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O Palmeiras é de Cuca. E está na briga
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Menon

Qual o maior ídolo do Palmeiras?

Fernando Prass.

Qual a contratação mais impactante do Palmeiras?

Felipe Melo.

Qual a contratação mais cara do Palmeiras?

Borja.

E o que aconteceu com eles?

Fernando Prass foi “preservado” e Jaílson é titular.

Felipe Melo, por incompatibilidade técnica e de relacionamento com Cuca, está afastado.

Borja é a opção da opção, está atrás de Deyverson e de Willian.

Cuca fez aquilo para que é pago fazer. Tomou decisões e, em nenhuma delas, vejo falta de caráter ou perseguição. Ele foi campeão com Jaílson, lembremos. Prass voltou com Eduardo Baptista e não estava bem. Voltou o Jaílson.

Cuca foi campeão com Moisés e Tchê Tchê e Felipe Melo não tem nada a ver com os dois. Felipe Melo é o volante da espera e Cuca gosta de volante que cace o adversário. É uma diferença muito grande e que mexe com todo o time.

Cuca foi campeão com Gabriel Jesus e Borja não tem nada a ver com Gabriel Jesus. Como Barrios não tinha.

O que eu discuto é se Cuca não deveria abria a cabeça, pensar fora da caixinha e se adaptar ao que tem? Cuca deveria mudar suas ideias para dar mais chances a Melo e Borja?

Bem, ele não mudou. Manteve-se fiel ao seu pensamento futebolístico e foi respaldado pela diretoria. Aumenta a pressão sobre ele. É o Palmeiras de Cuca que entra em campo. A responsabilidade é dele.

E a resposta tem sido boa. O Palmeiras é o líder das dez últimas rodadas do Brasileiro. Está subindo na tabela e há a possibilidade de uma bela reação. Bela não que dizer, necessariamente, suficiente.

Mas, há a Libertadores. No meu modo de ver, a prioridade virou a única opção. E há boas possibilidades. O Palmeiras de Cuca, só de Cuca, está na luta.


Palmeiras, mais cara decepção do ano. Ão, Ão, Ão, quarta-feira é obrigação
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Menon

Chagamos ao primeiro terço do sétimo mês do ano da graça de 2017 e o Palmeiras:

Não ganhou o Paulistão

Precisa vencer o Barcelona de Guayaquil, em casa, para avançar na Libertadores

Precisa vencer o Cruzeiro, fora de casa, para avançar na Copa do Brasil

Precisa vencer o Corinthians em casa, quarta-feira, para diminuir a desvantagem de 13 pontos em relação ao líder.

Sim, o Palmeiras milionário está TREZE pontos atrás do líder em DOZE RODADAS.

Uma diferença desse tamanho não se tira com menos de 13 rodadas. Um cálculo empírico, mas que tem fundo de verdade.

No final do jogo, William disse que o Corinthians está fazendo  uma campanha anormal e que alguma hora vai tropeçar. Há uma certa lógica, mas se o Palmeiras continuar mal assim, um tropeço do Corinthians vai ajudar é o Flamengo, que tem mostrando consistência na perseguição.

O time tem alguns problemas graves. Fernando Prass está muito abaixo do que pode. Não seria hora de Jaílton? Os laterais são fracos, tanto na direita como na esquerda. E Diego Souza vem aí. Mais um atacante? Precisa? É a maior deficiência do grupo?
O Palmeiras precisa reagir, para não flopar de vez. E a hora é quarta-feira.


Prass voltou a ser Prass e o Palmeiras voltou a vencer
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Menon

Depois de falhas seguidas nas derrotas contra Chapecoense, São Paulo e Coritiba, Fernando Prass fez uma grande jogo, com duas defesas salvadoras e foi fundamental na vitória do Palmeiras por 3 a 1 contra o Fluminense.

Foram defesas em momentos cruciais do jogo. No primeiro tempo, saiu nos pés de Henrique Ceifador e impediu o gol de empate no final do primeiro tempo. E,no segundo, aos 46 minutos impediu novamente a igualdade, pegando uma cabeçada de Marcos Júnior. Em seguida, Roger Guedes, com muita velocidade, fez o terceiro, como se fosse um centroavante. Poderia ser experimentado nessa função.

A importância das defesas de Prass pode ser medida pela entrevista de Edu Dracena, após o jogo. Disse que o Palmeiras precisava vencer de qualquer maneira, nem que fosse por meio a zero. E a vitória veio.

Não foi fácil. E por que seria? O Fluminense é um bom time e o Palmeiras estava pressionado. E mostrou algumas falhas. O lado direito da defesa, com Jean ou Tchê Tchê foi uma avenida para Marcos Calazans, auxiliado pelo lateral Leo. O gol de empate foi assim. O Palmeiras desempatou da mesma maneira. E fez o terceiro de maneira parecida.

O primeiro gol do Palmeiras foi de Guerra, em jogada iniciada com cobrança de lateral. Foi um ótimo chute do venezuelano, que fez ótima partida. Tomou conta do meio, armou jogadas, distribuiu a bola, deu o ritmo que quis ao jogo. Um contraponto a Felipe Melo, que nem jogou mal, mas que levou um cartão amarelo imbecil por um motivo imbecil. Foi reclamar de uma comemoração de Ceifador. Ora, não é ele que diz que futebol está chato, que precisa de festa? Não foi ele que dançou e festejou na Vila após a vitória?

O importante é que a vitória veio. E começou com as mãos de Prass.


Eduardo caiu. Não é o único culpado
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Menon

TECO TECOCONFIRMADA A QUEDA DE EDUARDO BAPTISTA.. MANTENHO O POST COMO ESTAVA.

 

A demissão de Eduardo Baptista é uma possibilidade que pode se concretizar em pouco tempo. A cultura no Brasil é de pouco tempo para o treinador mostrar resultados. E, convenhamos, nem é tão pouco tempo assim. Nas redes sociais, muita gente pede sua cabeça mesmo antes da derrota para o Wilstermann.

O discurso da narrativa que “Eduardo Baptista é um piloto de teco teco dirigindo um boeing” tomou corpo e ares de certeza absoluta. Mas ela é verdadeira?

Evidentemente o Palmeiras está rendendo abaixo de suas possibilidades. E tem a ver com o treinador, sim. Afinal, ele já está lá há mais de cem dias e o time tem um comportamento muito longe do que se poderia exigir.

Não tem identidade. Joga com dois, joga com três zagueiros, joga no 4-2-4 com a defesa escancarada, joga com Borja, joga com Willian, com Egídio, Zé Roberto… A única identidade que o clube tem é acreditar demais – a meu ver – na questão da raça, da entrega, da luta, o que, muitas vezes, é prejudicial. Tem a cara do discurso de Felipe Melo e não tem a cara do treinador. Que, observe-se, adotou o discurso belicoso como um mantra,

Mas, a favor de Eduardo Baptista, o elenco do Palmeiras é mesmo um boeing. O elenco, não o clube. O clube é muito maior que metáforas podem sugerir. E o elenco? Está à altura da fama? Está se comportando à altura da fama que tem?

Há muitas dúvidas:

Fernando Prass fez um pênalti infantil contra o Wilstermann. Fez outro pênalti infantil contra a Ponte. Não foi marcado. O desempenho que o credenciou a ser um ídolo, já apareceu novamente, depois que ele voltou ao time, após a contusão?

Jean fez uma partida horrível na Bolívia, com duas falhas inadmissíveis. Ele sempre foi um jogador constante, sem muito brilho e com pouquíssimos erros. Como Fábio Santos. Não está sendo assim.

Fabiano foi contratado por ser um lateral alto e forte, capaz de ajudar na bola aérea defensiva e ofensiva. Está valendo?

Vitor Hugo é o mesmo rapaz simpático do ano passado, mas o futebol caiu.

Zé Roberto e Egídio são mesmo garantia de qualidade na esquerda? A idade chegou para Zé?

Tchê Tchê está sentindo a falta de Moisés?

Borja está muito tímido? Ausente do espírito do time? Hoje, a pergunta Pratto x Borja (quem é o melhor), aponta para o argentino. E olha que Borja nem fez gol contra de cabeça?

Roger Guedes hoje vai? Ou não vai? O que se pode esperar dele a cada jogo?

São pontos a serem ponderados. Mesmo Dudu, que peço na seleção, foi mal na Bolívia.

O treinador, agora sem interrogação, não é o único culpado pelo mau momento do Palmeiras. O time não é um teco teco, mas também não tem se mostrado o boeing que foi vendido pela diretoria e por Alexandre Mattos. Lembram que, desde o ano passado, cada jogador apresentado fala na disputa do Mundial. E, amigos, só houve uma vez em que se ganhou um Mundial sem passar pela Libertadores.


Ponte humilha o porquinho atrapalhado
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Menon

Primeiramente….

A Ponte é um bom time. Fernando Bob joga muito. Pottker é um artilheiro respeitável. Clayson é bom jogador. Lucca tenta reconstruir a carreira, que sofreu um abalo. Aranha é veterano com carreira concreta. E os outros, como Hiago e Marlon, não destoam.

Todos os elogios à Ponte, que jogou com intensidade e velocidade.

Bem, espero com os dois primeiros parágrafos não cair no erro de analisar uma vitória pela ótica do derrotado.

Tudo, bem?

Agora, vamos falar do Palmeiras. E, me desculpem os colegas que adoram táticas e subtáticas (são muito importantes e ajudam a explicar o futebol), mas não foi o que levou o Palmeiras a um vexame deste tamanho.

Um time de futebol, seja pobre ou rico, seja esforçado ou extremamente técnico, não pode entrar em campo com aquela moleza toda, com aquele descomprometimento todo. A Ponte deu ao jogo a importância que o jogo tem. O Palmeiras, não. Talvez não dê tanto valor ao campeonato. Afinal, seus jogadores são instruídos a falar sempre no Mundial, mesmo antes o início da Libertadores.

A Ponte deu a saída e fez o primeiro gol aos 37 segundos. E antes do gol, o Palmeiras perdeu a bola duas vezes. Não pode, né? Com sete minutos, o time estava mal postado e levou o segundo, em belo contra-ataque. E o terceiro veio com uma queda inesperada do Zé Roberto, talvez traído pelo campo molhado. Talvez.

Mas, digamos que o Palmeiras tenha sido surpreendido pela velocidade e vontade da Ponte. Terrível, mas pode acontecer. O inaceitável é manter a postura apática no segundo tempo, já com três contra? Ora, se não dá para ganhar, vamos fazer de tudo para marcar uma vez. Uma vez e as chances para o segundo jogo aumentam.

Nada disso. O Palmeiras continuou sem vontade. Tinha mais posse de bola, mas nada daquele sufoco que um time grande aplica quando está atrás. Nada de subir as linhas, nada de pressão, nada de chuveirinho. Chuveirinho demonstra desespero? OK, mas ficar tocando de lado demonstra o quê?

O Palmeiras dava a impressão de querer 3 a 0, com a certeza absoluta de que pode reverter o resultado. Inaceitável. E ainda foi ajudado com a não marcação do pênalti de Prass em Pottker.

Como na antiga fábula, a Ponte apontou o dedo e mostrou a verdade inconveniente. O rei está nu. E aí, basta lembrar as dificílimas vitórias na Libertadores, conquistadas na bacia das almas. Pelo menos ali, o porco foi de briga, foi um javali. Em Campinas, foi Babe, o Porquinho Atrapalhado.

 


Três heróis improváveis do campeão Palmeiras
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Menon

tresporquinhosNo ano passado, Alexandre Mattos foi às compras com vontade. Muitos e muitos jogadores, alguns até como forma de “pedágio” a empresário, algo comum e necessário a todos os clubes. Em 2016, também não faltou dinheiro e disposição, mas as compras foram mais específicas, mais pontuais. E três delas se revelaram um sucesso incrível. Três heróis improváveis do merecidíssimo título palmeirense.

Jaílson, que eu chamo de Pantera Negra, foi a maior delas. G0leiro veterano, sem currículo expressivo, veio ao Palmeiras para ser o terceiro goleiro. Era reserva no Ceará. E, uma digressão, vemos aqui como é importante um clube grande ter um grande elenco. O Palmeiras tem três jogadores para cada posição. Só para lembrar de Arouca, contratado com grande nome e de Mateus Salles, destaque no ano passado, que nem são lembrados hoje. Mas, voltando a Jaílton, veio e assumiu a bronca quando Prass se contundiu e quando Vagner falhou.

Prass vai voltar e assumir o posto de titular. Jailson, porém, já inscreveu seu nome na história palmeirense, como alguém que apostou em seus sonhos e os concretizou. Ele pode, agora, escolher entre ser uma sombra para Prass ou buscar o sucesso como titular em outro time. Tem o poder de escolha, o que para ele, era apenas um desejo maluco.

Tchê Tchê é o menos improvável dos três heróis improváveis. Afinal, é enorme a lista de jogadores que se destacam em um time menor e são contratados para um grande clube. De cabeça, eu me lembro de Leão, Eurico, Luis Pereira, Baldocchi, Dudu, Nei…. O que impressiona nele é a rapidez com que assumiu a camisa de titular. Mais ainda. A rapidez com que se transformou em destaque do time, mostrando um futebol moderno, de contenção, bom passe e chegada ao ataque. O futebol moderno aponta para a extinção (exagero?) do jogador de meio campo com função específica. O volante cão de guarda. O armador talentoso e preguiçoso. Espera-se do meio-campista que seja “todocampista”, com, no mínimo, dinâmica e bom passe. E a revelação do Audax transformou-se rapidamente em confirmação do Palmeiras.

Moisés foi outra grande surpresa. Com passagem em muitos clubes, sempre mostrou força e vontade, mas nunca foi protagonista. No Palmeiras, com um canhão nos braços, com uma projeção vertical impressionante e com a mesma vontade de sempre, foi o grande destaque do time. Para mim, foi o grande destaque do Brasileiro. E sem que se possa dizer com desdém, se o Moisés foi o melhor, que bela porcaria foi o campeonato. Ele foi o melhor, o que dignifica, de certa forma, o Brasileiro. Um jogador que sua é muito importante nos dias em que vivemos.

Outras contratações muito boas fizeram o Palmeiras campeão. Roger Guedes é o mesmo caso de Tchê Tchê. Jean é um jogador muito regular há anos. Nunca tira menos que seis. Alecsandro é um matador, algo que, para mim, inexplicavelmente é pouco valorizado. E há outro herói improvável e que deve encher o palmeirense de orgulho. Gabriel Jesus e a prova que a base do Palmeiras existe. Está aí para ganhar títulos e encher os cofres do clube.

Parabéns ao Palmeiras. Por seu título inquestionável e por seus heróis improváveis, frutos de uma ótima política de contratação.

PS  – Peço desculpas aos leitores por haver chamado Jailson de Jaílton. Minha memoria afetiva me traiu. Estava pensando em Jailton, meu velho e finado amigo, mestre sala da Vila Braga, escola de samba comandada pelo senhor Ferreira, lá em Aguaí. O erro não tem desculpas, mas mostra ainda mais o valor de Jailson. Sua ascensão, tão justa e tão meteórica, surpreende até jornalistas que deveriam estar atentos a tudo. Desculpas a todos. Ah, e eu sei que ascensão meteórica é um clichê absurdo, principalmente porque ninguém viu ou verá um meteoro subir.

 

 


Prass merece mais que a seleção olímpica
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Menon

Fernan

Caricatura feita por Custódio, do site Ludopedio

Caricatura feita por Custódio, do site Ludopedio

do Prass é um dos três nomes maiores de 23 anos – no caso dele, bem maior – convocados por Rogério Micale para a Olimpíada. Difícil achar um senão nessa lembrança. Juntamente a Douglas Costa e Neymar caberá a ele comandar a seleção. E quando se fala comandar, me parece claro que Prass é mais necessário que Neymar.

Ele e ótimo goleiro. Está vivendo uma fase espetacular. Aliás, não é fase. Já dura alguns anos. Comprovadamente tem condições técnicas para defender o Brasil. E a seleção principal também, mesmo com 38 anos. Não o vejo abaixo de três goleiros. E, mais, eu tenho uma opinião diferente para a escolha do terceiro goleiro. Optam por alguém novo. Eu ficaria com alguém mais velho, mais reponsável, um cara de grupo. Gilmar Rinaldi foi assim em 94.

O que disse acima não significa que eu considere Prass um terceiro goleiro da seleção principal. Pode ser até primeiro.

Ao chegar na seleção olímpica, Prass deveria fazer um gesto prático. Convidar Gabigol, Tiago Maia, Zeca para uma conversa séria: o que passou, passou e vai voltar a passar. Mas, agora é hora de esquecer rivalidade entre Santos e Palmeiras e criar um grupo forte para ser campeão. Cabe a ele a tarefa. Ele é o mais velho.

A convocação de Prass mostra, a meu ver, desconfiança em Neymar como capitão. Pode até ser na teoria, mas caberá a Prass a tarefa na prática. E também a desilusão com Thiago Silva. Ex-capitão da seleção principal, ficou de fora da olímpica.

A convocação me pareceu boa. Os atacantes dão de alto nível: Neymar, Douglas Gosta, Jesus, Gabigol e Luan.

Agora, é lutar pelo ouro.

 


Palmeiras vence ótimo rival e péssimo árbitro
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Menon

O vaticínio de Paulo Nobre há dois anos – sempre ironizado pelos rivais –  começa a se cumprir. Ou, pelo menos se fez realidade contra o Grêmio. O Palmeiras empolgou. Não só por haver vencido um adversário que vinha de três vitórias e ainda não havia sofrido gols, mas pelo modo intenso como se comportou, tanto na defesa como no ataque. Com falhas, sim, mas com um posicionamento aguerrido que foi importante para os três pontos.

duduporcoFoi um grande jogo de Dudu. Ao contrário de seu homônimo das histórias em quadrinho do Popeye, não é gordo, não é lento e nem come hamburger, É rápido, técnico e briguento. Em comum, apenas a voz pausada.

O primeiro gol foi uma mostra do que viria. Passe perfeito de Dudu, entre as pernas do volante e decisão correta de Gabriel Jesus. O Gremio reclamou de uma falta de Alecsandro em Wallace. Se foi, foi fraca. E se transformou no primeiro erro do péssimo Marinelson. Por causa do árbitro, o Grêmio conseguiu fazer justiça ao seu melhor momento no jogo e empatou, em impedimento de Bressan, no finalzinho do primeiro tempo. Nesse período entre os dois gols, o Gremio triangulou muito pelos lados, avançou seus volantes e dominou o Palmeiras. Que soube se defender.

No segundo tempo, o surpreendente Edílson deu o drible da vaca em Moisés e cruzou para Giuliano. Em seguida, Roger Guedes empatou em uma puxada maluca. Sem ângulo.

Então, se viu o melhor Palmeiras. Muita velocidade, com Roger Guedse, Gabriel Jesus e Dudu. E ótimo aproveitamento em bolas paradas. Dois passes de Dudu, dois gols de defensores.

Ainda houve tempo para Edilson surpreender novamente. Chute forte, que Prass não pegou.

No domingo, em Brasília, contra o Flamengo, o Palmeiras tem a terceira chance de vencer fora de casa. O Grêmio recebe a Ponte


Santos x Palmeiras – Heróis e vilões na magia do mata mata
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Menon

Dois homens, dois profissionais, dois depositários de amor e ódio. A separa-los, onze metros. A unir seus destinos, uma bola. A decisão por pênaltis é invenção do capeta. Só é possível no mata mata. Ainda sou favorável ao Brasileiro por pontos corridos, por planejamento e outros argumentos. Mas não dá para negar que a emoção está aí mesmo no duelo que transforma heróis em vilões.

Lucas Lima foi herói no jogo. Acabou com a história que estava ainda no bolso de Mateus Salles e deu o passe perfeito para Gabigol.

Rafael Marques herói no jogo, com dois gols no final da partida, levando a decisão para os pênaltis.

Fernando Prass, herói das últimas decisões.

E os duelos mudam tudo.

Lucas Lima erra o pênalti. Herói vira vilão. E Prass cresce.

Barrios, que perdeu a posição para Alecsandro, perde a chance de redenção

Rafael Marques erra novamente. Pela terceira vez seguida. Nas três decisões, errou. Será escalado na próxima?

Victor Ferraz marca e diz a Prass: “acabou, acabou”.

Ainda não. O herói vai chutar. Tem a chance de iniciar a redenção.

Precisa fazer. E depois, defender.

Chuta forte e erra.

O herói vira vilão;

Não nesse caso. Prass já é ídolo, mas o dia não foi dele.

Futebol, amigos. Futebol.


Prass, a estátua Moai. Personagem da semana
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Menon

prassmoaiNa quinta-feira, dia 3 de março, o argentino Marco Rubén, diante do testemunho de 36 mil pessoas, se viu diante de um deus Moai. O rosto anguloso e de traços marcantes de Fernando Prass era como uma esfinge.

Decifra-me ou te devoro.

Minutos antes, Robinho, com um carrinho dentro da área, havia atropelado Cervi. Pênalti para o Rosario, que perdia e dominava. Sufocava.

E os dois homens se viram frente a frente. Onze metros de distância. Dois homens? Ou um homem e alguém que está se transformando em mito. Substituindo outro mito. E, para a fanática torcida, transformando em pó o legado do mito que se aposentou em dezembro. O Mito do outro lado do muro.

Rubén se preparou. E a estátua não era estátua. Ela se mexia bastante, lateralmente, de acordo com a regra. E a estátua apontava o seu lado esquerdo.

Jogos mentais. Prass sabia que, no final de semana, Rubén havia feito um gol no Colón, cobrando pênalti, ali no lado esquerdo do goleiro.

O aviso estava dado: eu sei o que você fez na semana passada.

O que Rubén deve ter pensado? 1) ele aponta o lado esquerdo, então vou chutar no direito. 2) ele aponta o lado esquerdo, para que eu chute no direito, então eu chuto no esquerdo mesmo. E se ele pular no esquerdo?

Rubén foi vencido pelo jogo mental. Optou por mudar o que havia dado certo contra o Colón. Chutou no lado direito e viu a bola se chocar contra a estátua de toneladas. Estátua móvel. Escanteio.

Mais um fato a contar. Mais um fato a constar na narrativa de construção do mito Prass. A torcida já não sente tantas saudades de Marcos. É lógico que ele nunca será esquecido, é lógico que ele será sempre o preferido, mas os verdes sabem que sua ausência está sendo preenchida da melhor maneira possível.

Prass pegou um pênalti e marcou outro na final da Copa do Brasil contra o Santos. Repetiu a dose contra o Nacional, no início da temporada. Para os torcedores, já está à altura de Rogério Ceni. Em porcentagem de acerto, em cobranças que valeram títulos…

A vida continua. A história futebolística é escrita a cada domingo, a cada jogo. A certeza que fica é que, quando houver um pênalti contra o Palmeiras, sua torcida – seja ela evangélica, católica, espírita, umbandista – se renderá aos segredos da estátua Moai. Pênalti já não é sinônimo de quase gol, de sofrimento chegando. Penalti, com Prass, pode ser o início da catarse, o pré gozo, o grito gritado bem alto, com a mão crispada.

São Prass está sendo construído, sob proteção de São Marcos.