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Arquivo : renato augusto

Dorival uniu os bons e o time melhorou muito
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Menon

A frase “futebol é só juntar os melhores, não tem segredo” não cabe mais. É do tempo em que se dizia que Lula, o técnico do Santos, jogava onze camisas para o alto e…pronto, lá vinha outra goleada.

Já não há tantos craques (eles estão na Europa) para prescindir de tática. Mas há o outro lado da coisa. Se há poucos destaques individuais em um time, porque não juntá-los?

Entrevistei Ney Franco no início de 2013, antes da pré temporada e perguntei como Ganso e Jadson atuariam juntos. Ele disse que não era possível. Que jogaria um ou outro, porque não abria mão de dois jogadores abertos pelo lado do campo. Os dois não jogaram juntos e Jadson foi brilhar no Corinthians, ao lado de Renato Augusto.

Lucas Pratto, em entrevista ao João Canalha, disse que não entendia porque no Brasil todos os times jogavam com dois extremos. Todos. Uma unanimidade que não permite dois meias juntos.

Dorival, não. Desde a chegada de Hernanes, ele fez de tudo para que ele e Cueva jogassem juntos. Fez mudanças para que a parceria desse certo. E parece ter chegado ao ponto ideal.

Hernanes chegou e disse que gostaria de jogar mais à frente, perto do gol adversário. Dorival aceitou, tirou Jonatan Gomez e deslocou Cueva para a esquerda. Não deu muito certo porque Cueva era frágil  na recomposição. Seu futebol caiu. E a torcida começou a ofender o peruano, dizendo que ele só jogava bem na seleção de seu país. Lógico, né? Lá ele continuava jogando pelo meio, como um armador centralizado, vaga que havia perdido para Hernanes.

Dorival, então, recuou Hernanes para o lugar de Jucilei, colocou Lucas Fernandes na esquerda e trouxe Cueva de volta para o meio. O peruano voltou a jogar bem, mas Hernanes teve uma queda. E Lucas Fernandes decepcionou. Até os chutes de longe, ponto alto em seu currículo, diminuíram.

Chegou, então, a terceira mudança. Jucilei voltou ao time, como primeiro volante. Petros e Hernanes colocaram-se a seu lado, mais adiantados. E Cueva fechou a ponta do losango. Muitas vezes no jogo, Hernanes se aproxima de Cueva e o diálogo entre eles flui com muita qualidade. Saiu assim o segundo gol contra o Santos.

O time está em seu melhor momento porque Dorival abriu mão do esquema com dois extremos e, principalmente, porque fez isto para ter Hernanes e Cueva bem próximos.

Juntou os bons e uniu-se a eles.


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
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O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.


Casemiro, Ganso, Pato, Jadson….Como são ruins os nossos “professores”!
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O nível dos atuais treinadores brasileiros é fraco. Qual a contribuição que deram ao futebol mundial? Lembremos que Vicente Feola surpreendeu e 1958, escalando Zagallo na ponta-esquerda, em um 4-3-3 muito moderno, que o próprio Zagallo montou uma seleção sem centroavante em 1970 e que Telê apostou em muita rotatividade, com deslocamentos e volantes – Falcão e Cerezo – de altíssimo nível técnico. Há ali algo de Guardiola, muito tempo antes. Por favor, vira-latas, eu disse algo, não disse tudo, não disse que Guardiola plagiou Telê e nem que a seleção de 82 é a gênese do Barcelona.

De uns tempos para cá, os treinadores brasileiros atuam em forma de manada. Todos seguem, bovinamente, uma ideia que nunca é original, que nunca foi criada pelo próprio rebanho. Há uma década, era o 3-5-2, depois o 4-4-2 e agora o 4-2-3-1. Ninguém sai do ramerrão. A exceção é Tite, com seu 4-1-4-1 com Elias. Não é ideia dele. Há pouca ousadia, como no último clássico, quando Cuca montou um 4-4-2 (tão esquecido, tão “old school”) que permitiu a Gabriel Jesus jogar com mais liberdade e deu um nó em Tite.

E mesmo para quem copia, os nossos “professores” estão ultrapassados. As novidades demoram a chegar. Ninguém tenta copiar Bielsa ou Sampaoli, técnicos inovadores. Alguém aí escala o time no 3-4-3?

Há alguns casos recentes de falta de talento, paciência e excesso de arrogância dos treinadores que levaram os seus empregadores a sofrerem grande prejuízo.

1) Casemiro – Campeão da Copa São Paulo em 2010, era um dos destaques do time, ao lado de Lucas. Foi levado ao time de cima. Atuou por 112 partidas e fez 11 gols. Foi treinado por Milton Cruz, Sergio Baresi Carpegiani Adilson Batista, Leão e Ney Franco. Nenhum deles conseguiu descobrir a melhor posição para ele. Falavam em primeiro volante, segundo volante, meia e até quarto zagueiro. Nunca teve continuidade.

Um dia, após vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians, chorou na saída do campo. Disse que não era entendido e que não recebia o mesmo carinho de Lucas. Aquilo me soou como insegurança e quase um pedido de socorro de um jovem de 20 anos. Para muitos, foi sinônimo de máscara. Fácil julgar quem tem 20 anos. E lá se foi Casemiro para o Real Madrid B. Jogou bem. Foi para o Porto. Jogou bem. Voltou para o Real Madrid A e jogou muito. Detalhe: desde o primeiro treino, foi definido que ele seria primeiro volante. Perceberam na hora o que não se viu aqui. E o São Paulo vendeu uma revelação por pouco dinheiro.

Com ajuda da torcida, que o vaiava como havia vaiado Kaká há alguns anos. Hoje, não há dúvidas que, abaixo de Kaká,  Casemiro, ao lado de Lucas, é a maior revelação do clube nos últimos 20 anos. E só um foi aproveitado. Só um deu lucro.

2) Ganso e Jadson – Quando Ganso foi contratado, perguntei a Ney Franco se ele jogaria ao lado de Jadson. E ele, com a certeza que é comum aos gênios e aos imbecis, disse, sem nenhuma indecisão, sem nenhum medo de errar, que havia um lugar apenas para eles. Os dois disputariam posição no seu 4-2-3-1. Nunca pensou em mudar de esquema, nunca pensou em abrir mão de princípios para colocar os dois em um mesmo time. Jadson não gostou de perder o lugar, descuidou-se do físico, não teve uma atitude profissional. E foi para o Corinthians, onde Tite o colocou ao lado de Renato Augusto. Se deu certo com Renato Augusto, por que não poderia dar certo com Ganso?

3) Pato – No São Paulo, com Osorio, Pato jogou muito bem pelo lado do campo, entrando em diagonal. Como Ribery e Robben. Novo recado aos vira-latas: não digo que ele seja igual ao francês ou ao holandês; apenas que ele rendeu bem – 26 gols no ano – no mesmo estilo. E no Corinthians? Independentemente de ficar marcado pelo ridículo pênalti contra Dida, independentemente de não ter o perfil que o corintiano gosta, a verdade é que Tite, o badalado Tite, não conseguiu fazer com que ele jogasse. Não conseguiu achar um lugar no time para ele. Como Osorio fez.

Há muitos exemplos. Marcelo joga no Real e é reserva do limitado Filipe Luiz, no time de Dunga.

Há muitos exemplos. Cada um deve lembrar do seu.

Treinadores ultrapassados e sem luz própria são sinônimo de dinheiro perdido. E, muito pior, são uma das causas do atual momento do futebol brasileiro, totalmente sem ideias. Ou alguém duvida que um treinador antenado não faria um bom time com esses mesmos jogadores chamados por Dunga?


Uruguai tinha o Mestre. O Brasil tinha o Dunga. David Luiz, nunca mais
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Faltou pouco para o Uruguai acrescentar mais um feito em seu olimpo de conquistas. Depois do Maracanazo de 50, quase tivemos o Recifazo de 2016. E, se acontecesse a virada, não teria nada de heroica. Seria apenas a consequência natural de dois fatores que se fizeram notar intensamente: a superioridade de Tabarez sobre Dunga e a imensa diferença de caráter das duas equipes. Antes de continuar, uma digressão. Para mim, o título uruguaio de 50 tem a ver, sim, com heroísmo, mas pode ser explicado também por questões táticas e técnicas. Mas esta é outra história.

O Brasil fez uma boa partida até marcar o segundo gol. Havia inversão de jogadas e Neymar havia encontrado um bom espaço entre as duas linhas de quatro da seleção uruguaia. Flutuava por ali, leve e solto. E tudo foi facilitado pelo gol de Douglas Costa aos 40 segundos. William, na direita, foi marcado pelo alto e fraco Coates. Vitorino errou e não interrompeu o cruzamento. Nova digressão. Lembremos que Maxi Pereira, Josema Gimenez, Diego Godin e Martin Caceres, a zaga titular não estava em campo.

Depois do segundo gol – lindo gol – brasileiro, o Uruguai foi à frente impulsionado pelo profissionalismo e vontade de jogar. Alvaro Pereira cruzou da esquerda, Carlos Sanchez cabeceou para trás e Cavani acertou um lindo chute. David Luiz estava a alguns metros dele, dentro da área, com as mãos para trás para impedir um pênalti que não houve.

E aí, antes da intervenção de Tabarez, veio algo que eu não gosto de reconhecer, que considero até primário, mas que se fez notar. O DNA de cada futebol. O milionário futebol brasileiro se encolheu na dificuldade. O sofrido futebol uruguaio cresceu. E foi atrás de seu passado, de sua história. Foi atrás do empate.

No segundo tempo, Tabarez fez a substituição que mudou o jogo. Trocou o 4-4-2 pelo 4-1-4-1, Recuou Arevalo Rios para ser uma espécie de terceiro zagueiro, mais adiantado. Passou a marcar duramente Neymar. O craque brasileiro não conseguia flutuar mais. Tabarez tirou Cebolla Rodriguez e colocou Tata Gonzalez. Ele, com muito esforço e raça, passou a ajudar Alvaro Pereira. Cavani passou a jogar pela esquerda, de área a área.

Suárez era o único atacante. E que atacante!!!! Empatou o jogo logo a cinco minutos, deixando David Luiz na saudade. Como sempre, aliás. E o Brasil murchou. E o Uruguai cresceu. Os brasileiros começaram a bater muito e as dificuldades técnicas de David Luiz vieram à tona novamente. Não tem noção de espaço, não marca bem, não tem velocidade. No final do jogo, cabeceou uma bola para trás e Allison conseguiu defender o chute de Suárez.

A situação estava tão favorável que Tabarez resolveu arriscar. Tirou o meia Carlos Sanchez e colocou o atacante Christian Stuani. Correu riscos, sim, pois Fucille teve dificuldades para marcar Neymar, que foi para a ponta esquerda.

O Brasil sofre com a falta de um armador. Não tem um centroavante. Neymar deveria ter jogado como Messi, fora da área para receber a bola, mas dentro dela após um curto pique. Não foi assim. David Luiz foi muito mal novamente. Filipe Luiz é limitado. Fernandinho e Luis Gustavo são fracos.

Mas a maior diferença estava em campo. Eles tinham um Maestro (Mestre). E nos, um Dunga


Timão contratou bem. Mas, Vilson e Guilherme vão render 100%?
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Quando se fala em contratações, times brasileiros não podem ser comparados aos europeus. O dinheiro que sobra por lá, falta por aqui. É necessário olhar bem o mercado, dar uma passada na América do Sul, contar o que se tem em caixa e deixar aventuras de lado. A última foi Alexandre Pato e não teve final feliz.

O sistema funciona assim: o time contrata um jogador que cresce muito de produção e passa a ser reconhecido. Ofertas chegam, não há como resistir e ele vai para a Europa, para a Ásia ou para a China, um mundo novo na velha Ásia. Não se pode pensar que a totalidade do dinheiro arrecadado será investido em nova contratação. E não se pode esperar que haverá um novo jogador, pronto, para render o que rendia os que saíram.

Renato Augusto e Jadson, por exemplo. Todos sabiam de suas qualidades, mas chegaram sob um véu de suspeita no Corinthians. Cresceram, jogaram muito e agora…não tem mais. Não vão aparecer outros dois, de repente.

É sob a ótica das dificuldades de se contratar, que devemos analisar os reforços corintianos. Acho que foram boas contratações. Não sei se vão render o que os que saíram estavam rendendo. Não sei se crescerão, mas foram boas apostas. Mesmo com problemas recentes.

Sempre gostei do André, desde os tempos do Santos. É matador e técnico. Fracassou no Vasco e no Galo, mas foi bem no Sport. Marlone surgiu bem no Vasco, foi mal no Cruzeiro, e teve números admiráveis no Sport.

Williams é um marcador duro, com pouco passe. O time precisa de alguém assim para que Elias tenha mais liberdade. Pode substituir Ralf, sem problemas. Giovanni Augusto foi muito bem no Figueirense e no Galo, é habilidoso e chega na área, apesar de certa lentidão.

Balbuena veio do Libertad, onde não era titular absoluto. Vai correr atrás de Iago. Tite sempre dá preferência a quem já está no elenco e espera uma chance.

Há duas incógnitas. Vilson é um zagueiro forte, ágil e voluntarioso. Teve problemas médicos que apressaram sua saída do Palmeiras. Guilherme é meia atacante com problemas físicos que rivalizam com a qualidade técnica. Não tem tido uma constância.

Os dois poderão se recuperar, da mesma maneira que foi feito com Pato e Renato Augusto?

Tite tem nomes para trabalhar e remontar o time. São jogadores indicados por ele. O campeonato paulista tem 15 jogos antes de começar o mata-mata. Nos dois últimos dois anos, River Plate e San Lorenzo venceram a Libertadores depois de um início ruim.

Ou seja, Tite tem tempo para trabalhar. E Tite trabalha bem.

O Corinthians estará na pista em 2016.

 

 

 


Andrés truculento. E Renato Augusto merece respeito?
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Andrés Sanchez deixou o cargo de superintendente do Corinthians. Vai articular sua candidatura à presidência da CBF. E, em sua última entrevista, mostrou a velha truculência. Fica no ar como seria sua gestão à frente do futebol brasileiro.

A vítima foi Pato. Andrés está irritado com o jogador que não aceita se transferir para o Tianjin Quanjian (parece nome de dupla caipira chinesa) que ofereceu R$ 40 milhões pelo jogador. O clube ficaria com R$ 24 milhões.

“Se tiver proposta, ele tem de aceitar”. Tem? Quem falou? Onde está escrito?

“Ele não pode enrolar um ano para sair de graça”. Não pode? Quem disse que vai enrolar? Pato pode estar pensando alto, em um bom ano no Corinthians para voltar à seleção (algo improvável), ou para um time da Europa.

É o direito dele.

E aí, vem a pior frase de Andrés. “Ele vai sofrer, não sei se a torcia engole Pato ou Ganso”.

Andrés está jogando Pato aos Gaviões. Ele está incitando a torcida a tornar a vida do jogador um inferno. E se o recado for mal entendido? E se houver violência?

E, em sua frase incitando a violência, Andrés mostra que o Corinthians errou feio. Quem contratou Pato não sabia que ele não tem a “cara” do Corinthians? Culpe quem contratou.

A solução é simples: manda para a China e vamos recuperar o dinheiro.

Ou seja, democracia zero.

Pato, aliás, pode ser uma boa opção para o Corinthians, que perdeu Ralf, Jadson e Renato Augusto. Pode ser um jogador importante na reconstrução do time, trabalho duro a ser enfrentado por Tite. Poderia ser, não pode mais. Graças ao truculento Andrés.

E já que estamos na China, o que falar de Renato Augusto? O melhor jogador do Brasileiro vai se enterrar no país que já foi de Mao? Que falta de ambição! Está recuperado fisicamente, tem 27 anos, Dunga o convocou, tem a vida pela frente, pode ser um dos grandes ídolos da história do Corinthians e vai para a China?

Não me cabe julgar sua decisão, fora do aspecto futebolístico. Reconheço que é muito difícil, quase impossível, algum jogador brasileiro dizer não a um salário de R$ 2 milhões mensais. São R$ 6,7 mil por dia, R$2,8 mil por hora, R$47 reais por minuto.

Ganhar na megassena todo mês.

Então, não sei da vida de Renato Augusto, não sei se tem investimentos, se tem dívidas, se tem família para cuidar…. Nada disso é da minha conta.

O que eu sei é que, futebolisticamente falando, não dá para respeitar jogador que atua na China. Por melhor que seja, vai jogar contra quem? Vai desarmar quem? Vai ser desarmado por quem? Vai driblar Chiang Kai Sheck? Vai fazer gols em quem?

Renato Augusto deixou de ser ídolo corintiano titular na seleção para ser milionário.

Passou a ser um globe-trotter, um imperador na terra de cegos.

Direito dele.

Assim, como o de Pato, de sonhar grande.

A lógica indicaria o contrário. Renato Augusto, enfim com status de craque, sonhar com o título mundial pela seleção e pelo Corinthians. Pato, o craque que não se concretiza nunca, na China. Eles reverteram o senso comum. Não cabe a Andrés mudar isso com ameaças truculentas


Corinthians: o campeão voltou
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Tijuana é um estado mexicano. Mas o seu time tem um estilo todo argentino: bom toque de bola e uma atitude copeira, usando a violência quando acha necessário. Foi contra esse time, de alto nível, que o Corinthians fez tres gols e não sofreu nenhum. Um recado claro: o campeão da Libertadores fará tudo para defender seu título.

A vitória veio através de um lado direito muito forte, com Alessandro, Paulinho e Renato Augusto. Foi com toques e velocidade, com a chegada do lateral, características do futebol brasileiro que saíram os dois primeiros gols, que definiram o jogo.

O Corinthians é muito forte. E soube se reforçar. Em relação ao time campeão da Libertadores, o elenco ganhou Gil, Guerrero, Pato e Renato Augusto.

Tem a melhor dupla de volantes do Brasil, com Ralf marcando muito e Paulinho, com muita força ofensiva. 

O time não estava muito bem, mas na hora certa, reagiu. E, se formos pensar no que veio antes, há condições de se desculpar o rendimento frágil:

1) Um empate na altitude. Não é coisa para morrer

2) Vitória em casa, jogando bem, mas sem torcida

3) Derrota fora de casa, para um time de bom nível, jogando em grama sintética.

Os corintianos podem dormir tranquilos: o campeão voltou


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