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Nenê não pode sair. Felipão explica
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Menon

Tenho muitas restrições a Nenê. Principalmente por seu comportamento egoísta, sem comprometimento com o grupo. Além disso, fez um segundo turno do Brasileiro muito pior que o primeiro. Perdeu a posição no final do ano para Gonzalo Carneiro. Foi para o banco e é lá que deve ficar. Sem bico, como um profissional correto.

Não pode ser o comandante do time, porque comanda a si próprio. Não pode ser o comandante técnico do time porque este posto é de Hernanes. E não pode jogar pelo lado, armando o jogo. Não conseguiu com Aguirre.

Então, por que Nené não deve sair? Por dois motivos complementares: 1) ele sabe jogar bola e pode substituir Hernanes e 2) não tem outro.

Havia Shaylon, que nunca se firmou e está no Bahia. Ninguém mais.

É possível fazer Nenê entender que ele pode ser útil ao grupo, mesmo no banco? Entrar 20 minutos e render? Entrar em situações especiais e ajudar o time a controlar o jogo? Substituir Hernanes por conta de cartões?

É uma missão para Raí, Jardine, Mancini e Carlinhos Neves.

Dura missão.

A certeza, demonstrada por Scolari, é que, para ser campeão, um time precisa muito mais que onze jogadores. Precisa de elenco.


Briga boa no São Paulo: três por uma vaga
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O trabalho de Raí em 2018 deixou a desejar, apesar do quinto lugar no Brasileiro. Faltava um elenco consistente. O que mudou agora com as contratações do atacante Pablo e também do ídolo Hernanes. Pode-se dizer que André Jardine terá boas opções para escalar o time. Ou os times, algo muito importante, como Felipão mostrou no PalmeirasTime forte mentalmente.

O São Paulo terá duas brigas por posição, envolvendo pelo menos três jogadores em cada uma delas.

Vamos começar por aquela que não interfere no esquema tático.

Quem será o volante de contenção?

O São Paulo procurou Willian Arão, um volante que tem boa saída de bola e que chega ao gol adversário. Não conseguiu e, estranhamente, mudou o alvo. Contratou o Willian Farias, cidadão exemplar. Como Arão não veio, caberá a Liziero cumprir a tarefa de ser o volante que cria jogo, o volante com jogadas verticais e bom passe. Quem será o seu companheiro?

Hudson?

Jucilei?

Luan?

Jucilei é o melhor marcador. Hudson é o que mais chuta a gol, e Luan o mais rápido e com mais verticalidade.

Willian Farias é o quarto na fila e começa atrás na corrida.

E agora, quem será o quarto elemento do ataque?

Hernanes está garantido como o armador centralizado. Pode até voltar um pouco na marcação, mas será muito mais um meia que volta um pouco do que um volante que apoia bastante.

Éverton foi a melhor contratação do ano passado. Tomou conta do lado esquerdo, com bons passes e muita aplicação.

Pablo foi a contratação mais cara. Será o centroavante do time. Com mobilidade, abrindo espaços, mas o centroavante.

A escolha do companheiro deles depende do esquema que será utilizado.

4-4-2 ofensivo

Acredito que será o escolhido no início dos trabalhos. Como Pablo se desloca bastante e abre espaços, eles poderão ser preenchidos por Diego Souza, que fez 16 gols na temporada passada. Ele pode atuar um pouco mais à frente de Hernanes e um pouco atrás de Pablo. Chuta bem de fora da área, pode chegar de cabeça e também dar passes a Pablo. Seria um 4-3,5-2,5. Uma outra possibilidade, menos provável, é com Gonzalo Carneiro em vez de Diego Souza. No caso, ele ficaria um pouco mais à direita, com menos chegada na área.

4-4-2 clássico.

É a opção com menor possibilidade ser implantada.  Teria Nenê ao lado de Hernanes. Mais toque de bola e menos ataque. E Nenê terminou em baixa o campeonato. Não há motivo para começar o ano como titular.

4-2-3-1

Quem ocuparia o lado direito do ataque? O nome favorito é Biro Biro, mais “cascudo” que Helinho. Seja qual for o escolhido, a ideia é ter triangulações pela direita, com o apoio de Bruno Peres.

Enfim, é isso. Diego Souza? Nenê? Biro Biro? A escolha de um deles define também o modo de jogar. Carneiro e Helinho correm por fora. E Everton Felipe é uma possibilidade com mínima chance de se concretizar.

A briga está aberta.

 

 


São Paulo acerta com Pablo. E o armador, Raí?
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Quem é Pablo?

Um jogador de 26 anos com apenas uma boa temporada no currículo?

Um jogador que fez um ótimo Brasileiro, mesclando boa técnica e oportunismo?

Os dois.

O São Paulo resolveu apostar na segunda hipótese. Acredita que o Pablo-18 seja permanente e não fugaz. Seja farol e não vagalume.

Pagou caro. R$ 31 milhões por 70% dos direitos. É o mesmo valor que pagou por Everton + Diego Souza + Trellez.

Uma contratação arriscada.

Uma contratação ousada.

Uma contratação necessária.

Uma contratação correta.

O fim de 2018 foi melancólico para o São Paulo. Ficou claro que o elenco precisava se reforçar. E agora, tem dois centroavantes. Podem se revezar. Podem jogar juntos.

Agora, é preciso resolver outro grande problema. O maior problema. A mãe de todos os problemas. Nenê. O São Paulo não voltará aos títulos se continuar refém do mimado jogador, que faz jys ao apelido.

Corre, Raí. O Grupo da Morte te espera.

 

 


São Paulo não é caso de paranoia
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Vocês conhecem mãe desesperada? Avó desesperada? Aquelas pessoas adoráveis e que exalam preocupação por todos os poros? É mais ou menos assim:

Menino, amarra o cadarço do tênis.

Não precisa, mãe. Tá preso.

Tá nada. Estou vendo aqui.

Não vou amarrar.

Isso, não amarra não. Vai tropeçar perto daquele prédio em construção, um prego enferrujado vai furar seu pé. Vai dar gangrena e o médico vai amputar seu pé. E ainda tem o perigo de infecção hospitalar. Você morre. Amarra esse cadarço pelo amor de Deus que eu não quero perder meu filho tão novo.

Mãe são superprotetoras e sempre têm medo da “tempestade perfeita”.

A torcida do São Paulo está assim. Tem até um pouco de razão por causa de tantos anos ruins – cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça – mas está exagerando.

Qual é a “tempestade perfeita”?

O elenco é fraco.

Raí não contrata.

O clube não pede liberação de Luan da sub-20.

Perde a Flórida Cup.

A Pré Libertadores é difícil.

Os times do interior começam a se preparar antes dos grandes.

E, juntando tudo: “esse time fraco e sem o Luan, vai passar vergonha na Flórida  Cup, vai ser eliminado na pré Libertadores e perder na estreia do Paulistão. O treinador será demitido no máximo em abril e vai começar tudo de novo e o time pode até ser rebaixado no Brasileiro”.

Tempestade perfeita.

Mas….

O time e o elenco serão reforçados. Ainda não veio um grande jogador, mas as improvisações nas laterais acabaram. É o primeiro passo e outros virão. Já está passando da hora, mas chegarão.

O mais terrível que o sorteio da Pré Libertadores pode trazer na primeira fase é Talleres, Defensor, Nacional do Paraguai ou The Strongest. É preciso ter cuidado? Sim, mas é certeza que esses times estão torcendo para que o sorteio os poupe de São Paulo e Galo.

A segunda eliminatória pode trazer bad news, como Atlético Nacional. Sim, pode, mas não há motivo para pânico.

E o Pauistão? Estreia contra o Mirassol no Morumbi, visita ao Novorizontino e clássico contra o Santos.

Não há estadual com início tão difícil. E daí? Vai chorar? Vai pedir filiação no campeonato de Rondônia? Ou vai trabalhar desde já?

Antes de tanta preocupação, antes de acender velas a São Expedito, o santo das causas impossíveis, é bom esperar pelo trabalho de Raí. Mesmo porque, se não for bom, o ídolo tricolor também será vítima da tal “tempestade perfeita”.

 

 

 

 


Leco crava Jardine. Quem entende o São Paulo?
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Menon

O presidente Leco anunciou que André Jardine será o técnico do São Paulo em 2019.

Mas não é Raí o responsável pelas coisas do futebol?

E Raí não tirou Aguirre para que um novo treinador mudasse a atitude do time ficasse com a quarta vaga?

Nada mudou. Mesmo assim, Jardine será efetivado?

E não foi Raí que, após o empate  contra o Corinthians, disse que Aguirre não seria analisado por um jogo? E o demitiu no dia seguinte?

Leco e Raí sabem que Jardine tem conceitos diferentes dos de Aguirre?

Terá tempo para colocá-los em prática? Ou será demitido se for mal no Paulista?

E o Paulista? É para ganhar ou para treinar?

Enfim, mesmo com tantas variáveis, me parece uma escolha correta. Que o elenco seja melhorado, com reforços que resolvam e com aporte de Cotia.

E que Jardine tenha pelo menos até o final do primeiro turno do Brasileirão para trabalhar em paz.


Raí errou e vai trabalhar dobrado
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Menon

Quem faz errado, faz duas vezes.

É o caso de Raí, que terá muito trabalho para montar um time competitivo para o São Paulo no próximo ano. Algo importante, independentemente de onde se olhe. Para o alto, com o sonho de título na Libertadoore,s ou para baixo, evitando vexames no Brasileiro, como foi em 2017.

O elenco de 2018, apesar do quinto lugar no Brasileiro (pode ser quarto, mas as possibilidades não são grandes), foi reprovado. E Raí tem grande parcela de culpa. Foi ele quem comandou todas as negociações.

Se ele não pode ser culpado pela decepção que se tornou Bruno Peres (jogador que estava na Europa), não poderia ter deixado o time nas mãos frágeis de Sidão e de Jean. São goleiros para times médios. Fazem bastante defesas porque são muito exigidos. E são aplaudidos porque colaboraram para evitar um rebaixamento. Não servem para um grande time, onde são menos exigidos, mas não podem errar tanto quanto erram. O primeiro gol do Vasco e um outro que foi anulado poderiam ser evitados. Não são erros fatais, não são frangos, mas de um goleiro de time grande exige-se mais do que o normal.

E Trellez? Eu, você e o colombiano que vai comandar o Ministério da Educação poderíamos errar na avaliação, embalados pelos gols que ele fez no ano passado, mas Raí, responsável pelo futebol do São Paulo, não poderia embarcar nessa onda.

Nenê? Dois anos de contrato para um jogador mimado e em fim de carreira? O que fazer com ele em 2019? Terá condição para comandar o time durante um ano todo? Se for para a reserva, aceitará ou fará biquinho? O pior é que Nenê não tem “sombra”. Cueva foi embora e ninguém foi contratado. E Shaylon mostra ser um jogador de brilhareco, um passe aqui, um chute ali e nada mais.

Diego Souza deu conta do recado. Deu mesmo? Termina o ano com menos de 20 gols. Não é o ideal para um centroavante. Não é um jogador que possa ser comparado com Luís Fabiano, Calleri, Pato, Pratto, Kardec, Dagoberto ou Borges.

Há muito mais problemas. Não há reserva para Everton, Reinaldo, Diego Souza, Nenê, Bruno Peres. E alguns deles, como vimos, não foram bem como titulares.

Raí, com certeza já está trabalhando. É preciso mesmo, porque a margem de erro é pequena. Além dos ajustes naturais do final de cada ano, precisa refazer o que foi mal feito.

 


Salve o São Paulo, Raí
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Menon

Caro Raí

Você viu o filme “Onde a moeda cai de pé”? Espetacular. Mostra toda a grandeza do São Paulo. Mas, o que estou falando? Com certeza, já viu. Você é parte importante do filme. E está lá, com seus gols e com seu depoimento.

Com certeza, você se emocionou com os grandes craques que vestiram a camisa tricolor.  Friendereich, Leônidas e Zizinho. Os três foram os melhores do Brasil, cada um em sua época. Careca, o maior paceiro de Maradona. Rogério, o goleiro-artilheiro. Os Menudos. O seu São Paulo bicampeão mundial.

E o tri? Eu me lembro de você, lá no Japão, participando dos treinos com os jogadores. E, depois, na hora da festa, saindo de cena. Muito caráter. Ajudou, deu apoio, mas não aceitou ofuscar a festa dos outros.

Há uma tristeza escondida no filme. Reparou? Laudo Natel explica o jejum de 1957 a 1970 como uma opção para que não faltasse dinheiro para a construção do estádio. E, no final, há um corte no tempo. Lucas levanta a taça da Sul-americana e já temos a despedida de Rogério, com sua presença.

O último título e a despedida do ídolo. Jejum de 13 anos no Paulistão. Jejum de dez anos Brasileiro. E qual o ganho colateral? Nenhum.

Aí é que você entra, Raí. É preciso decifrar os motivos de tamanha decadência. O que aconteceu com esse clube. Mudança de estatuto e corrupção são mais efeito do que causa.

Para mim, a causa principal foi a ausência de grandeza. Deixaram de ser sonhadores, deixaram de pensar o futuro e preferiram o apequenamento e a arrogância. A conversa de Soberano é tão ridícula como contraproducente.

Raí, você chegou ao clube como uma brisa de ar fresco. Um tufão. Toda a esperança de renovação está em você. Renovação? Melhor dizer reconstrução.

Mesmo os críticos mais acerbos que te compararam com Eurico Miranda e que questionam a montagem do elenco de 2018, sabem que você pode acertar. Quem mais, se não você?

É preciso olhar a história.

O São Paulo, nos últimos 45 anos, com exceção de um breve período nos anos 80, teve goleiros de seleção brasileira: Waldir Peres, Gilmar, Zetti e Rogério.

Outro ponto recorrente na história do clube é o pensar grande. É a contratação de grandes jogadores. Leônidas, que fez a moeda cair de pé. Zizinho para o título de 57. Gérson, Pedro Rocha e Toninho para os anos 70. Careca, para orientar os Meninos. Raí, em 98. Toninho Cerezo para os Mundiais.

E contrações geniais, sem muito dinheiro, como Dario Pereira, Leonardo, Lugano…

Outra vertente? A base. Olha so: Rogério, Cafu, Jurandir, Dias, Nelsinho, Casemiro, Kaká e Silas; Muller, Serginho e Zé Sérgio. E muitos outros: Mauro Ramos, Bauer, Lucas…

Se a Bahia deu régua e compasso para Gilberto Gil, a História Tricolor deve ser seu guia.

Pegue a história nas mãos, Raí, e leve o São Paulo novamente ao seu destino glorioso.

Boa sorte.

Menon

 

 


Pergunta para Raí
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Menon

Não pude participar da coletiva de Raí, a respeito da demissão de Aguirre.

“Você é o responsável pela formação do elenco do São Paulo. Não há reserva à altura para Bruno Peres, Rojas, Nenê e Everton. Trellez, Nenê, Jean e Diego Souza não são contratações que possam ser consideradas um sucesso total. Assim, você se considera responsável também pelo fracasso de Aguire?”

E vocês o que acham?


André Jardine é a melhor opção
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Menon

A efetivação de André Jardine como treinador do São Paulo para 2019 seria a melhor decisão a ser tomada por Raí. No mínimo, seria uma brisa de modernidade, Após comportar-se como um cartola das antigas na demissão de Aguirre.

Jardine tem muitas qualidades.

É um dos maiores vencedores nas categorias de base, atuando no São Paulo, Grêmio e Inter.

É adepto de um futebol agradável, com posse de bola, sempre buscando o ataque.

O São Paulo tem apostado nele. Foi integrado à comissão técnica permanente e esteve na Europa se atualizando.

Tem um conhecimento muito grande da base do São Paulo. Importantíssimo. Basta ver dois casos específicos.

1) Rojas só voltará a jogar no Brasileiro. Outro treinador pedirá um reforço. Jardine poderá fazer a transição definitiva de Helinho, Anthony ou até Caíque. Os dois primeiros são jogadores de futuro enorme.

2) Shaylon. O meia era destaque do sub-20. Ceni o tirou da Libertadores-17 para levá-lo ao profissional. Nunca rendeu bem. Com Jardine, pode se recuperar.

O que há contra Jardine?

O medo de que não tenha bagagem para comandar um grupo de veteranos? Bem, se não tem agora, aos 39 anos, não terá nunca.

O medo de “queimar” um treinador de futuro? Aí, eu me lembro da camisa de gola rolê que minha mãe me deu quando eu tinha 15 anos. Estava na moda. Mamãe não queria que eu usasse todo dia. Dizia que ia estragar. Então, cresci para cima e para os lados. E usei muito pouco.

Está na hora de Jardine. Se não der certo, ele seguirá a vida em outro clube. Vitorioso será, sem dúvida.

As outras opções são Mano Menezes e Abel. Mano está empregado e sua vinda custaria muito dinheiro. Abel não tem feito bons trabalhos.

O São Paulo precisa apostar no futuro. Jardine é o nome.

 


São Paulo: R$ 33 milhões e nenhuma solução
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Menon

Há muito a corrigir no elenco do São Paulo. E não é por falta de dinheiro. Raí gastou quase 50 milhões, dinheiro da venda de Prato, e Diego Aguirre não tem reserva para Nenê, Rojas, Everton e Bruno Peres.

A seguir, um  resumo de como o dinheiro foi (mal?) gasto. Dos quase 50 milhões, apenas os 15 milhões gastos para tirar Everton do Flamengo são inquestionáveis. Os outros 33 milhões trouxeram muito mais dúvidas que certezas ao clube.

O São Paulo tem três centroavantes: Diego Souza, Gonzalo Carneiro (podem jogar também como meia) e Trellez. Qual dos três é uma certeza para 2019? Certeza de ser o titular? Ou, ainda mais, certeza de apresentar um bom rendimento durante o ano todo? Aquele que o torcedor pode dizer: “estamos garantidos, temos um cara que fará mais de 20 gols no ano, temos um centroavante que nos garantirá vitórias em jogos duros e decisivos”?

Qual dos três?

Nenhum.

E o São Paulo gastou muito por eles. Sob o o comando de Raí. Dieg Souza custou R$ 10 milhões, Trelles veio por R$ 6 milhões e Gonzalo Carneiro, R$ 2,6 milhões. Pelo uruguaio, o São Paulo ainda vai pagar nova parcela de mesmo valor. Carneiro está tendo algumas chances agora, é difícil saber do seu potencial, mas certeza, não é.

Então, somando, temos R$ 18,6 milhões gastos e nenhuma certeza.

O São Paulo tem dois goleiros: Sidão e Jean. Não conto Perri porque ainda não estreou, o que considero um erro. Então, vamos nos fixar nos dois que atuam.

Qual dois dois é uma certeza para 2019? Certeza de segurança, certeza de estar pelo menos entre os sete melhores do campeonato?

Nenhum, não é.

E o São Paulo gastou R$ 6 milhões para ter Jean. Se ele tivesse cumprido algumas metas, custaria R$ 10 milhões.

Existe alguma certeza de que Jucilei será um volante que renda muito bem, com boa chegada na área? Impossível. Existe alguma certeza de que ele será titular do São Paulo? Não, já que está ameaçado por Liziero e Luan. E o São Paulo pagou R$ 4,6 milhões por ele. Como pagou R$ 400 mil por Edimar. Pouco dinheiro, certeza nenhuma.

E Everton Felipe? Algum torcedor tem certeza de um bom aproveitamento dele? Pode-se dizer que ele tomará a posição de Rojas? Ou, que pelo menos, será um bom reserva para Rojas ou Everton? Nenhuma certeza. Por enquanto, na ausência de Everton, Diego Aguirre é obrigado a escalar Reinaldo ou Liziero. Everton Felipe custou R$ 3 milhões e mais o Morato. E o Sport receberá mais R$ 3 milhões em janeiro.

Somando, então, temos R$ 32,6 milhões gastos. Nenhum título. Nenhuma certeza para 2019.

E temos ainda Everton, Custou R$ 15 milhões e aprovou totalmente. É uma certeza para 2019. Será o principal jogador do time. Desde que as contusões não o atrapalhem.

Ironia do São Paulo. Se quiser ser campeão da Libertadores, precisará de um goleiro, de um meia e de um centroavante. O dinheiro gasto em 2018, sob este aspecto, foi perdido.