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Já temos uma Selemengo
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Menon

O Flamengo foi com força ao mercado. Conseguiu reforços de primeiro nível. Seus torcedores, com certeza, já estão com caneta e papel na mão, desenhando campinhos. Arrascaeta no meio, Gabigo na área, Everton Ribeiro na direita e Bruno Henrique na esquerda. Bruno Henrique? Sim, como duvidar da força da grana que ergue e destroi coisas belas. E ainda tem Diego, Uribe, Vitinho e Berrio. Podem entrar, podem ser titulares e podem ser moeda de troca em várias negociações.

Há uma oferta por Miranda, Rodrigo Caio já está lá, Diego Alves pode ficar e Cuellar e muito bom. Onde há problemas? Willian Arão e Renê seriam solução para muitas equipes. Pará e Rodinei, sem dúvida, estão abaixo do time pretendido.

Seja o que sair dos campinhos do sonhos dos torcedores, é um time que disputa, no papel, o posto de melhor do Brasil com o Palmeiras. América do Sul? Não avancemos muito porque, mesmo com mais nomes, os clubes brasileiros têm perdido competições para os argentinos.

A realidade é que o Flamengo sai como candidato fortíssimo em alguns campeonatos e como favorito disparado no Carioca.

Os torcedores rivais, diante de Arrascaeta, Gabigol e quetais voltam no passado e se apegam ao trio Edmundo, Romário e Sávio, que não deu liga e virou motivo de chacota. Ou no Corinthians de Chulapa e Dunga, que também fracassou. Pode ser entendido como despeito, mas deve ser encarado como uma lição histórica. Cabe a Abel fazer o grupo de ótimos jogadores se transformar em um time vitorioso. Ele tem currículo e moral para isso.


Felipe Melo fecha a boca e come a bola
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Menon

Se houver um ranking das resoluções de Natal, certamente a promessa de perder peso estará no topo. Fechar a boca. Perder peso. Felipe Melo não precisa perder peso. Mas precisava fechar a boca. Não sei se ele fez tal promessa, mas a verdade é que em 2018, tem falado apenas com os pés. Nada de prometer porrada, nada de pedir respeito em treinamento porque o companheiro não gostou de um trote, nada de tirar satisfação com quem comemorou muito e nada de querer se impor no grito.

Felipe Melo está jogando apenas bola. E muito bem. Ele abandonou o que parecia uma louca obsessão por ser ídolo da torcida. Ele, como disse muito bem o amigo Leandro Iamin, apostava no atalho para ter sucesso. Em vez do trabalho cotidiano, jogo a jogo, era um boquirroto, fazendo as bobagens que toda torcida gostar de ver, falando as tonterias que toda torcida gosta de ouvir.

Deu no que deu.

Agora, postado à frente da zaga, tem sido, segundo o site footstats, o primeiro colocado em três itens: desarme, passe e lançamento. Por ele, ninguém passa. E, com a bola dominada, um companheiro a recebe redondinha, redondinha. E ainda há a possibilidade do passe longo, como o que terminou com o gol de Dudu, contra o Bragantino.

Não é surpresa, pelo que ele mostrou em momentos de sua carreira. É surpresa, sim, pelo que mostrou em outros. Há o Felipe Melo da copa de 2010, com um lançamento de Gérson para o gol de Robinho contra a Holanda. E há o cobrador da Máfia em dia de cão, com a mulher reclamando que esqueceu de comprar o gás e o chefe dizendo que está na corda bamba. Aí, o cara, desconta com violência contra quem deve à Organização. Seria menos feio do que Felipe Melo fez, no mesmo jogo contra a Holanda, contra Robben.

O Médico e o Monstro.

O Bom de Bola e o Personagem.

Em 2018, até agora pelo menos, Felipe Melo tem feito boas escolhas. É um monstro só na bola.

E ninguém reclamou.


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