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Ricardo Rocha: “Vibrei com Jandrei, mas confio muito em Sidão”
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“Grande defesa”.

“Que milagre”.

Ricardo Rocha, não nega, vibrou muito com Jandrei, da Chapecoense contra o Inter. No pênalti e, no último lance do jogos, sempre diante de Leandro Damião. “Lógico que eu vibrei. Você acha que não comemoraram o nosso empate contra o Paraná”, pergunta. “Não foi um pênalti mal batido, não. Foi uma grande defesa, com muita elasticidade”.

Os elogios de Ricardo Rocha ao goleiro da Chapecoense não se transformam em brincadeiras como se viu nas redes sociais, apontando Jandrei como o melhor goleiro do São Paulo no ano, por conta das duas defesas que levaram o time novamente à liderança do Brasileiro.

”De jeito nenhum, o Sidão é um goleiro muito bom e eu tenho toda a confiança nele. Eu, Aguirre e todo mundo”, diz o coordenador de futebol do São Paulo. “Não levou um frango no Brasileiro, não levou um frango no ano. E a defesa que fez contra o Ceará, salvando o time? E contra o Santos, a maneira como ele saiu no Rodrygo, tampando todo o ângulo do garoto. É bom ou não”?

Rocha acredita que o campeonato seguirá muito parelho, até as últimas rodadas, talvez até a última. “Nada vai ser fácil. Vamos suar sangue para conquistar o Brasileiro, estamos com muito foco, mas vai ser jogo a jogo. Sem moleza”.

O elenco do São Paulo será reforçado para 2019. Haverá pelo menos três grandes contratações. Ricardo não entra em detalhes, mas dá uma dica. “Precisamos de reservas que façam o que o Trellez faz. Entra em capo e dá novas opções ao treinador, muda o jogo. Contra o Santos, quase que sai nosso gol no último lance por causa da jogada dele. Aliás, quem deu o passe foi o Everton Felipe, que entrou muito bem. O garoto está melhorando”.

Com a possibilidade de se classificar de forma direta para a fase de grupos da Libertadores, Ricardo Rocha sonha com o Paulista sendo um campo de oportunidade para jovens jogadores. “Santos, Flamengo e outros estão com jogadores de 18, 19 anos. Vamos lançar os nossos no Paulistão. Estou com muita vontade de ver Helinho, Igor, Anthony, Walce, Rodrigo, Tuta e outros”, terminou Ricardo Rocha.


Ricardo Rocha, defensor da base, fala sobre o futuro do São Paulo
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Estreou na TV UOL o “A Rússia é logo ali”, apresentado por Fernando Vannucci. Estarei com ele, sempre na véspera e um dia após os jogos do Brasil. Ricardo Rocha estava ao meu lado no PROGRAMA DE ESTREIA.

Ricardo falou sobre suas participações em programas de televisão durante a Copa. “Você me criticou, agora é preciso dizer que está tudo muito bem estruturado e não vai atrapalhar de modo algum meu trabalho no São Paulo, que é o que importa. Todo mundo terá dez dias de Copa e vou usar esse tempo para participara da Copa, à minha maneira, em alguns programas. No dia da reapresentação, estarei lá para receber os jogadores e tocar em frente nosso projeto”.

Já há algumas possibilidades de contratação para os lugares de Marcos Guilherme e Valdívia, mas, nas reuniões, Ricardo Rocha defende que a base deve ser privilegiada. “Antes de buscar alguém, vamos ver os nossos meninos”, afirma, antes de citar nomes e nomes de gente da base que ele admira. Cita Toró e Helinho, mas também fala de Anthony, dos zagueiros Rodrigo e Walce e até do lateral Tuta, que está na reserva de Caio.

Ricardo Rocha é puro entusiasmo. Descreve as qualidades dos garotos, fala em dar uma aulas de “zagueiro para zagueiro” com Rodrigo e Walce, cita seu entusiasmo co Araruna (“O Jardine falou das suas qualidades e ele confirmou em campo”) e mostrou seu contentamento com o momento atual do time. “Estamos criando uma gordura boa. O segundo turno é mais difícil porque quem está mal, contrata para não cair e quem está bem, contrata para ser campeão. E nós estamos nessa briga aí”.

Por fim, falou que sente Nenê como um garoto, com muita personalidade e correndo muito, por todo o campo. Everton recebe muitos elogios, resumidos em uma pergunta: “você viu como o Nenê e o Diego Souza melhoraram com a chegada dele? Ele faz o time melhorar”. E disse qual o conselho que dá a Nenê e Diego Souza antes dos jogos: “vocês são os mais experientes. Precisam entrar em campo e serem fdp. No bom sentido, é lógico”.

Vejam o programa. Foi muito legal.


Ponte caiu sem respeito ao futebol e com papelão de Rodrigo
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Era um jogo decisivo para Ponte e Vitória. A Macaca fez 2 x 0 e tinha todo o restante do jogo para manter o resultado. E especular o contra-ataque. Tudo ótimo, mas Rodrigo estava em campo. E resolveu fazer um ato ridículo. Uma dedada no jogador do Vitória. Expulsão para uma atitude que não deveria existir mais. Aqui, uma mea culpa. Eu achei engraçado quando ele foi no Resenha, da ESPN, e foram mostrados lances parecidos. Dedo na tetinha, dedo na bunda e até dedo no pênis. Pois é, um dia o juiz vê.

A Ponte desabou emocionalmente. Levou dois e levou o terceiro de contra-ataque.

Então, os delinquentes invadiram o campo. Todos valentões, com pedras na mão.

Afinaram feio para o Aranha, mas outros jogadores saíram correndo do gramado, com medo da covardia que vira valentia. A manada insana não pensa, age por instinto. Os piores instintos.

E a Ponte caiu. Na segundona, precisa voltar a repeitar sua história. Montar um time jovem, com pratas da casa. Esquecer o pacto maldito com Rodrigo e Sheik.

A malandragem e a falta de compromisso ajudaram a derrubar o time, que é ruim.


Clube grande cai, sim. Está caindo
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Time grande não cai.

Os são-paulinos (tomo a parte pelo todo, uma grande parte, diga-se) gritaram exaustivamente a frase, em 2013 e 2015. Havia uma outra frase, de mesmo sentido. Time grande cai, mas time gigante não cai.

São frases divertidas, uma gozação bem feita contra os rivais Palmeiras e Corinthians. Mas são também frases a mostrar o último suspiro da tal soberania, varrida dos campos há uma década, com aquele coito interrompido que foi a vitória contra o Tigre, na sul-americana de 2012.

Gritar que não cai é o que restou a quem gritava é campeão com a mesma assiduidade que um ano substitui outro. Ou, lembrando um pouco mais longe, como um semestre substitui outro.

Não ganhamos, mas não caímos. Somos grandes e os outros são pequenos. Somos gigantes e os outros, vá lá…são apenas grandes. Somos soberanos e tudo é uma questão de tempo, pois daqui não cairemos.

Está caindo o São Paulo. Os avisos foram gritados, os sinais foram escancarados, mas a gerontocracia de ideias que dirige o clube há décadas, não viu e não ouviu. Preferiu a briga intestina (nos dois sentidos) à busca de uma solução, que poderia passar pela unidade. Talvez não ajudasse, porque as ideias do outro lado…ah, quais são, mesmo?

Quem gritava que time grande não cai, sabia que estava dizendo uma sandice. Palmeiras, Corinthians, Inter e tantos outros grandes representantes do futebol brasileiro caíram.

E, se clube grande não cai, time médio cai. Deitado em devaneios soberanísticos, a diretoria do São Paulo esqueceu que não há justiça no futebol. Um elenco melhor do que alguns outros, pode cair, sim. Não é o investimento que decide, não é uma análise crítica dos jogadores contratados. É o campo que resolve.

O São Paulo tem aproveitamento de 77,8% quando falamos de seu enfrentamento com Vitória, Avaí e Atlético-GO, seus companheiros de infortúnio. Não é suficiente. Precisa vencer os outros também. E, sempre é bom lembrar, o tal aproveitamento gigantesco foi construído no Morumbi.

A diretoria do São Paulo não pode se apegar a um clichê moribundo: “o São Paulo não merece estar nesse lugar”; Por que não? Pelo passado glorioso? Já vimos que não conta, que outros gigantes de foram.

Pelo futebol apresentado? Também não, apesar de não ter sofrido nenhuma goleada, nenhum vexame. Tivesse ocorrido, talvez o tal aviso tivesse sido ouvido.

Pelo elenco que o time tem?

Vamos conversar sobre isso. O elenco tem problemas graves. Não vou comparar com outros, não vou fazer uma análise posição por posição, mas o elenco do São Paulo tem carências enormes. E elas permitem que outros clubes, talvez mais fracos o ultrapassem.

Bruno e Buffarini, por exemplo. Um, é pior na defesa. Outro, é pior no ataque. Os dois são ruins no conjunto. As entidades Brunarini ou Buffaruno são assustadoras. O que defende melhor, levou dois dribles humilhantes na Vila. O que ataca melhor, não acerta cruzamentos.

Júnior Tavares. Esqueça a louvação a Cotia. Nem de lá, ele veio. Junior veio do Grêmio com a fama de indisciplinado, bom no ataque e ruim na defesa. A primeira, com dedicação aos treinamentos, ele afugentou. Nada de indisciplina. A segunda, confirmou-se em parte. Ele é um desafogo na esquerda. E é um tormento na defesa. Em um time equilibrado, ele teria sua função e poderia render muito. Em um time cheio de problemas, só os erros aparecem e de forma exponencial. Foi um erro deixar tudo nas costas de um garoto. Participou de praticamente todas as partidas do ano. E seu reserva, Edimar, só o departamento de análise e desempenho garante. É um jogador a ser burilado e não uma solução.

Rodrigo Caio é um bom zagueiro, apesar do pouco físico. Não é bom como outros que fizeram sucesso há dez anos. Miranda, Lugano, Fabão, André Dias, Rodrigo e Breno foram melhores. Fabão, sim. Pense um pouco e veja quem errou mais. Novamente, é a questão do momento. Se Rodrigo Caio estivesse lá, naquele tempo….Não está.

Pela fama que tem, Rodrigo Caio deveria ser a individualidade capaz de carregar o time nas costas. Como Roberto Dias fez há 50 anos. O mesmo vale para Pratto. Um grande jogador em um time fraco e desequilibrado, não deveria ser a salvação? Não tem sido. Cueva é o mesmo caso, apesar de haver melhorado um pouco.

Não é o caso de Jucilei, que tem rendido muito bem, mas que, pela posição em que joga não está ali para resolver. Como parece ser, não nos precipitemos, o caso de Arboleda.

Jogadores que deveriam decidir e não decidem. Jogadores fracos. Jogadores com uma responsabilidade técnica acima de suas forças. E o que mais?

Uma incógnita como Gómez, que foi bem na Colômbia, mas que fez dois jogos sem nenhum protagonismo.

Jogadores médios, que poderiam render em times bem organizados, como é o caso de Marcinho. E de Petros, que fala muito bem, que tem personalidade, mas que joga menos que Thiago Gomes. E Wellington Nem, que perdeu a velocidade em algum lugar do passado.

Jogadores jovens, como Lucas Fernandes, Brenner e Shaylon, a quem não pode ser dada a missão de salvamento. A eles, deveria ter sido dadas oportunidades de jogar. Mas, preferiram, por exemplo, Denílson.

E é um time assustado. Quando faz um gol, não resiste ao assédio, como qualquer adolescente esperando o primeiro beijo. Quando sofre um gol, se desmancha, como picolé ao sol.

É um time caindo. Está cumprindo os avisos que estão sendo dados há muito tempo. E que os ouvidos soberanos apenas ouviram. Mandaram a mensagem para o cérebro soberano. E que o cérebro soberano respondeu através da boca soberana. “Time grande não cai”. Cai, sim.


Começa o saldão de Alexandre Mattos, o gastador. Quem vai levar?
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alexandremattosApós as eliminações no Paulista e na Libertadores, o Palmeiras começa a preparação para o Brasileiro. Cuca disse que precisa de novos jogadores e também deixou claro que alguns serão dispensados para “enxugar” o elenco.

Há realmente um excesso de jogadores. Fiz uma busca no site oficial do Palmeiras e vi que há 21 atletas disputando as quatro vagas disponíveis para meias e atacantes. Muita gente vai sair. Os mais cotados são o atacante Luan e o meia Fellype Gabriel, que sofreram com contusões e não atuaram na temporada.

A lista do Palmeiras:

ATACANTES – Cristaldo, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Lucas Barrios, Alecsandro, Rafael Marques, Roger Guedes e Luan.

MEIAS – Cleiton Xavier, Robinho, Allione, Regis, Moisés e Fellype Gabriel.

15 para quatro vagas. Se o treinador levar oito para o jogo, sete ficam de fora, apenas treinando. Muitas vezes fazendo bico. Aqui, parece natural que o facão passe por Fellype Gabriel, Luan, Moisés e Régis. Os três últimos foram contratados em 2016 e praticamente não são utilizados (Moisés vinha bem, mas sofreu grave contusão). São fruto da falta de planejamento de Alexandre Mattos, que pega o dinheiro de Paulo Nobre e gasta sem pensar no amanhã.

Além destes, Erik não tem rendido o que se esperava. Cristaldo e Rafael Marques vão ser ameaçados duramente por Roger Guedes. Lucas Barrios vai continuar se ficar na reserva de Alecsandro, algo muito justo pelo que se viu até agora?

Indiscutível mesmo é Gabriel Jesus.  Dudu, Cleiton Xavier, Robinho, Alecsandro e Roger Guedes estão bem cotados.

VOLANTES – Arouca, Gabriel, Jean, Mateus Sales, Rodrigo, Tiago Santos

Seis para duas vagas. Dois em campo, dois no banco e dois no ócio. Cuca, após a eliminação para o Santos, disse que o Palmeiras tem muitos jogadores jovens, que ainda vão dar alegrias mas que não estão prontos. Pe-ri-go, pe-ri-go para Sales. Arouca ainda não rendeu o que se esperava. Jean foi deslocado para a lateral. E Rodrigo, também chegado há pouco, se contundiu e nem estreou.

LATERAIS – João Pedro, Lucas, Victor Luiz, Egídio e Zé Roberto

O deslocamento de Jean para a direita é um sinal de que a batata de Lucas e Joao Pedro está assando. Na esquerda, Zé Roberto conta com a polivalência que pode lhe garantir também um lugar como volante ou meia. Victor Luiz corre perigo.

ZAGUEIROS – Vitor Hugo, Thiago Martins, Edu Dracena, Nathan, Leandro Almeida e Roger Carvalho.

Muita gente vai rodar em uma área onde apenas Vitor Hugo mostra constância. Edu Dracena ainda não mostrou o futebol do Santos. Alias, esse mesmo futebol não havia sido mostrado no Corinthians. Thiago Martins é um jovem em busca de oportunidades que Nathan, outro jovem, não teve recentemente (em 2014 jogou bastante). Leandro Almeida está queimado e pode fazer parte da negociação com Roger Guedes. Já Roger Carvalho não mostrou muito serviço quando jogou.

São 32 jogadores, fora os goleiros. Cuca vai pedir pelo menos um zagueiro e um volante. Muita gente vai sair. Façam suas ofertas, afinal não há comedimento no planejamento do perdulário Alexandre Mattos.

 

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Mattos esbanja o dinheiro de Nobre. E o Palmeiras é que paga a conta
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Menon

O Palmeiras tem muitos erros. Os principais, em minha opinião são:

1) ausência de protagonistas – Há muitos jogadores de bom nível, pode-se até falar – talvez um pouco exageradamente – que o clube tiopatinhastem três times prontos para entrar em campo, mas quem é mesmo que resolve? Que assume a bronca? Que diz “deixa comigo”?

2) ausência de um armador – Valdivia saiu e veio Cleiton Xavier. Ou seja, o chileno foi substituído por alguém que joga menos que ele e que se machuca por mais tempo.

E a culpa?

É de Alexandre Mattos, sem dúvida.

O cara recebe uma montanha de dinheiro do milionário Paulo Nobre e gasta contratando jogadores de baciada. Foi assim em sua chegada, quase 30 incorporações. E reposições aos montes. Agora, em 2016 chegaram oito: Dracena, Rodrigo, Erik, Jean, Moisés, Roger Carvalho e Vagner. Quem joga? Quem pode mudar algo?

Imagino se Paulo Nobre, que é piloto sem sucesso,  contratasse Alexandre Mattos para montar uma escuderia de Fórmula 1. Quantos pilotos, quantos engenheiros, quantos cozinheiros viriam a cada semestre.

A verdade é que Alexandre Mattos esbanja o dinheiro de Paulo Nobre. E quem vai pagar a conta é o Palmeiras.


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