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Raí teve uma atitude digna em relação ao Fluminense
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Menon

O que me chamou a atenção no caso Scarpa-Fluminense-São Paulo foi o caminho escolhido por Raí. Ele procurou o Fluminense e começou as conversações sem levar em conta a decisão da Justiça em relação aos pedidos de Scarpa. Não se comportou como um abutre ou uma hiena, que só ataca adversários debilitados.

Quando digo isto, não estou dizendo que:

  1. Um jogador de futebol não possa ir à Justiça reclamar desvinculação quando houver falta de pagamento de salários
  2. Não estou sugerindo que os clubes devam se unir e não dar emprego a jogador que foi buscar seus direitos trabalhistas

Nada disso. Apenas considerei digna a atitude do executivo do São Paulo. Estou te oferecendo o que acho que vale o Scarpa. Não estou esperando que ele consiga ficar livre na Justiça para depois acertar por muito menos. Além de digna, foi uma atitude inteligente pois aproxima os dois clubes. É algo a ser levado em conta em caso de desempate. Se houver duas ofertas iguais, o Fluminense poderá levar o fato em conta e preferir o São Paulo.

E impressiona cada vez mais a força de empresários no mundo do futebol. Cada empresário tem seu elenco de jogadores, decide em que time cada um deve jogar, analisa a hora de romper um contrato, de fazer bico e decidir sair e tem até seus quadros jurídicos para farejar a hora de ir na Justiça.

Logicamente, a solução honesta é não atrasar salários, pagar em dia e ser um patrão honesto.

Seria bom também se os clubes se unissem para mudar a direção do futebol brasileiro, mas aí é sonhar demais.


Raí precisa resgatar a grandeza do São Paulo
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“Lucas Pratto comunicou ao São Paulo que sente muitas saudades da filha, que gostaria de ser um pai presente e que, por isto gostaria que o São Paulo aceitasse a oferta vinda do Tucumán”. Opa, a última palavra está errada, não? E se fosse Colón? Errada? Defensa y Justicia? Nada a ver? Arsenal de Sarandi? Na na ni na não.

A saudade é verdadeira e justa, não sou eu que vou duvidar, mas tenho certeza que a saudade ficaria guardada num cantinho do coração se a oferta de retorno à Pátria não viesse com a chancela do River. O milionário, agora literalmente, após as vendas de Driussi e Alário. Pratto quis ir porque, como bem lembrou o Mauro Cézar Pereira, o River está na Libertadores. Mais. Está em um patamar acima do São Paulo. É um time que vence.

Jogador gosta de dinheiro (o que é muito justo). Mas também gosta de títulos. Mesmo porque títulos significam reconhecimento técnico e…mais dinheiro. Jogador não gosta de atuar em time que não tem projeto e não tem títulos no horizonte próximo.

Não é o caso do São Paulo. Graças a incontáveis e seguidos erros de seus presidentes, o clube baixou de patamar. Quando se inicia um campeonato brasileiro ele não é mais apontado como favorito.  Ficar entre os seis para chegar à Libertadores tem se mostrado uma meta irrealística.

Não há o que atraia um jogador. Não há um canto de sereia para que venha ao Morumbi. Não há algo que o fixe no clube.

Christian Cueva, por exemplo. O Aladino, como é conhecido no Peru, não frequenta uma lista dos dez maiores peruanos de todos os tempos. E, mesmo assim, trata o São Paulo como se fosse o Comerciantes Unidos, de Cutervo, ou a Academia Cantolao, de El Callao, dignos (?) representantes do futebol peruano.

A missão de Raí é mostrar aos jogadores que o São Paulo é grande, enorme, gigante. Muito maior do que eles. Todos juntos. E isto não se faz apenas com palavras ou multas ou uma imersão na história do clube. É preciso um projeto audacioso e bem montado. É preciso que o novo lateral que vai chegar (precisa chegar), o novo meia, o novo atacante, o novo centroavante saibam que estão chegando em um clube que tem um planejamento para ser campeão brasileiro em dois anos. Um clube que tem dívidas equacionadas, que tem patrimônio, infraestrutura e uma base vencedora.

Raí precisa fazer com que os jogadores voltem a querer jogar no São Paulo. E que sintam pouca vontade de sair. Precisam saber que é melhor jogar no São Paulo do que no River. O que, na atualidade, não é. Com frieza, por exemplo, é necessário se livrar, assim que terminar a Copa, de Cueva. Ninguém, nem ele, muito menos ele, pode se atrasar seis dias para voltar ao trabalho.

O trabalho de reconstrução da dignidade do São Paulo é duro e longo. Um trabalhão para Raí


São Paulo lucra na troca Pratto x Diego Souza
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O São Paulo recebe R$ 35 milhões por Lucas Pratto, que vai para o River, e paga R$ 10 milhões ao Sport para ter Diego Souza. A segunda parte da equação foi anunciada hoje, domingo. A primeira, talvez na segunda. Os valores são aproximados. As negociações atuais incluem bônus por produtividade e porcentagens de direitos.

Não é apenas financeiramente que o São Paulo ganha. Pratto foi muito importante, teve papel de liderança no grupo que nadou muito para não se afogar, é um cara muito dedicado, não se entrega nunca, mas….e os gols? 12 em um ano? Muito pouco. No sábado, encontrei meu amigo Roberto Benevides no restaurante Doce & Cia, do Jorge, lá em Pinheiros e ele deu sua opinião, que é como a minha. “Pratto é bom jogador, mas superavaliado. Não acredito que chegaram em falar em naturalização para que ele jogasse na seleção brasileira. Um absurdo”.

Diego Souza é mais presente na área. Faz mais gols. Pode jogar de nove ou de oito, como se dizia antigamente. Dentro da área ou vindo de trás. Tem três anos a mais, mas isso não é relevante.

Pratto supera Diego Souza quando se fala em caráter. Os dois queriam deixar os clubes em que estão e vejam a diferença de comportamento. Pratto veio da Argentina, chegou, explicou a situação e está treinando. Se por acaso, o negócio não sair (impossível), ele vai continuar jogando com todas as suas forças e seu comprometimento. Diego Souza, não. Sumiu do Recife. Disse que precisava viajar para o exterior para comprar uma casa (mesmo se for verdade, por que não foi nas férias?) e nada de treino. É um tipo de comportamento mimado e antiprofissional.

Como Cueva, por exemplo.

O importante na contratação de Diego Souza é que Raí mostra seu cartão de visitas. Antecipou-se ao fato consumado da saída de Pratto e trouxe o substituto. Não deixou um vácuo. O problema é que , quando o Craque Neto levantou a bola da contratação há um mês, ninguém falava na saída do Pratto. Seriam os dois. Agora, apenas um.


Com Raí, Rocha e Lugano, Leco fica longe do futebol
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Deixemos as nomenclaturas de lado. Seja qual for o nome do cargo, Raí é o homem forte do futebol. Terá Ricardo Rocha só seu lado. E é provável que tenha Lugano próximo aos jogadores.

Trata-se de gestão descentralizada. A grande consequência é que afasta Leco do campo. Ele continua mandando no clube (ganha para isso), mas não terá mais autoridade e oportunidade para ações afoitas, como demitir Ceni em 12 minutos, como, orgulhosamente disse ao www.chuteirafc.cartacapital.com.br.

E o que Ricardo Rocha pode trazer de bom ao São Paulo?

Qual sua experiência como gestor?

O que fez no futebol após a aposentadoria?

Ser técnico do Santa Cruz e do CRB o qualifica para o cargo?

Sinceramente, acho que, antes de Ricardo Rocha, Raí precisava 1) contratar um lateral 2) resolver o caso Maidana 3) trazer um meia porque Cueva vai jogar pouco e Hernanes deve sair 4) trazer um atacante.

São prioridades muito urgentes. Ricardo Rocha podia esperar lá no SporTV.


Kaká é top 20. Do São Paulo.
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Menon

Kaká é uma das maiores joias criadas no São Paulo. Formado na base, estreou ganhando um título que o clube não tinha (Torneio Rio-São Paulo), saiu logo por não suportar o comportamento imbecil da torcia que o culpava, juntamente com Luís Fabiano, pela falta de títulos Foi para o Milan, ganhou a Liga dos Campeões, foi eleito o melhor do mundo e jogou pela seleção, com dignidade.

E qual é seu lugar na história do clube?

Eu fiz duas listas. A primeira, baseada no que os jogadores fizeram no futebol.

A segunda, no que fizeram no São Paulo.

A primeira:

Friedenreich, o primeiro “maior jogador do Brasil”, nos anos 30

Leônidas, o maior jogador do Brasil nos anos 40, artilheiro da Copa de 38

Sastre, o grande craque argentino dos anos 40

Bauer, o Monstro do Maracanã, também revelado pelo São Paulo e integrante da seleção de 50

Zizinho, o maior jogador brasileiro dos anos 50, o ídolo de Pelé.

Didi, eleito o melhor jogador da Copa de 58.

Mauro Ramos de Oliveira, um dos mais técnicos zagueiros da história do futebol brasileiro, campeão do mundo em 1958.

Canhoteiro, chamado de “Garrincha canhoto” nos anos 50.

Dino Sani, volante com 110 gols marcados pelo clube. Jogou no Boca, na Itália e na seleção de 1958

Roberto Dias, zagueiro e volante, carregou o São Paulo nas costas no período de construção do Morumbi.

Pedro Rocha, o único uruguaio a disputar quatro Copas do Mundo.

Gérson, integrante da seleção brasileira de 1970.

Careca, integrante das seleções de 1986 e 1990.

Falcão, integrante da Copa de 82, o Rei Roma.

Toninho Cerezo, outro do quarteto mágico de 1982, com Falcão, Sócrates e Zico.

Raí, campeão mundial pelo São Paulo e pela seleção brasileira.

Muller, campeão mundial pelo São Paulo e pela seleção brasileira.

Rivaldo, ídolo no Palmeiras e no Barça, eleito o melhor do mundo em 1999.

Rogério Ceni, o maior goleiro artilheiro da história.

Kaká.

Esta é minha lista de 20, não está por ordem de preferência. Tentei manter uma linha do tempo. Não me fixei em muitos jogadores das décadas de 40 e 50, como Teixeirinha, Yeso Amalfi, Maurinho (jogou a copa de 54), Barrios, Renganeschi, Remo, Friaça. São lendas, grandes jogadores, mas não vi. Desse período, preferi ficar com os inquestionáveis.

E a lista dos jogadores, baseado no que fizeram pelo São Paulo?

Eu mantenho Friedenreich, Leônidas, Sastre, Bauer, Zizinho, Mauro Ramos, Roberto Dias, Dino, Canhoteiro, Pedro Rocha, Gérson, Careca, Cerezo, Raí, Muller e Rogério Ceni.

Tirei Didi, Falcão e Rivaldo.

E coloco Dario Pereyra, Lugano e estou em dúvida entre Leonardo, Toninho Guerreiro, Oscar e Serginho Chulapa.

Em uma ou outra, Kaká tem lugar, com as ressalvas que fiz sobre os anos 40. Pode estar entre os 20, 30 ou até 10, conforme o gosto de cada um e do que viu de futebol.

Um posto excelente, quando se lembra que estamos falando do São Paulo.

Um grande jogador, que deixará saudades.

 

 

 

 

 

 


Raí chega com três acertos
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Menon

A primeira entrevista de Raí como responsável pelo futebol do São Paulo foi estimulante e promissora.

Muito interessante a promessa de busca (ou recuperação) de um estilo próprio que seja constante no time. Mais interessante ainda ele citar Cilinho e Telê como criadores desse estilo. Lembremos que muito do sucesso corintiano foi a definição de uma filosofia futebolística e a sua manutenção.

Para que o estilo seja implantado, é importante o estabelecimento de duas diretrizes que foram citadas por Raí: 1) o fortalecimento da base 2) comissão técnica permanente.

São pontos interessantes, mas que serão implantados a médio prazo. Agora, é o mundo real e há missões urgentes: renovação do contrato de Militão, a manutenção de Jucilei e a contratação de reforços como Gustavo Scarpa e Diego Souza.

E a tal carta branca? Raí poderia trazer Rogério Ceni ou Gustavo Oliveira de volta?

 


Raí é uma escolha ruim. E, se não der certo, será fritado por Leco
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Menon

Raí será o responsável pelo futebol do São Paulo. Ele aceitou ou vai aceitar o convite de Leco. Um erro do grande jogador. Primeiramente, por aceitar trabalhar com quem demitiu seu sobrinho, que fazia bom trabalho. Bem, são questões familiares, não me intrometo, mas que é difícil, para mim, entender, é.

Depois, qual é a segurança que se tem ao trabalhar com Leco? Ele é intempestivo, não tem nenhuma preocupação com trabalho a longo prazo. “Repórter, para mim, é igual mulher. Se está dando problema, eu troco”, dizia um querido (apesar de machista) amigo e chefe do início da minha carreira. Nunca me trocou.

Trabalhar com Leco é difícil. Raí será o oitavo responsável pelo futebol em uma gestão que tem apenas dois anos. Dese outubro de 2-15, alguns saíram por motivo próprio e outros por decisão de Leco. E sempre se soube que Leco, por ser homem do futebol, não deixa de dar opinião nas questões do futebol. Não dá liberdade de trabalho. Agora, com Pinotti, ele teve reuniões com o empresário Marcelo Dijan para tratar de negociações com o Cruzeiro, sem consultar o garoto-maravilha.

Raí corre, mesmo tendo sido um grande ídolo, o risco de ser defenestrado sem direito a um cafezinho para início de conversa. Leco demitiu Rogério Ceni em 12 minutos de conversa. Ceni era seu escudo na época. Raí será seu escudo agora.

E por ser o escudo de Leco é que eu considero a escolha ruim. O São Paulo precisa caminhar rumo à profissionalização. Buscar algúém do mercado, alguém que conheça empresários e que possa resolver problemas com rapidez. Não adianta ter um Pinotti, até pelo fato de o clube dever muito dinheiro a ele. Não adianta escolher Raí, que não tem experiência alguma. E que ficou apenas três meses na coordenação da base, nos tempos de Marcelo Portugal Gouvêa.

Raí precisa resolver logo os contratos de Marquinhos Cipriano e Militão, que podem assina pré-contrato ainda no primeiro semestre para deixar o clube no ano que vem. Quem fez contratos tão curtos com jogadores que são grandes promessas? Raí precisa resolver o caso Jucilei, precisa contratar um substituto para Hernanes, que dificilmente ficará.

É muita coisa importante para quem não tem experiência.

Ao chamar Raí, Leco só pensa em si. Tem um grande escudo. Novamente. Se não der certo, ele manda embora e contrata…Diego Lugano. O novo escudo que está na praça.


Bacharéis vão matar o futebol brasileiro
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Menon

boopHá jogos que transcendem os 90 minutos. Saem do campo, vão para a televisão, espraiam-se pelos botecos e são lembrados eternamente, nas discussões familiares, nos almoços de Natal, na memória afetiva do brasileiro e na grande biblioteca oral do futebol brasileiro. São jogos que aceleram casamentos e definem divórcios. Muitos cunhados foram declarados malquistos no lar por não se cansarem de falar sobre gols que foram festa para uns e desgraça para outros.

O gol do tri do Pet, o gol redentor de Basílio, o gol mundial de Raí, a obra-prima de Alex…

Para mim, estes são os meios justificáveis  – a arte, o amor, a raça, o inesperado – para que um jogo ultrapasse os 90 minutos. O que se construiu no campo deve ser referendado. Sou contra visceralmente qualquer mudança. Não acho justo o que aconteceu em 95, por exemplo. Não aceito jogo anulado por haver um jogador atuando de forma irregular. Não concordo com punição por agressão que o juiz não viu e que foi acusada depois, por meio eletrônico. A arbitragem não é eletrônica. É feita por um ser humano que ganha muito bem pelo seu trabalho. R$ 3 mil ou mais por um dia de trabalho. Se o árbitro errou, tem de ser punido. E toca o barco.

Faço uma ressalva. Os recursos eletrônicos poderiam ser admitidos para definir jogadas complicadas, como a bola que bateu na linha, o impedimento, o pênalti. Poucas vezes em um jogo. E de modo que o mesmo tipo de recurso existisse em todos os jogos de todos os campeonatos.

Seria uma maneira de evitar o poder dos bacharéis. Com TJD e afins. Vejam o circo em que está se transformando o final do Brasileiro. O Fluminense, fiel à sua essência, buscou novamente apoio nos tribunais para mudar o resultado de um jogo. Mórbida história. No Flu, um advogado tem status maior eu um Assis, um Washington, Rivellino ou Marcos Carneiro de Mendonça e tantos outros craques.

E o que os advogados argumentam?

O gol de Henrique não foi impedido? Não, eles eles reconhecem que foi. Mas a justiça se fez de maneira torta. Avisaram que estava errado. Não se pode avisar. Não se pode ter ajuda externa.

Mas o que o Flamengo tem a ver com isso? Foi o Flamengo que pediu, que levou a televisão?

A culpa foi de Sandro Meira Ricci. Ele precisa ser punido. Ninguém mais.

Não é assim. E o futebol passa por um processo de judicialização. Ligo a televisão e, em vez de ouvir os acurados comentários do Lédio Carmona sobre tática e técnica, vejo-o entrevistando um advogado que terá em suas mãos o processo que definirá se haverá um novo jogo ou não entre Fluminense e Flamengo.

Ah, e como essa gente adora televisão, rádio, jornal. Colocam o melhor terno, a gravata mais sedosa e desfilam seu cabedal de conhecimentos e suas datas vênias. Nunca chutaram uma bola e são os donos da bola.

A CBF, os advogados e nossos cartolas fazem de tudo para desprestigiar o campeonato brasileiro. Nosso maior “produto” para usar um termo tão em moda.

O futebol resiste, apesar deles.


Pantera da Mogiana dá lição aos grandes do Brasil
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botafogo3O Botafogo F.C de Ribeirão Preto está dando uma lição aos grandes clubes brasileiros. O livro “Botafogo, uma história de amor e glórias, do jornalista Igor Ramos e algo que precisava ser estudado, elogiado e imitado por todos os interessados em manter viva a história do glorioso futebol brasileiro, enlameado por dirigentes canalhas.

botafogo1Com capa dura e 424 páginas, o livro mergulha na história do clube quase centenário, desde a fundação até os dias atuais. Estão ali os craques, os dirigentes, as conquistas, a construção do estádio. Há dois prefácios, um de Sócrates e outro de Raí, talvez as maiores revelações do clube. “Passei por ele meu período de maturação intelectual, política e de consciência social. Foi uma honra e um privilégio, uma escolha que me ensinou e tanto prazer me deu”, diz o Doutro. “O equilíbrio familiar privilegiado que tive se reforçou na paixão por meu clube. Não faria sentido para mi que o futebol, algo tão presente em nossa casa, não representasse harmonia, tripé, triângulo, TRICOLOR”, diz Raí.

As fotos são uma viagem no tempo. O time de 1920, com Pequitote, primeiro grande ídolo, as conquistas no Paulista, as excursões, os enfrentamentos contra Vélez e Boca, as participações no Brasileiro, o título de 77, o vice de 2001 e uma sequência maravilhosa de fotos posadas, de 1957 a 2014, retratando todos os times do Paulista.

botafogo3A galeria dos 100 mais, com gente como Alexandre Bueno, Bell, Calegari, Cocito, Chicão, Douglas, Galli, Geninho, Gilberto Costa, Jair Bala, Jadilson, Julio Amaral, Junior (Dorival Jr), Lorico, Mario Sérgio, Mario, Mineiro, Maritaca, o ídolo Mairiporã, Nair, Nei, Paulo César Capeta, Paschoalin, Paulo Leão, Pé de Valsa, Peu, Roberto Pinto, Roberto Rebouças, Tiri..

Uma fábrica de talentos: Gallo, Bordon, Júlio Sérgio, Cicinho, Doni, Leandro, Luciano Ratinho, Diego Alves….

E o meu time preferido: Aguillera, Wilson Campos, Nei (Miro), Manoel e Mineiro, Lorico e Mário, Ze Mario, Sócrates, Arlindo e João Carlos Motoca. Geraldão, que formaria dupla com Sócrates no Corinthians, já havia saído.

Imperdível o livro. E que a Pantera consiga o título da Série D. E continue subindo sempre….

 


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