me matar. Pronto, virou de novo.

Fui no NetLusa e a virada era da Lusa. Lucas estava desesperado. Saí rapidamente e voltei aos 45 minutos. Resolvi deixar de ser covarde e fiquei até o final. Vitória.

Agora, tem Juventus e Guarani em casa. Com luz? Sem luz? Com quem, se o elenco é tão curto. Não interessa. Com quatro pontos, dá para escapar.

Se der, domingo de manhã estarei lá.


Leões sequestram pizza e prometem público zero para novo treinador da Lusa
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O treinador Alan Aal estreará na Portuguesa na quarta-feira, dia 21, contra o Audax, em casa. E terá muito pouco apoio vindo das arquibancadas. A torcida organizada Leões da Fabulosa promete boicote total ao jogo, em protesto à situação atual do clube, 14º colocado, a um ponto da zona de rebaixamento. É um protesto programado, ao contrário do que ocorreu na noite de 30 de janeiro, após a derrota por 3 x 0 para o Oeste. Os torcedores interceptaram um motoboy que chegava ao Canindé com dez pizzas para o jantar dos jogadores. Pagaram a conta de R$ 350 e se fartaram de mussarela, frango com catupiry e calabreza.

A Portuguesa tem seis pontos ganhos. O Audax, lanterna, tem quatro. Os dois times tem sete jogos realizados, enquanto Água Santa (cinco pontos) e Juventus (seis pontos) fizeram um jogo a mais. Mesmo diante da necessidade urgente de uma vitória, o novo treinador fala em equilíbrio. “É o caminho mais fácil para vencer. Vi o último jogo do time (0 x 0 contra o Nacional, fora de casa) e o primeiro tempo foi muito bom. No segundo, a ansiedade criou desequilíbrio e demos oportunidades aos rivais”;

Aal veio à Portuguesa por indicação de Mateus Costa, treinador do sub-20 do Paraná, que assumiu o clube quando Lisca saiu e levou o clube ao acesso à Série A do Brasileiro. Foi convidado para assumir a Lusa, mas não aceitou e indicou Aal, que levou o Foz do Iguaçu à semifinal do campeonato paranaense. Foi eliminado nos pênaltis, já sem Aal, que havia se acertado com a Portuguesa.

Ao explicar o motivo a troca utiliza um recurso recorrente nos últimos tempos. “A Portuguesa é grande, tem enorme representatividade e está momentaneamente em um lugar que não é seu. Vim para ajudar”. O contrato é até o final do ano, o que significa que dirigirá o clube também na Copa Paulista, torneio que dá ao campeão uma vaga na Série D.

Além de público zero, o novo treinador terá de lutar com o fantasma de salários atrasados. Foi o principal motivo da saída de Guilherme Alves, o ex-técnico. O zagueiro Fabão foi demitido após comandar uma greve de um dia, quando ninguém aceitou treinar. Ele diz que não indicou novos jogadores, mas é certo que se busca um novo centroavante para a fase final do campeonato. Guilherme Queiróz pediu rescisão de contrato antes do início do campeonato e William Batoré repetiu a atitude, depois de duas partidas.

Um reforço pode ser o meia Rodrigo Vilares, que fez uma Copa São Paulo muito boa pela A.D Guarulhos. Tem 20 anos e foi treinado pelo português João Mota, que assumiu o sub-20 da Portuguesa. Ele tem o curso A da Uefa e se prepara para cursar o Pro, o mais qualificado de todos. Está no Brasil há três anos e tem a filosofia de que não adianta ganhar jogando mal. É preciso ganhar jogando bem. Um luxo que Aal não pode ter. Ele tem oito jogos para impedir que a Portuguesa caia para a série A-3.


Guilherme: “time com salário atrasado, não sobe”
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Em seu terceiro ano seguido na Série A-2 do Paulista, a Portuguesa contratou um especialista em acessos para voltar à elite do

futebol paulista. É Guilherme Alves, centroavante artilheiro em muitos times grandes, como Galo, Corinthians e São Paulo, e que conseguiu três acessos em cinco anos de carreira. Em 2012, levou o Marília para a Série A-2, repetiu o feito no ano seguinte com o Novorizontino e, em seguida, levou o Novorizontino para a principal divisão do estado.

O blog conversou com ele:

Qual é o segredo para tanto acesso?

A receita é a montagem do elenco e ter salário em dia. O treinador precisa participar das contratações, trazer pessoas em quem confia e trabalhar bastante. Mas nada vai dar certo se o salário atrasar. Eu sou um treinador muito exigente, peço muito aos meus jogadores e sou atendido porque ele sabem que eu luto por eles. Agora, se não tiver salário, quem vai confiar em mim? O presidente Alexandre Barros concorda comigo e está fazendo tudo por nós.

É preciso ter jogador cascudo para jogar a segunda divisão?

Olha, eu discordo. Isto é coisa dos anos 90. Para subir, jogador precisa ser bom, precisa ter qualidade. Eu gosto muito de montar os times para jogar no campo do adversário e para ter posse de bola. Precisa jogador bom para fazer isso.

Dá para fazer isso com o elenco atual da Lusa?

Sinceramente, não. Em muitos jogos, sim, mas em todos, não. Quando estivermos fora de casa, muitas vezes vamos jogar atrás, de forma reativa para ter transição rápida.

Então, vai jogar muito pelos lados do campo…

Exatamente. E tenho três jogadores para fazer isso muito bem. Tem o Luizinho e o Matheus Nolasco que são muito rápidos. E o Fernandinho que é um extremo de muita força. Estamos bem servidos assim.

E no centro do ataque?

Nosso centroavante seria o Guilherme Queiróz, que preferiu sair. Nós trouxemos o William Batoré, que tem menos mobilidade e mais presença de área. A finalização dele é melhor que a do Queiróz.

E o Raul? Um amigo me disse que fez uma pesquisa e que ele fez sete gols nos últimos sete anos…

A estatística que eu tenho é outra. Ele jogou 45 minutos na Portuguesa e já fez um gol. Eu vejo muito jogo de futebol por aí e estou apostando nele, que veio do Desportivo Brasil. Vai ser uma opção para nosso time.

E o meio campo?

Tem o Pereira, que eu quero ver na frente, perto do ataque. É o quinto campeonato que faremos juntos. O Carlinhos, lateral, também. Eu respeito jogador, não desisto de ninguém e estamos criando um grupo forte. Estou procurando um segundo volante com boa saída de jogo, que faça área até área. E vamos buscar ainda um novo reforço, mas vamos esperar um pouco.

Por quê?

Quando você tem dificuldade financeira, precisa ter sabedoria para contratar. Os nossos titulares ganham um pouco mais e os reservas ganham menos. Então, não tem dinheiro sobrando. Precisa ter criatividade. Tem jogador bom que está esperando um contrato mas que não consegue. Então, começa o campeonato e ele está livre. Então, vamos atrás.

A zaga, como está?

Vou jogar com três zagueiros. O Gabriel é veterano, mas está em ótima forma. Trabalha duro e não perdeu um treino. Estamos esperando o Fabão, que não está em forma. Temos também o Léo Coelho e o Marcos Vinícius. Estou tranquilo nesse setor. Fizemos dois jogos na Copa Rubro-Verde e não sofremos gols. Mais ainda, houve apenas cinco finalizações contra nosso time.

A Portuguesa saiu invicta do torneio e perdeu o título por causa dos erros na decisão por pênaltis. Vai mandar a moçada treinar?

Meu primeiro treinador foi Telê Santana e ele exigia muito dos fundamentos técnicos. A gente cobrava pênalti e falta. Eu repito isso na Portuguesa. Pode ter certeza que treino não falta.

E o gol?
Estamos muito bem no gol. O João é uma revelação do Flamengo e vai ter sucesso. O Leandro veio de duas temporadas no Guarani, com 50 jogos realizados.

Por que jogador de clube grande não quer vir para a Lusa?

Porque não temos calendário no segundo semestre. Jogador quer ter garantia de trabalho, no mínimo de Série B. Não temos nada a oferecer.

Quem é o favorito para subir?

O campeonato é muito duro e deveria permitir o acesso de quatro times. Dois é muito pouco. Os favoritos são o Água Santa, que tem muito dinheiro, além de Guarani e Oeste que estavam na Série B do Brasileiro. O Oeste quase subiu.

Tem alguma surpresa boa para a torcida?

Tem sim. O lateral esquerdo Cesinha, da base. Eu já queria que ele tivesse subido, mas preferiram que fosse para a Copinha. Esse menino joga muito e a Portuguesa vai ganhar muito dinheiro com ele. O zagueiro Brunetti também vai subir, mas o Cesinha está bem à frente.

 


Fica, Zé Roberto. Fora, Marcão
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Uma lembrança recente, verdadeiro fantasma, atazanou a vida do zagueiro Marcão, da Portuguesa do Rio. Uma lembrança antiga, verdadeiro bálsamo diante do presente tão ruim, se transformou em uma linda homenagem a Zé Roberto, que, aos 43 anos, voltou a defender a sua Portuguesa, que ajudou a levar ao vice-campeonato brasileiro de 1996.

O herói e o vilão se encontraram na primeira rodada da Copa Rubro-Verde, que reuniu Associação Portuguesa de Desportos, Associação Portuguesa Londrinense, Associação Atlética Portuguesa (de Santos) e Associação Atlética Portuguesa (Ilha do Governador, do Rio). O primeiro jogo reuniu as Portuguesas do Rio e do Santos.

E começou a perseguição ao esforçado zagueiro Marcão, da Portuguesa carioca. A bronca vem do ano passado, quando Marcão fazia a dupla de zaga da Portuguesa de Desportos com Gabriel. O time chegou às semifinais da Copa Paulista, mas foi eliminado pela Ferroviária. Era a última chance de conseguir uma vaga para a Série D. Marcão, que estava emprestado, voltou ao Rio, mas, antes, criticou a falta de estrutura da Portuguesa.

Foi o bastante para que virasse a Geni da primeira rodada. O torcedor da Lusa é passional. Ele pode falar mal, mas ah se alguém resolve apontar um defeito de seu time. E foram 90 minutos de vaia. E de apoio à Briosa, de Santos. O jogo terminou 2 x 2 e foi para os pênaltis.

Cleitoooooon, Cleitoooooooon….

O goleiro da Portuguesa Santista nunca teve tanto apoio na vida. Seu nome era gritado a cada cobrança, como forma de apoio. Não adiantou. Os cariocas fizeram os cinco pênaltis e foram para a final. E tome vaia para Marcão, quando se aproximou da saída de campo, rumo ao vestiário.

Será que ele fica?

A pergunta tomava conta da torcida da Lusa, agrupada atrás de um dos gols. Ele é Zé Roberto, uma das grandes revelações da história do clube, jogador que fez sucesso na Alemanha e que jogou duas Copas do Mundo.

Fica, nada. O cara se aposentou no Palmeiras, tem um bom salário e vai jogar a Série A 2. Já pensou se cai a mancha a carreira?

Fica, sim. São só 15 jogos, dá para se acertar com o Palmeiras e ajudar a gente.

Zé teve seu nome gritado no início, durante e no final do jogo. Seu currículo não admite concorrência com os que estavam em campo. Mas não é só isso.

Quem é este zagueiro aí?

Não sei, não. Nome na Portuguesa é difícil.

O diálogo entre dois torcedores é revelador. Nos últimos anos, a cada semestre, sai uma barca do Canindé. E chega outra. Jogadores e jogadores que não impedem rebaixamentos sucessivos. Nos últimos dois anos, o time escapou do rebaixamento para a Serie A-3 na última rodada.

Mesmo assim, a torcida canta, orgulhosa

Luta, Luta,

Pela camisa e pela glória

Hoje, temos de ganhar.

Havia outros gritos. Zé Roberto é da Leões. E a autolouvação dos Leões da Fabulosa, dizendo que dão porrada em gambá, pó de arroz, na porcada, no time da baixada, jurando que já bateu em mais de mil e que já apavorou até no Rio.

A Portuguesa foi bem melhor e venceu por 2 x 0. E a espera da torcida, era por Zé Roberto. Enquanto ele não vinha por conta de uma entrevista para a televisão no meio do campo…vaias para o repórter que ousava segurar o ídolo.

Zé não vinha, mas o zagueiro da Portuguesa Londrinense vinha. Muito magro e com uma cabeleira afro dos anos 70, foi homenageado com direito a nome de jogador belga.

É Felaini, é Felaini, é Felaini;

Felaini abanou a mão e foi tragado pelo túnel.

Zé Roberto veio em seguida, com a mão no coração e depois acenando para os Leões da Fabulosa.

Fica, Zé Roberto, Fica….

Era uma súplica, um desejo imenso de voltar no tempo, quando o craque tinha 21 anos.

Ele fica. Até domingo. Depois, é hora da Lusa caminhar com suas próprias pernas. Com as pernas de marcões.


Picadinho com Chico Buarque, Zidanilo, basquete e Portuguesa
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Saiu o disco novo de Chico Buarque de Hollanda e não foi decretado feriado nacional? Trago duas letras para vocês. Elas falam da estranheza com o outro, do choque cultural que pode resultar em violência ou em poesia.

As Caravanas mostra a estranheza da classe média na praia quando chegam os negros do morro, com picas enormes e sacos de granada. Mata! Esfola!

Blues para Bia mostra um homem que deseja se declarar para uma mulher que gosta de mulheres. Para conquistá-la, ele pensa em um gesto extremo.

AS CARAVANAS

É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turqueza à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana

A caravana do Arará — do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o combio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho

A caminho do Jardim de Alá — é o bicho, é o buchicho é a charanga

Diz que malocam seus facões e adagas
Em sungas estufadas e calções disformes
Diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré

Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria

Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará

BLUES PARA BIA

Eu fiz este blues pra Bia
Mas Bia não vem me ouvir
Não vou censurar a bela
É da natureza dela
Viver solta por aí

Compus doce melodia
Pra ela se enternecer
Rimei com melancolia
Meu dia a dia sem Bia
Mas Bia não quer saber

Vai ver que nem imagina
Que estou a me insinuar
Talvez ela dê risada
Talvez fique encabulada
Talvez queira me avisar

Que no coração de Bia
Meninos não têm lugar
Porém nada me amofina
Até posso virar menina
Pra ela me namorar

A PORTUGUESA, DEPOIS  de anos de vexame, faz uma campanha digna. Com 20 pontos em dez jogos, ocupa o segundo lugar de seu grupo na Copa Paulista, que garante uma vaga na Série D do ano que vem. Paulo César Gusmão é o terceiro técnico da Portuguesa na temporada. Marcelinho Paraíba é o destaque. O líder do grupo é o São Caetano, com 21 pontos. O Santos, que joga com juniores, está em quarto. O São Paulo, que também joga com juniores é o segundo de seu grupo. XV de Piracicaba e Ferroviária lideram o seu. Classificam-se quatro de cada grupo para a segunda fase. E, em seguida, oito disputarão os mata-matas.

O BASQUETE MASCULINO DO BRASIL fez campanha ruim na Copa América. Venceu a Colômbia por dois pontos e perdeu para México e Porto Rico. Está eliminado e também fica fora do Pan Americano de Lima, em 2019. Pela primeira vez, desde 1959. O feminino ficou em quarto lugar e ficou fora do Mundial de 2018. Canadá, Argentina e Porto Rico se classificaram. Sim, o Brasil ficou atrás de Argentina e Porto Rico que mal tinham time feminino. O fundo do poço tem areia movediça para o basquete brasileiro.

DANILO SOFREU CONTUSÃO MUSCULAR  e vai ficar um mês parado. Já não joga há 13 meses. Uma pena. Danilo é o maior injustiçado que já vi em seleção brasileira. Campeão da Libertadores duas vezes, campeão do mundo duas vezes e nunca foi convocado. Um grande jogador na reta final da carreira.


O que Ceni, Carille, Baptista e Dorival precisam fazer urgentemente
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Menon

Bem, já pode criticar treinador? Acabou a quarentena? Foram 12 jogos classificatórios e mais um no mata-mata. É um bom período de trabalho ou precisa mais. As perguntas são pertinentes. No Brasil, é mais pecado falar mal de um técnico do que do Papa Francisco. E olha que ele entende de futebol… Treinadores no Brasil atual alcançaram um status em críticas a eles são consideradas uma afronta à modernidade gerencial do futebol. São defendidos como se estivessem no cargo obrigados. Como se não recebessem salários espetaculares, astronômicos, estratosféricos. Sim, eu sei que são poucos. Mas é destes poucos que eu quero cobrar. Posso?

É preciso tempo, dizem. O campeonato paulista não deve ser levado em conta, é apenas pré temporada, repetem. Não se pode cobrar por resultado e sim por desempenho. Mas desempenho não precisa levar a resultado? Ou o título é só um detalhe?

Sinto afirmar aos nossos treinadores que o prazo acabou. Começaram as decisões e é hora de o serviço ser analisado.

Rogério Ceni pode repetir, a cada entrevista, as estatísticas que quiser, mas a única que interessa a partir de agora é a diminuição drástica dos gols sofridos. Já houve uma melhora nos dois últimos jogos, a partir da efetivação de Renan e de Jucilei.

Fabio Carille não pode mais ser julgado apenas pelos resultados. A não ser que esses resultados levem ao título. Nem um vice-campeonato pode ser aceito se o time mantiver o futebol arrastado, sem imaginação e, pior, sem gols.

Eduardo Baptista precisa fazer o time melhorar na Libertadores. Para o elenco que tem, é muito pouco empatar com o Tucuman e vencer o Wilstermann com um gol aos 47 minutos do segundo tempo. Há um problema claro a ser resolvido: a avenida no lado esquerdo, seja com Egídio ou Zé Roberto.

Dorival é a maior decepção. O time cresceu muito no final do ano passado. Começou 2017 com pinta de campeão (eu o apontei como favorito ao Paulista no início do ano). Era a hora de um novo passo. Após mais de um ano no cargo, o Santos parecia estar pronto para deixar de ser um papa-paulistão para ganhar grandes competições. E está difícil até o Paulista.

Um dos quatro estará salvo de críticas após o final do Paulista. O campeão. A lei da selva é assim. Quem mandou ser técnico de time grande? Está achando duro? Vai dirigir o Audax.

VALDIVIA POR GIOVANNI AUGUSTO É UMA ÓTIMA troca para o Corinthians. Pode ser boa para o Inter, também. Mas a verdade é que o tempo de Givovanni Augusto no Corinthians já acabou. Não deu liga. Ele fomra com Marquinhos Gabriel, Marlone e k
Guilherme, os Quatro Mosqueteiros do Desânimo. São quatro que não passariam no exame para fazer parte do Bando de Loucos. São muito normais para serem corintianos. O que dirá, para ser jogador do Corinthians?

UM SAMBA – Agora vou mudar minha conduta/Eu vou pra luta pois eu quero me aprumar/Vou tratar você com a força bruta/Pra poder me reabilitar/Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?/Com que roupa eu vou pro samba que você me convidou?/Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou? (Com que roupa?/Noel Rosa)

DOMINGO TEM CLÁSSICO NA A-2, reunindo, em Campinas, Guarani e Portuguesa. O Bugre tem 26 pontos e está em quarto lugar, o que lhe garantiria, hoje, um lugar no quadrangular que definirá os dois que subirão. A Portuguesa tem 23 pontos e ainda sonha co o G-4. É difícil, mas como o time conseguiu três vitórias seguidas e como sonhar não paga imposto… Passa na TV, onze da matina.

OUTRO SAMBA – Jura, jura, jura/pelo Senhor/Jura pela imagem/da Santa Cruz do Redentor/pra ter valor a tua jura/jura, jura
de coração/para que um dia/eu possa dar-te o amor/sem mais pensar na ilusão (Jura/Sinhô).

SE FUTEBOL RAIZ É BOM, FLÁVIO CAÇA RATO É mandioca. Umafigura que faz bem ao futebol, principalmente para quem o vê como algo lúdico, fora de padrões rígidos de educação, moral e bons costumes. Roubar gol do amigo, provocar o rival, como faz Felipe Melo, comemorar com alegria, tudo é um bálsamo para esse período careta em que vivemos. Quando uma pancada é punida com a mesma intensidade (nem sempre) de uma festa na hora do gol.

MAIS UM SAMBA – Deixa essa mulher chorar/Pra pagar o que me fez/Zombou de quem soube amar, por querer/Hoje, toca sua vez de sofrer (Deixa essa mulher chorar/Brancura)

 

 

 


Leão pede aos grandes: “tragam jogadores à Lusa. Eu cuidarei deles.”
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leaolusa2Emerson Leão aceitou o cargo de consultor de esportes da Portuguesa. Não vai ganhar nada. O acordo começou após uma entrevista no canal Fox. Disse que estava muito triste com a situação atual da Lusa e que gostaria de ajudar. Alexandre Barros, então candidato a presidente, ouvi e anotou. Ganhou a eleição, telefonou e marcou uma reunião. E o acordo foi fechado. Ele não irá indicar o treinador, mas estará pronto para dar opiniões.

E credibilidade é o nome do que Leão acredita que possa aportar à Portuguesa. “Dizem que a Portuguesa deveria pedir jogadores que os grandes clubes não estão usando. Eu acho o contrário. Se um grande time tem um jogador que não usa e não pensa em usar, por que ficar com ele? É muito melhor o jogador atuar. E há algum lugar melhor que a Portuguesa. Eu chego para dar credibilidade a esse tipo de transação. Podem trazer que eu me responsabilizo, eu serei o guardião. E por que podem confiar em mim? Porque sempre confiaram e não decepcionei”.

O mesmo raciocínio da credibilidade à prováveis patrocinadores. “A Portuguesa é o clube da colônia portuguesa. Eles precisam ajudar. E se quiserem ajudar, eu me responsabilizo. Serei o guardião de toda oferta, o dinheiro será bem cuidado”. Na busca de jogadores, entrará também a credibilidade de Luis Iauca, que também faz parte da direção. Com ele, os jogadores saberão – assim pensa Alexandre Barros – que os salários serão pagos em dia. Um tipo de incerteza que afastou muita gente da Lusa.

Para Leão, a Portuguesa deve abandonar todo tipo de gigantismo ou sonho alto. “Tem de ter os pés no chão e saber que não tem nada. Essa é a parte boa. Saber que não tem nada. E quem não tem nada, precisa de reconstrução. Eu gosto do papel de reconstrução e sou amigo da Portuguesa. Estou aqui para ajudar”.

 


Portuguesa tem direito à dignidade
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portuguesaA Portuguesa não tem um time à altura de sua história. A Portuguesa não tem presidente. A Portuguesa tem dívidas que dificilmente conseguirá pagar. A Portuguesa pode perder seu estádio. A Portuguesa atrasa salários constantemente. A Portuguesa pode deixar de existir. E é a Portuguesa que, mesmo soterrado por problemas e vergonha quem deu um grito de basta. A Portuguesa exigiu respeito. E surpreendeu com um gesto muito digno. Mostrou que está viva e que exige respeito.

Três jogadores de seu elenco posaram com uma bandeira do Corinthians. O quarto, seu capitão, muito querido pela torcida, foi ao Morumbi e torceu loucamente pelo São Paulo. Parecia mais um comandante de torcida organizada do que um jogador. A Portuguesa reagiu e afastou os quatro jogadores.

O ato ocasionou reações diferentes. Os três “corintianos” não tiveram defensores. Na verdade, foi um gesto que não apareceu na mídia. Renan, não. Todo seu entusiasmo e ingenuidade foram retratados e chegaram ao conhecimento da diretoria, que foi muito criticada pelo gesto.

O argumento é o seguinte: a Portuguesa não é rival do São Paulo. Assim, não haveria um erro de Renan.

Ora, o argumento seletivo diz então que seria errado e imperdoável Elias ser flagrado em um jogo do Palmeiras. O argumento aceita que o Fluminense acertou ao afastar Sheik, que cantava o hino do Flamengo dentro do ônibus do clube ao se dirigir ao estádio. Neymar estava certo em assinar contrato com o Barcelona antes daquela final do mundial entre Barça e Santos?

E quem é que decide o que é grande e o que é pequeno? Há uma tabela de grandeza que permite a alguns a reação e impede um grito de revolta do outro?

Ora, amigos, não interessa o quanto o São Paulo é gigante e o quanto a Portuguesa tem se apequenado. O que interessa é o sentimento dos torcedores da Portuguesa. Eles se sentiram magoados, tristes, atraiçoados. O fundo do poço se abriu por hectômetros ao ver seu capitão no estádio do rival, com a camisa do rival, incentivando o rival, comandando a torcida do rival. E a minha autoestima para onde vai?

O futebol é paixão, é amor, é ódio, transcende as relações profissionais. Um funcionário da TIM pode ir a um show patrocinado pela Vivo, pode dizer aos amigos que o plano da rival é melhor….Business. Futebol, não. Futebol é muito mais que um contrato de trabalho, muito mais que uma página na carteira de trabalho.

Os dirigentes da Portuguesa, pela primeira vez desde 2013, respeitaram o seu torcedor. É muito pouco. Deveriam fazer isso mais vezes. Deveriam abandonar as brigas, deveriam se doar ao time, ao clube, deveriam ter uma gestão profissional, deveriam respeitar a Portuguesa. Deveriam pagar em dia aos jogadores.

Afastar Renan é pouco. Mas foi uma atitude digna, E ninguém pode definir quem tem o direito de ser digno. O grande pode e o pequeno não? Qual a elasticidade da régua que mede valores humanos?

Se tiver alguma dúvida pergunte a um torcedor da Lusa como ele se sentiu com o que Renan fez – de maneira ingênua – no Morumbi.

Só eles podem saber.

Você também pode ouvir o podcast Tabelinha e descobrir a opinião de PVC e Claudio Carsughi sobre o tema. Clique AQUI


Lusa vende 6 mil ingressos e pretende chegar a 12 mil para decisão
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A Portuguesa faz jogo decisivo contra o Vila Nova, sábado às 19h no Canindé. Vale vaga para a Série B em 2016. O Vila ganhou a primeira por 1 a 0. Para subir a Lusa precisa ganhar por dois gols de diferença. Ou vencer por 1 a 0 e garantir a vaga nos penais.

petA meta dos dirigentes é levar 12 mil torcedores para o jogo. Foram colocados 15 mil ingressos à venda, 1400 deles dedicados ao Vila Nova. Até agora, a Lusa conseguiu vender 7 mi ingressos.

Uma grande parte faz parte do projeto Futebol Sustentável, em parceira com a Federação Paulista de Futebol. São cinco mil ingressos que podem ser trocados por duas garrafas Pet. A cada ingresso trocado, a Portuguesa recebe R$ 5 da Federação.

A procura é enorme.. Está praticamente esgotado. Donos de padaria estão levando garrafas Pet e dando os ingressos para funcionários e clientes. Muitos torcedores da Lusa estão levando amigos de outras torcidas para a troca, de forma a lotar o estádio.

Há ainda ingressos a R$ 10, R$ 40 e R$ 60, todos com direito à meia entrada.