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Daniel Alves fará muita falta na Copa
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Menon

A contusão de Daniel Alves o tirou da Copa. É oficial. Acredito que a diferença técnica entre Daniel e os outros laterais é a segunda maior existente na seleção. Só perde para Neymar comparado com quem quer que seja. Com 35 anos, experiência de outros Mundiais, Daniel poderia ser o capitão do time. E também uma opção de troca de posicionamento. Pode  jogar mais adiantado, como volante, meia ou até ponta. Foi assim com Dunga.

O que não gosto de Daniel é sua tendência a ser babá de Neymar. Ou um paizão. Ele deixou de ir ao City para jogar com Neymar. Tirou a bola de Cavani para Neymar bater pênalti. Faz parte do séquito de Neymar, muito mais que uma panela. Não gosto quando a seleção tem donos, como foi com Ronaldo e Roberto Carlos (reis da noite) ou Kaká e Lúcio (reis da reza).

Sem Daniel Alves, a briga por duas posições fica entre Danilo, Rafinha e Fagner. Os dois primeiros tem mais experiência na Europa, mas Fagner é um jogador de muita personalidade e não teria problemas anímico para jogar.

Seja quem for, Daniel fará falta.


Futebol é mais que futebol, gritam Totti, Zabaleta e Rafinha
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Menon

Futebol é muito mais que futebol. É um tear de sentimentos, um acúmulo catártico de emoções que transcende táticas e técnicas. Gols, dribles, defesas, carrinhos são apenas instrumentos para que a paixão floresça, são catalizadores que fazem o amor explodir em demonstrações que eternizam pessoas comuns, que se tornam incomuns graças a ele, o futebol.

A semana foi pródiga para quem acredita que o futebol possa ser o sal da vida. Francesssscooo, gritou o narrador. Toootttiiii, responderam milhares de vozes presentes no estádio Olímpico de Roma. Entre elas, o apaixonado Gian Oddi. E o som tomou conta da cidade, sendo encorpado por bêbados nos bares, por madames nos salões de beleza, por amantes que deram uma pausa no amor, nas catacumbas onde repousam os ossos dos gladiadores e, mentalmente, sem som, pelos torcedores da Lazio. A Roma deu adeus ao seu capitão. A cidade acolheu seu cidadão mais ilustre. E o estádio espera por Totti brevemente, em algum camarote, olhando de cima a frustrada tentativa de alguém em substitui-lo.

A carta de despedida do capitão fala no tempo. Maldito tempo, que não passava em 17 de junho de 2001, quando a Roma foi campeã. Maldito tempo, que passa tão rápido agora.

Hoje, o tempo veio me dar um tapinha no ombro e dizer: temos que crescer. Amanhã você será adulto. Tirar esses shorts e chuteiras porque, a partir de hoje, você é um homem. Você não sentirá o cheiro da grama, o sol na cara quando pressiona o adversário, a adrenalina te consumindo.

Ele termina falando que tem medo da nova empreitada e pede ajuda aos torcedores.

Não é fácil apagar a luz. Tenho medo. Não é o mesmo medo que você sente em frente a um gol, prestes a cobrar um pênalti. Dessa vez, não consigo ver o que o futuro me reserva atrás das redes. Me permitam sentir medo.

Mas o jogador cresce mesmo? Deixa o futebol de lado? Ou é eternamente um garoto brincando com uma bola? Ou sentindo vontade de brincar com uma bola, eterna cúmplice na atividade lúdica mais amada?

Rafinha, por exemplo, que esteve no Resenha, com Ramón Abila, Plihal, Sorin e Alex. Eu estava vendo o programa, Rafinhaquando Sorín perguntou algo sobre o que ele sentia falta quando era um garoto ainda. Precisei sair da sala, acho que fui tomar água, e parei o programa. No caminho, fiquei pensando sobre o que Rafinha tinha vontade de ter e não tinha? Uma bola oficial, uma camisa do Coritiba, video game?

Tirei da pausa e lá está o garoto, e não o craque, falando. “Tinha vontade de comer biscoito recheado”.

Olha o nível da necessidade! Hoje, com certeza, tem dinheiro para comprar duas fábricas de biscoito. Aliás, lá em Aguaí, é bolacha. E a gente comprava a granel na Cooperativa, não em pacotes como hoje.

Como Rafinha vai deixar de amar o futebol, fonte de ascensão social? Como vai deixar de ser grato? Fiel às raízes familiares e de amizade, todo ano ele junta dois ônibus com os do coração e leva todos para a praia. A imagem mostrou uma tigrada feliz da vida, com danone na mão e samba na cabeça.

A gente fica cobrando, muitas vezes, que jogador ajude, com soluções ou atitudes, que o futebol brasileiro cresça fora de campo, que deixe de ser feudo de delinquentes. É uma cobrança exagerada e torpe. Jogadores, como Rafinha e tantos outros, serão sempre meninos com vontade de comer bolacha recheada. Nunca crescerão, como tantos de nós. Eu, mesmo, daria tanto para poder jogar uma pelada a mais na rua da minha casa, o único campo que me aceitou, devido a minha total incapacidade de jogar futebol. E também, principalmente, por ser o dono da bola.

O garoto Callum, torcedor do Manchester City, nunca terá sua vida modificada pelo futebol. Financeiramente, falando. Porque emocionalmente, ela já mudou. Fã de Pablo Zabaleta (talvez o único), ele foi convidado pela tv do Manchester City, para gravar um vídeo de despedida para o jogador, que deixava o clube após nove anos.

Foi surpreendido pela presença do próprio Zabaleta, atrás das cortinas. E não consegui mais falar. O ídolo o chama de mini Zaba e recorda que já o havia visitado no hospital há alguns anos. Como Zabaleta é careca, acredito que o garoto tivesse alguma doença que o havia deixado sem cabelos.

Callum chorou muito no colo de Zabaleta. Nunca esquecerá o que passou. Sofrerá com a morte de Zabaleta daqui a 50 anos, como chorou hoje em sua despedida. Seguirá o amigo por todos os tempos. Talvez passe a lua de mel em Buenos Aires e deixe a mulher triste por querer conhecer o campo do San Lorenzo, o primeiro time de Zabaleta. Vai levá-la para dançar um tango e a conhecer a vida do Papa Francisco, corvo como seu ídolo. E ah, se a noiva gritar: Zabaleta ou eu? Calum dirá: “Zabaleta soy yo”

Calum fará tudo por Zabaleta. Apenas não será torcedor do West Ham. Continuará fiel ao City, porque a paixão é sempre pelo clube e não pelo craque.

O clube é por quem fazemos o que fazemos. Pagamos micos, brigamos com parentes, fazemos promessas e gritamos chupas nas janelas.

Porque?
Porque é futebol, estúpido. E futebol é muito mais que futebol.


Lucas, Douglas e Rafinha, boas novidades. Neymar, sempre uma certeza
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Menon

Eu não gosto de sushi e de temaki. Fico imaginando se tivesse de escrever sobre esse tipo de comida. Tenho a impressão que é sempre igual, sempre o mesmo gosto.

A seleção tem esse gosto para mim. Todo jogo é sempre igual. Insosso, pouco brilho, um jogo arrastado. Time recuado e bola para Neymar.

Contra os Estados Unidos, foi diferente. Vi sabor nesse temaki.

1) Douglas Costa muito rápido e consciente. Muito melhor do que na Copa América

2) Lucas, com velocidade pelos lados. Com muita consciência. Difícil entender porque ficou tanto tempo longe. Tempos de Bernard “alegria nas pernas”.

3) Rafinha é um meio-campista que justifica o nome da posição. Está em toda parte do terreno, tem muita qualidade, muito passe, muita força de ataque. Um jogador moderno.

Além deles, a seleção tem Neymar, nosso melhor jogador há 20 anos. No mínimo.

Dunga poderia dar uma chance a Rafael Carioca, o volante do Galo.

 


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