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Faltou caráter a Rueda e sobrou inércia ao Flamengo
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O que Rueda fará com a seleção chilena, caso receba um convite da seleção alemã? Os dirigentes chilenos devem pensar seriamente sobre o assunto. Afinal, quem mostra desvio de caráter uma vez, por que não mostraria desvio de caráter duas vezes.

Não se trata de profissionalismo ou falta dele. Ele tem direito de trocar de patrão quando quiser, desde que pague a multa.

O que não pode é ficar negociando com os chilenos e dizer ao Flamengo que nada está acontecendo. Passa o tempo todo negociando um bom salário lá e não deu alguma satisfação cá.

O outro lado foi a inércia do Flamengo. Os indícios aumentavam, as notícias chegavam e os dirigentes, nada.

Se tivessem ido até a casa de Rueda e tido uma conversa séria com ele, a situação estaria resolvida.


Na hora mais terrível, o gigante Vasco chama Zé Ricardo
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O jornalista Mauro Cezar Pereira anunciou, minutos após o anúncio da demissão de Milton Mendes, que Zé Ricardo, recém demitido do Flamengo, é a primeira opção do Vasco da Gama para o Campeonato Brasileiro. Ele chegaria em um momento muito ruim da tabela para o time da Cruz de Malta.

A sequência começou com derrota para o Bahia, em Salvador. Em seguida, virão Fluminense (f), Grêmio (c), Corinthians (f) e Sport (f). No primeiro turno, a série de jogos aqui descrita rendeu nove pontos ao Vasco, que lhe deram um fôlego razoável no início do Brasileiro. O time aproveitou bem o direito de jogar em sua casa.

A dificuldade para o segundo turno era prevista. O que não se podia imaginar é que viesse após um jejum de cinco partidas sem vitórias, com apenas dois pontos conseguidos em 15 possíveis. A caminhada que seria dura, vem precedida da perda de alguns cantis cheios de água. E a torcida tem parcela de culpa, pois a invasão de São Januário após a derrota para o Flamengo, custou ao clube a proibição de jogar em seu alçapão. E tome derrotas.

Nesse panorama crítico, o nome favorito é o de Zé Ricardo. Apesar de novo, ele surgiu no futebol fazendo um trabalho de recuperação parecido, ao assumir o Flamengo, após a saída de Murici, no ano passado. Conseguiu fazer um bom trabalho em um momento duro, mesmo sem ter experiência. Agora, é mais duro, diga-se.

No Flamengo que sucedeu ao da crise, com jogadores famosos e contratações caras, Zé Ricardo não foi bem. Acabou demitido, para a chegada de Rueda.

Em um mundo ideal, ele não deveria assumir o Vasco e a difícil tarefa que se avizinha. Poderia ficar em casa, ou, seguindo a moda, viajar para algum estágio na Europa. Aqui, uma regressão. Se treinador brasileiro acha difícil  estudar na Europa, porque não faz cursos na Argentina, que é pertinho:? Os cursos são reconhecidos internacionalmente, ao contrário do que a CBF proporciona.

Tirado o fim de ano para estudos, Zé Ricardo poderia esperar um convite para iniciar um trabalho do zero, com indicações suas e sem pressão inicial. Poderia, sem dúvida. Mas seria conhecido como o cara que, com menos de dois anos de profissão, teve a ousadia de recusar o Vasco.

E o Vasco, apesar do mau momento que dura uma década, com três rebaixamentos e vivendo à deriva, com Dinamite substituindo Eurico e sendo substituído por Eurico, bem, o Vasco, ainda é o Vasco. É um gigante. E todo treinador deve ansiar por ter um gigante em seu currículo. No caso de Zé Ricardo, o segundo.


Rueda comanda sua maior Nação
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Reinaldo Rueda está assumindo o Flamengo. Aos 60 anos, atinge o ápice da carreira e, ao mesmo tempo, o maior desafio esportivo de sua vida. Os números comprovam. Ele classificou Honduras para a Copa do Mundo de 2010, quebrando um jejum de 28 anos. Ele classificou o Equador para a Copa de 2014. Honduras tem 9 milhões de habitantes. Equador tem 17 milhões. A última pesquisa Ibope mostrou 32 milhões de rubro-negros pelo Brasil.

E a pressão  não é apena numérica. O que Honduras poderia esperar na Copa, após classificar-se diretamente, sem repescagem, atrás de Estados Unidos e México? Nada, se lembrarmos ainda que caiu no grupo que tinha Espanha, futura campeã, Chile, de Bielsa, e Suíça. O empate com a Suíça por 0 x 0 foi comemorado e não houve lamentos pelas derrotas contra Chile (1 x 0) e Espanha (2 x 0).

E o Equador? A torcida poderia reclamar de a seleção conseguir 4 pontos em três jogos, contra Honduras (3 x 0), França (0 x 0) e Suíça (1 x 2)? Talvez um empate ou vitória contra a Suíça, mas o empate contra a França superou expectativas e foi aplaudido.

No Flamengo, não. Rueda foi contratado por um ano e meio e, em condições normais de temperatura e pressão, teria os seis primeiros meses para se adaptar, fazer um balanço técnico e tático, afastar jogadores, pedir reforços e, a partir de um bom trabalho agora, sem cobrança, decolar em 2018.

Não vai ser assim. É Flamengo. E ele tem duas competições do tipo mata-mata pela frente. Na Copa do Brasil, enfrenta o Botafogo sem estrelas, mas bem armado e com ares de favorito. E na Sul-americana, tem Chapecoense e, em seguida, o vencedor de Fluminense x LDU, para então chegar na semifinal.

Uma eliminação contra o Botafogo pode até ser entendida, mas um mau passo na Sul-americana fará com que Rueda sinta o que ainda não sentiu em sua carreira.

Contra o Botafogo, haverá ainda um fator adicional. Jair Ventura, treinador rival, em insuspeita confissão xenófoba, disse que não concorda com sua contratação, por fechar o mercado aos brasileiros. Ridículo. O Botafogo tem vários jogadores estrangeiros, o pai de Jair se aventurou a Colômbia já no final de carreira, o húngaro Bella Guttman influenciou o futebol brasileiro e o Botafogo foi campeão carioca em 1930 e 1932 sob a batuta de Nicolas Radanyl, também  húngaro. Uma bobagem que esquenta ainda mais o jogo.


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