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Andrés e Raí estavam certos. Palmeiras errou muito no caso Scarpa
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A juíza Dalva Macedo, enfim, deu sua sentença: a reclamação de Gustavo Scarpa é improcedente e o jogador, que pode recorrer em segunda instância, continua tendo vínculo com o Fluminense e não pode jogar com o Palmeiras. Pode-se dizer que era uma derrota anunciada. Afinal, em 10 de janeiro, a mesma juíza havia negado um pedido de liberação antecipada do jogador. No dia seguinte, a OTB, que administra a carreira de Scarpa, entraram com um mandado de segurança e conseguiu uma liminar que permitia ao jogador atuar por outra equipe. No dia 15, o Palmeiras anunciou um acerto com Scarpa, pagando 6 milhões de euros a ele e à OTB.

Começou então uma batalha jurídica. Desembargadores cassaram a liminar de Scarpa em março. E em 16 de abril foi negado outro pedido de liberação antecipada. Quem negou? A juíza Dalva Macedo. Parece claro que ela tinha um entendimento favorável a clube e contrário ao desejo do jogador, o que se confirmou agora.

O Palmeiras precisa explicar porque preferiu esse caminho judicial em vez de negociar com o Fluminense. Os sinais estavam evidentes, afinal a juíza Dalva votaria contra um entendimento que já havia exposto duas vezes?

A diretoria do Palmeiras preferiu apostar no entendimento da OTB, que já havia errado no caso Zeca. Eles garantiram a Andrés Sanchez que o jogador estava liberado. Andrés anunciou a chegada do lateral. Então, a OTB disse que não arcaria com os R$ 50 milhões pedidos pelo Santos, em caso de vitória na Justiça. E Andrés caiu fora.

O Palmeiras, não. Foi até o final, baseado em…quê mesmo? Era evidente que o caso permitia muitas interpretações, que é um caso nebuloso e que a juíza Dalva Macedo tinha um entendimento contrário ao pleito do jogador. Mesmo assim, o Palmeiras não recuou. Não deu um passo atrás. Não negociou.

E agora, como fica?

O Palmeiras continua atrelando sua sorte à estratégia da OTB e espera decisão em segunda instância?

A OTB vai devolver, ou já devolveu, os 6 milhões de euros até a decisão final?

A OTB vai devolver o dinheiro no final, caso a decisão da juíza seja mantida?

Vai devolver os 6 milhões ou mais.?Afinal, com o dinheiro na mão por alguns meses, pode ter lucrado muito em alguma aplicação.

ATENÇÃO – O amigo Jefferson Yassuda, assessor do Palmeiras, me ligou e explicou algo fundamental. O Palmeiras não pagou nada a Scarpa e à OTB. Só pagará no final do imbróglio, se Scarpa estiver livre. Menos mal. Muito menos.

OPalmeiras errou muito no caso. Foi afoito e não pensou nas consequências.

Raí, que negociou pelo São Paulo, estava correto. Tratou diretamente com o clube. Deixou sanguessugas de lado. Como não deu negócio, se afastou e usou o dinheiro que tinha, meses depois para contratar Everton. Leia AQUI SOBRE O CASO

PS – Fica difícil entender que um clube que não paga salários em dia esteja com a razão. Muito difícil


Ricardo Rocha e Lugano constrangem o São Paulo
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Ricardo Rocha vai comentar jogos da Copa pelo Canal Fox. Ele teve autorização do clube para isso. A diretoria considerou que seu trabalho não seria afetado, por algumas razões: 1) ele não vai viajar até a Rússia, 2) foi possível evitar conflitos de horário 3) o papel de Ricardo Rocha não é de negociar contratações ou demissões. Ele faz uma “interface” com os jogadores e, como os próprios jogadores terão dez dias de folga…

Mesmo assim e mesmo tendo liberado o diretor, o pedido causou constrangimento. Afinal, ele é um diretor remunerado fica sempre a impressão de que o São Paulo estaria acéfalo ou, no mínimo, sendo relegado a uma posição secundária.

Quanto a Diego Lugano, que acompanhará a Copa, na Rússia, a convite, não há restrição alguma. O seu cargo é de diretor de relações internacionais e sua função é realmente essa, representar o clube junto à Conmebol e à Fifa. O constrangimento, no caso, é em relação à contratação de Gonzalo Carneiro, indicada e e bancada por ele. O jogador custou R$ 2,5 milhões e ainda não se recuperou de uma lesão no púbis, que o tirou dos gramados desde setembro. Por ela, a lesão, foi rejeitado no Grêmio.

Por fim, há uma revolta na diretoria quando se fala que Raí aproveitará a folga da Copa para fazer campanhas publicitárias. As que estão no mercado atualmente já foram feitas há tempos. E não há nada previsto. Raí e Alexandre Pássaro trabalharão “full time” (olha como eu sou moderno) para a contratação de reforços que substituam Marcos Guilherme e Valdívia. E estarão torcendo, diuturnamente (olha como eu sou antigo) para que chegue uma boa oferta por Rodrigo Caio e Christian Cueva.


São Paulo acredita no título, mas não conta para ninguém
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Se os responsáveis pelo futebol do São Paulo forem brutalmente torturados para responder quais são as pretensões do clube no Brasileiro-18, não se ouvirá nada a mais do que um discurso decorado. “Estamos pensando jogo a jogo.”

É com esse pensamento que se espera muita gente no Morumbi para o jogo contra o Galo. A vitória é fundamental, não para o discurso externo, mas, sim, para o que se fala dentro do Morumbi, de diretores para jogadores: o São Paulo não se considera inferior a ninguém. E tem certeza que pode ficar com o título.

A cobrança é diária.

Os jogadores são provocados.

“Você joga menos que o Thiago Neves”?

“Nosso banco contra o Fluminense tinha Cueva, Anderson Martins e Marcos Guilherme. É bom ou ruim”?

Tudo em busca de uma unidade de pensamento. O clube quer que os jogadores se sintam confiantes na possibilidade de título.

A conversa de Raí com Diego Souza trilhou esse caminho. O jogador disse que se sentia fora do processo, que não se via como alguém que passasse confiança ao treinador. Raí disse que ele estava enganado. Falou dos propósitos para o ano e argumentou que tudo ficaria mais fácil se Diego estivesse junto com o grupo. A possibilidade de transferência foi adiada e Diego jogou contra o Fluminense.

Há uma meta a ser cumprida atá 12 de junho, quando se completa a 12ª rodada e o campeonato para até 18 de julho, por conta da Copa do Mundo. Após o jogo contra o Vitória, em casa, o São Paulo quer estar no máximo a seis pontos do líder. No máximo. Por que não a liderança?

Para facilitar o trabalho, Raí argumentou com diretores do departamento financeiro e de marketing e conseguiu que houvesse ingressos a 10 reais até o final do campeonato. A torcida que esteve presente na luta contra o rebaixamento, agora é considerada parceira fundamental na disputa pelo título.

O entusiasmo continua, apesar do gol marcado por Pedro, no final do jogo contra o Flu. Os sete pontos e a liderança se transformaram em cinco e o quinto lugar. As projeções continuam iguais porque o rendimento da defesa tem sido muito bom.

Não é surpreendente porque o trabalho foi feito justamente para isso. Arrumar o time atrás. O 3-5-2 passou a ser uma opção. Foram sete gols sofridos em dez jogos. Muito pouco. Quem sofre menos de um gol por jogo, basta fazer dois para vencer muitas partidas. E quem vence muitas partidas, vence campeonatos também.

O problema é fazer dois gols. Na verdade, o problema é fazer um gol. Foram apenas oito em dez jogos. Há cobrança sobre Diego Aguirre para que o time não fique apenas atrás, para que haja uma boa transição, para que o time seja mais agressivo.

Há, por tudo isso, a possibilidade de Cueva começar o jogo contra o Galo. Aguirre está contente com seu desempenho nos treinamentos.

Enfim, uma vitória deixará o time com oito pontos. E, caso se concretize, o discurso será de dever cumprido. Jogo a jogo. Mas, lá dentro, a comemoração será pela aproximação do líder. Seja ele quem for.


São Paulo gasta R$ 45 milhões. É hora de cobrar
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Com a chegada de Everton, o São Paulo chegará à quantia de R$ 45 milhões em reforços.

Além dos R$ 15 milhões pagos pelo atacante do Flamengo, já foram investidos R$ 10 milhões em Diego Souza, mais dez em Jean, seis em Trellez e R$ 2,6 milhões em Gonzalo Carneiro.

É uma quantia considerável. Coloca o São Paulo como um dos players do mercado. Só usei esse termo para passar um pouco de vergonha. Mas, fiquem tranquilos, clean sheet, aqui não.

Bem, quem gasta muito, precisa ser muito cobrado. Um clube com esse investimento precisa ficar entre os seis primeiros. No mínimo, mesmo se considerando o estado de terra arrasada em que o clube estava.

A lua de mel com Raí precisa acabar. Está na hora de cobrar.

Everton precisa ser uma contratação que dê retorno. Raí errou com Diego Souza e Trellez. Pagou muito. Diego tem 32 anos, fez um Brasileiro sem brilho e ainda deu lucro ao Sport. Pode reagir? Acredito que sim. Trellez é ruim de bola. Pode reagir? Acredito que não.

E Jean? Muito caro. Dificilmente será titular esse ano. Se fosse para esperar, melhor dar chance a Perri.

O Brasileiro começa agora. É a notícia boa para os são–paulinos é que o time pode e deve ser cobrado. Sem coitadismo.

PS – A assessoria de imprensa do São Paulo me procurou. Eles explucex que o São Paulo pagou 6 milhões por 75% dos direitos de Jean. O valor chegará a 10 milhões de ele for titular em 70% dos jogos até junho de 2019. Ou em caso de uma proposta de compra.

 

 


São Paulo tem raça. Falta time
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A mudança de comportamento anímico pode e deve ser saudada como algo muito importante, mas será um erro se for usada para mascarar outro fato: o São Paulo não tem um bom time.

E as maiores dificuldades estão justamente nos pontos em que se gastou muito dinheiro no início do ano:

TRELLEZ – Seguramente, é o pior atacante tricolor dos últimos anos. Luis Fabiano, Lucas, Kaká, Calleri, Lucas, Pato, Pratto, Neres, Araújo e, sem vacilar, Centurion, Michel Bastos e Gilberto são melhores. Nos dois jogos contra o Corinthians, teve duas grandes chances. Errou as duas. No primeiro, Nenê consertou. Se um time joga atrás e aposta no contra-ataque, precisa de um centroavante que não erre tanto. Custou 6 milhões.

DIEGO SOUZA – Uma série de erros que culminou na atuação horrível contra o Corinthians. É meia e veio como centroavante. Foi lanclan juntamente com Nenê, a dupla da lentidão. É fez a opção errada no contra-ataque final, perdendo a bola e fazendo falta. Lívido, bateu o pênalti com o entusiasmo de uma criança que ganha uma cenoura na Páscoa. A desconfiança da torcida se transforma em ódio. Custou 10 milhões.

JEAN – Se não conseguiu tirar o lugar de Sidão, não é o goleiro que o time precisa. Custou 10 milhões.

MILITÃO – Esgotou suas possibilidades como lateral. Não vai crescer mais.

CUEVA – Ele só pensa naquilo, a Copa. Como o Peru tem boas chances de passar à segunda fase, deve ser vendido.

É preciso contratar bem. Régis fez um bom Paulista e pode dar certo. Gonzalo Carneiro tem problemas no púbis e nan se sabe se está pronto para jogar.

O São Paulo tem um bom ponto de partida. Agora, depende da competência de Raí.


Carille é do bem e não premeditou clima ruim
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Raí disse que Carille está criando um clima ruim para o clássico em Itaquera. Não é verdade. Pelo menos não é verdade intencionalmente.

Ele não reclamou da falta de cumprimento de Aguirre para criar um clima. Tenho certeza que não. Suas atitudes anteriores não apontam nessa direção. Ele sempre cumprimenta treinadores em Itaquera, passa a escalação antes, de forma cavalheiresca e não coloca resultados na conta do juiz.

Por quê, então, foi levar essa discussão para microfones? Porque realmente se sentiu ofendido.

E temos outra questão. É para tanto? É tão grave assim? Não bastava uma resposta dura após o jogo? Não, como preza seus princípios e não os viu compartilhados, ficou magoado.

Muito mimimi.

Atuação de um repórter foi lamentável. Setorista do Corinthians, correu a contar aos jogadores o que ocorrerá. “O Carille disse que o Aguirre disse e o Aguirre respondeu que disse mesmo. E você, o que diz sobre o que disseram?

É pronto. Nada de tática, nada de técnica, nada de desfalque, nada de retorno…A barata-voa está montada a partir do aperto de mão que não houve.

 


Raí também tem culpa nos vexames do São Paulo
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O São Paulo parece um balaio de caranguejos. Quando um tenta subir e ganhar a liberdade, vem outro e o puxa pela perna. E assim, sucessivamente, tornando o caminho rumo à liberdade uma luta inglória. Ninguém escapa e todos se transformam em desejados petiscos. Todo mundo tem culpa na sucessão de vexames. Raí também.

Eu, você e a Sasha, filha da Xuxa conhecemos o velho clichê: “todo grande time começa com um grande goleiro”. Clichês podem ser falsos, mas alguns retratam a realidade. Eu acredito nesse. E o São Paulo que vinha mal há tempos, mesmo tendo um goleiro icônico no início da escalação, não soube tratar do assunto quando Ceni se aposentou.

Apostou em Denis, que viveu à sombra por sete anos, e não deu certo. E então? Trouxe Sidão, goleiro de 36 anos e currículo mínimo. Não deu certo. E agora? Raí gastos R$ 10 milhões em um garoto de 22 anos que, apesar de haver feito um bom brasileiro pelo Bahia, não é segurança de nada. Pode até ser bom no futuro. Mas o presente está aí, cobrando resultados.

O River Plate pagou R$ 13 milhões por Franco Armani, 31 anos, campeão da Libertadores em 2016, pelo Atlético Nacional. Ele está jogando muito bem e tem chances de disputar o Mundial. Sampaoli está de olho.

Raí gastou R$ 6 milhões em Trellez, artilheiro de pólvora molhada. Pode mudar?  Talvez.

Raí gastou R$ 10 milhões em Diego Souza. O atacante, de 32 anos, está nitidamente acima do peso. Eu acredito que ele possa render bem e ser destaque do São Paulo. Tem um bom chute de fora da área, cabeceia bem e sempre soube jogar bem. Por enquanto, é uma decepção, principalmente por haver embarcado no canto da sereia de Tite e querer virar centroavante no final da carreira.

Raí deu um contrato de dois anos para Nenê, ganhando R$ 250 mil por mês. Dois anos. Não é um contrato, é um plano de aposentadoria. Em dois anos, vai ganhar R$ 6 milhões. Mesmo que se machuque, mesmo que não renda, mesmo que decepcione.

Ele também pode ajudar o time, mas não sempre. Um jogo ou outro, uma falta ou outra, um escanteio, um lançamento. Mais nada. Participação zero.

Bem, ninguém é obrigado a escalar todos juntos. Dorival escalou Jucilei, Petros, Nenê, Cueva e Diego. Não deu certo e tentou mudar, com jogadores mais jovens. Caiu assim mesmo.

Então, chega Aguirre. É recepcionado por Raí e Lugano. Conversa bastante com Jardine. E ninguém lhe conta que deu errado os cinco juntos? Ele não viu um vídeo, não escutou alguém comentando no bar, não viu a televisão?

E lá vai o bloco da lentidão a campo novamente. Vai, meu bloco vai….Vai naufragar. Naufragou.

Na terça-feira, continua a agonia do balaio de caranguejos.


Raí dá uma lição em Andrés e Mattos
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(PAULO BATISTA MOSTRA A PRESSÃO SOBRE AGUIRRE)

OCorinthians anunciou a contratação de Zeca. E acabou na Internet, vítima de memes de santistas ironizando a derrocada do negócio.

O Palmeiras pagou 6 milhões de euros a Scarpa e seus agentes para ter o jogador. Muito? Nem tanto, afinal não pagaria um mísero centavo ao Fluminense. E Scarpa voltou a ser jogador do Fluminense.

Nos dois casos, os jogadores eram assessorados pela OTB, a mesma empresa que se referiu a Petraglia, presidente do Furacão, como senil e aconselhando a família do dirigente a procurar auxílio médico.

Por enquanto, a garantia dada pela OTB ao Palmeiras resultou em uma foto 2×2 de Scarpa, no BID, como jogador do Fluminense. Por enquanto, a garantia dada ao Santos de que Zeca venceria na Justiça virou bolinha de sabão.  A OTB afinou na hora de se responsabilizar pelo pagamento de uma multa de R$ 50 milhões, em caso de vitória do Santos na Justiça. Não seria um devedor solidário com o jogador. Jogou tudo nas costas de Andrés.

Scarpa ainda pode voltar ao Palmeiras. Como explicou o amigo hiran (@hemurbach) ainda há um julgamento e a tendência é a derrota do Fluminense e seus advogados, o que configuraria a queda de uma invencibilidade de décadas.

Mesmo assim e mesmo se Zeca for parar no Corinthians, a ação predatória de clubes com dinheiro sobre clubes devedores é muito ruim para o futebol. E, sim, eu sei que o Palmeiras foi vítima muitas vezes da mesma ação por clubes como o próprio Fluminense, nos casos Martinuccio e Thiago Neves.

Não, o Palmeiras não é o vilão. Não há vilões quando todos agem do mesmo jeito. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Todos pensam em si, todos agem conforme seu interesse, nunca alguém pensa em uma união de grandes clubes em prol do futebol brasileiro. Andrés falou eu união contra a CBF, mas foi ele que implodiu o Clube dos 13. Não tem moral para falar em união.

Nesse contexto, foi importante a atitude de Raí, representando o São Paulo (que muitas vezes foi o predador) na questão de Scarpa. Sempre deixou claro que não iria à Justiça e que tentaria uma negociação com o Fluminense. Quando Scarpa ficou livre (agora está preso), afastou-se da negociação. Mesmo porque não teria dinheiro para competir com o Palmeiras.

Raí deu um exemplo de como os grandes deveriam agir em casos assim. Não se trata de união contra os jogadores, o que seria odioso, mas apenas de respeitar o mau momento vivido por um rival. Poderia ser um passo rumo a uma união que fortalecesse a todos.

O Palmeiras não pensou assim. O Corinthians não pensou assim.

E, mesmo com auxílio da Justiça ou bancado por muito dinheiro, ficaram sem os jogadores.

Pode até dar certo, haver  uma reviravolta, mas, nesse caso, o futebol perderia.

O salve-se quem puder não ajuda na profissionalização e em relações republicanas entre os grandes clubes do Brasil.

PS – É preciso deixar claro, claríssimo, que clube que não paga salários em dia está cometendo um crime.


Aguirre precisa superar ação entre amigos
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Diego Lugano começou sua carreira no Plaza Colônia, que fez surpreendente campanha no campeonato uruguaio de 2002. O técnico era Diego Aguirre.

Ricardo Rocha e Raí estavam no São Paulo de 1990, juntamente com um artilheiro uruguaio, que fez sete gols em 17 jogos. Diego Aguirre.

Agora, os três – Lugano, Rocha e Raí – comandam o futebol do São Paulo e escolheram Aguirre como treinador em um duro momento do clube.

Aguirre tem contrato somente até o final do ano e precisa provar rapidamente que não está no cargo apenas por uma ação entre amigos.

Ele tem mais experiência como treinador do que os outros mosqueteiros como dirigentes, mas não tem a seu favor a aura de infabilidade que a torcida dá a Raí e nem a idolatria por Lugano. Eles têm um cheque em branco. Aguirre tem contas a pagar. Contas que não fez.

O clube não ganha nada importante há anos. Aguirre ganhou pouco. É mais reconhecido por bons trabalhos que não renderam títulos: foi vice-campeão da Libertadores com o Peñarol, chegou à semifinal com o Internacional e às quartas com Galo e San Lorenzo.

Se fizer um bom Brasileiro, sem sustos, terá contrato renovado. Se patinar no Z-4, sairá antes do segundo turno. O nível atual do São Paulo é esse. O único sonho é não ter pesadelos.


Raí contratou três reservas. Cicinho é só um susto a mais
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A montagem de um elenco não pode ser tarefa exclusiva do treinador ou da direção do clube. A direção não pode ficar sujeita a caprichos do treinador que se comporta como criança mimada em época de Natal. Quer, quer e quer. Cuca é um exemplo. Não queria Borja e exigiu Deyverson. E o treinador não pode ser vítima de “ocasiões de mercado”, como Dorival, que gostaria de contar com um lateral e um atacante rápido e recebeu Trellez, Diego Souza e Nenê. Valdivia veio depois.

Deu chance aos dois atacantes  e voltou a escalar Brenner, sua primeira opção. E Valdivia tomou o lugar de Nenê. O que eu não entendi é porque ele se viu obrigado a escalar as opções da chefia. Precisava jogar para ver que não daria certo? Eu ainda acho que Diego Souza pode ser muito útil. É hora de recuperá-lo, em sua posição correta.

O grande erro de Raí foi trazer Nenê, um jogador de 36 anos e presenteá-lo com um contrato de dois anos. Uma bela aposentadoria. Vai receber R$ 6 milhões para se dedicar aos treinos e acertar uma ou outra cobrança de falta em jogos esporádicos.

Após a vinda de Diego Souza, 32, e Nenê, 36, a torcida levou um susto com a notícia de que Cicinho dara uma entrevista coletiva no Morumbi sobre o seu futuro. Possivelmente anunciará o fim da carreira que já terminou, em termos competitivos há tempos. O São Paulo acerta e muito em abrir suas portas para um ídolo, um jogador que esteve na conquista de 2005 e que, em sua primeira passagem, foi alguém que sempre rendeu muito bem. É importante preservar e respeitar a memória do clube. E ainda bem que não é mais uma “ocasião de mercado”