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Helinho: “eu me preparo para dirigir a seleção brasileira”
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Hélio Rubens Garcia Filho, aos 42 anos, mantém a tradição que vem do avô (Chico Cachoeira) e passou pelo pai (Hélio Rubens) e tios (Fransérgio e Totó) e se dedica ao basquete de Franca. Depois de uma carreira vitoriosa como jogador, é o treinado do time, desde o NBB do ano passado. E o trabalho mostra resultados espetaculares. No primeiro turno do NBB foram sete vitórias e sete derrotas. No segundo turno, 12 vitórias e duas derrotas. Ficou em terceiro lugar e foi eliminado nas quartas-de-final. Houve decepção, mas o trabalho continuou. E agora, no campeonato paulista, o time, reforçado por Léo Meindl, Rafael Mineiro, Jefferson William e Gruber, está invicto, com nove vitórias. “Eu me preparo para dirigir a seleção brasileira. É um sonho e seria um orgulho”, disse Helinho em entrevista ao blog.

Você esperava essa série invicta logo no início do Paulista?

Sinceramente, não. O campeonato é difícil e tem cinco candidatos ao título: Franca, Bauru, Mogi, Paulistano e Pinheiros. Então, é muito difícil terminar sem derrotas. Mas nosso trabalho está sendo muito bem feito e queremos ganhar o campeonato.

Como está sendo o trabalho?

Bem, a gente tinha um legado do ano passado e trouxemos mais alguns jogadores. O time está mais competitivo e com muita garra. Os jogadores estão entendendo muito bem o que significa jogar por Franca. Nossa cidade é uma referência e a cobrança é muito grande, assim como o incentivo. Por isso é importante ter muito companheirismo e cumplicidade entre jogadores e comissão técnica.

Na montagem do time para o Paulista, saíram alguns jogadores e vieram outros. Um dos que saíram foi o Dedé, seu cunhado. Foi difícil a separação?

Já no ano passado, conversamos sobre isso, com sinceridade. Como era meu primeiro ano, talvez fosse uma carga muito grande dirigir uma pessoa do meu círculo familiar. Mas o time dele acabou e o Isaac se contundiu. Então, ele veio e trabalhamos muito bem. Agora, ele teve oferta do Vasco, que é um grande time, e resolveu sair.

Se o Lucas Mariano viesse para Franca, ele impediria a ascensão do João Pedro?

Não acho, não. O Lucas é ótimo e o João Pedro está melhorando muito, principalmente no setor defensivo, que era uma dificuldade dele. Ele está ganhando confiança, tem correspondido e a ascensão dele não seria brecada, não.

O Sesi não permite a contratação de estrangeiros?

Não há nenhuma cláusula nesse sentido, mas a gente prefere buscar jogadores brasileiros no mercado. E dar preferência também ao nosso trabalho de base, que tem muitos jogadores bons.

Quais são eles?

Nosso elenco está com 16 jogadores e estamos fazendo revezamento no banco. Mas tem muita gente boa aí. O Marcos Louzada, que é conhecido como Didi, é um lateral muito bom. Um jogador de muita força ofensiva e defensiva também. Marca muito forte. Também temos o Guilherme Abreu, o Júnior, dois do sub-19, e o Cassiano. Geração boa. Nem pensamos em mudar o time para o NBB.

Como você viu o Brasil na Copa América? O time não conseguiu uma das sete vagas para o Pan de Lima em 2019.

Fiquei muito triste, mas temos de ter claro que a transição está começando. Temos jogadores do meio para o final da carreira e temos gente nova começando. É preciso ter empenho e dedicação para essa nova fase.

Mas ficar fora do Pan é um castigo para uma geração, não é?

Sim, porque atrapalha o intercâmbio. O fundamental para o momento atual do basquete brasileiro é ter intercâmbio. A seleção principal e as seleções de base, sub-18 e sub-20, precisam fazer pelo menos 12 jogos por ano contra seleções europeias, de preferência na Europa. Isso é fundamental.

E ainda há a possibilidade de a seleção não se classificar para o Mundial. Nesse caso, o Brasil deveria ser sparring de seleções fortes, como Sérvia, Espanha..?

Mas eu não vejo o Brasil fora, não. Temos chances e vamos buscar a vaga. Eu acho que a seleção deveria ter uma mescla, como meu pai fez no Mundial de 2002. Levou seis veteranos e seis novos que estão brilhando até hoje: Splitter, Varejão, Leandrinho, Giovanonni, Alex  e Nenê. Esse é o caminho. Mas, se não der, volto a dizer, que é importantíssimo o intercâmbio. Pelo menos 12, quem sabe 16 jogos por ano contra seleções europeias.

O que você achou da atitude do Bruno Caboclo, que se recusou a entrar em quadra quando o treinador pediu?

Achei inaceitável. Uma atitude que merece punição exemplar. E a punição deve ser seguida de aconselhamento. É um menino humilde, que nunca jogou no Brasil, apenas em categorias de base e que já foi para a NBA. Precisa entender que a seleção e importante.

O que tem impressionado você no Eurobasket?

Individualmente falando, o Luka Doncic, da Eslovênia. Ele tem 18 anos, joga no Real Madrid e vai para a NBA. É um fenômeno. E, taticamente, vemos a tendencia do basquete moderno, com muita velocidade e jogadores exercendo mais de uma função em quadra. E o sistema coletivo permitindo as individualidades.

Falam muito na extinção do pivô 5, mais forte e mais parado, a partir do sucesso do Golden State Warriors, que arremessa muito. O Oscar chega a dizer que o GSW joga como a seleção de 87. Você concorda?

Não acho que o pivô 5 será extinto, mas é evidente que a tendência do basquete é, como eu disse, ter jogadores fazendo mais de uma função. Não tem mais o cara que carrega a bola, o cara que arremessa e o cara que pega rebote. Todo mundo vai ter de saber driblar, arremessar, passar, defender muito bem. E com velocidade. Todo mundo vai no rebote, todo mundo arremessa.

Você tinha um aproveitamento de lance livres que chegava a 90%. Na Copa América, o aproveitamento do Brasil foi de 50%. Os treinadores precisam colocar os jogadores para arremessar nos treinamentos?

Não. O jogador precisa saber que tem de melhorar o arremesso e treinar sozinho. Ninguém ensinou o Oscar. Aqui em Franca, o Demétrius, o Rogério e eu arremessávamos 600 bolas por dia. São 18 mil arremessos por mês. Melhora ou não? Nosso treinamento é de duas horas de manhã e duas horas à tarde. Eu oriento para chegarem antes ou ficarem depois e treinarem os lances livres. O aperfeiçoamento virá automaticamente.

Você pretende dirigir a seleção brasileira?

Sim. Todo grande profissional sonha com isso e eu também. Foi um orgulho como jogador e será também como treinador. Eu sou bacharel em Educação Física, joguei muitos anos, faço clínicas, estudo muito, vejo jogos, procuro soluções na internet, converso com outros treinadores. Estou me preparando sim.

 

 


São Paulo precisa de um grande goleiro
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Dorival resolveu trocar Renan Ribeiro por Sidão. Olha, com muito boa vontade, podemos dizer que é uma troca seis e meio por meia dúzia. Eu nem acho que Renan seja o maior culpado pelos números ruins que a defesa mostra desde que o atual treinador assumiu. São 14 gols em oito jogos, uma enormidade, mas qual foi a grande falha? O segundo gol contra o Botafogo? Mas, nada contra a troca. Algo precisa ser feito.

O São Paulo teve três goleiros em 30 anos: Gilmar, Zetti e Rogério. Os três foram campeões mundiais, nenhum como titular. Eram grandes goleiros, também falhavam, mas havia personalidade, força e confiança dos outros jogadores e da torcida. Totalmente diferente do que se vê com Denis, Renan e Sidão.

O que me assusta em Denis e Renan é a falta de ambição. Aceitaram ser coadjuvantes, à espera da renúncia de Ceni. Denis chegou em 2009 e sabia que só jogaria quando Ceni se aposentasse. E sabia que Ceni só se aposentaria quando quisesse. É uma postura ruim para quem tinha 22 anos. Deveria ter pedido para sair quando Rogério aceitou ficar um ano a mais e depois, outros ano a mais.

Renan Ribeiro chegou em 2013 para ser o reserva de Denis, para ser o reserva do reserva de Ceni. Talvez pensasse em ganhar a posição de herdeiro nos treinos e depois, é só esperar a aposentadoria do titular. Só conseguiu o que queria em 2017, o que acaba de perder.

A postura dos dois é muito passiva. Esperar alguém sair para assumir. Parece Monarquia. Foi uma postura totalmente diferente do que fez Ceni quando era reserva de Zetti. Ele mostrou que queria jogar, não apenas nos treinos, mas também falando. Deixou claro que, se não fosse sua vez, sairia. E Zetti saiu não porque quis, mas porque havia um jovem de muita qualidade, com 23 anos, louco para jogar.

E tem Sidão. Veio na melhor situação possível. Ceni havia parado. Denis havia fracassado. Ceni era o treinador e pediu por ele, após 35 partidas no Botafogo, time que defendeu após um semestre no Audax. Um ano jogando como titular em boas equipes e chega para ser titular do São Paulo. Não conseguiu. Não passou confiança e agora volta a ter uma chance.

São Paulo tem três e não tem nenhum. Denis termina o contrato em dezembro e vai sair. Renan termina o contrato em maio e o São Paulo não deveria ficar com ele. Não acrescenta nada. O correto é ficar com Sidão, Lucas Perri e um grande goleiro. Buscar alguém que dê tranquilidade e confiança ao time.


Jair Ventura, estrela solitária de uma constelação operária
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Rogério, Gérson, Roberto Miranda, Jairzinho e Paulo César. Um ataque espetacular. Chegou perto de outro, formado por Garrincha, Didi, Vavá, Quarentinha e Zagallo.

Época de grandes craques, que se mantinham no Brasil por muito tempo.

Época de Jairzinho, o Furacão da Copa, um dos destaques de uma constelação brilhante.

Agora, a constelação é operária. E a estrela solitária é Jair Ventura Filho, o filho de Jairzinho.

No banco, ele construiu um Botafogo vibrante, com marcação fortíssima, com ataque de velocidade. Com contra-ataque muito bem armado. Um timaço.

Precisava vencer o Galo, time de elenco caríssimo, por 2 a 0. Fez três.

O primeiro, logo aos cinco minutos, após uma blitz. O 1 a 0 permitiu ao Botafogo jogar como gosta. Firme atrás e pronto para contra-atacar. E ficou melhor ainda quando Roger marcou após um cruzamento perfeito de João Paulo.

Impressionante como Roger está jogando bem. E como é possível ver as digitais de Jair Ventura em sua evolução. Deixou de ser um nove nove, um encostado em campo para se transformar em mais um jogador voluntarioso e pronto para ajudar os companheiros. Foi o que fez no segundo tempo. Defendeu e ainda puxou contra-ataques.

Mas ele já estava fora quando o contra-ataque matador apareceu. O Galo milionário não se cansava de cruzamentos e cruzamentos. No final, em um deles, Gílson, o substituto de Roger, escapou pela esquerda, tocou para Bruno Sílva e completou a vitória

Botafogo passou o carro. Um grande time sem nenhum grande jogador. E um ótimo treinador, Jair, o filho do Furacão.

 


Luxemburgo voltou? Seria ótimo para o futebol brasileiro
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O Sport está invicto há cinco jogos, com quatro vitórias seguidas. Está em sexto lugar no Brasileiro, na zona de Libertadores e muito longe da confusão, termo cunhado por Vanderlei Luxemburgo, o comandante da virada do Leão. A arrancada contou com vitórias fora de casa contra Santos e Coxa e na Ilha, contra Furacão e Chape.

Luxemburgo é o mais brilhante treinador que conheci. Sempre foi inventivo, sempre buscou soluções ofensivas. E não ficava apenas na prática. Exigia muito de treinamentos e, na repetição, fez com que muita gente melhorasse. Tinha um pouco de Telê.

Depois, se perdeu. Deixou o campo de lado e se imaginou um manager, cuidando de tudo e, principalmente, de contratações. Muitas em parceria com o amigo e sócio Malucelli. Futebol deixou de ser o único jogo a lhe seduzir e perdeu o foco totalmente.

Teve passagens ruins em times grandes, foi para a China, ficou um bom tempo sem emprego e agora, tudo indica, ressurge no Sport. Colocou Mena na ponta esquerda, formando uma dupla forte com o lateral Sander. Fez Osvaldo jogar bem e está sabendo tirar o melhor de Rogério, uma substituição recorrente, e de Thomas. E foi premiado com a continuidade de Diego Souza, algo que ninguém acreditava ser possível acontecer.

O rubronegro Luxemburgo está ressurgindo com o rubronegro Sport. Bom para o futebol.

 


São Paulo garante a vaga e pode descansar no sábado
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Gol de nariz ajudou o São Paulo. Nem Cyrano de Bergerac faria melhor

O quinto gol de Pratto pelo São Paulo, novamente de cabeça, foi muito mais importante do que dar ao jogo um resultado mais de acordo com o que se viu em campo. Ele praticamente garante a vaga para as semifinais. Afinal, o próximo jogo também será no Morumbi e o time pode até perder por um gol. Se perder por dois; pênaltis decidem. Lo

Assim, é garantida uma certa folga nesta terrível maratona. Ceni pode levar o time mais forte possível para enfrentar o Defensa y Justicia e descansar muita gente contra o Linense para ter novamente força total contra o Cruzeiro. É uma vantagem importante, devido o acúmulo de partidas, a ausência de Cueva e a limitação do elenco.

O placar poderia ter sido ainda maior. O São Paulo, mesmo “jogando” em Lins, teve o total domínio do jogo. Marcou no campo do Linense e transformou o jogo em um ataque x defesa. O gol, que não saiu no primeiro tempo, veio logo no início do segundo, através de um cruzamento de Buffarini, chute de Rodrigo Caio e um infeliz nariz de Diego Felipe.

O São Paulo tentou o segundo, pressionou bastante, mas logo, tirou o pé. Desacelerou. Talvez para ganhar forças pela maratona que se inicia. Na minha opinião, melhor seria apostar na construção da goleada. Buffariniu, com amarelo, deu lugar a Araruna. E Ceni colocou o estreante Thomaz. Jogou bem, deu cadência ao jogo, mostrou bom passe, mas penso que deveria ter entrado em lugar de Wellington Nen, menos produtivo e intenso que Luiz Araújo.

Além de Thomaz, o São Paulo pode comemorar também uma nova partida tranquila de Renan Ribeiro. É a quarta partida seguida e do parece claro que o posto de titular é dele. Nada de rodízio.

Jucilei também fez ótima partida. É o primeiro volante do time. Ganhou o lugar de Schmidt.

E a grande notícia é que o time, pela segunda vez seguida, sai de campo sem sofrer gols.

Um São Paulo com novos titulares e mais equilibrado está nascendo. Fica apenas, a vontade de uma goleada que não houve.


Leco precisa assumir e trazer pelo menos oito jogadores
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Carlos Augusto Barros e Silva sempre sonhou ser presidente do São Paulo. Teve uma chance e faltaram poucos votos. Tentou novamente  e foi barrado por Juvenal Juvêncio, que preferiu o poodle da Cirina. Após a renúncia, Leco foi eleito. Tem muitos apoios. Desde os que o vem como o homem ideal, aos que não imaginam ninguém melhor para o momento de transição até os que querem uma carteirinha de dirigente.

Assumiu com a oportunidade de mudar o destino do clube, que estava muito mal. Uma situação difícil, mas é nessa hora que os grandes presidentes  crescem. E ele precisa crescer, porque a decadência do time só aumenta. A classificação para a segunda fase da Libertadores. E pensar que, caso ela venha com sofrimento, haverá uma melhora incrível e a ressurreição é uma quimera. Talvez só sirva para mascarar problemas.

Leco precisa pensar no Brasileiro. O primeiro passo é saber se continuará com Bauza.

Se continuar com Bauza, tem de fazer uma pergunta: o esquema continuará a ser esse 4-2-3-1?

Se for o 4-2-3-1, novas perguntas aparecem:

1) Ainda vale a pena apostar em Centurión?

Eu acho que não. Por isso, aí está a necessidade da PRIMEIRA contratação.

2) Quem será o homem pela esquerda?

Na minha opinião, Carlinhos não dá. E Michel Bastos quer sair. Temos então a SEGUNDA E A TERCEIRA contratações

3) Quem será o homem de meio da área?

Calleri vai embora. Allan Kardec está muito mal, sem mobilidade e potência. Aí está a necessidade da QUARTA E QUINTA contratações

4) Os volantes conseguem romper sua linha e quebrar a linha adversária? Conseguem chegar até Ganso? Hudson não consegue. Thiago Mendes caiu. João Schmidt está pedindo passagem. Evidentemente, é necessária a SEXTA contratação. Bauza pediu Ortigoza.

5) E os zagueiros? O único que tem jogado em bom nível e em forma constante é Maicon. Foi um grande erro Bauza tira-lo do time contra o Trujillanos. É necessário que ele fique no segundo semestre, ou o clube precisará da SÉTIMA contratação.

6) Bruno tem ímpeto, faz algumas boas jogadas de ataque na base da potência e do arrojo. Mas o que é bom no ataque é ruim na defesa. Bauza pediu Buffarini, que pode ser a OITAVA contratação.

Parece muito? É muito. Pouca gente tem dinheiro para isso. Mas esta é a missão de Leco. O que não pode é acontecer como no jogo contra o Trujillanos, quando Bauza fez substituições e colocou Kelvin, Caramelo e Rogério em campo.

Como achar esses oito jogadores? Procurando muito bem. O Brasil está aí. A América está aí. Não deve ser difícil achar um zagueiro tosco que tenha impulsão, força física e uma certa velocidade.

E a base? Faça um monitoramento urgente e veja já quem pode jogar o Brasileiro.

Tudo é para ontem.

Assuma, Leco.


São Paulo precisa derrotar a trave
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O São Paulo fez dois gols no Mogi Mirim. E chutou duas a trave. O São Paulo fez dois gols no Cesar Vallejo e chutou cinco na trave. Não fez nenhum na Ponte e chutou duas na trave. Talvez haja mais, não sou estatístico. Mas já é algo a ser entendido e dissecado por Bauza.

A situação é preocupante. Basta lembrar que o São Paulo fez 13 gols apenas em 11 jogos. Muito da situação ruim poderia ter sido evitada.

Além da trave, o que preocupa no São Paulo é a pouca fluidez no meio campo. Os volantes não avançam para se unir ao meia. Assim, o centroavante fica muito isolado.

Contra o Mogi Mirim, tudo se repetiu, com algumas nuances. Carlinhos não foi sempre um ponta, muitas vezes postou-se no meio, formando uma dupla de armadores com Rogério. Melhorou muito com a entrada de Ganso. Ao contrário de muitos comentaristas, não gostei de Rogério pelo meio. Foi melhor na frente, que é seu lugar. Foi lá que fez o gol.

Centurión fez um bom segundo tempo. Agressivo, combativo, acertou a trave. Pode ser o início da ressurreição do argentino, que, em um ano, foi muito mal. Calleri perdeu grandes chances.

O sistema defensivo funcionou bem uma vez mais. São apenas seis gols sofridos em 11 jogos. É a sexta vez que o time sai de campo sem sofrer gols.


São Paulo derrota a bruxa e vai classificado a Itaquera
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Futebol é o esporte rei porque sempre há uma bruxa sobrevoando estádios, pronta para pousar, BRUXApronta para fazer o pequeno vencer o grande, pronta para criar Davis. O São Paulo não deixou. Não houve pouso para bruxa alguma no Pacaembu. O time venceu por 1 a 0 e está pronto para a fase de grupos, contra The Strongest, River Plate e Trujillanos. Começa na quarta que vem, mas antes tem o Corinthians em Itaquera. Uma visita que foi humilhante para o São Paulo no final do ano passado, com uma derrota por 6 a 1.

E por que falar em bruxa quando se sabe que o São Paulo teve 68% de posse de bola, finalizou muito, acertou a trave três vezes, perdeu um pênalti e Denis não foi acionado? Justamente por isso. O Cesar Vallejo não fez nada no jogo, mas o São Paulo não conseguia fazer o gol da . Como poderia vencer? Com uma bola bandida, com um lance de azar, com a bruxa achando uma brecha para pousar.

Apenas o imponderável, apenas a superstição poderiam assustar. Imaginem o lance do gol do Rogério. Escanteio, Rodrigo Caio cabeceou em Rogério, que se virou e marcou. Poderia se do outro lado e a tragédia estaria presente no Pacaembu. E aí, todos se lembrariam do gol do Kardec no primeiro jogo, anulado erradamente, todos lamentariam tantas chances perdidas.

Bauza lamentou. Ele viu 20 chances criadas nos dois jogos contra os poetas. E apenas duas corretamente concluídas. E deixou o aviso. Em Libertadores, não se pode perder tantas chances.

Ele poderia ajudar, deixando Centurión no banco. Ele começou bem, conseguiu alguns dribles e depois errou tudo.

Bauza é um técnico conservador, que não corre muitos riscos. Arma o time a partir da defesa. E foram apenas dois gols sofridos em cinco jogos. O time é solidário, tenta ser compacto e permite a Lucão um grau de exposição pequeno. Jogou bem contra o Cesar Vallejo.

Como o time é assim, compacto, fechado, não se pode dar ao luxo de perder tantos gols. Ele prometeu trabalho para que as coisas comecem a mudar.

Houve coisas boas, sim. Hudson, uma vez mais, fez ótima partida. Está muito melhor com Bauza do que com Osorio ou Milton Cruz. Calleri é um lutador, um brigador. Rogério mostrou estrela. E o time, como um todo, mostrou muita vontade, atitude e comportamento.

Assim, é difícil a bruxa pousar.

No domingo, ela estará rondando em Itaquera. Pode cair para os dois lados. Afinal, ali não há Davis. Os dois são Golias. São gigantes.

 

 


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