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Borjão da Massa classifica o Palmeiras e espera o Corinthians
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Menon

Por motivo de Cabo Daciolo, não vi o jogo do Palmeiras. Sei que é errado, mas é difícil combater um vício tão arraigado. A coisa vem desde 1989 e eu continuo na luta para ficar limpo. Mas, a cada quatro anos, caio em tentação. E o pior foi que no final fiquei com medo de dormir. E, se ao acordar, eu fosse surpreendido com a inclusão do Brasil na Ursal (União das Repúblicas Socialistas da América Latina)?

Bem, se ela existisse, o Borja não teria chances em uma hipotética seleção nacional da Pátria Grande. Na própria Colômbia, tem atacante melhor do que ele. Mas no Palmeiras, sem dúvidas Borja deve ser o titular. Desde que o treinador opte por jogar com um centroavante, como é o caso de Felipão. Borja é o tipo de jogador que deve ser analisado pelos gols que faz. Marcou, está aprovado. Não marcou, é preciso ver a causa. Se a bola chegou, culpa dele. Se não chegou, que se busque as causas. Nada de ficar cobrando recomposição, ajuda, passes perfeitos. Borja é gol.

E ele meteu logo dois espetos no Cerro Porteño, O Palmeiras está classificado, a não ser que algum tsunami ocorra. Pensando com lógica, a vaga  está garantida e é hora de a cidade pensar e se agitar para dois jogos espetaculares. Epa, mas o Corinthians ainda não se classificou. Ainda não se desgrudou do Colo Colo (isso foi um trocadilho infame) e precisa reverter a derrota de 1 x 0 do primeiro jogo, quando Gabriel não achou o Mago.

Se conseguir, será muito interessante ver o duelo entre Borja, o verdadeiro nove, e Romero, o falso nove. Dois jogadores que até poderiam estar juntos em algum clube da América do Sul ou em ligas menores da Europa ou até, quem sabe, em times menores das grandes ligas da Europa. Só não estariam juntos no time titular da Ursal.

Bem, termino por aqui. Pedi algumas horas de folga para o Jorge Correa e vou preparar meu bunker. Quero me proteger. Vai que a previsão do Cabo Daciolo se concretize, em nome de Jesus, e eu não quero fazer parte da Pátria Grande. Estou estocando comida e ampliando minha lista no spotfy. Antes que seja proibido por algum sanguinário ditador, como disse o outro candidato, um cheio de botox, com cara de Fábio Júnior mais velho.


Romero é vítima de racismo
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Romero é um jogador em evolução. Não apenas pelos sete gols em cinco jogos, 70% da artilharia do clube no pós Copa. Os gols foram a explosão decorrente da melhora do jogador. Romero era marcador de lateral. Ajudante de Fagner, apesar de incomodar também no ataque, sempre pela direita. Hoje, Fagner é seu assessor. E ele não fica mais por lá, corre por todo o campo. Está na esquerda também. E tem se revelado um falso nove utilíssimo, capaz de assumir algumas tarefas de Rodriguinho.

Aonde a evolução o levará? Com certeza, não será à Europa. Bem, sempre há uma liga menor para acolher alguém com seu talento, mas me parece impossível chegar às grandes ligas. Isso é coisa para Pedrinho. A evolução de Romero o levará ao fundo do coração corintiano. Lá, ele já está. Como diz o amigo Moacyr “engenheiro Pinduca”, corintiano tem uma certa admiração por Sócrates e Rivellino, mas gosta mesmo é de Zé Maria, Biro Biro e Romero.

A evolução de Romero é impressionante e invisível para muita gente. Não enxergam por dever clubístico mas também por preconceitos enraizados. Paraguaio bom é zagueiro, como Reyes, Gamarra e Balbuena. Paraguaio é falsificado. Paraguaio é sinônimo de coisa falsa. Paraguaio não pode ser bom. Uma atitude ridícula. Afinal, se o Paraguai foi colônia da Espanha, nós fomos colônia de Portugal. O último país da América a acabar com a escravidão. Ainda há dementes que não acreditam que tenha havido escravidão.

Pode-se dizer que a desconfiança em relação a Romero não tem a ver com xenofobia Afinal, qual foi o grande atacante paraguaio? Cardozo? Santa Cruz? Arsenio Erico? É um bom argumento, mas se Romero fosse nascido na Letônia ou no Tijiquistão ou em Ilhas Fiji, seria saudade com fé e entusiasmo. Mas, ele é apenas paraguaio, nasceu naquele país do ditador Solano López, que nós tivemos a obrigação de massacrar. Nem interessa se a vitória foi conseguida com ajuda de Argentina e Uruguai. E, se matamos crianças, foi culpa de quem deu armas para elas. Ninguém mandou ficar na frente de nosso iluminado conde Deu, corajoso marido da Princesa Isabel.

Como disse o Mauro Cezar Pereira, no Linha de Passe, só falta alguém chegar e dizer: “o Romero é tão bom que nem parece paraguaio”. Ou algum outro cretino dizer: “não tenho racismo contra paraguaio, eu até vibrei com um gol do Romero”


Timão ressurge com Romero e Pedrinho
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No equilibrado futebol brasileiro, é comum prognósticos apressados: de uma rodada para outra o craque virá perna de pau e o favorito se transforma em candidato ao rebaixamento.

Está sendo assim com o Corinthians. Depois de um início terrível, houve a parada da Copa e o time voltou com três vitórias em quatro jogos.

Uma reação que coincide com o ótimo futebol de Romero. Fez três no Vasco, dois no Cruzeiro e um no Botafogo. Seis dos nove gols marcados.

Romero se multiplica em campo. Quando o time joga com centroavante, ele fica na ponta direita e também ajuda Fagner na defesa. E também é visto na esquerda.

Contra o Vasco, não houve centroavante. Repetir-se o esquema com “falso nove”. E Romero substituiu Rodriguinho na dupla com Jadson. Foi ali, na área, que fez o segundo gol. E foi fora dela, a área, que fez o primeiro. E o terceiro, de contra-ataque. Triplista.

E, se Romero já mostrou seu valor há tempos, Osmar Loss parece estar dando um grande passo rumo à obviedade: Pedrinho precisa ser titular.

Jogou muito contra o Vasco: passe para o segundo gol e presenteou o Vasco com dois amarelos.

Não há justificativa técnica que justifique sua volta ao banco.


Argentina, um bando de loucos, está classificada. Exército Brancaleone
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Foi como dava  para ser. Com Messi dando carrinho na ponta-esquerda. Com Messi fazendo cera. Levando amarelo. Com Messi saltando à frente do nigeriano para impedir que um balão chegasse à sua área.

Foi com Mascherano ensanguentado. Foi com Marcos Rojo fazendo um belo gol. Foi com Higuain chutando nas nuvens uma chance salvadora. Foi com Armani no gol. Enfim, um goleiro.

Foi como não precisava ser. A Argentina ganhou sem ter um time. Os onze que entraram nunca atuaram juntos. O goleiro fez sua primeira partida com a camisa da seleção. Um treinador com um ano de trabalho não pode chegar à terceira partida da Copa sem ter um time para chamar de seu.

O seu atuou na segunda partida e foi humilhado pela Croácia.anA desclassificação da Argentina seria a coroação de uma comédia de erros. Uma federação que não tinha dinheiro para contratar treinador. Que teve três comandantes diferentes desde o vice-campeonato conquistado por Sabella há quatro anos: Martino, Bauza e Sampaoli.

Uma Argentina que claudicou nas Eliminatórias, com Sampaoli convocando Icardi, Aguero, Dybala e terminou com Benedetto. Que chegou ao Mundial com Caballero, que nunca joga, ficando com o lugar de Romero, que nunca joga. Pelo menos, Romero tem um trabalho muito bom na seleção. Mas o tal do Loco Sampaoli escalou Caballero em vez de Armani.

A Argentina errou muito. Errou demais. Messi também. Não faz bom Mundial, perdeu um pênalti que teria dado muita tranquilidade ao time.

Que time?

Não tem time.

Contra a França, deve continuar essa turma que ganhou no suor da Nigéria. Mas, mesmo entre os vitoriosos, há Mascherano fazendo um Mundial horrível, abaixo de seu nível. Di Maria também. Poderia ser a hora de Dybala, de Lo Celso, de Lautaro, que nem foi chamado para a Copa. Mas, vai mudar agora?

O jeito é esse. Descansar, namorar, tomar um vinho, um churrasco e voltar a campo no sábado para mostrar a Pogba, Mbappé, Matuidi, Umtiti, Pavard, Lloris (que luxo, poupados da terceira rodada), que eles podem ser vencidos por um Exército Brancaleone, movido a paixão, suor e uma pitada de Messi.


Romero, o guerreiro que ocupa o vácuo dos craques
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Dr Ulysses Guimarães, um político que faz muita falta no Brasil de hoje, dizia que, em política, não há espaço vazio. Em qualquer espectro ideológico, se alguém perde poder, ele é ocupado por outra pessoa. Apenas como exemplo, sem querer polemizar: Jânio, Maluf e Bolsonaro. Vejamos que tomará o lugar de Aécio.

O futebol brasileiro perdeu seus craques. Não é um lamento, é apenas um fato. Todo garoto bom de bola vai logo para a Europa. David Neres, por exemplo, que saiu com 19 anos. Malcon, do Corinthians. Em décadas passadas, seria o melhor jogador do time. Mas já está há tempos na França.

Onde deveria estar Malcon, está Romero. O paraguaio ocupou o espaço, com um futebol baseado em esforço e comprometimento. Já tem 23 gols apenas em Itaquera, é o artilheiro da arena. Faz gols e também ajuda na marcação. Contra o Vitória, no jogo que valeu vaga nas quartas, chutou de direita, o goleiro Caíque rebateu e ele chutou de esquerda. Gol. Em seguida, subiu para cabecear e fez de ombro. Não interessa. Fez. Foi apenas o seu terceiro gol no ano, mas pergunte à torcida se está ou não contente com ele.

É um pouco frustrante perceber que um dos melhores times do Brasil (os títulos confirmam a tese) tenha, entre seus destaques um jogador paraguaio que nem é titular de sua seleção. Nos tempos em que os craques aqui estavam, era muito difícil um paraguaio jogar por aqui. A não ser que fosse titular da seleção. Como Arce, Gamarra e Rivarola. Tem o caso de Balbuena, que não é titular da seleção, mas aí é um erro inexplicável dos treinadores.

Romero não tem nada com isso. Ele não precisa saber do passado ou do futuro. Está aqui, no Brasil pentacampeão, jogando bola com dignidade e tendo respeito da torcida de um de nossos gigantes.

Seus dois gols deram tranquilidade para que Carille descansasse Jadson, Pedrinho e Maycon para os próximos jogos. No domingo, o clássico é contra o Palmeiras e Romero estará lá, importunando geral.

Romero, guerreiro.


E o Pedrinho, Carille?
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O Corinthians tem demonstrado problemas ofensivos. Nos últimos jogos, fez apenas um gol. Contra o Palmeiras, em casa, passou em branco e perdeu a primeira partida da decisão. Então, para o último jogo do Paulista, aquele que vale título, Fábio Carille resolveu mudar o ataque. Mudanças táticas e técnicas.

Abriu mão de um jogador mais fixo na área, já que Júnior Dutra e Sheik não foram bem e que Kazim é café-com-leite. Voltou a usar o esquema com “falso nove”, unindo Rodriguinho e Jadson, que retorna, pelo meio.

Não pode contar com Clayson, expulso, e optou por Romero como substituto. Manteve Matheus Vital.

Resumindo: muda o esquema, troca dois atacantes e…Pedrinho continua no banco.

Acho um típico caso de fidelidade a uma ideia que não está dando bons resultados. Carille não vai atacar o Palmeiras, de início. Vai se resguardar, torcer por um primeiro tempo de igualdade e, lá pelos dez ou 15 minutos do segundo, coloca Pedrinho em campo.

E por que não, desde o início?

Imagino duas justificativas. Se jogar muito aberto e sofrer um gol, tudo acaba. E a segunda vem acompanhada de um pensamento do tipo: e se o Pedrinho não estiver bem, quem coloco para mudar o jogo, se ninguém tem características técnicas e ofensivas como ele?

Pode dar certo, Carille é bom treinador e conhece seus jogadores. Ele deve saber mais do que todos se Jadson está pronto para voltar a mostrar um bom futebol, algo que não é visto há tempos. Deve saber o que Vital tem a mais que Pedrinho.

Eu fico na dúvida. Para mim, Carille está sendo muito pouco ousado para o jogo que vale título e que precisa vencer no campo do adversário. Está pensando muito burocraticamente , preso a uma fórmula que não tem dado alegrias e nem resultados. Depois de Pedrinho, se ainda estiver mal, coloca Danilo para cabecear. Pouco, muito pouco contra o Palmeiras.

 


Borja 1 x 0 Valentões alvinegros e verdes
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Um gol. 50 faltas. Dez cartões amarelos. Dois cartões vermelhos. 36 cruzamentos. A primeira decisão do Paulista foi um jogo de péssimo nível técnico, com jogadores fazendo bobagens o tempo todo. Uma amostra do futebol brasileiro. E olha que estiveram em campo Cássio, Fagner, Henrique, Rodriguinho, Marcos Rocha, Felipe Melo, Lucas Lima e Dudu, jogadores que já tiveram passagens pela seleção brasileira. Felipe Melo e Henrique já jogaram uma Copa. Romero e Balbuena são da seleção paraguaia.

Futebol passou longe de Itaquera.

E o colombiano Borja foi o esperto entre valentões. Fez o gol do jogo. No último minuto do primeiro tempo, fez falta dura em Henrique. E saiu andando, sem ligar para os dois empurrões que levou. E passou novamente ao largo de toda a confusão que veio depois. Um comportamento que ajudou muito o seu time. Ao contrário daquela briga campal contra o Peñarol, em Montevidéu, quando foi de uma ausência ultrajante.

Além da briga, o que se viu foi jogador o tempo todo reclamando e pedindo cartão para o rival. O tempo todo. No último minuto, Rodriguinho iniciou um contra-ataque e sofreu falta em seu campo. Levantou pedindo amarelo. Por que pensar nisso em um momento tão dramático? Parece que o primordial é dar amarelo aos outros. A síntese do futebol é essa. Foi essa.

Gabriel fez cinco faltas. E também no final do jogo, atirou uma bola na cabeça de Bigode. Qual o sentido disso? Poderia levar o segundo amarelo e ficar fora da final, como Felipe Melo e Clayson, os expulsos.

E Dudu? O tempo todo fica pilhando o jogo, fica irritando adversários, logo sofrerá tendinite no ombro de tanto pedir amarelo.

Realmente, confesso que não tenho capacidade para analisar um jogo assim.

Palmeiras não foi passivo como nos outros clássicos contra o Corinthians.

Fez um gol logo no início e se aproveitou muito do clima nervoso que houve. Quando não tem futebol, quem está na frente tem mais possibilidades de manter o resultado.

O Palmeiras está perto do título. Graças a Borja.


Romero foi vítima do “jornalismo” palhaço
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Angel Romero é um jogador valoroso, apesar de muitas limitações técnicas. Mas entende de jornalismo, seus limites e sua ética, mais do que o pessoal da 97.

Ele, que já havia se revoltado com uma brincadeira da TV Globo, agora mostrou sua indignação contra frases racistas ditas no programa.

O Paraguai é uma aldeia indígena, com contrabando e tráfico de armas, disseram os radialistas. Qual o problema em ser descendente de indígenas? E contrabando é errado só pra quem vende ou para quem compra também? O mesmo vale para as armas.

O Brasil, junto com Argentina e Uruguai, massacrou o Paraguai naquela maldita guerra de 1865/70. Conde Deu (o corajoso marido da Princesa Isabel) mandou matar até crianças que combatiam pelo facínora Solano López.

Mas, enfim, como explicou Romero, o que tem a ver seu futebol com o seu país? Beckenbauer foi menos gênio porque a Alemanha foi o berço do nazismo?

Romero merece desculpas dos jornalistas que amam e honram sua profissão.


Carille vai com falso nove. Calma, não é o Kazim
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A definição de um time através de números nem sempre dá uma versão correta do que se verá em campo.

O Corinthians, contra o Palmeiras, por exemplo. Carille escalou Renê Jr. ao lado de Gabriel. E ainda Romero, Jadson, Rodriguinho é Clayson. Seria um 4-6-0 ou, desmembrando, um 4-2-4-0.

Nem Júnior Dutra e muito menos Kazim, que lutavam pela camisa que Jô tão bem defendeu no ano passado. Carille claramente desistiu de não desistir de Kazim. Faz bem.

A representação numérica do esquema indica que não haverá atacantes a incomodar Jaílson. Mas, você, eu e as Gêmeas Lacração sabemos que não é assim que a banda toca.

Ao abrir mão de um centroavante, Carille aposta em ter mais gente no meio campo. Seis homens. E mais Maycon, deslocado na lateral. E, ao ter mais gente no meio, pensa ter mais posse de bola. E com mais posse de bola, mais chances de marcar e de vencer.

Quem entrará na área, como falso nove? Pode ser Jadson, como no primeiro gol contra o São Paulo. Pode ser Rodriguinho. Ou, em uma inversão de jogada, Romero, sempre atento. Ou Clayson, entrando em diagonal.

O homem ideal para este esquema é Danilo, mas está em final de carreira, sem muito físico.

Pode dar certo, pode dar errado. Mas Carille está tentando. Não está preso a conceitos dogmáticos.


Minha seleção do Brasileiro-17
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Menon

Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.