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Carille vai com falso nove. Calma, não é o Kazim
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Menon

A definição de um time através de números nem sempre dá uma versão correta do que se verá em campo.

O Corinthians, contra o Palmeiras, por exemplo. Carille escalou Renê Jr. ao lado de Gabriel. E ainda Romero, Jadson, Rodriguinho é Clayson. Seria um 4-6-0 ou, desmembrando, um 4-2-4-0.

Nem Júnior Dutra e muito menos Kazim, que lutavam pela camisa que Jô tão bem defendeu no ano passado. Carille claramente desistiu de não desistir de Kazim. Faz bem.

A representação numérica do esquema indica que não haverá atacantes a incomodar Jaílson. Mas, você, eu e as Gêmeas Lacração sabemos que não é assim que a banda toca.

Ao abrir mão de um centroavante, Carille aposta em ter mais gente no meio campo. Seis homens. E mais Maycon, deslocado na lateral. E, ao ter mais gente no meio, pensa ter mais posse de bola. E com mais posse de bola, mais chances de marcar e de vencer.

Quem entrará na área, como falso nove? Pode ser Jadson, como no primeiro gol contra o São Paulo. Pode ser Rodriguinho. Ou, em uma inversão de jogada, Romero, sempre atento. Ou Clayson, entrando em diagonal.

O homem ideal para este esquema é Danilo, mas está em final de carreira, sem muito físico.

Pode dar certo, pode dar errado. Mas Carille está tentando. Não está preso a conceitos dogmáticos.


Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Menon

Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


Corinthians acerta, mas o raio cairá pela segunda vez em Itaquera?
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Menon

Não é toda hora que tem pão quente.

O raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

A sabedoria interiorana serve como parâmetro para analisar as duas primeiras contratações corintianas: o volante Renê Jr. e o atacante Júnior Dutra. Renê, volante de marcação e com bom passe, já é conhecido dos tempos de Ponte Preta e fez bom campeonato no Bahia. Junior Dutra teve seu primeiro bom ano no futebol brasileiro agora no Avaí e é um atacante rápido, de lado de campo, com nove gols marcados no Brasileiro.

Em comum, têm algo que marcou o Corinthians no ano anterior: contratação de jogadores discretos, versáteis e baratos. Foi assim que se criou o mito da quarta força, com o time superando todas as dificuldades, toda a desconfiança do mundo. Essas bobagens todas que as pessoas criam, quando sabemos que nenhum corintiano estava feliz e que a diretoria só manteve Fábio Carille porque não tinha dinheiro para alguém mais experiente.

Mas é assim mesmo. O discurso da narrativa nem sempre é real. Os que agora saúdam a contratação de Paulo Roberto como uma genialidade, a criticaram como imensa burrice.

O que interessa é que deu certo. Com Jô, Gabriel, Pablo, Balbuena, no ano anterior, Clayson…

Mas e Kazim? E Luidy? E Clayton?

Vamos esperar. Sem dinheiro, o Corinthians acerta ao não fazer loucuras.

Mas, para que dê certo novamente, é preciso que o raio caia duas vezes no mesmo lugar e que tenha pão quente a toda hora.

 


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