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Arquivo : rodriguinho

Corinthians é serial killer
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Menon

Durou pouco a festa do Paraná. Linda festa, com sinalizadores com as cores do clube, com estádio cheio, torcedores entusiasmados… Para mim, sinalizador desse tipo, que não causa mal a ninguém, é resistência contra a frieza que promotores tentam impor ao futebol brasileiro.

Após a festa, ilusão. O Paraná começou animado e pressionando o Corinthians. Jogava até melhor. Então, um torcedor que não pôde ir ao jogo, saiu da sala e foi atender um telefonema qualquer. Voltou e o time estava perdendo por 2 x o. Um belo gol coletivo, com Mateus Vital, Sidcley e ele, Rodriguinho. E um gol individual, com arrancada de Sidcley pela esquerda. Estava finito. O jogo havia terminado. O Paraná era mais uma vítima do Corinthians frio e calculista, que não tem medo de ninguém, que sabe sofrer, que tem moral e pensamento positivo para se recompor e vencer.

Uma pergunta: como o Vasco abriu mão de Vital? Alguém vai investigar uma venda tão estúpida assim?

Bem, um time campeão, com bom elenco enfrenta um time que se desmanchou após o acesso do ano passado e que tem jogadores ainda chegando…O que se pode esperar? Foi dois vira e quatro acaba.

O terceiro gol veio com lindo passe de Fagner, após troca de passes. Clayson matou. E, por fim, um toque de crueldade, com o chute de longe de Gabriel.

E lá vai o Corinthians. Dois jogos e duas vítimas. E esse determinismo, essa certeza de que a vitória virá a qualquer momento, faz com que muitas qualidades técnicas do Corinthians sejam esquecidas. Cássio. Fagner. Balbuena. Rodriguinho. Quem tem? Jogadas bem tramadas, triangulações, toque de bola, treinador sério, frieza…

O serial killer vai fazer muitas vítimas ainda.


E o Pedrinho, Carille?
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Menon

O Corinthians tem demonstrado problemas ofensivos. Nos últimos jogos, fez apenas um gol. Contra o Palmeiras, em casa, passou em branco e perdeu a primeira partida da decisão. Então, para o último jogo do Paulista, aquele que vale título, Fábio Carille resolveu mudar o ataque. Mudanças táticas e técnicas.

Abriu mão de um jogador mais fixo na área, já que Júnior Dutra e Sheik não foram bem e que Kazim é café-com-leite. Voltou a usar o esquema com “falso nove”, unindo Rodriguinho e Jadson, que retorna, pelo meio.

Não pode contar com Clayson, expulso, e optou por Romero como substituto. Manteve Matheus Vital.

Resumindo: muda o esquema, troca dois atacantes e…Pedrinho continua no banco.

Acho um típico caso de fidelidade a uma ideia que não está dando bons resultados. Carille não vai atacar o Palmeiras, de início. Vai se resguardar, torcer por um primeiro tempo de igualdade e, lá pelos dez ou 15 minutos do segundo, coloca Pedrinho em campo.

E por que não, desde o início?

Imagino duas justificativas. Se jogar muito aberto e sofrer um gol, tudo acaba. E a segunda vem acompanhada de um pensamento do tipo: e se o Pedrinho não estiver bem, quem coloco para mudar o jogo, se ninguém tem características técnicas e ofensivas como ele?

Pode dar certo, Carille é bom treinador e conhece seus jogadores. Ele deve saber mais do que todos se Jadson está pronto para voltar a mostrar um bom futebol, algo que não é visto há tempos. Deve saber o que Vital tem a mais que Pedrinho.

Eu fico na dúvida. Para mim, Carille está sendo muito pouco ousado para o jogo que vale título e que precisa vencer no campo do adversário. Está pensando muito burocraticamente , preso a uma fórmula que não tem dado alegrias e nem resultados. Depois de Pedrinho, se ainda estiver mal, coloca Danilo para cabecear. Pouco, muito pouco contra o Palmeiras.

 


Borja 1 x 0 Valentões alvinegros e verdes
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Um gol. 50 faltas. Dez cartões amarelos. Dois cartões vermelhos. 36 cruzamentos. A primeira decisão do Paulista foi um jogo de péssimo nível técnico, com jogadores fazendo bobagens o tempo todo. Uma amostra do futebol brasileiro. E olha que estiveram em campo Cássio, Fagner, Henrique, Rodriguinho, Marcos Rocha, Felipe Melo, Lucas Lima e Dudu, jogadores que já tiveram passagens pela seleção brasileira. Felipe Melo e Henrique já jogaram uma Copa. Romero e Balbuena são da seleção paraguaia.

Futebol passou longe de Itaquera.

E o colombiano Borja foi o esperto entre valentões. Fez o gol do jogo. No último minuto do primeiro tempo, fez falta dura em Henrique. E saiu andando, sem ligar para os dois empurrões que levou. E passou novamente ao largo de toda a confusão que veio depois. Um comportamento que ajudou muito o seu time. Ao contrário daquela briga campal contra o Peñarol, em Montevidéu, quando foi de uma ausência ultrajante.

Além da briga, o que se viu foi jogador o tempo todo reclamando e pedindo cartão para o rival. O tempo todo. No último minuto, Rodriguinho iniciou um contra-ataque e sofreu falta em seu campo. Levantou pedindo amarelo. Por que pensar nisso em um momento tão dramático? Parece que o primordial é dar amarelo aos outros. A síntese do futebol é essa. Foi essa.

Gabriel fez cinco faltas. E também no final do jogo, atirou uma bola na cabeça de Bigode. Qual o sentido disso? Poderia levar o segundo amarelo e ficar fora da final, como Felipe Melo e Clayson, os expulsos.

E Dudu? O tempo todo fica pilhando o jogo, fica irritando adversários, logo sofrerá tendinite no ombro de tanto pedir amarelo.

Realmente, confesso que não tenho capacidade para analisar um jogo assim.

Palmeiras não foi passivo como nos outros clássicos contra o Corinthians.

Fez um gol logo no início e se aproveitou muito do clima nervoso que houve. Quando não tem futebol, quem está na frente tem mais possibilidades de manter o resultado.

O Palmeiras está perto do título. Graças a Borja.


Dois títulos para a nova geração de treinadores
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Corinthians ou Palmeiras?

Vasco ou Botafogo?

A única certeza é que os dois títulos servirão para fortalecer a certeza da renovação entre os treinadores do Brasil. A troca de guarda ganha força.

Fábio Carille, Roger Machado e Zé Ricardo fazem parte do que chamei no ano passado de “os sete magníficos”, jovens técnicos que assumiam grandes clubes do Brasil. A lista era completada por Jair Ventura (então no Botafogo e semifinalista do Paulistão, com o Santos), ROGÉRIO CENI (então no São Paulo e praticamente finalista do campeonato cearense com o Fortaleza) e Antônio Carlos Zago (Inter, que foi vice da Série C, com o Fortaleza) e Eduardo Baptista (Palmeiras), que estão desempregados. Cheguei a dizer que A RENOVAÇÃO HAVIA FALHADO, mas ela continua firme.

Desde então, a ascensão maior foi de Carille, que ganhou o Paulista e o Brasileiro e chega em nova final. Chegou ao cargo porque Rueda recusou e montou um time pragmático, com defesa forte. Depois do título, perdeu muita gente, peças importantes como Arana, Jô e Pablo, teve contratações erradas como Juninho Capixaba e, sem reclamar, trabalhou duro e está em nova final.

Roger Machado tem uma prova de fogo no Palmeiras. Em seu terceiro ano como profissional, é o terceiro gigante que dirige, após passagens apenas regulares pelo Grêmio e pelo Galo. Tem o mais povoado elenco do Brasil, com jogadores de alto nível. No primeiro encontro com Carille, foi totalmente derrotado. O treinador do Corinthians anunciou um dia antes do último clássico que jogaria sem centroavantes, com Rodriguinho e Jadson pelo meio. Roger teve um dia para estudar e perdeu feio.

Zé Ricardo era da base do Flamengo. Assumiu o time titular e fez um bom trabalho, mas no final, caiu no erro de alguns treinadores, como o próprio Tite, de morrer abraçado com algumas preferências. Se no caso de Tite, as preferências eram por Sheik e Romarinho, campeões mundiais, Zé Ricardo apostou em Muralha, Rafael Vaz e Márcio Araújo. Foi muito corajoso em assumir o Vasco após ser demitido do Flamengo e novamente começou muito bem. O título do Carioca, se vier, servirá de escudo contra algumas críticas que surgem após ser derrotado pro 4 x 0 pelo Jorge Wilsteramann e perder para a Universidad do Chile em casa.

Alberto Valentim é o mais novo dos quatro finalistas, futebolisticamente falando. Nem fazia parte dos sete magníficos. Foi auxiliar do Palmeiras, saiu para o Red Bull, onde fez campanha muito ruim, voltou ao Palmeiras. Assumiu no lugar de Cuca e tentou jogar com marcação no campo adversário, mesmo tendo uma defesa lenta, com Edu Dracena e Egídio. Caiu. No Botafogo, teve o grande momento ao eliminar o Flamengo.

É a renovação se cristalizando. Fernando Diniz tem sua primeira grande chance no Furacão.

Os títulos servem para dar força e embasamento a quem resolveu apostar em treinadores jovens e baratos, deixando medalhões caros ao léo. O problema é que título faz o técnico jovem passar a ganhar mais também, na maluca ciranda do falido futebol brasileiro, em que um treinador tem direito a formar sua própria equipe, com auxiliar e preparador físico, nunca recebendo menos que DEZ MIL REAIS POR DIA DE TRABALHO.

 


Corinthians derrota o freguês. E, sim, temos árbitro de vídeo
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O jogo teve muita polêmica. Os palmeirenses podem reclamar do pênalti e da expulsão de Jaílson, mas, se ficarem presos a um ponto único, estarão cometendo um grande erro. Sim, porque o jogo terminou com um fato indicutível: o Corinthians ganhou o quarto derby seguido. E o fato indiscutível pode ser explicado principalmente por um outro fato indiscutível: os jogadores do Corinthians entendem melhor a importância de um jogo desse quilate.

Estavam muito mais focados na partida. Muito mais. Um exemplo é o primeiro gol. Eu marquei 1m54 de toque de bola. A televisão mostrou 1m23s. Não importa, é muito tempo sem que a jogada fosse interrompida. Com marcação mais próxima. Ou com uma falta. Nada de violência, uma falta para interromper o toque contínuo, que, aliás demostra um time muito bem treinado.

O Corinthians venceu também o duelo do falso nove. Entrou com Romero na direita, Clayson na esquerda e a dupla Rodriguinho e Jadson pelo meio. Dois bons jogadores sobre Felipe Melo. Roger não consertou. E o Palmeiras veio com Borja, que tem melhorado, mas que foi um verdadeiro falso nove. Teve chances e perdeu. Lento e sentindo o jogo.

Roger errou também na entrada de Scarpa. Ora, se é para ficar na direita, parado, tentando um drible para dentro que possibilitasse um cruzamento, melhor seria colocar Keno, que vai para dentro do marcador.

Bem, vamos ao lance polêmico. Não sou especialista em arbitragem, mas eu, você, o Donald Trump e o Raul Castro temos quase certeza que o árbitro de vídeo atuou no jogo. Raphael Klaus disse que foi avisado pelo quarto árbitro, mas  quem avisou o quarto árbitro? Ninguém? Não, né? E quem está mais bem colocado, o juiz ou o quarto árbitro. Por que o Klaus mudaria de ideia?

O pênalti foi evidente. Jaílson entrou muito feio, com a perna levantada e fez falta em Renê Jr. Não ver o pênalti é um erro terrível. E voltar depois, com a jogada continuando, é outro erro.

E a expulsão do goleiro? Achei exagerada. Para mim, seria amarelo. Fiz um curso na Aceesp com o Sálvio Fagundes. Ele explicou que o jogador faltoso deve ser expulso se o jogador que recebeu a falta 1) tiver a bola totalmente dominada 2) não estiver recebendo marcação dura e 3) tiver condições claras de marcar o gol. Para mim, não é o caso. Mas, o juiz pode ter entendido como agressão.

A partir daí, coloquemos uma lupa nas reações de Dudu, o capitão do Palmeiras. Ele quis tirar o time de campo. Depois, quando estava 2 x 0, fez falta feia em Fagner (sempre violento, o lateral do Corinthians) e recebeu amarelo. Em seguida, fez o pênalti. Descontrolado? Sem foco?

O Palmeiras, desde o ano passado, tem mais elenco que o Corinthians. Desde então, teve três quatro treinadores. E perdeu os quatro encontros. Precisa descobrir as causas. E elas estão além e são muito mais graves do que o pênalti marcado.


Carille vai com falso nove. Calma, não é o Kazim
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Menon

A definição de um time através de números nem sempre dá uma versão correta do que se verá em campo.

O Corinthians, contra o Palmeiras, por exemplo. Carille escalou Renê Jr. ao lado de Gabriel. E ainda Romero, Jadson, Rodriguinho é Clayson. Seria um 4-6-0 ou, desmembrando, um 4-2-4-0.

Nem Júnior Dutra e muito menos Kazim, que lutavam pela camisa que Jô tão bem defendeu no ano passado. Carille claramente desistiu de não desistir de Kazim. Faz bem.

A representação numérica do esquema indica que não haverá atacantes a incomodar Jaílson. Mas, você, eu e as Gêmeas Lacração sabemos que não é assim que a banda toca.

Ao abrir mão de um centroavante, Carille aposta em ter mais gente no meio campo. Seis homens. E mais Maycon, deslocado na lateral. E, ao ter mais gente no meio, pensa ter mais posse de bola. E com mais posse de bola, mais chances de marcar e de vencer.

Quem entrará na área, como falso nove? Pode ser Jadson, como no primeiro gol contra o São Paulo. Pode ser Rodriguinho. Ou, em uma inversão de jogada, Romero, sempre atento. Ou Clayson, entrando em diagonal.

O homem ideal para este esquema é Danilo, mas está em final de carreira, sem muito físico.

Pode dar certo, pode dar errado. Mas Carille está tentando. Não está preso a conceitos dogmáticos.


Fagner e Gabriel ajudam na virada do Santo André, de Hugo Cabral
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Menon

O jogo terminou com Hugo Cabral puxando um contra-ataque. Frente a frente com Fagner, que não sabia se ele iria para o fundo ou para o meio. Foi para o meio e recebeu falta. O juiz terminou o jogo. Não foi um fato isolado. O atacante do Santo André, com seu cabelo platinado, levou vantagem sobre o lateral do Corinthians. Aliás, contra o Novorizontino, Fagner sofrera com Juninho que, ao contrário de Cabral, ia sempre para o fundo. Fagner não está bem em 2018, ano de Copa.

Cabral entrou no segundo tempo e mudou o jogo, que parecia definido para o Corinthians. Não pelo golaço de Rodriguinho, mas pelo estilo Carille. Jogo dominado, troca de passes, sem correr riscos. E como é difícil marcar no Corinthians. Será que estou falando de 2017? Vamos ver nos próximos jogos.

Gabriel, avançado, perdeu uma dividida fácil para Cabral, que avançou em diagonal. Deu um corte em Fagner e tocou para Tinga fazer outro golaço, muito parecido com o de Rodriguinho.

Mesmo com o empate, o Santo André não recuou. Manteve sempre a aposta em Cabral. E o segundo gol veio em uma cabeçada de Lincom, mostrando que a fortaleza aérea corintiana não está bem como esteve.

Eu achei que foi impedido o gol de Lincom. Como achei que ele sofreu falta no lance anterior ao gol de Rodriguinho.

Para tentar o empate, Carille colocou Sheik. Não deu certo. E o time terminou o jogo com Rodriguinho, Jadson, Sheik, Marquinhos Gabriel, Lucca e Júnior Dutra em campo. E as jogadas de perigo eram de…Cabral.

E na sexta de carnaval, uma marchinha deve estar tocando no cérebro os corintianos. O nome é quarta-feira, de Roberto Martins. E começa assim: “esse ano não vai ser igual aquele que passou…”


Escalar Danilo seria desespero
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Menon

Meu amigo Diego Salgado mostra no UOL que há um clamor corintiano pela escalação de Danilo contra o Palmeiras no domingo. Nada contra Danilo, que considero, juntamente com o goleiro Fábio, o maior injustiçado da seleção brasileira, mas o tal clamor só pode ser baseado no desespero de quem vê a gordura enorme de 17 pontos estar restrita a cinco, podendo chegar a dois. Uma dieta que ninguém esperava.

Danilo não joga há mais de um ano. Tem participado dos treinos há pouco tempo e que ritmo de jogo teria para um clássico assim? Para o clássico? Considero o empate bom para o Corinthians e, nesse aspecto, e só nesse, até posso entender a entrada de Danilo no final do jogo, para dar um ritmo mais lento, mais toque de bola e segurar o resultado diante de uma pressão palmeirense. Isso, é lógico, dependendo de suas reais condições físicas.

Acredito que o Palmeiras terá o domínio do jogo. Talvez não no início, mas depois sim. Porque precisa vencer, ao contrário do Corinthians. O contra-ataque será um manjar dos deuses para o Corinthians. Então, será necessário força e compactação na defesa e velocidade na transição. E Danilo? Não dá, né?

Danilo poderá ser útil nos jogos seguintes, se Jô for suspenso. Melhor dizendo, quando Jô for suspenso. Carille terá uma opção a mais ao tosco, futebolisticamente falando, Kazim. Pode ser Danilo tocando a bola e abrindo espaço para a chegada de Romero, Clayson ou de quem quer que Carille escale.

Por agora, o Corinthians não precisa de Danilo. Não pode se dar ao luxo de ter Danilo. Ele precisa recuperar qualidades táticas que viraram fumaça, como as linhas compactadas, como a excelência defensiva no jogo aéreo, como a chegada do volante de ruptura (Maycon esqueceu?), como o chute de fora da área de Rodriguinho…

São dois resultados que interessa muito. E um terceiro, que seria desastroso. Por isso, é hora de sonhar com o passado recente e não com o passado distante.


Carille é o escudo contra o atropelamento do Palmeiras
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Engenheiro Pinduca, meu amigo corintiano até o último fio de cabelo, fiel de São Jorge, apesar da alma agnóstica, ao contrário da maioria, acredita que o Brasileiro-17 ainda trará muitas emoções. Ele acha que o Palmeiras vai atropelar na reta final – já está atropelando – e acredita que o Corinthians vai suar sangue para manter a vantagem atual.

Mas a diferença é de 11 pontos, eu disse.

Você já viu a diferença de possibilidade de substituições entre os dois times? O Corinthians tem duas: Camacho e Marquinhos Gabriel. Um ajuda a fechar o time que está ganhando e outro ajuda a abrir o time que está empatando ou perdendo. O resto é troca que não muda nada no jogo. O Palmeiras tem 200 alterações. Tem muito mais elenco. Eu acho que nosso banco de reservas com o Kazim, por exemplo, é o pior de todos do campeonato.

Ele está exagerando, eu acho. O Palmeiras vai melhorar e a diferença vai diminuir, mas o trabalho do Carille vai garantir. O trabalho dele é espetacular. O coletivo fez algumas individualidades aparecerem muito. Rodriguinho, por exemplo. Romero. Agora, eles caíram. E o time caiu junto. Mas o trabalho do treinador, o coletivo vai garantir o título.

Contra o São Paulo, por exemplo. O Corinthians foi dominado no começo. E era impressionante ver a coordenação entre as linhas, o posicionamento dos zagueiros, a sincronia entre todos. Fica a impressão que tudo continuaria bem, mesmo com outros jogadores.

O ano que vem é outra coisa. Mas esse Brasileiro, o Carille segura.


Corinthians-17 entra na história
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Menon

Três a um no Sport e o Corinthians continua sua marcha batida, imparável rumo à história. Não estará, por certo, no panteão dos grandes times do futebol brasileiro. Não estará junto com o Flamengo de Zico, o São Paulo de Telê, as Academias e o Corinthians de 98 a 2000. Muito menos do Santos de Pelé.

Não estará porque ninguém estará. Porque é impossível estar. Nenhum saudosismo na afirmação, apenas a constatação que é impossível fazer times de magia quando nossos magos aqui não estão. Os grandes jogadores brasileiros estão na Europa. As grandes revelações estão na Europa. Então, Pelé, Zito, Lima, Coutinho, Pepe e Dorval estariam na Europa. Raí, Muller, Palhinha e Cafu estariam na Europa. Edu, Leivinha, César e Nei estariam na Europa. Sem falar de Ademir, o Divino. Vampeta, Edílson, Marcelinho, Ricardinho e Rincón…

Alguns dos citados foram, mas não todos ao mesmo tempo e agora.

Então, por que o Corinthians de Carille estaria na história, se não tem um futebol que se compare ao dos grandes esquadrões ?

Simples. Por conseguir um rendimento efetivo maior do que aqueles grandes times. São 14 vitórias e cinco empates. Algo inacreditável e difícil de ser alcançado. Inclusive pelo Corinthians atual, que terá novamente um turno duro pela frente, terá novamente desafios a serem vencidos. Mas para quem venceu o Palmeiras e o Grêmio fora de casa…

Por fim, é preciso tomar cuidado com  a generalização. O Corinthians não é tão patinho feio assim. Tem feito ótimos jogos e produzido lindas jogadas. Os dois últimos gols de Rodriguinho. Jô tem sido um atacante letal, pela esquerda. Arana e Maicon vão tomar o avião em pouco tempo.

O Corinthians é um alento para a realidade de nosso futebol. É possível jogar bem, ser efetivo e com algumas cerejas no bolo. O patinho feio tem momentos de cisne. E, o que eu acho muito importante, o Corinthians é o fim da muleta para muita gente. Reclama de falta de tempo para treinar, reclama de juiz, reclama de gramado, reclama, reclama, reclama….Bem, se o Carille fez, faça também.